Veja aqui as orientações por docente de 1970 a 2010

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Veja aqui as orientações por docente de 1970 a 2010
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
ADAIL VICTORINO CASTILHO
1993
Mestrado
BENCHAYA, Rachel. Percepção do estágio supervisionado em Psicologia Escolar: relatos de
estagiários e supervisores. 1993. 140 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Descreve e analisa a estrutura e o funcionamento do estágio supervisionado em Psicologia
Escolar, de dois cursos de Psicologia na cidade de Belém-PA. Os ss são 16 estagiários e 5 supervisores
do estágio supervisionado em Psicologia Escolar, pertencentes a Universidade Federal do Pará (UFPA) e
União das Escolas Superiores do Pará (UNESPA). Realiza entrevistas com os ss e analisa documentos
relacionados com os cursos. Verifica que as atividades dos estagiários são desarticuladas do planejamento
do local do estágio; os objetivos dos estágios são gerais e a avaliação e realizada com critérios que
necessitam de clareza e objetividade; e que os alunos chegam despreparados academicamente para o
estágio. Aponta a necessidade de uma maior articulação entre o supervisor, o estagiário e o local onde o
estágio e realizado a fim de que cada um possa conhecer as expectativas do outro e estabelecer os direitos
e deveres que possam advir dessa interação.
DECHICHI, Cláudia. Caracterização de crianças encaminhadas a classe especial para
deficientes mentais leves. 1993. 141 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga aspectos relativos a classe especial para deficientes mentais leves (ce), identificando
tanto as características principais desta população, quanto aquelas relacionadas aos aspectos dos relatórios
de avaliação psicológica destes alunos. Os ss são 164 alunos matriculados em 1992 em 15 ces de 11
escolas estaduais de São Paulo-SP. Coleta os dados através da consulta aos prontuários dos alunos e
consequente preenchimento de um roteiro de informações. A análise dos dados revela que há uma
concentração maior na faixa etária de 9 a 12 anos e que 59,8% dos ss são do sexo masculino. Observa que
58% dos alunos possui relatório de avaliação psicológica com laudo psicológico de encaminhamento para
ce; apenas 94 prontuários têm informação sobre o tempo de permanência anterior em escola regular, e
entre estes, 53,2% por um período de tempo menor que 2 anos; 93,7% dos alunos possui relatórios que
não seguem o modelo exigido pela secretaria de educação. Verifica, também, que 55,5% dos alunos de ce
não está classificado como deficiente mental leve e que há uma grande diversidade entre os tipos de
técnicas e instrumentos mencionados nos documentos. Discute a atuação do psicólogo junto a clientela de
ce, ressaltando o fato que o profissional não tem ocupado completamente este espaço, o que pode ser
comprovado pelo número de crianças em ce sem a avaliação psicológica exigida por lei.
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
KAJIHARA, Olinda Teruko. Referências teóricas para a investigação das funções corticais
superiores através do Wechsler Intelligence Scale for Children (WISC). 1993. 182 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende proporcionar referenciais teóricos para a análise da validade de uso do Wechsler
Intelligence Scale of Children - WISC, na realização da qualificação (descrição do quadro de sintomas
resultantes de lesões ou disfunções cerebrais locais) e no levantamento de hipóteses concernentes a
localização do foco lesional (ou da disfunção). Investiga se os subtestes que compõe o WISC oferecem
subsidios ao diagnóstico de distúrbios de linguagem, memória, aritmética, e das praxias infantis, tendo
como base Luria. Analisa os estudos neuropsicológicos realizados nos últimos anos acerca das relações
cérebro-comportamento através das escalas Wechsler e verificando que a tendência tem sido a busca de
um padrão de desempenho que caracterize os individuos com lesões cerebrais. Esta análise
exclusivamente quantitativa não permite dimensionar em que extensão as escalas Wechsler podem
contribuir para a qualificação do sintoma nem para a análise dos fatores subjacentes ao grupo de sintomas
observados. Conclui que as provas do WISC, na forma como estão organizadas oferecem poucos
subsidios a investigação neurológica infantil, ou seja, de distúrbios de linguagem, aritmética, praxias e
memória.
MARX, Roseana Barone. Análise qualitativa da implantação do construtivismo na rede
pública municipal de São Paulo. 1993. 113 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a implantação do construtivismo pelas escolas da rede pública municipal de São Paulo,
através da análise qualitativa da intervenção de 88 professores alfabetizadores comprometidos com a
proposta construtivista que atuam nas primeiras séries. Traça um panorama das inúmeras tentativas feitas
com o intuito de erradicar o analfabetismo no Brasil, destacando o papel de Emilia Ferreira que na década
de 70, propõe uma revolução conceitual com o construtivismo. Elabora um questionário composto de
perguntas abertas e fechadas, pertinentes ou não a proposta construtivista de alfabetização, a fim de
verificar a maneira de atuação dos ss. Conclui que os professores da rede pública municipal de São Paulo
que se comprometeram com o construtivismo caminham para uma prática coerente, estando muito mais
voltados para suas vocações do que com qualquer outro objeto de questionamento. Destaca que essa
proposta de mudança específica no método de alfabetização deve ser acompanhada da mudança quanto a
compreensão do conceito de educação.
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1994
Mestrado
CARVALHO, Cristina Vilela de. Em busca de uma obra: considerações psicanalíticas sobre o
processo de elaboração de uma dissertação de mestrado. 1994. 380 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a partir de um referencial psicanalítico freudiano, alguns aspectos psíquicos envolvidos
no processo de elaboração de uma dissertação de mestrado em ciências humanas, e também discute a
nível inconsciente/pré-consciente algumas dificuldades (lentidão/paralização) vivenciadas na elaboração
do referido trabalho. Os ss são 8 mestrandos de diferentes instituições e variadas etapas de elaboração do
trabalho, nos quais são aplicadas entrevistas semi-dirigidas. Os resultados indicam que o mestrando tem
inúmeros anseios profundos, presença de elevadas expectativas que o leva a se deparar fortemente com
sentimentos de incapacidade e com a vivência da angústia e ainda a figura do orientador fica permeada de
alto grau de ambivalência, o que contribui para dificultar, em certas fases, um real diálogo com o
mestrando. Conclui que, além da falta de incentivos e de recursos financeiros, aspectos subjetivos
também influenciam na ocorrência de dificuldades na elaboração da dissertação, e que algumas situações
institucionais parecem favorecer a proliferação de entraves no trabalho .
Doutorado
PEREIRA, Ana Maria Teresa Benevides. Características de personalidade de profissionais
da área de Psicologia : uma contribuição a seleção e/ou orientação a estudantes de Psicologia .
1994. 398 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Avalia a personalidade de psicólogos para futuro embasamento da seleção e/ou orientação de
estudantes e profissionais de Psicologia. Os integrantes que compõem o grupo de Psicologia são divididos
entre os que continuam na profissão de psicólogos, grupo a1 (n=7) e os que a abandonaram, grupo a2
(n=21). Posteriormente, em 1993/94, 6 dos componentes de a1 e 9 de a2 são re-testados. Compara os
dados obtidos no método de Rorschach nesses 2 momentos com o padrão estabelecido por Silveira (1964)
e entre si. Também examina e compara um terceiro grupo composto por psicólogos formados há 10 anos
ou mais e que subsistem de sua profissão (n=15). Mostra que no ingresso da faculdade, o grupo a2
apresentou um maior número de índices diferentes do de Silveira que a1, mas com o passar dos anos,
essas diferenças diminuiram. Com traços diferentes do padrão médio da população brasileira, os 3 grupos
apresentam semelhanças como: carência de raciocínio abstrato, imaturidade emocional, predomínio do
juúzo de valor sobre o de realidade, alta sensibilidade afetiva, impulsividade e instabilidade conativa.
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1997
Doutorado
KAJIHARA, Olinda Teruko. Avaliação das habilidades fonológicas de disléxicos do
desenvolvimento. 1997. 272 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Avalia disléxicos do desenvolvimento e analisa, segundo a neuropsicologia e o modelo da dupla
rota de leitura, se déficits fonológicos são os fatores causais do atraso na leitura e na escrita dessas
crianças. Os Ss são 14 disléxicos das 3ª e 4ª séries do 1º grau, que frequentam as salas de recursos de
Maringa - PR, com idade média de 11 anos e 8 meses, Q.I. total médio de 87,14 na WISC e atraso de,
pelo menos, 2 anos na leitura e na escrita. Emparelha os Ss a 2 grupos de leitures fluentes,
respectivamente, por nível de leitura e QI, e idade cronológica e QI. Participaram, também, 2 grupos de
controle formados pelos demais alunos das 3ª e 4ª séries atendidos em salas de recursos: 23 alunos com
problemas gerais de aprendizagem e 9 deficientes mentais. Aplica 5 provas para a investigação das
habilidades fonológicas: leitura e escrita de palavras reais e inventadas, uso de códigos fonológicos na
memória a curto prazo, velocidade de nomeação, categorização de palavras quanto aos sons e
memorização de material linguístico e não-linguístico. Faz o emparelhamento dos Ss através da Análise
de Variância (ANOVA). Os resultados apontam nos deficientes mentais e alunos com problemas de
aprendizagem, atraso no desenvolvimento das habilidades fonológicas. Constata que os disléxicos do
desenvolvimento apresentam atraso no desenvolvimento da escrita, da consciência fonológica e da
memória verbal, prejuízo no uso da via sublexical de leitura e utilizam códigos fonológicos na memória
a curto prazo, mas não a estratégia de ensaio como recurso mnêmico. Conclui que as dificuldades de
leitura das crianças disléxicas decorrem de déficits fonológicos.
1998
Mestrado
LANGHI, Celi. Educação a distância através da internet: um estudo de viabilidade e das
possibilidades do uso da internet em programas de capacitação, treinamento e aprendizagem a
distância. 1998. 163 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A educação a distância pode ser vista como uma possível alternativa para a solução de
problemas educacionais em países de grandes extensões territoriais. Nesse sentido, elaborou-se um curso
de treinamento em Didática para docentes do ensino básico para avaliar a viabilidade e possibilidades da
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educação a distância, via Internet, para a realidade brasileira. Analisou-se uma amostra de 60 sujeitos,
alunos de cursos de graduação, de diferentes áreas do conhecimento, que realizaram o curso e
responderam a uma prova diagnóstica e uma prova somativa, com quarenta e cinco questões cada, para a
verificação do aproveitamento. Fez-se um levantamento de opiniões sobre os conteúdos e atividades
desenvolvidas, por meio de um questionário. Comparando-se o resultado geral das provas, pode-se dizer
que o procedimento da pesquisa foi válido, com resultados favoráveis no tocante ao produto da
aprendizagem obtida. Quanto às opiniões dos sujeitos, nota-se que esse tipo de curso foi bem aceito.
Verificou-se que há muito para se caminhar na área da educação a distância, uma vez que, muitas são as
dificuldades de implantação e desenvolvimento.
Doutorado
FLORES-MENDONZA, Carmen Elvira. Processamento cognitivo básico e inteligência em
deficientes mentais. 1998. 246 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa o desempenho de deficientes mentais e sujeitos normais em tarefas cognitivas simples e
compara-o com o resultado de um teste de inteligência, para verificar a relação entre processamento
cognitivo básico e inteligência psicométrica. Utiliza 12 tarefas cognitivas, elaboradas em linguagem
Delphi, sendo nove replicadas do estudo de Douglas Detterman e 3 criadas pela autora. Apresenta
estatísticas descritivas, precisão das medidas de cada tarefa e correlações destas com o escore total do
Teste Raven - Escala Geral, para ambos os grupos (deficientes e normais). Analisa as tarefas,
separadamente e em conjunto, utilizando técnicas estatísticas de análise multivariada. Constata que
algumas tarefas apresentam correlação como teste psicométrico, enquanto outras apresentam correlações
muito baixas. Dependendo do grupo de variáveis selecionadas a análise discriminante mostra as tarefas
que mais discriminam os grupos de sujeitos. A análise de componentes principais aponta uma maior
proporção de variância, explicada pelo primeiro componente principal, na amostra de sujeitos deficientes
mentais. Por último, o trabalho apresenta dois modelos, obtidos por regressão múltipla, que predizem o
escore obtido no teste psicométrico dos sujeitos da amostra em estudo. Conclui que a análise de processos
cognitivos simples pode fornecer algumas pistas sobre as falhas no processamento de informação dos
sujeitos deficientes mentais assim como predizer o desempenho destes em tarefas complexas como, por
exemplo, nos testes de inteligência.
LEMES, Sebastião de Souza. Os estilos cognitivos - dependência e independência de campo na formação e no desempenho acadêmico em duas diferentes áreas de conhecimento: exatas
e humanas. 1998. 132 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Inicia-se por um rápido histórico relativo a evolução dos estudos sobre estilos cognitivos e os
estudos correlatos que se desenvolveram a partir desta evolução. Entre os estudos que historicamente se
destacaram, tem-se aqueles desenvolvidos por H. Witkin, H. Gardner e Kagan e Kogan. Esses autores,
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como representantes das três escolas que mais influenciaram os estudos sobre estilos cognitivos,
desenvolveram teorias sob diferentes óticas. O presente estudo optou por investigar os estilos cognitivos
denominados de Dependência e Independência de Campo, proposto pelo primeiro, H. Witkin. O objetivo
básico foi analisar e discutir os estilos cognitivos DC e IC em relação ao desempenho acadêmico de
universitários em duas áreas diferentes de formação, nas Ciências Humanas e nas Ciências Exatas. Para
isso utilizou-se do grupo natural de universitários formado pelos cursos de Pedagogia e Química da
Universidade Estadual Paulista, campus de Araraquara. O material utilizado foi basicamente a média do
desempenho acadêmico reconhecido oficialmente pela instituição obtido por esse grupo e o GEFT Group Embedded Figures Test - O Teste de Figuras Ocultas empregado para se identificar o estilo
cognitivo dos sujeitos na sua forma coletiva (empregou-se a versão em língua espanhola). Os resultados
obtidos no teste possibilitou a formação de três grupos diferentes na população estudada. O grupo dos
Dependentes de Campo (entre 0 e 6 pontos no GEFT), o grupo formado pelos sujeitos que ficaram na
Área de Influência (entre 7 e 11 pontos no GEFT) e o grupo dos Independentes de Campo (entre 12 e 18
pontos no GEFT). Para analisar o comportamento dos diferentes grupos aplicou-se aos dados a análise
multifatorial de variância (ANOVA). Esta análise deu origem às diferentes tabelas e quadros, através dos
quais os resultados foram analisados. Entre os resultados significativos em relação ao estilo cognitivo,
segundo as análises, obteve-se significância entre os estilos cognitivos e sexos, estilo cognitivo e
desempenho acadêmico e estilo cognitivo, área de estudo preferencial e sexo. Concluiu-se o estudo
verificando que os dados com significância possibilitaram atender tanto aos objetivos do estudo quanto a
confirmação das hipóteses estabelecidas. Comprovou-se a existência dos diferentes estilos cognitivos
presentes na população estudada, a diferença entre os sexos e a influência no desempenho acadêmico.
Além disso, detectou-se a tendência dos Independentes de Campo em obterem melhores desempenhos
(médias) que os Dependentes de Campo e que os da Área de Influência.
PRIMI, Ricardo. Desenvolvimento de um instrumento informatizado para a avaliação do
raciocínio analítico. 1998. 230 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A partir dos estudos da Psicologia cognitiva sobre os componentes do processamento do
raciocínio analógico desenvolveu-se um modelo que indica os fatores de complexidade para esses
problemas. Pela combinação desses fatores (número de figuras geométricas, número de regras, natureza
das regras e organização perceptual) desenvolveu-se dois testes estruturalmente idênticos, cada um com
32 problemas de analogias com figuras geométricas em forma de matrizes. Aplicou-se, por meio de
microcomputadores, em 365 estudantes universitários ingressantes, a maioria com idade de 17 a 22 anos e
68% do sexo feminino. O modelo conseguiu prever de 75% a 82% da dificuldade dos problemas que
esteve associada, principalmente, ao número de informações existentes (número de figuras e regras) e a
organização perceptual. Os instrumentos apresentaram uma boa consistência interna (0,84 e 0,87). Os
fatores de complexidade interferiram no tempo de reação e uso de respostas de eliminação de alternativas.
Itens com informações irrelevantes consumiam mais tempo e aqueles com maior número de informações
propiciavam aumento da utilização de estratégias analíticas. Os alunos com melhor desempenho eram
mais sistemáticos na distribuição do tempo e na utilização dos recursos de eliminação à medida que os
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problemas se tornavam mais complexos. Os dados correlacionais evidenciaram associações positivas
significativas entre medidas obtidas por meio do teste e medidas externas, tais como: o desempenho
acadêmico evidenciado pelas notas escolares, o teste de Raven Escala Avançada (0,55 a 0,81), raciocínio
espacial, raciocínio lógico dedutivo, compreensão em leitura e conhecimentos gerais. Pelo uso do modelo
de um parâmetro da Teoria de Resposta ao Item construiu-se uma escala que indica, em cada ponto, a
proficiência em problemas com diferentes níveis de exigência da memória de curto prazo, e do
gerenciamento metacognitivo. Além disso, compara com o desempenho relativo de pessoas com
gerenciamento eficaz do tempo, persistência e flexibilidade adaptativa. Esse trabalho contribui para a
compreensão do raciocínio analítico e oferece um instrumento cujas vantagens em relação aos
instrumentos similares, são a delimitação precisa do construto psicológico para o qual foi planejado e o
uso de novas tecnologias aplicadas à avaliação.
1999
Mestrado
APPOLINARIO, Fábio. Análise informatizada da Técnica do Repertório de Constructos
Pessoais de G. A. Kelly. 1999. 90 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste trabalho é o de gerar um aplicativo informatizado (programa de computador)
para a análise da Técnica do Repertório de Constructos Pessoais (TRCP), desenvolvida originalmente
pelo psicólogo norte-americano George A. Kelly, no âmbito da sua Psicologia dos Constructos Pessoais.
O programa PAGRID (Programa de Análise de Grids) fornece, basicamente, três tipos de análise: análise
de conglomerados, análise de correspondências e análise de correlações vetoriais. A utilização deste
programa poderá fornecer subsídios para futuras pesquisas que utilizem a TRCP como instrumento, ou
mesmo a sua utilização no âmbito clínico, visando objetivos diagnósticos. Faz parte também do escopo
deste trabalho, fornecer uma introdução resumida à Psicologia dos Constructos Pessoais, seus principais
pressupostos e referênciais teórico-filosóficos.
2001
Doutorado
APPOLINÁRIO, Fábio. Avaliação dos efeitos do treinamento em neurofeedback sobre o
desempenho cognitivo de adultos universitários. 2001. 122 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Resumo: O neurofeedback é um processo psicofisiológico de aprendizagem através do qual o indivíduo
obtém controle sobre a freqüência de suas ondas cerebrais. Este estudo objetivou avaliar o efeito do
treinamento do ritmo ’beta’ inferior (12-15Hz) sobre o córtex sensório-motor e a concomitante inibição
do ritmo ‘teta’ (4-8Hz) na mesma área sobre o desempenho atencional, mnemônico e cognitivo de adultos
normais de nível universitário. Formou-se um grupo experimental e um grupo controle com 11 sujeitos
cada, com idade média de 25,7 anos, estudantes de uma instituição de ensino superior particular em São
Paulo. Todos os sujeitos foram submetidos a pré e pós-testes de inteligência não-verbal (Matrizes
Progressivas de Raven - Escala Avançada), verbal (V-47), atenção (D2) e memória (Fator M - Bateria
Cepa). 0 experimento, que durou dois meses, submeteu os sujeitos experimentais a 36 sessões (em média)
de treinamento em neurofeedback, com a duração de 15 minutos cada e freqüência de três vezes por
semana. Os resultados indicaram uma melhora significante nos processos atencionais, mnemônicos
(icônicos) e edutivos (inteligência não-verbal). Não foram obtidas melhoras significantes nos processos
mnemônicos (ecóicos) e reprodutivos (inteligência verbal). A comparação do grupo experimental com o
grupo controle indicou a não relevância do efeito aprendizagem (teste-reteste) nas tarefas utilizadas para a
avaliação dos sujeitos.
ANA MARIA LOFFREDO
1998
Mestrado
PENTEADO, Carlos Alberto da Silva. O conceito de inconsciente na Gestalt-Terapia. 1998.
131 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho tem por objetivo tematizar a questão do inconsciente para a Gestalt-terapia,
considerando-se que na literatura clássica desta abordagem este tema não foi devidamente desenvolvido e
que esta lacuna impõe, inevitavelmente, alguns impasses significativos para a teoria e prática da Gestaltterapia. Para tanto, o pensamento de Merleau-Ponty nos servirá de apoio, na medida em que as
concepções sobre inconsciente, desenvolvidas por este filósofo, podem ser úteis para uma possível
delimitação do conceito de inconsciente para a Gestalt-terapia, a partir de uma perspectiva
fenomenológica de campo.
2000
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Mestrado
CEDARO, José Juliano. O fenômeno transferencial na instituição hospitalar. 2000. 177 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho, fundamentando-se no referencial psicanalítico, estuda o fenômeno transferencial a
partir dos discursos de médicos que trabalham em um hospital e pronto-socorro públicos, na cidade de
Porto Velho, Rondônia. Os sujeitos são dez médicos, de ambos os sexos, distribuídos entre sete
especialidades, incluindo recém-formados e profissionais com mais de 40 anos de exercício da medicina.
Foram realizadas duas entrevistas com cada sujeito e suas falas são apresentadas e analisadas a partir de
fragmentos discursivos, extraídos do material obtido através das transcrições. A análise dos enunciados
discursivos teve por objetivo compreender como as manifestações transferenciais são percebidas pelos
médicos. Através destes enunciados foi possível detectar que, embora os sujeitos falem a partir de uma
posição de autoridade, em função do lugar que ocupam na rede institucional, seus discursos foram
marcados também pelo medo, solidão e impotência frente às agruras do exercício médico. Tal posição de
autoridade se revelou paradoxal, pois, ao mesmo tempo que lhes oferece um status de figura admirada e
imprescindível para a sociedade, também faz deles depositários de um imaginário de onipotência,
levando-os a se defrontarem com situações difíceis de serem manuseadas, a partir das expectativas
oriundas da clientela. Existe, não só, a consciência de que o fenômeno transferencial faz parte da relação
com o paciente, como também o entendimento de que, em certos momentos, estas manifestações possuem
um vínculo direto com o adoecer e com a reabilitação. Entretanto, os discursos apontaram para o
despreparo dos entrevistados em lidar com tais investimentos, assim como com a ressonância dos mesmos
sobre si próprios.
2001
Mestrado
MORETTIN, Adriana Victorio. Sexualidade feminina e desenvolvimento humano: histeria e
oralidade na perspectiva psicanalítica. 2001. 144 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo desta pesquisa é analisar o tema das fantasias orais na histeria feminina, a partir do
referencial psicanalítico. Para tanto, no primeiro capítulo, examinaremos a concepção freudiana da
castração, com o intuito de apontar como Freud situa a histeria como um dos três encaminhamentos da
sexualidade feminina. Será destacado de que forma o complexo de castração é estruturante dos destinos
pulsionais, na medida em que atua na ordenação das angústias pré-genitais. Freud relacionará, após ter
concebido a fase pré-edípica na menina, avidez oral e inveja do pênis. Discutiremos quais são os limites
desta teorização, apontando em que ponto Freud não consegue avançar, o que justifica a introdução da
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teoria lacaniana no segundo capítulo, na medida em que ela propõe pensarmos em termos de modelos de
relação, e não mais de desenvolvimento. Examinaremos como ocorrem as três modalidades de falta de
objeto - frustração, privação e castração -, chegando à formulação de que, no complexo de Édipo, do
ponto de vista da proposta lacaniana, a castração materna caminha para a castração simbólica, fator
essencial que nos ajudará a entender o que ocorre na histeria. No terceiro capítulo, procuraremos
demonstrar, por via da análise do clássico "Caso Dora" relatado por Freud, que a histérica não consegue
simbolizar a castração, ficando presa a um tipo de relação regida pela privação e frustração, lugar onde se
insere a oralidade.
2002
Mestrado
COSTA, André Camargo. Ética do desapego: um estudo sobre a atitude do psicanalista de
inspiração freudiana pelo vértice do budismo. 2002. 253 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo tem por objetivo examinar, a partir do referencial freudiano, as possíveis
contribuições da noção de desapego, presente no Budismo, à compreensão da atitude do psicanalista no
setting terapêutico. O uso do termo desapego, no contexto da situação analítica, permite não só colocar
em evidência as questões éticas pertinentes à constituição da alteridade, em contraponto á ênfase na
dimensão técnica, como também permite criar um espaço de diálogo que torna possível a convergência de
duas tradições tão distantes, Budismo e Psicanálise. Nesse sentido, a presente investigação se insere no
contexto das questões relativas ao campo epistemológico delineado pela pós-modernidade, no qual a
necessidade de adaptação e a busca por controle são redimensionadas no sentido da abertura para o outro.
Doutorado
ZLOTNIC, Sérgio. Um estudo sobre a técnica na psicanálise: contribuições à metaPsicologia
da atenção flutuante. 2002. 265 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo examina as posições que o analista ocupa no setting da clínica psicanalítica,
procurando desenhar a extensão de seu espaço de trânsito e os limites de sua mobilidade, que
demarcariam o território a partir do qual suas intervenções são produzidas. No registro dos procedimentos
técnicos do exercício do analista em psicanálise, a pesquisa busca verificar de que maneira os fenômenos
da atenção flutuante, da associação livre, dos estados hipnóides e do trauma se articulam. Por meio,
principalmente, dos textos freudianos relativos ao trauma, à hipnose, à histeria e ao sono e sonhos, e dos
trabalhos de Ferenczi sobre a técnica em psicanálise, a investigação se propõe a oferecer contribuições a
uma ‘metapsicologia da associação livre’, vinculando-a aos fenômenos de regressão da libido no aparelho
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psíquico, conforme apresentado por Freud. Pretende-se dar maior visibilidade a duas forças que operam
no cenário psicanalítico, resultando no que chamamos, em nosso estudo, de uma clínica do desejo e uma
clínica do trauma. Nesse sentido, este trabalho se vincula a um movimento atual de resgate freudoferencziano.
2003
Mestrado
NAVARRO, Lúcia Helena Rodrigues. O avesso do avesso do avesso: movimento na formação
de uma analista: estudo psicanalítico dos processos identificatórios. 2003. 160 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O objetivo desta pesquisa é tecer, a partir de indagações advindas da experiência clínica, um
percurso de reflexão sobre os processos identificatórios, segundo o referencial psicanalítico, de modo a
explicitar a articulação entre teoria e prática na produção de conhecimento em psicanálise. Para tanto, as
concepções winnicottianas de holding, gesto espontâneo e posição depressiva são apresentadas como
fundamentais para o processo de conquista de uma diferenciação de si e do outro na transferência. São
também discutidas as fases de desenvolvimento da libido, segundo Freud e Abraham, com o intuito de
acompanhar como esses autores conceberam o caminho por meio do qual o ser humano engendra um
psiquismo diferenciado e sexuado. Foi possível desabrochar do auto-erotismo, o ódio narcísico a tudo que
é não-Eu e a passagem pela castração são centrais nesse caminho de diferenciação e constituição do Eu.
Os processos identificatórios fundadores do Eu (identificação primária) e as identificações edípicas que o
estruturam (identificação secundária) são articulados aos conceitos de Eu Ideal, Supereu e Ideal de Eu. Os
processos de narcisisação e identificação especular são pesquisados como subsídios para aprofundar a
questão da psicose, que envolve a impossibilidade da simbolização da separação mão-bebê. As propostas
de Freud, Green e Aulagnier foram os instrumentos teóricos centrais para a tematização dos processos
identificatórios na psicose.
SOUZA, Anamélia Oliveira de. Do chiste à interpretação: um estudo de psicanálise freudiana.
2003. 136 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa teve por objetivo investigar os fundamentos metapsicológicos da repercussão de
intervenções chistosas no âmbito clínica psicanalítica, tomando como referência a produção teórica
freudiana que permite tratar dessa questão. Inicialmente, foi feita uma breve contextualização histórica do
riso, no sentido de apresentar como as matrizes do pensamento ocidental foram construindo até o
aparecimento da Psicanálise. A partir de seu surgimento fica clara a originalidade desse discurso que, ao
definir o inconsciente como um registro além da consciência, inicia a radicalização da concepção de
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e do Desenvolvimento Humano
descentramento do sujeito. O estudo dos chistes em função de suas características - disrruptivos,
desconcertantes e inusitados - serviu como um disparador para a discussão método peculiar à Psicanálise.
Neste contexto, a Teoria dos Campos desenvolvida por Fábio Herrmann, forneceu a perspectiva a partir
da qual possível dar encaminhamento à questão do método de interpretação pertinente ao campo
psicanalítico.
Doutorado
ENDO, Paulo César. A violência no coração da cidade: um estudo psicanalítico das
violências na cidade de São Paulo. 2003. 266 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho tem como objeto de investigação as violências que se produzem na cidade,
articulando sua argumentação em torno de três eixos fundamentais: o corpo, a violência e a cidade de São
Paulo. Esses eixos remetem-se, por sua vez, a três fontes de pesquisa: à Psicanálise, especialmente por
meio da contribuição do pensamento freudiano; aos testemunhos dos habitantes da cidade de São Paulo,
extraídos preponderantemente de entrevistas diretas ao longo de minha participação nas atividades do
Fórum em defesa da vida, contra a violência do Jardim Ângela ou, indiretamente, através de trabalhos de
outros pesquisadores; e análises sobre as violências no Brasil e na cidade de São Paulo advindas de outras
áreas do conhecimento e com as quais procuramos fazer a Psicanálise dialogar. Nossa intenção é
demonstrar como determinadas violências que ocorrem na cidade de São Paulo, que é hoje uma das
cidades mais violentas do mundo, são produto de uma articulação complexa entre os poderes instituídos,
os aparatos públicos de segurança e a população da cidade. Desse modo, pretendemos contribuir com um
debate que se alastra por toda a cidade acompanhando as violências que o antecedem, e que fazem de
cada habitante da metrópole testemunha, ator e vítima da cidade violenta.
2004
Mestrado
MENEZES, Lucianne Sant'anna de. Pânico: efeito do desamparo na contemporaneidade. Um
estudo psicanalítico. 2004. 199 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A proposta geral do presente estudo é contextualizar o pânico, na atualidade, a partir do
referencial psicanalítico freudiano. Nesse sentido, o objetivo principal deste trabalho é articular o que
Freud denominou de "mal-estar na civilização" às psicopatologias contemporâneas, examinando a relação
da incidência da sintomatologia do pânico com os modos de subjetivação na atualidade. A noção
freudiana de desamparo (Hifosigkeit) foi tomada como operador metapsicológico fundamental para
delimitar as bases psicopatológicas do fenômeno do pânico segundo uma perspectiva psicanalítica. Tendo
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em vista o exame das condições peculiares do desamparo na contemporaneidade, é enfatizada a face do
desamparo relativa à falta de garantias do sujeito sobre seu existir e sobre seu futuro. Dessa maneira,
problematiza a subjetividade na cena social atual que, diante do deslocamento da ordem paterna como
referencial central, provoca efeitos nos modos de subjetivação, tendo suas implicações nos laços sociais e
nos sintomas. Sob esse prisma, há um processo de produção social de determinadas psicopatologias,
como é o caso do pânico, que encontra as suas condições de possibilidade no espectro de valores que
sustenta a sociedade atual. Nesse contexto, insere-se a hipótese segundo a qual o pânico pode ser
entendido como um modo que o sujeito encontrou de se organizar na sociedade contemporânea,
respondendo aos subsídios oferecidos pela organização social atual, para que ele se sustente além da cena
familiar. O pânico seria, por um lado, uma manifestação clínica do desamparo e, por outro, uma das
expressões do mal-estar que marca, na atualidade, a relação do sujeito com a cultura.
Doutorado
GOLDFARB, Délia Catullo. Do tempo da memória ao esquecimento da história: um estudo
psicanalítico das demências. 2004. 224 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste trabalho é abordar as demências do ponto de vista do referencial psicanalítico.
A articulação dos conceitos de tempo, história, memória, projeto identificatório, desamparo e constituição
histórica do eu fornece o suporte teórico necessário para fundamentar uma hipótese psicogênica para os
estados demenciais, com a finalidade de ampliar a compreensão desta patologia, contribuindo para uma
interlocução fundamental no campo da interdisciplinaridade. Destaca-se que, com a proximidade da morte
e o encurtamento do horizonte de futuro, aumenta para os idosos, a dificuldade de realizar o trabalho de
luto, especialmente o luto pela própria vida que está findando e que deve ser feito por antecipação. Nesse
contexto, a especificidade da demência, situação na qual o eu historicamente constituído se dissolve, não
estaria dada unicamente por um déficit orgânico que afeta a memória como função neurológica, mas,
também, por um transtorno de identidade que tem efeito sobre a memória como função historizadora. O
fracasso no processo de elaboração da finitude, o desinvestimento dos vínculos e a fragilidade ante as
vicissitudes do processo de envelhecimento podem provocar estados depressivos, dos quais é possível
fugir por meio de um esquecimento radical e violento. Finalmente, são apresentadas diferentes
experiências terapêuticas que contribuem para o debate sobre a questão da inclusão das demências no
campo da psicopatologia psicanalítica.
2006
Mestrado
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
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LIMA, Tiago Novaes. A luta de Freud: a cidade, o absurdo e o mais além na trama narrativa de
“O Homem dos Ratos”. 2006. 207 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta dissertação se dedica a analisar um caso clínico de Sigmund Freud, a propósito de um caso
de neurose obsessiva (O Homem dos ratos), tendo como meta a discriminação dos valores que são por ele
transmitidos. Para tanto, baseou-se no referencial discursivo conhecido como Pragmática Francesa, assim
como nas reflexões de Walter Benjamin sobre a narrativa e de Michel Foucault acerca das relações de
saber e poder instituídos pelo discurso. A partir deste recorte, entrevimos a depreensão de três eixos
singulares: a relação conflituosa entre o analista e a cidade onde habita, a relação antagônica de
identificações e diferenças entre analista e paciente, e a relação estranha entre o saber do analista e seu
não saber acerca da morte, da superstição e da religião. Pudemos, por fim, lançar reflexão sobre a
importância de se pensar a fundação da psicanálise e do gênero discursivo chamado de "caso clínico"
como imersos em seu tempo e em seu lugar.
Doutorado
CEDARO, José Juliano. A ferida na alma: os doentes de AIDS sob o ponto de vista
psicanalítico. 2006. 258 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho, fundamentando-se no referencial psicanalítico, estuda o fenômeno HIV/AIDS a
partir do discurso de quatro doentes de AIDS, entrevistados individualmente ao longo de três anos. O
referencial psicanalítico funcionou como ferramenta teórico-metodológica para a condução das
entrevistas, assim como para a leitura do material produzido nos encontros com os sujeitos da pesquisa.
Foram fundamentais as concepções da Teoria dos Campos e de clínica extensa do psicanalista brasileiro
Fabio Herrmann, as quais possibilitam o emprego do método psicanalítico num território fora do setting
clássico, incluindo a pesquisa acadêmica. Este trabalho partiu do pressuposto de que as patologias,
sobretudo as crônicas e incuráveis, provocam uma ferida narcísica em suas vítimas. No caso da AIDS,
isso seria exacerbado pela vulnerabilidade que a doença provoca, pelos efeitos adversos dos remédios e
pelos estigmas sociais que lhe estão associados. O objetivo da pesquisa foi verificar quais são as
estratégias psíquicas que os doentes utilizam para enfrentar essa situação e para tentar reparar essa ferida.
Constatou-se que os doentes de AIDS se sentem arremessados dentro de um campo do "angustiante" [das
Ãngstlichen] quando se percebem submersos por essa moléstia. A reação do eu para lidar com esse
angustiante lhe provocaria uma cisão (Ichspaultung), fazendo com que a realidade aterrorizadora possa
coexistir psiquicamente com o desejo de reparar a ferida narcísica e com um luto indelével por si mesmo.
Dessa forma, a AIDS é incorporada à dinâmica psíquica do doente nos termos daquilo que Freud
denominou de das Unheimliche, O eu, graças a seu poder de síntese, mesmo combalido por uma força
externa impiedosa, pode ser capaz de confrontá-la e se manter integrado, apesar das perdas irreparáveis.
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2007
Mestrado
FARIAS, Cynthia Nunes de Freitas. Leitura psicanalítica do sintoma em pacientes com
doenças inflamatórias intestinais. 2007. 156 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo aborda a função dos sintomas das doenças inflamatórias intestinais (DII) para
o sujeito do ponto de vista do referencial psicanalítico. Partimos da solicitação de intervenção junto a
portadores de DII, feita pela equipe médica, que havia observado uma dependência psíquica extremada
entre paciente e cuidador (em sua maior parte, mães), que parecia colaborar na manutenção das
manifestações clínicas da doença, dificultando a condução do tratamento médico. Consideramos o
referencial teórico psicanalítico apropriado para darmos encaminhamento à nossa questão, tendo em vista
que a matriz freudiana e as contribuições de Lacan nos levam além da constatação de um ganho
secundário relacionado ao adoecimento, ao pensarmos o sintoma como modo de gozo, implicando o
efeito da palavra no real do corpo. Analisamos três casos de pacientes com doenças inflamatórias
intestinais (DII), sendo um caso com retocolite ulcerativa e os demais com doença de Crohn, com
objetivo de discutir as formas pelas quais o sintoma orgânico pode fazer o enlaçamento do sujeito com
seu corpo e com o Outro. No primeiro caso, pudemos ver que os sintomas da retocolite faziam suplência,
servindo como o significante que faltou para interpretar o desejo materno, único recurso da paciente para
enlaçar-se ao Outro. No segundo caso, a função dos sintomas da doença de Crohn foi revelar a relação
sintomática do casal parental e encobrir o que estava em jogo para o sujeito na assunção da sexualidade.
No terceiro caso, os sintomas físicos encobrem a ausência de um saber acerca do sexo e da feminilidade.
A concepção de corpo libidinal permite considerarmos as manifestações somáticas como algo próprio do
sujeito. O sintoma, como modo de gozo, é a própria junção do significante com o corpo do ser vivo que
fala, podendo ser chamado de acontecimento de corpo. Entendemos que o sintoma decorre da forma
como o sujeito interpretou seu lugar no desejo do Outro, e, reciprocamente, como o discurso do Outro
afetou seu corpo, produzindo gozo. Concluímos que o sintoma somático está intimamente ligado à
posição que o sujeito assume em relação ao desejo do Outro, o que determinará as vicissitudes de seu
adoecimento. O caráter crônico de certas doenças é um fator a dar fixidez a esse modo de existir e de se
relacionar com o Outro. Pela perspectiva psicanalítica, as DII, bem como qualquer outra doença crônica,
são tidas como acontecimentos de corpo, independentemente de presumíveis fatores emocionais
aventados em sua patogenia. Entender o adoecimento crônico dessa forma permite abordá-lo pela palavra,
mobilizando o gozo específico de cada um para produzir mudanças subjetivas. Tais deslocamentos
possibilitam ao sujeito inscrever seu mal-estar fora da esfera do adoecimento físico.
FONSECA, Paula Fontana. Atravéssamentos do feminino na clínica psicanalítica: um estudo
sobre Dora e Schreber. 2007. 105 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: O trabalho tem por objetivo explicitar as possíveis relações entre loucura e feminilidade,
tomando como ponto de partida observações efetuadas no exercício clínico, tanto em consultório
particular como em instituições de saúde mental, a partir das contribuições teóricas de Freud e Lacan.
Denominamos de atravéssamentos do feminino as expressões de sofrimento psíquico, em particular nos
pacientes que passavam momentos de crise ou desorganização psíquica grave e que, de formas variadas,
apresentavam signos referidos ao universo feminino. Inicialmente, realizamos uma retomada histórica da
construção do conceito de histeria e, neste percurso, abordamos o quadro da loucura histérica, a partir do
qual salientamos como a inclusão da histeria no campo médico acabou por desarticular os três termos que
o quadro de loucura histérica carregava: loucura - histeria - feminino. Em seguida, foram analisados os
relatos clínicos freudianos de Dora e de Schreber, desde que ambos são ilustrativos de como certos
aspectos da feminilidade que irrompem na vida desses sujeitos podem ser entendidos como manifestações
clínicas, produzidas como respostas possíveis à hiância aberta pelo encontro com o enigma da
feminilidade.
2008
Mestrado
BERG, Raquel. Uma análise freudiana da obesidade. 2008. 136 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Observa-se, na atualidade, um expressivo aumento na quantidade de pessoas que sofre de
obesidade. Embora sejam apontados os fatores psicológicos envolvidos nessa perturbação alimentar, a
maioria das ações de tratamento é feita somente sobre o organismo, e na modelagem de comportamento,
sem levar em conta a dinâmica psíquica que opera nesses casos. Nesse contexto, a presente pesquisa teve
como objetivo geral examinar, a partir do referencial freudiano, como a obesidade se articula à busca por
um corpo ideal e aos sintomas relacionados às patologias da alimentação. Dessa forma, espera-se
contribuir para o estudo da metapsicologia da obesidade, no campo das psicopatologias contemporâneas
relacionadas ao corpo, assim como obter subsídios para a clínica psicanalítica no contexto hospitalar.
Nesse sentido, ao tematizar a articulação entre o corpo, do ponto de vista do referencial freudiano, e a
noção de corpo no âmbito da Medicina, objetivou-se delinear instrumentos que auxiliassem no tratamento
de pacientes obesos, obtendo-se elementos para se investigar a formação de novos sintomas após
tratamentos mais invasivos como a cirurgia bariátrica, já que a redução de peso não impede sua formação.
Para a realização dessa pesquisa, foram examinados textos freudianos e seus comentadores referenciados
ao tema, e foi feita uma revisão da bibliografia existente.
GHIRARDI, Maria Luiza Assis Moura. A devolução de crianças e adolescentes adotivos sob a
ótica psicanalítica: reedição de histórias de abandono. 2008. 131 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Este trabalho estuda as situações relacionadas à devolução de crianças e adolescentes, adotivos a
partir do discurso de dois pais adotivos e três candidatos à adoção. O método psicanalítico funcionou
como ferramenta metodológica para a condução das entrevistas e para a compreensão do material
produzido nos encontros com os sujeitos da pesquisa. Foram fundamentais as concepções da Teoria dos
Campos e de clínica extensa do psicanalista Fábio Herrmann, as quais fundamentam o emprego do
método psicanalítico em território fora do setting clássico. O objetivo desta pesquisa foi verificar os
aspectos da subjetividade dos pais adotivos envolvidos com a experiência da devolução. A hipótese que
norteou este estudo foi de que nas situações de devolução os pais experimentam dificuldades para inserir
imaginariamente a criança ou o adolescente na condição de filho, ficando reservado a eles um lugar de
exterioridade. Foi possível constatar que a devolução se relaciona às dificuldades encontradas no
exercício da paternidade e maternidade sendo que a presença da infertilidade intensifica os conflitos
gerando sentimentos de incapacidade devido à ferida aberta no narcisismo parental. Os conflitos
experimentados com a alteridade da origem biológica ampliam as fantasias de apropriação indevida da
criança, contraparte da devolução, podendo-se supor que os sentimentos de altruísmo e bondade vividos
pelos adotantes são formações defensivas contra esses conflitos. Dessa forma, a criança é vista como
expressão de inquietante estranheza (Unheimliche) e sua presença torna-se ameaçadora para os pais.
2009
Mestrado
GHERTMAN, Iso Alberto. Aproximações a uma metapsicologia freudiana da escuta:
ressonâncias a partir do campo do acompanhamento terapêutico. 2009. 103 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Este trabalho se dedica a refletir sobre a trama dos conceitos que operam no processo da escuta
analítica. Para tanto, baseia-se no referencial freudiano e nos desdobramentos de suas idéias a partir de
analistas contemporâneos. O disparador dessas reflexões foi a experiência clínica do autor naquilo que se
convencionou chamar de clínica estendida, especificamente a clínica do acompanhamento terapêutico
(AT). Por meio da singularidade dessa clínica, formulou-se a idéia de uma escuta nômade, a qual está
subordinada não apenas ao campo transferencial em que se situa, mas também a um discurso que se
descola da doutrina freudiana, delimitando um posicionamento ético e político na relação com o
sofrimento.
2010
Doutorado
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Menezes, Lucianne Sant´Anna. Um olhar psicanalítico sobre a precarização do trabalho:
desamparo, pulsão de domínio e servidão. 2010. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
ANTÔNIO PASCHOAL RODOLPHO AGATTI
1986
Mestrado
MENEZES, Rosaura de. Atitudes face ao computador: um estudo com universitários paulistas.
1986. 205 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Estuda a atitude face ao computador de estudantes paulistas de nível universitário. Os SS são
217 universitários de duas faculdades particulares e uma estadual, todas da cidade de São Paulo, divididos
em dois subgrupos em cada uma das variáveis independentes: familiaridade (tem familiaridade x não tem
familiaridade); área de estudo (Psicologia e matemática); ano (primeiro ano x últimos anos - terceiro e
quinto), num total de 8 subgrupos. Utiliza uma escala de atitudes frente ao computador traduzida e
adaptada pela autora à realidade brasileira, composta de 9 subscalas: matemática e estatística, medicina,
justiça criminal, sociedade, finanças e movimento bancário, valores, aconselhamento, cognição e
educação. Submete os resultados em cada subescala e os dados totais à análise de variância. Encontra as
atitudes mais favoráveis ao uso do computador nas subescalas valores, justiça criminal, finanças e
movimento bancário, matemática e estatística, sociedade, e rejeição nas subescalas cognição, educação,
medicina e aconselhamento psicológico. Conclui que os estudantes que tem familiaridade com o
computador apresentam atitudes mais favoráveis do que os que não a tem, indicando que a formação
dessas atitudes depende da oportunidade de acesso à tecnologia.
1989
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Mestrado
PEREIRA, Laís de Toledo Krucken. Recursos semióticos e o envolvimento materno no
atendimento terapêutico ao retardo de fala: uma tentativa de situacionamento teórico. 1989.
193 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1990
Doutorado
CUNHA, Maria de Fátima Pires Carneiro da. Desenvolvimento psicomotor e cognitivo:
influência na alfabetização de crianças de baixa tenda. 1990. 250 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica quais aspectos do desenvolvimento (lógico, conceitual e psicomotor) são mais
importantes na aprendizagem da leitura e escrita de crianças que estão iniciando o processo de
alfabetização e a existência de interação entre esses fatores. Os SS são 120 escolares da primeira série do
primeiro grau, de Maringá-PR; com idade entre 6 e 8 anos, pertencentes à população de baixa renda.
Aplica as provas das fichas e da composição da quantidade de líquidos para avaliar o desenvolvimento
lógico, enquanto que o desenvolvimento conceitual é determinado através da exploração da escrita sem
ajuda escolar. Adapta um teste para avaliação do desenvolvimento psicomotor e outro para medir o
rendimento em leitura e escrita, aplicado no início, meio e final do ano letivo. Constata que as variáveis
mais importantes à aprendizagem da leitura e escrita são o desenvolvimento conceitual e psicomotor,
sendo a primeira notada já no meio do ano e a segunda nos resultados do final do ano. Essas variáveis
atuam como mediadoras das variáveis externas, que também devem ser consideradas na avaliação do
desempenho das crianças. Afirma que as aptidões podem ser uma indicação de que a criança esta apta
para atividades de representação. Conclui que nenhuma interação entre as variáveis analisadas é
significativa e que as crianças com níveis mais altos de desenvolvimento são as que apresentam os
melhores resultados.
SILVA, Alzira Schueller Barboza Pereira da. Papel da figura paterna na formação da
personalidade: um estudo com adolescentes toxicomanos. 1990. 272 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Investiga o papel do pai na formação da personalidade do adolescente toxicômano, partindo do
pressuposto que o pai ausente ou presente de forma precária pode ser uma das causas da toxicomania dos
adolescentes estudados. Os SS são 10 adolescentes, de 14 a 17 anos, de ambos os sexos, de classe média,
com diagnóstico médico e psicológico de toxicomania, e quadro de dependência física e psíquica. Utiliza
entrevistas semi-dirigidas, psicodiagnóstico de Rorschach e teste de relações objetivas de Phillipson na
coleta dos dados para os estudos de caso. Verifica nos adolescentes pesquisados uma baixa tolerância a
frustração, relacionamento mais próximo com a mãe, pai distante, personalidade anti-social, narcisismo
fragmentado, tendo a droga como solução. Conclui que a ausência da identificação com uma figura forte
de pai tem como conseqüência o delito (no qual se insere a droga), a dificuldade em se projetar no futuro,
o fechamento em um mundo narcisista e o desligamento da escola. Sugere que a prevenção da
toxicomania deve passar pela discussão das relações familiares repensando-se o papel do pai em sua
dinâmica
1992
Mestrado
MAFFEI, Edna Felizardo. Ansiedade de professores universitários: um estudo exploratório.
1992. 99 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Realiza um estudo exploratório da ansiedade em professores universitários. Os SS são 120
professores universitários no exercício da profissão, pertencentes a duas unidades de ensino superior da
grande São Paulo. Realiza a pesquisa entre outubro e novembro de 1990. Utiliza a escala de ansiedade
traço-estado de Spielberger, dividindo os professores em grupos dentro das seguintes variáveis
independentes: 1) idade - mais velhos (45-60 anos); mais novos (até 35 anos); 2) número de horas
trabalhadas - mais de 11 horas de trabalho; entre 8 e 10 horas de trabalho; de 4 a 6 horas de trabalho; 3)
área acadêmica - ciências exatas; ciências humanas; 4) sexo - masculino e feminino. Emprega o software
statistical package for the social sciences na análise dos dados. Não encontra diferenças significativas
entre os grupos nas variáveis idades, área acadêmica e horas trabalhadas; porém, em uma segunda análise
levando em conta o numero real de horas trabalhadas e não os dados categorizados percebe que os SS
com menos horas trabalhadas são mais ansiosos que os outros, o que aponta para a eventual importância
do fator socioeconômico. Verifica que as professoras apresentam escores mais altos que os professores,
analisa esses dados levando em consideração a posição da mulher no mercado de trabalho brasileiro.
Conclui existir uma alta prevalência de ansiedade-estado entre os professores pesquisados.
Doutorado
RIBEIRO, Rosaura de Menezes Selles. Trabalhador em ambiente de alta tecnologia. 1992.
184 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Apresenta método de análise qualitativa que permite o estudo dos fenômenos psicológicos
sofridos por trabalhadores em ambientes afetados por tecnologia sofisticada. Toma como base o método
da psicopatologia do trabalho (Dejours, 1988) que relaciona a vivência do individuo com a organização
do trabalho. Realiza a pesquisa em um centro de processamento de dados, com funcionários do setor de
operação dos computadores, de ambos os sexos, idade entre 19 e 40 anos, com no mínimo segundo grau
completo, que trabalham em turnos. Realiza entrevistas coletivas com trabalhadores dos quatro turnos,
estabelecendo-se uma relação intersubjetiva para captar quão subjetivamente sentem o trabalho: com
prazer ou sofrimento, quais condições psicológicas lhes são adversas e como se defendem do sofrimento
psíquico. Monta uma matriz das manifestações dos sentimentos e condensa as informações em uma nova
tabela, a matriz das vivências, base de um estudo dos fenômenos psicológicos que permitem a formação
do conhecimento da realidade percebida pelo trabalhador. Verifica que a organização do trabalho é muito
mais nociva ao trabalhador do que peculiaridades impostas pela alta tecnologia. Conclui que há um ganho
na compreensão do trabalho quando se consulta o que os SS sentem, possibilitando-se a realização de um
trabalho psicológico preventivo e não corretivo dentro das instituições.
1993
Doutorado
ROMERA, Maria Lúcia Castilho. Transmissão-difusão da psicanálise: considerações a partir
do delineamento de sua presença nos cursos de Psicologia da região do Triângulo Mineiro –
Brasil Central. 1993. 312 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa o ensino da psicanálise nos cursos de Psicologia do triangulo mineiro e a representação
que os professores tem sobre sua pratica enquanto ensinantes de psicanálise. A metodologia organiza-se
em torno de três eixos: relato autobiográfico, pesquisa documental e pesquisa oral. Consulta planos de
curso e avaliação de disciplinas dos cursos de Psicologia pesquisados para levantamento dos conceitos
psicanalíticos veiculados nas instituições. Realiza 22 entrevistas, selecionando sete delas para analise dos
discursos. A amostra e formada por 7 professores, com titulação e experiência no exercício da clinica.
Verifica que no triangulo mineiro engendrou-se a psicanálise enquanto sistema reassegurador dos
problemas conflitivos emergentes a descontinuidade socializatória decorrentes da industrialização,
mecanização da agricultura e êxodo rural, além de outros fatores. A ênfase do tecnicismo e do
funcionalismo entrelaçada com a cultura catireira da região contribuiu para a inserção de uma psicanálise
técnico-profissionalizante. Observa a apreensão de uma cultura psicanalítica na universidade, com adoção
precipitada de conceitos sem profunda investigação, cujos efeitos são detectados na relação professoraluno. Sugere o resgate das vertentes metodológica e teórica da psicanálise, utilizando-se do modelo
metodológico psicanalítico configurado enquanto suspeição-suspensão da realidade.
21
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1995
Doutorado
PEREIRA, Laís de Toledo Krucken. Distúrbios do desenvolvimento da linguagem e dinâmica
familiar. 1995. 358 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Estuda as condições referentes à dinâmica familiar em casos de distúrbios do desenvolvimento
da linguagem, através do relacionamento entre os dados da historia de vida dos SS e os das avaliações
fonoaudiológica e psicológica. O pressuposto básico e a relevância do papel materno no desenvolvimento
inicial da criança e no posterior desenvolvimento da linguagem. Elabora a pesquisa, a partir de exploração
de documentação de casos clínicos, usando a metodologia qualitativa. Os SS são 7 pré-escolares com
queixa de dificuldade de linguagem, atendidos em clinica-escola de grande centro urbano brasileiro. Os
instrumentos de exploração do material constituem-se de roteiros teóricos. Utiliza como fonte de dados a
historia de vida relatada pelos pais e o desenho da figura humana realizado pelos ss. Os resultados
mostram como traço comum sentimento de insegurança e falta de autoconfiança dos ss. O relacionamento
inicial mãe-bebê, a amamentação, e os desenvolvimentos da locomoção e da autonomia, mostram-se
afetados. Indica a presença de alterações na dinâmica familiar, atuantes sobretudo através da figura
materna; a análise do cotidiano familiar e dos fatores subjetivos nele intervenientes mostra-se relevante
para o estudo dos distúrbios do desenvolvimento da linguagem. Destaca, ainda, a necessidade de
flexibilidade metodológica e de reflexão critica no estudo do comportamento humano.
1996
Mestrado
BENTES, Nilda de Oliveira. Atuação do psicólogo escolar na equipe interdisciplinar. 1996.
156 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Discute a atuação do Psicólogo escolar-educacional na rede pública de ensino do estado do Pará,
no âmbito da interdisciplinaridade. Os SS são 2 psicólogos, 2 pedagogos e 1 assistente social. Utiliza a
metodologia da entrevista e o auto-relato da pesquisadora. Busca o reconhecimento da situação,
limitando-se ao estudo da prática profissional de Psicologia numa articulação de trabalho em equipes
interprofissionais. Analisa as entrevistas através da análise do discurso (ad). Os dados obtidos mostram
que, embora o psicólogo ainda não atue numa linha interdisciplinar nestas equipes, a prática da
interlocução diferenciada revela a importância da relação de parceria entre os profissionais e com esta, a
complementaridade da problemática estudada. Sugere a prática da interdisciplinaridade numa organização
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de trabalho em equipe, como forma do profissional trabalhar de um modo onde a troca e a parceria
predominem.
WICHERT, Cézar Luiz. Paul Tournier e a educação adventista: concordâncias e diferenças.
1996. 123 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Faz um estudo comparativo entre o pensamento e prática do médico e psicoterapeuta Paul
Tournier (1898-1987) e a filosofia do sistema educacional adventista, visando descobrir teorias e práticas
aplicáveis ao desempenho profissional do autor, bem como de professores de Psicologia, psicoterapeutas
e conselheiros. A investigação aponta várias similaridades entre o pensamento e prática de Tournier e da
educação adventista, concluindo que ambos enfatizam a necessidade de dar-se atenção e o mesmo valor
dos aspectos psicológicos, intelectuais e físicos do ser humano, considerando como um todo indivisível.
Ambos vêem o elemento religioso cristão como o componente mais importante para o bem estar
psicológico do ser humano, visto que a consciência espiritual ou moral está no centro dos aspectos
psicológico, intelectual e físico, como fator integrado e harmonizador da pessoa como um todo.
1998
Doutorado
BOLSANELLO, Maria Augusta. Interação mãe-filho portador de deficiência: concepções e
modo de atuação dos profissionais em estimulação precoce. 1998. 146 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A pesquisa investiga as concepções e modo de atuação das profissionais envolvidas no
atendimento em estimulação precoce, com bebês de zero a um ano completo de idade e verifica como elas
visualizam a interação mãe-filho no referido atendimento. Foram entrevistadas vinte e duas profissionais
(sete professoras, seis fonoaudiólogas, cinco fisioterapeutas e quatro psicólogas), em seis escolas de
ensino especial, da cidade de Curitiba, Paraná. Após análise qualitativa dos dados, observa que as
profissionais: a) seguem um modelo de atuação com enfoque tecnicista, focalizado na criança e em sua
deficiência, com ênfase em atividades e exercícios terapêuticos; b) desconhecem a facilitação da interação
mãe-filho como importante na promoção do desenvolvimento infantil, relegando a presença da mãe no
atendimento a um segundo plano; c) sentem falta de mais formação na área em que atuam e reconhecem
que não estão preparadas para lidar com a família. Conclui propondo uma mudança do enfoque atual do
atendimento em estimulação precoce, por outro focalizado na criança e na mãe, a fim de facilitar a
interação entre ambos e dessa forma promover o desenvolvimento infantil. Sugere que a atuação direta
com o bebê seja feita por um único profissional, especializado em estimulação, embora essa participação
única não deva excluir a equipe de trabalho. Propõe também, entre outras medidas, a mobilização da
universidade para que participe ativamente na melhoria do ensino especial, propiciando tanto cursos em
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estimulação precoce como a inserindo como disciplina nos cursos de educação especial, levando em conta
o enfoque na presente pesquisa.
ARRIGO LEONARDO ANGELINI
1970
Mestrado
LOMÔNACO, José Fernando Bitencourt. Valores profissionais de crianças e adolescentes.
1970. 54 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Avalia como crianças e adolescentes consideram uma série de valores que comumente
encontram-se associados às profissões. Os 800 sujeitos - com idade média entre 10 e 14 anos e
pertencentes a classes media alta e média baixa - são submetidos ao inventário de valores profissionais
(IVP). Através deste instrumento são avaliados 15 valores que se supõem associados a profissões, quais
sejam: altruísmo, independência, liderança, segurança, prestígio, recompensa econômica, ambiente de
trabalho, variedade, estético e imitação da profissão paterna. Os resultados indicam que a amostra de
sujeitos não valoriza os aspectos estéticos da profissão, a possibilidade de dirigir outras pessoas e as
variedades de atividades. Os resultados permitem concluir que a amostra valoriza a possibilidade de
progredir, a satisfação advinda de realização de um bom trabalho, a oportunidade de aprender coisas
novas e interessantes e a circunstancia de trabalhar junto a pessoas agradáveis.
1975
Mestrado
PAIVA, Geraldo José de. Introdução à pesquisa intercultural em Psicologia . 1975. 131 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
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e do Desenvolvimento Humano
1978
Doutorado
PAIVA, Geraldo José de. Aspectos da teoria do equilíbrio, de Heider, em duas subculturas
étnicas: uma pesquisa preliminar. 1978. 210 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1979
Mestrado
ROZESTRATEN, Ângela Inês Simões. Contribuição ao estudo do motivo de realização e
treino de independência. 1979. 90 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
CARVALHO, Maria Margarida Moreira Jorge de. Orientação profissional em dinâmica de
grupo. 1979. 305 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo não encontrado.
1980
Mestrado
CRUZ, Maria Zilda da. Percepção do ritmo musical entre adolescentes Xavantes: um estudo
exploratório. 1980. 135 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende verificar se a percepção das diferenças de ritmo constitui função do treino auditivo
recebido no ambiente cultural. Os sujeitos são 60 adolescentes de duas culturas: xavante e estudantes de
música da cidade de Santos-SP, na faixa etária de 14 a 20 anos. Utiliza quarenta e cinco pares de trechos
curtos de "música ocidental" e outros quarenta e cinco trechos, em pares, de "música exótica". O sujeito
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deve indicar qual o juízo de preferência para cada par. Nas músicas apresentadas há uma variação de
melodias, diferentes compassos, ritmo com ausência e melodia sem ritmo. Os resultados mostram que
ouvir música não é apenas uma questão de escutar, e que cada ouvinte percebe um trecho musical com a
participação da própria bagagem cultural. Conclui que a educação musical sistemática dos estudantes de
música permite-lhes ir além das aparências sonoras da música e que os xavantes, apesar de viverem em
grande comunhão com os sons da natureza, não dão preferência ao canto dos pássaros, nem ao grito,
quando lhes são apresentados.
1981
Doutorado
MATTIAZZI, Benjamin. Expectativas do papel do professor segundo a percepção do
adolescente. 1981. 266 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Analisa como os adolescentes percebem o papel do professor. Os sujeitos, 48 alunos de sétima e
oitava séries do primeiro grau, de ambos os sexos, de escolas públicas e particulares da cidade de São
Paulo, descrevem o papel do professor na sociedade atual, incluindo qualidades, deveres e direitos.
Analisa o material coletado através da técnica da análise de conteúdo. As três categorias iniciais são
subdivididas em subcategorias, contendo cada uma delas determinado número de indicadores. Apresenta
os dados sob a forma descritiva e os submete a análise qualitativa e interpretativa. Para a inferência de
papéis, procura associar indicadores das diversas categorias, ao mesmo tempo em que se serve de textos
das descrições que veiculam as idéias relativas aos indicadores. Segundo a percepção destes adolescentes,
o papel principal do professor é ensinar; os papéis de sustentação que dão suporte ao principal, são os de
facilitador da aprendizagem, comunicador e líder e os papéis subsidiários são os de orientador,
conselheiro, amigo e pai. Conclui que os sujeitos têm expectativas bastante claras quanto ao papel do
professor, embora muito idealizadas, senão estereotipadas.
1982
Doutorado
AGUIAR, Maria Aparecida Ferreira de. Implicações da pesquisa-ação no processo de
aprendizagem da organização. 1982. 263 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Resumo: Parte da hipótese de que as implicações da pesquisa-ação nas organizações são definidas pelas
proposições teóricas que a embasam. Analisa as diferentes abordagens da sociedade e as suas implicações
nas teorias das organizações, e na pesquisa-ação. Discute a relação entre teoria e pratica fundamentada
nos diferentes modelos e orientações de pesquisa-ação. Apresenta o modelo lewiniano, e utiliza-o como
paradigma na análise das demais correntes de pesquisa-ação. Toma a teoria de campo, enquanto teoria
organizacional e de mudança social, como referencial teórico metodológico para a abordagem da
aprendizagem organizacional. Revela que as implicações de pesquisa-ação nas organizações dependem do
referencial teórico em que se fundamentam, pois este direciona o tipo de aprendizagem organizacional, a
sua natureza e suas conseqüências. Propõe que a partir da teoria de campo e através da pesquisa-ação, se
desenvolvam novas formas organizacionais centradas na pessoa humana. Considera a pesquisa-ação como
única forma de produção científica e de aprendizagem organizacional capaz de integrar a teoria e a
pratica, respeitando a pessoa humana, sua natureza, direitos e dignidade.
1983
Doutorado
GRUNBLATT, Maria Sônia Soares. Motivo de realização e treino de independência: um
estudo comparativo entre duas sub-culturas. 1983. 258 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Avalia duas subculturas brasileiras, a judaica e a católica, quanto ao treino de independência e
ao motivo de realização propiciado a sujeitos de ambos os sexos. Levanta dados bibliográficos e relata
uma pesquisa, buscando dados empíricos. Utiliza 120 sujeitos, de ambos os sexos, entre 25 e 35 anos e de
nível escolar superior, que são divididos em dois grupos: judeus, nascidos no Brasil, filhos de
estrangeiros, e brasileiros. Aplica um questionário sobre o treino de independência, adaptado de uma
pesquisa realizada por Grunblatt e outros, e o método projetivo de avaliação da motivação de Macclelland
e Atkinson. A análise estatística dos resultados obtidos possibilita o estabelecimento de conclusões,
salientando-se: que o treino de independência e o motivo de realização estão positivamente
correlacionados; que o treino de independência e diferencialmente desenvolvido em relação aos sexos,
sendo os sujeitos femininos, e que o grupo masculino judeu diferencia-se significantemente dos demais
grupos, sendo o que apresenta maior motivo de realização.
1984
Doutorado
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NEVES, Noemi Carvalho. Efeito de estereótipos de agressão na avaliação de alunos
universitários. 1984. 157 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1985
Doutorado
OKUDA, Maria Mitsuko. Conceito de criança e de aluno entre professores de primeiro grau:
dimensões semânticas através de análise fatorial. 1985. 2 v. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1986
Mestrado
ANGELI, Heloísa Aparecida Tiveli. A problemática sexual na adolescência. 1986. 243 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Procura abordar a problemática sexual na adolescência. Descreve, de forma geral, a
adolescência como idade de crise nas culturas industrializadas ocidentais, em vista do individuo, nesta
etapa especifica do seu desenvolvimento, passar por transformações a nível físico e psicológico, dos quais
resultam conflitos de natureza social, sexual, moral e religiosa. Destaca o problema da falta de pesquisas
na área da Psicologia do adolescente e da metodologia deficiente empregada nos estudos já realizados.
Ressalta a questão das varias definições sobre a adolescência e as características específicas desta fase
que e subdividida em pré-puberdade, puberdade e adolescência propriamente dita. Aborda os conflitos de
natureza sexual como: fontes de informação, liberdade, gravidez precoce, virgindade, masturbação,
homossexualismo e doenças sexualmente transmissíveis. Apresenta as diferenças e semelhanças entre os
sexos e a questão da educação sexual como profilaxia. Apresenta também o problema vivenciado pela
maior parte dos pais no que se refere a postura mais adequada que devem adotar frente aos filhos quando
do questionamento da sexualidade. Conclui ser o estudo um alerta para os educadores -pais e professores
- a respeito da necessidade urgente da educação e orientação sexual dirigida aos adolescentes, tanto nas
famílias como nas escolas.
Doutorado
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BECHARA, Olga Thereza. Autoconceito do professor de primeira série de primeiro grau e
algumas variáveis profissionais. 1986. 192 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1987
Doutorado
CRUZ, Maria Zilda da. Idoso e a estimativa de tempo. 1987. 210 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
ROZESTRATEN, Ângela Inês Simões. Representações profissionais: observação de alguns
descritores. 1987. 151 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo não encontrado.
1990
Doutorado
ROMERO, Elaine. Estereótipos masculinos e femininos em professores de Educação Física.
1990. 351 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda estereótipos masculinos e femininos em professores de educação física, partindo da
premissa de que tais estereótipos influenciam a percepção e julgamento que as pessoas fazem dos outros e
da sociedade. Os sujeitos sao 407 professores de educação física de ambos os sexos, que atuam em
escolas de primeiro e segundo graus da rede oficial de ensino de Porto Alegre - RS. Aplica um
questionário constituído de 2 partes: 1) dados pessoais e informações quanto a docência; 2) escala de 5
pontos tipo likert, com 30 adjetivos, através da qual os sujeitos julgaram a adequação de cada um dos
adjetivos aos alunos do sexo masculino e do feminino. Utiliza a analise de variância univariada e
multivariada no tratamento dos dados. Os resultados confirmam a hipótese central, evidenciando a
presença da estereotipia masculina e feminina. As 9 hipóteses complementares relativas as variáveis de
informações pessoais e atividade docente não confirmam as suposições na sua totalidade. Sugere que seja
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repensada a questão do papel sexual discriminado através das atividades físicas e propõe a introdução de
conteúdos curriculares que alertem para a questão da estereotipia na prática da educação física.
AUDREY SETTON LOPES DE SOUZA
2003
Mestrado
CAMPAGNA, Viviane Namur. Aspectos da organização da identidade feminina no início da
adolescência. 2003. 160 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A partir das posições teóricas que afirmam que a adolescência é uma fase de lutos e
reorganização da identidade e das discussões atuais sobre a antecipação da puberdade feminina e a
influência da mídia na idealização do corpo feminino, este trabalho procura contribuir para a
compreensão do início da adolescência na mulher. Baseia-se em uma pesquisa com 20 garotas de 12 anos,
de classes média e média alta da cidade de São Paulo, através de entrevistas, Desenhos da Figura Humana
e Método de Rorschach. Após análise quantitativa e qualitativa dos resultados, observa que estas têm uma
auto-imagem mais negativa que positiva. As jovens identificam-se muito com os pais e outros familiares,
mas também com os colegas e com os modelos veiculados pelos meios de comunicação. As identificações
são, no entanto, mais fantasiosas que reais, pois vivem um momento de restrição nas relações e elevação
do egocentrismo. Elas possuem muitos recursos afetivos e cognitivos, mas eles não estão totalmente
disponíveis para auxiliá-las neste momento. Conclui que o início da adolescência feminina é uma fase de
fragilidade egóica devido às pressões internas e externas, e que o meio social dificulta o processo de
reorganização da identidade ao impor padrões idealizados de beleza e não oferecer um lugar de
pertencimento a essas jovens.
EJZENBAUM, Déborah Moss. Os laços sagrados da procriação: ressonâncias no
desenvolvimento da feminilidade. 2003. 154 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda o significado da vivência da infertilidade em mulheres judias religiosas considerando o
impacto desta experiência sobre a organização da identidade feminina, assim como o papel do judaísmo
neste contexto. Foram feitas entrevistas individuais semi-dirigidas, com quatro mulheres judia (Ss),
inseridas no meio religioso/ortodoxo, a partir das ressonâncias com o filme Kadosh-Laços Sagrados,
30
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utilizado como recurso projetivo no transcorrer das entrevistas. A análise qualitativa dos discursos
verificou as ressonâncias da experiência da infertilidade em relação à identidade feminina. Constatou-se
que, diferentemente do filme Kadosh, em que a Mulher não pode existir na sua condição de mulher
infértil dentro do judaísmo, em relação aos Ss foi possível a todas elas continuarem "vivas" mesmo na
impossibilidade de conceber, encontrando recursos tanto internos (psíquicos) quanto externos (medicina,
religião, família) que lhes possibilitaram contornar e reverter essa problemática conseguindo ter filhos.
Em relação ao judaísmo, considerando-se a grande importância atribuída ao mandamento da procriação,
abrem-se brechas nas leis religiosas que permitem se adequarem às técnicas de concepção assistida para
que se possa nascer mais um "filho de Israel".
FAIMAN, Carla. Incesto: um assunto de família. Reflexões a partir de uma abordagem
psicanalítica. 2003. 83 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho consiste em um estudo do incesto entre pai e filha (ou padrasto e enteada) a
partir de um enfoque psicanalítico. A prática clínica serve como ponto de partida para a reflexão, que se
desenvolve através da aplicação da psicanálise na compreensão dos aspectos emocionais presentes nas
situações em questão. A interdição ao incesto é considerada um elemento fundamental no
desenvolvimento do ser humano, tanto no nível individual ou familiar, como no que se refere ao aspecto
social. O incesto entre pai e filha transgride esta norma, denunciando uma falha ou distorção no exercício
das funções parentais, que são referências básicas para o desenvolvimento emocional.. Os conceitos de
narcisismo e de superego são utilizados na compreensão da dinâmica psicológica envolvida na violência
sexual incestuosa cometida por pais. Esta pode, em alguns casos, denotar um nível de angústia que
ameaça o funcionamento psíquico, para o qual a única resposta que se afigura, para determinado perfil de
pessoas, é a atuação violenta. A concretização do incesto corresponde à realização dos impulsos proibidos
identificados como a base do complexo de Édipo. No entanto, a prática clínica demonstra que a atuação
incestuosa geralmente não corresponde à simples satisfação direta destes impulsos, o que se confirma na
ampla variabilidade de configurações emocionais presentes em diferentes famílias com ocorrência de
incesto. Diversos contextos e diferentes repercussões associam-se a cada vivência de incesto, que deve ser
analisada em sua complexidade e em sua particularidade.
2006
Mestrado
COSTA, Christiane Laurito. A entrada da criança no ambiente escolar: reflexões sobre o
processo de adaptação em uma escola municipal de educação infantil (EMEI). 2006. 165 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia do Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo.
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Resumo: No atual contexto de nossa sociedade, o espaço escolar tem sido incluído na rotina da criança
em idades cada vez mais precoces, como um dos primeiros locais de complementação ao ambiente
familiar. Entende-se, no entanto, que o ingresso de uma criança na escola implica um processo de
adaptação difícil para todas as pessoas envolvidas: a criança, seus familiares e os próprios educadores.
Assim, este estudo teve como objetivo investigar a entrada e adaptação das crianças em uma escola
pública de educação infantil. Os dados da pesquisa foram coletados em urna EMEI (Escola Municipal de
Educação Infantil), observando-se o período de adaptação, procurando-se identificar: a) como se dava a
recepção das crianças pelos educadores; b) como os educadores auxiliavam nas separações entre as
crianças e seus familiares; c) quais as atividades planejadas para o período de adaptação; d) como se
davam as relações entre os educadores e os familiares; e) quais eram os elementos que permitiam
considerar uma criança adaptada à escola. Por fundamentar-se na psicanálise corno referencial teórico,
foram utilizadas para a coleta e análise dos dados, elementos da transferência e contratransferência. No
intuito de contextualizar os propósitos da educação infantil, foi feita uma revisão histórica das origens das
instituições de educação infantil em São Paulo, considerando o momento socioeconômico em que
surgiram. Em um segundo momento, foram discutidas as propostas contidas nos documentos oficiais
recentes, à luz da teoria de Winnicott, destacando-se a importância do momento de adaptação para o
desenvolvimento do potencial criativo das crianças. Os dados das observações revelaram que a
apresentação do ambiente escolar se deu de um modo rígido e prematuro, desconsiderando o ritmo e os
aspectos singulares das crianças e privilegiando um modelo de adaptação pautado por obediência e
conformismo. Esses dados contrariam tanto as propostas dos documentos oficiais quanto as concepções
iniciais abordadas neste estudo. As reflexões apontaram para um abismo entre os propósitos da educação
infantil e a realidade do cotidiano escolar, além de evidenciar a necessidade de melhor formação e
preparo dos educadores, a fim de que possam refletir acerca de suas responsabilidades frente à formação
das crianças.
Doutorado
ROGONE, Heloisa Maria Heradão. Psicanálise e Cidadania: correndo riscos e tecendo laços.
2006. 174 f. Tese (Doutorado em Psicologia do Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho apresenta um relato e uma reflexão sobre uma clínica psicanalítica realizada fora
do setting analítico tradicional, em uma instituição pública da Assistência Social. Esta prática clínica vem
sendo desenvolvida em um projeto municipal de apoio sócio educativo aberto, destinado a atender
crianças e adolescentes consideradas, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, em situação de risco
pessoal e social por estarem expostas a situações de riscos com conseqüências prejudiciais ao seu pleno
desenvolvimento em múltiplas dimensões. Nesta instituição são realizados grupos-oficina com as crianças
possibilitando um espaço de escuta analítica para a expressão do modo como estas incluem a significante
situação de risco, em suas existências particulares. Parte-se da hipótese de que este significante, por ser
um imperativo social, produz um efeito de "aprisionamento" em uma única forma de subjetivação,
impedindo-as de uma singularização da subjetividade. O objetivo do presente trabalho é, a partir desta
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e do Desenvolvimento Humano
prática, delinear uma clínica psicanalítica ampliada no referencial lacaniano da teoria dos quatros
discursos. Os grupos-oficina, compreendidos como uma estrutura discursiva, visam possibilitar a
construção de laços sociais coletivos através do dispositivo do Discurso do Analista. Nesta clínica o
coordenador do grupo deve operar procurando situar-se no lugar do agente do Discurso do Analista a fim
de provocar a produção de novos sentidos para a significante situação de risco a que estas crianças estão
submetidas e possibilitar que a criança aproprie-se de significantes mestre (S1) e agencie seus discursos.
2008
Mestrado
FOLINO, Cristiane da Silva Geraldo. Encontro entre Psicanálise e Pediatria: impactos da
depressão puerperal para o desenvolvimento da relação mãe-bebê e do psiquismo infantil. 2008.
262 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia do Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta dissertação é fruto de profundas inquietações a respeito da origem e da importância das
primeiras relações entre mãe e bebê, bem como das forças atuantes na constituição do psiquismo infantil.
Ao longo do estudo, surgiu a necessidade de pesquisar a depressão pós-parto como conseqüência do
retorno a si mesma, fruto da regressão da mãe e do contato facilitado que toda mãe é levada a fazer ao dar
à luz um bebê com conteúdos e conflitos inconscientes relativos a experiências e fantasias infantis e suas
reverberações no desencontro da dupla. O estudo inicia-se pela visão de Freud, Klein e alguns de seus
discípulos atuais sobre como a menina se torna mulher e qual o impacto da maternidade para o psiquismo
feminino; discute a importância da complexa trama envolvida no cenário das primeiras relações;
demonstra as competências do recém-nascido, seu uso dos cinco sentidos, e a noção de estados de
consciência; trata das confirmações encontradas pela neurociência às questões da importância das
relações iniciais que a psicanálise discute; aborda aspectos da interação mãe e bebê, inclusive a
psicopatologia do bebê decorrente do desencontro entre a dupla e seus efeitos, com atenção especial à
compreensão da depressão materna no período puerperal. Num segundo momento, discutem-se
entrevistas que realizamos com pediatras profissionais que atendem no início a dupla mãe-bebê
possuidores de experiência diversificada em clínica médica. Aborda-se o universo que apresentam, bem
como se registram as reflexões advindas desses contatos produtivos, articulando-os com os
conhecimentos teóricos oferecidos pela psicanálise. Assim, propõe-se verificar e observar a capacitação
dos pediatras no diagnóstico da depressão puerperal; investigar a atenção que os pediatras dedicam aos
aspectos da relação entre mãe e filho e seu impacto no desenvolvimento do bebê; e apontar de que forma
a Psicologia e a Psicanálise podem fornecer subsídios à pediatria.
Doutorado
33
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MUNDURUCA, Gláusa de Oliveira. Contribuições para o estudo da constituição psíquica de
mulheres alcoolistas. 2008. 204 f. Tese (Doutorado em Psicologia do Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo investiga a constituição psíquica de mulheres alcoolistas, procurando ampliar a
compreensão de seu modo de funcionamento psíquico, a fim de auxiliar aqueles que trabalham com essa
população. Utiliza como instrumentos a prova de Rorschach e a análise de entrevistas. Os sujeitos são 15
mulheres dependentes de álcool, encaminhadas por seus respectivos psiquiatras. Buscando elementos
comuns, encontramos alterações significativas no modo de adaptação intelectual à realidade externa,
marcado por estereotipias e submissão às imposições do meio, possivelmente decorrentes da necessidade
de aprovação, ao mesmo tempo em que demonstram indiferença em relação ao outro, como se não
sentissem afeto pelo outro e nem registrassem o afeto do outro, o que evidencia indiferenciação. O modo
genérico e superficial de adaptação, a dispersão da fala, a turbulência afetiva, a não fixação e não retenção
das experiências são aspectos que dificultam a criação e a inscrição de marcas significantes para além do
ser alcoolista. O universo fantasmático encontra-se presente, mas não integrado na dinâmica psíquica,
havendo tendência a se negarem as próprias fantasias. O uso excessivo de álcool parece favorecer e
manter a alienação do sujeito, na medida em que reforça o mecanismo de negação deixando as fantasias
desalojadas psiquicamente. No que tange à sexualidade, pensamos o álcool como uma metonímia do
homem (álcool/garrafa/pênis/homem/pai) que desliza e se sustenta a partir de fantasias que trazem em seu
cerne o significante devastação. Concluímos que a dependência de álcool pode eclodir na histeria, na
neurose obsessiva e na psicose, sendo necessário um estudo mais aprofundado da função do uso de álcool
em cada uma das estruturas psíquicas.
2009
Mestrado
CONTI, Fabio Donini. Um estudo de validação e precisão com o procedimento de Desenhosestórias no diagnóstico de transtorno depressivo maior. 2009. 180 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia do Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: A presente pesquisa tem por objetivo verificar se o Procedimento de Desenhos-Estórias se
constitui como instrumento válido e preciso para diagnosticar Transtorno Depressivo Maior. A amostra
foi composta por 60 sujeitos adultos, divididos igualmente em dois subgrupos, ou seja, 30 pacientes com
diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior Moderado e 30 sujeitos sem a patologia e com ausência de
histórico de Depressão. Os instrumentos utilizados foram o Procedimento de Desenhos-Estórias, o
Inventário de Depressão Beck (BDI) e a entrevista clínica estruturada para o DSM-IV-TR, também
conhecida como SCID-NP, com a finalidade de evitar diagnósticos de falsos negativos e falsos positivos
34
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nos resultados do Inventário (BDI), facilitando o diagnóstico diferencial de Transtorno Depressivo Maior
sem comorbidades. Depois de definidos os participantes da amostra e aplicados os três instrumentos nos
mesmos, convidaram dois juízes, para avaliar os dados dos Desenhos- Estórias. As análises foram feitas
em três etapas: na primeira, os avaliadores deveriam separar os protocolos às cegas pautando-se somente
nos desenhos do procedimento. Na segunda, deveriam separar os protocolos, pautando-se somente nas
histórias e, na terceira, deveriam, utilizando pautas de análise, separar os 60 protocolos, levando-se em
conta tanto os desenhos quanto as histórias. Para tanto, utilizou-se um total de 94 itens extraídos da
literatura que possibilitam observar a patologia em técnicas projetivas. Posteriormente a essa análise,
procedeu-se ao estudo de precisão, e um terceiro juiz também foi convidado para avaliar os protocolos.
Nessas análises, os juízes deveriam avaliar os protocolos, atribuindo zero, se os 94 itens estivessem
ausentes e um, se estivessem presentes. A partir disso, foram comparadas as análises dos mesmos da
seguinte maneira: no estudo de validade, foram correlacionadas, por meio do Coeficiente ProdutoMomento de Pearson, as avaliações dos juízes entre si e dos juízes com o critério externo. Também foram
utilizados o Qui-Quadrado, o Teste Exato de Fischer e o Teste t para verificar se os itens utilizados na
pesquisa permitiam discriminar os sujeitos dos dois subgrupos. No estudo de precisão, foram comparadas
as avaliações dos juízes entre si por meio do Coeficiente Produto-Momento de Pearson, e levantou-se, em
alguns casos, a Porcentagem de Acordo entre as avaliações. Os resultados indicaram que os juízes
conseguiram separar os protocolos, quando se basearam nas histórias e utilizaram os critérios definidos
pela literatura. Além disso, foi possível observar que os itens, em sua maioria, são claros o suficiente para
permitir realizar avaliações precisas. Por outro lado, os itens que permitem discriminar as populações não
são muitos, o que indica ser necessária a realização de outros estudos com o instrumento, para ser
possível caracterizar melhor quais são os critérios que permitem evidenciar a amostra depressiva.
Contudo, considerou-se o Procedimento de Desenhos-Estórias um instrumento capaz de ser utilizado em
casos em que a hipótese de Transtorno Depressivo esteja presente.
Doutorado
FELICIANO, Denise de Souza Monteiro. Para além do seio: uma proposta de intervenção
psicanalítica pais-bebê, a partir da escuta dos sentidos ocultos nas dificuldades de amamentação
como auxiliar no desenvolvimento. 2009. 350 f. Tese (Doutorado em Psicologia do Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A experiência de sentir fome e ser saciado é uma das mais intensas na vida inicial de um bebê.
Ao lado de seu papel nutricional, o encontro mãe-bebê proporcionado pela alimentação ao seio materno
pode representar os primeiros sinais de qualidade de vínculo dessa relação primordial. O desencontro, por
sua vez, atravéssa e dificulta o conhecimento mútuo, complicando não apenas a dinâmica mãe-bebê, mas
todo o relacionamento familiar. Eventuais transtornos em início de vida com os objetos que são
constitutivos no desenvolvimento psíquico do indivíduo atrapalham esse percurso e contribuem para
dificuldades emocionais ao longo da vida. Este estudo teve por objetivo oferecer uma escuta do nível
simbólico da amamentação por meio de um modelo de intervenção psicanalítica pais-bebê, e dos
conteúdos latentes na dinâmica de oito famílias, cujas duplas mãe-bebê apresentaram dificuldades na
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amamentação. Além disso, buscou verificar os efeitos desse tipo de atendimento como auxiliar para a
circulação das angústias e elaboração dos conflitos subjacentes, a partir da continência e nomeação das
fantasias implícitas. O atendimento consistiu em visitas domiciliares a essas famílias, com freqüência
semanal pelo período de quatro a seis semanas, por indicação do pediatra que os acompanhava. O estudo
revelou que o modelo de intervenção apresentado contribuiu para a circulação desses afetos, permitindo
uma maior fluidez emocional observável no casal parental e que se acredita repercutir no bebê. Em alguns
casos mostrou facilitar a amamentação concretamente, ao lado das possibilidades afetivas que podem
acompanhá-la além do aspecto nutricional. O uso que as famílias faziam do atendimento, assim como a
possibilidade de amamentar, dependeu das condições adquiridas anteriormente por seus integrantes, ao
longo de seu desenvolvimento psíquico. Com essas constatações espera-se, além de propor um modelo de
intervenção, contribuir para a interface psicanálise pediatria, oferecendo aos pediatras uma melhor
compreensão das angústias desencadeadas pela amamentação e uma parceria nos cuidados com essas
famílias nesse momento primordial.
SHINE, Sidney Kiyoshi. Andando no fio da navalha: riscos e armadilhas na confecção de
laudos psicológicos para a justiça. 2009. 255 f. Tese (Doutorado em Psicologia do Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A perícia psicológica é um recurso previsto no Código do Processo Civil para instruir litígios
processuais em Vara de Família. O laudo psicológico como documento escrito resultante da avaliação
psicológica pericial deve preencher requisitos formais para ser aceito enquanto prova pericial pelo
Direito. O laudo psicológico deve preencher requisitos técnicos e éticos para ser considerado um trabalho
cientificamente aceitável na Psicologia . Estudou-se uma amostra de 31 representações (denúncias éticas)
contra psicólogos que produziram laudos no período de 1997 a 2005 julgados pelo Conselho Regional de
Psicologia -06. As categorias de análise criadas a partir da literatura especializada permitiram: conhecer o
motivo da representação, identificar o profissional representado e discriminar o que o laudo deve conter
para ser considerado um operador de verdade. Os resultados revelaram uma amostra heterogênea. Havia
apenas quatro laudos psicológicos periciais sendo que os demais documentos eram declarações, pareceres
e relatórios de atendimento psicoterapêutico. O maior número de representações partiu de pessoas que
não foram atendidas ou avaliadas por estes psicólogos. O grupo profissional que recebeu o maior número
de representações foi o dos que realizaram psicodiagnósticos ou terapias de crianças (21 profissionais).
Do total, 20 representações foram arquivadas ou terminaram em absolvição. Oito profissionais foram
condenados por fazerem afirmações a respeito de pessoas sem fundamentação técnica condizente. Três
casos prescreveram. Concluiu-se que existe desconhecimento por grande parte da categoria sobre o
trabalho desenvolvido no campo da Psicologia Jurídica, especificamente na Vara da Família. O psicólogo
judiciário que atua nesta área produzindo laudos não é o profissional mais representado no CRP-06.
Quase dois terços dos trabalhos escritos foram considerados isentos de falhas técnicas ou éticas. Os
laudos considerados aceitáveis pelos padrões da profissão também o são para fim de prova judicial. As
falhas mais graves não são da ordem da linguagem (problemas semânticos ou sintáticos), como também
não são de dificuldade de comunicação da matéria psicológica ao leitor leigo, mas de estratégias de
avaliação psicológica equivocadas. Os documentos escritos foram gerados a partir de atendimentos que
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desconsideraram aspectos importantes das famílias envolvidas em litígios processuais. Atribuiu-se tais
falhas à atuação contratransferencial, falta de familiaridade com o trabalho com famílias e
desconhecimento das relações de poder no trato com advogados e juízes. Alerta-se para o risco ético de se
prescrever encaminhamentos jurídicos (sentenças) como resultado da avaliação psicológica, extrapolando
o objeto e o objetivo da Psicologia . Reconhece-se o processo de normalização que é efetivado pela
avaliação psicológica para fim de normatização da conduta pelo Poder Judiciário como forma de dirimir o
conflito social. A atuação das Comissões de Ética dos Conselhos Regionais e Federal possui importante
papel para garantir o exercício da cidadania e a normatização da prática psicológica.
ECLÉA BOSI
1970
Mestrado
PATTO, Maria Helena Souza. Privação cultural e educação compensatória pré-primária:
considerações teóricas e práticas. 1970. 87 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1980
Mestrado
PICCINELLI, Lilia de Muzio. Recortes na observação do real: sobre a função intelectual de
observação através da prova de Rorschach em um grupo Xavante: uma proposta para
classificação de modalidades. 1980. 103 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda a função intelectual de observação através da classificação das modalidades de respostas
no psicodiagnóstico de Rorschach de índios xavante. Os sujeitos sao 50 índios xavantes do sexo
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masculino, com idade de 12 anos aos mais velhos, cuja idade lhes era desconhecida. Os resultados
demonstram um processo analítico de percepção, constituindo-se de poucas respostas globais,
freqüentemente respostas de pormenores, especialmente de pormenores secundários isolados e
combinados. Os resultados revelam conceitos que podem ser mais complexos quando comparados com os
obtidos pelos ocidentais. Os pormenores secundários parecem ser típicos do grupo xavante. Conclui que a
abstração e a percepção sao baseadas em minúcias e porções pouco evidentes das manchas o que não
significa rebaixamento do raciocínio ou elaboração, mas somente um modo diferente de lidar com a
realidade. Esta maneira de considerar a realidade revela importância das experiências de natureza
analítica e a busca de indícios que não são evidentes a percepção do individuo de cultura ocidental.
1981
Doutorado
PATTO, Maria Helena Souza. Psicologia e ideologia: reflexões sobre a Psicologia Escolar.
1981. 390 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A partir de uma análise histórica da constituição da Psicologia científica, analisa os pressupostos
ideológicos sobre homem e sociedade que informam a Psicologia em suas origens, pretendendo entender
o papel social da Psicologia em uma sociedade de classes, no marco da história político-cultural
brasileira. Pretende também analisar as características teóricas e ideológicas da Psicologia aplicada a
escola em nosso meio e examinar caminhos alternativos delineados na literatura especializada
contemporânea. Inclui uma pesquisa com psicólogos das redes municipal e estadual de ensino de São
Paulo, tendo em vista analisar suas representações da escola, do aluno da escola pública e do papel do
psicólogo junto a esta clientela. Os sujeitos são vinte psicólogos do sexo feminino, que atuam nas duas
redes de ensino. Os resultados permitem concluir que a formação acadêmica e profissional que os
psicólogos vêm recebendo o leva a confirmar uma visão de mundo adquirida no decorrer de sua vida,
quase sempre na qualidade de participante de uma classe social intermediária, estando muitas vezes
dividido entre a adesão e a transformação e acreditando ser transformadora de uma prática que é adesiva.
1982
Mestrado
BOTELHO, Ester Zita Fenley. População de baixa renda, problema habitacional e
participação: um estudo psicossocial. 1982. 170 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Resumo: Pesquisa exploratória realizada junto a 28 famílias de baixa renda residentes em São Paulo,
visando discutir aspectos subjacentes a participação dessa camada da população no meio urbano. Discutese, a partir dos depoimentos, os problemas identificados como prioritários no âmbito da habitação e sua
inserção no cotidiano dessas pessoas. Investiga-se também a relação entre o indivíduo e o meio urbano
através de instrumento de expressão não-verbal (maquetes de casa e vizinhança). Aponta como linha de
pensamento emergente o caráter eminentemente coletivo da participação, vinculando o processo
individual da conscientização a dinâmica dos movimentos sociais em cada momento histórico.
1990
Doutorado
CARVALHO, Maria do Carmo Reginato Gama de. O trabalho e a sombra: investigação de
aspectos perceptivos e simbólicos do trabalho com máquinas na linha de montagem. 1990. 228 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
EDA MARCONI CUSTODIO
1986
Mestrado
DUARTE, Walquíria Fonseca. Uso da escala de indicadores emocionais de Koppitz no
prognóstico de desempenho escolar de crianças de quarta série. 1986. 196 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1987
Mestrado
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PIZZINATTO, Viviane Trevisan. Estudo da obesidade por ingestão calórica excessiva na
criança: uma abordagem do seu processo evolutivo até a idade escolar. 1987. 230 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a obesidade por ingestão calórica em crianças, partindo do pressuposto que esta pode ser
compreendida e sistematizada como um quadro psicossomático multifatorial que envolve a hiperplasia ou
hipertrofia do tecido adiposo em decorrência de um comportamento alimentar desregrado, implicando
com distúrbios psicogênicos regressivos no sistema sócio-familiar. Os ss são uma menina de 9,4 anos e 1
menino de 9,5 anos, em tratamento no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (São Paulo), onde são
entrevistados e submetidos ao psicodiagnóstico de Rorschach, teste de apercepção infantil e teste dos
desenhos da figura humana. O objetivo é verificar se a relação pais-filhos, os conflitos orais ou
simbióticos e os padrões de identificação parental, assim como os sentimentos de solidão, ansiedade,
agressão e frustração podem favorecer uma busca ilusória de comida como conforto emocional. Os
resultados do psicodiagnóstico evidenciam e permitem a compreensão destes distúrbios emocionais e
comportamentais. Conclui que para normalizar o estado de saúde psicossomática de crianças obesas é
necessário uma abordagem diagnóstica e terapêutica multiprofissional, congregando médicos,
nutricionistas e psicólogos clínicos.
1989
Mestrado
BRASIL, Ângela Maria Regis Cavalcanti. Fracasso escolar, uma questão simbólica: estudo
analítico junguiano dos dinamismos infantis na família, na escola e na cultura. 1989. 188 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga o fracasso escolar dentro da dimensão analítica junguiana. Na revisão da literatura
sobre o assunto, aponta que a questão do fracasso escolar é discutida e interpretada dentro do modelo
conceitual cartesiano que estabelece padrões educacionais de aprendizagem, perdendo de vista a criança e
desconsiderando os aspectos subjetivos e motivacionais no processo de ensino. A pesquisa consta de duas
fases: na primeira examina os prontuários de 120 ss, 78 do sexo masculino e 42 do sexo feminino, com
idades de 3 a 15 anos, selecionados com base na escolha de 6 unidades básicas de saúde (UBS) do
município de São Paulo (20 ss de cada uma) e que apresentavam como motivo de consulta a queixa
escolar (dificuldades de aprendizagem, distúrbios da conduta escolar e dislexia). Na segunda fase analisa
e discute 4 estudos de caso com ss de uma das UBS. Realiza os estudos de caso através de encontros com
a mãe e a criança, encontros com a criança para a hora lúdica e aplicação de 3 testes: Fábulas de Duss,
desenho da família com estórias e Raven. Destaca que o fracasso escolar surge em decorrência de uma
educação que se encontra imersa e contaminada por óticas patriarcais e propõe, sob o prisma simbólico, a
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integração das duas instâncias, a objetiva e a subjetiva na criança, dentro do seu processo educacional
formal e informal.
Doutorado
KOVÁCS, Maria Júlia. Questões da morte e a formação do psicólogo. 1989. 211 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Discute a formação do psicólogo e como o tema da morte é contemplado nessa formação, na
medida em que, como profissional de saúde, tem a morte no seu cotidiano profissional. Discute a inserção
do tema da morte na graduação em Psicologia, traçando um histórico de algumas experiências
estrangeiras. Descreve a criação e implantação de um curso de Psicologia da Morte no Instituto de
Psicologia da USP, como disciplina optativa, apresentando objetivo, programa, estratégias e bibliografia,
seguidos de reflexões e dúvidas surgidas nesse processo. Analisa os discursos orais e escritos de 41
alunos que freqüentaram o curso, apresenta suas representações de morte, motivos de escolha do curso e
expectativas de seu trabalho diante da morte. Avalia o curso junto com os alunos, salientando os pontos
positivos e negativos e as sugestões de modificação. Conclui que o curso Psicologia da Morte deve ser
mantido devido a sua importância para a formação dos psicólogos da USP, e sugere que outros cursos de
Psicologia e os demais da área de saúde tomem esta experiência como exemplo para a formação de um
profissional mais sensível as necessidades de seus clientes.
1990
Mestrado
CASTANHO, Marisa Irene Siqueira. Possibilidades e limites de um trabalho em Psicologia
Escolar: relato de experiência. 1990. 105 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Relata experiência educacional vivida por psicólogo escolar, no período de 1978 a 1988, junto a
um grupo de educadores de escola católica, interessado em atuar num modelo de educação interativa e
participativa, buscando um referencial teórico-prático comum, que o orientasse na ação com o aluno e na
avaliação dos objetivos propostos. Relata as dificuldades encontradas pelo grupo advindas de vários
aspectos: dificuldade de definição e operacionalização dos objetivos relativos a educação humanizadora;
dificuldade para abandonar um referencial individual em busca de um referencial comum; impasses
criados pelo confronto de linguagens diferentes: da instituição, dos professores e da equipe técnica, da
qual faz parte o psicólogo escolar. Os procedimentos adotados na dinamização do grupo de professores
baseiam-se na abordagem centrada na pessoa e na técnica dos grupos operativos, utilizados em momentos
distintos. Os resultados demonstram que a abordagem centrada na pessoa não se mostrou eficiente face as
demandas impostas pelo próprio grupo e a técnica dos grupos operativos; embora respondesse pelas
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necessidades do grupo, mostrou-se ameaçadora pela explicitação de sentimentos e de conflitos básicos do
grupo e da instituição. Propõe que se repense a atuação do psicólogo escolar e sugere alguns itens como
ponto de partida para uma ação mais crítica.
REILY, Lúcia Helena. Nós já somos artistas: estudo longitudinal da produção artística de préescolares portadores de paralisia cerebral. 1990. 2 v. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estudo de caso exploratório e longitudinal da evolução gráfica de crianças deficientes físicas,
considerando os fatores cognitivos, afetivos e neuromotores que interferem nesse processo. Durante 2
anos, 5 pré-escolares entre 5 e 7 anos de idade, portadores de quadros moderados de paralisia cerebral,
realizam desenhos, pinturas e colagens em aulas semanais de artes plásticas. Elabora-se um formulário
para avaliação dos 162 trabalhos realizados no período, que e testado em 2 estudos pilotos, antes da
versão definitiva e revisada ser aplicada aos trabalhos das 5 crianças selecionadas. Depois da notação de
cada trabalho, desenham-se gráficos individuais para cada técnica, comparando a linha evolutiva em
desenho, pintura e colagem com a escrita (assinatura do nome). A evolução gráfica e discutida caso a caso
com base nos formulários, gráficos, fotografias e observações, evidenciando um crescimento do grupo em
sua produção artística e desenvolvimento gráfico. Os resultados assinalam a singularidade do processo
artístico de cada criança e reforçam a importância de diferentes técnicas artísticas para possibilitar a
organização e estruturas espaciais, manipulação de matérias e representação visual.
SANCHEZ, Elizabeth Hoffmann. Computador na escola: relato de experiência com crianças da
primeira série do primeiro grau. 1990. 84 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica se o uso do computador no ensino de primeiro grau (primeira série) auxilia na
concretização das estruturas de raciocínio lógico operatório. Adota como referencial teórico as
contribuições de Papert e Piaget. Os ss são 14 estudantes da primeira serie do primeiro grau, de ambos os
sexos, de uma escola particular de filosofia alemã, que oferece cursos de computação aos alunos.
Acompanha semanalmente, durante 1 ano, as crianças em suas aulas de informática, onde é utilizada a
linguagem computacional logo. Conversa com as crianças e registra as conversas com os professores,
analisando a produção desses alunos junto a máquina. Verifica que é possível e desejável desenvolver o
pensamento lógico do s usando a informática a nível de raciocínio algorítmico. No entanto, não foi
possível trabalhar com a construção de programas a nível de procedimentos, nem constatar correlação
direta do aprendizado da matemática e informática. Aponta a importância da valorização da sala de aula
como o local adequado para o aluno tomar posse do conhecimento matemático, reservando-se a
informática um aprendizado lúdico onde e possível a inserção de conceitos matemáticos, especialmente os
de geometria. Conclui que a informática proporciona uma vivência enriquecedora no que se refere ao
desenvolvimento lógico e sistematizado, mas que isso também pode ser adquirido, independentemente de
sua utilização.
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Doutorado
BARONE, Leda Maria Começo. De ler o desejo, ao desejo de ler: uma leitura do olhar do
psicopedagogo. 1990. 191 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende investigar a possibilidade e utilidade da aplicação da teoria psicanalítica a uma prática
distinta: a psicopedagogia, com o objetivo de: 1) desvelar o sentido inconsciente da dificuldade de
aprendizagem da leitura e escrita de uma criança e 2) servir como paradigma para leitura da complexa
rede de relações do aprendiz com as tarefas e com o psicopedagogo. O sujeito é um menino de 7 anos e 3
meses com dificuldades emocionais, de linguagem, psicomotoras, defasagem no raciocínio lógico além de
hipotonia. Utiliza o método Ramain e atividades de leitura e escrita a partir de desenhos e histórias
contadas pelo sujeito e de textos literários incluindo fábulas e histórias infantis. Associa a estas atividades
a intervenção do psicopedagogo no sentido de clarificar os lapsos, repetições e resistências em prosseguir
com as tarefas, bem como no sentido de captar e nomear as angústias presentes na realização das tarefas
ou relacionadas a figura do psicopedagogo. O progresso conseguido pelo sujeito na alfabetização bem
como o percurso utilizado sugerem que a psicanálise pode contribuir para uma abordagem mais
abrangente da psicopedagogia.
1991
Mestrado
LIMA, Célia Maria Blini de. Aliança familiar na adaptação escolar ineficaz. 1991. 386 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica a influência da psicodinâmica da família na predisposição a adaptação ineficaz da
criança na situação escolar, concorrendo para a instalação de dificuldades na aprendizagem. Os ss são 9
crianças de ambos os sexos, com idade entre 5 e 10 anos, de classe média, cursando até a quarta série do
primeiro grau em escola particular, com queixa de adaptação escolar ineficaz, sem comprometimento
orgânico ou cognitivo. Utiliza o diagnóstico familiar, em particular a análise da entrevista trigeracional e
a de anamnese da criança, o teste das Matrizes Progressivas de Raven e submete pais e crianças ao
procedimento de desenhos de famílias com estórias (df-e). As avaliações são feitas por psicólogos
segundo o referencial psicanalítico. Verifica que a adaptação escolar ineficaz e conseqüência do
desenvolvimento onde o emocional desempenha papel inibidor, sendo a estruturação emocional da
família e a atualização de suas relações essenciais para adaptação escolar eficaz; as famílias apresentam
traços de imaturidade e insegurança, sendo incapazes de conter as ansiedades de seus filhos. As crianças
apresentam relação particular com o alimento (inapetentes ou vorazes) e com as dificuldades escolares de
forma a manter a atenção dos pais. Conclui haver falhas nos processos primários de introjeção da
realidade e conseqüente fixação em estágios anteriores de desenvolvimento.
43
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Doutorado
PIZZINATTO, Viviane Trevisan. Distúrbios psicoevolutivos da personalidade de crianças
escolares com obesidade exógena: estudo psicanalítico através da entrevista de anamnese e o
psicodiagnóstico de Rorschach. 1991. 338 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga e analisa a estrutura psicodinâmica da personalidade de crianças escolares com
obesidade exógena, a fim de compreender quais os fatores desenvolvimentais que estão implicados com a
evolução da personalidade e manutenção do comportamento de ingestão calórica excessiva nessas
crianças. Os ss são 10 crianças com diagnóstico de obesidade exógena, clientes de um programa
ambulatorial para emagrecimento, com idade entre 9 e 11 anos, nível intelectual normal, de ambos os
sexos. Utiliza o psicodiagnóstico de Rorschach com as crianças e entrevistas de anamnese com as mães.
Os dados das anamneses indicam que a obesidade exógena esta relacionada a: conflitos e desordens
emocionais maternos vividos durante a gestação e desenvolvimento da criança; obesidade em mães, pais e
avos que cuidam da criança; distúrbios psicossomáticos ou de condutas apresentados pelas crianças. Na
análise dos protocolos de Rorschach identifica vários quadros psicopatológicos e distúrbios regressivos de
identificação parental em todos os ss. Conclui que o comportamento de ingestão calórica excessiva pode
ser considerado como um alívio prazeroso de tensões ou frustrações emocionais das crianças relativas aos
seus objetos de ligação identificatória e uma busca narcísica de seu preenchimento interno, devido a
falhas de elaboração afeto-cognitivo, interpretando a adiposidade como proteção psicopatológica.
1992
Doutorado
DUARTE, Walquíria Fonseca. Crianças desenham a escola: um estudo do Desenho Kinético
da Escola (KSD) e sua relação com o desempenho escolar em crianças paulistanas de primeira a
quarta série. 1992. 188 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Realiza um estudo sobre o desenho cinético da escola (KSD) para verificar como escolares
desenham e expressam suas percepções sobre as interações dinâmicas entre eles próprios, o professor e os
colegas no ambiente escolar. Os ss são 530 estudantes não repetentes da primeira a quarta série do
primeiro grau, de 3 escolas públicas e 3 particulares da cidade de São Paulo, com idade entre 6,6 e 11,5
anos. Divide os ss em 3 grupos, em função do desempenho escolar: de 1 - insatisfatório; de 2 - médio; de
3 - bom. Aplica o KSD, seguido do teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, no terceiro
bimestre do ano letivo, coletivamente e na sala de aula dos ss. Analisa os desenhos tendo por base os
referenciais de Prout e Phillipe (1974), Prout e Celmer (1985) e Andrew e Janzen (1988) para análise
específica do KSD; de Reynolds (1978) e Koppitz (1968) em uma adaptação do KSD para os estudos de
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indicadores emocionais; e de Lourenção van Kolck (1985) para os aspectos gerais dos desenhos,
pesquisando, também, o uso da cor. Encontra diferenças por série em praticamente todas as dimensões
estudadas e por desempenho escolar em alguns itens. Constata que o (KSD) permite interpretações
psicológicas baseadas na teoria psicanalítica e nos estudos sobre o desenvolvimento do grafismo, podendo
ser utilizado como instrumento auxiliar no diagnóstico psicológico, em situação clínica ou escolar.
1993
Doutorado
SOUZA, Audrey Setton Lopes de. Entrevista familiar diagnóstica como instrumento auxiliar
no estudo da influência dos psicodinamismos da família com inibição intelectual. 1993. 270
f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa um grupo de crianças com queixas de inibição intelectual, a fim de verificar os motivos
latentes que estariam determinando tal inibição, uma vez que os testes de avaliação intelectual
demonstram um QI normal e não se constatam problemas maturacionais ou orgânicos. Os ss são 10
crianças com queixas de inibição intelectual e 10 com queixas diversas. Utiliza entrevista familiar
diagnostica (efd), incluída dentro de um processo psicodiagnóstico mais amplo, aplicado em consultório
particular. Verifica nas efd dos ss com queixa de inibição intelectual alguns elementos que revelam certos
modelos de dinâmicas familiares: a criança e porta-voz das angústias do grupo familiar, o qual não
permite a expressão simbólica do tema que a aflige; os pais, narcisicamente envolvidos com suas
necessidades, tentam induzir os filhos a um jogo que os livre da situação; alguns pacientes optam pela
evasão frente às dificuldades. A diferença entre os dois grupos esta no fato de que os ss sem inibição
intelectual contam, em algum momento da efd, com um dos pais que dá espaço para o tema proposto pelo
filho, evitando a evasão.
1994
Doutorado
REILY, Lúcia Helena. Armazém de Imagens: estudo de caso de jovem artista portador de
deficiência múltipla. 1994. 255 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda o processo de produção artística de um jovem portador de múltiplas deficiências, cujo
quadro geral de desempenho e bastante prejudicado, contrapondo o caso à literatura que aborda o
chamado Idiot Savant. Apresenta ampla revisão e analise bibliográfica, fornecendo o pano de fundo que
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contextualiza a discussão da habilidade artística desse jovem. Investiga o processo de produção artística
do jovem durante 1 ano de intervenção, com sessões semanais, registradas em videotape na oficina que
freqüenta ha 7 anos, onde atua nas aulas de arte com 1 grupo de 8 a 12 integrantes atendidos na entidade,
permitindo um rico processo interativo que o leva a falar de suas representações, evidenciando as fortes
relações entre linguagem verbal e visual em sua produção plástica. O jovem utiliza um número restrito de
esquemas para solucionar os problemas de organização espacial, embora seu léxico gráfico-visual seja
enorme. Conclui que as fontes das imagens e das soluções para representação espacial empregadas pelo
artista, estão presentes na linguagem visual do ambiente e o jovem se apropria de tais imagens e soluções
espaciais, modificando-as e revelando uma manipulação criativa. A partir deste caso e de outros
assinalados na literatura, discute as explicações para o fenômeno Savant bem como implicações
educacionais e possibilidades de encaminhamento profissional para esses artistas.
1996
Doutorado
BRASIL, Ângela Maria Regis Cavalcanti. Voar é viajar, viajar é migrar, é sair da terra:
migração como processo finito e processo infinito – estudo Junguiano dos símbolos presentes na
trajetória histórica do migrante. 1996. 295 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
CALEJON, Laura Marisa Carnielo. Manejo de crises e dificuldades adaptativas em
universitários. 1996. 244 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Identifica e analisa as variáveis que provocam as crises psicossociais em universitários, a partir
do pedido de ajuda feito ao serviço de orientação psicopedagógica (SOPP) e o papel das intervenções
realizadas nos atendimentos de orientação psicológica (OP). Utiliza os subsídios teóricos de Erikson,
Bion, Pichon-Riviere, Casullo e Simon para compreender as dificuldades dos alunos que solicitam ajuda.
Analisa 404 inscrições, feitas no SOPP, em 1993, caracterizando a demanda em função de curso,
semestre, atividade escolhida, razões e expectativas em relação à escolha. Organiza as razões e
expectativas em unidades temáticas, em função da semelhança de significado; avalia o processo de
orientação, por escrito, pelos alunos, apos o seu término. Os resultados indicam que: a) a maior
porcentagem de inscritos foi do curso de Psicologia, na atividade de OP; b) dificuldades e dúvidas foram
as razões mais fortes para a procura de ajuda; c) as expectativas relacionaram-se com métodos de estudo
eficientes e com a ampliação da compreensão sobre o próprio funcionamento; d) as intervenções
contribuíram para uma solução mais satisfatória da crise psicossocial caracterizada pelo ingresso na
universidade, constituindo-se em um exercício da função do pensar.
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e do Desenvolvimento Humano
CASTANHO, Marisa Irene Siqueira. Da educação para a saúde: o processo de construção da
identidade do psicólogo. 1996. 183 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga o processo de mudança/construção da identidade profissional do psicólogo, visto sob 2
prismas: ideologia e inconsciente, nos aspectos individuais, sociais e históricos. A implantação de um
novo modelo de atenção a saúde e transferência dos psicólogos do departamento de saúde escolar (DSE)
para a unidade básica de saúde (UBS) da secretária do município de São Paulo suscita questionamentos
sobre o papel dos psicólogos na área de Psicologia Escolar: definição de seu objeto de estudo, orientação
teórico-metodológica, atuação preventiva e remediativa, clinica ou institucional, entre outras. Realiza
pesquisa em documentos, utiliza entrevista aberta com 22 psicólogos, com idade entre 30 e 50 anos e
questionário. Analisa 3 itens: 1) concepção que as psicólogas têm sobre a dificuldade de aprendizagem de
crianças da escola pública, na faixa etária de primeiro grau, encaminhadas para UBS com queixa escolar;
2) percepção sobre as práticas exercidas no atendimento dessas crianças; 3) visão a respeito da
transferência das psicólogas da educação para a saúde e seus efeitos sobre a prática do atendimento. Os
resultados mostram que as psicólogas entrevistadas encontram-se a meio caminho para a autonomia, em
relação ao atendimento das dificuldades de aprendizagem. Aponta que o fortalecimento de uma nova
identidade requer que os debates se efetivem no âmbito das instituições e grupos.
1997
Mestrado
CAMPOS, Antônio Rodrigues de. O desprazer de ensinar e aprender nos dias atuais: o menu
indigesto. 1997. 198 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Apresenta os sentimentos de pais e alunos do curso noturno em relação à sua escola e, também,
os sentimentos dos professores desta escola em relação à sua profissão. Entrevista vinte e seis alunos
cursando a sexta, sétima e oitava séries, quinze pais e cinco professores. Há uma questão orientadora para
as entrevistas. A questão para os alunos e pais é a seguinte: "Fale-me sobre seus sentimentos em relação à
escola". Para os professores: "Fale-me sobre seus sentimentos em relação à sua profissão". A coleta de
dados realiza-se numa Escola Municipal de Primeiro Grau situada na região oeste da periferia de São
Paulo. Faz uma análise de conteúdo dos dados colhidos nas entrevistas, que permitem o levantamento dos
seguintes temas comuns ao Ss: A Escola Ontem e Hoje; A Escola Hoje; Salário; Professores; Pais;
Alunos e A Função da Escola. Fragmenta os discursos conforme os tópicos especificados e analisados. De
um modo geral, para alunos e pais, a escola representa um espaço para contato social, uma segunda casa,
a possibilidade de aprender, a garantia de um emprego e conseqüentemente de um futuro melhor. Os pais
reconhecem as dificuldades e o baixo salário dos professores. Mas tanto pais como alunos se queixam do
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
número excessivo de faltas dos professores, bem como de falta de professores para algumas disciplinas,
dizem que a escola está fraca e desinteressante. Os professores se queixam do desinteresse dos alunos, do
baixo salário e da falta de reciclagem. Manifestam o desejo de mudar de área. Nas falas dos Ss o
descontentamento com a situação da escola está presente o tempo todo, mas fica claro também que existe
um profundo desejo de que haja mudança no sistema de ensino.
Doutorado
CHAMAT, Leila Sara José. Deusas-Mães: o conflito entre Logos e Eros no processo de
aquisição de conhecimento. 1997. 368 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado
LIMA, Célia Maria Blini de. O atendimento psicanalítico de crianças em família: o sintoma
familiar. 1997. 2 v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Propõe o atendimento psicanalítico de crianças, partindo da concepção de que o sintoma da
criança está ligado às relações familiares, e da importância de "separá-los" de seus pais antes de iniciar
um trabalho de psicoterapia individual com a mesma. Baseia o atendimento em três vértices principais: a
referência e a criança; é realizado entre o diagnóstico e o possível encaminhamento individual para uma
psicoterapia, podendo incluir a etapa diagnóstica; todo atendimento é tomado como uma sessão de
análise. Utiliza 2 instrumentos: a pessoa do psicoterapeuta, sem desenvolvimento pessoal e profissional e
o contexto, que segue as especificações do setting analítico. Analisa os conteúdos das expressões verbais
e não-verbais, das relações transferenciais e da contratransferência do psicoterapeuta. Faz a pesquisa com
10 famílias de nível sócio-econômico médio. Os Ss variam de 5 a 19 anos, apresentando sintomas do tipo:
agitação, dispersão, irritabilidade, intolerância, dificuldades escolares e distúrbios alimentares. Aponta
que muitos fatores têm contribuído para a formação de sintomas na criança, para a perda de contato com a
real identidade; incluem o instituído (o sócio-cultural), a condição pessoal dos pais, seus imagos
parentais, as experiências da criança, sua própria constituição (física e psíquica), sua disposição pessoal,
sua subjetividade. Os resultados indicam que a proposta recupera a força do encontro humano, que se dá
em condições especiais (setting analítico) favorecendo o redespertar da individualidade, resgatar a
autoridade parental, permitir o ressurgimento de afetos positivos. Sugere o uso desta metodologia dentro
da família em caráter profilático, a partir do momento em que começam a se revelar os problemas de
relacionamento.
1999
Doutorado
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
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MORAIS, Sara Teresa Pérez. Professores universitários e psicólogos contam suas vidas.
1999. 5 v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O conjunto de 43 depoimentos criou e compôs um acervo de História Oral de professores
universitários e de psicólogos com faixa etária compreendida entre 58 e 83 anos, 50% de cada sexo. A
análise dos dados de histórias orais de vida mostrou que 82% dos depoentes realizaram seus cursos
superiores na USP, 91% deles o fizeram na FFCL/USP e 9% na Faculdade de Medicina. Entre os
formandos da FFCL/USP, 53% fizeram o curso de pedagogia, 27%, filosofia; 10%, Psicologia ; 7%,
história natural e 3%, letras. Entre eles, 58% tornaram-se professores da USP por mais de 20 anos,
principalmente do Curso de Psicologia. Por isso esse trabalho poderá colaborar principalmente com a
História Oral da Psicologia em São Paulo.
2000
Mestrado
LEMOS, Caioá Geraiges de. Adolescência, identidade e escolha da profissão no mundo do
trabalho atual: um estudo exploratório. 2000. 230 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A Dissertação de mestrado que se apresenta, pretende estudar como se articulam os processos
psíquicos característicos da adolescência, em particular o processo de aquisição da identidade
profissional, num mundo de trabalho em transformação. A hipótese implícita era de que, os modelos
vigentes assumiam características mais complexas, tendo em vista estarem inseridos numa ordem
destradicionalizada, que oferece parâmetros diversos. O trabalho parte do referencial de que, a identidade
como um todo, e profissional em particular, se constitui a partir das identificações com modelos adultos
oferecidos pela cultura. Foram coletadas quatro amostras de alunos da 3º. série do ensino médio,
compostas da seguinte maneira: 20 adolescentes, 10 moças e 10 rapazes de escolas públicas e 20
adolescentes, 10 moças e 10 rapazes de escolas particulares. Foi desenvolvido para fins do presente
estudo, uma variação do Procedimento de Desenhos-Estórias proposto por Trinca (l987), o Procedimento
de Desenhos Estórias de Profissionais. Os dados foram tratados com avaliações qualitativas e
quantitativas, realizando-se estudos comparativos entre as amostras coletadas. Os resultados das análises
nos mostram que a maior parte dos adolescentes realizam escolhas profissionais mais voltadas para
ganhos narcísicos, mais pautadas em referenciais externos e menos ao encontro das aspirações e desejos
(62,5%). Apesar disso, cabe destacar que 37,5% do total das amostras realizam escolhas profissionais
mais autênticas, onde buscam conciliar os aspectos pessoais às limitações impostas pela realidade. Os
resultados obtidos distribuem-se da seguinte maneira entre os grupos estudados: 30% rapazes das escolas
públicas, 30% das moças das escolas públicas, 30% dos rapazes das escolas particulares e 60% das moças
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das escolas particulares. A partir dos resultados obtidos, torna-se importante desenvolver trabalhos
preparatórios entre os adolescentes, principalmente no âmbito escolar, para esse momento de escolha.
2001
Mestrado
OLIVEIRA, Kiusam Regina de. Duas histórias de autodeterminação: a construção da
identidade de professoras afro-descendentes. 2001. 153 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: No Brasil, a farsa da Democracia racial faz vítimas quando o ideal branco se impõe socialmente
como o único ideal a ser alcançado. A baixa auto-estima somada às condições sociais precárias dificultam
o desenvolvimento de uma identidade afro-descendente saudável. A mulher afro-descendente luta para
mudar tais condições. Em São Paulo, ela está presente nas escolas públicas como professora desde o
início da Segunda República. Poucas pesquisas retratam este grupo de profissionais. Portanto, os
objetivos deste trabalho são: compreender o processo de construção da identidade de duas professoras
afro-descendentes de São Paulo no início da Segunda República e como organizaram suas experiências
pessoais. Foi utilizada a abordagem qualitativa recorrendo a técnicas da história de vida e a entrevista
aberta. Foi discutida a identidade enquanto processo dinâmico em constante reestruturação. Os resultados
sugerem que estas mulheres atingiram a ascensão social autodeterminando-se desde crianças. Ao
narrarem suas histórias emergiram suas memórias subterrâneas.
Doutorado
GUIMARÃES, Sandra Regina Kirchner. Dificuldades na aquisição e aperfeiçoamento da
leitura e da escrita: o papel da consciência fonológica e da consciência sintática. 2001. 269 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta tese teve como objetivo central investigar a relação entre o nível das habilidades
metalingüísticas (consciência fonológica e consciência sintática) dos sujeitos e o seu desempenho na
leitura e na escrita de palavras isoladas. Participaram da pesquisa três grupos de sujeitos que freqüentam
escolas públicas no município de Curitiba: 20 crianças com dificuldades de aprendizagem da leitura e da
escrita, cursando a 3a e 4a séries (grupo 1); 20 crianças da 1ª série, com o mesmo nível de leitura e escrita
dos sujeitos do grupo 1 (grupo 2) e 20 crianças da 3ª e 4ª séries, com a mesma idade cronológica dos
sujeitos do grupo 1 (grupo 3). A pesquisa foi baseada em cinco tipos de provas experimentais: leitura e
escrita de palavras reais e inventadas, tarefas de avaliação da consciência fonológica, tarefas de avaliação
da consciência sintática, tarefa de facilitação contextual na leitura e medidas de controle. Foi verificado
que todos os sujeitos, incluindo os do grupo 1, tinham desenvolvido a compreensão do princípio
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e do Desenvolvimento Humano
alfabético e que os procedimentos adotados para a leitura e a escrita de palavras isoladas não diferiam
entre os grupos. Esperava-se que o grupo 1 apresentasse escores inferiores nas tarefas que avaliavam a
consciência fonológica e a consciência sintática, quando comparado com os outros grupos. Esta hipótese
foi confirmada apenas para os escores em consciência fonológica: embora os sujeitos do grupo 1 não
tenham se mostrado totalmente incapazes de realizar análises fonológicas, eles. tiveram mais dificuldades
na análise de palavras com sílabas complexas (não CV). Em relação à consciência sintática, não foi
observada diferença significativa entre os grupos 1 e 2, os quais tiveram um desempenho inferior ao do
grupo 3, mostrando que o aumento nos escores em consciência sintática está relacionado com a maior
experiência em leitura e escrita. Os resultados desta pesquisa corroboram os de outros estudos,
mostrando que as dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita estão relacionados
predominantemente com problemas na mediação fonológica.
2002
Mestrado
FARJANI, Antônio Carlos. Freud vs Jung no caso do homem dos lobos: como um trabalho
científico pode ser contaminado pela paixão. 2002. 127 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O rompimento entre Freud e Jung após sete anos de amizade pessoal e cooperação profissional
se deu devido a divergências não somente teóricas, mas notadamente pessoais. A propósito do que se
sucedeu entre ambos, o surpreendente não é que Freud e Jung tivessem rompido, mas até mesmo que
viessem um dia a ter estado ligados, dadas as profundas diferenças de temperamento, concepções e visões
filosóficas e teóricas. A possibilidade destes dois homens terem trabalhado, convivido profissional e
pessoalmente, devido à grandeza e à vaidade de ambos, fora um extenuante exercício sobre como lidar
com diferenças tão grandes de estilo e personalidade. Os motivos que levaram à deterioração progressiva
das relações entre Freud e Jung, desde uma grande proximidade (Freud chegou a ver em Jung o seu
sucessor e "Príncipe-Herdeiro”), até a ruptura final, têm sido alvo de controvérsias, mas estarão decerto
relacionados aos seguintes elementos: a desaprovação de Freud relativamente aos interesses de Jung pelo
"ocultismo", e a relutância deste último em aceitar a relevância atribuída por Freud à sexualidade na
teoria psicanalítica. O caso do Homem dos Lobos tem a particularidade de ser contemporâneo ao período
de ascensão e queda do relacionamento entre os dois cientistas. Freud enxergara no caso, que viria a se
chamar História de Uma Neurose Infantil, uma oportunidade não só de revanche sobre seus famosos
detratores, Emil Kraepelim, de Munique, e Theodor Ziehen, de Berlim, que haviam falhado em suas
tentativas de cura de Sergei Pankejeff. Desde logo o mestre percebera que o relato de caso oriundo desse
novo trabalho poderia ser usado como um documento em favor de sua própria causa. Freud esperava que
seu relato clínico sobre o Homem dos Lobos lhe fosse útil para enfrentar a discordância pública, assim
como as divergências de seus próprios aliados e dissidentes. Como afirmou assertivamente já na primeira
51
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e do Desenvolvimento Humano
página, Freud havia escrito o artigo para combater as “reinterpretações distorcidas” de Jung e Adler sobre
as "verdades psicanalíticas". Não foi por acaso que o escreveu no outono de 1914; ele considerava esse
caso clínico como complemento de sua "História do Movimento Psicanalítico", o toque de reunir para os
fiéis que publicara no começo do mesmo ano. Desse modo, permitindo que a paixão se sobrepusesse ao
interesse puramente científico, ou mesmo ao tratamento do paciente que então procurara sua ajuda, Freud
fixou sua atenção apenas no conteúdo que poderia reafirmar suas idéias sobre o papel da sexualidade
infantil na etiologia das neuroses, dando desse modo uma resposta à altura a todos aqueles que um dia
ousaram confrontá-lo.
Doutorado
CASTRO, Dagmar Silva Pinto de. Construção de um saber e responsabilidade social na
Psicologia : o Conselho Tutelar em foro. 2002. 358 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A tese propõe o estudo do Estatuto da Criança e do Adolescente. O ECA foi possível graças a
um movimento e a uma nova forma de construção do saber da realidade da criança e do adolescente. O
ECA, pelo modo como foi construído, contrapõe-se ao modelo anterior de elaboração das leis. Esse novo
modelo a partir de sua originalidade, apresenta um novo modo de encarar a questão da infância e da
adolescência. O estudo focaliza sua atenção em um Conselho Tutelar (1995-1998, CTI, SBCampo, SP),
como lugar de operacionalização do ECA. Inicia-se com breve contextualização do ECA e percepção de
sua institucionalização na implementação desse CT. Apresenta a análise compreensiva de: alguns
documentos históricos; da inserção da autora no cotidiano do CTI; dos dados quantitativos da clientela;
dos relatos de crianças e adolescentes, de um ex-menino de rua que participou do processo histórico de
aprovação do ECA e de conselheiros tutelares. O referencial metodológico utilizado é a fenomenologia. A
compreensão do fenômeno trouxe à luz dois pontos fundamentais: primeiro, o ECA como um caso
exemplar de produção de um novo saber; segundo, esse novo saber é significativo para a vida das crianças
e adolescentes, mas está ameaçado de ser neutralizado pela estrutura anterior. O sentido original do ECA,
via CT, pode vir a perder-se no cotidiano burocratizado ao atender às demandas surgidas da miséria, na
manipulação do CT pela clientela, nas conflitantes relações do CT com outras instâncias que não
romperam com a forma situação irregular ao tratar a infância e adolescência. Destaca-se a hegemonia do
mundo econômico, que nos distancia da condição humana, atropelando o direito de crianças e
adolescentes na base. Para a autora, existe a possibilidade de retorno ao sentido original do ECA, em seu
espaço de ação via CT, quando nos voltamos ao ETHOS. A Psicologia tem que ter um compromisso
social na reconstrução desse ETHOS em que o mundo vivido seja ancoragem para a produção de um
novo saber.
2003
Mestrado
52
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e do Desenvolvimento Humano
FURUSAWA, Ligia Mitsuko. Estudo das representações da imago paterna no Teste de
Rorschach. 2003. 78 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Desde sua apresentação, no outono de 1920, o Teste de Rorschach tem passado por muitas
adaptações e revisões. Muitas pesquisas e estudos são realizados com o objetivo de atualizar normas e
validar o instrumento para o diagnóstico de patologias e distúrbios psicológicos e neurológicos. Alguns
estudos dizem respeito à possibilidade do uso do instrumento a partir de análise e interpretação, segundo
o modelo psicanalítico e analítico. Dentro desta perspectiva, particular atenção tem sido dada à
simbologia evocada pelas dez pranchas do teste. Embora não fosse preocupação do autor do teste atribuir
simbolismo às pranchas, a possibilidade para avaliar as relações parentais têm sido relacionadas às
pranchas IV e VII desde 1942. Alguns estudos, principalmente os de natureza psicanalítica relacionam a
prancha IV com imagos da figura paterna. Assim, muitas pesquisas foram realizadas para corroborar ou
não essas relações. Entretanto, devido a pressupostos errôneos e inconsistentes, não há consenso sobre o
tema: se de fato as pranchas IV e VII evocam as figuras parentais. Alguns estudos utilizando o diferencial
semântico como estratégia de pesquisa revelam não haver consistência para a confirmação desta relação.
O presente trabalho faz um levantamento sobre estudos realizados com esse escopo e, em particular, com
a prancha IV, tradicionalmente conhecida como a prancha da figura paterna. Os resultados têm apontado
para uma concentração de maior número de pesquisas realizadas entre os anos 50, 60 e início dos anos 70.
Algumas pesquisas são realizadas com o objetivo de traçar perfil psicológico de grupos particulares de
sujeitos, tais como drogadictos e motoristas infratores, entre os quais se constata imago paterna
introjetada como muito rigorosa, distante, pouco afetiva ou frágil e, para corroborar estas informações,
são evocadas as respostas dadas pelos sujeitos à prancha IV. Há, ainda, estudos em que a identificação da
prancha IV como representante da imago paterna depende de características culturais. Apesar das críticas
e inconsistências apontadas por alguns pesquisadores, a prática clínica de alguns profissionais de
Psicologia ainda demonstra, empiricamente, que essa relação existe e é forte. Portanto, é necessário criar
parâmetros para que novas pesquisas possam confirmar ou não o vínculo entre imago paterna e prancha
IV do Rorschach.
2005
Mestrado
ALVES, Renato Antônio. Violência e cotidianidade: reflexões a partir das experiências de um
grupo de professores no Jardim Ângela. 2005. 105 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A partir das percepções de um grupo de professores do Jd. Ângela, distrito periférico e com altas
taxas de violência do município de São Paulo, este trabalho apresenta e discute como estes profissionais
53
Universidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
percebem a violência existente na região e na escola e aponta para algumas relações entre a não garantia
de direitos e a violência. Neste estudo, estas relações não são evidenciadas apenas pelos dados
qualitativos extraídos das falas dos professores, mas também pelos indicadores de violência, sobretudo
aqueles que representam a violação do mais básico dos direitos, o direito à vida. Desta forma, o objetivo
deste trabalho é mostrar que a violência, nestes contextos, não pode ser lida como um acontecimento
totalmente individual ou restrito somente à escola. Desta forma, algumas soluções, passam pela escola,
mas não dependem totalmente dela. Por outro lado, a escola, enquanto um ambiente de aprendizagem e de
socialização, é também um espaço privilegiado para instituir, a partir da própria relação pedagógica entre
o eu e outro, a autoridade da palavra, e não a força, como mecanismo de negociação e de mediação de
conflitos.
BRAGA, Tatiana Benevides Magalhães. Práticas psicológicas em instituições e formação em
Psicologia: possibilidades de reflexão sobre o sentido da prática. 2005. 179 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa visa estudar, em uma perspectiva fenomenológica existencial, como as práticas
psicológicas em instituições disponibilizam, para alunos estagiários nestas práticas; a apreensão e a
compreensão de modos de ação profissional, que se reconfiguram a partir da solicitação dada pelo
contexto. Os modos de reflexão e construção do fazer clínico são investigados no âmbito destas práticas,
buscando reconstituir o percurso de aprendizagem dos alunos. Para tanto, recorre-se a narrativas, segundo
BENJAMIN, de alunos do curso de Psicologia de uma mesma Universidade, participantes de uma
modalidade de práticas clínicas em instituições, o Plantão Psicológico, em projetos de extensão
universitária. As narrativas em torno da experiência de aprendizagem da ação clínica através da prática
foram colhidas por meio de depoimentos coletados a partir de uma pergunta disparadora e registrados
através do uso de gravador. Depois de transcritos, trechos dos depoimentos foram esclarecidos juntos aos
participantes da pesquisa, e as respostas foram incorporadas aos depoimentos. Os depoimentos foram
literalizados e devolvidos aos sujeitos para sua avaliação, vericizando-os. A análise dos depoimentos foi
realizada conforme a proposta de CRITELLI, norteando-se pela realização de um diálogo com um dos
depoimentos em particular. Busca-se o sentido dos relatos e apresenta a crise e o desalojamento como
lócus privilegiado para a desconstrução de conceitos pré-formados, resgatando a esfera da afetabilidade
como condição da abertura de possibilidades para o encontro clínico. O resgate da própria percepção para
a tecitura de um espaço intersubjetivo vai sendo construído a partir do seu questionamento nos espaços
pedagógicos de diálogo, particularmente na supervisão, e permite reconfigurar a reflexão teórica partindose da experiência. Este questionamento permite também a reconfiguração experiencial do encontro clínico
como lugar de questionamento visando o resgate de sentido, a partir das possibilidades de compreensão
abertas pela afetabilidade. Os depoimentos apontam para a necessidade de uma horizontalidade que
favoreça a dialogia entre teoria e prática como forma de melhor possibilitar uma aprendizagem autoapropriada.
Doutorado
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
BENCZIK, Edyleine Bellini Peroni. Crianças com transtorno de déficit de
atenção/hiperatividade: um estudo dos aspectos psicodinâmicos a partir do Teste de
Apercepção Infantil - CAT-A. 2005. 180 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo pretende de forma geral investigar os aspectos psicodinâmicos envolvidos no
Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), visando favorecer ao profissional uma
compreensão ampla e profunda do funcionamento psíquico destas crianças cuja manifestação
sintomatológica já foi bastante estudada e descrita pela literatura. Tem como instrumento principal o
CAT-A. Pretende também investigar a sua capacidade em diferenciar crianças com e sem o transtorno,
bem como verificar a relação das respostas deste com o diagnóstico psiquiátrico do TDAH. Este estudo
pretende então trazer contribuições para uma compreensão abrangente de forma a possibilitar uma visão
mais integrada deste intrigante transtorno. A amostra foi composta por 40 crianças do sexo masculino,
com idades entre 6 e 11 anos, com escolaridade de pré-escola à 6a série, sendo que vinte delas
compuseram o grupo I - Grupo Experimental (crianças com TDAH, do tipo combinado), sendo este
amostra clínica. O diagnóstico clínico realizado pela autora baseou-se em dois procedimentos: entrevistas
com os pais, a partir dos critérios do DSM-IV (1994) e pela Escala de TDAH - Versão para Professores
(Benczik, 2000), validada e padronizada em população brasileira. O grupo II - Grupo controle (crianças
sem TDAH), foi selecionado em cinco escolas de duas cidades do interior de São Paulo, composto por
vinte crianças e equiparado ao grupo controle em termos de idade, escolaridade e nível intelectual.
Utilizou-se o Raven - Teste de Matrizes Coloridas - (Escala Especial) como critério de exclusão de
sujeitos com hipótese de comprometimento intelectual. A aplicação dos instrumentos se deu conforme as
instruções originais, padronizadas para todas as crianças. Os critérios de análise adotados foram os
propostos por Tardivo com algumas adaptações feitas pela autora desse estudo, baseada na teoria das
Relações Objetais de Melanie Klein. A análise foi feita pela autora e por três juízas, que tiveram os dados
das crianças, exceto a que grupo pertenciam. As juízas a partir da análise tiveram que fazer um
julgamento, classificando a criança como tendo ou não TDAH. Como resultado obteve-se: a) uma elevada
correlação entre as três juízas e a autora do trabalho, com níveis de significância inferiores a 0,01; b) O
CAT-A foi capaz de diferenciar crianças com e sem TDAH na análise feita às cegas; c) Alta correlação
entre o diagnóstico psiquiátrico do TDAH e as respostas do CAT-A, podendo-se estabelecer uma validade
simultânea entre o diagnóstico psiquiátrico do TDAH e o CAT-A; d) Os aspectos psicodinâmicos que
predominaram entre meninos com TDAH foram: negação maníaca onipotente, trapaça, sentimentos
derivados do instinto de morte (raiva, inveja) e tendências destrutivas. O estudo aponta para a validade e
precisão do CAT-A, como sendo um instrumento projetivo útil para ser utilizado com crianças,
contribuindo assim para a sua aplicação no campo do diagnóstico psicológico. Conclui-se o quão
relevante é a compreensão dos aspectos psicodinâmicos de meninos com TDAH, seu intenso sofrimento
psíquico levantam aspectos fundamentais a serem trabalhados junto aos pais e educadores, bem como a
serem consideradas as intervenções terapêuticas dirigidas a estas crianças.
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2006
Doutorado
AVOGLIA, Hilda Rosa Capelão. Avaliação psicológica: a perspectiva sócio-familiar nas
estratégias complementares à prática clínica infantil. 2006. 226 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A avaliação psicológica da criança destaca a importância do estudo da dinâmica familiar que,
embora imprescindível, não encerra em si o universo das relações com as quais a criança se vincula.
Estudos sobre a avaliação psicológica, especialmente a partir do modelo compreensivo, apontam à
necessidade de se considerar a integração de aspectos intrapsíquicos, familiares e sociais. A análise dos
aspectos sócio-ambientais, apesar de relevantes diante da queixa escolar, mostra-se pouco sistematizada.
O presente estudo teve como objetivos identificar e comparar os processos psicodiagnóstico de crianças
com idades entre 7 e 10 anos, com queixa escolar em dois momentos históricos distintos, 1983 e 2001 e
descrever e propor estratégias complementares à prática diagnóstica, como a Visita Domiciliar e a Visita
Escolar. Para a comparação histórica foram analisados 164 prontuários de clientes atendidos em uma
Clínica-Escola, em termos de freqüência absoluta (fa) e freqüência relativa (fr). Destes, 116 (70,73%)
foram de casos atendidos em 1983 e 48 (29,23%) referiam-se a 2001. O procedimento utilizado na
segunda etapa contou com a análise qualitativa de seis estudos de caso envolvendo a queixa escolar, nos
quais foram descritas as Visitas Domiciliar e Escolar. Os resultados da análise documental indicaram que,
apesar do crescente desenvolvimento das técnicas e procedimentos para o diagnóstico psicológico, poucas
mudanças ocorreram num período de 18 anos, no que se refere à seqüência do processo, aos instrumentos
utilizados e ao número de sessões, num período de 18 anos. Observou-se o predomínio da avaliação
focalizada na criança e em suas dificuldades. Estes dados subsidiaram a proposição de estratégias
complementares, como a visita familiar e a escolar, que sustentadas pelo raciocínio clínico, atingiram a
dimensão do social. Assim, a totalidade dos casos apresentados ilustrou como o uso das visitas poderia
contribuir fornecendo dados para uma leitura diagnóstica mais contextualizada, e conseqüentemente para
o embasamento da entrevista devolutiva, adequando-a a realidade da criança, da família e da escola. A
utilização desses procedimentos, não substituiu, nem prevaleceu sobre outros recursos, tampouco se
constituiu num procedimento padrão, cabível a qualquer tipo de queixa. Mas, em conjunto com as demais
técnicas, possibilitou ampliar a compreensão diagnóstica por meio da observação direta dos espaços de
significação da criança com queixa escolar.
LEMOS, Caioá Geraiges de. Desenhos de profissionais com estórias na orientação
profissional: estudos preliminares de validade e precisão. 2006. 241 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho apresenta estudos preliminares de validade e precisão do Desenho de
Profissionais com Estórias - DP-E, uma técnica projetiva utilizada em Orientação Profissional. A amostra
foi composta de 175 sujeitos de ambos os sexos, com idades entre 15 e 20 anos (Média=17,5 e Desvio
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e do Desenvolvimento Humano
Padrão=1,63), em fase de definição profissional e usuários de serviços de Orientação Profissional de duas
Faculdades de Psicologia da Cidade de São Paulo. Para os estudos de validade foi elaborada uma escala
de indicadores de maturidade (EIM) no qual procedeu-se a pontuação dos 175 sujeitos. Os dados foram
submetidos à análise fatorial exploratória que agrupou os itens em fatores. Estes foram comparados com o
teste EMEP (Escala de Maturidade para a Escolha Profissional) através do coeficiente de correlação de
Pearson. Foram realizados também dois estudos de precisão entre avaliadores, o primeiro com seis juízes
estudantes de 4° ano do curso de Psicologia e outro com dois juízes profissionais. Em ambos os estudos
cada avaliador recebeu 30 protocolos e atribuiu pontuações à escala EIM de acordo com os critérios de
avaliação de um roteiro previamente elaborado. As pontuações dos juízes foram comparadas duas a duas
através do coeficiente de correlação de Pearson. Entre os resultados dos estudos de validade a análise
fatorial identificou seis fatores, dois deles correlacionaram positivamente com a EMEP, um desses fatores
também correlacionou favoravelmente com a variável série escolar. Tais indicadores apontam para a
possibilidade do instrumento de avaliar a maturidade para a escolha. Nos estudos de precisão obteve-se a
correlação de 0,604 na pontuação total da escala entre os estudantes avaliadores e 0,858 na pontuação
entre os profissionais avaliadores, uma melhora significativa entre os julgamentos. Sugere-se, entretanto,
a reformulação de alguns critérios de análise a partir dos resultados encontrados, bem como a realização
de novas pesquisas buscando aprimorar e uniformizar os critérios desenvolvidos na presente pesquisa.
2008
Doutorado
CASTRO, Paulo Francisco de. Caracterização da personalidade de pacientes com
Transtorno de Pânico por meio do Método de Rorschach: contribuições do Sistema
Compreensivo. 2008. 108 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo caracterizar os elementos de personalidade de pacientes
com transtorno de pânico a partir dos dados obtidos pelo Método de Rorschach, segundo o sistema
compreensivo. Em linhas gerais, o transtorno de pânico pode ser caracterizado pela vivência recorrente de
ataques de pânico, em virtude de crises agudas de ansiedade, onde o indivíduo passa por um mal-estar
intenso e uma sensação iminente de perigo e ou morte. Participaram do estudo 60 colaboradores divididos
igualmente em quatro grupos: pacientes com pânico do sexo feminino, pacientes com pânico do sexo
masculino, não pacientes do sexo feminino e não pacientes do sexo masculino. Os participantes do grupo
de não pacientes foram avaliados pelo Questionário de Saúde Geral para verificação de seu estado geral
de saúde mental e todos os colaboradores submeteram-se ao Método de Rorschach, conforme as
especificações técnicas do sistema compreensivo. As respostas foram codificadas por juízes
independentes e os índices obtidos foram submetidos à análise estatística por meio do teste de KruskalWallis e do teste post-hoc de Dunn, comparando-se os quatro grupos. Os resultados com diferença
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estatisticamente significativa apresentados para os colaboradores com transtorno de pânico foram os
seguintes: presença do Índice de Depressão (p = 0,009), indicando depressão e sintomas depressivos ou
algum tipo de transtorno afetivo; rebaixamento do Índice Lambda (p = 0,008), demonstrando dificuldade
na discriminação entre informações importantes e irrelevantes; predomínio de cor acromática e
sombreados na Experiência de Base (p = 0,010), caracterizando dor e sofrimento psíquicos em demasia,
além de aumento da tensão interna; elevação da Estimulação Sentida (p 0,001), indicando uma vivência
de extrema irritação, desconforto e incômodo internos; rebaixamento da Nota D (p 0,001), que revela
grande vivência de estresse, associado à falta de recursos internos para enfrentá-lo; elevação das
determinantes de sombreado com característica de difusão (p 0,001), que indica extremo desconforto
emocional, sofrimento interno e desamparo emocional; elevação de determinantes mistos de cor e
sombreado (p = 0,004), que propõe vivências afetivas carregadas de ambivalência e sofrimento e
perturbação afetiva; predomínio das respostas empobrecidas de conteúdo humano (p = 0,011), que
demonstra dificuldade de adaptação nas relações sociais; rebaixamento das respostas de movimento
cooperativo (p = 0,006), revelando dificuldade em estabelecer vínculos positivos e construtivos com
outros indivíduos. Em síntese, os aspectos de personalidade observados nos colaboradores com pânico
mostram tratar-se de indivíduos que internamente apresentam grande sofrimento psicológico, tensão
interna e dificuldades afetivas; não possuem recursos de enfrentamento das situações estressantes e
ansiógenas, levando-os a dificuldade de relacionamento adequado. Os quadros de pânico são decorrentes
dessa estrutura frágil e comprometida. Embora os dados sejam conclusivos, existe a necessidade de
constantes investigações para a melhor compreensão desse quadro psicopatológico que tanto causa
sofrimento em seus portadores.
SILVA NETO, Antônio Carlos Pacheco e. Fidedignidade do sistema compreensivo do
Rorschach: revisão e estudo da estabilidade temporal em adultos da cidade de São Paulo. 2008.
261 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Neste estudo, avaliamos a estabilidade temporal de 59 variáveis principais do Sistema
Compreensivo do Rorschach (SCR). Nossa amostra foi composta por 32 adultos não pacientes da cidade
de São Paulo, participantes voluntários. Eles poderiam receber os resultados da avaliação após a coleta
dos dados. Predominaram mulheres (75%), indivíduos solteiros (50%), das classes A (41%) e B (41%),
com idades de 19 a 58 anos e média de 13 anos de instrução. Vinte e cinco participantes (78%) eram
funcionários da universidade onde se realizou a pesquisa, dois (6%) eram alunos e cinco (16%) eram
conhecidos dos funcionários. Utilizamos um delineamento de teste-reteste com intervalo de 3 a 4 meses
ente as testagens. Os protocolos foram coletados e codificados pelo autor da pesquisa. Um segundo
avaliador codificou, de modo independente, 10 protocolos do teste e 10 protocolos do reteste, sorteados.
A fidedignidade inter-codificadores foi substancial (iota > 0,60) para a maioria das variáveis. A média das
correlações de teste-reteste para as 59 variáveis centrais do SCR foi r = 0,61, o que corresponde a um
nível moderado de estabilidade temporal. Investigamos também a direcionalidade das proporções e a
consistência das categorias interpretativas. Entre 44% e 70% dos participantes permaneceu na mesma
categoria interpretativa no teste e no reteste. Os resultados de estabilidade temporal encontrados foram
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e do Desenvolvimento Humano
menores do que os das pesquisas originais do SCR, mas semelhantes aos de um estudo francês recente. A
estabilidade das constelações foi alta, com pelo menos 88% dos participantes mantendo o mesmo status
negativo ou positivo no teste e no reteste. Fatores como a restrição de faixa de valores e assimetria não
parecem explicar a menor estabilidade temporal encontrada na nossa amostra, mas a distribuição dos
valores das variáveis, incluindo a maior freqüência de participantes com escores iguais a zero e a presença
de escores extremos, pode ter contribuído. Na nossa amostra, o nível de engajamento na tarefa
aparentemente foi semelhante ao da amostra normativa da cidade de São Paulo, mas menor do que nas
pesquisas originais do SCR. O menor engajamento na tarefa pode ter contribuído para a menor
estabilidade temporal encontrada. Fatores relacionados à situação de testagem também parecem ter
desempenhado importante papel nos resultados. Os usuários brasileiros devem ter cuidado ao interpretar
os resultados obtidos com o SCR, principalmente frente a protocolos com baixo nível de engajamento na
tarefa (identificados por R baixo e Lambda alto). Mais pesquisas brasileiras com o SCR são necessárias,
inclusive para investigar procedimentos que promovam maior engajamento na tarefa, e que assim possam
contribuir para uma maior fidedignidade e validade dos resultados obtidos.
2009
Mestrado
SILVA, Joana Helena Rodrigues da. Estudo sobre o trabalho do policial e suas implicações
na saúde mental. 2009. 102 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Sendo a violência e a preocupação com a segurança, temas amplamente discutidos atualmente,
seja por meio da imprensa ou de produção científica, a atuação profissional de policiais militares torna-se
fator de preocupação e estudo, quer no âmbito da prevenção e repressão aos crimes, quer pelos
desdobramentos que suas ações são capazes de provocar. Dentro deste contexto, de violência e risco, o
presente estudo pretende traçar algumas considerações acerca da atuação do policial militar, que
desempenha suas funções em ocorrências de alto risco, tendo como objetivo realizar um levantamento da
produção científica com temática relacionada à atividade do policial militar, bem como verificar e
detalhar a incidência de estudos cujo tema relaciona-se ao trabalho do policial como precipitador de
sofrimento psíquico e implicações na saúde mental do trabalhador. A partir dos dados obtidos, foram
feitas considerações a respeito do panorama geral das pesquisas que tem os policiais militares como
sujeitos, bem como dos temas prevalecentes na produção científica nacional. Pôde-se constatar que,
apesar do significativo aumento na produção científica nacional relacionada ao tema a partir do ano 2000,
o que converge com a crescente preocupação a respeito da temática da violência como questão de saúde
pública, quando se analisa a produção científica formal e acessível à comunidade acadêmica (em bases de
dados comuns às pesquisas de nível universitário), os resultados ainda são diminutos se comparados à
relevância do tema. Levanta-se como hipótese para tal fato a dificuldade em coletar dados qualitativos no
59
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e do Desenvolvimento Humano
âmbito policial, dadas as questões de hierarquia e protocolos pertinentes à organização da polícia como
instituição, bem como certa resistência, calcada em estereótipos relativos à polícia como um todo, em
enxergar o profissional de segurança pública como um cidadão, tão frágil e suscetível ao sofrimento
quanto qualquer outro.
EDDA BOMTEMPO
1978
Mestrado
HUSSEIN, Carmen Lúcia. Efeito da mudança da composição sexual em respostas de préescolares face a duplas de brinquedos. 1978. 145 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1979
Mestrado
ZAMBERLAN, Maria Aparecida Trevisan. Critérios de adoção de papéis sexuais em situação
de brinquedo. 1979. 153 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1981
Mestrado
60
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
EMERIQUE, Paulo Sérgio. Estruturas grupais e suas implicações numa situação de jogo
com regras. 1981. 114 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1985
Mestrado
MATTOS, Maria Isabel Leme de. Comportamento exploratório de crianças de creches de
níveis sócio-econômicos diferentes. 1985. 187 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar)
– Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
JAEHN, Sônia Moraes. Importância do jogo sócio-dramático no processo de adaptação
escolar: um estudo com pré-escolares. 1985. 168 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1986
Mestrado
SILVA, Maria Helena Galvão Frem Dias de. Educação dos filhos pequenos nos últimos 50
anos: a busca do melhor? 1986. 273 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1987
Mestrado
61
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
ARANHA, Maria Amália Rangel de Carvalho. Criatividade na escola: um estudo sobre a
relação entre produção criativa e comportamentos em sala de aula. 1987. 75 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda a relação entre a criatividade e algumas dimensões comportamentais em sala de aula. Os
ss são 37 alunos, da quarta série do primeiro grau, entre 9 e 10 anos, sendo 24 do sexo masculino e 13 do
sexo feminino, de uma escola de nível socioeconômico médio-alto de São Paulo. Avalia a criatividade
através de um teste de completar figuras (Ritzman, 1970) e para a observação e registro dos
comportamentos utiliza uma escala de avaliação de dimensões comportamentais adaptada de Wallach e
Kogan (1965). Os resultados mostram que não há diferenças significativas quanto a criatividade entre
meninos e meninas, mas que os ss mais criativos são mais procurados como companheiros. Verifica,
também, que as meninas mais criativas são as que apresentam maior interesse e concentração no trabalho
acadêmico. Conclui que o comportamento criativo deve ser estimulado. Pois induz a um maior interesse e
concentração nos trabalhos escolares, além de propiciar um melhor ajustamento e bom relacionamento
com professores e colegas.
1989
Mestrado
PINAZZA, Mônica Appezzato. Recursos didáticos na pré-escola: um estudo baseado em
depoimentos de professores. 1989. 165 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
EMERIQUE, Paulo Sérgio. Assistir, imitar, brincar: um estudo sobre a influência da televisão
no comportamento de crianças pré-escolares. 1989. 190 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1990
Mestrado
62
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
CIASCA, Sylvia Maria. Diagnóstico dos distúrbios de aprendizagem em crianças: análise de
uma prática interdisciplinar. 1990. 108 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa dados relativos ao diagnóstico neurológico de crianças encaminhadas ao ambulatório de
neurologia infantil e Psicologia da faculdade de ciências médicas da Unicamp, com queixa de distúrbio da
aprendizagem associado ou não a outras patologias neurológicas. Seleciona 150 prontuários, dos quais
64% são de crianças do sexo masculino e 36% do sexo feminino, com idade média de 9 anos e 6 meses,
histórico de pelo menos uma repetência escolar, freqüentando escola pública e de nível socioeconômico
baixo. Após classificação e análise das avaliações realizadas, estabelece nova classificação para
diagnóstico, caracterizada por 4 grupos específicos: g1 (n-p-), g2 (n-p+), g3 (n+p-) e g4 (n+p+) visando
abordar a ausência (-) ou presença (+) de sinais neurológicos e psicológicos em relação ao distúrbio de
aprendizagem. Constata que os métodos utilizados no diagnóstico (avaliação neurológica e psicológica,
com posterior análise por equipe interdisciplinar) normalmente são inadequados e com desvios da função
avaliativa a que se propõem, mas permitem a formação de grupos onde se notam baixa incidência do
aspecto neurológico como causador exclusivo dos distúrbios de aprendizagem; representatividade da
normalidade nas avaliações; e conjugação de causas neurológicas significativas provocadas por fatores de
risco como idade, desvios na escolarização e repetência escolar.
Doutorado
IDE, Sahda Marta. Construção da leitura e escrita: proposta de intervenção em classe especial
para deficientes mentais. 1990. 247 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Intervenção pedagógica fundamentada na teoria de conhecimento de Piaget e nas pesquisas de
A. Luria e E. Ferreiro sobre o desenvolvimento da escrita numa classe especial, de uma escola estadual da
grande São Paulo. E uma proposta alternativa para a alfabetização de 8 deficientes mentais leves, entre 8
e 13 anos de idade. Apresenta prática pedagógica que permite introduzir a escrita enquanto objeto de
conhecimento e o sujeito de aprendizagem enquanto sujeito cognoscente, respeitando seu ritmo e suas
hipóteses de escrita. A pesquisa tem 2 diretrizes básicas: a diretriz institucional, pela qual entende-se o
trabalho do professor, cuja disponibilidade com o projeto determina a eficiência do mesmo e a supervisão
pedagógica, que numa concepção crítica de educação, e concebida como um trabalho pedagógico com o
professor e não sobre ele. O principal instrumento e a elaboração do diário de campo do professor,
estratégia usada para o professor descrever seu cotidiano, mas sem deixar sua subjetividade, fornecendo,
ao mesmo tempo, subsídios para discussões com a supervisora e para um repensar constante da própria
prática que está em processo. Os resultados finais desta intervenção comprovam o progresso da maioria
dos sujeitos pesquisados, uma vez que se alcançam níveis cognitivos e níveis de escrita mais elevados,
estendendo-se também aos níveis do social e do afetivo.
63
Universidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
MATTOS, Maria Isabel Leme de. Computador na escola pública: análise do processo de
formação de professores de segundo grau no uso desta tecnologia. 1990. 258 f. Tese (Doutorado
em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa uma experiência de formação em informática educacional de 10 professores de escolas
públicas, promovida pela secretária da educação do estado de São Paulo, entre 1986 e 1988. O grupo
estudado e composto de professores formados em diferentes áreas, com tempo de experiência entre 12 e
24 anos. Os dados são coletados em um diário de bordo, que inclui informações sobre softwares e
atividades produzidas pelos professores, percepções, atividades e processos vivenciados pelo grupo,
treinamento e outras ações voltadas para a promoção do domínio das técnicas de uso do computador.
Realiza duas entrevistas com cada professor em épocas distintas para posterior analise segundo os
preceitos de Bullington e Karlsson. Os resultados mostram que o objetivo principal do projeto (o uso
preferencial de softwares que representam uma inovação no processo ensino/aprendizagem) não foi
plenamente atingido devido as reações heterogêneas apresentadas pelo grupo ao treinamento. Todos
alcançaram, no entanto, o grau de autonomia face ao computador. Discute os resultados em função das
ações tomadas para promover a formação, das condições de trabalho encontradas na rede pública de
ensino e da cultura decorrente desta situação.
1991
Doutorado
COSTA, Eneida Elisa Mello. O jogo com regras e a construção do pensamento operatório:
um estudo com crianças pré-escolares. 1991. 230 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa o efeito de jogos com regras na construção das noções de conservação de
correspondência termo-a-termo, substância e peso, por crianças pré-escolares. Verifica a maneira pela
qual os ss, num contexto de pequenos grupos, constroem a noção de conservação através da coordenação
das ações de 2 jogos, com regras elaboradas e executadas pelas crianças. Os ss são 60 crianças, entre 6,1 e
7,6 anos de idade, distribuídas em 2 grupos: ge - grupo experimental e gc - grupo controle. O ge passa por
pré-teste verbal de compreensão de termos comparativos, por 2 sessões de jogos com duração de 30
minutos cada e pós-teste composto por provas de noção de conservação de correspondência termo-atermo, substância e peso, aplicado logo apos as sessões de jogos. O gc segue a programação tradicional de
pré-escola, passando pelos mesmos pré e pós-testes, aplicados ao mesmo tempo que ao ge. Verifica que
os jogos com regras são eficientes, apresentando interferência positiva na construção das noções de
conservação estudadas; no pós-teste o ge apresenta melhor desempenho que o gc; a maioria das crianças
tem seu desempenho melhorado quando participam de jogos elaborando e executando suas regras. Sugere
novas pesquisas na área e aplicação de jogos com regra na educação pré-escolar.
64
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1992
Doutorado
ARANHA, Maria Amália Rangel de Carvalho. Criatividade em escolares e suas relações com
a inteligência e a percepção de companheiros. 1992. 244 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica as relações entre inteligência, criatividade, e percepção de companheiros em 2 níveis
socioeconômicos. Os ss são 345 alunos da terceira e quarta séries do primeiro grau, de ambos os sexos,
com idade entre 8 e 16 anos, de 2 colégios em São Paulo, de níveis socioeconômicos diferentes: nível
baixo (escola estadual da periferia) e nível médio-alto (escola particular). Submete os ss ao teste das
matrizes progressivas coloridas de Raven para avaliar a inteligência, ao Torrance Test of Creative
Thinking - forma figurativa para avaliação da criatividade, e a um questionário sociométrico (Stone, 1980)
para investigar a percepção dos companheiros sobre popularidade, criatividade e mau comportamento.
Verifica correlações positivas dos componentes da criatividade (fluência, flexibilidade, originalidade e
elaboração) entre si e correlações positivas entre inteligência e criatividade para a classe baixa, mas não
para a classe alta. Os ss da classe média-alta mostram-se mais inteligentes e mais criativos que os da
classe baixa; em geral, os companheiros considerados criativos pelos colegas são os mais populares;
crianças com escores altos no teste de criatividade não são percebidas como criativas nem como mal
comportadas pelos pares.
1994
Doutorado
VOLP, Cátia Mary. Vivenciando a dança de salão na escola. 1994. 275 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica os motivos pelos quais os jovens querem aprender a dançar e a opinião deles sobre
possíveis influências da dança de salão nas questões da corporeidade e sociabilidade. Os ss são 23 jovens
do sexo feminino e 15 do sexo masculino entre 14-15 anos, cursando a oitava série de um colégio
particular da cidade de rio claro, os quais participam de um curso de dança de salão de doze horas,
aprendendo vários ritmos. Utiliza um roteiro de entrevistas para inquiri-los durante e após o curso. As
respostas demonstram que querem dançar por apreciarem a atividade em si, porque traz prazer, saúde,
divertimento, alegria; para dominar as habilidades e vivenciar satisfação. Percebem e identificam as
mensagens corporais, sofrendo parcialmente sua influência no comportamento, considerando que este tipo
de dança favorece a sociabilidade. Conclui que a dança de salão deve fazer parte das atividades escolares
65
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como uma oportunidade para vivenciar uma experiência ótima que visa melhorar a qualidade de vida do
adolescente.
1997
Mestrado
PLATA, Ecléia. Brinquedo, imaginação, transformação: um estudo sobre o símbolo lúdico e a
aprendizagem das crianças em creche. 1997. 116 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
SCHWARTZ, Gisele Maria. Atividades lúdicas e Educação Física: possível dissonância?
1997. 181 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga como se dá a inserção das atividades lúdicas no contexto da Educação Física nas
primeiras séries do primeiro grau; se há relação entre os objetivos propostos pelos profissionais com as
necessidades psicomotoras e sociais desta faixa etária, descritas na literatura, e se há predisposição para
uma dissonância cognitiva, com uma discrepância entre atitude e conduta pedagógica relacionadas à
utilização de atividades lúdicas durante a aula. Na primeira etapa da pesquisa procede a uma revisão da
literatura a respeito das temáticas envolvidas como: Teorias do Jogo, Teoria da Dissonância Cognitiva,
Teoria da Educação Física, Fundamentos das Atividades Lúdicas. Na segunda etapa, desenvolve uma
pesquisa exploratória, através de três instrumentos: um questionário de atitude, baseado na escala Lickert,
uma entrevista semi-estruturada e observação de aulas. Os Ss são 9 professores, representantes das 7
escolas da rede particular de ensino da cidade de Rio Claro, com idade, sexo e tempo de engajamento
profissional variados. A análise dos dados coletados é descritiva e a relação entre os instrumentos
aplicados indica que as atividades lúdicas são pouco exploradas e utilizadas nas aulas de Educação Física,
mesmo com indicação de seu valor na literatura. Constata também uma tendência à dissonância cognitiva,
na qual a atitude é positiva a respeito da aceitação destas atividades, mas na ação pedagógica esta é
negativa.
1999
Mestrado
66
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TAKATORI, Marisa. O brincar no cotidiano da criança com deficiência física: privilegiando
um olhar para a construção das intervenções em reabilitação. 1999. 232 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Discute caminhos para rever o ponto de partida na construção das intervenções em reabilitação
das pessoas com deficiência física. Objetiva observar a criança com deficiência e seu brincar inseridos no
cotidiano para desenvolver um olhar sobre essa criança e aproximarmos de sua forma de ser e fazer e de
suas necessidades, ponto de partida para a elaboração das intervenções. Participam três crianças com
comprometimentos físicos, mas com possibilidade de manipulação de brinquedos, compreensão
preservada e ausência de deficiência mental associada ao quadro. Percorre três caminhos metodológicos
para chegar no cotidiano das crianças: o prontuário, a entrevista com a mãe e a observação. Através
dessas três histórias, realiza uma análise à luz da teoria de Winnicott concebendo o brincar como um fazer
que expressa o SER da criança. Propõe, na terapia ocupacional, a prática desse olhar, sobre aquele que
busca um trabalho em reabilitação, durante todo o processo de intervenção em seus diversos espaços,
realimentando as informações e possibilitando estar próximo das necessidades do indivíduo, diminuindo o
risco de as intervenções serem intrusivas, tornando-as mais efetivas e significativas. Considerando a
história da reabilitação física, vinculada ao campo da medicina, tradicionalmente visando normalizar o
corpo deficiente através de procedimentos técnicos, essa dissertação aponta a necessidade de considerar o
desenvolvimento emocional do indivíduo, isto é, uma mudança de referencial no campo da reabilitação.
Doutorado
GIORDANO, Rosely Cabral. Educação e melancolia na formação da mulher: da gênese do
autoritarismo aos limites da resistência. 1999. 2 v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Busquei analisar, a partir das memórias de mulheres camponesas, da região sul/sudeste do Pará,
a intervenção realizada pela Universidade Federal do Pará, examinando a pesquisa Mulheres
Trabalhadoras Rurais e Engajamento Sindical: resgate de identidade (s) - um estudo no sul do Pará, de
autoria da professora Maria Eunice Guedes, para discutir, sob a ótica da Escola de Frankfurt especificamente das obras de Adorno e Horkheimer -, o tema Educação e Cultura e, no interior deste, a
natureza das relações tecidas entre a Universidade e a Sociedade. Nesse sentido é que se pode entender o
porquê de incluir aqui uma pesquisa junto à essas mulheres, em busca de conhecer sua realidade e as
representações que fazem acerca de sua sexualidade - dado que a referida pesquisa trabalhou também com
a questão da sexualidade. Evoquei, assim, através das memórias das trabalhadoras rurais, fontes para
discutir se a pesquisa aqui tomada como objeto de análise - e, por conseqüência, a Universidade constituiu-se em instrumento de fortalecimento da resistência ou, se, por oposição, impôs-lhe limites,
fortalecendo, portanto, o autoritarismo. Busquei, ainda, compreender parte da história de vida e da
realidade em que vivem as "mulheres trabalhadoras rurais", para poder analisar, especificamente, a
conferência de Adorno, ’La educación después de Auschwitz’, delimitando aí a proposição do autor
quanto a necessidade de promover, especialmente junto à população camponesa, o movimento do
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esclarecimento, pelo fato da pesquisa revisitada ter sido realizada no campo, o que - por tratar da relação
entre a consciência de gênero e a qualidade da ação sindical dessas mulheres, a partir do pressuposto
teórico de que a "visibilidade" da mulher se acentua à medida em que esta toma consciência de sua
identidade de gênero - motivaria um atuação sindical mais combativa, manifestando, assim, a intenção de
esclarecer esse segmento social. O objetivo deste estudo é, portanto, investigar o papel desempenhado
pela Universidade, especificamente o da Universidade Federal do Pará, através de seus projetos de
pesquisa - projetos esses que, acredito, deveriam ser fundados na busca da extensão do movimento do
esclarecimento, da autonomia e da emancipação social e política.
MELLO, Anna Christina da Motta Pacheco Cardoso de. O brincar de crianças vítimas de
violência física doméstica. 1999. 477 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda como crianças vítimas de violência física doméstica brincam, utilizam os brinquedos e o
espaço, seus comportamentos, atitudes e relações, e os conteúdos dos temas surgidos, à luz de conceitos
winnicottianos; verifica relações entre a violência sofrida, a forma de brincar e os conteúdos expressos; e
compara-as com crianças não vítimas. Os Ss são 12 crianças, de ambos os sexos, com idades entre 4 e 7
anos, divididas em três grupos: (1) vítimas, em instituição, (2) não-vítimas, em instituição, e (3) nãovítimas, em suas famílias. Os históricos são organizados (grupos 1 e 2) com base em dados documentais
de um centro de referência e de Varas da Infância e da Juventude, em informações da instituição, e (grupo
3) em dados de questionário aplicado aos pais. Cada grupo participa de duas sessões de brincar com
bonecos da família e blocos, de 40 minutos cada. As sessões são filmadas em vídeo e os dados de
observação são organizados segundo os objetivos. As crianças estudadas não brincam em grupo, mas
paralelamente ou em dupla. As crianças vítimas apresentam formas de brincar diferentes das outras.
Utilizam os brinquedos com grau de elaboração variando de baixo a médio, sem integração, de modo
apropriado ou não, com dispersão; superam o grupo 2 quanto à elaboração e à dispersão, e se assemelham
na falta de integração e na variação no uso dos brinquedos; tem performance inferior ao grupo 3 em
todos os níveis. As crianças vítimas usam o espaço do brincar de modo distinto das outras (com
agressividade ou passividade, muita movimentação e extrapolação dos limites). Os comportamentos e as
atitudes das crianças vítimas são (a) impulsivos, hiperativos, agressivos, destrutivos, (b) passivos,
defensivos, pouco criativos, e (c) amadurecidos precocemente, controlados, construtivos; o grupo 2 se
assemelha ao tipo (b), com alterações, e o grupo 3 difere de todos, com maior equilíbrio. A tendência antisocial aparece em duas crianças vítimas. Alguns comportamentos e objetos utilizados pelos grupos 1 e 2
são associados ao objeto transicional. O modo de se relacionar das crianças correspondem aos padrões de
comportamentos e atitudes. Na relação com o adulto, as crianças dos grupos 1 e 2 se assemelham no
tocante à grande solicitação e à dependência; no grupo 3, a autonomia e a independência prevalecem. Os
conteúdos expressos no brincar têm relação com suas histórias, com o desenvolvimento emocional e com
as sessões. Conclui que crianças vítimas brincam, mas esta atividade está impregnada do trauma vivido e
da necessidade de elaborá-lo. As conseqüências psicológicas da violência transbordam no brincar,
conferindo formato e significado específicos aos comportamentos, atitudes, relações e temas, quando
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comparados aos das outras crianças. Confirma que o brincar é um meio para elaborar experiências
traumáticas.
SAKAMOTO, Cleusa Kazue. A criatividade sob a luz da experiência: a busca de uma visão
integradora do fenômeno criativo. 1999. 296 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Busca uma visão mais global do fenômeno criativo e para tanto, elege como objeto de estudo - a
experiência criativa, já que os estudos habituais da criatividade se destinam à apreensão de seus aspectos
de manifestação, a saber: a pessoa, o processo, o produto ou as circunstâncias ambientais envolvidas no
acontecimento criador. O estudo baseia-se em entrevistas com pessoas de diferentes áreas profissionais,
que relatam suas experiências com a criatividade e, utiliza como guia teórico, a teoria do desenvolvimento
emocional de D. W. Winnicott, principalmente em virtude desta proposta teórica representar uma
abordagem original do fenômeno criativo. Os relatos das entrevistas apresentam muitos dos temas
presentes na teoria de Winnicott, como por exemplo, o Potencial Criativo, a Função da Criatividade e o
Fator Facilitador da Afetividade. Os resultados da pesquisa mostram três novos elementos de
compreensão da criatividade: a presença de um sentimento de apropriação que indica um compromisso
com o processo criativo, a existência de uma ordem interna que rege as ações relacionadas à experiência e
a existência de um espaço e um tempo próprios à atividade criadora. A partir da reflexão mais profunda
dos resultados, o estudo ressalta a importância da relação entre a criatividade e o desenvolvimento das
qualidades afetivas dos seres humanos, uma vez que ambos se encontram nas bases da evolução humana.
2000
Doutorado
BAMPI, Maria Luisa Furlin. Programa para o desenvolvimento da leitura e escrita: faz-deconta e criatividade. 2000. 236 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A presente investigação tem por objetivo verificar os efeitos sobre a criatividade verbal,
compreensão em leitura e criatividade na escrita dos alunos após a aplicação de dois programas: um de
desenvolvimento da criatividade aplicada à leitura e escrita e outro de jogo sócio-dramático. Método:
serviram como Ss 42 alunos de 5ª série, igualmente divididos nos Grupos Experimental 1 (GE1),
Experimental 2 (GE2) e Controle (GC). Material: Torrance “Test of Creative Thinking”- forma escrita A
e B (1966), Técnica Cloze e Redação. O procedimento consistiu de pré-teste, treino e pós-teste. O Grupo
Experimental 1 foi submetido a treino de criatividade e o Experimental 2 a jogo sócio-dramático, num
total de quinze sessões para cada grupo. Por sua vez, o Grupo Controle passou pelas fases de pré e pósteste, totalizando 6 sessões. Os resultados nas comparações Intra-grupos apontam que o GE1, no teste de
criatividade escrita, apresentou um acréscimo significativo após o treinamento em flexibilidade de idéias
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e manteve constantes as habilidades restantes; em redação obteve ganhos em elaboração de idéias e, em
compensação em leitura, manteve as médias constantes. O GE2, no teste de criatividade, apresentou
melhoras significativas em flexibilidade, perdendo em analogia e fantasia; em redação, apresentou perda
significante em fluência e no perfil criativo. O GC, no teste de criatividade, manteve as médias; em
redação apresentou perda significativa no perfile ganhou em fantasia e, em compreensão em leitura,
manteve as médias constantes. Na comparação intergrupo, os resultados obtidos pelos grupos no pré-teste
indicaram que o GE 1 se distinguia muito dos demais, apresentando escores inferiores. Após a
intervenção de treino, o GE 1 e o GC apresentaram resultados similares, devido a um resultado positivo
em flexibilidade de idéias do GE1. O GC e o GE2 eram pareados no pré-teste e, após o treino em jogo,
também por um aumento no índice de flexibilidade de idéias pelo GE2, tornaram-se diferentes no pósteste. Assim, pode-se dizer que as intervenções de treino nos grupos experimentais, apresentaram
evidências de melhoria, em especial na categoria criativa flexibilidade de idéias, analisando os
desempenhos no teste de criatividade escrita. Da mesma forma, estas evidências apareceram na redação,
onde foi detectado um acréscimo em elaboração de idéias no GE1.
2001
Mestrado
CUNHA, Elaine Cristina da. A influência dos jogos musicais no comportamento de crianças
não adaptadas à pré-escola. 2001. 147 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A proposta deste trabalho e a de demonstrar a influência dos jogos musicais no comportamento
das crianças que, segundo a escola, não se adaptaram ao espaço escolar após primeiro semestre. São
alunos que sofreram repreensões diárias devido a comportamentos perturbadores como: agressão física ou
moral ao serem contrariados, choro durante as atividades, não realização ou não conclusão de tarefas,
distração, andar pela sala ao invés de realizar as tarefas e desobediência os regras sociais ou a utilização
dos materiais da sala de aula. Foram selecionados dez sujeitos, entre cinco e seis após, em uma escola
pública, sendo sete meninos e três meninas, os quais participaram de 15 sessões grupais com variados
tipos de jogos e dinâmicas musicais, em espaço escolar. Foi realizada a observação cursiva antes e após as
sessões. Os resultados mostraram que 100% das crianças apreciaram as atividades, sendo que 80%
apresentaram melhores comportamentos sociais e de interesse em sala de aula. A conclusão foi de que os
jogos musicais facilitaram a motivação dos alunos tornando o ambiente escolar mais prazeroso. Quanto as
atitudes sociais que se tornaram mais aceitas, talvez seja necessário maiores pesquisas que demonstrem se
tais mudanças ocorreram devido a compreensão das regras dos jogos musicais, ou ao efeito terapêutico do
grupo em conjunto com pais e professores, ou a toda essa soma de recursos.
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e do Desenvolvimento Humano
2002
Doutorado
FORESTI, Sônia Maria Perrenoud da Silveira. Utilização do brinquedo como estratégia
pedagógica em creches públicas: opinião de professores. 2002. 171 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo procurou identificar o posicionamento do educador a respeito da sua prática
com o brinquedo nas creches, bem como possíveis dificuldades de formação deste profissional, que
possam estar comprometendo a otimização desta prática. Objetivou-se também fazer um levantamento da
quantidade e tipologia dos brinquedos existentes nas instituições, como meio de identificação dos
principais objetos lúdicos, que o professor pode dispor, para trabalhar com as crianças. Fizeram parte da
pesquisa oito professoras e uma ADI (auxiliar de desenvolvimento infantil). Os professores foram
submetidos a atividades sem o emprego do brinquedo e com o emprego deste. Para avaliação da atividade
com o brinquedo, foi utilizado um quebra-cabeça de madeira composto de nove peças, representando a
figura do boneco Pinóquio. As sessões com o brinquedo e sem o brinquedo foram filmadas e,
posteriormente, através da técnica de intervalo de tempo, foi computada a freqüência de verbalizações dos
professores. Para o levantamento de opiniões utilizou-se a técnica da entrevista semi-estruturada. Os
resultados indicaram que os professores reconhecem a importância do lúdico na situação de
aprendizagem, e apontam o desenvolvimento do raciocínio lógico, da atenção, da memória, da
coordenação motora, da motivação e a interação entre os colegas como as principais habilidades
proporcionadas pelo uso do brinquedo. Embora priorizem o emprego do lúdico na aprendizagem de
conceitos, não têm conhecimentos a respeito de sua prática. Observou-se também uma defasagem
significativa na quantidade de brinquedos nas creches bem como na sua tipologia. Os resultados
evidenciam a necessidade de se investigar as condições adversas na formação dos professores sobre a
Psicologia do Brinquedo e de instigar novas pesquisas na área, para propor reformulações curriculares
nos referidos cursos que possam proporcionar uma melhoria da competência deste profissional, como
promotor do desenvolvimento infantil empregando o brinquedo como estratégia pedagógica.
SOARES, Maria Rita Zoéga. A criança hospitalizada: análise de um programa de atividades
preparatórias para o procedimento médico de inalação. 2002. 229 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A hospitalização infantil é uma condição complexa que necessita da intervenção psicológica
para promover a modificação do comportamento dos pacientes, facilitando sua adaptação. Foram
propostos procedimentos observacionais e experimentais para descrever e avaliar um programa de
atendimento a crianças hospitalizadas, expostas ao procedimento médico de inalação, tendo como
objetivo a diminuição da freqüência de ocorrência de comportamentos concorrentes (que dificultam,
atrasam ou impedem a execução do procedimento médico) e o aumento na freqüência de ocorrência de
comportamentos de adesão (que não dificultam e/ou tendem a facilitar a execução do procedimento
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médico). A Observational Scale of Distress Behavior (OSDB) possibilitou a definição das categorias
comportamentais infantis, permitindo o registro desses comportamentos. Participaram do estudo, 20
crianças, distribuídas em grupo experimental (n= 10) e grupo-controle (n= 10). Crianças pertencentes ao
grupo experimental se submeteram ao Programa de Atividades que incluiu o desenvolvimento de
estratégias relacionadas à leitura de livros infantis, à simulação, ao relaxamento e à fantasia. A análise dos
dados demonstrou que crianças pertencentes ao grupo experimental apresentaram um padrão
comportamental mais adaptativo, colaborando com a execução da inalação (redução de comportamentos
concorrentes e aumento na freqüência de comportamentos de adesão). Além disso, relações funcionais
presentes no contexto hospitalar foram explicitadas para melhor compreensão do comportamento dos
pacientes. Os resultados obtidos pretendem subsidiar o desenvolvimento de programas de preparação
psicológica para procedimentos médicos em hospitais.
2003
Doutorado
ALMEIDA, Fabiane de Amorim. Em busca da confiança necessária para viver criativamente
pelo brincar: a criança diante da cirurgia cardíaca. 2003. 194 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O estudo enfoca o brincar como estratégia de intervenção no atendimento à criança cardiopata
internada para a cirurgia, propiciando à ela, um meio efetivo para enfrentar a situação, e ao profissional, a
compreensão do significado dessa experiência para ela. Cinco crianças, entre três e cinco anos, e seus
acompanhantes participaram da amostra, utilizando-se a observação, entrevista e análise do prontuário
para a coleta de dados. As crianças foram submetidas ao preparo emocional para cirurgia por meio de
sessões de brinquedo terapêutico. Os dados obtidos da observação das sessões, das entrevistas com o
acompanhante e do prontuário foram analisados pela técnica de análise de conteúdo de Bardin. Com base
nos pressupostos de Winnicott, identificou-se quatro categorias de significados a respeito de como criança
vivenciava essa experiência. Tendo oportunidade de brincar e capaz de confiar no ambiente, ela conseguia
ser livre para criar e descobrir o seu eu (self). Fortalecida pelas experiências de uma maternagem
Suficientemente boa ao nascer apesar da cardiopatia, estabeleceu novos vínculos de confiança com a
pesquisadora e outras pessoas. A ocorrência de complicações pós-operatórias importantes evidenciou-se
como potencialmente traumática para uma das crianças, que não conseguiu brincar após a cirurgia. A
função autoterapêutica do brinquedo emergiu claramente, permitindo à criança expressar seus sentimentos
e lidar com eles efetivamente. Diante disso, cabe ao profissional atuar no sentido de propiciar o clima de
confiança necessário para que o brincar possa existir.
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SILVA, Carla Cilene Baptista da. O lugar do jogo e do brinquedo nas escolas especiais da
educação infantil. 2003. 185 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho buscou investigar o brincar de crianças com deficiência mental em escolas
especiais de educação infantil. Para tanto, teve por objetivos: identificar os jogos e brinquedos disponíveis
e mais utilizados; investigar como essas atividades eram realizadas e, por fim, investigar também a
concepção sobre o brincar e seu significado, atribuído pelas professoras. Participaram da pesquisa 15
professoras de educação especial, de 5 escolas especiais da cidade de Campinas. Foi utilizado um
questionário check-list para identificar a disponibilidade e a freqüência de uso dos materiais lúdicos.
Posteriormente, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas para verificar como esses materiais eram
utilizados e investigar a concepção e a importância do brincar entre as professoras. O referencial teórico
deste trabalho reportou-se a autores como Itard, Séguin e Decroly, que representam as origens desta
prática na educação especial, pois desenvolveram métodos e técnicas utilizando-se de jogos nas suas
variadas acepções, aplicando-os a crianças deficientes mentais. Baseia-se também nos trabalhos sobre o
jogo na educação e no desenvolvimento infantil, tendo como referência teórica Vygotsky, Leontiev e a
perspectiva sócio-cultural representada por Brougère. A análise e a discussão dos resultados encontrados
permitiram a formulação de algumas reflexões sobre a utilização de jogos e brincadeiras na prática
educacional com crianças deficientes mentais. Por fim, buscou-se contribuir para a valorização das
capacidades dessas crianças, sugerindo alternativas de reorganização das estratégias de ação dos
professores e de outros profissionais da área, com base em uma perspectiva lúdica.
TUCCI, Lisange. A educação infantil e a cultura atual: o brincar e sua influência na formação
de um individuo autônomo. 2003. 297 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho se propõe a refletir, a partir da teoria de Winnicott e de alguns estudiosos da
Escola de Frankfurt, notadamente Adorno, Horkheimer e Benjamin, sobre a importância da relação
ambiente - criança na constituição de um indivíduo autônomo, trazendo o brincar e a experiência viva em
geral como importante motor dessa relação. Usa como campo para este estudo uma creche de uma
universidade pública, pesquisando, através de entrevistas e observações, o brincar e a relação funcionários
- crianças e funcionários - administração na rotina dessa creche. As entrevistas foram feitas com
educadores e com a administração da creche, e as observações priorizaram o brincar de crianças na faixa
etária de 2 - 3 anos e sua interação com os funcionários em geral. Como resultados foram selecionados: a
preocupação com a formação dos educadores e funcionários e a excelência dessa formação; o
acolhimento a crianças e funcionários baseado na confiança; a possibilidade do brincar ancorada em todas
as rotinas da creche; a certeza dos educadores e funcionários em geral de que devem participar do brincar;
a relevância do brincar que não perde espaço para atividades programadas e alfabetizantes, ao contrário
de experiências em outras escolas em que o brincar e o acolhimento não são priorizados; um
planejamento flexível; o cuidado com a adaptação, incluindo crianças e pais; a preocupação com uma
educação de qualidade, buscando a formação de um indivíduo autônomo e de uma sociedade democrática.
73
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Conclui que o acolhimento necessário à constituição de um indivíduo autônomo deve-se dar também em
creches e pré-escolas, que cada vez mais têm um papel fundamental na formação do sujeito. Nesse
acolhimento deve estar incluído o brincar, que é a experiência por excelência da criança e que a leva à
fruição da experiência cultural onde esta pode construir um novo mundo. Pois, para Winnicott, é somente
no brincar que a criança ou o adulto utilizam sua personalidade integral e descobrem o eu (self), podendo
tornar-se maduros e participar de uma sociedade democrática. Lembrando com Adorno que a educação
que quer evitar a barbárie deve se concentrar na primeira infância.
2006
Doutorado
VIDAL, Lairtes Júlia Maria Temple. Intervenções lúdicas na sala de aula universitária: um
estudo sobre a mediação do jogo RPG (role playing game) como facilitador da criatividade em
jovens adultos. 2006. 176 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste trabalho é investigar se a intervenção lúdica mediada pelo jogo simbólico RPG,
quando aplicada em sala de aula para universitários no contexto da disciplina Teoria Geral da
Administração com enfoque em Planejamento Estratégico Empresarial (TGApee), pode melhorar a
produção nos trabalhos acadêmicos com especial atenção no pensar criativamente sobre o futuro das
organizações, otimizando a aplicação prática do conteúdo da matéria. Para tanto, foram considerados
indicadores do aproveitamento acadêmico, notas parciais e finais, obtidas nos trabalhos dos alunos,
submetidas ao teste de. Mann-Whitney e comparando-se o Coeficiente de Variância; e como indicadores
da criatividade os critérios de Interação, Imaginação e Transformação, segundo Mellou (1994), tratados
qualitativamente a partir da avaliação feita por professores neutros à pesquisa, sendo dois especialistas em
criatividade e dois especialistas em administração. Os participantes foram os alunos de uma mesma
professora de TGApee, os quais foram divididos em três grupos distintos: um grupo controle, sem
intervenção; um primeiro grupo experimental submetido ao RPG Tabuleiro e um segundo grupo
experimental submetido ao RPG Live Action. Numa perspectiva global, com base nas análises
quantitativas sobre as notas finais, as diferenças entre as populações não foram significativas. No entanto,
uma análise pormenorizada sobre as notas parciais, extraídas de duas importantes etapas do trabalho
denominadas Cenário e Estratégia, revelou uma predominância favorável ao uso de jogos em detrimento
da ausência de intervenções lúdicas. Igualmente, a análise qualitativa embasada na avaliação dos quatro
professores neutros revelou dados mais relevantes. Apesar de algumas variações de opiniões entre os
professores de criatividade e administração, principalmente para o critério Interação, ainda assim
permaneceu a prevalência de intervenções com jogos para os critérios de Imaginação e Transformação,
com um discreto favoritismo apontado para o RPG Tabuleiro sobre o RPG Live Action. Algumas
observações empíricas feitas pela professora de TGApee sugerem o efeito positivo das intervenções no
74
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envolvimento e aprendizado dos alunos, mas não fornecem consistência para afirmações científicas a
respeito desta pesquisa. Assim sendo, não se pode afirmar, com a precisão estatística que a ciência exige,
que jogos simbólicos tipo RPG usados em sala de aula sejam potencialmente instrumentos promotores da
criatividade na projeção futura dos alunos de administração com vistas à solução de problemas nas
empresas. Entretanto, independentemente de padrões estatísticos, por meio de observações constatou-se o
valor do jogo simbólico no aprendizado de jovens adultos enquanto interessante recurso didático.
Finalmente, algumas sugestões foram propostas para o aprofundamento deste estudo, ampliando-se a
amostra e incrementando-se o delineamento experimental, de modo a favorecer medidas estatísticas
possivelmente comprobatórias da hipótese aqui lançada.
2010
Mestrado
CONCEIÇÃO, Mirian Ribeiro. Fantasia e realidade: o faz-de-conta e o contexto da criança.
2010. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
OSHIRO, Milena. O brincar na infância das crianças com deficiência: um estudo
exploratório. 2010. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
TAKATORI, Marisa. Vamos brincar? Do ingresso da criança com deficiência física na terapia
ocupacional à facilitação da participação social. 2010. 237 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esse trabalho considera o brincar como uma área para os acontecimentos e experiências
criativas da pessoa onde seu gesto genuíno pode se evidenciar. Utilizou a compreensão do brincar de D.
W. Winnicott (1896-1971), como uma área intermediária de experiência e de relaxamento para o
indivíduo engajado na tarefa humana de manter as realidades interna e externa separadas e interrelacionadas. O brincar, compreendido como uma atividade cotidiana espontânea, compartilhada, criativa
e que tem um fim em si mesma, é campo para os procedimentos do terapeuta ocupacional e, para aquelas
crianças que não brincam ou têm dificuldades nessa atividade, um dos objetivos do processo terapêutico.
Considerou não ser possível separar as atividades brincar do desenvolvimento e investimentos de ordem
75
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física, cognitiva, social e psíquica, se o terapeuta quiser proporcionar uma experiência à criança em que
ela possa se desenvolver em sua totalidade e a partir de um percurso singular. Os objetivos foram
apresentar e refletir sobre uma forma de compreender o brincar no processo de terapia ocupacional com
crianças que têm deficiência física, na qual o brincar é, muitas vezes, um dos objetivos desse processo e,
sempre, área na qual acontecimentos saudáveis, criativos e de experiências culturais podem ser realizados,
favorecendo a participação social dessas crianças. Para essa investigação utilizou-se o levantamento
bibliográfico de estudos sobre a temática da infância, deficiência, brincar, cultura e terapia ocupacional,
articulados à experiência vivida na clínica no atendimento de crianças com deficiência na terapia
ocupacional. Considerou a subjetividade do pesquisador implicado diretamente em todo o percurso da
investigação, construída e decorrente da relação do indivíduo pesquisador com o indivíduo atendido na
terapia ocupacional. A investigação seguiu uma proposta de pesquisa, do ponto de vista epistemológico,
sujeito-sujeito e suas atividades, constituição da relação triádica na terapia ocupacional. Participaram
quatro crianças com suas histórias, partes construídas no processo de terapia ocupacional, que
possibilitaram a coleta de dados para ilustrar a discussão em torno do uso das atividades na área do
brincar pelo terapeuta, assim como lembranças de outros momentos da experiência clínica. Utilizou o
diário de campo para o registro dos acontecimentos na clínica, a entrevista aberta com familiar e a leitura
documental. Discutiu três aspectos presentes nos procedimentos do terapeuta ocupacional: o ensino, o
contorno e o reconhecimento, no contexto do uso do brincar como área para experiências de realização de
atividades. Como resultado apontou a relevância dessa forma de usar o brincar para a avaliação da
indicação de terapia ocupacional, a avaliação inicial e contínua do paciente e as ações de cuidado do
terapeuta ocupacional que visam à facilitação da participação social da pessoa atendida.
GERALDINA PORTO WITTER
1970
Mestrado
REZENDE, Euza Maria. Condicionamento verbal em crianças: conhecimento da contingência
de reforço. 1970. 57 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
RITZMANN, Maria José do Amaral Barros. Efeito do reforço na criatividade. 1970. 66 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
76
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Resumo: Estuda o efeito do reforço sobre a emissão de respostas criativas, considerando especificamente
seu efeito na fluência e na originalidade e verifica o efeito variável sexo. Os sujeitos são 16 pré-escolares
divididos aleatoriamente em grupo experimental (ge) e de controle (gc), cada um composto por quatro
meninos e quatro meninas, com idade media de 68,3 e 67,1 meses respectivamente, todos freqüentando
escola privada típica da classe média. Utiliza como material, figuras incompletas (traços sem significado)
desenhadas em cartões. As crianças devem dizer o que pode ser desenhado a partir de cada figura
estimulo. O ge é reforçado com muito bem e o gc não tem reforço na fase do treino. Os dois grupos têm
um período de nível operante precedendo o treino (delineamento ab). Os resultados permitem concluir
que o esforço exerce efeito positivo diferenciado significantemente os dois grupos em termos do
comportamento estudado, sendo que os meninos tendem a ter melhor desempenho que as meninas.
SILVA, Phrynéa Magnolia. Influências de reforço na mudança de atitudes: escolha de
figuras. 1970. 52 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Estuda o efeito do reforço e do sexo na mudança de atitudes, procurando constatar também, se
os sujeitos estão ou não cientes do processo de condicionamento. Os sujeitos são 80 pré-escolares de
ambos os sexos, divididos aleatoriamente em dois grupos e submetidos a exposição de um material
pictórico com figuras normais/distorcidas, em branco e preto e coloridas, devendo manifestar suas
atitudes face as mesmas. Um grupo é reforçado socialmente (muito bem) a mudar suas atitudes (grupo
experimental) e outro não (grupo de controle). O reforçamento mostra-se significante na mudança de
atitude. De início, os sujeitos preferem a figura normal colorida em decorrência dos condicionamentos
sociais anteriores, estando as meninas mais sob controle social que os meninos. O efeito do reforço
permite mudanças de atitudes em ambos os sexos. Os meninos mostram estar mais cientes com a
contingência de reforço do que as meninas, embora a diferença entre eles não seja significante. Conclui
que o reforço verbal positivo e eficiente para mudar a atitude em ambos os sexos, independentemente do
tipo de figura que a maioria dos sujeitos está ciente da contingência.
1973
Mestrado
NERI, Anita Liberalesso. Comparação da influência de cinco esquemas de reforçamento na
aquisição inicial de respostas textuais, através da técnica de escolha de acordo com o
modelo. 1973. 113 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
77
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SANTIAGO, Neide Varela. Remediação verbal em crianças carentes culturais: estudo
experimental. 1973. 99 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Testa a eficiência de um programa psico-educacional compensatório através de dois estudos
experimentais. O primeiro estudo testa a eficiência de uma tecnologia para treino de vocabulário. Os
sujeitos são 20 crianças, de ambos os sexos, com idade media de 8 anos e 7 meses e com a primeira série
do primeiro grau concluída, divididas em 2 grupos: controle e experimental. Os resultados revelam uma
diferença significante com relação ao desempenho em favor do grupo experimental, mas não ocorrem
diferenças no desempenho entre meninos e meninas deste grupo. O segundo estudo tem por objetivo
testar a eficiência de uma técnica para desenvolver o comportamento textual, especificamente na área
relativa a compreensão da leitura. Os sujeitos são 16 crianças iniciantes da segunda série do primeiro grau
com idade média de 8 anos e também divididos em grupo experimental e de controle. Os resultados,
assim como no primeiro estudo, indicam melhor desempenho por parte dos sujeitos do grupo
experimental. Sugere a possibilidade de que apenas com partes restritas deste programa se obtenha bons
resultados em termos de melhoria no desempenho das crianças.
SANTOS, Lucila Maciel dos. Identificação de reforços potenciais através de duas técnicas:
mediator reinforcer incomplete blank (MRB) e Diferencial Semântica. 1973. 129 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende testar a eficiência de dois instrumentos, mediator reinforcer incomplete blank (mrb) e
diferencial semântica (ds) no estabelecimento de rol e hierarquização de reforçadores potenciais. Em um
primeiro estudo os sujeitos são setenta alunos da quarta série do primeiro grau, de uma escola pública e de
nível socioeconômico baixo, submetidos ao mrb coletivamente. No segundo estudo, 20 sujeitos sorteados
entre os sujeitos do primeiro estudo e sendo 10 de cada sexo, são submetidos a ds seletivamente. Verifica
que os dados obtidos nos dois estudos são coerentes. O mrb mostra-se eficiente como técnica para
determinação de uma possível hierarquia de reforçadores potenciais, permitindo a discriminação em
relação ao sexo e sendo um bom instrumento para detectar necessidades dos sujeitos. Mostra-se prática e
eficiente para identificar e detectar a potência de reforçadores, discriminando sua eficiência potencial para
cada sexo. De acordo com os resultados, conclui que os dois instrumentos são eficientes.
1974
Mestrado
MACEDO, Dalva Maria Martins. Atitudes e condicionamento verbal: um estudo da técnica de
Taffel adaptada a escolares. 1974. 140 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
78
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo não encontrado.
VOLLET, Valdemar Tadeu. Condicionamento verbal: eficiência de uma técnica de seleção de
reforçadores e criatividade. 1974. 146 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1975
Mestrado
AMARANTE, Elita Maria. Estudo comparativo da eficiência de texto programado e aula
expositiva programada. 1975. 108 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
CARVALHO, Dirceu Ricci. Efeito da modelação e de reforçamento sobre uma classe de
resposta verbal (tato), em crianças. 1975. 125 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MACHADO, Vera Lúcia Sobral. Efeito de um treino de discriminação na aprendizagem de
leitura por privados culturais. 1975. 132 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MEGDA, Sylvia Ignes Duarte. Efeitos da aplicação do sistema de vales na aprendizagem de
história do Brasil: um estudo com adolescentes marginalizados. 1975. 158 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
NERI, Anita Liberalesso. Comportamento verbal e comportamento motor: um estudo em
situação de interação social. 1975. 365 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
79
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo não encontrado.
SANTOS, Lucila Maciel dos. Remediação em criatividade verbal: estudo comparativo de
critérios e procedimentos. 1975. 225 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1976
Mestrado
ROCHA, Nadia Maria Dourado. Desempenho verbal de pré-escolares: emissão de tato face a
figuras. 1976. 129 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo não encontrado.
ROSA, José Tolentino. Avaliação de um curso programado em psicopatologia: influência do
tamanho das unidades no desempenho do estudante. 1976. 145 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1977
Mestrado
FARIA, Eulália Maimoni. Estudo comparativo de quatro modalidades de um programa de
remediação verbal aplicado a crianças carentes culturais. 1977. 200 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
MACEDO, Dalva Maria Martins. Estudo comparativo entre condições experimentais
envolvendo imitação e condicionamento simples no estabelecimento de atitudes em relação
80
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
a padrões estéticos. 1977. 316 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
SANTIAGO, Neide Varela. Eficiência do treino para o desenvolvimento do repertório
verbal em carentes culturais: implicações para o contexto educacional. 1977. 306 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1978
Mestrado
ANDERSEN, Maria José Beraldi. Televisão e desenho animado: o telespectador pré-escolar.
1978. 181 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo não encontrado.
MACEDO, Elza Mendonça de. Aprendizagem de conceito de relação em pré-escolares: mais
ou igualmente cheio. 1978. 132 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MOSANER, Maria Léa Ferreira Lins. Instalação de padrões de respostas (verbais e não
verbais) em crianças com repertório restrito. 1978. 132 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
PULLIN, Elsa Maria Mendes Pessoa. Audiência e repertório verbal: um estudo com préescolares carentes culturais. 1978. 169 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
81
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e do Desenvolvimento Humano
VOLLET, Waldemar Tadeu. Efeitos da instrução e do sexo do experimentador no
condicionamento verbal, de fluência e flexibilidade, usando a técnica de Greenspoon. 1978.
322 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1979
Doutorado
CARVALHO, Dirceu Ricci. Efeito da verbalização livre, da verbalização dirigida e da
observação na imitação motora, em escolares de níveis sócio-econômicos distintos. 1979.
172 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende testar a teoria de Bandura segundo a qual os estímulos modeladores são codificados
pelos observadores através de sistemas verbais e imaginativos (imagens mentais), que funcionam como
mediadores na reprodução subseqüentemente das respostas modeladas. Os sujeitos são setenta e duas
crianças da quarta série do primeiro grau, que observam um modelo realizar três movimentos manuais na
linguagem dos surdos-mudos. Após a exposição ao conjunto de estímulos modeladores e dependendo do
grupo experimental sorteado (descrição livre, descrição com a ajuda do experimentador, reprodução dos
estímulos sem descrevê-los), os sujeitos são solicitados a reproduzi-los e dois juízes avaliam videotapes
dessas reproduções. Os resultados indicam que a codificação verbal facilita a reprodução motora em
comparação a simples observação e que a descrição verbal dirigida não garante melhores índices de
reprodução da resposta modelada. Face a teoria da aprendizagem social conclui que comportamentos
sociais adequados, habilidades motoras, atitudes de criatividade, iniciativas filantrópicas, hábitos de
higiene, etc, podem ser ensinados através da modelação, tornando-se necessário que estudos mais práticos
que evidenciem também a importância da imitação como uma qualidade natural a todas as pessoas, útil a
todas as formas de aprendizagem.
FARIA, Eulália Maimoni. Influência de estórias infantis no desempenho verbal de escolares:
análise quanto a aspectos qualitativos e quantitativos dos textos, com relação ao contador
de estória e ao nível sócio-econômico e sexo dos sujeitos. 1979. 253 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MACHADO, Vera Lúcia Sobral. Interação verbal professor-aluno: influência de disciplinas,
de expectativa do professor, da auto-percepção do aluno e suas relações com o rendimento
acadêmico de escolares da 3ª série. 1979. 2 v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
82
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e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Apresenta três estudos sobre interação verbal professor-aluno em quatro classes de 3ª. série do
nível I. No estudo I elabora um sistema de categorias sobre verbalização do professor e alunos de tais
classes testando, em seguida, a sua adequação e viabilidade. Os índices obtidos recomendam o uso do
sistema elaborado, sendo que os outros dois estudos recorrem a este instrumento. O estudo II verifica
influência da variável disciplina ministrada sobre o processo de interação verbal professor-aluno na sala
de aula considerando as disciplinas matemática, comunicação e expressão e estudos sociais. Os resultados
mostram a ocorrência de diferenças na quantidade de verbalização emitida por professores e alunos em
cada uma das disciplinas. Verifica também a existência de padrões de verbalização adotados pelos
professores que mantém certa relação com padrões de verbalizações dos alunos, independentemente da
disciplina. O estudo III verifica a influência das variáveis expectativa do professor, autopercepção e
participação verbal dos alunos sobre o mesmo processo. Os dados mostram que a expectativa do professor
se correlaciona com sua participação verbal e também com a participação verbal dos alunos, sugerindo a
existência de uma relação entre essas três variáveis.
MEGDA, Sylvia Ignes Duarte. Composição da figura humana, identificação e tato de suas
partes: influência de treinadores e de procedimentos de treino em pré-escolares com repertório
restrito. 1979. 269 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo não encontrado.
ROCHA, Nadia Maria Dourado. Desempenho verbal de pré-escolares em situação de teste e
de brinquedo. 1979. 269p. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
ROSA, José Tolentino. Descrição e análise de um spi introdutório de terapia
comportamental para adultos. 1979. 483 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
VIESSI, Vani Ruiz. Sistema contratual para leitores relutantes: um estudo com escolares de
1º grau. 1979. 284 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Através de dois estudos, testa a eficiência de um sistema contratual (nível i) na diminuição da
relutância em leitura e na manutenção do comportamento de ler. Paralelamente, procura constatar se o
processo de compreensão de leitura silenciosa, o desempenho em rendimento escolar e a apresentação
escrita das respostas também sofrem melhoria. Em um primeiro estudo os sujeitos, 10 alunos com idade
entre 9 e 12 anos, da quarta série do primeiro grau de uma escola pública, são divididos em dois grupos
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(controle e experimental). O grupo experimental é submetido a delineamento em linha de base múltipla,
tendo 23 sessões de treino enquanto o grupo de controle permanece em situação normal de sala de aula.
No segundo estudo aplica-se o mesmo procedimento a um único sujeito, uma menina de 10 anos, para
uma análise mais específica de algumas variáveis. Nos dois estudos os resultados demonstram melhoria e
manutenção do comportamento de ler; incremento em compreensão de leitura silenciosa; melhoria no
rendimento escolar geral, em comunicação e expressão e em linguagem escrita. Conclui que o tratamento
utilizado e eficiente na manutenção do comportamento verbal e textual em alto nível de freqüência e
aproveitamento.
1980
Mestrado
AMARAL, Vera Lúcia Adami Raposo do. Restabelecimento do repertório verbal funcional:
estudo longitudinal de um adulto com Afasia. 1980. 183 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MARINI, Antônia. Remediação da leitura e inteligibilidade de textos: estudos contrastivos.
1980. 240 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Compara a eficiência da técnica Cloze e do curso programado individualizado - CPI, em um
programa de remediação de leitura compreensível. Em um primeiro estudo, os sujeitos - 18 alunos da
quinta série do primeiro grau - são distribuídos em três grupos: gcl (grupo Cloze de leitura), gpc (grupo de
curso programado) e gc (grupo de controle) compostos igualmente por seis elementos. Tanto no pré como
no pós-teste, os sujeitos lêem, com a técnica Cloze, um texto de ciências e um de português. No treino
que consiste de leitura de 10 textos de português, são aplicadas ao gcl a técnica Cloze, ao gcp o cpi e, ao
gc, técnicas convencionais de ensino. Os textos lidos no gcl e gcp são sorteados randomicamente de livros
da 5ª. série. No segundo estudo, 56 alunos são distribuídos em grupos de 14 sujeitos pelas 4ª., 5ª., 6ª. e 7ª.
séries e lêem apenas os textos aplicados no pré e pós-teste do primeiro estudo. Os resultados nao
evidenciam a superioridade da técnica Cloze sobre a de cpi, porem, ambas permitem o progresso nas
habilidades de leitura compreensiva, confirmando em parte a hipótese 1 (h1) - pré e pós-teste - com o gcl
e gcp. Não é rejeitada a hipótese 0 (h) - pré-pós-teste com o gc. Conclui ser o material de leitura dos dois
estudos pouco inteligíveis a alunos de 5ª. série com as características dos sujeitos utilizados.
Doutorado
84
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CARVALHO, José Jackson Carneiro de. Modificação do comportamento verbal de
professores através da análise de interação em sala de aula. 1980. 2 v. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MACEDO, Elza Mendonça de. Desenvolvimento dos conceitos de cheio e vazio. Influência de
variáveis do conceito, do sujeito e do estímulo. 1980. 293 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda o desenvolvimento do conceito de cheio, de seu complementar, vazio, bem como de seus
restritivos. Os sujeitos são 96 crianças entre 5 e 12 anos, de níveis socioeconômicos alto e baixo. O
material utilizado constitui-se de 15 recipientes, água e 32 fotografias. São realizados dois estudos sendo
que o estudo i fornece as bases metodológicas para o estudo ii. Os sujeitos são submetidos ao teste de
cheio e vazio cujos resultados mostram maior número de respostas corretas em termos de extremos - todo
cheio e todo vazio - seguido pelos restritivos de pólo positivo e estes pelos de pólo negativo. Verifica o
efeito de idade, de nível socioeconômico e não do sexo. Conclui que os conceitos restritivos seguem uma
hierarquia, tanto em termos da idade quanto do conceito.
1981
Mestrado
BETETTO, Ana Maria Belém de Freitas. Remediação de leitura e escrita em escolares
através de instrução programada. 1981. 216 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Testa a eficiência da instrução programada na remedição de leitura e escrita, como também,
estuda a relação entre as diferentes categorias de respostas e o desempenho verbal decorrentes de dois
procedimentos de treino. Os sujeitos, 12 crianças com dificuldades na aquisição de leitura, ao distribuídos
em dois grupos, que são submetidos a 40 sessões, sendo que o grupo experimental 1 (ge1) e submetido ao
programa Lendo e Escrevendo e o grupo experimental 2 (ge2) e treinado com o Caminho Suave. Embora
algumas diferenças sejam observadas a nível qualitativo, não há diferenças significantes entre os grupos
na maioria das comparações, mas em desempenho verbal o ge1 melhora significantemente, o mesmo não
ocorrendo com o ge2. Considera que os resultados obtidos não são conclusivos quanto à eficácia dos dois
procedimentos testados, em decorrência, principalmente, do pequeno número de sessões realizadas.
Finaliza sugerindo a adequação do programa "lendo e escrevendo" como estratégia para o
desenvolvimento do repertório verbal em carentes culturais.
85
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BRAGA, Scheila Maria Leão. Remediação da leitura: um estudo com escolares de primeiro
grau utilizando a técnica de Cloze. 1981. 101 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a eficiência da técnica de Cloze em dois níveis de linguagem: oral e escrita
(compreensão de leitura). Os sujeitos são 12 alunos de 3ª. e 4ª. séries com dificuldades em leitura,
divididos nos grupos ge1 e ge2. Submete os sujeitos a pré e pós-testes nos desempenhos: verbal,
descrição e leitura oral e compreensão de leitura com a técnica de Cloze. Esta técnica e utilizada em 15
sessões de treino segundo as duas situações experimentais: correção oral com o experimentador e
correção com leitura silenciosa individual. Para a descrição oral e escrita, utiliza quatro figuras, dois
textos para leitura oral, 17 textos preparados segundo a técnica de Cloze, 15 textos para correção após o
treino, gravador e linguagem oral TADVI (técnica de avaliação do desempenho verbal infantil). São feitas
categorizações do comportamento de leitura oral. Segundo os resultados, não há ganho significante em
função dos treinos realizados, embora se observe um ganho qualitativo nas respostas. Verifica uma
generalização para a categoria de escrita e propõe uma seqüência de treino com a técnica de Cloze,
embora se observe que pesquisas básicas e interdisciplinares devem ser conduzidas para o
dimensionamento adequado das variáveis manipuladas.
CASTRO, Maria Luiza Urban de. Programa de leitura recreativa: efeito de dois
procedimentos de treino com escolares de quarta série do 1º grau. 1981. 139 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
GUZZO, Raquel Souza Lobo. Eficiência de um treino de linguagem oral: desenvolvimento do
repertório básico para alfabetização. 1981. 169 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1982
Mestrado
RESENDE E FUSARI, Maria Felisminda de. Pica-pau: - programação televisiva infantil telespectador paulistano da pré-escola: práticas sociais de desinformação e deseducação em
reciprocidade de efeitos. 1982. 287 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
86
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Doutorado
HUSSEIN, Carmem Lúcia. Leitura crítica e criativa: teste de procedimento de treino e
generalização: um estudo com escolares da quinta série. 1982. 312 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1983
Mestrado
CASTILLO, Hermínia Vicentelli de. Estudo Contrastivo de dois procedimentos para treino
de repertório básico em leitura. 1983. 118 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
RIBEIRO, Maria Júlia Ferreira Xavier. Efeito do reforço e de duas modalidades de treino no
repertório verbal criativo. 1983. 164 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica o efeito do reforçador verbal e de dois tipos de instruções no comportamento verbal
criativo (descrição de figuras) de alunos da 2ª. série do 1º. grau. Os sujeitos - 32 meninos e 32 meninas são divididos em dois grupos e submetidos a treinos diferentes. Verifica a fluência, a flexibilidade, a
originalidade e o total de respostas criativas. Os resultados são pouco consistentes quanto ao efeito do
reforçador e das instruções, mas todos os grupos apresentam progressos significativos na fluência e no
total de criatividade. As outras dimensões do comportamento criativo não apresentam uma diretividade
similar nos resultados.
1985
Doutorado
LINS, Maria Léa Ferreira. Investigação da precisão e validade da técnica de avaliação do
desempenho verbal infantil em diferentes grupos etários e sócio-econômicos. 1985. 179 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
87
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e do Desenvolvimento Humano
PULLIN, Elsa Maria Mendes Pessoa. Organização Semântica: influência da alfabetização em
línguas diferentes (português/japonês): um estudo com a técnica de Greenspoon. 1985. 245 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1986
Mestrado
MARTINS, Regina Helena de Souza Campos. O futuro professor: teste da eficiência de um
curso focalizando problemas educacionais brasileiros e procedimentos de ensino. 1986. 137 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Testa a eficiência de um curso de treinamento de professores quanto ao conhecimento de
problemas educacionais brasileiros, ao domínio verbalizado de conceitos e técnicas de aprendizagem,
modificação do comportamento pedagógico do futuro professor quando ministrando aula e o nível de
compreensão em leitura. Os ss são 11 alunas da terceira série diurna do curso de magistério de uma escola
estadual de São Paulo, com idade entre 17 e 40 anos, de classe média baixa. O delineamento é
experimental, com grupo único, recorrendo a uma fase de pré-teste, uma de treino e uma de pós-teste,
aplicando na primeira e terceira fases teste de conhecimentos, dissertação e observação do
comportamento do s em situação na qual assume o papel de docente. A segunda fase compreende 13
sessões de treino: na primeira sessão, apresenta e discute alguns pontos do curso e aplica o teste de
conhecimento e dissertação; as 6 sessões seguintes objetivam a elaboração, por parte dos ss, de uma visão
critica acerca de algumas questões educacionais do Brasil; as últimas sessões visam a análise de alguns
princípios e técnicas que podem ser utilizados em sala de aula. Encontra diferenças significativas entre
pré e pós-teste, comprovando a eficiência do curso em todos os aspectos considerados, incluindo o
desempenho em leitura.
RANGEL, Alda Patrícia Fernandes Nunes. Leitura e retardamento mental: estudos com o
'Lendo e Escrevendo'. 1986. 278 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Elabora quatro pesquisas que se inserem na área de psicopedagogia da criança com déficit de
comportamento intelectual. O objetivo da primeira e testar o conhecimento dos símbolos-chave do
material Lendo e Escrevendo e correlacioná-lo com a realização no teste metropolitano de prontidão
(tmp). Servem como sujeitos oito crianças de uma classe especial da APAE. Verifica-se conhecimento
satisfatório dos símbolos e ausência de correlação entre conhecimento e os resultados do tmp. A segunda
pesquisa e realizada com oito crianças e objetiva testar a preditividade do Bender e do tmp para a
alfabetização com o Lendo e Escrevendo, sendo que somente para o primeiro é encontrada preditividade.
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A terceira pesquisa consiste em um estudo correlacional entre: WISC, teste da figura humana de
Goodenough e realização acadêmica no Lendo e Escrevendo. É conduzida com sete crianças, obtendo
correlações altas e significantes. A última pesquisa estuda a correlação entre a técnica de avaliação de
desempenho verbal infantil (tadvi) e a realização no lendo e escrevendo, com sete sujeitos. Somente a
realização na condição c e o resultado total da tacvi mostram-se correlacionados com o resultado em
alfabetização. Nos estudos (2, 3 e 4) em que focaliza a alfabetização, o Lendo e Escrevendo mostra-se
eficiente para os fins propostos, para os sujeitos estudados.
Doutorado
AMARAL, Vera Lúcia Adami Raposo do. Vivendo com uma face atípica: influência da
deformidade facial na auto e hetero conceitos e na realização acadêmica de crianças de 6 a 12
anos. 1986. 380 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo não encontrado.
ANDERSEN, Maria José Beraldi. Violência nos desenhos animados exibidos pela televisão:
uma ponderação necessária. 1986. 195 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
BRAGA, Scheila Maria Leão. A produção de texto e o modelo operante: treino de repertórios
específicos. 1986. 178 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Analisa a influência de um treino em leitura e escrita utilizando diferentes tipos de estimulação
suplementar. Verifica em que medida o estudo da escrita, enquanto determinada por um baixo nível de
efetividade operante revelaria certas condições de produção de texto. Os ss são 119 alunos, de ambos os
sexos, da terceira e quarta séries do primeiro grau de uma escola em Campinas. Utiliza a técnica de Cloze
para estudar as relações entre leitura e escrita e realiza 3 estudos desenvolvidos segundo o delineamento
pré e pós-testes. Seleciona os estudantes e cria diversos grupos, de acordo com as situações
experimentais. Os resultados apontam ganho significante em escrita em todos os experimentos e verifica
que nem o tipo de estimulação nem a ordem de apresentação determinam estes resultados. Aborda
questões relativas à forma como são conduzidos os treinos e o treino em habilidades especificas de
escrita. Faz considerações sobre a linguagem conforme proposto pelo modelo operante e a produção do
texto escrito.
MARINI, Antônia. Compreensão de leitura no ensino superior: teste de um programa para
treino de habilidades. 1986. 2v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
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Resumo não encontrado.
1987
Doutorado
BETETTO, Ana Maria Belém de Freitas. Alfabetização de crianças com atraso no
desenvolvimento através da instrução programada e treinamento em serviço de
professores. 1987. 350 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo não encontrado.
GUZZO, Raquel Souza Lobo. Dificuldades de aprendizagem: modalidades de atenção e análise
de tarefas em materiais didáticos. 1987. 201 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1989
Doutorado
SANTOS, Acácia Aparecida Angeli dos. Leitura entre universitários: diagnóstico e
remediação. 1989. 221 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo não encontrado.
1990
Doutorado
CASTILLO, Hermínia Vicentelli de. Alfabetização, leitura crítica e a criança com déficits
comportamentais. 1990. 242 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
90
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Resumo: Compreende 2 estudos experimentais na área de leitura com crianças portadoras de déficits
comportamentais. O estudo i verifica a eficácia do programa Lendo e Escrevendo de Witter e Copit
(1979), adaptado para o espanhol por Castilho (1983), na aquisição da leitura e da escrita e habilidades
numéricas. O estudo ii testa a eficiência do programa Leitura Crítica de Witter (1985) no que se refere a
respostas textuais elaboradas e criticas e discriminação entre fantasia e realidade. A amostra e composta
por sujeitos de ambos os sexos, entre 10 e 12 anos de idade, de classe média baixa, alunos de uma escola
de educação especial na cidade de Maracay-Venezuela. Todos os sujeitos têm nível intelectual educável,
sem distúrbios graves na área motora de linguagem e na área social. O delineamento dos 2 estudos é de
pré-treino e pós-testes. O treino do estudo i envolve 8 crianças e tem uma duração de quase 4 meses e 2
semanas. No estudo ii realizam-se 119 sessões com duração de 40 minutos cada uma, envolvendo 7
sujeitos do estudo i. Os resultados obtidos em ambos os estudos através de análises quantitativas e
qualitativas demonstram a eficiência dos programas empregados para a consecução dos objetivos
propostos.
EMMEL, Maria Luisa Guillaumon. Interação Social: a função da atividade. 1990. 265 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda os padrões de interação social em grupos de crianças de 7 a 10 anos. A amostra e
composta por 18 sujeitos, divididos em 3 grupos de 7 a 8 anos e 3 grupos de 9 a 10 anos, submetidos a 6
sessões de atividades de pintura/desenho ou de encaixe/montagem. Para a avaliação do grau de relevância
das sessões experimentais, forma um grupo controle para cada faixa etária. A interferência do adulto nas
interações mantidas entre as crianças é também objeto de análise dessa pesquisa. Os dados são coletados
com o auxilio de uma aparelhagem de videotape. Os principais resultados indicam que o fator idade
exerce pouca influência no desempenho social dos sujeitos, quando comparado ao fator atividade. Os
grupos experimentais emitem mais categorias interativas na presença do adulto, enquanto os gruposcontrole o fazem mais na ausência do adulto. A presença deste determina maior organização cognitiva e
funcional nas crianças.
RESENDE E FUSARI, Maria Felisminda de. Meios de comunicação na formação de
professores: televisão e vídeo em questão. 1990. 218 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a educação para o uso dos meios de comunicação em cursos que formam professores.
Apresenta 3 estudos que investigam: i. Problemas apontados por estudantes de pedagogia e de segundo
grau-magistério, sobre o uso dos meios de comunicação em suas aulas como aluno e como professor; ii.
Problemas apontados por alunas das mesmas áreas sobre o uso de televisão e vídeo com e por crianças em
escolas públicas, e sobre os programas de televisão que a criança vê; iii. Mudanças ocorridas com
estudantes de pedagogia após aulas sobre televisão e vídeo. Os sujeitos do estudo i são 166 alunos do
segundo grau-magistério e 69 de cursos de pedagogia, que respondem a um questionário estruturado. O
estudo ii envolve 67 professorandos que opinam sobre uma gravação de 5 minutos do programa Xou da
Xuxa, além de responderem a uma pergunta do questionário anterior. Os 22 alunos do curso de pedagogia
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do estudo iii passam por um treinamento sobre o uso de televisão e vídeo na educação. Os resultados dos
3 estudos revelam a viabilidade e necessidade de treinamento do professor quanto ao uso dos meios de
comunicação e constatam que o tema continua sendo pouco explorado nos cursos existentes. A pesquisa
comprova, no entanto, o interesse dos alunos pelo assunto e evidencia mudanças em suas atitudes quando
submetidos ao treinamento.
RIBEIRO, Maria Júlia Ferreira Xavier. Assertividade: avaliação e desenvolvimento entre
universitárias. 1990. 222 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa as características de 2 instrumentos de avaliação do comportamento assertivo
(inventário e teste comportamental) e de um programa de treinamento de assertividade. Submete 35
estudantes de primeiro ano de Psicologia da Universidade de Taubaté ao teste, realizado através de uma
entrevista. As respostas são avaliadas de acordo com os critérios de latência, duração da fala e conteúdo
verbal. Indica os resultados obtidos apos avaliação desses critérios e compara os 2 instrumentos obtendo
uma correlação negativa (-0,13). Descreve, também, o programa de treinamento de assertividade
envolvendo 8 alunas do curso de Psicologia, com idade entre 17 e 34 anos. As técnicas utilizadas são o
ensaio de comportamento, modelação, instrução e retroinformação. Diversos tipos de comportamento
assertivo são treinados. Os resultados mostram aumentos nos escores do inventário de assertividade e
mudanças nas escolhas no instrumento de avaliação sociométrica. Aponta a necessidade de elaboração de
instrumentos de coleta de dados mais condizentes com os padrões culturais brasileiros. Conclui que,
apesar das limitações dos instrumentos adotados, os resultados viabilizaram a avaliação proposta.
1992
Doutorado
ROCHA, Maria do Carmo Guedes. Instrução programada versus ensino por computador:
um estudo comparativo de eficiência e aspectos psicoeducacionais. 1992. 153 f. Tese (Doutorado
em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica a eficiência de 2 modalidades de instrução programada (ip), através de texto
programado e computer-assisted instruction (cai), e analisa a atitude relacionada a essas modalidades. Os
ss são 20 alunos de um curso de Psicologia da cidade de São Paulo, de ambos os sexos, com idade entre
17 e 25 anos, de nível socioeconômico médio, e com experiência anterior em ip e computação. Divide os
ss em 2 grupos: g-c (grupo computador) e g-ip (grupo instrução programada). Realiza duas experiências:
1) com treino informatizado: texto em ip apresentado na tela do micro-computador, manipulado pelo
teclado; 2) com treino nao informatizado: o mesmo texto, apresentado em material impresso, com
respostas escritas. Submete os ss a 4 sessões experimentais, alternadamente, correspondentes a 4 unidades
do conteúdo do texto. Verifica que os 2 recursos são igualmente eficientes, tendo havido aquisição de
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conhecimentos em todas as unidades estudadas, com exceção da última, em apenas um dos grupos; há
equivalência de atitudes entre os grupos, com tendência ao realce de favorabilidade (atenção, logicidade e
motivação) e desfavorabilidade (individualismo e nao comunicabilidade) ao uso destes recursos no
ensino. Conclui que os recursos empregados são eficazes e o perfil de atitudes diante deles indica uma
tendência geral à neutralidade.
1994
Doutorado
CAMPOS, Luiz Fernando de Lara Campos. Supervisão em Psicologia Clínica: critérios,
condutas e modelos de supervisão. 1994. 300 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica os modelos de supervisão, formas e critérios de avaliação adotados pelos supervisores
de Psicologia Clínica, além do levantamento de aspectos do perfil deste profissional. Avalia a formação,
experiências, critérios, normas, objetivos e base teórica utilizada; analisa ainda o tipo de personalidade,
estilo, foco e ênfase de cada supervisor. Utiliza como instrumentos: questionário para supervisores,
inventário de estilos de supervisão, questionário sobre foco e estilo de supervisão e formulário de
avaliação sobre a ênfase na supervisão. Os ss são divididos em 2 grupos em razão do enfoque teórico:
cognitivo-comportamental (n=6) e psicodinâmico (n=12). Os resultados da avaliação subjetiva indicam
um perfil de atuação baseado em teorias psicoterápicas e sem qualquer planejamento, apresentando total
desconhecimento sobre a ciência da supervisão. Os ss divergem significantemente quanto aos critérios de
condução e avaliação do supervisionado. Quanto ao estilo, foco, personalidade e ênfase na supervisão, os
instrumentos específicos demonstram uma alta semelhança. Conclui que os modelos de supervisão
utilizados são ultrapassados, baseados nas teorias psicoterápicas e em experiências individuais de cada
supervisor, e uma atuação suportiva com ênfase na área profissional mais sistematizada no modelo
cognitivo-comportamental do que no psicodinâmico.
1995
Doutorado
CARVALHO, Ana Maria Pimenta. Reescrever histórias (individual vs grupal) e produção de
textos na terceira série do primeiro grau. 1995. 59 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Resumo: Verifica o efeito da aplicação de um procedimento voltado a prática da produção de textos sobre
a produção individual dos alunos. Levanta as características comportamentais dos alunos relacionando-as
a qualidade dos textos produzidos. Os ss são 19 alunos da classe b, que trabalham em duplas e 11 alunos
da classe c, que trabalham individualmente. O treino de seis semanas consiste na leitura de livros de
histórias pela professora. No recontar as histórias lidas, por escrito, pelos alunos e nas respostas de um
leitor (a pesquisadora). As produções dos alunos, os textos (histórias livres) produzidos pelos alunos,
individualmente, antes e após o treino, são avaliados quanto a: qualidade global, inclusão de elementos
componentes de histórias, índices quantitativos de extensão e índices de erros ortográficos e de
concordância. Os resultados mostram que a prática de escrita proposta concorre para seu aprimoramento,
quer os alunos trabalhem individualmente ou em duplas. Quanto ao nível gramatical, é possível que
alterações significativas exijam instruções mais especificas e mais tempo de prática para serem
detectadas. Esse trabalho não encontra relações entre as características de desempenho do aluno em sala
de aula e a qualidade de seu trabalho escrito.
GOMES, Vera Lúcia Trindade. Atuação do Psicólogo Escolar: teoria, prática e compromisso
social. 1995. 158 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Analisa a atuação do psicólogo escolar, considerando o desafio deste profissional de contribuir
com a instituição escolar dentro dos recursos teórico-metodológicos que possui, colocando-se a serviço de
sua clientela. Realiza 3 estudos para analisar a atuação profissional deste psicólogo: 1- pesquisa
bibliográfica com revisão da literatura nacional e estrangeira sobre o trabalho do psicólogo na educação;
2- pesquisa de campo sobre a percepção que tem a equipe de profissionais de educação sobre este
profissional; 3- estudo comparativo dos resultados dos 2 estudos anteriores. Os resultados apontam que a
literatura internacional apresenta uma ação ampla para o psicólogo escolar, integrada com a comunidade
onde está inserida sua clientela, abrangendo atividades de diagnóstico, intervenção, avaliação e pesquisa a
partir de uma sólida formação teórica. Por outro lado, as equipes escolares propõem para o psicólogo
escolar ações de caráter imediatista sem considerar a origem dos problemas em pauta. No plano teórico
faz o rompimento com as formas conservadoras e insuficientes para lidar com a dinâmica escolar mas, na
prática, o psicólogo ainda possui para trabalhar uma bagagem de conhecimento que não o instrumentaliza
satisfatoriamente. Assim, é necessário rever a universidade para que ela possa preparar recursos humanos
que efetivamente atendam as necessidades do meio escolar.
GRANJA, Elza Corrêa. Produção Científica: dissertações e teses do IPUSP (1980/1989). 1995.
152 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a produção cientifica do curso de pós-graduação do Instituto de Psicologia da
Universidade de São Paulo (IPUSP), no período de 1980 a 1989, para identificar aspectos relevantes a sua
caracterização e traçar um perfil do trabalho de pesquisa realizado naquele decênio. Utiliza formulário
para registro dos dados e aplica a técnica da análise de conteúdo aos resumos dos trabalhos, para obtenção
dos dados quanto a: tipologia da pesquisa; características dos ss focalizados nos estudos; delineamento de
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pesquisa empregado; local de realização da coleta de dados; constructo psicológico focalizado;
instrumento de pesquisa utilizado. Apresenta análise descritiva dos dados baseada nas distribuições de
freqüência e tabulações cruzadas das variáveis de interesse. Constata que o IPUSP realiza
primordialmente pesquisa de campo; utiliza preferencialmente grupos humanos de ambos os sexos, nas
faixas etárias de crianças e adultos, das classes econômicas menos favorecidas; a metodologia
predominante é o levantamento, realizado no contexto escolar e utilizando entrevista; o constructo mais
freqüente pertence ao grupo de assuntos ligados ao ensino e aprendizagem; os pós-graduandos levam em
média 5,5 anos para concluir o mestrado, e outro tanto para chegar ao subseqüente doutorado; quando
passam ao doutorado, tendem a manter a mesma área de concentração do mestrado, mas mudam a
metodologia.
1997
Doutorado
YUKIMITSU, Maria Terezinha Cassi Pereira. Ensino e estágio em psicoterapia no Brasil:
destaque para Psicoterapia Breve Psicodinâmica. 1997. 290 f. Tese (Doutorado Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
HENRIETTE TOGNETTI PENHA MORATO
1996
Mestrado
BARTZ, Sebaldo Sampaio. Ser Terapêutico: uma tentativa de compreensão. 1996. 144 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda o fenômeno ser terapêutico, em contextos diferentes da situação da psicoterapia, com
profissionais de outras áreas e procura conhecer como são as pessoas que ajudam outras, caracterizando o
seu estilo como ajudadoras. Realiza pesquisa inicial como ensaio, dentro do método fenomenológico,
entre terapeutas (n=11), com no mínimo 2 anos de pratica, nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto,
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Botucatu, Rio de Janeiro, Niterói e Petrópolis. Analisa a intervenção em 9 clientes (psicólogos, terapeutas
e alunos do último semestre do curso de especialização em gestalterapia do Instituto Sedes Sapientae). Na
segunda etapa, estuda o ser terapêutico em 2 pessoas (h=1; m=1) que se encaixaram no perfil de serem
ajudadores, tendo profissões de características opostas (engenheiro e enfermeira). Grava as entrevistas,
após autorização por escrito dos entrevistados e as transcreve para analise mais cuidadosa. Compara o
perfil extraído aos estudos teóricos realizados, procurando compreender as ações ajudadoras dos leigos,
sob o olhar da Psicologia e psicoterapia. Registra vantagens e desvantagens do ser terapêutico leigo; vê o
ser terapêutico como elo de ligação entre a multiplicidade de modos de atuação e teorias/metodologias na
Psicologia Clínica e na psicoterapia, como um principio ativo de ajuda a ser oferecida.
1997
Mestrado
EISENLOHR, Maria Gertrudes Vasconcellos. Formação de alunos em Psicologia: uma
possibilidade para educadores. 1997. 227 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
IACONELLI, Vera. Psicologia biodinâmica: reflexão de uma prática organizando-se em teoria.
1997. 105 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Reflete sobre a Psicologia Biodinâmica, sua originalidade e contribuição à aprendizagem e
atendimento psicoterápico. Reconstitui-se a trajetória de Gerda Boyesen, sua criadora, à medida que
revela as experiências que culminam com essa criação. Alguns conceitos, que revelam a visão de homem
nessa abordagem, apresentam-se e corroboram a idéia de que existe uma grande aproximação entre
Psicologia Biodinâmica e as escolas humanistas. A formação do psicoterapeuta biodinâmico entende-se
através do conceito de aprendizagem significativa de Carl Rogers. O sujeito é um psicoterapeuta
biodinâmico, usa-se o depoimento como recurso para aproximação com a formação desse profissional e
entendimento da postura proposta nessa abordagem. Esse trabalho delimita um campo de experiência que
está em processo de contínua teorização.
LIBÓRIO, Renata Maria Coimbra. A experiência de ser coordenadora de creche: depoimentos
conduzindo a uma reflexão e conscientização de uma profissional de Psicologia Escolar. 1997.
192 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Resumo: Busca compreender a experiência das coordenadoras de creche em dois aspectos principais:
análise dos sentimentos que emergiram da experiência de ser coordenadora (angústia, ansiedade,
mágoas), a complexidade de suas ações, a dinâmica de seu dia-a-dia; e indica a importância dos
momentos de encontro da psicóloga escolar com o grupo de coordenadores de creche. Os Ss são mulheres
que atuam em creches em média de 06 anos, em Presidente Prudente (SP), coletou-se os depoimentos
através do método da história de vida. Conclui que essa atividade envolve um sentimento de
desvalorização sentido pelas coordenadoras quanto ao próprio cargo, mas também aos demais
trabalhadores de creche, que em parte resulta da própria concepção existente sobre a creche associada à
filantropia e assistencialismo e não um equipamento social e educativo. Aponta uma nova perspectiva,
redimensionando o trabalho de psicólogo escolar: desenvolver uma ação voltada para a criação de espaços
de contato, encontro entre o psicólogo e as coordenadoras de creche. Enfatiza a importância de um
ambiente capaz de gerar reflexões e elaborações de experiência, permitindo a criação de novos sentidos
para a vida pessoal e/ou profissional.
LILIENTHAL, Luiz Alfredo. A Gestaltpedagogia sai às ruas para trabalhar com crianças e
educadores de rua. 1997. 208 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Discute a aplicação da Gestaltpedagogia como possibilidade de desenvolvimento
pessoal/profissional para Educadores de Rua, trabalho denominado de Supervisão de Apoio Psicológico.
Fundamenta o trabalho nos princípios teóricos da Gestaltpedagogia, seu histórico e sua relação com a
Gestalt-terapia, assim como o modelo da didática Gestalt-pedagógica, proposto por Buron, Quitmann e
Rubeau. Também discute sobre trabalhos em grupo e de supervisão de apoio psicológico e idéias sobre a
impossibilidade de um trabalho terapêutico/pedagógico ser apolítico. Delimita o campo de trabalho
apresentando os universos do Educador de Rua e da Criança de Rua e caracterizando suas demandas.
Desenvolve o trabalho junto a dois grupos de Educadores de Rua que trabalham, respectivamente, no
Programa Casa Aberta, da Secretária da Criança, da Família e do Bem Estar Social do Estado de São
Paulo e na Pastoral do Menor, atendendo a população de crianças de rua. Confirma que a Gestalpedagogia
é uma alternativa a ser utilizada.
2000
Mestrado
BACCHI, Carolina de Camargo Aranha. Contando um conto sobre olhares espelhados: uma
possibilidade de compreensão do espelhamento em grupos de supervisão. 2000. 277 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
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Resumo: Este trabalho refere-se a uma busca de compreensão e articulação teórica do fenômeno
espelhamento observado em grupos de supervisão de apoio psicológico oferecidos a educadores do
Projeto Esporte-Talento. Visando articular elementos experienciados na prática para oferecer suporte
teórico e entender o manejo clínico de grupos de supervisão, interessou-nos especialmente uma zona
intermediária de experiência, que chamaremos de intersubjetiva, na qual a subjetividade do supervisor
realça-se como instrumento de seu fazer. Assim, partindo da supervisão enquanto prática legitimada na
formação em Psicologia, a figura do supervisor é inicialmente revisitada na sua relação com o
supervisionando. Transpondo essa prática para o universo da educação, a supervisão de apoio psicológico
passa a ser focalizada na esfera da intersubjetividade. Para tanto, entender as relações entre a
intersubjetividade e a clínica foram os passos seguintes, tendo como referências teóricas D. W. Winnicott
e Merleau-Ponty. Com base numa sustentação fenomenológica, através de uma composição literária
criada a partir dos grupos de supervisão de educadores e facilitadores bem como de pensamentos e
reflexões do supervisor durante o seu trabalho, o fenômeno do espelhamento revelou-se possível, como
imagem criada na relação. O poder encantador/transformador dos espelhos e reflexos remeteu à
configuração da prática de supervisão como efetivada em uma grande sala de espelhos, apresentando, em
sua amplitude, infinitas possibilidades e caminhos de compreensão a respeito da constituição do ser e da
supervisão na formação de profissionais de saúde e educação.
MENDES, Marina de Ulhôa Flosi. Ouvindo o pai jovem no contexto da Psicologia
Judiciária: reflexões de uma psicóloga. 2000. 214 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Buscou-se acolher, recolher e compreender a experiência de ser pai, entre jovens, cuja mãe de
seu filho ou a própria criança eram acompanhados numa Vara da Infância de São Paulo. Notou-se a
exclusão deles nos autos, não havendo norma quanto a dar voz àqueles que não pleiteavam uma
legitimação jurídica do papel de pai. Para compreender a relação entre a questão sociocultural e a legal
que envolvem pai-filho, com respeito ao pedido de guarda. Abordou-se a instituição e a vivência da
autora como psicóloga judiciária, apontando-se alguns aspectos ético-morais; levantou-se as relações
familiares através do tempo para localizar a ética e os costumes que as perpassavam e abordou-se a
questão do cuidar pela visão fenomenológica. São apresentados 3 depoimentos de pais que tiveram o
primeiro filho, entre 17 e 19 anos. Os relatos são organizados em 4 eixos: cuidado paterno e cuidado
materno; expectativas dos pais a participar da pesquisa, a experiência com a família e a experiência de ser
pai. O estudo revelou: o pai jovem cuidador entra em cena na ausência do cuidador/mãe ou na perspectiva
de perda dos filhos; participa da pesquisa como forma de garantir seu ser cuidador dos filhos e na
expectativa de ver veiculado na esfera pública, seu interesse em incluir-se como pai; conta com a
experiência de cuidado e apoio sócio habitacional de algum membro da família; obtém prazer e
significado na experiência de cuidar dos filhos. O estudo suscitou, em pais e psicóloga, reflexões por duas
vertentes: cuidar ou ser negligente, incluir ou excluir, acentuando a necessidade de rever atitudes éticoprofissionais e atentando à singularidade da experiência humana. Lança o desafio da criação de novas
técnicas e teorias em cujo contexto o cuidar seja responsabilidade de todos os envolvidos. Propõe
atendimento preventivo aos jovens, possibilitando-lhes entrar em contato com o cuidar de si e do outro.
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OSTRONOFF, Vera Helena. Prática psicológica ético-política em instituição de saúde:
inquietações e reflexões. 2000. 169 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Reflete sobre a prática psicológica voltada a funcionários do Instituto de Infectologia "Emílio
Ribas", instituição hospitalar, de pesquisa e ensino, dedicada a moléstias infecto-contagiosas e parasitárias
e que, nos últimos anos, tem recebido muitos pacientes portadores do HIV/AIDS. A reflexão parte da
experiência da própria autora como psicóloga no Serviço de Recursos Humanos da instituição, acerca dos
atendimentos individuais e em grupo que tem realizado. Há, também, a coleta de depoimentos da exdiretora do Serviço de Recursos Humanos, da ex- diretora da Divisão de Enfermagem e de uma
enfermeira, no intuito de conhecer a experiência de cada uma na instituição para enriquecer a
compreensão desta prática psicológica que vem se construindo. No cotejamento entre os depoimentos e a
experiência da autora surge o sentido dessa prática: ao invés de ser psicologizante e individualizante,
curativa ou adaptativa, deve voltar-se ao compartilhamento e reflexão das questões que permeiam as
relações intersubjetivas, mas interditas no espaço institucional: a morte, o preconceito, a relação
profissional-paciente e os sentimentos que deles advêm, com o objetivo de humanização do trabalho e dos
profissionais.
ROCHA, Maria Cristina. A experiência de educar na rua: re-descobrindo possibilidades de
ser-no-mundo. 2000.169 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Por intermédio de depoimentos de educadores de rua procuro conhecer suas vivências,
questionamentos, dúvidas, críticas e propostas. Sabemos das condições miseráveis nas quais vive grande
parte da população brasileira e da violência reinante em todos os espaços de convivência social. São duas
problemáticas fundantes, não necessariamente interligadas, porém recorrentes no cotidiano daqueles que
elegeram a rua como espaço de trabalho e coexistência. O contato constante com elas provoca no
educador uma angústia tão intensa, que o faz questionar sua escolha e possibilidades de promover alguma
mudança na realidade. Por outro lado, a relação com as crianças e adolescentes que encontram na rua seu
espaço de sobrevivência, que, por sua riqueza, envolve os educadores, aguçando a criatividade para
procurarem novos caminhos que possam competir com os macro e micro entraves. Uma formação
acadêmica e vivencial tem se mostrado importante para esse educador, pois nesse trabalho ele é levado a
repensar seus valores, posturas e convicções, questionando os diferentes modos de viver das pessoas com
quem trabalha, colegas e educandos. Constantemente é convocado a rever sua história e seus
posicionamentos. Nesse caminho, a supervisão revela-se como espaço que possibilita um distanciamento,
facilitando contatos melhor sintonizados com a diversidade de mundos. Experiência prazerosa e dolorida,
o educar na rua conduz-nos ao sentido original da ética: o cuidado.
Doutorado
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PERRONE, Maria Paula Monteiro Silveira Bueno. Existências fascinadas: história de vida e
desenvolvimento humano. 2000. 317 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objeto desta dissertação é a tentativa de compreensão do relato das histórias de vida de uma
mulher e de um homem em etapa avançada de suas vidas - 79 e 88 anos - a partir da perspectiva deles a
respeito de sua própria experiência e à luz do processo de individuação, de Carl Gustav Jung. Foram
utilizados recursos metodológicos para o tratamento de relatos orais e de história de vida.
Subsidiariamente o trabalho aborda o sentido da narrativa de experiência no desenvolvimento humano e
desenvolve uma reflexão a respeito do material utilizado.
PINEL, Hiram. Educadores de meninos de rua, michês e a prevenção contra DST/AIDS:
uma compreensão Frankliana do ofício no sentido da vida. 2000. 2v. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O surgimento da AIDS, e a conseqüente pandemia, revelou um Estado brasileiro com fortes
dificultadores de cuidar dos seus cidadãos. Neste contexto de adversidades é que irrompeu a solidariedade
do povo. Dentre essas, apareceu um pequeníssimo grupo que passou a denominar-se educadores de rua.
Esses profissionais, não remunerados, desenvolvem suas atividades junto aos michês ou rapazes que se
prostituem, com a finalidade de prevenção contra as DST/AIDS. A partir dessa constatação, propusemos
estudar compreensivamente o sentido desse ofício no sentido da vida de três educadores de rua. Nossa
proposta conduziu-nos a adotar um enfoque fenomenológico-existencial de investigação. O instrumento
que utilizamos foi o da coleta e tratamento (textualização e transcrição) dos depoimentos e um estudo
compreensivo deles. O mergulho existencial e distanciamento reflexivo conduziu-nos a um outro olhar, o
do crer para ver. Então, sobressaiu uma enorme capacidade de resistência positiva entre os três
educadores-depoentes, apesar das dores, dos entraves, dos sofrimentos vivenciados. Nosso olhar ganhou
mais luminosidade com o irrompimento gradual da vida e obra do existencialista Viktor Emil Frankl. O
sentido do oficio tomou-se significativo. O que se sentiu foi o "otimismo trágico", vontade de sentido
sendo realizada. Resta-nos dizer: transformação da dor, sofrimento, culpa e morte em fé, desempenho,
amor, mudança, esperança e prática responsável. O oficio dá sentido a vida pelo sofrimento, pelo amor e
pelo trabalho mesmo. Os sentidos foram o de sobreviver, o de conhecer, o de superar e o de reconhecer
para ser. A partir dessa compreensão do sentido, sempre aberta a outros e múltiplos olhares, esboçamos
um estudo teórico não definitivo do sentir-pensar-agir educador de rua, tendo por referencial idéias
franklianas.
2001
Mestrado
100
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
HALPERN-CHALOM, Marina. Contar história e expressar-se: aprendizagem significativa e
plantão psicológico abrindo possibilidades para a clínica. 2001. 178 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho tem como questão o tipo de ajuda que o psicólogo pode oferecer, balizado
na busca de compreensão do sentido desta prática profissional. Discute, a partir das abordagens
fenomenológica e junguiana, a realidade do homem moderno e a importância de um olhar que o inclua
enquanto sujeito participativo de seu processo de aprendizagem. Investiga a experiência de clientes, no
Serviço de Plantão Psicológico do IPUSP, diante de uma sessão narrativa de um conto tradicional e/ou
uma sessão de atendimento psicológico em Plantão Psicológico. Tomando a experiência como matéria
prima da intervenção clínica e pesquisa psicológicas, apresenta-a por duas vertentes: busca compreender o
trajeto dos clientes, a partir de depoimentos sobre o vivido nos eventos propostos; e o trajeto da
pesquisadora, a partir do processo de elaboração da análise deste material. A pesquisadora valeu-se de
recursos gráficos enquanto metodologia de análise para a compreensão da experiência dos depoentes. Tal
iniciativa, bem como a narração de histórias no contexto do trabalho psicológico, promoveu reflexões
sobre a possibilidade de explorar a experiência, através de recursos diversos, a fim de facilitar a sua
elaboração. Neste sentido, este trabalho pode abrir horizontes para ações singulares e criativas, através da
experiência, propondo um tipo de aprendizagem e prática que seja significativa. Neste fluxo, permite
pensar algumas abrangências da clínica, formação e pesquisa em Psicologia.
Doutorado
DIAS, Elaine Terezinha Dal Mas. Adolescência: entre o passado e o futuro, a experiência. 2001.
96 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho propõe-se a uma reflexão crítica da adolescência como fenômeno
sobre/determinado histórica, cultural e teoricamente. Busca a desconstrução desse momento da existência
humana como período exclusivo de conflito, tensão e crise, mediante o questionamento da consolidação
de conceituações, teorizações e descrições do comportamento e das manifestações juvenis, consideradas
verdades absolutas, que dificultam a revelação de mudanças decorrentes tanto da passagem do tempo,
como das transformações do próprio homem. Recortes historiográficos acerca da família, da mulher, da
criança e, principalmente, da adolescência auxiliam no destaque do estranhamento, da diferença e do
distanciamento a que estão submetidas; ressalta a reificação da adolescência, apresentando-a como
identidade pressuposta, socialmente sobre/determinada. Recorre ao pensamento oblíquo, mosaicista e
constelar de Walter Benjamin com respeito às suas considerações quanto ao que se refere a idéias,
origem, história, experiência e narrativa, como referência, discute conceitos e significados desse
fenômeno, buscando encontrar em depoimentos próprios e de adolescentes, de 13 a 18 anos e de
diferentes segmentos sociais, um sentido de adolescência mais próximo do que é relatado como vivido.
Aponta, finalmente, a experiência do ser adolescente, seu confronto e temor ao desconhecido, com
conflitos, sofrimento e tensão não exclusivamente de uma fase de desenvolvimento, mas das relações
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humanas e sua constituição social, num contexto em que se perdeu a capacidade de ouvir, dizer e fazer
por recorrer a uma máscara, denominada "experiência", ancorada numa perspectiva moderna de
conhecimento para controle.
FROTA, Ana Maria Monte Coelho. O desalojamento e a reinstalação do si-mesmo: um
percurso fenomenológico para uma compreensão da adolescência, a partir de narrativas. 2001.
417 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo pensar a adolescência como fenômeno que se mostra no
desenvolvimento humano, à partir de uma leitura de Winnicott. Aqui, defendo a tese de que a
adolescência pode ser compreendida como um momento existencial que possibilita a reinstalação do si
mesmo. Para isso, começo tentando evidenciar a importância da contextualização histórica para a
compreensão da adolescência, destacando a tensão existente entre universal e singular que perpassa este
fenômeno. A seguir, debruço-me numa aproximação desconstrucionista das teorias psicológicas de
Stanley Hall, Anna Freud, Erik Erikson, Arminda Aberastury, Maurício Knobel e das idéias centrais dos
pesquisadores sócio-históricos. Apresento e discuto, posteriormente, a Teoria do Amadurecimento de
Winnicott. Ao mesmo tempo em que discuto os fundamentos teóricos da adolescência, descrevo e analiso
as narrativas de cinco adolescentes, que contam de suas experiências neste momento existencial e sobre o
que eles pensam que é a adolescência. Por esse caminho pretendo aproximar-me de uma compreensão
fenomenológica da adolescência. Finalmente, chego à compreensão da adolescência como um momento
em que se pode construir uma nova subjetividade, sendo o indivíduo retirado de um "espaço e tempo" no
qual os absolutos se fazem presentes. Aqui os desalojamentos são notáveis, permitindo a reinstalação do
si-mesmo. A adolescência possibilita seu acontecer, mas não a determina. Com a reinstalação do simesmo o indivíduo aproxima-se das condições de precariedade, insuficiência e finitude, podendo lidar
com o que de mais humano ele tem e, deste modo, tomar as rédeas do próprio viver.
2002
Doutorado
PONTES, Jaqueline Fernandes. O fisioterapeuta: sua formação e os indícios de uma prática
educativa. 2002. 168 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa busca conhecer a realidade profissional dos fisioterapeutas. Visa a identificar os
indícios de uma prática educativa presentes na formação destes profissionais, partir das relações
interpessoais e institucionais que professores-fisioterapeutas vivenciam. Pensa-se, com isso, poder
encaminhar o processo de construção de uma identidade individual e coletiva. Para por em curso este
objetivo, foram entrevistados dezenove professores universitários, de cursos de Fisioterapia de
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instituições federais de ensino. À medida que as falas dos sujeitos se constituíram como narrativas de uma
história particular, ampliou-se o sentido do termo histórico, deixando de ser a mera apresentação de fatos
e datas para constituir-se como processo de transformação e mudanças sociais. Assim, os instrumentos de
coleta de dados, entrevistas e documentos, apontam no sentido de uma identidade profissional em
transformação, que está em trânsito para abandonar o tecnicismo de seu início para ascender à autonomia
de identidade profissional. O processo analítico envolveu o uso de um programa de análise conceitual via
computador e o exame minucioso das entrevistas/depoimentos, dando origem a cinco personagens. Estes
caracterizam as relações individuais e sociais que os profissionais estabelecem no sentido de
consolidarem sua real identidade. Ressalta-se, ainda, a importância de se ter recorrido a referenciais
teóricos diversos, possibilitando uma riqueza do processo de interpretação das falas dos
entrevistados/depoentes, bem como uma diminuição das dificuldades de compreensão do processo de
construção da identidade coletiva. Essa mesma pluralidade de perspectivas possibilitou a compreensão do
sentido da atividade do fisioterapeuta como uma prática educativa ética e política destinada ao cuidado do
humano.
2003
Mestrado
CAUTELLA JUNIOR, Walter. Uma prática psicológica em instituição psiquiátrica: atenção à
inclusão e cidadania. 2003. 230 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A loucura vai assumindo várias concepções ao longo da história. Dependendo do momento, vai
adquirindo formas e sentidos diversos que reflete um estado da sociedade e da cultura. A sociedade
moderna caracteriza-se pela ação de exclusão com o indivíduo divergente. Frente à angústia provocada
pelo confronto com o divergente, por este atualizar o temor frente à morte, a sociedade construiu métodos
para afastar-se do elemento ansiógeno. O próprio processo epistemológico da modernidade, erigido a
partir do Renascimento, fomenta esta atitude de exclusão. Mediante tal constatação, este trabalho busca
abordar uma prática psicológica em hospital psiquiátrico, voltada para a inclusão e o resgate da cidadania.
Para isto, parte de um olhar fenomenológico existencial, que rompe com a visão dicotomizada proposta
pelas tendências racionalistas da modernidade. Compreendendo o divergente como alguém que foi
conduzido a desenvolver uma forma pouco propícia de se colocar no mundo, aborda a potencialidade das
relações de cuidado estabelecidas no ambiente hospitalar, como forma de facilitar a construção de sentido
e o conduzir-se a uma condição de bem-estar. Conclui-se que tal condição é conseguida pelo resgate do
cuidado de si, da autonomia e da cidadania. Toda a pesquisa é assentada nos depoimentos de quatro
usuários do Serviço de Psicologia de um hospital psiquiátrico, colhidos após a alta hospitalar, dando
ênfase na experiência vivida.
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2004
Doutorado
LILIENTHAL, Luiz Alfredo. Educa-São: uma possibilidade de atenção em ação. 2004. 217 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Tendo como ponto de partida o sofrimento ou perda de sentido na assim chamada pósmodernidade, este trabalho trilha, através da etimologia, o sentido das noções de saúde e educação, desde
sua criação pelos gregos. Identifica que na translação das palavras do grego para o latim, perdeu-se a
noção da forma de experienciar o mundo, mostrando que a relação atualmente existente entre saúde e
educação passa ao largo de suas proposições originárias. Discute a atual constelação entre saúde e
educação, através de uma reflexão das condições para que uma ética se torne exeqüível e articula algumas
possibilidades de compreensão entre ambas através da Gestaltpedagogia, Teoria Organísmica de Kurt
Goldstein, dos existenciais da Fenomenologia Existencial na leitura de Eugène Gendlin, e das concepções
de "Espelho Mágico", Supervisão de Apoio Psicológico, oficinas de recursos expressivos e aprendizagem
significativa. Propondo oficinas de criatividade, mostra como este recurso pode possibilitar a busca de um
outro sentido, através de oficinas realizadas com um grupo de educadores de uma instituição que abriga
menores infratores. Finalmente, apresenta reflexões para uma articulação possível entre saúde e educação
para a prática psicológica em instituições.
2005
Mestrado
AUN, Heloisa Antonelli. Trágico avesso do mundo: narrativas de uma prática psicológica
numa instituição para adolescentes infratores. 2005. 136 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Através de narrativas dos Diários de Bordos dos plantonistas, esta investigação fenomenologia,
interpelada principalmente por autores da Psicossociologia Clínica, propõe a reconstituição do Plantão
Psicológico a adolescentes e funcionários de quatro unidades de internação da Fundação do Bem Estar do
Menor (FEBEM) do Estado de São Paulo, localizadas em dois complexos da capital. Realizada pelo
Laboratório de Estudos e Prática em Psicologia e Fenomenológica Existencial (LEFE) da Universidade
de São Paulo (USP), esta prática psicológica acontecia como cartografia clínica. Descortinavam-se
conflitos que dividiam a instituição como num campo de guerra: inimigos e/ou aliados; olhares
ameaçados e/ou ameaçadores. Cada unidade de internação, na tensão de uma explosão sempre iminente,
mostrava-se como uma caricatura das relações e conflitos humanos inserida em uma cultura instituída por
inter-ditos e ampliada, ao avesso, por códigos de honra do trágico cenário, violento e rígido, do mundo do
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crime. Neste contexto, no pátio das unidades, acontecia o Plantão Psicológico, que revelava um outro
modo de clinicar, resgatando a possibilidade da intimidade respeitada no e pelo espaço publico.
OLIVEIRA, Rodrigo Giannangelo de. Uma experiência de plantão psicológico à polícia
militar do estado de São Paulo: reflexões sobre sofrimento e demanda. 2005. 136 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Este trabalho estuda a significância e abrangência do serviço de plantão psicológico oferecido ao
efetivo de duas Companhias da Polícia Militar do Estado de São Paulo por psicólogos e estagiários do
LEFE/USP entre 2001 e 2004. Foram entrevistados 04 sujeitos, dois de cada unidade, aos quais se dirigiu
a pergunta: "que sentido tem para você o plantão psicológico oferecido nesta Companhia?" Foi possível
compreender, a partir dos depoimentos colhidos, que os policiais percebem o serviço de plantão
psicológico de forma positiva. Alguns sujeitos apontaram modificações na forma de lidar com a própria
vida após terem sido atendidos em plantão. Outros salientaram a importância de continuidade do trabalho.
Assim, o plantão psicológico oferecido à PM demonstrou pertinência como forma de acolhimento ao
sofrimento dos policiais em questão.
Doutorado
ALMEIDA, Fernando Milton de. Ser clínico como educador: uma leitura fenomenológica
existencial de algumas temáticas na prática de profissionais de saúde e educação. 2005. 215 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Neste trabalho, configura-se uma pesquisa para a apresentação de uma leitura fenomenológica
existencial da prática profissional em saúde e educação. Parte-se de um questionamento que, dirigindo-se
à compreensão da dimensão de ser clínico, atravéssou tanto a vida quanto a profissão do pesquisador. Tal
empreitada requer que se atenha em temáticas básicas pertinentes a essa prática. Tendo o horizonte
delineado pela ontologia fundamental de Martin Heidegger, contida em sua obra "Ser e Tempo", o
desenvolvimento dos temas recorre a situações da própria prática, sobretudo, em referência ao Plantão
Psicológico, uma modalidade de Aconselhamento Psicológico, por ser constituinte da experiência
profissional do pesquisador em instituição de ensino em Psicologia. Na exploração desses temas, buscamse subsídios à prática profissional especificada na antropologia filosófica proposta nessa obra. Para isso,
recobram-se explicitações elucidativas dentro de cada capítulo e nos capítulos, que se constituem em
ensaios. Inicialmente, apresenta-se a hermenêutica interpretativa, metodologia norteadora desse trabalho,
pontuando seus pressupostos e questões peculiares cruciais. No ensaio seguinte, abordando-se a situação
como manifestação da existência, discorre-se sobre questões relevantes, tais como poder-ser, facticidade,
realidade, mundanidade, linguagem, interpretação. A seguir, explicitam-se as facetas da pluralidade e
singularidade do eu, reportando-se à impropriedade, propriedade, solicitude, angústia, cuidado, sentido,
finitude e consciência. Após, fala-se do eu como tempo e história, acontecendo em destinação. Num
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último ensaio, traz-se em cena a dimensão de ser clínico como educador, a qual se sustenta na
determinação ontológica de ser-em do eu, expondo sua condição de ser afetado, compreender e falar;
novamente, são retomados, entre outros, os assuntos da angústia, interpretação, sentido e linguagem.
Espera-se que o principal resultado a ser realçado haja sido a consecução de uma nova perspectiva que
integra clínica e educação.
BARRETO, Carmem Lúcia Brito Tavares. Ação clínica e os pressupostos fenomenológicos
existenciais. 2005. 215 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo parte de inquietações desalojadoras experienciadas na atividade clínica da autora,
decorrentes da experiência de insuficiência prática da teoria na clínica. Objetiva pensar a ação clínica
desvinculada do desdobramento teórico normativo próprio da Psicologia como ciência. Traduz um
esforço de vislumbrar o modo de os pressupostos fenomenológicos existenciais, ao modo de Heidegger,
poderem fecundar outra possibilidade de compreender a ação clínica. Sua base fenomenal reside no relato
das experiências clínicas de psicólogas envolvidas na própria prática clínica cotidiana, trabalhadas por um
procedimento de investigação e análise fenomenológica. Como pano de fundo, retoma o enredo da clínica
como prática psicológica e como contorno à constituição do espaço psicológico. Através desse contexto,
aponta para a predominância do conhecimento científico-natural na constituição da ciência psicológica e
configuração da prática clínica atrelada à dimensão técnica engendrada pelos diversos sistemas e projetos
da Psicologia tradicional. Partindo de tal percurso, que abrange também a Psicologia humanista, aponta
para a insuficiência das práticas psicológicas propostas, para acolher o sofrimento e o adoecimento do
homem. O caminho percorrido demarca a contribuição da matriz fenomenológica existencial como
possibilidade de repensar a ação clínica mediante os fundamentos ontológicos presentes na Analítica
Existencial, de Heidegger. Tal procedimento possibilita refletir a ação clínica não-restrita à dimensão
ôntica do existir humano e aberta à constituição ontológica da existência humana, configurando a
convergência entre os discursos ôntico e ontológico. Nessa direção, a ação clínica apresenta como etapa
essencial a atitude fenomenológica de aderência e abertura ao fenômeno na sua singularidade,
acompanhada de atitude hermenêutica, que é inevitável na clínica, independente da perspectiva teórica
assumida. Assim, a hermenêutica heideggeriana pode contribuir, apresentando-se como pressuposto
ontológico existencial para a tematização de uma outra possibilidade de compreensão da ação clínica.
HENRIQUES, Wilma Magaldi. Supervisão: lugar mestiço para aprendizagem clínica. 2005. 216
f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho teve por objetivo compreender o que acontece "entre" supervisor-supervisionando,
considerando que pensar supervisão é pensar necessariamente nas diferenças, refletindo a relação na
relação. Para dar corpo à questão percorreram-se as temáticas: intersubjetividade, clínica, supervisão e
narrativa. Como investigação, o trabalho perspectivou o modo fenomenológico existencial da analítica do
sentido para pesquisar, pelo qual se busca sentido pelo próprio fazer e refletir em ação. Para compreensão
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do "entre" interrogado foram entrevistados supervisores e supervisionandos do último ano de um Curso
de Psicologia. A partir do entrecruzamento desses depoimentos, observou-se que o abrir-se à alteridade é
fundamental para que se possa desenvolver um pensamento crítico e clínico instituinte de uma ética.
Afetar-se pelo outro, pelo estrangeiro, pelo diferente, atrai e atemoriza: o outro sugere ser decifrado pelo
meu próprio decifrar-me/encontrar-me pela reflexividade, implicando uma ética, constituída no e pelo
acolhimento da multiplicidade, do hibridismo, da mestiçagem próprios do modo humano de ser coexistindo, revelando como a supervisão é um lugar mestiço para a aprendizagem clínica.
2006
Mestrado
NUNES, André Prado. Entre aprendizagem significativa e metodologia interventiva: a práxis
clínica de um laboratório universitário como Aconselhamento Psicológico. 2006. 218 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho investiga o modo como um laboratório universitário construiu e efetuou
Projetos de Atenção Psicológica clínica em instituição, no campo de Aconselhamento Psicológico. Para
contextualizar esse laboratório e sua prática psicológica, parte-se de uma análise de aproximação
fenomenológica existencial, na qual o pesquisador percorre o campo da constituição das ciências, a partir
do século XVII até os dias atuais. Neste campo em particular, percorre-se a constituição do campo de
Aconselhamento Psicológico, sua inserção em nível nacional e seus desdobramentos em uma
universidade pública, como possibilidade de engendrar esses campos aos movimentos sócio-econômicoculturais. Desse modo, tais campos se revelam no interior dos assuntos humanos, passíveis de
historicização, orientação de sentido e descoberta de significados. Tal análise visa a considerar uma
pertinência da aplicação do conhecimento e seus estudos no coletivo humano, como assumidamente
vinculados a um compromisso ético, rumo ao exercício de bem estar. Por essa mesma via, o laboratório é
apresentado a partir de depoimentos e entrevistas com a coordenadora do laboratório e alguns de seus
integrantes, construindo uma narrativa que percorre os caminhos trilhados pela equipe quando solicitados
a intervir em instituições. Nessa narrativa surge a possibilidade de compreensão de uma metodologia
interventiva para pesquisa e trabalho em instituições, que se faz presente no próprio caminho construído,
com seus impasses, reflexões e limites. Fundamentando-se no fenômeno da aprendizagem significativa,
estudado inicialmente por Eugene T. Gendlin (1926-), os relatos compostos em uma narrativa revelam o
atravéssamento da proposta de intervenção construída com a formação de profissionais em Psicologia e
com as reflexões da coordenadora. Tal fenômeno, conjugado com as idéias de Walter Benjamin (18921940) a respeito da narrativa, possibilita a construção de um registro singular de experiências coletivas e
individualizadas. A partir desse trabalho, pode se consolidar a compreensão do campo de
Aconselhamento Psicológico como espaço clínico de cuidado e atenção ao sujeito em instituição. As
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modalidades de prática psicológica, constituintes desse espaço clínico, efetivaram ações de cuidado ao
desamparo e sofrimento, como ausência de sentido, criando vias de formação, atuação e pesquisa
profissionais distintas do contexto de psicoterapia processual. Nesse sentido, tal campo, apresentado a
partir do laboratório universitário, se aproximou da vertente da Psicologia Social Clínica como
possibilidade de escuta do sujeito na instituição, afastando-se de uma perspectiva institucional. Por outro
lado, o laboratório também encontrou pertinência para suas reflexões e prática em uma aproximação com
o modo fenomenológico existencial, possibilitando a compreensão de um modo de subjetivação
intimamente vinculado com os aspectos sociais, culturais e institucionais, além de uma temporalidade
como ocorrência. Uma outra consideração possível é a conceitualização de uma atitude cartográfica como
via para ações clínicas pertinentemente engendradas no contexto das instituições. Essa atitude
cartográfica configura-se como possibilidade recíproca de conhecer e dar-se a conhecer, passando pela
experiência e sendo por ela marcado.
OLIVEIRA, Matheus Machado. Clínica, experiência e sentido: narrativas de plantonistas.
2006. 154 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho pesquisa a experiência de estagiários do LEFE/USP em relação à prática de
Plantão Psicológico. A partir das reflexões de Walter Benjamin sobre a narrativa e da ontologia
fundamental proposta por Martin Heidegger, percebeu-se que seria possível recorrer ao próprio modo de
fazer clínica, implícito no Plantão Psicológico, como metodologia para esta pesquisa. Nesse sentido,
foram colhidos depoimentos de cinco estagiários, aos quais foi feita a seguinte pergunta: Como você faz
ou fazia Plantão Psicológico? Os depoimentos narrados revelaram a historicidade do Plantão Psicológico
como modalidade de prática clínica de Aconselhamento Psicológico em via de engendramento teórico.
Ao mesmo tempo, por meio de fragmentos das falas dos estagiários, foi possível apresentar como o
Plantão é posto em ação, sendo possível evidenciar algumas especificidades que caracterizam essa
modalidade de prática como uma outra possibilidade de compreensão de clínica em Psicologia .
2007
Doutorado
MORAES, Cristiane Vaz de. A prática do desenvolvimento humano em empresas: uma
(re)significação do Coaching pela atenção ao cuidar de ser. 2007. 239 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo percorre questões que envolvem o homem no trabalho: práticas de
desenvolvimento humano em Recursos Humanos, Gestão de Pessoas e Psicologia . Aponta para a
necessidade de pesquisar aqueles que se submetem ao coaching, o que foi possibilitado por narrativas de
executivos em situação de internacionalização de suas carreiras, permitindo pensar coaching no âmbito da
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
globalização atual. Lança luzes, ainda a compreender a prática do coaching através da experiência do ser
humano/trabalhador, pelas percepções reveladas pelos próprios executivos durante entrevistas de
coaching com eles realizadas. Interessa poder resgatá-la como um meio pelo qual os
executivo/trabalhadores possam estar encontrando modos outros de ação ao nível gerencial. Nessa
direção, estaria sendo proposta uma leitura de coaching numa perspectiva fenomenológica existencial. Ao
buscar a historicidade do coaching, via etimologia, aflorou-se a necessidade de direcionar o coaching para
dirigir-se como cuidado ao trabalhador, considerado factível via Psicologia Social Clínica. Pela análise
das narrativas foi possível compreender o coaching como prática psicológica, via Aconselhamento,
possibilitando aos trabalhadores ressignificar sua experiência no trabalho, percebendo-se humanos
afetados, contextualizados e demandantes por atenção e cuidado, para dirigem-se ao desenvolvimento
profissional e coletivo em organizações. Assim, coaching se apresentaria como facilitação para o sujeito
social repensar sua carreira, autorizando-se a encontrar sentido ao projeto profissional por demanda
própria e não da organização ou empresa: uma prática para gestão de carreira mais eticamente orientada.
2008
Mestrado
DUARTE, Luciene Freitas. Um serviço de atenção psicológica a terceira idade: à pro-cura da
demanda. 2008. 120 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho apresenta um serviço como uma pesquisa participativa interventiva que objetiva
compreender possibilidades de atenção psicológica à Terceira Idade a partir da demanda dessa população.
Como prática clínica integra o Projeto de Atenção Psicológica em Instituições do Laboratório de Estudos
e Prática em Psicologia Fenomenológica Existencial do IPUSP. A ênfase na compreensão da demanda
dos próprios idosos visa dar voz a essa população, permitindo a reflexão sobre o fazer do psicólogo junto
à Terceira Idade, através de pro-vocações surgidas nessa experiência. Pautado na fenomenologia
existencial que visa o homem como ser-no-mundo-com-outros, o serviço, enquanto atenção psicológica,
referencia-se no Plantão Psicológico enquanto modalidade de intervenção, pois apresenta como elemento
pertinente a atitude clínica do plantonista: disposição afetiva para acompanhar quem procura por esse
espaço, chamando por sua demanda enquanto testemunha seu caminhar no momento da procura. A
pesquisa interventiva participativa foi escolhida como possibilidade de investigação e de intervenção:
fazer saber psicológico em ação. O registro da pesquisa foi feito por diário de bordo, visando à escritura
das afetações provocadas nos encontros com os participantes no acontecer da pesquisa. A historicidade
revisitada por meio da rememoração e revivência dos registros, permitiu a identificação de dois
momentos da intervenção: o primeiro configurado como grupo de discussão e o segundo como espaço
de narrativas. Esta possibilidade de compreensão indica a pro-cura dos idosos pelo serviço como um
tempo-espaço de cuidar-de-ser.
109
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
FRASCARELI, Lígia Silveira. Interfaces entre Psicologia e Esporte: sobre o sentido de ser
atleta. 2008. 190 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O estudo buscou dois objetivos: 1) conhecer o sentido dado por atletas à sua prática esportiva,
tendo como referencial teórico a perspectiva fenomenológica existencial; 2) questionar alguns conteúdos
próprios à Psicologia do Esporte, na tentativa de contrapor a experiência real do atleta às teorias propostas
por esse campo de conhecimento, procurando apontar alguns de seus possíveis limites. Encontrou-se que
o sentido dado pelos atletas à sua prática esportiva é absolutamente singular e que não pode ser definido
com precisão, nem apreendido como conceito, por ser particular, de difícil verbalização e, como
fenômeno, permanece em constante movimento de revelação e ocultamento. Desse modo, as
categorizações e os conceitos utilizados pela Psicologia do Esporte se mostraram pouco compatíveis com
a experiência real dos atletas. Assim, considera-se uma forma de cuidado psicológico que procure
compreender, eticamente, como o sentido dado à prática configura o próprio projeto ser atleta no mundo
esportivo particularizado pela experiência de cada um.
MOSQUEIRA, Sashenka Meza. À procura de sentido da atenção psicológica com
adolescentes em privação de liberdade. 2008. 175 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho apresenta investigação realizada a partir de interrogantes emergentes em projeto de
Acompanhamento Psicológico oferecido para adolescentes em privação de liberdade. A prática clínica
oferecida aos jovens insere-se no projeto de Atenção Psicológica em Instituições do Laboratório de
Estudos e Prática de Psicologia Fenomenológica Existencial do IPUSP. Para contextualizar a construção
da modalidade clínica em andamento no projeto retoma-se a história do laboratório e as origens teóricas
da prática psicológica por ele desenvolvida. Esta re-visitação lança questionamentos às transformações
ocorridas no campo do exercício clínico a partir do estudo e reflexão da Fenomenologia Existencial como
referencial filosófico que influencia a pesquisa e intervenção em Psicologia. Após apresentação da
história do projeto de acompanhamento, situa-se o leitor no contexto institucional em que este se realiza.
Posteriormente, apresenta-se o caminho percorrido junto a adolescentes atendidos, ou em atendimento, no
projeto de acompanhamento psicológico. A procura de sentido da atenção psicológica realiza-se pela via
da análise interpretativa de narrativas de jovens que relatam o modo como compreendem sua experiência
de atendimento. Diários de bordo de atendimentos e de supervisão do projeto oferecem-se como
complemento dessas narrativas na tessitura de sentido da ação clínica realizada em instituição para jovens
que cumprem medida sócio-educativa de internação.
IRAI CRISTINA BOCCATO ALVES
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1996
Mestrado
FONSECA, Wanderli da Costa. Como as crianças vêem seus professores através da técnica
do desenho do professor. 1996. 143 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Realiza estudo com a técnica do desenho do professor (ddp) numa amostra paulistana composta
por 293 alunos de primeira à quarta série de 3 escolas distintas quanto a abordagem de ensino, para
verificar se estas crianças (7 a 15 anos) revelam diferentemente sua atitude em relação ao professor,
segundo a técnica de klepsch (1979). Para a análise dos resultados utiliza a escala original de Klepsch
com 13 indicadores para avaliação do ddp; uma modificação da pontuação desses itens; sinais específicos
(tamanho) do dfh e ddp; e sinais específicos (ambiente e tipo de atitude) do professor (ddp). Conclui que a
escala de klepsch para o ddp não mostra diferenças significativas, em função das variáveis sexo, série,
tipo de escola e desempenho escolar. A modificação na pontuação dos itens avaliados por klepsch tornou
os resultados significantes em relação a série e a escola. De forma geral, os ss tendem a desenhar o
professor de maneira semelhante aos desenhos das figuras humanas (dfh). A escala mostrou-se limitada
para discriminar o desempenho escolar dos ss das 3 escolas. A variável tipo de escola foi a que deu maior
margem para discussão dos resultados. O tipo de atitude em que o professor foi retratado (positiva ou
negativa) permitiu diferenciar as crianças da amostra em relação ao seu desempenho escolar.
1997
Mestrado
PEREIRA, Maria Da Paz. A influência da pré-escola na aprendizagem da leitura e da escrita
e sua relação com algumas variáveis psicomotoras em crianças de 1a série do 1o grau. 1997.
188 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga a aprendizagem a leitura e escrita, partindo do pressuposto de que as experiências
anteriores vividas na pré-escola são importantes para a alfabetização. Compara o desempenho entre
crianças que cursaram pré-escola (CP) e as que não cursaram (SP) através dos testes: Teste Gestáltico
Viso-Motor de Bender, Bateria Piaget-Head, Teste do Desenho da Figura Humana, Teste Metropolitano
de Prontidão. Também verifica possíveis diferenças entre os sexos nos testes utilizados, se os resultados
dos testes se correlacionam com o desempenho escolar avaliado pelas professoras e existência de
correlação entre os instrumentos estudados. Os Ss são 62 crianças de duas escolas pertencentes à rede
oficial de ensino do Estado de São Paulo, alunos da primeira série do primeiro grau, com idades variando
entre 6 anos e 2 meses e 7 anos e 10 meses subdivididos em 2 grupos. Aplica no início do ano letivo os
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e do Desenvolvimento Humano
testes Metropolitanos de Prontidão, Teste Gestáltico Viso-Motor de Bender, Bateria Piaget-Head e
Desenho da Figura Humana. Ao final do ano realiza a avaliação do desempenho escolar através dos
conceitos atribuídos pelas professoras. Conclui que o grupo que freqüentou a pré-escola mostrou
rendimento escolar mais satisfatório do que o grupo que não a cursou. Considerando a média dos
conceitos escolares da amostra, a pré-escola cumpriu a função de educação preparatória para o ensino da
primeira série do primeiro grau. Aponta que o Teste Metropolitano de Prontidão e a prova 2 de Head
foram os melhores preditores do desempenho escolar.
1998
Mestrado
MELO, Magaly Gomes. Estudo comparativo da escala verbal do WISC adaptada por Paine
e Lemgruber com a escala traduzida por Poppovic. 1998. 150 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo compara os resultados da Escala Verbal do WISC adaptada por Paine e Lemgruber
com as da tradução de Poppovic que não apresenta normas brasileiras. Os sujeitos são 60 crianças, metade
de cada sexo, divididos em dois grupos, de 10 e de 13 anos, de escolas públicas de Passos/MG. A
aplicação inclui todos os itens dos subtestes verbais do WISC adaptado, seguido dos que foram retirados
dessa adaptação. Os resultados mostram que as diferenças entre as médias dos subtestes das duas escalas
foram significantes, sendo as da escala adaptada superiores às da traduzida. Não foram encontradas
diferenças significantes entre os sexos nas duas escalas, exceto no subteste de Compreensão (grupo total e
10 anos). Foram calculadas as correlações entre os pontos ponderados dos subtestes das duas escalas com
o total de pontos ponderados da escala verbal, sendo as correlações em geral mais baixas que as
americanas. A análise da dificuldade dos itens de todos subtestes indica que as posições devem ser
alteradas para torná-los mais adequados quanto ao nível de dificuldade. A escala adaptada mostrou ser
mais adequada para avaliar a inteligência das crianças brasileiras do que a traduzida.
1999
Mestrado
CÂMARA, Claudia Gardel. Auto-alfabetização precoce: indício de superdotação ou resposta a
um ambiente rico em estímulos? 1999. 159 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
112
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Esta pesquisa investiga a relação entre auto-alfabetização precoce e superdotação e quais as
variáveis ambientais que favorecem sua ocorrência. Os sujeitos são 34 crianças, de 5 a 8 anos,
alfabetizadas antes dos 6 anos e que realizaram um psicodiagnóstico num setor de orientação para
superdotados. Os dados são extraídos dos estudos de caso constituídos de entrevistas com os pais,
observação lúdica, testes projetivos, teste de nível intelectual e relatório final. Os resultados mostram um
ambiente rico em estímulos, com livros, revistas e jogos disponíveis, e uma família que valoriza os
aspectos intelectuais, além da dedicação especial de algum adulto para com a criança. Na avaliação do
nível intelectual, a Escala Wechsler de Inteligência para Crianças - WISC foi usada para todos os sujeitos.
Os resultados mostram que eles tendem a apresentar desempenho superior nas provas verbais e médio
superior nas provas de execução. Com base em um critério qualitativo, conclui-se que apenas 44% da
amostra era superdotada. O estudo conclui que crianças que se alfabetizam precocemente apresentam um
talento na área da inteligência lingüística, mas podem não ser consideradas superdotadas.
2000
Mestrado
BERLINCK, Vera Regina. O teste de completamento de Desenhos de Wartegg em
Universitários de São Paulo. 2000. 278 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Com o objetivo de estabelecer os critérios para a aplicação, a avaliação e a interpretação do
Teste Wartegg - WZT, que é um teste de completamento de desenhos, foi feita uma revisão da literatura
abrangendo as várias propostas de modificação do teste e indicando os manuais disponíveis em português.
A amostra foi composta por 200 sujeitos, sendo 100 do sexo masculino e 100 do sexo feminino, com
idades variando de 18 a 53 anos, profissionais atuantes ou em processo de seleção que cursavam ou já
haviam completado o 3º grau. Este trabalho apresenta uma nova proposta de instruções para aplicação
coletiva e inclui também, os critérios para reaplicação em situação individual, no contexto de uma
entrevista complementar. São apresentados critérios mais objetivos para avaliação e interpretação do
teste, baseados, principalmente, na proposta de Kinget (l952). Os resultados apresentam quais os tipos de
representação mais freqüentes para cada um dos critérios utilizados na avaliação em cada campo, de
modo a fornecer dados sobre quais seriam as características esperadas em desenhos de universitários.
Foram realizados testes estatísticos para determinar as diferenças entre os sexos, nas diversas
características avaliadas e entre diferentes categorias apresentadas em cada critério de avaliação. Propõese a ampliação deste estudo para outros níveis de escolaridade, constituindo-se, assim, os dados para o
estabelecimento de normas para o WZT.
113
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
GOTTSFRITZ, Maria Olinda. Confiabilidade na interpretação do Desenho da Figura
Humana. 2000. 231 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho investiga a contabilidade da interpretação do Desenho da Figura Humana
(DFH) segundo a proposta de Machover. Através de um protocolo do DFH, que incluía o Desenho do
Homem e da Mulher, além do inquérito relativo aos desenhos, avaliado por diferentes psicólogos, verifica
a possibilidade de obter o mesmo diagnóstico sem acesso aos demais dados do cliente. Foram comparadas
as avaliações dadas pelos juízes e o diagnóstico completo do caso de uma menina de 9 anos de idade,
feito com entrevistas e outros testes. Participaram como avaliadoras 32 psicólogas que se dispuseram a
fazer a avaliação voluntariamente e que tinham conhecimentos do teste. A partir das interpretações feitas
pelos juízes foram estabelecidos critérios para a comparação das avaliações, tanto globais como dos
aspectos parciais indicados pelos juízes como tendo levado às interpretações apresentadas. Os resultados
demonstram coerência entre as conclusões globais e em relação ao psicodiagnóstico, porém quanto aos
aspectos parciais há diferença entre os critérios utilizados e as interpretações dadas.
ROSA, Helena Rinaldi. R-2: Teste Não-Verbal de Inteligência para crianças: padronização
para crianças da cidade de São Paulo. 2000. 128 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Apresenta a padronização de um novo teste, o "R-2 Teste não-verbal de inteligência para
crianças", que avalia o fator G da inteligência, com normas, análise de itens e estudos de precisão e
validade. A amostra foi composta por 1554 crianças do município de São Paulo, de 5 a 11,5 anos,
sorteadas em proporção de matriculados da rede oficial de ensino em cada tipo de escola: estadual,
municipal e particular. Apresenta também os resultados da pesquisa piloto a partir dos quais foi proposta
nova ordem de apresentação dos itens do teste, segundo o grau de dificuldade e o tipo de raciocínio
empregado. Foram analisadas as variáveis: idade, sexo e tipo de escola que a criança freqüenta, este
último como indicativo do nível sócio-econômico. As médias de pontos mostraram crescimento
progressivo com a idade. Não houve diferenças significantes entre os sexos. Foram encontradas
diferenças significantes entre os tipos de escola: pública (estadual e municipal) e particular, sendo as
normas apresentadas em percentis para a amostra global e separadas para os dois tipos de escola. A nova
ordem dos itens mostrou-se adequada, porém alguns itens poderão ser revistos para contribuírem de
melhor forma na discriminação dos resultados dos testes. O teste apresentou coeficientes de precisão e de
validade satisfatórios, especialmente para as idades maiores. Os resultados sugerem que o teste seja
revisto para as idades de cinco a seis anos.
2001
Doutorado
114
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
AGUIAR, Ramatis Monteiro. A hierarquia de necessidades de Maslow em estudantes de
diferentes cursos universitários. 2001. 137 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A presente pesquisa teve como finalidade identificar as necessidades motivacionais de
estudantes universitários último anistas dos cursos de Administração de Empresas, Análise de Sistemas e
Fisioterapia a partir do referencial teórico de Abraham Maslow, verificando a existência de diferenças
entre estes cursos, entre os períodos diurno e noturno, e quanto ao sexo, à idade, situação de trabalho,
situação de moradia e à satisfação com o curso. A amostra foi composta por 225 estudantes de uma
instituição particular de ensino superior situada na região de Campinas/SP, com idade média de 23 anos,
sendo 132 do sexo feminino e 93 do masculino. Para avaliar o grau de satisfação dos estudantes em
relação às necessidades da hierarquia de Maslow foi empregada a escala de Lester et al. (1983). Um
estudo piloto com esta escala foi realizado, mostrando ter o instrumento bons índices de precisão e
validade, passando a se chamar escala "EHM". Os resultados mostraram que os estudantes dos diferentes
cursos apresentaram respostas muito semelhantes quanto à satisfação das necessidades, mostrando
diferenças estatisticamente significantes apenas no nível da auto-realização, o que ocorreu entre os
estudantes dos períodos diurno e noturno de Administração de Empresas, e entre Fisioterapia e os demais.
Em relação ao sexo, foram encontradas diferenças no curso de Análise de Sistemas do período noturno
para a necessidade de segurança, e na amostra global para as necessidades fisiológica e de segurança.
Quanto à variável "trabalho", as diferenças ocorreram na amostra global para a necessidade de autorealização. O modelo hierárquico de satisfação das necessidades de Maslow não foi confirmado, o qual
apresentou escores médios elevados em auto-realização e auto-estima em quase todos os cursos e escores
médios muito baixos na necessidade de segurança, sendo os escores da necessidade fisiológica
intermediários.
TOSI, Silésia Maria Veneroso Delphino. Estudo neuropsicológico das funções cerebrais.
2001. 415p. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O conhecimento da função cerebral está diretamente relacionado com a história da evolução do
Homem e de suas técnicas de estudo. Nos últimos anos a NeuroPsicologia tem contribuído muito para o
estudo das funções cerebrais na sua relação entre estrutura e desempenho, utilizando para tal todos os
recursos técnicos da Psicologia e da Neurologia. O objetivo desta pesquisa foi apresentar um estudo
neuropsicológico das funções cerebrais, principalmente das cognitivas avaliadas pela Escala de
Inteligência de Wechsler de Adulto (WAIS) e sua revisão (WAIS-R) e por técnicas neurológicas, para
estudar a relação entre o processamento e as prováveis localizações destas funções, quanto à competência
dos hemisférios cerebrais. Foram estudados cinco jovens adultos "normais", com idade entre 23 a 25 anos
e oito "pacientes", com diferentes tipos de lesões cerebrais no hemisfério esquerdo e direito e em ambos,
com idade entre 26 a 54 anos. Todos os sujeitos foram submetidos a uma bateria de testes psicológicos e
neurológicos. Os sujeitos "normais" mostraram inteligência médio superior a muito superior no conjunto
das funções cerebrais avaliadas pelo WAIS-R e exames neurológicos normais. Os "pacientes"
apresentaram comprometimentos nas funções cerebrais avaliadas pelo WAIS e pelo WAIS-R,
115
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
principalmente em funções que são responsáveis pelos subtestes de Execução e também nos exames
neurológicos, eletrofisiológicos e de Imagem. A análise dos resultados mostrou que somente quando o
WAIS ou o WAIS-R é utilizado de acordo com a avaliação neuropsicológica é possível obter indicações
mais fidedignas sobre o provável local da lesão e os comprometimentos das funções. Embora os
resultados do WAIS e do WAIS-R dos "pacientes" sejam influenciados pelas lesões, não há
necessariamente correspondência entre o local da lesão e o processamento das funções envolvidas em
cada subteste como descrito por Chase et al. (1984). Lesões no hemisfério cerebral direito podem
influenciar o processamento de funções no hemisfério esquerdo e vice-versa. Uma lesão pode
comprometer funções que participam de vários circuitos neurais, responsáveis pelos subtestes.
2002
Doutorado
NOGUEIRA, Anelise de Barros Leite. Criatividade, auto-estima e rendimento acadêmico:
um estudo com universitários de Psicologia . 2002. 228 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste trabalho foi verificar a existência de relação entre a Criatividade, a Auto-estima
e o Rendimento Acadêmico. A amostra foi proveniente de uma Instituição particular de Ensino Superior,
totalizando 225 sujeitos, do 2° ao 5° ano de Psicologia . Foram estudadas as seguintes características
criativas da personalidade através do Teste Torrance, E.P. "Pensando Criativamente com Figuras" Forma
A (1966): Fluência, Flexibilidade, Originalidade, Elaboração, Emoção. A Auto-estima foi avaliada,
através da Escala Janis-Field de inadequação de sentimentos (The Janis-Field Feeling of Inadequacy
Scale, 1959), revisada por Eagly (1967) e adaptada por Crano, Crano e Biaggio (1983) para o português.
Para a avaliação do Rendimento Acadêmico, consideraram-se as médias semestrais nas disciplinas do ano
em curso. Os resultados das análises estatísticas apontaram como significantes as diferenças de média do
segundo ao quinto ano, nas cinco características e também em relação à auto-estima e rendimento
acadêmico. Os alunos do quarto ano tenderam a apresentar resultados superiores aos demais nas cinco
características mencionadas. Quanto ao rendimento acadêmico, observaram-se médias (notas) muito
próximas e elevadas para todas as séries. Foram encontradas correlações significantes entre as cinco
características criativas e o índice criativo global. Também foram observadas correlações significantes
entre todas as características criativas, exceto a Emoção. Ao se comparar os grupos extremos, ou seja,
com os maiores e menores escores no que se refere ao índice Criativo, Auto-estima e Rendimento
Acadêmico, não foram verificadas diferenças significantes e também não foi verificada relação entre estas
variáveis através da Correlação de Pearson. Em relação ao rendimento acadêmico, observou-se um
resultado homogêneo, ou seja, as diferenças são pequenas e as notas são altas para as quatro séries em
comparação à média de aprovação que é sete. Assim sendo, embora houvesse uma suposição de que a
uma maior criatividade pudesse estar relacionada a um maior nível de auto-estima e houvesse um
116
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
estímulo ao rendimento acadêmico, essa hipótese não foi confirmada, pelo menos através dos
instrumentos empregados na presente pesquisa.
2003
Doutorado
FONSECA, Wanderli da Costa. Padronização da Bateria de Orientação Profissional (BOP)
para adolescentes de São Paulo. 2003. 197 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste estudo foi padronizar uma nova bateria de testes para serem empregados nos
processos de Orientação Profissional, Seleção de pessoal ou em avaliação do processo de aprendizagem, a
Bateria de Orientação Profissional (BOP) com normas, análise de itens e estudos de precisão e validade.
A pesquisa foi realizada em duas partes: estudo piloto e pesquisa de padronização. A partir dos resultados
da pesquisa piloto foi proposta uma nova ordem de apresentação dos itens e reformulações em algum
deles, segundo o grau de dificuldade e o tipo de raciocínio empregado. A amostra de padronização foi
composta por 775 sujeitos do município de São Paulo. Foram analisadas as variáveis: idade, sexo, série
escolar e tipo de escola freqüentada, este último representativo do nível sócio-econômico. A Bateria de
Orientação Profissional é composta por quatro testes: Raciocínio Verbal (RV), Raciocínio Mecânico
(RM), Percepção de Formas e Espaços (PFE) e Raciocínio Numérico (RN). Nos quatro testes os
resultados obtidos pelos sujeitos de escolas particulares são maiores do que os de escolas públicas. Os
itens nos Testes RV, RM e RN apresentam um grau de dificuldade crescente. Os Testes de RV e RN
mostram um aumento progressivo de acertos nos pontos da 1a para a 3a série do Ensino Médio. O sexo
masculino apresenta melhor desempenho nos testes de RM e RN e o feminino no Teste de RV.
URBAN, Maria Luisa Oliveira. O Método Ramain: do tratamento da dificuldade escolar à
evolução pessoal. 2003. 356 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho teve como objetivo apresentar a Psicoterapia RAMAIN a partir do estudo
evolutivo de três pré-adolescentes com queixa de dificuldade escolar. Foram realizadas avaliações
psicológicas antes e depois da intervenção terapêutica, no sentido de se verificar possíveis modificações
quanto aos aspectos intelectuais, psicomotores e emocionais dos sujeitos. Os dados obtidos nas
avaliações, comparados e estudados em relação à evolução terapêutica, indicaram modificações
significativas nas funções psiconeurológicas dos sujeitos, com a melhoria nos processos de percepção,
compreensão, raciocínio e elaboração frente aos estímulos. Verificou-se a ruptura das defesas e da
estereotipia que caracterizavam o início do processo. A intervenção terapêutica favoreceu a diminuição da
ansiedade e suas manifestações, bem como o aparecimento da espontaneidade no contato interpessoal e
da autonomia na relação com a realidade externa. Foram também significativas, em diferentes graus para
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
cada sujeito, as mudanças na expressão da afetividade, com o aparecimento da flexibilidade de
pensamento, a ampliação do campo de interesses, a diminuição da imaturidade e a busca de estabilidade
no trato com as normas sociais. Dos instrumentos utilizados nas avaliações os testes de Rorschach e
WISC foram os que se mostraram mais sensíveis para avaliar as mudanças observadas nos pacientes. O
estudo permitiu também mostrar as possibilidades de utilização do Método RAMAIN em projetos na área
da saúde e da educação.
2005
Doutorado
BALLAS, Yael Gotlieb. O Desenho da Figura Humana em adolescentes portadores de
Diabetes Mellitus em comparação com adolescentes sadios. 2005. 154 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A adolescência é um período de intensas transformações corporais, tanto em termos biológicos
quanto subjetivos e, somando-se a ela uma doença como o Diabetes Mellitus, que resulta em muitas
restrições, esta época tende a ficar ainda mais conflituosa. Partiu-se da hipótese de que os adolescentes
portadores de diabetes apresentariam características singulares em seu esquema corporal, exatamente
pelas implicações da doença e teriam níveis mais altos de ansiedade quando comparados aos adolescentes
sadios. Para investigar estas diferenças foram aplicados o Inventário de Ansiedade Traço-Estado
(MATE), o Desenho da Figura Humana e um desenho temático, o Desenho da Pessoa Portadora de
Diabetes. A amostra foi composta por 62 sujeitos com idades entre 14 e 20 anos. Os grupos experimental
e controle foram compostos de 18 adolescentes do sexo feminino e 13 do masculino. Os adolescentes do
grupo controle foram pareados por sexo, idade e nível sócio-econômico e não apresentavam nenhuma
doença crônica. Os instrumentos foram aplicados individualmente. O Inventário de Ansiedade TraçoEstado foi avaliado conforme as normas estabelecidas por seus autores e os Desenhos da Figura Humana
e da Pessoa Portadora de Diabetes foram analisados através da sistematização proposta por Machover
(1949) e adaptada por Lourenção van Koick (1984). A análise estatística foi feita para detectar possíveis
diferenças entre os grupos, por meio do teste de associação (qui-quadrado de Pearson), teste de "t", teste
não paramétrico de McNemar. O nível de significância adotado foi de 5%. Não foram detectadas
diferenças significantes no IDATE, nem entre os grupos experimental e controle, nem entre os sexos. Em
relação aos desenhos, houve diferenças estatisticamente significantes em alguns itens. Concluiu-se que os
adolescentes portadores de diabetes não são diferentes dos adolescentes sadios no que diz respeito à
presença de ansiedade, mas mostram algumas diferenças nos desenhos. Observou-se que os adolescentes
portadores de diabetes apresentaram algumas características particulares de personalidade como efeito da
presença da doença.
118
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2006
Doutorado
BERLINCK, Vera Regina. O Teste de completamento de Desenhos de Wartegg em
profissionais adultos com nível de escolaridade fundamental e médio. 2006. 310 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O Teste de Completamento de Desenhos de Wartegg (WZT) , elaborado por Ehrig Wartegg, é
uma técnica projetiva gráfica, em que o examinando deve completar oito desenhos da maneira que
desejar. O objetivo desta pesquisa foi complementar o estudo realizado na Dissertação de Mestrado da
autora com uma amostra de adultos com escolaridade Universitária (Berlinck, 2000), determinando quais
as características presentes nos desenhos de adultos com escolaridade correspondente ao ensino
fundamental e médio nas variáveis estudadas na pesquisa anterior e em novas características propostas. A
amostra foi constituída de 397 sujeitos adultos, 199 com escolaridade equivalente ao ensino médio e 198
ao ensino fundamental. sendo 197 do sexo masculino e 200 do feminino, com idades variando de 18 a 59
anos, provenientes da cidade de São Paulo e de quatro cidades do interior. Os testes foram coletados em
aplicações individuais ou coletivas. Foram obtidas as freqüências percentuais de cada uma das variáveis e
das categorias em que elas estavam subdivididas. As variáveis estudadas foram: seqüência, seletividade,
sensibilidade, tamanho, localização, conteúdo, espaço em branco, traçado, sombreado, orientação,
organização, movimento, clareza, transparência, visão de pássaro, mudança de posição e adequação do
título. Foram realizados testes estatísticos para determinar as diferenças entre os sexos, entre os níveis de
escolaridade e entre diferentes categorias apresentadas em cada critério de avaliação. Dessa forma foram
estabelecidas normas que permitem a avaliação e interpretação do teste para adultos com escolaridade de
nível fundamental e médio. Os dados obtidos foram comparados com os da literatura e com o trabalho de
Mestrado da autora, relativo aos resultados dos adultos com escolaridade universitária. Foi possível
concluir que é importante conhecer os resultados mais freqüentes em cada uma das variáveis estudadas,
levando em conta o sexo e o nível de escolaridade, para avaliar o examinando apropriadamente.
PELLINI, Maria Cristina Barros Maciel. Indicadores do Método de Rorschach para avaliação
da maturidade para porte de arma de fogo. 2006. 162 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste trabalho é estabelecer indicadores do Método de Rorschach, avaliado segundo
a proposta de Aníbal Silveira (1985), para a avaliação psicológica exigida na lei para a concessão do porte
de arma de fogo. A amostra foi composta por 150 sujeitos do sexo masculino, de 19 a 51 anos, divididos
em três grupos: um grupo controle (GC) extraído da pesquisa de Coelho (2000), de sujeitos supostamente
normais. O segundo grupo (GPA) constituiu-se de 50 candidatos ao porte de arma de fogo para o
exercício da função na Guarda Civil de um município de São Paulo e o terceiro, por 50 presidiários
(GPR) com histórico de violência e crimes praticados com o uso de arma de fogo e que fizeram parte da
119
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
pesquisa de Morana (2003). Os protocolos de Rorschach destes três grupos foram comparados quanto aos
índices: Impulsividade (IMP), Adaptação à Realidade (RMI), índice Conativo (Con), Resposta de
Movimento (RM) e Resposta de Cor (RC). Para IMP o grupo controle apresentou valores próximos ao
esperado, enquanto que GPA e GPR apresentaram esse índice diferente e acima do GC. O RMI não
apresentou diferenças significantes entre os três grupos, mas sim nos índices que o compõem (%F+, %V e
%A), tanto no total das respostas quanto para as respostas às pranchas monocromáticas e coloridas. 0
índice Conativo não diferenciou nenhum dos três grupos, seja no total como nos conjuntos mono e color.
Para a RM não foram encontradas diferenças significantes entre GPA e GRP porém houve diferença entre
o grupo controle e os outros dois grupos. Quanto a RC, não houve diferenças entre o GC e o GPA, sendo
que ambos apresentaram diferença significante com o GPR. Concluiu-se que tais indicadores, exceto o
índice Conativo, podem discriminar sujeitos mais violentos os quais, por questões emocionais, poderiam
ser contra-indicados para a concessão do porte de arma de fogo, contribuindo assim para a avaliação
psicológica exigida daqueles que buscam o porte de arma.
ROSA, Helena Rinaldi. Teste Goodenough-Harris e Indicadores Maturacionais de Koppitz
para o Desenho da Figura Humana: estudo normativo para crianças de São Paulo. 2006. 181 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo principal deste trabalho foi estabelecer normas para o desenho da figura humana,
especificamente para o desenho do homem, avaliado pelo Teste Goodenough-Harris (1963) e pelos
Indicadores Maturacionais de Koppitz (1973), bem como obter dados relativos à precisão e à validade. A
amostra foi composta por 1540 crianças, de 5 a 11,5 anos, de ambos os sexos, sorteadas de modo a ser
representativa de escolares da cidade de São Paulo. Foram controladas as variáveis: idade, sexo e tipo de
escola que a criança freqüenta, este último como indicativo do nível socioeconômico. As crianças foram
avaliadas individualmente, tendo sido solicitado o Desenho de um Homem e depois aplicado o Teste R-2.
Foram realizadas análises de variância, considerando como variáveis a idade, o sexo e o tipo de escola.
Foi constatado que as faixas etárias com amplitude de seis meses não discriminavam os grupos. Outra
análise com faixas com amplitude um ano se mostrou satisfatória e as médias de pontos mostraram
crescimento progressivo com a idade pelos dois sistemas de avaliação. Para a avaliação GoodenoughHarris, foram obtidas diferenças significantes entre os sexos apenas na Educação Infantil e não houve
diferenças entre os tipos de escola, mostrando que o desenho pode estar associado em maior grau a fatores
maturacionais do que a ambientais. As normas em percentis são apresentadas por idade, com amplitude
de um ano e separadas por sexo apenas aos 5 e 6 anos. O mesmo ocorreu na avaliação Koppitz, e as
normas estabelecidas por idade e separadas por sexo apenas para 5, 6 e 7 anos. As correlações entre os
pontos do Desenho do Homem nas duas avaliações e o teste R-2 foram significantes, sendo para a
amostra total de 0,575 (Koppitz) e 0,606 (Goodenough-Harris). A correlação entre as duas avaliações do
desenho foi de 0,899 para a amostra total, que é significante e alta. Os coeficientes de precisão pelo
reteste foram satisfatórios, sendo de 0,808 na avaliação Goodenough-Harris e 0,708 na Koppitz, para a
amostra total. A precisão pelo Método das Metades para a amostra total foi de 0,923 e 0,857,
respectivamente. Foram obtidas as freqüências de cada item, por idade e para a amostra total nas duas
120
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
avaliações, e calculadas as correlações ponto-bisserial dos itens por idade e amostra total. Os resultados
foram comparados com os de Harris (1963), Alves (1979), Koppitz (1973), Hutz e Antoniazzi (1995) e
Sarti (1999). Concluiu-se que os dois sistemas de pontuação do Desenho do Homem são adequados para
avaliação cognitiva das crianças escolares da cidade de São Paulo, podendo ser empregado na triagem e
avaliação psicológica infantil.
2007
Mestrado
ESTEVES, Cristiano. Estudo de validade da avaliação da inteligência pelo Psicodiagnóstico
Miocinético - PMK. 2007. 167 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O Psicodiagnóstico Miocinético (PMK) é um teste gráfico expressivo que avalia características
de personalidade. Ainda que sua finalidade principal seja esta, as evidências empíricas mostram a
possibilidade de realizar a avaliação da inteligência por meio deste instrumento. O objetivo desta pesquisa
foi verificar a validade da avaliação da inteligência no PMK através da correlação com o Teste Não
Verbal de Inteligência R-1. A amostra foi composta por 200 sujeitos, sendo 26 do sexo feminino e 174 do
masculino, com idades de 19 a 56 anos e escolaridade variando entre o ensino fundamental e médio. Os
sujeitos realizaram o R-1 e o PMK em uma única sessão. Para avaliação do PMK foram usados os
critérios propostos por Mira (1987) e foram criadas definições objetivas para cada um deles, bem como
ilustrações dos mesmos, totalizando 154 itens. As análises de variância dos diversos totais de indicadores
do PMK e do R-1 mostraram diferenças entre os sexos e os níveis de escolaridade e apenas os
Lineogramas apresentaram diferenças quanto à idade. Cada um dos indicadores foi correlacionado com os
pontos do R-1 e verificou-se que apenas 58 deles mostraram correlações significantes. Foram refeitas as
análises de variância para os diferentes totais de indicadores, confirmando as diferenças em função do
sexo e da escolaridade. A correlação entre o total de indicadores do PMK e o R-1 foi de -0,592, indicando
um coeficiente de validade satisfatório. Este coeficiente é negativo, porque os indicadores do PMK
avaliam o déficit da inteligência. As correlações da mão direita foram maiores do que as da esquerda. Os
resultados mostraram que as freqüências de cada item e dos totais de indicadores do PMK diferenciaram
entre os sujeitos com resultados altos e baixos no R-1, sendo que as freqüências mais elevadas foram
encontradas no grupo com resultados menores no R-1. Também foi verificado se três juízes seriam
capazes de separar os protocolos desses dois grupos fazendo uma avaliação às cegas baseando-se nos
critérios de avaliação propostos. Os juízes conseguiram separar corretamente entre 60% e 75% dos
protocolos. A consistência interna também foi adequada, com correlações significantes e superiores 0,696
entre os diferentes totais de indicadores. A precisão obtida pelo Alfa de Cronbach teve coeficientes
elevados e superiores a 0,840 e as correlações da precisão entre juízes foram todas significantes e
superiores a 0,721. Os resultados permitem afirmar que foram encontradas evidências de validade da
121
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
avaliação da inteligência pelo PMK, sendo que esta é maior quando se considerou o total corrigido de
indicadores. A sistematização dos critérios de avaliação proposta apresenta, portanto, coeficientes
adequados de validade e precisão.
Doutorado
GOTTSFRITZ, Maria Olinda. O Desenho da Figura Humana e o Teste R-1 em adultos não
analfabetizados. 2007. 153 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo principal deste trabalho foi conhecer as características do Desenho da Figura
Humana (DFH) de adultos não alfabetizados, segundo a técnica de Machover (1949), e estabelecer
normas para o Teste Não Verbal de Inteligência R-1 para este grupo, bem como comparar os resultados
do R-1 com uma classificação qualitativa dos desenhos. A amostra foi composta por 153 sujeitos, de 16 a
77 anos, de ambos os sexos, que freqüentavam cursos de alfabetização de adultos na zona sul da cidade de
São Paulo. O DFH e o Teste R-1 foram aplicados coletivamente. Os desenhos foram avaliados por três
psicólogas. Foram obtidas as freqüências das diversas características do DFH, com suas respectivas
categorias e calculados os qui-quadrados das categorias para determinar se havia diferenças entre as suas
freqüências. Foi constatado que vários itens dos desenhos apresentavam mais freqüentemente omissões
ou distorções, muitos desenhos eram pobres, pouco estruturados e pouco integrados, mas foram
verificadas semelhanças entre as características avaliadas e as relatadas em outras pesquisas.
Posteriormente, os desenhos foram classificados globalmente quanto a sua maturidade em cinco níveis
evolutivos segundo os critérios usados no Teste Metropolitano de Prontidão. Foi obtida uma correlação de
postos positiva e significante entre essas classificações e os pontos do R-1, bem como uma alta correlação
entre as classificações das figuras dos dois sexos, mostrando uma equivalência entre elas. As médias de
pontos dos adultos analfabetos no R-1 foram mais baixas do que as de sujeitos com maior grau de
escolaridade, confirmando que a escolaridade exerce uma influência sobre o resultado em testes de
inteligência. Também foi encontrada correlação negativa e significante entre as idades e o total de pontos
no R-1.
MELO, Magaly Gomes. Tradução e Adaptação do subteste de Vocabulário do StanfordBinet-IV para a população brasileira. 2007. 152 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo teve como objetivo traduzir e adaptar o subteste de Vocabulário do Stanford-BinetIV para uma posterior padronização deste teste para o Brasil. Os sujeitos foram 480 estudantes da cidade
de Franca-SP, metade de cada sexo, de escolas estaduais, municipais e particulares, com idades entre 7 e
16 anos. A aplicação incluiu todas as palavras do subteste de Vocabulário do Stanford Binet-IV seguidas
das do subteste de Vocabulário do WISC-III. Os resultados mostraram correlações significantes entre as
duas listas de palavras para todas as idades, entre os sexos e para amostra total. No WISC-III houve
aumento progressivo na média de acertos para cada faixa etária, assim como no SB-IV com exceção da
122
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e do Desenvolvimento Humano
idade de 16 anos. No SB-IV não houve diferença estatisticamente significante nas médias de acertos entre
8 e 9 anos, 10-11 e 12-13 anos e 14-15 e 16 anos e no WISC-III entre 10-11 e 12-13 anos e 14-15 e 16
anos. Não foram encontradas diferenças significantes entre os sexos exceto para a idade de 9 anos no SBIV. A análise da dificuldade dos itens do SB-IV e do WISC-III indica que as posições dos mesmos devem
ser alteradas para torná-los mais adequados quanto ao nível de dificuldade. As médias de acertos para
todas as idades no WISC-III da amostra de Franca foram significativamente superiores às encontradas por
Figueiredo (2002) na cidade de Pelotas. A análise dos estudos de precisão das listas de Vocabulário do
SB-IV e do WISC-III mostra que os coeficientes de precisão são satisfatórios para os dois subtestes sendo
de 0,838 para o SB-IV, obtido pelo método das metades e corrigido pela fórmula de Spearman-Brown, e
0,815 para o WISC-III pelo método Alfa de Cronbach. Os resultados sugerem que a tradução e adaptação
do subteste de Vocabulário do SB-IV são adequadas para a realidade brasileira.
2008
Mestrado
FREITAS, Paulo Gonçalves de. O Desenho da Figura Humana e o Desenho da Pessoa Doente
na avaliação psicológica de crianças hospitalizadas. 2008. 140 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo teve como objetivo a avaliação psicológica de crianças hospitalizadas por
meio do Desenho da Figura Humana (DFH) e do Desenho da Pessoa Doente (DPD) usando os
Indicadores Emocionais e Indicadores Maturacionais de Koppitz (1973) e o levantamento de elementos
complementares relativos à doença e à hospitalização. A amostra foi composta por 120 crianças de ambos
os sexos, com faixa etária de 7 a 11 anos, divididas em dois grupos, um grupo de crianças hospitalizadas e
outro de escolares. Os resultados indicaram que os dois desenhos das crianças hospitalizadas
apresentaram um número maior de Indicadores Emocionais do que as escolares e menor média nos
Indicadores Maturacionais, mostrando um maior comprometimento no primeiro grupo. Os Indicadores
Emocionais com diferenças significantes no DFH foram figura pequena e pernas fechadas, mais
freqüentes nas crianças hospitalizadas. Quanto aos Indicadores Maturacionais foram observadas
diferenças significantes entre os dois grupos, a favor do grupo de escolares, tanto no DFH como no DPD.
Nos dois grupos e também na amostra total, o DFH apresentou uma produção mais elaborada, em
comparação com o DPD. No DPD os Indicadores Emocionais com maior freqüência do que no DFH
foram integração pobre, sombreamento no rosto, sombreamento no corpo/membros, sombreamento no
rosto/pescoço, figura pequena, mãos cortadas e omissão de pescoço. No DPD das crianças hospitalizadas
ficou evidente a presença dos elementos complementares caracterizando doenças mais graves em relação
ao DPD dos escolares, com mais representação do ambiente hospitalar, de objetos de procedimentos
hospitalares, restrição de atividade, figura debilitada, expressão de tristeza e expressão de choro/dor.
Pode-se concluir que o uso do DPD como instrumento de avaliação psicológica de crianças hospitalizadas
123
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
permite emergir maior quantidade de indicadores de perturbação emocional em comparação ao DFH.
Portanto, pode-se considerar que o DPD mostra-se como uma técnica eficaz para a avaliação de crianças
hospitalizadas.
Doutorado
CAVALINI, Santuza Fernandes Silveira. A utilização do WISC-III no diagnóstico das
dificuldades de aprendizagem. 2008. 121 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa investigou a utilização do WISC III adaptado por Figueiredo(2002) para a
população brasileira, no diagnóstico das dificuldades de aprendizagem. A amostra foi composta por 137
crianças de ambos os sexos, cursando a 3 série do Ensino Fundamental em escolas públicas municipais e
estaduais na cidade de São Paulo. Da amostra total, 63 crianças apresentavam dificuldade de
aprendizagem (Grupo CD) e 74 não apresentavam (Grupo SD), sendo o critério utilizado para a inclusão
das crianças nos grupos a indicação do professor. Todas as crianças foram submetidas à aplicação de-12
subtestes do WISC-III com exceção de Labirintos. Os resultados mostraram diferenças significantes entre
os grupos CD e SD quanto aos QIs, aos Índices Fatoriais e aos subtestes. O grupo CD apresentou todos os
resultados mais baixos comparativamente ao grupo SD. Entretanto, discrepâncias entre QlV-QIE e entre
os índices Fatoriais não mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos, contudo
houve diferenças nas discrepâncias para alguns subtestes. No grupo CD os subtestes com resultados mais
baixos foram Informação, Semelhanças e Aritmética e o subteste com melhor resultado foi Compreensão,
Conclui-se que a utilização das discrepâncias entre os Qis, Índices Fatoriais não fornece critérios
diagnósticos para crianças com dificuldades de aprendizagem, porém a análise dos subtestes
individualmente revelou a ser um critério importante na compreensão das dificuldades de aprendizagem.
2010
Mestrado
COSTA, Maurício Pereira da. Estudo de normatização e validação do Teste de Aptidão para
a Pilotagem Militar. 2010. 83 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo teve como objetivo a normatização e validação do Teste de Aptidão para a
Pilotagem Militar (TAPMIL) para o Brasil, de modo a permitir seu uso na seleção de futuros pilotos
militares da Academia da Força Aérea (AFA), avaliando o potencial de aprendizagem que os candidatos
demonstram para essa função. O TAPMIL e um teste totalmente informatizado e é composto por uma
bateria de seis testes, que mensuram habilidades cognitivas e psicomotoras voltadas a pratica da
pilotagem. O teste foi desenvolvido na Força Aérea Real da Inglaterra, sendo que hoje e comercializado e
124
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
utilizado por diversas Forças Aéreas do mundo. A amostra de normatização foi composta por 476 Cadetes
do Curso de formação de Oficiais Aviadores (CFOAv) da AFA, com idade entre 18 e 22 anos, que
estavam no 1° ano do referido curso, quando foram submetidos ao teste, sem terem tido contato com a
atividade aérea, porem já tinham sido aprovados anteriormente em seleção realizada pelo Instituto de
Psicologia da Aeronáutica (IPA). Tanto os resultados brutos de cada teste quanta os resultados em este
nos se aproximam da curva normal. A amostra de validade foi composta por 512 Cadetes do CFOAv,
com idade entre 18 e 24 anos, que já haviam passado pela Instrução Aérea Básica e que obtiveram êxito
na referida instrução. O resultado da correlação entre o resultado geral do TAPMIL e a variável de
critério "Nota EIA", que e a nota atribuída a instrução aérea, bem como os resultados do teste-reteste,
consistência interna e análise de regressão linear múltipla se mostraram satisfatórios e próximos aos
resultados apresentados por outras Forças Aéreas que utilizam o sistema TAPMIL em sua seleção de
pilotos militares. O Gráfico de Expectativa mostra que, quanta maior for o resultado no TAPMIL, maiores
são as chances de o(a) candidato(a) obter sucesso na instrução aérea. Pode-se concluir que o TAPMIL
demonstra ser um bom teste para seleção de pilotos que ingressam na AFA, principalmente quanta a
predição do desempenho na instrução aérea. Sendo assim, com este instrumento será possível diminuir os
custos e atrito (fracassos) envolvidos na instrução aérea.
Doutorado
LIMA, Ricardo Alves. O teste do desenho do casal no diagnóstico da satisfação conjugal.
2010. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade
de São Paulo, São Paulo.
TONI, Plínio Marco de. Parâmetros psicométricos dos Cubos de Kohs na avaliação
neuropsicológica das funções executivas. 2010. 93 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo desta pesquisa foi estabelecer os parâmetros psicométricos dos Cubos de Kohs para
crianças e adolescentes do município de Curitiba, e obter normas do instrumento para esta população,
para avaliação do funcionamento executivo relacionado às áreas pré-frontais do cérebro. Assim, foi
realizada a adaptação dos sistemas de pontuação e aplicação do teste e obtidos os parâmetros de validade,
precisão e discriminação dos itens. A amostra foi composta por 543 participantes de 7 a 14 anos, sendo
49,7% do gênero masculino, matriculados em escolas municipais (21,2%), estaduais (39%) e particulares
(39,8%) de Curitiba - PR. Os instrumentos foram os Cubos de Kohs, a cópia da Figura Complexa de Rey
e o subteste Labirintos do WISC-III. Os resultados para o sistema de pontuação indicaram que o total de
acertos na realização dos itens foi a variável que melhor representou o funcionamento executivo, mas o
mesmo não ocorreu com os movimentos extras. Por isso, optou-se por dicotomizar os escores dos itens
considerando a presença de acertos. A análise do tempo de execução dos itens mostrou a necessidade de
aumentar o limite de tempo de execução dos itens. Foi o estabelecido o critério de suspensão do teste após
quatro erros consecutivos. Para a discriminação dos itens, obtiveram-se índices D entre 11,1 e 90,7, bem
como correlações ponto-bisseriais entre 0,30 e 0,75, indicando que são suficientemente discriminativos. A
125
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
validade de constructo foi investigada pela análise fatorial (método de componentes principais, rotação
promax). Os resultados indicaram uma estrutura unidimensional para os Cubos de Kohs. O fator
encontrado apresentou autovalor de 7,42 e explicou 44% da variância total dos itens, com alfa de
Cronbach de 0,92. As cargas fatoriais oscilaram de 0,35 a 0,78 (70% acima de 0,60), indicando que os
itens são bons representantes comportamentais do constructo medido pelo instrumento. A validade de
critério para a função executiva de planejamento foi investigada utilizando-se dois instrumentos. Assim,
uma comparação entre participantes com magnitudes diferentes de planejamento (analisado pela cópia da
Figura de Rey) indicou uma diferença significativa nos escores dos Cubos (t=3,9; gl=165; p< 0,001).
Além disso, observou-se uma correlação entre a pontuação nos Cubos e na Figura de Rey (r=0,50;
p<0,001). De forma semelhante, foi encontrada correlação entre os Cubos de Kohs e os Labirintos do
WISC-III (r=0,48; p=0,004). Os resultados mostraram validade concorrente satisfatória para o
instrumento. O coeficiente de precisão do teste pelo método das metades (correlação de Pearson com
correção de Spearman-Brown), foi r=0,88 (p<0,001). Não foram observadas diferenças entre os gêneros
(t=1,22; p=0,22). No entanto, uma diferença significativa foi verificada entre crianças de escolas públicas
municipais e as demais escolas (F=24,75; p<0,001), bem como entre destros e canhotos (t=2,03; p=0,04).
Por fim, foram construídas tabelas normativas considerando as diferenças encontradas entre as idades
(F=23,26; p<0,001).
IRAY CARONE
1993
Mestrado
PANNUTI, Maria Regina Viana. Professor de escola pública: dialética trabalho versus
carecimento. 1993. 100 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Realiza uma reflexão sobre o fazer dos professores de uma escola pública para aprofundar a
questão da percepção que o professor tem de si mesmo e do seu trabalho, visto que o desenvolvimento
dos seus alunos depende dos valores e relações de trabalho que estabelecem durante o processo educativo.
Os ss são 24 professores de quinta a oitava séries de uma escola pública de Santos-SP, onde as condições
de trabalho foram significativamente modificadas devido a um plano de ação da prefeitura local. Realiza
entrevistas semi-abertas com os ss e observações de aulas, atividades e reunições na escola. A análise dos
resultados mostra que os professores cumprem sua tarefa de ensinar considerando apenas o conteúdo e
126
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
estratégias, sem levar em conta os objetivos e significado do seu trabalho. Ressalta que é preciso
considerar o contexto sócio-econômico e cultural da sociedade na qual está inserida a escola, não
bastando a modificação das condições de trabalho para uma mudanca a curto prazo na relação
pedagógica. A alteracao da postura dos professores exige um processo de revisão constante das relações
que estabelecem com seus alunos, demais educadores, pais e com seu próprio trabalho.
1995
Doutorado
AMARAL, Mônica Guimarães Teixeira do. Espectro de narciso na modernidade: de Freud a
Adorno. 1995. 200 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Face aos obstáculos impostos pelo mundo contemporâneo a individuação e a consequente
mutilação do espírito, procurou-se criar um campo de reflexão, que se estendeu da psicanálise a teoria
critica, para se pensar sobre o vir-a-ser da cultura ocidental. Procurou-se apreender as tendências latentes
a autodestruição da sociedade contemporânea, que encontraram seu ápice no fascismo, mas, que na
atualidade parecem ressurgir na subjetividade sob a configuração narcísica.
CANIATO, Angela Maria Pires. História negada: violência e cidadania sob um enfoque
psicopolítico. 1995. 324 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Busca compreender os motivos que levam as pessoas a se submeterem passivamente as
injustiças sociais que as vitimizam, e a reproduzi-las numa relação de cumplicidade com as políticas
oficiais que as oprimem. Analisa as imbricações da violência política, seus caminhos e descaminhos nos
últimos 30 anos no Brasil e suas repercussões no individuo e no exercício da cidadania. Discute o regime
político autoritário da ditadura militar de 1964, a violação dos direitos humanos e suas implicações
psicossociais. Os ss são ex-moradores da favela do cemitério, no Jardim Santa Felicidade, Maringá-PR,
que, resistindo a expulsão de suas casas, são removidos para casas-embrião, onde passam a viver
precariamente, sob a tutela do poder público. A intervenção se dá através da instalação de um posto de
saúde, onde professores e alunos de Psicologia e Enfermagem da Universidade de Maringá desenvolvem
uma extensão universitária, por cinco anos. Serve-se também de dois casos clínicos de ex-presos
políticos, vítimas de tortura, aos quais presta um atendimento psicoterápico de base analitica. Os dados
são analisados numa reflexão crítica. Observa que a violência política é internalizada, e a estrutura
psíquica do indivíduo passa a sustentar a violência da sociedade. Conclui propondo que o estado
brasileiro promova a reparação psicossocial que efetivaria o exercício da cidadania plena.
127
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1997
Mestrado
BARAÚNA, Lia Maria Perez Botelho. São Paulo: raízes da exclusão social e algumas
ressonâncias contemporâneas. 1997. 211 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga a articulação entre os mecanismos históricos da exclusão social em São Paulo e a
formação do Ethos de um segmento da classe dominante: a burguesia cafeeira. Baseia a análise no
referencial teórico da psicanálise e da teoria crítica. Na etapa 1, faz a apropriação do conceito cidadania
no contexto da modernidade capitalista e de seus constrastes com a a realidade brasileira, onde os direitos
básicos do cidadão são negados à maioria. Na sequência, busca compreender o modo como foi sendo
engendrada, ao longo da história, a política de manutenção das injustiças sociais, a visão de mundo das
classes dominantes condutoras desse processo em São Paulo até o final da 1ª República e suas
permanências. Justifica esse percurso, através da busca na dinâmica da história e nos seus ecos
contemporâneos à ótica dos agentes da exclusão. Na etapa 2, faz a pesquisa de campo, através da
observação participante em um tradicional clube recreativo, na cidade de São Paulo. Comenta que o
psicológico é historicamente alheio ao mundo social e costuma ignorar até mesmo a própria historicidade
do indivíduo e da psiquê. Aponta a necessidade de se estabelecer novas relações entre Psicologia e outras
áreas do conhecimento.
VAGOSTELLO, Lucilena. A ideologia involuntariamente sincera: uma análise da literatura
científica inspirada em a personalidade autoritária nos últimos 16 anos (1980-1996). 1997. 140 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
SOUSA, Janice Tirelli Ponte de. Reinvenções da utopia: a militância política de jovens dos
anos 90. 1997. 258 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1998
Doutorado
128
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
NOGUEIRA, Isildinha Baptista. Significações do corpo negro. 1998. 174 f. Tese (Doutorado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo investigar a dimensão psíquica da questão do racismo, partindo
da hipótese de que essa realidade histórico-social determina, para os negros, configurações psíquicas
peculiares. A partir do referencial da teoria psicanalítica, procura-se determinar o modo como as
significações que o racismo envolve se inscrevem psiquicamente para o negro, e o modo como elas vão
produzir a dimensão simbólica do corpo negro e ideal imaginário da brancura. Tais inscrições psíquicas
não são simplesmente resultado da introjeção das experiências de discriminação efetivamente
vivenciadas, mas se constituem na infância, envolvendo momentos iniciais da constituição subjetiva.
Nesse sentido, afetam os negros independentemente de sua posição econômico-social. Nessa abordagem,
busca-se definir a condição de negro como produto da interação dialética entre, de um lado, as
representações sociais ideologicamente estruturadas e as estruturas sócio-ecônomicas que as produziram e
as reproduzem, de outro, as configurações que formam o universo psíquico. Este trabalho pretende
chamar a atenção para o fato de que nem a consciência da condição de negro nem o engajamento em
relação às lutas políticas contra a discriminação racial são suficientes para modificar o condição do negro,
na medida em que os sentidos do racismo, inscritos na psique, permanecem não elaborados.
1999
Mestrado
SILVA, Suzi Teresa da. O psicólogo na televisão: uma análise da participação de psicólogos no
programa Silvia Poppovic. 1999. 101 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a participação de psicólogos em programas de televisão. Escolhemos para estudo de
caso o programa Silvia Poppovic, apresentado pela Rede Bandeirantes de Televisão. Gravamos em fitas
de vídeo 30 programas, dos quais foram escolhidos aleatoriamente 30 depoimentos, que foram utilizados
na análise quantitativa e qualitativa. Observamos que nesse programa o psicólogo tem uma participação
restrita, com um tempo reduzido para expor suas idéias. Suas intervenções sofrem muita interferência da
apresentadora, que tem uma participação muito central no programa, dirigindo as falas dos participantes e
impondo um roteiro para os depoimentos. As intervenções dos psicólogos consistem, na grande maioria,
em generalizações, conselhos e explicações da conduta dos entrevistados. O programa é produzido tendo
como objetivo o entretenimento. Assim, é pouco informativo, frustrando as expectativas dos psicólogos
de que possam transmitir conhecimentos aos telespectadores.
Doutorado
129
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
LASTORIA, Luiz Antônio Calmon Nabuco. Dialética do pensamento ético na Psicologia .
1999. 226 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho consiste numa reflexão histórica e filosófica da Psicologia a partir da ética.
Adota como ponto de partida a constatação de que as diversas teorias e práticas psicológicas, uma vez que
não podem se desvencilhar das dimensões axiológica e normativa que lhes são inerentes, devem procurar
transcender a cisão histórica entre "fato" e "juízo de valor" tendo em vista a construção de um vínculo
intrínseco com as proposições éticas. Dado que a realização dessa tarefa pressupõe, necessariamente, o
diálogo da Psicologia com diferentes perspectivas filosóficas sobre a configuração do ethos cultural nas
sociedades contemporâneas, duas alternativas fornecidas ao problema a partir do marxismo ocidental são
examinadas em maior profundidade. Resulta dessa investigação que a autoconsciência da Psicologia em
termos éticos implica na consciência de sua impossibilidade em elevar-se ao nível da praxis (essa última
compreendida como toda prática racional cujo objetivo é o auto-aperfeiçoamento do homem). Isso se
deve ao fato de que o conjunto de práticas possíveis implica o inevitável submetimento dos indivíduos a
uma totalidade social falsa. Em resumo, o compromisso ético da Psicologia deverátorná-la uma ciência
crítica das condições objetivas que violentam a subjetividade humana.
2001
Mestrado
PINTO, Osmar de Paula. Da descoberta de si mesmo à luta contra a exclusão: visões de
militantes do movimento negro de São Paulo sobre a questão racial. 2001. 164 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar as concepções de militantes de diversas organizações do
Movimento Negro da cidade de São Paulo, sobre o próprio movimento, sua militância, não-militância e
suas relações com a população negra da capital. O estudo parte da constatação da baixa participação do
povo negro de São Paulo nos movimentos sociais, que visam melhorar sua fortuna de inclusão na
sociedade, e do fato do Movimento não conseguir construir uma comunicação eficaz que facilite suas
relações com a população negra. Por isso, pretende-se investigar até que ponto certas concepções,
originadas na militância do Movimento, poderão constituir barreiras de comunicação que dificultem a
aproximação deste com a população negra. É uma pesquisa exploratória que visa conhecer melhor a
situação, a fim de levantar algumas hipóteses sobre os obstáculos que estão dificultando um melhor
entrosamento entre as entidades do Movimento Negro e o povo negro de São Paulo. Este estudo está
dividido em duas partes. Na primeira, procurou-se contextualizar o problema diacrônica e
sincronicamente. Abordou-se, rapidamente, os antecedentes históricos da questão racial e a inserção do
130
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
negro na atual sociedade brasileira. Na segunda parte, a pesquisa de campo compreende dez entrevistas
com militantes do atual Movimento Negro de São Paulo, procurando localizar e analisar, em seus
discursos, as concepções sobre o Movimento, seus militantes, não-militantes e seu relacionamento com a
população negra da capital. Esperamos que os conhecimentos adquiridos através deste estudo possam ser
úteis às organizações do Movimento Negro, facilitando-lhes motivar a população negra para participarem
de suas mobilizações e lutas.
Doutorado
ZUQUIM, Judith. Infância e crime na História da Psicologia no Brasil: um estudo de
categorias psicológicas na construção da história da infância criminalizada na Primeira
República. 2001. 216 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano)
– Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa busca traçar as rotas pelas quais deu-se a incorporação de categorias psicológicas
na construção histórica da infância criminalizada no caso brasileiro. Ao reconstruir este percurso,
defende-se a tese de que a emergência de determinados saberes psicológicos no Brasil foi estruturante
nessa construção no período analisado, que compreende a Primeira República. Sob essa premissa, é
analisado o lugar de categorias psicológicas na constelação que demarcou o discurso sobre a infância
criminalizada, pretendendo-se assim apontar marcas da sedimentação de tais categorias. Para tanto, foi
necessário investigar como o controle social de numerosas crianças gerou uma norma própria ao grupo
classificado como objeto de ciência. A pesquisa indicou que o objeto "infância criminalizada" não é
unívoco ao ser delineado nas sentenças jurídicas, nas medidas policiais, no diagnóstico psiquiátrico ou
nos projetos pedagógicos. Procurou-se descrever a dispersão desses objetos durante a Primeira República,
apreender os interstícios que os distinguem e apontar o jogo múltiplo de categorias psicológicas nessa
dispersão. Nesse rumo, procurou-se também enfatizar em que medida o discurso psicológico foi
permeável a opções filosóficas ou morais, e atravéssado radicalmente pela prática política.
2002
Doutorado
BENTO, Maria Aparecida da Silva. Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas
organizações empresariais e no poder público. 2002. 169 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta tese trata das manifestações da racialidade branca no discurso dos gestores de pessoal
(chefes e profissionais de recursos humanos) de duas prefeituras do sudeste brasileiro. Seu objetivo é
melhor compreender como se dá a reprodução das desigualdades raciais nas relações de trabalho no
interior das organizações. A racialidade branca, entendida aqui como branquitude, é abordada como um
elemento subjetivo, ocultado que interfere na ação dos gestores nos processos de avaliação da força de
trabalho, notadamente nos processos de seleção, promoção, treinamento, demissão e resolução de
131
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e do Desenvolvimento Humano
conflitos na Instituição. Ao longo do texto foi configurada a situação de desigualdade de negros e brancos
no mercado de trabalho contemporâneo, bem como as tímidas respostas das organizações brasileiras a
esse quadro. A omissão e o silêncio de importantes atores do mercado de trabalho, aparecem
materializados nas entrevistas com os gestores, que raramente percebem o negro em seu universo de
trabalho. Tudo se passa como se houvesse um pacto entre brancos, aqui chamado de pacto narcísico, que
implica na negação, no evitamento do problema com vistas a manutenção de privilégios raciais. O medo
da perda desses privilégios, e o da responsabilização pelas desigualdades raciais constituem o substrato
psicológico que gera a projeção do branco sobre o negro, carregada de negatividade. O negro é inventado
como um "outro" inferior, em contraposição ao branco que se tem e é tido como superior; e esse "outro" é
visto como ameaçador. Alianças inter-grupais entre brancos são forjadas e caracterizam-se pela
ambigüidade, pela negação de um problema racial, pelo silenciamento, pela interdição de negros em
espaço de poder, pelo permanente esforço de exclusão moral, afetiva, econômica, política do negros, no
universo social. Neste contexto é que se caracteriza a branquitude como um lugar de privilegio racial,
econômico e político, no qual a racialidade, não nomeada como tal, carregada de valores, de experiências,
de identificações afetivas, acaba por definir a sociedade. Branquitude como preservação de hierarquias
raciais, como pacto entre iguais, encontra um território particularmente fecundo nas Organizações, as
quais são essencialmente reprodutoras e conservadoras.
MAIA, Ari Fernando. Televisão e barbárie: um estudo sobre a indústria cultural brasileira.
2002. 226 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A pesquisa analisou o conceito de Indústria Cultural, cunhado por Adorno e Horkheimer na
década de 40, em dois momentos: no primeiro, retomando teoricamente os fundamentos do conceito na
Dialética do Esclarecimento e na Estética adorniana, ressaltou-se a importância do conceito marxiano de
fetichismo da mercadoria para a compreensão do conceito de indústria cultural, a importância da relação
entre a forma e o conteúdo na análise dos seus produtos e a importância de uma teoria crítica do indivíduo
para uma compreensão da relação entre o meio de comunicação e o receptor. No segundo, realizando uma
pesquisa empírica sobre a Rede Globo de Televisão, e analisando seus métodos de produção, a origem
histórica e a estrutura formal da telenovela, e finalmente o telejornalismo, ressaltou-se elementos
ideológicos presentes tanto na forma quanto no conteúdo da programação. A pesquisa concluiu que o
conceito de indústria cultural continua válido, apesar de algumas modificações tecnológicas ocorridas
desde a época em que foi criado, tais modificações apontam para uma maior sofisticação no controle
exercido pelos produtos da indústria cultural devido à adequação entre os programas e as demandas da
audiência através de vários tipos de pesquisas, e da utilização de estratégias específicas como o
merchandising social. Essa conclusão tem importantes conseqüências para a Psicologia e para a
Educação, e procurou-se discutir algumas dessas conseqüências assim como apontar a necessidade de
novas pesquisas.
132
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e do Desenvolvimento Humano
SILVEIRA, Marly de Jesus. Educação, diferenças e desigualdade: a contribuição da escola
neste enfrentamento. 2002. 141 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A presente tese baseia-se em aspectos dos estudos em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano, articulando-os a estudos selecionados de outras áreas, sobre a construção de uma cultura da
igualdade social através da mediação da escola. Entende-se que a cultura no mundo capitalista e póscapitalista é fruto da divisão social do trabalho, e portanto, faz parte da desigualdade e é veículo dela. Esta
cultura compõe a "cultura escolar", razão pela qual, a escola reproduz a divisão social e a desigualdade.
Entretanto, mobilizando a capacidade de reflexão do sujeito, a escola reserva potencial de negação da
desigualdade. O trabalho é crivado pela discussão da condição negra, como emblemática da fragmentação
social brasileira, produzindo subjetividades destroçadas conforme suas segmentações de raça, classe e
cultura. Toma-se para exercício de análise o tema transversal "pluralidade cultural", nos Parâmetros
Curriculares Nacionais - PCN. Procura-se mostrar neles tanto a reafirmação do mito da democracia racial,
ao trabalharem com a diversidade desconectada da produção social da desigualdade; como sua
potencialidade crítica em relação à desigualdade, através de temas transversais, desde que não sejam
meros apêndices, mas, assumidos em seu conteúdo ético-político, radicalmente.
2009
Doutorado
BARROS, Carlos César. Fudamentos filosóficos e políticos da inclusão escolar: um estudo
sobre a subjetividade docente. 2009. 259 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho busca investigar as bases psicológicas da inclusão escolar. Baseia-se em estudo
teórico e numa descrição empírica da subjetividade de professores de alunos com necessidades
educacionais especiais. A partir do estudo de documentos e da literatura especializada, depara-se com a
fundamentação axiológica da educação inclusiva. Passa, então, a refletir sobre as contradições de
sustentar o discurso educacional em valores humanitários universais enquanto a contemporaneidade se
desumaniza e considera tais valores ultrapassados ou ilusórios. Tomando como referencial a teoria crítica
da sociedade, a Escola de Frankfurt, a pesquisa busca encontrar nas contradições fatores que estimulam e
transformam: os próprios valores, que não são ilusórios já que derivados das condições materiais da
existência, mas são passíveis de serem ultrapassados no tempo se negados e esquecidos. Ainda que
decadentes devido à massificação na sociedade administrada eliminadora de diferenças, as forças sociais
libertadoras e transformadoras fazem um retiro na esfera individual. Se o reconhecimento dos valores se
dá nas esferas social, jurídica e afetiva, frente à crise das duas primeiras esferas, cabe perguntar como ele
subsiste na terceira, na subjetividade individual. Impõe-se, portanto, o objetivo de identificar atitudes e
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e do Desenvolvimento Humano
valores relacionados à inclusão escolar e aos alunos com necessidades educacionais especiais nos
professores, que lidam diretamente e por maior tempo com os alunos. Algumas categorias psicológicas
como ideais coletivos e individuais, fantasia, identificação, compaixão, atitudes, crenças, valores e
preconceito foram tomadas como norteadoras da seção empírica da pesquisa. Considerando-se que o meio
privilegiado de expressão dessas categorias é a fala, foi utilizada a técnica de entrevista de discurso livre
com sete professoras do nível um de uma Escola Municipal de Ensino Fundamental paulistana. A análise
e interpretação das entrevistas passam por temas como as más condições do trabalho docente, problemas
de saúde física e emocional, falta de reconhecimento profissional, pouca identificação com a política
educacional, desinformação em relação à inclusão escolar, necessidade de um trabalho de formação
continuada que dê sentido à prática, sensação de abandono e desamparo. Os valores igualitários são
mantidos, porém deslocados da vida escolar. As fantasias em relação a uma educação outra, menos
conteudista, mais lúdica e livre, subsistem. O convívio com pessoas com deficiência transformou atitudes
e gerou um potencial de receptividade e acolhimento. As oportunidades de reflexão sobre a prática e de
participação em cursos de formação apresentam-se como redutoras de ansiedade e transformadoras de
concepções. A tese se encerra considerando que a presença das contradições da história da educação para
todos, materializadas nos afetos e nas representações das professoras, mantém viva, por meio da proposta
de inclusão escolar, um projeto emancipatório de educação. É preciso, no entanto, que, para além dos
discursos, transformem-se as condições de trabalho que são forças contrárias aos elementos favoráveis à
inclusão nos professores. Trabalhos de formação docente e de Psicologia Escolar que enfatizem as
atitudes em relação à inclusão de todos os alunos podem trazer contribuições significativas para um
movimento de luta contra a barbárie que comece pela escola.
JOSÉ FERNANDO BITENCOURT LOMÔNACO
1978
Mestrado
TOLEDO, Mirian Correa de. Atitude tradicionalista em Educação: validação de uma escala e
um estudo de mudança de atitude. 1978. 249 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
134
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1980
Mestrado
BRITTO, Vera Maria Vedovelo de. Expectativa do professor: implicações psicológicas e
sociais. 1980. 157 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo não encontrado.
1981
Mestrado
DORIN, Lannoy. Variações de um procedimento metodológico para o ensino de conceitos:
um estudo comparativo. 1981. 216 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga a eficácia do procedimento metodológico para o ensino de conceitos denominado
conjunto de conceitos (concept set). Organiza três tipos de programas para o ensino de dois conceitos:
mutualismo e hereditariedade. O programa padrão, programa A, e o conjunto de conceitos: definição do
conceito, atributos críticos e exemplos e contra-exemplos emparelhados. Os outros dois programas são
exemplos e contra-exemplos, com definição no final e exemplos e contra-exemplos, com o pedido para o
aprendiz elaborar a definição. Os sujeitos são 123 estudantes de ambos os sexos com idades entre 14 e 18
anos submetidos a um pré-teste antes de cada programa, um pós-teste imediato e um pós-teste retardado.
Os resultados mostram que não há diferenças significantes entre os três programas e que os rapazes de 16
a 18 anos tiveram media significantemente superior a do grupo feminino no pós-teste retardado. Conclui
que a verbalização do conceito parece não ser essencial em uma aprendizagem, que o arranjo de exemplos
e contra-exemplos é o fator mais importante na aquisição de conceitos e que os três programas são
eficientes tanto para o ensino dos conceitos como para sua retenção a longo prazo.
OLIVEIRA, Quinha Luiza de. Validade preditiva de alguns testes de prontidão para
alfabetização: um estudo comparativo. 1981. 193 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica a validade preditiva dos testes de prontidão para a alfabetização: teste metropolitano de
prontidão (tmp), teste de organização perceptomotora (top), teste Marianne Frostig de desenvolvimento
da percepção visual (f) e teste abc. Os sujeitos são alunos da primeira série do primeiro grau, sendo 125
do nível socioeconômico médio e 162 de nível socioeconômico baixo. Os alunos são distribuídos em
quatro grupos e em cada grupo aplica-se um teste de prontidão. Todos os alunos são submetidos ao teste
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e do Desenvolvimento Humano
de inteligência não-verbal. Compara os resultados dos testes com uma prova de aproveitamento (pa)
aplicada ao término do ano letivo e com os conceitos atribuídos pelas professoras. Os sujeitos do nível
socioeconômico médio obtem resultados significantemente melhores nas provas tmp, top, inv e pa. Os
sujeitos femininos do nível socioeconômico baixo são melhores no abc. Conclui que o tmp e o único teste
que mostra ter validade preditiva para todos os sujeitos e que o abc e o top são preditivos para os sujeitos
masculinos do nível socioeconômico baixo e o f e preditivo para os sujeitos femininos do nível baixo.
1982
Mestrado
TRIGUEIROS, Elecy Dietrich. Avaliação da eficiência de um procedimento metodológico
para o ensino de conceitos. 1982. 169 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1983
Doutorado
SOCCI, Vera Motta Vecchiatti. Elaboração e validação de uma escala de atitudes em relação
ao sexo. 1983. 153 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo não encontrado.
1984
Mestrado
BAPTISTA, Marisa Todescan Dias da Silva. Um estudo do significado da informação
profissional no currículo do segundo grau. 1984. 463 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
136
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1985
Mestrado
ALBERTINI, Paulo. Influência da prática mental na aprendizagem de uma habilidade
motora. 1985. 107 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1986
Doutorado
OLIVEIRA, Quinha Luiza de. Estudo psicométrico de quatro instrumentos de avaliação da
prontidão para leitura e escrita. 1986. 402 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda a precisão, o índice de dificuldade e a validade concorrente e preditividade 4 testes: teste
metropolitano de prontidão (tmp), teste diagnostico das habilidades do pré-escolar (dhp), teste de
prontidão para a leitura, (tpl), e instrumento de avaliação do repertório básico para alfabetização (iar).
Verifica, também, a influência das variáveis sexo, freqüência ao pré-primário e classe social sobre o
desempenho nestes testes. Os ss são alunos de primeira série do primeiro grau, de ambos os sexos, 67 de
classe social média-alta de escola pública central e 73 de classe média-baixa de escola da periferia.
Submete os ss aos 4 testes no início do ano, e a uma prova de aproveitamento no final do ano, elaborada
pela experimentadora para fins de comparação. Os 4 testes apresentam coeficientes aceitáveis de precisão
e validade, sendo que nos subtestes esses coeficientes são menores; o tmp apresenta os maiores
coeficientes. Verifica que os ss de classe média-alta e os que freqüentaram pré-primário apresentam um
desempenho significativamente superior em todos os testes. Os ss de classe media-baixa apresentam
melhor desempenho no tpl e mais dificuldade nas habilidades numéricas e de análise-sintese. Com base
nesta análise, sugere itens e subtestes mais adequados para elaboração de um novo instrumento de
avaliação de prontidão para a leitura e escrita.
1989
Mestrado
137
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
SILVA, Cleuza Beatriz Baptista da. Elaboração e validação de um instrumento para avaliar
níveis de pensamento através da interpretação de provérbios. 1989. 116 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Propõe a elaboração e validação de um instrumento para avaliar o desenvolvimento cognitivo de
crianças e adolescentes através da interpretação de provérbios. Seleciona 104 provérbios comumente
utilizados no Brasil, que são apresentados a 40 crianças entre 8 e 9 anos de idade para avaliação da
inteligibilidade e familiaridade das palavras. Os 55 provérbios selecionados nesta fase são avaliados por
10 juízes adultos, resultando na seleção de 30 provérbios. Procede a validação de conteúdo do
instrumento através do julgamento por 5 juízes adultos, os quais escolhem 20 provérbios e suas
respectivas alternativas de respostas. Aplica o instrumento a 195 crianças e adolescentes na faixa etária de
8 a 15 anos, oriundos de duas escolas públicas de Araraquara, São Paulo. Com os dados coletados realiza
analise de variância e calculo do poder discriminativo e da precisão do instrumento. Os resultados
indicam que o instrumento discrimina significantemente entre as faixas etárias. O que o torna adequado
para estudos de desenvolvimento nas áreas de educação, Psicologia Clínica, Psicologia Social e
psicolingüística.
Doutorado
TOSCHI, Eny. Percepção visual e aprendizagem da leitura e escrita. 1989. 184 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa algumas relações entre percepção visual e aprendizagem da leitura e escrita. Os ss são
60 alunos da primeira série de uma escola pública da periferia de Porto Alegre-RS, divididos igualmente
em 3 grupos: grupo r - alunos repetentes da primeira série; grupo i - alunos iniciantes sem escolaridade
anterior; grupo p - alunos que freqüentaram a pré-escola no ano anterior. No início do ano letivo os 3
grupos são comparados em função das variáveis percepção visual, quociente de inteligência, sexo e idade,
não apresentando diferenças significantes. Durante e ao final do ano letivo são aplicados o teste de
desenvolvimento de percepção visual de frostig, escala verbal do WISC, provas de discriminação de letra,
reconhecidas de palavras, leitura, compreensão de leitura, cópia e ditado. Ao final do ano letivo constata
diferenças significantes quanto a idade e percepção visual entre o grupo p e grupos r e i. Discute os
resultados em função dos fatores maturação e experiências individuais. O fator entrada na escola em idade
precoce e considerado importante para a criança que não tem oportunidade de aproximação com o
símbolo escrito em seu ambiente familiar. Enfatiza também, a importância de estudos na área de
psiconeurologia e suas implicações para o ensino e aprendizagem de leitura e escrita.
1990
Mestrado
138
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
DROZDEK, Suely. Percepção das atitudes facilitadoras do professor: elaboração e validação
de um instrumento. 1990. 267 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Elabora e valida um instrumento que permite avaliar a percepção que o aluno apresenta das
atitudes facilitadoras do professor, durante a relação estabelecida por ambos no processo de
aprendizagem. Adota a abordagem centrada no aluno, elaborada por Carl Rogers, desenvolvendo uma
escala para medida da percepção das atitudes facilitadoras do professor (empafp) com base em sua
vivência como professora e pesquisadora. Submete a escala a um procedimento de validação através da
avaliação feita por 3 juízes, especialistas na abordagem centrada na pessoa. Testa, também, a
inteligibilidade do texto com 27 alunos de oitava série do primeiro grau, obtendo resultados positivos.
Aplica o instrumento em um estudo envolvendo 6 professores e 41 alunos, em uma escola de primeiro
grau de São Paulo-SP, visando correlacionar a auto percepção do professor sobre suas atitudes
facilitadoras com a percepção que os alunos têm dessas atitudes. Verifica, após análise qualitativa e
quantitativa, que a escala foi eficiente em captar as expectativas e dificuldades das professoras nas suas
relações com os alunos. Entretanto, a auto percepção das professoras sobre suas atitudes corresponderam
a percepção de seus alunos em apenas 3 casos. Apresenta as vantagens e desvantagens da empafp, quando
comparada a outros instrumentos, e sugere outras pesquisas possíveis.
Doutorado
BRITO, Maria do Socorro Taurino. Comparação entre os efeitos da avaliação por critério e
norma no desempenho escolar em matemática. 1990. 386 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Compara processos diferenciados de avaliação a fim de verificar a efetividade, aplicabilidade na
escola regular e influência nos resultados da aprendizagem de matemática. Verifica, também, se tais
resultados são influenciados por diferentes graus de inteligência e atitude. Os sujeitos são 85 alunos da
escola SENAI suiço-brasileira, SP, matriculados no curso de técnico em mecânica de precisão, do sexo
masculino, entre 14 e 20 anos de idade, divididos em 3 grupos: grupo controle - 31 alunos; grupo de
avaliação baseada em norma - 30 alunos; grupo de avaliação baseada em critério - 28 alunos. Os sujeitos
passam por vários testes e entrevistas semi-estruturadas. A análise estatística dos dados mostra que há
ganhos significantes para os 3 grupos independentemente do tipo de avaliação; o grupo critério mantémse estável ao nível de pós-teste, enquanto os grupos norma e controle voltam ao nível do pré-teste; são
significantes algumas correlações entre inteligência e ganhos para os 3 grupos; não há correlação
significante entre atitudes e ganhos nos 3 grupos; há correlações significantes entre inteligência e atitude
em um dos testes aplicados nos grupos controle e critério. Discute e corrobora os resultados com base na
pratica de avaliação por critério no SENAI-SP, fornecendo sugestões de operacionalização do processo e
usos dos dados obtidos.
139
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
CROCHIK, José Leon. O ajustamento do pensamento em uma sociedade de alto
desenvolvimento tecnológico: o computador no ensino. 1990. 2v. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa as propostas de uso do computador no ensino, tendo como referencial as reflexões de
alguns pensadores da escola de Frankfurt sobre a cultura e a razão. Analisando essas propostas, localiza
duas perspectivas: a técnico-científica que se caracteriza pela ênfase na técnica visando o
aperfeiçoamento da educação, e a história social, que vê a tecnologia educacional como instrumental
importante, criador de uma sociedade mais justa. A ideologia da racionalidade tecnológica esta presente
nas duas propostas onde encontra duas tendências: em uma propondo a transmissão de conteúdos
formalizados e na outra, a aquisição do pensamento formal. Ambas são complementares e limitadas pelas
características lógicas do computador. Essas duas tendências podem ser caracterizadas no positivismo
Comteano. As propostas do uso do computador no ensino indicam a presença da ideologia da
racionalidade tecnológica na educação e, com isso, favorecem uma consciência que não percebe
contradições sociais, o que conseqüentemente auxilia na perpetuação da atual organização social.
1992
Mestrado
JOLY, Maria Cristina Rodrigues Azevedo. Computador vs lápis e papel em atividade de
discriminação visual com pré-escolares. 1992. 344 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Avalia o uso de microcomputadores em tarefas de discriminação visual de letras, sílabas e
palavras, em comparação com o método tradicional de lápis e papel. Os ss são 24 crianças com idade
média de 6 anos, cursando o pré-primário em duas escolas de Valinhos-SP, uma particular (grupo a) e
outra do SESI (grupo b). Divide os ss em 4 grupos, 2 em cada escola, de acordo com o material utilizado
(computador ou papel). Utiliza na coleta de dados: questionário informativo enviado aos pais; diferencial
semântico para conhecer a opinião dos ss sobre o computador; prova de avaliação acadêmica; prova
específica para verificar a capacidade de discriminação de letras, silabas e palavras; programa de treino
em discriminação visual, em forma de caderno ou através do microcomputador. Verifica que a maioria
dos país considera que o computador na escola favorece a adaptação dos indivíduos a sociedade
informatizada; os ss demonstram grande interesse e opinião favorável ao microcomputador; não identifica
diferenças estatisticamente significantes entre o treino realizado com computador e papel. Conclui ocorrer
maior progresso qualitativo para os grupos que usaram computador; lápis e papel mostram-se mais
eficientes para o s adquirir autonomia na escrita; a instrução programada e uma técnica eficiente que
garante a aprendizagem de um conteúdo especifico, independente do meio de ensino utilizado.
Doutorado
140
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
ALBERTINI, Paulo. Contribuição para o conhecimento do pensamento de Reich:
desenvolvimento histórico e formulações para a educação. 1992. 130 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Realiza uma análise estrutural e histórica dos escritos de Wilhelm Reich com o objetivo de
contribuir para o conhecimento de seu pensamento teórico. Busca, também, articular as relações de
reciprocidade entre o pensamento educacional e a obra como um todo. Expõe o trajeto histórico do autor
de 1897 a 1934, através de 4 períodos seqüenciais. Analisa a articulação entre pensamento educacional e a
obra reichiana em 3 tópicos: a) a busca do possível dentro do impossível, caracterizado pela presença de
teses freudianas juntamente com as emergentes concepções reichianas; b) educação e auto-regulação,
onde abandona o referencial freudiano e formula uma proposta de intervenção no meio social, almejando
a prevenção da neurose, tendo como concepção estruturante a possibilidade de auto-regulação; c) medidas
educacionais-terapêuticas como tentativa de prevenção do encouraçamento infantil, identificado por
propostas que incluem cuidados com a gestante, pré-natal e parto e por uma concepção que atribui o
surgimento da couraça ao aparecimento da auto-percepção humana. Faz algumas reflexões sobre o autor,
sua vida e obra e organiza uma relação onde alguns livros sobre reich são apresentados de forma sintética.
1994
Doutorado
PENAZZO, Arnaldo Antônio. Estudo sobre a aprendizagem de conceitos por crianças
deficientes mentais moderadas. 1994. 101 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga o papel da ação nos processos de abstração e generalização envolvidos na
aprendizagem de conceitos, baseado em Jean Piaget. Os SS são 15 deficientes mentais moderados, de
ambos os sexos, idade cronológica entre 7,6 e 11,7 anos, idade mental entre 3,3 e 5,7 anos, com quociente
intelectual entre 38 e 49, alunos de uma escola de educação especial. Elabora 3 procedimentos para o
ensino do conceito de sapato dividindo os ss em 3 grupos: ao g1 apresenta um exemplo do conceito, uma
instrução verbal e um comportamento (ação envolvendo manipulação) associado ao exemplo do conceito;
ao g2 apresenta um exemplo do conceito, 10 instruções verbais e 10 comportamentos associados ao
exemplo; ao g3 apresenta 10 exemplos do conceito, uma instrução verbal e um comportamento associado
a um exemplo do conceito. Desenvolve o trabalho em 4 etapas: pré-teste, ensino do conceito, pós-teste e
reteste. Os resultados mostram que os procedimentos utilizados com os grupos 2 e 3 levam a
aprendizagem e retenção do conceito, o mesmo não ocorre com relação ao g1; as comparações
intragrupais nao evidenciam diferenças de efetividade dos procedimentos entre os 3 grupos. O estudo
corrobora o pressuposto de Piaget segundo o qual as experiências do tipo físico que consistem em agir
141
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e do Desenvolvimento Humano
sobre os objetos concretos, favorecem o processo de abstração e generalização, possibilitando a aquisição
de conceitos.
PROENÇA, José Elias de. Efeitos motivacionais do feedback extrínseco na aprendizagem de
uma habilidade motora discreta simples. 1994. 154 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga os efeitos motivacionais do feedback extrínseco na aprendizagem e retenção de uma
habilidade motora discreta. Os ss são 60 estudantes de educação física e 60 alunos da quarta série do
primeiro grau, divididos, por faixa etária, em 3 grupos: ga-feedback verbal aprovatório, gr-feedback
verbal reprovatório e gi-feedback verbal informacional. Os ss arremessam saquinhos em alvo circular de
1,50m de diâmetro, oculto atrás de tapume. Após cada arremesso o s, segundo o grupo a que pertence,
recebe feedback aprovatório, reprovatório ou informacional. O procedimento se desenvolve em 3 fases:
aquisição, transferência e retenção. Na fase de aquisição os ss treinam os arremessos e recebem um tipo
de feedback após cada um deles; na transferência os feedbacks são retirados para todos os grupos e a fase
de retenção, realizada 5 dias após, foi idêntica a transferência. Utiliza a análise de variância a 2 fatores
para medidas repetidas. Na fase de aquisição, nas comparações intragrupos, verifica diferenças entre
tentativas iniciais e finais, indicando efeitos de aprendizagem em todos os grupos. Detecta queda no
desempenho entre as fases de transferência e retenção, sugerindo esquecimento por parte dos ss em
função da dependência do feedback extrínseco. Nas comparações intergrupos não encontra diferenças,
indicando que o tipo de feedback não afeta a aprendizagem.
1996
Doutorado
SILVA, Cleuza Beatriz Baptista da. Padronização do Teste Brasileiro de Provérbios (TBP)
para o Estado de São Paulo. 1996. 115 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Desenvolve a padronização do teste brasileiro de provérbio (tbp), de silva (1989) para o estado
de São Paulo. Analisa o desenvolvimento cognitivo infantil, através do uso de provérbios para
compreender a maneira pela qual a criança pensa a luz de concepções teóricas de Piaget, Vygotsky e
Bruner. Os ss são 1075 crianças e adolescentes, com idade entre 8 e 15 anos, de 18 escolas públicas e uma
particular, de 3 diferentes regiões do estado: 1) região de Ribeirão Preto (n=455); 2) região do Vale do
Ribeira (n=120); 3) região metropolitana de São Paulo (n=500). Categoriza os ss em faixas etárias: a) 8 a
9 anos e 11 meses; b) 11 a 12 anos e 11 meses; c) 14 a 15 anos e 11 meses. Avalia a homogeneidade do
teste através das matrizes de correlações de Pearson e realiza análise de variância para as variáveis: idade,
série escolar e região. Elabora normas através das ordens percentuais de cada tipo de resposta em relação
as 3 faixas etárias, para o estado de São Paulo. Verifica que o tbp é adequado para a faixa etária de 8 a 9
142
Universidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
anos e 11 meses. Sugere o estudo da validade de critério preditiva, comparando os resultados do tbp com
notas escolares, como forma de melhorar a consistência dos resultados obtidos na pesquisa.
1997
Mestrado
FRAIMAN, Leonardo Perwin e. A importância da participação dos pais na educação escolar.
1997. 134 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Na introdução são considerados alguns aspectos acerca do distanciamento entre casa e escola e
algumas possíveis conseqüências deste para pais, alunos e professores. Principalmente os efeitos de uma
situação de isolamento, que pode ser observada entre pais e escolas, entre estes e professores, assim como
entre pais e filhos. Na segunda parte, no capítulo intitulado de Referência Experiencial, o autor relata sua
vivência pessoal como Orientador Educacional do Colégio Hebraico Brasileiro Renascença que o
impulsionou a pesquisar este tema, em busca de um sentido para seu trabalho, assim como alguns de seus
questionamentos pessoais que, de alguma forma, podem ter contribuído para este trabalho de pesquisa.
No terceiro capítulo é apresentada uma revisão da literatura que demonstra os benefícios do envolvimento
dos pais na educação dos filhos, indicando haver uma relação estreita entre as expectativas dos pais e o
desempenho escolar dos alunos. No capítulo quatro são analisados os efeitos do distanciamento das
famílias das escolas, sejam estes no rendimento e andamento escolar, sejam refletidos em condutas autodestrutivas dos alunos. Algumas possíveis causas que conduzem ao distanciamento entre casa e escola são
estudadas no capítulo cinco, sejam estas originadas de um número cada vez maior de separações nas
famílias, sejam advindas de mudanças socioculturais, com reflexos na própria organização familiar e,
conseqüentemente no contato com as escolas, salientando a responsabilidade das próprias escolas pelo
não envolvimento dos pais no processo educacional dos seus filhos. Na discussão são apresentadas
reflexões acerca dos dados obtidos pela pesquisa bibliográfica realizada, bem como possíveis caminhos a
serem trilhados pelas escolas que se interessem por uma aproximação com as famílias; e em especial um
reforço e incentivo a estas atitudes. A valorização da figura do professor é sugerida como uma forma de
oferecer aos alunos um modelo de educação mais adequado.
NOVAES, Gláucia Torres Franco. Produções escritas de alunos de oitava série do primeiro
grau do Vale de Jequitinhonha: um estudo sobre fatores favorecedores à construção de um
bom escritor. 1997. 77 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
143
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
DARIDO, Suraya Cristina. Ação pedagógica do professor de Educação Física: estudo de um
tipo de formação profissional científica. 1997. 283 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MESQUITA, Rosa Maria. Comunicação não-verbal: atuação profissional e percepção da
psicodinâmica do movimento expressivo. 1997. 271 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga os aspectos relativos à percepção de movimentos expressivos por 3 grupos de
profissionais através da observação e análise da psicodinâmica do movimento. Estes aspectos limitam-se
à percepção de estados subjetivos (atitude interna/emocional/mental) e percepção das nuances da
dinâmica do movimento (fatores e qualidades). Os Ss são 30 profissionais das áreas de Educação Física,
Medicina e Psicologia, com idade superior a 35 anos, divididos em 3 grupos compostos por 10
profissionais, sendo 5 do sexo feminino e 5 do sexo masculino. Estes três grupos de profissionais assistem
a uma fita de vídeo estruturada e produzida como instrumento de pesquisa, contendo 3 cenas diferentes
relativas ao andar de um indivíduo; o foco de cada uma das cenas permite somente a visão posterior do S.
Os profissionais observam e analisam cada uma das cenas identificando os estados subjetivos que
percebem no movimento expressivo, assim como a dinâmica das qualidades dos 4 fatores do movimento:
fluência, espaço, peso e tempo. Depois de cada uma das observações e análise anotam suas percepções
em folhas de registro estruturadas para este fim, de acordo com uma escala de diferencial semântico.
Após análise qualitativa de freqüências e porcentagens, e análises quantitativas, através dos coeficientes
de concordância de Kendall e de correlação de Spearman, constata que os 3 grupos concordam entre si
sobre a maioria das percepções dos estados subjetivos, pois não apresentam diferenças estatisticamente
significantes, nem na ordem de percepção das 13 questões relativas à escala de diferencial semântico dos
estados subjetivos, nem nos estados subjetivos mais emergentes. Quanto à dinâmica do movimento,
apesar da alta concordância dos fatores e qualidades do movimento para os 3 grupos, constatou diferenças
estatisticamente significantes na ordem de percepção destes fatores e qualidades, para os 3 grupos, nas
cenas 1, 2 e 3. Na subdivisão dos grupos por sexo, os resultados indicam que as mulheres tendem a
decodificar os sinais não-verbais relativos aos estados subjetivos e aos fatores de qualidade do
movimento, de forma mais acentuada do que os homens. Constata-se concordância entre a maioria das
percepções dos estados subjetivos e dos fatores e qualidades do movimento dos 3 grupos de profissionais,
com o gabarito dos especialistas. As percepções divergentes dizem respeito ao estado subjetivo inseguro e
aparentemente decidido para a cena 1, ao fator tempo de membros superiores para a cena 1 e aos fatores
peso e espaço de membros superiores para a cena 2.
OKUMA, Silene Sumire. O significado da atividade física para o idoso: um estudo
fenomenológico. 1997. 376 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
144
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo não encontrado.
1999
Doutorado
Maria Cristina Rodrigues Azevedo. Microcomputador e criatividade em leitura e escrita no
ensino fundamental. 1999. 269 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Participaram desta pesquisa 80 alunos de 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental divididos em
grupos experimental e controle, por série, visando: comparar o uso de programas educacionais por
computador ao ensino tradicional em atividades de leitura e escrita; avaliar a influência da criatividade
sobre o desempenho dos sujeitos em leitura e escrita; analisar o efeito dos programas de treino sobre o
desempenho dos sujeitos e verificar a influência do nível de escolaridade sobre o desempenho em leitura e
escrita criativas. O procedimento utilizado foi do tipo experimental e contou com avaliação inicial,
intermediárias e final através da Prova de Criatividade. O treinamento foi realizado com programas de
Leitura, Escrita e Criatividade. Para cada programa foi estabelecida uma avaliação inicial e final através
de pré e pós-testes com provas específicas. A análise descritiva e estatística dos dados revelou que o
desempenho dos sujeitos dos grupos experimentais foi qualitativamente superior ao dos grupos controle,
embora diferenças estatisticamente significantes não tenham sido registradas quando da comparação entre
os grupos, pois todos os grupos revelaram progressos significativos em todos os programas de treino e a
análise geral dos dados assinala uma possível interdependência entre os três programas de treino. O
Programa de Leitura possibilitou que 35% dos sujeitos dos grupos experimentais e 27,5% dos sujeitos do
controle atingissem o nível de leitura criativa através da utilização da literatura infantil. A Técnica de
Cloze, independentemente de ser utilizada no modo convencional ou através do computador, mostrou-se
motivadora e efetiva para promover a compreensão crítica e criativa. O Programa de Escrita através do
computador revelou-se significantemente superior ao convencional para incrementar a escrita criativa; o
convencional mostrou-se mais efetivo para desenvolver a estrutura lingüística na produção de textos.
2000
Mestrado
RIBEIRO, Maria Neucilda. Análise das relações entre família e escola na cidade de Porto
Velho/RO. 2000. 133 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
145
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: O objetivo deste trabalho foi coletar informações de pais, professores e corpo técnicopedagógico, a fim de conhecer a natureza das relações existentes entre escola e família nos
estabelecimentos de Ensino Fundamental da cidade de Porto Velho/RO. Este estudo é de natureza
qualitativa e seus dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas. A amostra foi
composta de trinta sujeitos, divididos em três grupos de dez participantes, envolvendo três segmentos da
comunidade escolar: professores, corpo técnico-pedagógico e pais de alunos. A pesquisa foi realizada em
dez unidades escolares pertencentes à rede pública e particular do Ensino Fundamental da cidade de Porto
Velho/RO, freqüentadas por alunos de diferentes classes sociais. Verificou-se que: a) os professores e o
corpo técnico-pedagógico das escolas valorizam os encontros com a família de seus alunos; b) as mães
comparecem mais freqüentemente às reuniões da escola do que os pais; c) maioria dos pais que
comparecem às reuniões prefere tratar de assuntos relacionados estritamente à vida escolar de seus filhos,
não demonstrando interesse em envolver-se com o projeto pedagógico das escolas; d) o corpo docente e
técnico-pedagógico das escolas também não manifestou interesse e disposição em discutir questões de
caráter pedagógico com os pais; e) nas escolas públicas, os pais mostraram-se dispostos a colaborar para
obtenção de recursos financeiros e, também, se for o caso, na prestação de serviços. Discutiu-se a
importância do relacionamento família-escola para a implantação de uma gestão democrática na
instituição escolar, o que pressupõe a existência de um ambiente de discussões e debates entre todos os
segmentos nos quais a escola se acha inserida.
2003
Mestrado
FERREIRA, Cyntia de Almeida Leonel. O papel das primeiras experiências infantis no
desenvolvimento afetivo: a idéia do determinismo infantil. 2003. 181 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho analisa o papel das primeiras experiências no desenvolvimento afetivo na
perspectiva do determinismo infantil e na de autores que criticam ou questionam tal pressuposição,
subjacente a um grande número de visões ou abordagens teóricas que procuram explicar o
desenvolvimento humano. Tal pressuposição se traduz na crença de que os primeiros anos da infância
constituem uma influência determinante no desenvolvimento futuro dos indivíduos. A fim de
compreender as razões da crença em tal pressuposto, foi realizada uma revisão bibliográfica de diferentes
concepções teóricas, fundamentada na classificação de Hunt (1979), que propõe serem quatro as
principais visões teóricas que abordam o tema: a Psicanálise, a Etologia, as Neurociências e a vertente
daqueles que criticam ou negam a idéia do determinismo infantil. Inicialmente, são considerados os
antecedentes históricos da idéia de que as primeiras experiências infantis são determinantes para o
desenvolvimento futuro, bem como discutidas algumas razões que podem ter contribuído para a aceitação
e prestígio desta idéia. A seguir, são consideradas algumas concepções psicanalíticas sobre a importância
146
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
das primeiras experiências infantis; a perspectiva etológica a respeito do tema e a influente Teoria do
Apego de John Bowlby (1965/2002). Passou-se, então, a analisar os argumentos de autores que
veementemente criticam a idéia do determinismo infantil: John Bruer (1999), Jerome Kagan (1998) e
Michael Lewis (1999). Estes estudiosos do desenvolvimento humano, não só questionam a idéia do
determinismo infantil, como assinalam a existência de outros fatores que afetam o desenvolvimento
profundamente após os primeiros anos. Finalmente, buscou-se refletir sobre as relações entre primeiras
experiências e o desenvolvimento futuro, considerando algumas das implicações que a crença no
determinismo infantil pode acarretar para as práticas de criação e educação infantis, bem como para
políticas sociais mais abrangentes.
2004
Mestrado
NUNES, Sylvia da Silveira. Desenvolvimento de conceitos em cegos congênitos: caminhos de
aquisição do conhecimento. 2004. 272 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste trabalho foi estudar o desenvolvimento de conceitos por cegos. Participaram da
pesquisa sete cegos congênitos de ambos os sexos, com idades entre 8 e 13 anos, que foram entrevistados
a fim de elucidar os recursos e caminhos de que se utilizam na formação de conceitos. A pesquisa foi
realizada em duas fases. Em um primeiro momento (Fase 1), foram apresentadas seis histórias elaboradas
por Keil e adaptadas ao nosso meio, com o objetivo de investigar a utilização dos atributos definidores e
característicos pelos participantes. Na Fase 2, foi solicitado aos participantes que definissem 15 conceitos,
subdivididos em concretos e abstratos. A análise dos resultados evidenciou que os cegos baseiam-se, na
maioria das vezes, em atributos definidores para responderem as questões das histórias da Fase 1. Para
analisar as respostas da Fase 2, 13 categorias foram criadas. As categorias que mais se destacaram pelo
alto número de respostas foram: Atributos Físicos Não Tateáveis, Comportamento/Exemplo e Contexto.
Outras seis categorias estiveram presentes em três grupos de conceitos, todos eles concretos: Atributos
Físicos Sonoros, Atributos Físicos Tateáveis, Comparação com outros conceitos, Função, Sinônimo e
Vivência. As outras quatro categorias - Localização, Instrumento, Forma de Aprendizagem Formal e
Informal - referem-se exclusivamente aos conceitos concretos não tateáveis. Verificou-se que cada tipo de
conceito envolve formas diferenciadas de definição e de utilização de recursos perceptivos. A presente
pesquisa identificou alguns caminhos conceituais utilizados pelo cego congênito, evidenciando a
multiplicidade de possibilidades de aquisição e expressão de conceitos. Foram discutidas implicações
deste trabalho no processo de ensino/aprendizagem de cegos.
2005
147
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Doutorado
RANGEL, Alda Patrícia Fernandes Nunes. Do que foi vivido ao que foi perdido: o doloroso
luto parental. 2005. 2v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A morte de filhos leva os pais a uma ruptura brusca com o mundo anterior à morte, fazendo com
que sejam forçados a grandes mudanças na vida tal como era vivida. Este estudo teve por objetivo
investigar o que acontece a pais enlutados após a morte de seus filhos. Participaram do estudo 24 pais
enlutados com idades variando entre 26 e 71 anos, de ambos os sexos, sendo 18 mulheres e 6 homens.
Esses pais perderam um total de 23 filhos, sendo 13 do sexo masculino e 11 do sexo feminino. Suas
idades variaram de 5 a 38 anos e suas mortes se deram por causas diversas: doenças, acidentes,
assassinatos e suicídio. O tempo desde a morte variou de 2 meses a 18 anos. Todos os sujeitos foram
entrevistados pela pesquisadora e estimulados a falar sobre aspectos referentes à morte de seus filhos. As
entrevistas duraram de 1 hora a 3 horas e 51 minutos. A análise de conteúdo identificou dez temas
principais: 1) a história pessoal do(s) filho(s) antes da morte; 2) a história da morte e do morrer; 3) os
rituais da morte; 4) o impacto inicial da perda; 5) o luto dos pais; 6) a continuidade da conexão com o
filho morto; 7) o relacionamento conjugal no pós-perda; 8) o luto como processo social; 9) aspectos
transcendentais da perda; e 10) outros. Dentre os aspectos estudados destacaram-se: a eficácia do método
de narrativas em proporcionar reproduções ricas e detalhadas das histórias dos filhos mortos,
independentemente do tempo que se passou desde a perda; a importância do relacionamento pais-filhos na
complexidade do luto parental; a necessidade dos pais de compartilhar as histórias dos filhos; uma
insistência nas lembranças do(s) filho(s); a percepção de uma cultura de pais enlutados; um ressaltamento
das qualidades positivas do(s) filho(s) e a procura por um significado no pós-morte. Implicações para pais
enlutados, população em geral, empregadores, terapeutas de luto e para futuros estudos são discutidas,
com a finalidade de sugerir intervenções efetivas na abordagem a pais enlutados.
TEZZÁRI, Neusa dos Santos. A constituição do aluno leitor: um estudo etnográfico. 2005. 252
f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho, orientado pelo referencial teórico-metodológico da pesquisa etnográfica, utilizou,
como principal instrumento de coleta de dados, a observação participante. Foram realizadas observações,
no Ensino Fundamental, de aulas de Língua Portuguesa e de Técnicas de Redação, na cidade de Porto
Velho, Rondônia, com o objetivo de compreender como se dão as situações de leitura, considerando-se os
materiais veiculados em sala de aula, o modo como são lidos, quais as implicações deste modo de ler na
constituição de alunos leitores. Num primeiro momento, foram registradas, num diário de campo, as cenas
observadas; a seguir, retomou-se o texto ampliando-o com as reflexões sobre o vivido e o sentido a
respeito das cenas. A partir dos registros ampliados das falas das professoras, dos alunos e da equipe de
apoio, com suas visões sobre as ações, as aulas e a escola, foi possível ampliar os saberes sobre a leitura
que, de fato, se efetiva na sala de aula. Dentre esses saberes, destacam-se: o suporte de prestígio da escrita
148
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e do Desenvolvimento Humano
que possibilita a leitura na sala de aula é o livro didático, na sua forma tradicional ou apresentado em
outras formas (folhas mimeografadas, impressas ou xerocopiadas); predominam, como práticas comuns, a
cópia de textos na lousa e da lousa, a oralização dos textos, a utilização do texto como pretexto para o
ensino da gramática e a produção de texto pela produção, desacompanhada de uma assistência aos alunos.
As professoras observadas dedicam-se a seu modo, sentem-se desvalorizadas, reconhecem que não dão
conta de realizar um trabalho com a leitura que propicie a constituição de alunos leitores, avaliam
negativamente o seu próprio trabalho e têm muita dificuldade em acessar os materiais que elas
consideram legítimos para a sala de aula. Além da internalização de uma imagem negativa de si mesmas,
elas interiorizam, também, uma imagem negativa dos seus alunos, o que determina a natureza das
relações que estabelecem. Há uma imagem negativa também dos conteúdos da área da linguagem, cuja
conseqüência é um tempo e um espaço cada vez menor para a leitura na sala de aula. Na análise feita,
foram identificados fatores que contribuem para a dificuldade da escola em constituir leitores, como a
carência de materiais de leitura em variados suportes e em todas as possibilidades de manifestação da
Língua Portuguesa, o espaço físico inóspito, a falta de verdadeiras salas de leitura e de verdadeiras
bibliotecas e de investimentos para o futuro professor, na sua formação teórica e prática em leitura. A
despeito da importância das urgências citadas, há uma maior que não depende de investimentos
financeiros nem de mudanças curriculares na graduação: a afetividade, que se traduz num conjunto de
ações sutis, vindas no gestual, no tom de voz, no modo de estabelecer e manter a relação com os alunos,
em que a leitura se faz presente, por meio da paixão do professor.
2008
Mestrado
CAZEIRO, Ana Paula Martins. Formação de conceitos por crianças com paralisia cerebral:
um estudo exploratório sobre a influência das brincadeiras. 2008. 301 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O desenvolvimento de conceitos básicos ocorre em situações cotidianas e lúdicas, por meio do
contato da criança com os objetos e pessoas presentes em seu ambiente. A criança com deficiência,
contudo, vê-se muitas vezes privada de tais experiências, seja por conta de sua incapacidade motora, que
restringe a exploração ativa, seja em decorrência da falta de oportunidades para participar de atividades
lúdicas, familiares e sociais, seja pelo excesso de proteção por parte de seus cuidadores. Visando
estimular o desenvolvimento desta criança e fornecer-lhe oportunidades para vivenciar situações comuns
a infância, o terapeuta ocupacional utiliza-se, com freqüência, da atividade lúdica. Consoante esta prática,
o objetivo desta pesquisa é investigar a influência deste tipo de atividade no processo de formação de
conceitos básicos por crianças com seqüelas de paralisia cerebral. Em face das dificuldades de se
trabalhar com este tipo de população, optou-se por realizar uma pesquisa do tipo qualitativo com um
pequeno número de participantes, os quais foram submetidos a um pré-teste, a fim de avaliar o grau de
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domínio inicial de alguns conceitos, 16 sessões individuais de brincadeiras que envolviam alguns dos
conceitos avaliados e reaplicação do teste inicial a fim de avaliar o grau de aprendizagem final dos
conceitos trabalhados. A prova utilizada foi uma adaptação do Teste de Conceitos Básicos de Boehm. A
pesquisadora, que participava das brincadeiras junto à criança, nomeava sempre que possível os conceitos
pertinentes a cada situação. Todas as crianças participantes aprenderam ao menos um dos conceitos mais
trabalhados durante as sessões de brincadeiras, além de terem aprendido outros conceitos não avaliados
por meio dos testes. Também se verificou que as crianças apresentaram progressos em outros aspectos do
seu desenvolvimento, tais como coordenação motora, atenção, qualidade da participação nas brincadeiras,
comportamento e relacionamento interpessoal. Verificou-se, assim, que o fornecimento de oportunidades
para participar de brincadeiras mediadas por um adulto influencia positivamente o processo de formação
de conceitos básicos, bem como o desenvolvimento global da criança com seqüelas de paralisia cerebral.
Estes resultados foram discutidos segundo o referencial teórico da Psicologia sócio-histórica de Vigotski.
2009
Doutorado
FEVORINI, Luciana Bittencourt. O envolvimento dos país na educação escolar dos filhos: um
estudo exploratório. 2009. 178 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo procurou avaliar o grau de envolvimento dos pais, das classes sociais médiaalta e alta na educação escolar dos filhos. Para isso, algumas escolas que atendem a esse público foram
procuradas com a solicitação da permissão de conversar com algumas das famílias de seus alunos. A
seleção das escolas particulares da cidade de São Paulo foi feita a partir dos resultados de seus alunos no
exame do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio): escolheu-se uma escola com boa colocação (entre
as dez primeiras), uma com colocação média (entre as 60 primeiras) e uma que não obteve bons
resultados. O instrumento para a coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada com casais de pais ou
apenas com a mãe. Foram realizadas 13 entrevistas, totalizando 21 entrevistados. A análise dos resultados
revelou que esses pais e mães, contrariando estereótipos e/ou crenças comuns a respeito do envolvimento
dos pais na vida escolar dos filhos, mostraram-se muito envolvidos com a escolaridade dos filhos e
afirmaram não delegar à escola tarefas como a formação de valores e o estímulo à disciplina. A idéia de
diferentes estudiosos de que a família vive uma crise de valores e de autoridade e que delega à escola
tarefas que não se sente capaz de realizar não foi corroborada neste estudo. Em face dos resultados, foram
sugeridos alguns caminhos para que a escola possa desenvolver uma parceria efetiva com as famílias de
seus alunos: estabelecer relações simétricas e de corresponsabilidade com os pais e oferecer a eles
espaços de debate e reflexão sobre questões que vivenciam no dia-a-dia com seus filhos
150
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2010
Mestrado
ULASOWICZ, Carla. A influência de um programa de ensino sobre a motivação para a
prática de atividades físicas. 2010. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
PEREIRA, Cyntia de Almeida Leonel Ferreira Mendes . A idéia do determinismo infantil
entre estudantes de Psicologia : proposta de uma escala de avaliação. 2010. Tese (Doutorado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
JOSÉ LEON CROCHIK
1997
Mestrado
BATISTA, Sueli Soares dos Santos. Teoria Crítica e educação: a contribuição do pensamento
de T.W. Adorno. 1997. 88 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Aprofunda os conceitos utilizados por T. W. Adorno ao abordar a formação cultural (Bildung)
no sentido de postular uma educação emancipatória viabilizadora de uma experiência formativa. Se a
ambigüidade da formação cultural e, em sentido estrito, da educação, não pode ser eliminada
simplesmente com um esclarecimento terminológico, é tarefa da Teoria Crítica contrapor os conceitos à
realidade. Portanto, formação cultural é a negação do que se vivência: sem informação socializada
(Halbbildung) possível de ser apreendida na educação através de parâmetros pedagógicos que não têm
aprofundado sua reflexão sobre a cultura e a teoria do conhecimento, sobre a democratização do ensino, a
indústria cultural e os processos inconscientes existentes na relação escola-sociedade. Reivindica o
151
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e do Desenvolvimento Humano
esforço teórico em contraposição ao praticismo reinante nas intervenções feitas em prol da educação
procurando problematizar questões que o pensamento de Adorno possa iluminar. Esta pesquisa volta-se
menos para a prática pedagógica, revelando, sobretudo, elementos para uma sociologia da educação.
MOLLA, Luis Guilherme Coelho. Jogos de computador e indústria cultural: relações entre
realidade e fantasia em um brincar mediado pela fantasia. 1997. 70 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
RAMOS, Conrado. A autodestruição da Crítica e o gozo inconsciente na dialética do
esclarecimento - uma articulação entre os pensamentos de Adorno e Lacan. 1997. 190 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Desenvolve três articulações entre teoria crítica e psicanálise lacaniana. Primeira: o "germe" do
pensamento, que para Adorno e Horkheimer é responsável pela autodestruição do esclarecimento, pode
ser compreendido a partir do conceito de gozo desenvolvido na teoria lacaniana. Segunda: a barbárie
comum aos movimentos totalitários de massa deve ao menos parte de sua força e coesão a um processo de
socialização deste gozo como resultado da invasão da esfera privada pela esfera social. Terceira: critica-se
o estruturalismo da psicanálise lacaniana. Esta crítica revela o caráter ideológico dessa teoria psicanalítica
apontando a concepção de um sujeito adequado às condições de dominação do capitalismo tardio.
Analisa, ainda, as semelhanças e diferenças entre o "eu burguês" para Adorno e Horkheimer e o sujeito
inconsciente para Lacan. Desenvolveram-se as articulações através da análise teórica de textos de teóricos
e de lacanianos, mas principalmente de Adorno e Lacan.
TUCCI, Lisange. O discurso histográfico sobre a mulher na instituição escolar: um enfoque
psicológico. 1997. 173 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Buscas as referências feitas às personagens femininas na história da humanidade em dez
coleções didáticas de história usadas por professores e alunos de escolas estaduais. Analisa as formas
como a mulher aparece e compara com obras da nova historiografia, buscando-se, através desta
comparação, omissões ou incoerências entre elas que evidenciem um discurso ideológico sobre tais
personagens. Objetivo não é descobrir a verdade última sobre o papel social desempenhado pela mulher
na história, mas discuti-lo, partindo do pressuposto que o discurso social, instaurado na cultura, influência
a formação da consciência de homens e mulheres a ele sujeitos. Os modelos culturais, perpetuados de
forma ideológica, dificultam aos indivíduos uma constituição psicológica que se encaminhe a uma
adaptação crítica à realidade. Faz as discussões, no trabalho segundo o referencial teórico da Escola de
Frankfurt. Aborda também as questões da educação da mulher, da grande utilização e acentuada
importância que os livros didáticos assumem na escola e, em especial, da maneira como a história
152
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e do Desenvolvimento Humano
apresenta-se nesses livros. Estes temas visam uma maior clareza no estudo sobre o personagem histórico
feminino e sua atuação social nos discursos historiográficos. Apresenta, também, algumas questões
psicológicas a respeito do feminino que lançam luzes sobre o discurso ideológico a que este é submetido.
Discute o modelo de atuação histórica feminina veiculado pelos livros didáticos escolares e sua
adequação à formação de cidadãos críticos, objetivo último da instituição escolar.
1998
Mestrado
SEKKEL, Marie Claire. Reflexões sobre a experiência com a educação infantil: possibilidades
de uma educação contra a violência na primeira infância. 1998. 112 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho é uma reflexão sobre os objetivos da Educação Infantil, e considera com
prioridade a superação do problema da violência. No mundo dominado pelo poder econômico o maior
inimigo é a pobreza, a qual se constitui também como forma de violência. É preciso considerar a frieza
que se propaga nas relações humanas. O referencial teórico utilizado baseia-se fundamentalmente nos
trabalhos de Theodor W. Adorno. A experiência da Creche Oeste - Coseas/USP serve como base para a
reflexão. Trata-se de uma proposta educativa que pretende promover o acesso amplo e efetivo à cultura, a
formação de cidadãos, e que propõe a convivência entre crianças de diferentes classes sociais. E é em
meio a estes objetivos e todas as contradições que a realidade traz, e que envolvem crianças, pais e
funcionários, que se propõe formas para a consideração da experiência tendo em vista a superação da
violência, que deve, nesse momento, constituir-se como o principal objetivo a nortear a ação educativa.
1999
Doutorado
GIORDANO, Rosely Cabral. Educação e melancolia na formação da mulher-educadora: da
gênese do autoritarismo aos limites da resistência. 1999. 2v. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Busquei analisar, a partir das memórias de mulheres camponesas, da região sul/sudeste do Pará,
a intervenção realizada pela Universidade Federal do Pará, examinando a pesquisa Mulheres
Trabalhadoras Rurais e Engajamento Sindical: resgate de identidade(s)? - um estudo no sul do Pará, de
autoria da professora Maria Eunice Guedes, para discutir, sob a ótica da Escola de Frankfurt especificamente das obras de Adorno e Horkheimer -, o tema Educação e Cultura e, no interior deste, a
153
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natureza das relações tecidas entre a Universidade e a Sociedade. Nesse sentido é que se pode entender o
porquê de incluir aqui uma pesquisa junto à essas mulheres, em busca de conhecer sua realidade e as
representações que fazem acerca de sua sexualidade - dado que a referida pesquisa trabalhou também com
a questão da sexualidade. Evoquei, assim, através das memórias das trabalhadoras rurais, fontes para
discutir se a pesquisa aqui tomada como objeto de análise - e, por conseqüência, a Universidade constituiu-se em instrumento de fortalecimento da resistência ou, se, por oposição, impôs-lhe limites,
fortalecendo, portanto, o autoritarismo. Busquei, ainda, compreender parte da história de vida e da
realidade em que vivem as "mulheres trabalhadoras rurais", para poder analisar, especificamente, a
conferência de Adorno, ’La educación después de Auschwitz’, delimitando aí a proposição do autor
quanto a necessidade de promover, especialmente junto à população camponesa, o movimento do
esclarecimento, pelo fato da pesquisa revisitada ter sido realizada no campo, o que - por tratar da relação
entre a consciência de gênero e a qualidade da ação sindical dessas mulheres, a partir do pressuposto
teórico de que a "visibilidade" da mulher se acentua à medida em que esta toma consciência de sua
identidade de gênero - motivaria um atuação sindical mais combativa, manifestando, assim, a intenção de
esclarecer esse segmento social. O objetivo deste estudo é, portanto, investigar o papel desempenhado
pela Universidade, especificamente o da Universidade Federal do Pará, através de seus projetos de
pesquisa - projetos esses que, acredito, deveriam ser fundados na busca da extensão do movimento do
esclarecimento, da autonomia e da emancipação social e política.
2000
Mestrado
GALEÃO-SILVA, Luís Guilherme. A violência de Auschwitz: um estudo do texto “Elementos
do anti-semitismo” de Max Horkheimer e Theodor Adorno. 2000. 104 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho estuda o conceito de violência, oriundo da crítica à barbárie e ao esclarecimento,
no texto "Elementos do Anti-Semitismo" contido no livro Dialética do Esclarecimento, escrito por Max
Horkheimer e Theodor Wiesengrund Adorno. Analisa, preliminarmente, alguns conceitos fundamentais
para a compreensão do texto e da idéia de violência: a relação entre mito e esclarecimento, a fracassada
tentativa de emancipação do ser humano através do esclarecimento, a formação do eu, compreensão
psicanalítica da violência e os estudos frankfurtianos sobre o fascismo e o anti-semitismo. O texto é
analisado segundo suas divisões estruturais, em sete elementos (ou partes). O resultado é a
irredutibilidade de uma parte a outra o que não impede a identificação de eixos conceituais que ligam
todo o seu conteúdo. Foram identificados alguns significados da violência na barbárie: o ódio a
semelhança reprimida - a fraqueza de todo indivíduo na contemporaneidade - e o uso racional da técnica
para a destruição da própria humanidade. Por fim, foi identificado um significado para a violência além
154
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
da barbárie, um significado que recupera o aspecto violento intrínseco a qualquer poder - mudança - e
afirma uma possibilidade de que no futuro possa existir um esclarecimento que traga a liberdade.
MALKI, Yara. Reflexões sobre os testes psicológicos a partir da Teoria Crítica da sociedade.
2000. 190p. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho examina os testes psicológicos, especialmente em sua relação com a educação, à
luz da Teoria Crítica da Sociedade, tanto a partir de seus conceitos internos como das condições sociais e
históricas que possibilitaram sua criação. Duas análises são fundamentais, ambas baseadas em
Horkheimer e Adorno: o primeiro, a da contradição histórica do movimento da razão ocidental,
examinada a partir da Dialética do Esclarecimento; o segundo, do emprego de métodos estatísticos e
tipológicos em pesquisas nas ciências humanas. Como resultados da reflexão, conclui-se que o conflito
entre métodos quantitativos e qualitativos na Psicologia mostra-se falso, pois servem para fins diferentes.
A "naturalização", a tipologização e a indiferenciação do homem no mundo moderno não devem ser
atribuídas aos testes psicológicos. Estes carregam em si a contradição do esclarecimento, de servir à
humanidade e ao mesmo tempo à sua barbarização. Apresentam-se nesta dissertação, ainda, alguns
autores críticos aos testes e, como ilustração, uma pesquisa bibliográfica sobre os testes em dois
periódicos brasileiros educacionais e dois psicológicos. Verificou-se que os testes são empregados e
criticados predominantemente aderidos a seus aspectos regressivos, sem que se pudesse pensar sua
transcendência, apesar das mudanças observadas na psicometria atual.
SANTOS, Neffretier Cinthya Rebello André dos. Formação do Psicólogo: educação para
resistência. 2000. 131 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo analisa a formação do psicólogo na década de 90, a partir do referencial
teórico dos pensadores frankfurtianos, sobretudo Adorno, Horkheimer e Marcuse. Os dados da presente
pesquisa foram levantados e selecionados por meio do Banco de Dados Bibliográficos da Universidade de
São Paulo - DEDALUS e pelo Sumário de Periódicos em Psicologia . As críticas ao modelo de formação
do psicólogo retratam, entre outras coisas, uma formação profissional reduzida ao domínio técnicocientífico, desvinculada da teoria; predominantemente clínica e uma ciência que entende apenas a
aparência, longe da realidade humana e de suas necessidades, e que por isso possui um caráter ideológico
que impossibilita um olhar sobre simesma, suas práticas, articulações com outros saberes e sobretudo,
sobre seu objeto. Através do aprofundamento da literatura especializada sobre a formação do psicólogo da
década de 90, os resultados nos permitem supor que a formação acadêmica e profissional atual, segue os
modelos de formação de décadas anteriores, a saber: a) uma noção de indivíduo desvinculada de seus
determinantes sociais; ou a admissão abstrata desses determinantes, b) uma maior ênfase na atuação
técnica do que na reflexão, c) uma predominância no modelo clínico-médico do que em modelos
provenientes de outra áreas; e d) elementos na formação que privilegiem a adaptação do indivíduo em
detrimento de sua possibilidade de resistência. Esses dados parecem ir ao encontro das críticas de Adorno
155
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
à formação, no que diz respeito a predominância técnica, profissionalizante, reprodutiva e adaptativa do
processo formativo.
2001
Mestrado
GOMES, Nanci Fonseca. Ações educacionais e conscientização no trabalho: limites e
possibilidades encontradas numa experiência com servidores públicos. 2001. 248 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Com o intuito de discutir a possibilidade de criar processos, com a contribuição da Psicologia,
que intercedam na realidade e busquem combater a violência e a desumanização na sociedade, esta
pesquisa se propõe a refletir sobre as possibilidades e limitações das ações educacionais, orientadas pela
prática psicológica, com a finalidade de emancipação do indivíduo dentro do contexto do trabalho. E
questiona se, conseguindo promover um processo reflexivo, ele pode se estender para outros âmbitos da
vida do indivíduo na sociedade. Para essa reflexão, utiliza-se de uma experiência com servidores públicos
com os quais foi realizado um programa de formação de agentes multiplicadores, dentro da área de
recursos humanos, utilizando ações educacionais, e com três anos de duração. Como fundamentação
teórica é empregada a psicanálise, em especial as análises de Freud, e a Teoria Crítica, especificamente os
pensamentos de Horkheimer e Adorno.
Doutorado
SILVA, Silvia Rosa da. A Indústria Cultural e o golpe militar (1964-1985): a imprensa
brasileira como instrumento de repressão e libertação. 2001. 184 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho é uma trajetória para compreender a Indústria Cultural como fator predominante
para a manutenção do regime militar no Brasil (l964-1984). A discussão é baseada em estudos e pesquisas
acerca do papel da publicidade e dos meios de comunicação - especialmente a imprensa escrita do jornal
O Estado de São Paulo - durante o período do golpe militar. Para atingir o objetivo, estabeleceu-se uma
interlocução entre alguns autores - de um lado, Horkheimer e Adorno (l985) e, de outro, Ortiz (1988),
Ianni (1975-1976), Maar (1995) e outros - acerca da Indústria Cultural; isso, à medida que se percebeu ser
esta, uma definição complexa de acordo com a teoria crítica e não-consensual entre alguns intelectuais
brasileiros. Abordou-se o conceito de Indústria Cultural, considerando a realidade brasileira em um
contexto maior de acordo com as necessidades de sobrevivência do sistema capitalista. Para tanto, foi
necessário aprofundar o estudo sobre o conceito de Indústria Cultural e apontar elementos históricos da
constituição da realidade brasileira nos níveis econômico, político e cultural.
156
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2002
Doutorado
BATISTA, Sueli Soares dos Santos. Elementos para uma reflexão sobre arte e educação a
partir da Teoria Crítica. 2002. 249 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho tem como hipótese fundamental a impossibilidade de se postular a função social
da arte, sem pensar a sociedade, o conhecimento, a formação, a cultura. A articulação a partir da qual todo
o tecido teórico deste trabalho se compõe e uma perspectiva filosófica que se diferencia da teoria
tradicional: a Teoria Crítica, sobremaneira, os textos de Theodor W. Adorno e Walter Benjamin. Verificar
como está a relação da arte com a educação e como radicalizar o potencial crítico dessa relação é a tarefa
primordial da pesquisa empreendida. A importância dada à relação arte-educação na nova LDB, nos
meios de comunicação de massa e nos discursos "politicamente corretos" em geral, remete-nos à
constatação de que nem sempre essa ênfase se reverte num espaço qualitativamente melhor reservado à
arte na educação. T. W. Adorno, na Teoria Estética, aponta com suspeita esse apetite de assinalar à arte,
teórica e praticamente, o seu lugar na sociedade possível de se perceber nas inumeráveis discussões e
iniciativas em que a especificidade da arte como conhecimento se perde frente à busca de uma
funcionalização crescente da experiência estética. O material de análise deste trabalho é a recente
produção teórico-prática de arte-educadores, o Caderno de Arte dos Pârametros Curriculares Nacionais e
outras possibilidades formativas da arte que se encontram fora da escola. Ao não problematizarem a arte,
nem a ciência, nem o processo histórico, tomando como base os critérios positivistas de cientificidade e
eficiência, grande parte do esforço em arte e educação revela-se alinhado a uma perspectiva educacional
que pouco poderia, além de informar sobre arte e não propriamente formar por meio da arte, colaborando,
assim, de maneira inequívoca com a semi formação e a indústria cultural.
RAMOS, Conrado. A dominação do corpo no mundo administrado: do sacrifício das paixões
à satisfação repressiva. 2002. 204 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende-se investigar as determinações sociais do gozo e de outros conceitos afins: a pulsão, a
satisfação, o corpo. Objetiva-se compreender como o indivíduo burguês e a sociedade capitalista, que a
princípio precisaram excluir as paixões, passaram, não só a criar espaços para elas, mas, principalmente, a
dominá-las, colocando-as a seu serviço. A investigação aqui conduzida se dá pela reflexão das tensões
existentes entre indivíduo e sociedade, mantendo dentro do princípio da primazia do objeto a análise e a
reflexão crítica da Escola de Frankfurt. Propõe-se uma reflexão teórica sobre as relações entre indivíduo e
sociedade, no mundo administrado, mediadas por conceitos e fenômenos relacionados ao gozo e à pulsão,
por meio do estudo de textos sobre teoria crítica e psicanálise. Duas teses são trabalhadas: 1) as pulsões,
157
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
as paixões e as satisfações do indivíduo são dominadas pela sociedade e controladas segundo seus
interesses em favor de sua manutenção e de seu fortalecimento; 2) estes pontos de tensão se encontram na
dominação social do corpo, na qual se originam o sofrimento físico e psíquico (a angústia). Esta
dominação e o próprio corpo, porém, são negados pela sociedade e recalcados pelo indivíduo, fato que
aponta ao conceito de gozo: satisfação obtida com a negação do corpo e com a transcendência em relação
ao sentimento de bem-estar e obtenção do prazer no sacrifício. Mas o gozo é estudado também como
encantamento: sua face de resistência e de crítica às formas existentes de dominação.
2003
Doutorado
FREIRE, Ângela Biazi. A juventude e os processos de formação cultural. 2003. 204 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O presente trabalho objetiva analisar as opiniões dos jovens, entre 15 e 16 anos da 1ª. série do
ensino médio, sobre suas experiências culturais, a fim de verificar o grau de adaptação aos padrões sociais
estabelecidos e as possíveis formas de expressões autônomas. A pesquisa foi realizada a partir da
aplicação de questionário individual que colheu dados sobre o perfil dos jovens e a ocupação do tempo
livre, seguida pela realização de cinco encontros grupais e temáticos e por entrevistas individuais com os
participantes dos debates. Os temas de discussão - juventude, educação, trabalho, tempo livre - foram
estabelecidos a partir de estudos psicológicos e sociológicos que apontam esses aspectos como centrais na
vida do jovem fora do âmbito familiar e que, portanto, permitem a análise da relação da juventude com o
sistema cultural ao qual está inserida. O tema preconceito e sexualidade foi escolhido pelos jovens no
decorrer dos encontros. Os conteúdos obtidos foram analisados à luz da Teoria Crítica da Sociedade, mais
precisamente dos escritos frankfurtianos de Adorno e Marcuse, como também da concepção psicanalítica
de Freud, detendo-se aos processos de formação cultural e suas implicações no desenvolvimento. As
análises demonstram a adaptação aos padrões sociais e a confirmação do vigor dos processos
heteronômicos que determinam as experiências da juventude e comprometem as projeções para o futuro.
Os jovens, ao mesmo tempo que se apresentam solitários e inseguros quanto ao seu vir-a-ser, manifestam
seu interesse por espaços de pertencimento que proporcionem a experiência reflexiva, como o oferecido
pela presente pesquisa. Por fim, a escola é destacada por guardar a contradição de ser objeto recorrente de
críticas e ser indicada como local privilegiado para ações que levem a processos emancipatórios.
MOLA, Luis Guilherme Coelho. O olhar conformado: algumas considerações sobre formação,
imagem e Indústria cultural. 2003. 85 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
158
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: O objetivo deste trabalho é analisar algumas das maneiras pelas quais a indústria cultural utiliza
as imagens visuais bem como os efeitos dessa utilização no processo de formação do indivíduo. O
principal referencial teórico utilizado foram algumas das obras de Theodor Adorno sobre esses temas
recorrendo-se também às contribuições de outros autores ligados à Escola de Frankfurt e à concepção
freudiana de sujeito. Na análise dos textos constatou-se a interdição a que o pensamento esclarecedor
submete as imagens no processo de dominação da natureza, excluindo com isso a dimensão crítica que
aquelas poderiam desempenhar nesse processo. Também foi possível, recorrendo-se à psicanálise,
articular desejo e imagem discutindo as conseqüências dessa articulação no uso que as produções da
indústria cultural fazem das imagens. O trabalho permitiu concluir que as imagens, embora possam
contribuir, como ocorre na arte, para a crítica da sociedade, promovem, nas produções da indústria
cultural, o reforço do realismo e imediatismo nas relações que os indivíduos estabelecem com a realidade,
ocultando suas contradições e contribuindo para uma formação regressiva.
SEKKEL, Marie Claire. A construção de um ambiente inclusivo na educação infantil: relato
e reflexão sobre uma experiência. 2003. 203 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta tese estuda as determinações presentes no processo de inclusão de crianças com
necessidades educacionais especiais, a partir da experiência desenvolvida na Creche Oeste, que pertence à
Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo - COSEAS/USP. Enfoca o processo
de inclusão do ponto de vista dos educadores/funcionários e das crianças. Foi utilizada a abordagem
etnográfica, para a qual serviram como fonte vários registros institucionais, conversas informais, e
depoimentos individuais e grupais, colhidos junto aos educadores/funcionários e estagiários que
participaram do processo. Os relatos evidenciam o medo, que está presente e contribui para a manutenção
de preconceitos e estereótipos. Esse medo é grande, e não pode ser enfrentado de forma isolada; é
necessário criar um ambiente inclusivo, a partir de princípios democráticos, os quais precisam ser
discutidos e consentidos nas situações concretas, ao longo do processo de (re)construção do projeto
educacional. Este trabalho enfatiza a necessidade de abertura à experiência, essencial a uma educação que
tem como objetivo as finalidades humanas.
2005
Mestrado
FONTES, Marisa Aguetoni. Concepções de psicopedagogia no Brasil: reflexões a partir da
Teoria Crítica da sociedade. 2005. 225 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho de pesquisa tem como objetivos verificar uma parcela da produção científica no
Brasil em um período de 20 anos (1981 a 2001), sobre o tema Psicopedagogia, incluindo dissertações e
159
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
teses, caracterizando esta mesma produção segundo seus objetivos, referenciais teóricos, tipos de
pesquisa, conclusões e as concepções de Psicopedagogia entendidas nessas obras. Procurou-se também,
observar em que medida a Psicopedagogia está contribuindo para uma educação emancipatória. O
referencial teórico utilizado é a Teoria Crítica da Sociedade, dando ênfase ao pensamento de Theodor
Adorno. A Psicopedagogia é considerada uma estratégia, área ou prática destinada a entender, prevenir e
tratar problemas de aprendizagem. Com as modalidades clínica e institucional, repete na maior parte das
vezes os erros cometidos pela Psicologia do século passado: naturalização do indivíduo, reafirmação do
psicologismo e do "clinicalismo". Assim, ao desconsiderar os fatores objetivos em suas análises, a
Psicopedagogia exclui a contradição existente entre indivíduo e sociedade convertendo-se em ideologia,
reafirmando uma educação adaptativa. A melhora dessas condições só se dará a partir da auto-reflexão de
seu discurso, abrindo portas para aprimorá-lo. Concluindo, a Psicopedagogia de uma maneira geral não
colabora para uma educação emancipatória.
Doutorado
SOUZA, Ana Maria de Lima. Avaliação da aprendizagem no ensino superior na perspectiva
do aluno. 2005. 174 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano)
- Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa trata de um estudo sobre a avaliação da aprendizagem no ensino superior situado
no contexto do Curso de Pedagogia da Universidade Federal de Rondônia/UNIR, tomando-se como
referência para uma análise crítica a percepção das próprias alunas. Partiu-se do pressuposto de que as
práticas de avaliação dos professores, aliadas aos estudos teóricos, possibilitavam aos alunos experiências
que influenciam o desenvolvimento e a construção de uma concepção de avaliação da aprendizagem. Na
busca por respostas às indagações básicas de como as alunas percebem o processo de avaliação vivido no
curso e como essas experiências vividas na avaliação da aprendizagem repercutem na formação dessas
alunas, recorreu-se à abordagem de pesquisa qualitativa por intermédio da técnica do grupo focal. Os
dados foram coletados por meio de entrevistas com dois grupos focais constituídos cada um com seis
alunas do Curso de Pedagogia. Os conteúdos das entrevistas originaram dois grandes temas: Percepções
das alunas sobre avaliação da aprendizagem e Experiências vividas no curso e suas repercussões para a
formação. Os dados foram analisados considerando o pensamento de autores como Luckesi, Hadji,
Hoffmann, Álvarez Méndez e Adorno, tendo em vista a postura crítica que figura nas suas obras, visando
em primeira instância, à emancipação social e política, considerando a educação como instrumento
fundamental. A investigação explicitou que, a despeito da predominância de abordagens de avaliação
qualitativa, estas são deficitárias, pela ausência de caráter formativo da avaliação, revelado pela
desarticulação ensino/aprendizagem/avaliação, pela ausência de acompanhamento e devolutiva das
tarefas, pela não explicitação de critérios avaliativas e pelo uso de metodologias que privilegiam as
situações em grupo, em detrimento dos processos individuais, sendo o seminário o procedimento mais
utilizado pelos professores. Para as participantes o modo como se processa a avaliação se torna limitador
de aprendizagens mais exigentes como a análise, a avaliação e a síntese. Em nome de idéias formativas, a
maioria dos professores realiza práticas de avaliação descompromissadas com a formação. Os dados que
160
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
são condizentes com outras pesquisas no campo reafirmam o uso da avaliação como instrumento de poder
e controle. A despeito dessa configuração das práticas avaliativas da maioria dos professores, as alunas
demonstraram uma concepção crítica da avaliação da aprendizagem, pleiteando um sistema de avaliação
de caráter formativo que integre ensino, aprendizagem e avaliação, valorizando o aluno como sujeito
desse processo. Reconheceram, ainda, que as contradições presentes nas práticas avaliativas possibilitam
um processo de reflexão crítica, expressado na preocupação em não repetirem com seus alunos práticas
que não contribuam para o desenvolvimento da autonomia.
2006
Mestrado
FREITAS, Nivaldo Alexandre de. Algumas relações entre arte e psicanálise a partir da
Teoria Crítica. 2006. 138 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa aponta alguns limites da interpretação da arte realizada por Freud, principalmente
em seu ensaio "Dostoiévski e o parricídio", a partir do referencial teórico da Escola de Frankfurt. O ponto
central dessa crítica é a excessiva ênfase dada ao artista na elaboração de sua obra, ignorando os demais
elementos que a compõem. Procura-se pensar sobre a sublimação em Freud, suas limitações para
descrever a arte do século XX, e a tentativa de Adorno em elaborar um novo conceito de expressão.
Ainda partindo desse autor, sua análise da obra de Kafka fornece uma compreensão dos diversos
momentos que a constituem, como o papel do artista e o que vai além dele, análise que ajuda a pensar as
limitações da interpretação de Freud sobre Dostoiévski. Por fim, a reflexão acerca da relação entre arte e
psicanálise permite entender que esta última pode trazer luz à compreensão da arte, mas pode também
obscurecer certos aspectos importantes de uma obra, que são deixados para trás como superados pelo
avanço da ciência.
2007
Doutorado
GOMIDE, Ana Paula de Ávila. Um estudo sobre os conceitos freudianos na obra de T.W.
Adorno. 2007. 202 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo visa investigar de que forma os conceitos psicanalíticos se inserem no pensamento
de Adorno, a partir da análise de seus trabalhos voltados para os fenômenos sociais (ensaios teóricos e
161
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
pesquisas empíricas), escritos nas décadas de 40 e 50. Pretendemos discutir a relevância da psicanálise na
teoria crítica de Adorno, posto que a teoria freudiana foi utilizada como instrumento indispensável para a
análise de fenômenos irracionais que avançaram no século XX, quais sejam: os movimentos de massa
contemporâneos, a formação de "personalidades autoritárias" potencialmente fascistas, os fatores
implicados no anti-semitismo presente em nossa cultura e os efeitos psicossociais da indústria cultural.
Procuramos demonstrar as críticas de Adorno voltadas à psicanálise e aos seus limites, evidenciando que
tais críticas se dão no sentido de apontar a historicidade presente nas formulações freudianas quando
confrontadas com a situação dos sujeitos, hoje, fragilizados pelas tendências sociais do capitalismo tardio.
Visto assim, a segunda tópica da psicanálise dá sustentação teórica à discussão sobre as mudanças
antropológicas dentro do contexto da ordem totalitária, pois as categorias psicanalíticas, empregadas por
Adorno em seus trabalhos - ’regressões’ do ego, pulsões destrutivas, narcisismo, ideal de ego, projeção e
paranóia -, revelam o lado subjetivo da irracionalidade objetiva, em termos dos mecanismos psíquicos
requeridos pelas tendências sociais dominantes. Por fim, nossa intenção foi a de mostrar que a teoria
freudiana clássica, a partir do conceito de "mônada psíquica", tem sido abordada por Adorno como crítica
aos sujeitos "psicológicamente regredidos" da cultura totalitária.
2008
Mestrado
HRYNIEWICZ, Roberto Romeiro. Torcida de futebol: adesão, alienação e violência. 2008. 167
f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa tem como objeto o torcedor de futebol comum, analisando o que leva um
indivíduo a torcer e o que, nessa prática, pode levá-lo à alienação e à violência. Nossos principais
referenciais teóricos são a Escola de Frankfurt e a teoria freudiana. Estudamos o futebol sob o aspecto de
sua apropriação pela indústria cultural e o torcedor como parte das massas estudadas por Freud
(1921/1974a) em Psicologia de grupo e análise do ego e posteriormente pelos frankfurtianos. Dezesseis
torcedores de diferentes times foram entrevistados. Formaram dois grupos de oito sujeitos, com base no
processo de escolarização: um grupo de torcedores que têm até o ensino fundamental completo e outro de
torcedores com ensino médio completo. Os resultados demonstraram certa devoção ao time nos dois
grupos, bem como alienação e tendência à barbárie e ao preconceito. Isso ficou mais visível no grupo dos
mais escolarizados, o que indica que a educação de hoje pode favorecer esse tipo de atitude.
2010
Mestrado
162
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
OLIVEIRA, Yonara Dantas. O rebaixamento da negatividade da arte: um estudo sobre a
instrumentalização do teatro na educação. 2010. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
Gomes, Nanci Fonseca. A conduta moral na administração pública: um estudo com ocupantes
de cargos comissionados. 2010. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
NUNES, Sylvia de Silveira. Racismo contra negros: um estudo sobre o prconceito sutil. 2010.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
KABENGELE MUNANGA
1998
Doutorado
OLIVEIRA, Iolanda de. As desigualdades raciais vistas pelas crianças e pelos jovens. 1998.
220 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade
de São Paulo, São Paulo
Resumo: Este trabalho apresenta uma evolução do que pensam crianças e jovens face às desigualdades
raciais na sociedade brasileira, a partir dos indicadores habitação e trabalho. Por meio de um universo
empírico composto de sujeitos de origem étnica diversificada e com padrões de vida também
diferenciado, possibilita a compreensão das reelaborações sobre o racismo e o preconceito de parte de
indivíduos em processo de formação. No primeiro capítulo, há uma introdução, através de um relato da
origem do tema e da metodologia utilizada. O capítulo seguinte apresenta uma visão geral das condições
dos afrodescendentes na habitação e no trabalho, como indicadores sociais utilizados para averiguar as
construções dos sujeitos sobre as desigualdades raciais destacadas nestes indicadores. O terceiro capítulo
aborda a auto definição dos sujeitos por cor. O quarto capítulo aborda os comportamentos evidenciados
163
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
pelas crianças e jovens sobre o tema e recorre principalmente às teorias de Vygotsky, Piaget, à psicanálise
através do próprio Freud, Anna Freud e Jurandir Freire Costa, para interpretá-los. Tais teorias explicam
também, em parte, o que foi evidenciado no capítulo anterior e no seguinte. O último capítulo,
contextualiza o ambiente próximo das crianças e dos jovens, através da análise e interpretação de
entrevistas com pessoas com as quais interagem. Neste capítulo, as teorias racistas e a psicanalítica são
também utilizadas para discutir os comportamentos evidenciados.
LAURA VILLARES DE FREITAS
2005
Mestrado
MENDES, André. A Identidade migrante: reflexões sobre o processo de individuação em sua
relação com o espaço, a migração e a comunidade. 2005. 153 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta dissertação narra a atividade de pesquisa de campo realizada na modalidade de observação
participante junto à Pastoral dos Migrantes da Comunidade Nossa Senhora das Graças, localizada no
Jardim Elba, bairro periférico da Zona Leste da cidade de São Paulo. Tomando como principal fonte de
dados os diários de campo e apoiado no referencial da Psicologia analítica o pesquisador tece reflexões
sobre a relação entre o processo de individuação e as experiências psicológicas do espaço, da migração e
da comunidade. Essas experiências foram concebidas de forma não-literal e analisadas a partir do
emprego da linguagem metafórica, entendida como a retórica básica da psique e como campo específico
da Psicologia. Os resultados obtidos apontam para a íntima relação entre as ocorrências de campo e a
dinâmica psicológica, relativizando a divisão entre mundo externo e mundo interno, e alternativamente
propõem que a atividade psíquica se dá no encontro concreto no campo da alma, formado pela relação
entre o indivíduo e o espaço que ocupa; adicionalmente, sugerem que a individuação está apoiada na
possibilidade de acolhimento, experimentação e constituição de uma identidade submetida a processos
recorrentes de construção, desconstrução e reconstrução.
SCANDIUCCI, Guilherme. Juventude negro-descendente e a cultura Hip Hop na periferia
de São Paulo: possibilidades de desenvolvimento humano a partir da Psicologia Analítica. 2005.
140 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
164
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Esta dissertação tem como ponto de partida a Psicologia Analítica de C.G. Jung aplicada a um
contexto local: o Brasil e, mais especificamente, a cidade de São Paulo. Aliado aos pós junguianos, o
trabalho procura referências externas ao campo da Psicologia - como a sociologia, a antropologia e a
história - para percorrer o fenômeno chamado movimento ou cultura hip hop. Este atinge parte
considerável da população jovem de São Paulo, sobretudo a que mais sofre com o processo de exclusão
social, isto é: a negro-descendente das periferias. Os materiais coletados foram entrevistas, depoimentos,
observações próprias - boa parte destes provenientes da Aliança Negra Posse, organização ligada ao hip
hop e localizada na COHAB Cidade Tiradentes -, além de letras da vertente musical rap. A análise
realizada concluiu que o hip hop tem grande força de expressão simbólica na construção de uma persona
criativa dessa população, conferindo-lhe possibilidade de assumir uma identidade mais próxima de sua
realidade. Tal movimento é também capaz de exercer influência sobre a autonomia dos complexos da
sociedade paulistana, sobretudo no que tange a questão do racismo e do lugar ocupado pelos negrodescendentes habitantes da periferia.
2006
Mestrado
MIORIM, Rinaldo. Aprender com o corpo: estabelecendo relações entre a Psicologia Analítica
e as práticas corporais taoístas. 2006. 151 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho consiste em um estudo teórico que busca relacionar os princípios que
norteiam as técnicas corporais fundamentadas na filosofia taoísta com alguns conceitos da Psicologia
Analítica, tomando como eixo o processo de desenvolvimento da personalidade. Como método de
trabalho, foi feita uma revisão bibliográfica, procurando sistematizar o assunto por meio da análise de
alguns tópicos. A pesquisa começa com a apresentação da técnica corporal terapêutica taoísta chamada
qigong (chi kun), situando-a em seus aspectos históricos, depois parte para as pesquisas clínicas que
buscam validar seus efeitos terapêuticos, principalmente, explorando alguns conceitos filosóficos que
fundamentam sua prática. Em seguida, foi destacada a perspectiva psicossomática como referencial de
abordagem aos processos de saúde e doença, e, apresentadas algumas técnicas corporais da Psicologia ,
destacando as técnicas de relaxamento. A partir desses elementos foram identificados nos estudos de C.
G. Jung sobre as práticas corporais e meditativas taoístas, relações entre elas e o processo de
individuação. O corpo, tomado como um instrumento de intervenção, por meio dos exercícios de
relaxamento, alongamento, respiração e meditação, pode explicar as técnicas corporais taoístas no que diz
respeito aos seus benefícios terapêuticos, concebidos nestes métodos como a busca da harmonização da
energia, chamada de QI, e de seus aspectos yin e yang, o que culminaria tanto na saúde do corpo, quanto
na harmonia psíquica resultante da experiência de identificação com um aspecto superior da consciência,
nesta filosofia denominado Tao. Por outro lado a Psicologia analítica dá mais atenção às manifestações
165
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
corporais como expressões simbólicas, já que o trabalho corporal nessa abordagem busca facilitar o
diálogo entre os aspectos conscientes e inconscientes da personalidade, tendo em vista uma integração
maior entre os mesmos, o que corresponde a essência do processo de individuação. Assim foi observado
que existe a possibilidade de convergência entre as duas propostas no que diz respeito ao cuidado com
corpo e o desenvolvimento psíquico, desde que respeitando a especificidade de cada abordagem. Não
existe somente um paralelismo, mas sobretudo uma complementaridade entre o conceito de processo de
individuação descrito na Psicologia Analítica, e os objetivos e os métodos de desenvolvimento propostos
pelos filósofos taoístas. A dissertação aponta ainda para a necessidade de futuros estudos que
identifiquem com mais precisão até que ponto o trabalho teórico de Jung sofreu contribuição do
pensamento oriental, particularmente da filosofia taoísta e, por outro lado, o quanto algumas
interpretações ocidentais da filosofia taoísta, sofreram influência do pensamento de Jung.
OLIVEIRA, Santina Rodrigues de. Reflexões sobre a materialidade numa abordagem
imagético-apresentativa: narrativa de um percurso teórico e prático à luz da Psicologia
analítica. 2006. 128 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A dissertação narra o percurso da pesquisadora em torno do conceito "materialidade", a fim de
discutir e ilustrar uma proposta de abordagem imagético-apresentativa, à luz da Psicologia Analítica. O
conceito é cotejado com termos correlatos utilizados por autores que também se ocuparam do tema, como
Gaston Bachelard, Alvaro Gouvêa e outros mais alinhados ao pensamento de D. W. Winnicott. Explora,
também, aproximações e distanciamentos semânticos em relação a termos similares, como "matéria" e
"matéria-prima", para especificar o sentido atribuído à materialidade neste trabalho. A discussão avança
com a apresentação de alguns conceitos da Psicologia Analítica, principalmente sobre a consciência e o
aspecto dinâmico da psique na concepção de C. G. Jung. Além disso, tece considerações sobre o processo
de individuação numa perspectiva alquímica, tomando a materialidade como uma opus cum natura. A
seguir, apoiada em conceitos de James Hillman, propõe o resgate da noção de anima mundi e aisthesis
para fundamentar o aspecto apresentativo da materialidade numa relação dialética com a consciência.
Preocupa-se em questionar a postura interpretativa em relação à materialidade, quando tomada em termos
exclusivamente representacionais, e retoma o método proposto por Jung - pautado numa postura
fenomenológica frente às imagens psíquicas - para sustentar a abordagem imagético-apresentativa,
diferenciando-a das práticas de terapia com arte ou arteterapia, que abordam a materialidade como
recurso expressivo. A dissertação também faz uma breve incursão no tema "processo grupal" no campo
da Psicologia analítica, uma vez que são utilizados relatos de sessões de um grupo terapêutico-vivencial
para ilustrar a discussão. Embora não proponha um estudo de caso do grupo, identifica alguns temas que
se constelaram no atendimento. Finalmente, aponta transformações observadas simultaneamente no grupo
e na identidade da pesquisadora - que culminaram na elaboração de uma nova proposta de abordagem da
materialidade no setting individual e/ou grupal, aqui denominada imagético-apresentativa.
166
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2007
Mestrado
ALMEIDA, Maria Beatriz Vidigal Barbosa de. Paternidade e subjetividade masculina em
transformação: crise, crescimento e individuação. Uma abordagem junguiana. 2007. 263 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo desta pesquisa é, a partir do referencial junguiano, ampliar a compreensão de como
está se dando a experiência de paternidade atualmente, com foco na subjetividade masculina: qual o
impacto que a experiência de se tornar pai vem causando no processo de desenvolvimento psicológico do
homem - seu processo de individuação. Em busca de maior compreensão do significado atual da
paternidade para os próprios homens na condição de pais, procura-se observar como o arquétipo paterno
está se constelando na sociedade atual, de acordo com os novos modos de sentir e de se comportar, tendo
em vista uma atitude mais favorável à alteridade e às relações democráticas. A partir de uma
contextualização histórico-social, reconstitui-se um cenário marcado pelas reformulações nas concepções
de masculino e feminino que vêm ocorrendo nas últimas décadas, e que interferem coletivamente nas
identidades de gênero, portanto na subjetividade masculina, com desdobramentos nas expectativas que
recaem sobre a figura do pai. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que tem como principal instrumento a
entrevista individual, com base em um roteiro de temas e questões abordados de forma semi-dirigida. A
partir dos depoimentos, observa-se a representação e a vivência de paternidade em transformação através
de manifestações da paternidade distintas do padrão patriarcal dominante, caracterizado pelo afastamento
afetivo no comportamento masculino. Verifica-se uma crescente expectativa por parte dos homens de
maior participação na gravidez, parto e cuidados junto ao filho, acompanhada de envolvimento emocional
expresso. Destacam-se na análise os temas do \’desejo de ser pai\’ e \’modelos de pai\’, que se articulam
em torno da afetividade masculina e paterna em transformação. Constata-se a coexistência de múltiplas
referências e a valorização dessa pluralidade expressa em comportamentos e valores, o que contrasta com
antigos modelos até então tidos como hegemônicos. Trabalha-se com a hipótese de que a crise vivenciada
nesse âmbito, em função da instabilidade gerada pelo período de transição que desorganiza tanto a
estrutura emocional quanto as estruturas familiares, promove, a médio e longo prazo, crescimento tanto
para o indivíduo como para a sociedade.
2008
Doutorado
167
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
GIOSA, Elenice. Mito Arturiano e processo de individuação: caminhos para uma educação de
sensibilidade na relação ensino-aprendizagem de inglês. 2008. 388 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa estabelece um diálogo entre a Psicologia Analítica de Jung e a Antropologia do
Imaginário de Gilbert Durand, com o intuito de trilhar rumos alternativos para a educação, mais
especificamente para o ensino-aprendizagem de Inglês como língua estrangeira. O problema central recai
em um ensino-aprendizagem que privilegia excessivamente a racionalização em detrimento do caráter
poético. A educação atual carece de equilíbrio entre razão e sensibilidade. O aparato teórico proposto
recupera essa sensibilidade por meio da função mediadora do símbolo, tomado sobretudo, como o mito,
trazendo significado para o aluno em seu contexto educacional. Considerando o ciclo arturiano como base
da mitologia britânica, são observadas as trajetórias de seus mitos e sua ressonância em alguns aspectos
da cultura britânica. Como passo seguinte, o aluno é colocado em contato com essa mitologia, com o
objetivo de propiciar a construção de uma língua poética, ao invés da manutenção da língua inglesa
enquanto língua de poder, encorajando assim, o processo imaginativo. O pressuposto é que tal
sensibilização permite ao aluno vivenciar a constituição da cultura britânica e seus desdobramentos na
língua, tornando seu aprendizado mais prazeroso e sua produção lingüística mais rica e mais sábia. Para
tal, é necessária a recuperação do poder da imaginação e da poesia da palavra. O aparato teórico escolhido
ajudou a percorrer esse caminho por meio da função mediadora do símbolo, mais especificamente do
mito, numa articulação dupla: de um lado, abrindo para o aluno uma possibilidade de dialogar com o
universo cultural inglês e, também com a língua que ele abarca, de uma maneira mais prazerosa. De
outro, permitindo ao professor observar mais atentamente seu registro de sensibilidade nas aulas de Inglês
e nele interferir. Assim, encontra-se no ciclo arturiano a expressão simbólica da busca pelo Graal, cujos
valores estão impressos na cultura e, conseqüentemente, ressoam na língua. Esta tese almeja, assim,
contribuir para a diminuição da aridez racional do ensino de um modo geral, onde seus principais
construtores são o aluno e o professor, vivendo a constelação criativa do arquétipo do mestre-aprendiz.
VECHI, Luís Gustavo. A Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung no estudo de instituição:
uma proposta teórico-metodológica. 2008. 171 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Nesta tese, faço uma proposta teórico-metodológica para o estudo de instituição segundo a
Psicologia Analítica de C. G. Jung, além de demonstrar a sua aplicação, investigando um serviço de
reabilitação psicossocial pelo trabalho para usuários de serviço de saúde mental. Defendo a hipótese de
que a visão holográfica do mundo, delimitada mediante a articulação entre os conceitos de psique e de
unus mundus, permite definir instituição e um modo para estudá-la que é capaz de valorizar
possibilidades de desenvolvimento para essa formação sociocultural e para o indivíduo que nela se insere.
Como resultados principais da proposta estabelecida com este trabalho, destaco cinco eixos relacionados à
sistematização conceitual e quatro ao aspecto metodológico: Quanto à organização conceitual, o primeiro
eixo expõe a visão holográfica do mundo, o segundo deles se refere à individuação como auto-regulação
psíquica contextualizada pela experiência subjetiva na instituição, o terceiro corresponde ao conceito de
168
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
instituição enriquecido pelo de psique institucional, o quarto à auto-organização desse tipo de formação
sociocultural e o quinto articula autoregulação psíquica com auto-organização institucional, com vistas a
ressaltar a propriedade autopoiética apontada por essas definições. Quanto ao aspecto metodológico, o
primeiro eixo corresponde ao princípio esse in anima que introduz a visão holográfica no campo prático
do estudo institucional, o segundo define o registro perceptivo contido no símbolo dos sujeitos como
meio para realizar esta modalidade de pesquisa, o terceiro se refere aos três níveis de leitura da
hermenêutica sintético construtiva, por meio dos quais os símbolos dos indivíduos são abordados sob três
ângulos diferentes. O primeiro nível valoriza no símbolo o âmbito da vivência que estaria associado ao
complexo individual, o segundo aquele que estaria relacionado ao complexo institucional, enquanto o
terceiro se dedica a refletir a respeito das bases arquetípicas da produção simbólica contingenciada pela
vivência na instituição. O quarto, e último eixo metodológico, deriva dessa leitura sugestões para o
funcionamento institucional. Com esses eixos, este trabalho abre para a pesquisa institucional a
possibilidade de cogitar, em relação de complementaridade, e não isolada e unilateralmente, os aspectos
"natureza" e "cultura", "indivíduo" e "sociedade", "arquetípico" e "adquirido", "invisível" e "visível",
"transcendente" e "empírico", entre outros que, indissociavelmente se conjugam, na integralidade da
vivência psicológica e do funcionamento da instituição.
2009
Mestrado
IORIO-QUILICI, Márcia Alves. Dramatização espontânea e Psicologia analítica de Jung:
consideração da sombra em um grupo de psico-sociodrama. 2009.201 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta dissertação estuda, a partir do referencial da Psicologia Analítica de Jung, um grupo
vivencial que utiliza a dramatização espontânea como recurso expressivo. Procura investigar se este
instrumento é um facilitador para a exploração da sombra em grupos. Parte da hipótese que, ao
dramatizarmos espontaneamente, a sombra tem a possibilidade de adquirir expressão, aproximar-se e ser
reconhecida pela consciência. Este diálogo entre a esfera consciente e inconsciente estimulado pelo drama
improvisado e compartilhado pelo grupo pode permitir a emergência, o desenvolvimento e a estruturação
de uma consciência que funcione em alteridade, pois há uma abertura para o reconhecimento daquilo que
é diverso em si e no outro, com uma atitude de inclusão deste aspecto. Como método de investigação, há
a pesquisa de um ato psico-sociodramático no Centro Cultural São Paulo que utiliza a ação dramática
espontânea para o desenvolvimento de grupos. É feito o relato de uma vivência e entrevistas com quatro
participantes e a diretora dessa atividade procurando identificar, na vivência e nas respostas dos
entrevistados, os momentos nos quais a sombra se expressou e quais foram as atitudes então tomadas pela
consciência diante desta situação. A fundamentação se dá principalmente através dos conceitos de
sombra, persona, complexo, self (grupal) e abordagem simbólica. Apoiada neles os atos de psico169
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
sociodrama são apresentados como rituais criativos importantes para o desenvolvimento da personalidade,
ao possibilitarem uma abertura da existência para a realização do self e permitirem que diferentes
singularidades coexistam e não se excluam mutuamente, o que faz com que se tornem caminhos possíveis
para a estruturação e exploração de uma consciência de alteridade.
RODRIGUES, Sandra Regina. Corpo deficiente e individuação: um olhar sobre pessoas com
deficiência física adquirida a partir da psicoterapia breve de orientação junguiana. 2009. 139 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: O conceito de individuação, proposto por Carl G. Jung, estabelece que o indivíduo, como um ser
continuum, em conexão com seu Self é guiado a uma jornada rumo à sua plenitude. Assim, esse processo
é interminável e ocorre na vida de todas as pessoas, desde seu nascimento. Quando uma pessoa sofre
algum dano que interfere nesse caminho, a oportunidade de mudanças em vários âmbitos se presentifica,
sendo importante que o ego integre essa experiência, ocorrendo uma simbolização psíquica. Neste estudo,
busco avaliar como o processo de individuação pode ocorrer de forma criativa em pessoas que adquiriram
uma deficiência física motora, podendo ser esta propiciadora de modificações necessárias para a
promoção de ampliação da consciência. Para isso, utilizo como recurso metodológico narrativas de
intervenções psicoterápicas de três pacientes por mim atendidos em psicoterapia breve em centros de
reabilitação para pessoas com deficiência física. As causas e os diagnósticos das deficiências são
distintos, sendo uma mulher vítima de acidente vascular cerebral, um homem tetraplégico e uma paciente
com amputação transfemural. A partir dos meus relatos das intervenções, busquei refletir sobre alguns
elementos que se evidenciaram durante o acompanhamento e que me auxiliaram no embasamento de uma
psicoterapia breve de abordagem junguiana. Os eixos visualizados durante o processo psicoterápico
referem-se a: apropriação da persona do deficiente físico e integração criativa dos aspectos sombrios que
caracterizam a perda física; corpo deficiente como símbolo da maneira de se relacionar com o mundo e
consigo mesmo; análise do destino que vinha se configurando em contraposição às alterações propiciadas
pela deficiência e retomada do caminho engendrado pelo Self, a partir da assimilação criativa da
deficiência ao cotidiano. Coloco-me como terapeuta-narradora das intervenções psicoterápicas desses
pacientes sob a ótica da Psicologia Analítica, utilizando como referencial literário a escritora Clarice
Lispector, cuja obra se delineia sobre a ficção trágica de contos baseados em histórias de vida. Os
resultados observados refletem a importância de um trabalho multidisciplinar no acompanhamento a essas
pessoas e na possibilidade de se resgatar o caminho configurado previamente, embora com modificações
importantes simbolizadas no corpo limitado.
LIGIA ASSUMPÇÃO AMARAL
170
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1996
Mestrado
NAVARRO, Zilda Moretti. A preparação para o trabalho na trajetória educacional do
deficiente mental: possibilidade real ou realidade divergente? 1996. 97 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa as possíveis diferenças entre os documentos que norteiam as diretrizes da educação
especial (deliberações legais) e a programação pedagógica efetivamente oferecida dentro dessa proposta
nas classes especiais (a praxis real). Examina a proposta denominada: preparação para o trabalho na
educação especial, incluso nos planos curriculares dos estabelecimentos da rede estadual de ensino do
estado de São Paulo. Também questiona a interrelação entre deficiência mental, os
estereótipos/preconceitos e a questão da educação e trabalho. Utiliza a metodologia de coleta de
depoimento livre e entrevistas semi-dirigidas, com 2 professores especializados em deficiência mental e
enquete junto a 16 professores especializados, atuantes em classes especiais para portadores de
deficiência mental e analise documental. Os resultados indicam que: determinadas formações de saber,
relacionadas a sistemas e crenças preconceituosas, regulam a pratica dos discursos como verdade, assim
como as regulamentações ou propostas oficiais que também estão impregnadas de preconceitos. Aponta a
necessidade da educação e trabalho propiciarem o desenvolvimento dos indivíduos de forma global
envolvendo suas relações como pessoa, como trabalhador e como ser fundamentalmente social em um
mundo em transformação. E que o professor de classe especial necessita assumir seu papel de agente
transformador.
1997
Mestrado
GOMES, Luciana Szymanski Ribeiro. Ser educadora, ser educador: um olhar sobre a questão
do gênero no contexto educacional. 1997. 199 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Aborda a relação entre gêneros sob a perspectiva de educadores de uma instituição da periferia
de São Paulo que atua no atendimento de crianças e adolescentes. Parte do princípio de que a instituição,
na ação dos educadores, exerce influência na formação da identidade feminina e masculina. Os Ss são 14
adultos, divididos em 2 fases de entrevistas. Na fase I trata de entrevistas individuais com 5 Ss, 3 do sexo
feminino e 2 do sexo masculino. Na fase II, assistem a um vídeo e entrevista-se coletivamente 9 Ss, 4 do
sexo feminino e 5 do sexo masculino. Baseou a análise na abordagem fenomenológica-existencial. A
171
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
interpretação dos relatos aponta para uma ambigüidade oscilante entre as mais diversificadas experiências
e as mais esteriotipadas formas de olhar a questão do feminino e masculino. O estudo fornece uma imensa
gama de possibilidades que percorre tanto a discussão acerca da autoridade masculina e submissão
feminina como experiências inversas. Essas possibilidades permeiam o universo de cada profissional no
modo de se compreender como o homem ou mulher e de compreender a questão do gênero como
educador.
RUSCHE, Robson Jesus. Teatro: gesto e atitude - investigando processos educativos através de
técnicas dramáticas, com um grupo de presidiários. 1997. 148 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga a possibilidade da mudança de atitudes a partir do uso de técnicas dramáticas e a
avaliação do processo educativo desencadeado por essas técnicas. Baseia o referencial teórico, em
Psicologia , nas idéias de Lígia A. Amaral quanto às atitudes, de Bertolt Brecht com relação às atitudes no
teatro e a análise dos gestos e de Paulo Freire para a reflexão do processo educativo voltado para a
transformação destas. Faz a pesquisa qualitativa do gestus, extraindo inferências sobre a atitude como
observador em uma oficina de técnicas dramáticas para a prevenção das DST/AIDS com um grupo de 30
presidiários, baseada na proposta de Augusto Boal. Grava as oficinas em vídeo e registra os relatos
escritos, buscando relacionar os gestos, expressões e movimentos com os conteúdos expressos nas cenas e
exercícios no decorrer das atividades. Com base nos conceitos de gestos e estranhamentos de Bertolt
Brecht, procurou categorizar os elementos gestuais encontrados. Mostra que os gestos expressivos
indicam as possibilidades dramáticas de lidar com elementos afetivos e que as incongruências nas
expressões gestuais apontam para a necessidade de se atentar para o desenvolvimento da linguagem
gestual, como possibilidade de se perceber atitudes e refleti-las. Quanto ao processo educativo, considera
que a experiência chegou até a etapa de problematização e sensibilização do tema da AIDS, sem
aprofundá-lo. Aponta a necessidade de sistematização dos conteúdos discutidos e sugere a elaboração de
uma proposta em teatro-educação.
Doutorado
NAUJORKS, Maria Inês. A deficiência e o espaço na TV: quando a mensagem faz a diferença.
1997. 163 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Busca explicar, através da análise de mensagens televisivas, como os fenômenos psicossociais preconceitos, estereótipos e estigma alimentam-se e constroem-se através dessas mensagens,
especificamente no que se refere à condição de deficiência. Investiga como alguns programas de
determinados gêneros abordam a questão e qual o teor das mensagens veiculadas. Faz a pesquisa através
de amostra sorteada, a partir do material coletado nas emissoras de televisão durante 1994 e 1995 em três
programas: um documentário, uma matéria de telejornalismo e um programa de entrevista coletiva.
Procede a gravação, transcrição e posterior análise, com base na metodologia da Análise de Conteúdo
172
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e do Desenvolvimento Humano
proposta por Bardin, configurando-se como um estudo de cunho qualitativo-descritivo. Os resultados
apontam que as mensagens são muito mais indutoras da formação de idéias mistificadoras, não realistas,
do que promotoras de um entendimento crítico do assunto. Aponta algumas proposições como forma de
colaborar no sentido de que a TV faça o caminho inverso, tornando o desconhecido-familiar; o medodestemido; o mito-desmistificado e o deseducativo-educativo.
1998
Mestrado
AMARAL, Tatiana Platzer do. Recuperando a história oficial de quem já foi aluno especial.
1998. 175p. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O estudo parte da premissa de que a classe especial é um espaço de segregação, estigmatização e
de continuidade do processo de construção da deficiência mental que se inicia na classe comum. A
investigação direciona-se a recuperar a trajetória escolar de ex-alunos de classe especial através dos
registros e das informações disponíveis nas escolas. Foram identificados 168 prontuários nas duas
unidades escolares pesquisadas, porém o grupo participante da pesquisa restringiu-se a 121 prontuários.
Após este levantamento, procedeu-se a análise individualizada de todos os documentos contidos nos
prontuários dos alunos, sendo que houve a necessidade de elaboração de uma ficha padrão para a coleta
dos dados. Também, foi realizada análise quantitativa dos dados o que permitiu a elaboração de tabelas,
para posteriormente ser possível efetuar a análise qualitativa. Dentre os vários dados coletados observouse que a maioria dos alunos não permanece o tempo mínimo de dois anos na classe comum antes do
encaminhamento para a classe especial, conforme as orientações oficiais. Após o ingresso na classe
especial, 70% dos alunos não retornaram ao ensino comum nas escolas estudadas. A maioria dos alunos
’abandona’ a escola após um período de permanência de até seis anos na classe especial. Do pequeno
grupo que retorna ao ensino comum, a maioria é reinserida nas séries iniciais, permanece entre dois e
quatro anos e evade antes de completar a 5º série. Verificou-se que não são apenas os psicólogos os
especialistas que encaminham alunos para classe especial, há casos de médicos e assistente sociais. A
identificação de um aluno Deficiente Mental Grau Leve não segue, apenas, a classificação da OMS,
referendada como oficial. Há um número significativo de relatórios de avaliação dos alunos sem que haja
identificação da especialidade do profissional responsável. Não há nenhum relatório pedagógico dos
alunos que foram encaminhados para avaliação psicológica, conforme orientação oficial. O dado que mais
se evidenciou é a ausência de informações sobre os alunos. Não há uma organização padronizada dos
documentos e não critérios comuns de seleção das informações relevantes. Conclui-se que os dados
reafirmam a condição de segregação, estigmatização e preconceito da classe especial e contradizem os
princípios norteadores da Educação Especial de: individualização, integração e normatização. As práticas
institucionais, pedagógicas ou psicológicas, são permeadas de subjetividade, principalmente no momento
173
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de “identificação” dos alunos Deficientes Mentais Grau Leve. Uma vez identificado como aluno especial,
as chances de retornar à condição de aluno comum são reduzidas. Há um esforço dos alunos em
permanecer na escola, evidenciado pela idade em que os alunos “abandonam” a escola, seja na classe
especial ou após a reinserção na classe comum. Finalizando, as ausências de registro de informações dos
alunos demonstram que implicitamente há uma visão de homem e sociedade baseada nos ideais liberais.
SOUZA, Luciana Puglisi de Paula. Da adolescência à fase adulta: um ritual de passagem e
transformação. 1998. 155p. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A presente pesquisa voltou-se para o estudo de um momento de passagem no desenvolvimento
humano: da adolescência para a fase adulta, observando os aspectos da dinâmica psíquica atuantes e a
intensificação das transformações em direção ao crescimento. Seguindo a Psicologia Analítica de C.G.
Jung e considerando a premissa de que existe um impulso para o desenvolvimento, o objetivo foi a
investigação a respeito dos bloqueios psíquicos que se configuram como obstáculos ao crescimento,
especialmente atuantes nos momentos de transformação. Como participantes da pesquisa contou-se com a
colaboração de seis bacharéis em Direito, recém formados que, para finalizar o período de estudos e
iniciar sua atuação profissional, necessitavam realizar a prova da Ordem dos Advogados dos Brasil e que,
apesar de preparados técnicamente, haviam fracassado nas tentativas iniciais. A experiência desses
bacharéis em Direito, ao realizarem a prova de admissão na Ordem dos Advogados do Brasil (O.A.B),
revelou uma associação intrínseca entre esta e um momento-marco de passagem para a vida adulta e
profissional, assim como uma relação com defesas psíquicas acionadas frente o temor das mudanças que
se apresentavam virtualmente. O atendimento em Psicoterapia Breve desses candidatos mostrou-se eficaz
no auxílio à ampliação da consciência a respeito dos complexos atuantes e conseqüente transformação das
defesas psíquicas e fluência do crescimento. Esta experiência revelou, ainda, que a vivência heróica
esteve presente nos candidatos das mais variadas formas, mobilizando o crescimento e a transformação
psíquica no sentido da passagem para a fase adulta e do estabelecimento da identidade adulta. O
embasamento teórico permitiu análises relativas, por um lado, ao arquétipo do herói, e por outro, aos
momentos de iniciação e rituais de passagem das mais diversas culturas e sua relação com as vivências
observadas no processo pelo qual passou cada candidato. Uma visão geral, propiciada pela pesquisa,
revelou que, apesar do esvaziamento dos espaços sociais e dos rituais modernos, o impulso para o
crescimento, orquestrado pelo Self e aparente na atuação do arquétipo do herói, demonstrou-se presente
nos momentos de transformação, sendo fundamental para o processo de elaboração e o resgate do
equilíbrio psíquico na inauguração da fase adulta.
Doutorado
AKASHI, Lucy Tomoko. Construindo-se como terapeuta ocupacional: da “pré-história” das
concepções sobre o deficiente à possibilidade de ressignificação da deficiência. 1998. 148 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
174
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Este é um estudo sobre alunos de terapia ocupacional e seu primeiro contato com o paciente.
Partindo de questões relativas a preconceito, estereótipos e estigma, esta pesquisa procurou, de forma
sistemática, estudar, através das "bagagens" trazidas pelos alunos, suas atitudes e reações emocionais em
relação à pessoa com deficiência, pressupondo-se que algumas delas poderiam interferir no processo de
ensino-aprendizagem e, possivelmente, na futura atuação profissional. Assim, o objetivo do estudo foi
verificar o que traziam consigo, cultural e emocionalmente, em relação ao paciente e ao seu papel de
terapeuta. Para tal foi feita uma pesquisa qualitativa envolvendo 18 participantes, que teve como
instrumentos de coleta de dados recursos verbais e não verbais, isto é, foram utilizadas atividades de jogos
e modelagens em argila para a representação do que entendiam por paciente e terapeuta, antes e após o
contato com aquele. A análise dos dados foi interpretativa, no sentido de procurar os significados que
emergiam através das imagens e das verbalizações sobre as mesmas, tendo sido feita uma leitura coletiva
e uma individual de cada participante. Os resultados obtidos desvelam uma rede de significações e
mostram o caminhar, de uma certa forma difícil, dos alunos na formação do seu papel profissional.
Caminhar que envolve tanto questões profissionais, em si, como pessoais e sociais, mas numa grande
mobilização para fazer o melhor possível, procurando superar as barreiras individuais também, uma vez
que a "bagagem" que cada um traz consigo para a escola tem significados que podem interferir no ensinoaprendizagem, havendo, pois, muito a ser elaborado para um melhor aproveitamento do processo. Para
isso, porém, é preciso considerar essa "bagagem" prévia, reconhecendo, entendendo e renomeando o que
antes era familiar, numa possível reinterpretação para, então, facilitar a re(encorporação),
(re)incorporação de todas essas informações que passarão a constituir, agora sim, um conhecimento.
GODOY, Maria de Fátima Reipert de. Educação artística para deficiente auditivo: uma leitura
a partir da visão de professores. 1998. 220p. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho teve por objetivo investigar o estado da arte na Educação Artística do
deficiente auditivo. Para atingi-lo foram entrevistados professores de Educação Artística que trabalham
diretamente com essa população, em escolas especializadas, visando saber o que pensam a respeito e
como agem no cotidiano escolar. Antecedendo essa parte empírica do estudo foram apresentados dois
conjuntos teórico/conceituais. O primeiro refere-se à literatura de embasamento sobre deficiência
auditiva, tendo sido para tanto realizado um levantamento bibliográfico sobre esse tipo de deficiência, sua
prevenção e causas, Educação Especial, modalidades de atendimento, além da conceitualização de objeto
transicional e fenômeno transicional, que aborda o surgimento da arte no indivíduo à luz da teoria de
Winnicott. O segundo refere-se à literatura de embasamento teórico sobre questões relacionadas ao tema
proposto: o ensino da arte na Educação Artística em geral e para alunos deficientes auditivos. Os relatos
obtidos nas entrevistas semi-estruturadas mostraram que a maior parte dos professores, apesar de
desconhecer a proposta curricular oficial para o ensino de Educação Artística, tenta desenvolver os
objetivos propostos por eles ou pela instituição, embora ressentindo-se algumas vezes da formação
inadequada para a área. A partir desses resultados, ficou evidenciada a necessidade dos órgãos públicos
competentes se conscientizarem da importância da reciclagem sistemática para os professores que atuam
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com essa clientela, e que os cursos de formação se preocupem com a qualidade dos futuros profissionais,
aprimorando seus conteúdos e adequando-os à realidade em que irão atuar.
1999
Mestrado
BARRETO, Ricardo Azevedo. A afetividade na odontologia para bebês: lugares e nuances.
1999. 122 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa foi um estudo qualitativo da afetividade na Odontologia para bebês, uma área
bastante jovem comprometida com a prevenção. Seu objetivo foi a investigação dessa temática nas
relações triádicas dentista-bebê-acompanhante, a partir da emergência de lugares e nuances de
representações discursivas, tendo como hipótese inicial a existência de indiferenciação. O meta-objetivo
foi a mobilização de possibilidades da afetividade nesta instituição. Utilizou-se um recorte teórico
específico da Psicanálise e da Psicologia Sócio-Institucional, tendo como "pano de fundo" a Psicologia
do Desenvolvimento. Observações de vinte sessões clínicas de três dentistas, duas profissionais
experientes e uma inexperiente, foram registradas com bebês de até onze meses, um ano, dois e três anos
de idade. Entrevistas foram realizadas com essas profissionais. A análise elegeu os discursos; desses,
emergiram as dimensões abordadas. A afetividade foi reconhecida como representações de lugares pelas
profissionais, a partir de sua posição simbólica-institucional. Desses lugares imaginados pelas dentistas,
foram destacados temas/nuances: indiferenciação, a experiência profissional, as qualidades de
profissionais e de sua prática, o término do atendimento, a tarefa dentária como meta, a questão da
singularidade, especificidades contextuais, referentes ao lugar do profissional e de sua prática; a idade do
bebê, contatos não estritamente dentários, uma outra presença de indiferenciação e empecilho, inclusos
no lugar do paciente e a idade do bebê, contatos dentários e empecilho, remetidos ao lugar do
acompanhante. A hipótese inicial foi corroborada. Transformações na afetividade na Odontologia para
bebês foram vistas como possíveis e contrapontos às características dominantes nesta instituição e em
suas relações com outras.
KOHATSU, Lineu Norio. Estudo sobre a expressão de alunos e ex-alunos de uma escola
especial através da fotografia. 1999. 294 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo geral o estudo da expressão fotográfica realizada através
de uma oficina de fotografia por alunos e ex-alunos de uma escola especial pública para deficientes
mentais. A oficina foi realizada numa sala generosamente cedida pela escola especial, tendo dela
participado 10 jovens com idade entre 14 e 22 anos, de ambos os sexos. As atividades ocorreram no
período de março a julho de 1998, totalizando 29 encontros com duração aproximada de 1 hora e meia,
176
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e do Desenvolvimento Humano
duas vezes por semana. No final, foram escolhidas algumas fotografias em comum acordo entre os
fotógrafos e o pesquisador para realização de uma exposição no espaço da própria escola. Para realização
da oficina foram cedidas câmaras fotográficas e filmes a cada um dos participantes que ficaram em posse
delas durante todo o período em que ocorreram as atividades. Foi apresentada aos jovens a proposta de
fotografarem temas de livre escolha em lugares por eles determinado. A cada um deles foi cedido um
filme colorido (geralmente de 24 poses), por vez, para realização das fotos. Estes eram em geral
retornados no prazo de aproximadamente duas semanas para serem revelados. As fotos eram devolvidas
aos seus respectivos autores durante os encontros nos quais eles compartilhavam com o grupo suas
experiências, relatando os temas fotografados, os procedimentos, as expectativas, as frustrações e, no
final, escolhiam e intitulavam as imagens preferidas. Durante a oficina os participantes realizaram
experimentações, com vistas à exploração dos recursos da câmara a partir da própria iniciativa. Em
nenhum momento foi necessário dizer aos fotógrafos o que deveriam fotografar, tendo todos os temas
partido da iniciativa deles. Através da análise das fotografias pode-se inferir alguns modos de construção,
constatando-se que inicialmente partiam de processos intuitivos. No entanto, pode-se notar que a troca de
experiências entre os participantes foi um fator importante na aprendizagem à medida que as
verbalizações puderam proporcionar a explicitação/apropriação desses processos, tornando-os
instrumento de uso intencional. Desse modo, a oficina de fotografia favoreceu algumas transformações,
tornou-se o lugar de revelação do que existia como potencialidade, como latência, tal como as imagens
que se revelam a partir da superfície sensível do papel fotográfico.
Doutorado
LOPES, Kathya Augusta Thomé. Aluno com deficiência física em aulas regulares de
educação física: prática viável ou não? Um estudo de caso. 1999. 169 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo procura identificar a viabilidade ou não da prática da atividade regular de EF pelo
aluno com deficiência física junto com seus colegas de sala de aula e em que moldes. Os Ss são 27
alunos, todos com 13 anos de idade, de uma 4ª série primária de uma escola pública de uma cidade do
interior do Estado de São Paulo, na qual se encontra um aluno com deficiência física, a professora de sala
de aula e a professora de Educação Física (a pesquisadora). Passam por entrevistas, sendo uma com a
professora de sala de aulas e outra com os alunos. Os alunos junto com a professora de Educação Física
escolhem as atividades a serem realizadas durante as aulas, aspectos de uma pesquisa participante. São
realizadas aulas de Educação Física que são filmadas. Após a análise qualitativa dos dados, observa-se a
relação entre o tipo de atividade (individualizada ou de grupo) e a participação (efetiva ou tangencial) do
aluno com deficiência física; e as interações entre este e seus colegas, que apresentam percepções
ambivalentes em relação a ele (aceitação e rejeição). Conclui-se que a participação deste aluno é mais
efetiva nas atividades individualizadas. Sinaliza-se para a necessidade de criação de espaços dentro da
escola para a discussão e compreensão, pelos alunos, dos aspectos referentes à deficiência, pois isto, de
certa forma, poderá influenciar a participação do aluno com deficiência junto com os demais nas aulas de
Educação Física.
177
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
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2000
Mestrado
LUZ NETO, Leonardo Severo da. Educação para a saúde e seu desenvolvimento no ensino
em Porto Velho: o olhar do aluno. 2000. 145 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo objetivou identificar o nível de conhecimento sobre Educação para a Saúde de
alunos que concluíram o ensino médio e a influência desta área em suas atitudes e comportamentos. Sua
fundamentação está centrada em concepções existentes na literatura especializada apresentando
informações sobre aspectos históricos da Saúde Pública e Saúde Coletiva no Brasil até chegar aos
conceitos próprios para o desenvolvimento educacional. Na primeira fase, em fevereiro de 1998, foram
aplicados questionários de caracterização junto a 398 alunos matriculados nos primeiros semestres de
todos os cursos da Universidade Federal de Rondônia, destes foram selecionados 48 para a segunda fase
para aplicação de outro questionário, incluindo questões mais pontuais; dentre aqueles que satisfizeram os
critérios estabelecidos e manifestaram o interesse em continuar participando do estudo, três foram
selecionados para a terceira fase, que consistiu em entrevista semi-estruturada. Nessa fase, e tendo como
pano-de-fundo a problemática da área da Educação para a Saúde procurou-se levantar informações sobre
currículos e metodologia de ensino de Programas de Saúde, comportamento didático-pedagógico dos
docentes e conservação de conteúdos, segundo o olhar do aluno. Constatou-se o baixo nível de retenção
de conteúdos em relação ao currículo oficial e que a metodologia de ensino empregada no
desenvolvimento da disciplina não tem sido satisfatória, provocando um baixo nível de aprendizagem.
Quanto ao conhecimento e comportamento dos alunos, maior influência ocorreu com a aprendizagem de
conteúdos extra-escolares e não com os desenvolvidos na disciplina. Constatou-se o desejo do aluno de
maior empenho institucional como forma de resgatar a educação bem como o melhor preparo dos
professores no aspecto metodológico e no acompanhamento tecnológico para se proporcionar
modernidade no desenvolvimento educacional. As conclusões básicas apontam para a necessidade de uma
ação fortemente organizada para recuperar o papel da escola na formação da consciência, conhecimentos
e comportamentos sociais e, no caso particular da Educação para a Saúde, que o Sistema Educacional seja
eficiente em formar o ser humano para além da escola na busca constante de melhoras na coletividade.
2001
Doutorado
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BRUNELLO, Maria Inês Britto. Ser lúdico: promovendo a qualidade de vida na infância com
deficiência. 2001. 191 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O cotidiano da criança com deficiência é muitas vezes marcado por um empobrecimento nas
relações afetivas e sociais, sendo privadas de uma série de atividades condizentes com o seu momento de
vida. Este trabalho propõe intervir em uma dessas histórias marcadas pelo estigma da deficiência,
preocupando-se com a qualidade de vida de uma criança e, conseqüentemente, abrindo essa discussão
para a vida de todo cidadão. A partir da convivência da aproximadamente dois anos com essa menina, que
possuía um grave comprometimento, em decorrência da sua deficiência, foi sendo construído um caminho
reflexivo de como é possível, pela mediação do lúdico, alterar o cotidiano cronificado de pessoas que
vivem em uma sociedade que não facilita a inserção daqueles que são considerados significativamente
diferentes. Nesse período foram freqüentados espaços públicos, como parques, praças, nos quais essa
menina pôde interagir e comunicar-se. Procurou-se, assim, ampliar o seu mundo lúdico, propondo novas
experimentações e vivências nessa área. Concomitantemente, sua família foi ajudada a rever seu lugar
frente ao grupo social e a procurar outros espaços, além do familiar, por onde esta criança pudesse
circular. Nesse percurso, foi levantada uma série de questionamentos, pensadas mudanças, provocado
confrontos com a diferença. Um trabalho que se propôs abrir a vida para que as coisas pudessem
acontecer. Através de um "Diário de Campo", onde eram transcritos todos os encontros, foi dada vida a
esta pesquisa, entrelaçando o visto, o vivido e o refletido, apresentando-se, assim, os resultados do estudo.
Conclui-se pela importância e necessidade dessas aberturas, que vão para além das intervenções
institucionais.
D´ANTINO, Maria Eloisa Famá. A deficiência e a mensagem reveladora da instituição
especializada: dimensões imagética e textual. 2001. 272 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa teve por objetivo compreender e desvelar facetas da mensagem reveladora de
instituições especializadas no atendimento a pessoas com deficiência física ou mental, de caráter
assistencial-filantrópico, através de campanhas de captação de recursos, veiculadas n mídia eletrônica e
impressa e sua possível conseqüência na perpetuação do estigma em relação a este segmento da
população. Ocupou-se, assim, da busca de aproximação e desvelamento da dimensão ideológica expressa
através da mensagem imagética e textual das instituições, palcos deste estudo. Partiu-se de quatro
indagações pontuais: 1. O que revelam as mensagens institucionais na atualidade e contexto brasileiros,
em suas campanhas de capacitação de recursos? 2. Há participação dessas mensagens na perpetuação do
estigma em relação à pessoa com deficiência? 3. Qual a concepção de deficiência que norteia a produção
publicitária? 4. De que forma aparece o poder filantrópico nesse tipo de campanha? O corpus da pesquisa
empírica foi composto por duas entrevistas com diretores de criação de grandes agências de publicidade e
oito peças publicitárias, porte de campanhas de captação de recursos, sendo três veiculados em mídia
televisiva e cinco em mídia impressa. Optou-se pela análise de conteúdo, em função do próprio objeto a
ser estudado, afeito às ciências sociais, bem como pela natureza polimorfa e polifuncional do mesmo.
179
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e do Desenvolvimento Humano
Trabalhou-se, então, com o conteúdo manifesto e latente dos dados o que possibilitou uma compreensão
articulada de seus conteúdos objetivos e subjetivos. Os resultados foram apresentados na forma de
ensaios - com vídeos em CD ROM anexo -, nos quais, de forma geral, chegou-se à constatação que a
propaganda institucional veiculado na mídia, na ambivalência própria de sua longa existência e com a
força de valores trazidos de Esparta, vincula a imagem da pessoa com deficiência a carência,
incapacidade, dependência, abandono, infantilização, assexualidade etc, silenciando suas vozes e, ao
mesmo tempo, paradoxalmente, expondo e distorcendo suas imagens ao sabor das necessidades
econômicas das próprias instituições. O estudo não se pretendeu conclusivo, entretanto, espera-se que as
reflexões que dele emergiram possam servir de fonte geradora de processos críticos e reflexivos para os
dirigentes institucionais, os profissionais da área especializada e da mídia e demais interessados no tema,
desvelando a mediação dos preconceitos e estereótipos nas relações sociais com esta parcela, ainda
excluída, da nossa sociedade, a fim de, quiçá, poder revertê-la.
2002
Mestrado
SOUZA, Rosângela Gomes de. Maternidade solitária: relatos de mães solteiras de classes
populares. 2002. 164 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A partir de um tema central - a condição de ser mãe solteira - este trabalho orientou-se em torno
de dois problemas de pesquisa, que consubstanciaram duas ordens de objetivos: a) Conhecer histórica e
conceitualmente a "categoria mães solteiras" e b) Investigar a vivência dessa condição por mulheres de
classes populares. Em função do primeiro objetivo, foi realizado levantamento histórico e conceitual, que
permitisse a contextualização do surgimento da categoria "mãe solteira" no cenário brasileiro. Uma das
conclusões a que foi possível chegar, nessa primeira parte do trabalho, referiu-se à constatação de que a
"categoria mãe solteira" nem sempre existiu; ao contrário, foi construída histórica e socialmente, de
acordo com um ideário que se consolidou no decorrer de séculos, a partir do Brasil Colônia, até chegar a
valores próprios da sociedade burguesa. O segundo objetivo concretizou-se em estudo empírico,
desenhado pelo procedimento de entrevistas com mulheres de classes populares que viveram (vivem) a
condição em pauta. Ou seja, que ficaram grávidas sem planejamento, e que deram à luz um filho sem que,
no processo de gestação e parto, tivessem a participação efetiva do pai ou de algum companheiro. Assim,
foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com três jovens (entre 25 e 30 anos), residentes em região
desprivilegiada da cidade- Alguns focos nortearam o encaminhamento dos depoimentos, uma vez que se
pretendia conhecer, fundamentalmente, a situação de vulnerabilidade afetiva e social gerada a partir da
condição de ser mãe solteira de classes populares. Ao longo do procedimento de descrição e análise das
entrevistas (tendo como apoio a "Análise de Conteúdo", tal como proposta por Bardin) foi possível
identificar vários indicadores temáticos que apareceram em um ou mais dos depoimentos:
180
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desumanização, preconceito e estigma, solidão, humilhação e "erro", pobreza e desamparo... Esses foram
os aspectos interpretados como mais intimamente relacionados à vivência dessas mulheres e que, em seu
conjunto, apontaram para uma experiência de maternidade solitária.
LINO DE MACEDO
1978
Mestrado
PEREIRA, Dulce Rodrigues. Disgrafia, organização temporal e espacial em escolares de
primeiro grau. 1978. 115 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1979
Mestrado
GUIRADO, Marlene. A criança e a instituição FEBEM: considerações feitas a partir de alguns
casos de internação. 1979. 193 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Caracteriza a FEBEM-sp e seu atendimento com base em alguns casos de internação. Estuda a
questão da separação materna versus institucionalização da criança, tal qual apresentada pela literatura
psicológica e salienta a importância da interação mãe-criança para o desenvolvimento adequado desta, o
efeito prejudicial que a separação pode acarretar e a importância das características da instituição em que
a criança e internada. Decorrente disso, define os objetivos e a política de atuação da FEBEM, conforme
documentos oficiais, e descreve seu atendimento com base na observação direta. Levanta também dados
estatísticos sobre a população que procura a FEBEM. Apresenta um estudo descritivo e interpretativo de
quatro casos de crianças internadas nessa instituição em 1978. Finalmente, questiona a adequação da
teoria sobre privação materna aos processos observados na FEBEM e a iniciativa teórica e metodológica
de John Bowlby.
181
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e do Desenvolvimento Humano
DA SILVA, José Aparecido. Desenvolvimento da percepção de distância e tamanho e análise
do fenômeno da superconstância. 1979. 342 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1980
Mestrado
LEHMAN, Yvette Piha. Aspectos afetivos e cognitivos na orientação profissional de
adolescentes. 1980. 115 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
PERPÉTUO, Fernanda Maria Sacramento. Conjunto para avaliação da noção de conservação
e Testes ABC: análise comparativa em função do sexo, idade e escolaridade em crianças de
Capivari (SP). 1980. 238 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica se há correlação entre a noção de conservação como medida pelo conjunto para
avaliação do conceito de conservação (cacc) - Goldschmid e Benther, 1986 - e a maturidade para a leitura
e a escrita medida pelos testes abc - Lourenço Filho, 1933. Estuda a influencia de sexo, idade e
escolaridade no desempenho dos sujeitos. Os sujeitos são 138 meninos e 140 meninas com idade variando
de 5 anos e 4 meses a 10 anos e 4 meses, freqüentando desde o jardim de infância ate a 4ª. série do 1º.
grau, na cidade de Capivari, SP. Os resultados mostram que ha correlação significante p<0,01 entre os
dois testes; que o desempenho equivalente no cacc e nos testes abc ha diferença significante p<0,05 a
favor das meninas de 9 anos e do total do sexo feminino. Discute os resultados nao apenas em função de
outros relatados na literatura sobre o assunto, mas também a partir de considerações teóricas de Lourenço
Filho e, principalmente, de Piaget.
1981
Mestrado
182
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
ASSIS, Maria Bernadete Amendola Contart de. Procedimentos de escolha conforme o modelo
e escolha do ímpar na aquisição da noção de conservação. 1981. 231 f. Dissertação (Mestrado
em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda a influencia da aprendizagem discriminativa na aquisição da noção de conservação,
comparando os procedimentos de treino de escolha conforme o modelo e escolha impar. Seleciona
quarenta pré-escolares, com idades variando entre 5 anos e 6 meses e 6 anos e 6 meses, apresentando
desempenho pré-operatório no pré-teste, composto pelas provas de noção de conservação de
correspondência termo-a-termo, substancia, peso, correspondência cardinal-ordinal, seriação e preferência
de atenção. Os sujeitos são distribuídos igualmente em 4 grupos: o grupo i recebe um treino baseado no
procedimento de escolha conforme o modelo; o grupo ii, um treino baseado no procedimento de escolha
do impar; o grupo iii e treinado em ambos os procedimentos e o grupo iv e o grupo de controle. Os póstestes são realizados imediatamente após os treinos e 30 dias depois, sendo utilizadas as mesmas provas
do pré-teste. Somente o grupo iii apresenta uma alteração positiva no pós-teste, quanto a aquisição da
noção de conservação de correspondência termo-a-termo. Na discussão dos resultados, analisa os
procedimentos de treino procurando detectar suas características enquanto treinos de discriminação e
treinos operatórios. Conclui que os resultados encontrados favorecem mais uma explicação do processo
de aquisição da noção de conservação baseada na teoria da equilibrarão do que na teoria da
aprendizagem.
Doutorado
DA SILVA, José Aparecido. A função-potência I: campos de avaliação e variáveis que a
afetam. A função-potência II: seu expoente como um índice discriminativo da evolução
perceptiva de distância. 1981. 2v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1982
Mestrado
KUPFER, Maria Cristina Machado. Relação professor-aluno: uma leitura psicanalítica. 1982.
94 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda as relações professor-aluno a luz da teoria psicanalítica. Localiza o tema no contexto da
Psicologia Escolar e analisa, do ponto de vista da Psicologia e da Psicanálise, o artigo “Profecias autorealizadoras em sala de aula: as expectativas dos professores como determinantes não-intencionais da
capacidade intelectual dos alunos”, de r Rosenthal e l Jacobson. Discorre sobre a descentralização
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epistemológica inevitável que ocorre quando se passa da Psicologia para a psicanálise. A leitura
psicanalítica da relação professor-aluno e feita com base nas formulações freudianas a propósito da
constituição do ideal-do-ego, do jogo das identificações e do conceito de transferência. A psicanálise de
Lacan comparece nas formulações sobre o desejo implicado na relação pedagógica. Procede em seguida a
uma leitura da profecia auto-realizadora. Conclui, tecendo algumas considerações sobre a dificuldade de
se passar de uma compreensão psicanalítica da educação para uma ação psicanalítica na educação.
TEXEIRA, Leny Rodrigues Martins. Permutação, quantificação de probabilidades e Torre
de Hanói: análise comparativa em escolares de segundo grau. 1982. 173 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1983
Mestrado
MOREIRA, Ana Angélica Albano. O espaço do desenho: a educação do educador. 1983. 94 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Reflexão teórica sobre o desenho, utilizando transcrições de diferentes autores, artistas ou
psicólogos, a experiência da autora e depoimentos verbais ou pictóricos de professores e crianças. Num
primeiro momento, analisa o desenho como linguagem espontânea da criança observando que ele passa
pelas mesmas etapas descritas por Piaget quando se refere ao desenvolvimento do jogo e a ruptura que
sofre ao longo do processo de escolarização. Num segundo momento, analisa a escola e os mecanismos
que utiliza para excluir e justificar a exclusão do desenho do currículo, entre estes, a divisão do tempo, a
distribuição do espaço e a rígida definição de papéis. Finalmente, busca uma maneira de recuperar o ser
poético, a criança, por intermédio da educação do educador. Mostra a importância do professor
reconhecer-se como sujeito no ato da criação, para poder acolher e estimular a criação infantil. Considera
que este talvez seja um caminho para se romper a cadeia de alienação, que faz com que o adulto
reproduza, com a criança, as mesmas relações de poder que vive em sociedade.
Doutorado
SZYMANSKI, Maria Lídia Sica. O nível operatório de adultos freqüentando cursos
profissionalizantes: relações com idade e escolaridade. 1983. 254 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Procura caracterizar o nível operatório de um grupo de 42 adultos que freqüentam o curso de
atendente de enfermagem, ministrado pelo SENAC. Utiliza a escala individual de avaliação do
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pensamento lógico - edpl, montada por Longeot, a partir de provas sobre: as noções de conservação do
peso, conservação do volume e dissociação peso-volume, permutação, quantificação das probabilidades,
curvas mecânicas e oscilação do pendulo. Verifica que 80% dos sujeitos obtêm êxito apenas nos itens
classificados por Longeot no nível operatório logico-concreto, sendo que 90% dos sujeitos não resolvem
as provas a nível operatório lógico-formal, correspondentes a faixa etária de 17 a 44 anos de idade.
Analisa qual o desempenho dos sujeitos frente a tarefa de nível operatório formal preenchimento do
quadro gráfico inerente a ocupação de atendente de enfermagem, que se mostra significantemente
correlacionado com o escore obtido pelos sujeitos na edpl. Discute os resultados obtidos frente a literatura
pesquisada e apresenta algumas considerações pedagógico-metodológicas em relação a esses resultados.
ZAMBERLAN, Maria Aparecida Trevisan. Julgamento da complexidade de padrões de
figuras e desempenho operatório em crianças de seis a oito anos. 1983. 236 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1984
Mestrado
LA TAILLE, Yves Joel Jean Marie Rodolphe de. Razão e juízo moral: uma análise psicológica
do romance L'Etranger (Camus) e uma pesquisa baseada em Le Jugement Moral Chez L'Enfant
(Piaget). 1984. 199 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Reflete a respeito da relação entre juízo moral e razão, esta entendida aqui como raciocínio
lógico. Analisa a personagem do romance l’ etranger de Albert Camus e refaz uma pesquisa sobre moral
na criança, realizada por Jean Piaget em 1932. Na análise do romance verifica que sem a razão não há
juízo moral, mas uma razão perfeitamente objetiva não pode nunca estabelecer valores, apresentando-se
assim um paradoxo. Verifica que os dados obtidos através da pesquisa são praticamente iguais aos de
Piaget, meio século antes, e que o desenvolvimento da qualidade do juízo moral na criança parece
independer da cultura em que se encontra, em que vive. Os sujeitos - 30 crianças de 6 a 12 anos - são
entrevistados e ouvem historias que colocam a intenção do crime versus a conseqüência material deste.
Conclui que a razão é necessária ao juízo moral, mas não o determina enquanto valor; que a dicotomia
bem/mal é a mesma em todas as idades mas a medida que a pessoa se desenvolve, mais capaz se torna
para aplicar seus valores a um universo cada vez mais complexo e abstrato.
SOUZA, Maria Thereza Costa Coelho de. Operações formais em universitários de diferentes
áreas profissionais: uma análise comparativa. 1984. 153 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Resumo: Pretende verificar a influência da especialização profissional no desenvolvimento das operações
formais dos sujeitos. Compara os desempenhos na Echelle de developpement de la pensee logique (epl),
de Longeot, sobretudo os de nível formal, de alunos do 1 e último anos dos cursos de graduação em
Psicologia, Educação Física e Física da USP. Utiliza como base para a comparação o interesse teórico
levantado por Piaget e por outros autores, bem como dados de pesquisas anteriores, as quais demonstram
que a maioria dos sujeitos de 15/16 anos classificam-se no nível pré-formal da epl. A análise dos
resultados obtidos demonstra que os conteúdos oferecidos pelos três cursos estudados parecem não
interferir na forma de manifestação das estruturas formais dos sujeitos. Verifica que os alunos já entram
na universidade em diferentes níveis de desenvolvimento do pensamento e que não há influência da idade
dos sujeitos em seu desempenho. Constata que os sujeitos do sexo masculino têm melhor desempenho na
epl que os do sexo feminino. Os resultados permitem uma reflexão sobre a teoria operatória de Piaget,
sobre a epl enquanto instrumento de avaliação do nível de desenvolvimento operatório e sobre as
implicações cognitivas e educacionais de pesquisas com sujeitos adultos.
Doutorado
FLORES, Terezinha Maria Vargas. Relações entre graus nutricionais de crianças de periferia
e níveis cognitivos alcançados em provas de Piaget sobre a contradição. 1984. 200 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estudo comparativo entre as "pesquisas sobre contradição", de Piaget e os resultados obtidos
com crianças da periferia de Porto Alegre, RS. Investiga as relações entre os níveis cognitivos alcançados
pelos sujeitos em três provas de Piaget sobre a contradição e os graus nutricionais dos mesmos. Os
sujeitos são 60 meninos e 60 meninas de 4 a 12 anos, escolhidos aleatoriamente quando chegavam para
consulta no posto de saúde do centro comunitário da equipe ii da obra social Murialdo. Os resultados
mostram diferenças significativas entre as idades, mas não entre os sexos. Detecta-se uma diferença entre
as provas da balança e as duas outras provas, sendo isto explicado pela hipótese de que as crianças das
favelas estruturam bem o real, mas apresentam dificuldades ao nível das representações mentais. Constata
que a maioria dos sujeitos apresenta desnutrição moderada e que, a partir dos 10 anos, quase todos os
sujeitos classificam-se como "nutridos". Conclui que a desnutrição, como variável multifatorial, não pode
ser o "bode expiatório" do fracasso escolar das crianças faveladas sugere que o sistema piagetiano, por ter
raízes biológicas, caracteriza-se como modelo adequado para tornar mais claro binômio cognição x
desnutrição.
1985
Mestrado
186
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
MENIN, Maria Suzana de Stéfano. Autonomia e heteronomia às regras escolares:
observações e entrevistas na escola. 1985. 215 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
ASSIS, Maria Bernadete Amendola Contart de. Uma análise psicológica do desempenho
escolar de crianças de primeira série: aspectos psicodinâmicos e operatórios. 1985. 201 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga a influência de alguns fatores cognitivos (operatórios) e afetivos (psicodinâmicos) no
desempenho escolar, com base na teoria de Piaget e na teoria psicanalítica. Os sujeitos são 37 escolares da
1ª. série do 1º. grau, de ambos os sexos, com idades variando entre 6 anos e 11 meses e 7 anos e 11 meses
e pertencentes a níveis socioeconômicos distintos. Divide os sujeitos em quatro grupos, combinando o
desempenho escolar, bom ou mau, com o nível socioeconômico, alto ou baixo. Os grupos são comparados
quanto aos aspectos operatórios e psicodinâmicos. As características operatórias são avaliadas por
intermédio de provas de noção de conservação de correspondência termo-a-termo, de substância e de peso
e as psicodinâmicas pelo teste de Rorschach e CAT A. Os resultados indicam que os fatores que mais
diferenciam os sujeitos com bom ou mau desempenho escolar, nos dois níveis socioeconômicos, são o
desempenho em conservação de correspondência termo-a-termo, o controle dos afetos, imagos parentais e
capacidade de reparação, sendo que nos grupos com bom desempenho estes fatores apresentam-se mais
positivos que nos grupos com mau desempenho. Discute as possíveis razões de influência destas
características no desempenho escolar, enfatizando os aspectos psicodinâmicos e a relação destes com as
características da escola.
GUIRADO, Marlene. Instituição e relações afetivas: um estudo feito na FEBEM-SP. 1985. 217
f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Levanta perguntas e rastreia respostas para a questão das relações afetivas em instituições como
as de promoção social da infância, analisando o discurso de agentes institucionais e de internos da
FEBEM-sp. Situa o tema do estudo bem como suas justificativas teórico-metodológicas e analisa as
representações nos discursos daqueles que produzem e vivem o cotidiano institucional: profissionais e
internos. Estuda o significado afetivo que tem, para as crianças, as relações que passam a viver no interior
das práticas institucionais da FEBEM, considerando a história que constroem a respeito de seus vínculos
com as pessoas no passado e no presente. Para tanto, parte do pressuposto que as representações dos
vínculos afetivos se constroem no conjunto das relações instituídas que supõem, por sua vez, uma certa
imagem a respeito dos internos e das instituições. Finaliza discutindo as articulações sugeridas pelas
análises dos discursos e lançando-se a afirmações nem sempre propostas.
187
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1987
Doutorado
CHAKUR, Cilene Ribeiro de Sá Leite. Trabalho, desenvolvimento cognitivo e escolarização
de alunos de periferia: um estudo comparativo. 1987. 322 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1988
Mestrado
UCHÔA, Ana Maria Raddi. A constituição do sujeito por reconstrução endógena das
interações: um estudo sobre a abstração reflexiva. 1988. 280 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
DAVIS, Cláudia Leme Ferreira. Vida e escola Severina: um estudo da prática pedagógica em
uma escola rural do Piauí. 1988. 539 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga a prática pedagógica adotada em uma escola rural e seu efeito sobre a aprendizagem
dos alunos. Utiliza o método etnográfico, combinando diversas técnicas: observação, provas padronizadas
ou não, entrevistas, reuniões em grupo, dados secundários, etc. A investigação realiza-se no sitio Bom
Jardim, município de Luzilândia, estado do Piauí. A escola apresenta instalações precárias, professora
leiga e classe multisseriada com 49 alunos, fatores que ilustram a prática pedagógica em situação adversa,
mas freqüente na educação rural nordestina. Estuda a organização social do município, o modo de vida da
localidade, a dinâmica da sala de aula e o conhecimento possível de ser apreendido na escola. Os
resultados indicam que a tônica da sala de aula e a relação cristalizada que professora e alunos mantêm
face ao conhecimento. O saber escolar é encarado como algo acabado, alheio aquele que pretende dele se
apropriar. Esta concepção de conhecimento determina uma concepção de aprendizagem que se pauta pela
repetição, gerando, em sala de aula, uma situação passiva e desestimulante. Constata que a prática
pedagógica na escola rural é expressão de uma realidade social e política que define os limites do ensinar
e do aprender. Apresenta sugestões dando ênfase ao papel do professor e a formação do professor leigo
que, apesar do seu empenho, não torna proveitosa a passagem pela escola.
188
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
LA TAILLE, Yves Joel Jean Marie Rodolphe de. Ensaio sobre o lugar do computador na
Educação: relato do Projeto Ciranda/São Paulo e o tema análise de resposta. 1988. 2 v. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
LEHMAN, Yvette Piha. Aquisição da identidade vocacional em uma sociedade em crise: dois
momentos na profissão liberal. 1988. 328 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1989
Mestrado
FONSECA, Mariângela Pinto da. Níveis de desenvolvimento sócio-afetivo e cognitivo para a
construção da identidade do indivíduo: correlações entre Piaget e Moreno. 1989. 133 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Realiza um estudo teórico sobre o processo de matrização que tem como resultante a construção
da identidade psicossocial do individuo, segundo J.L. Moreno e sobre os períodos de desenvolvimento
cognitivo que traduzem a sabia direção da construção da inteligência, segundo J. Piaget. Constata que,
tanto o processo de matrização como o do desenvolvimento cognitivo só se concretizam na relação que a
criança estabelece com o mundo ao redor, composto por pessoas e objetos. Afirma que os modos de se
estar no mundo vão se estruturando ao mesmo tempo em que o universo físico e interindividual e
construído pela criança, o que leva a uma analogia entre as fases da matriz de identidade, proposta por
moreno, e os períodos do desenvolvimento cognitivo, proposto por Piaget. Conclui que o estudo das
correlações entre as teorias de desenvolvimento de moreno e Piaget leva a compreensão mais global dos
fatores que concorrem para a construção da identidade sócio-afetiva-cognitiva do individuo, esclarecendo
o momento, dentro do processo de desenvolvimento, em que se concretiza a construção da primeira forma
estável de identidade, assim como o momento de seu arremate. Sugere algumas posturas que o
profissional da área de relações humanas pode assumir para ter uma atuação eficaz dentro do processo de
construção de identidade do individuo.
1990
Mestrado
189
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
CASTRO, Lídia Rosalina Folgueira. Determinações psicológicas da inibição no trabalho
escolar em crianças. 1990. 160 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Verifica a hipótese segundo a qual a inibição no trabalho escolar é derivada de um distúrbio no
processo de individuação do ego, que teria como ponto central a fase anal. Analisa a problemática de
crianças ociosas, com problemas disciplinares, dificuldades de organização e passivas, mas que
apresentam índices de normalidade no teste de inteligência, sem inibições intelectuais quanto às matérias
escolares. Os ss são 15 escolares, da segunda à quarta séries do primeiro grau, de ambos os sexos, com
idade entre 8 anos e 1 mês e 10 anos e 10 meses, pertencentes à classe média. Divide os ss em 2 grupos:
grupo O, composto de 10 crianças com problemas de inibição no trabalho e grupo NO, composto por 5
crianças que não apresentam inibição no trabalho. Realiza entrevistas com professores e mães das
crianças, além da observação direta para caracterização dos ss. Submete cada grupo aos testes WISC;
CAT, desenho da família e ludodiagnóstico. Conclui que os escolares do grupo O apresentam nível de
estruturação do ego menos desenvolvido e estável, e que a educação esfincteriana foi vivenciada de forma
mais rígida e punitiva por esses sujeitos se comparados aos escolares do grupo NO, o que confirma a
hipótese levantada inicialmente.
Doutorado
GIUSTA, Agnela da Silva. Processo de cognição e fracasso escolar. 1990. 205 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga as relações entre processos de cognição e fracasso escolar. Questiona a
compatibilidade dos suportes cognitivos das crianças que fracassam e as exigências escolares; o que está
definindo o fracasso do aluno e a contribuição da escola para o desenvolvimento do aluno como sujeito
do conhecimento. Trata tais questões sob o prisma da epigênese das funções cognitivas conforme
elaborado pela epistemologia genética. Realiza a pesquisa com 80 alunos de escolas públicas, na primeira
série do primeiro grau. Observa que os conteúdos desenvolvidos na primeira série pressupõem a posse,
pelos alunos, de noções de conservação de quantidade, classificação e seriação. Entretanto, o que define o
fracasso ou sucesso do aluno é a aprendizagem da leitura e da escrita. As crianças que não conseguem
atender aos padrões mínimos de aprendizagem requeridos pela escola, apresentam, do ponto de vista
cognitivo, atraso quanto à idade média em que se instalam as noções subsidiárias destas aprendizagens. A
escola não oferece a estas crianças os meios necessários ao exercício do processo de abstração reflexiva,
responsável pelo desenvolvimento regular das estruturações cognitivas. Discute os resultados visando
elucidar os obstáculos que se interpõem entre a criança que não consegue aprender e o conhecimento
transmitido pela escola.
KUPFER, Maria Cristina Machado. Desejo de saber: um estudo psicanalítico para educadores.
1990. 214 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
190
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Estuda a construção do desejo de saber a partir da visão psicanalítica. Investiga o tema nas obras
de S. Freud, J. Lacan e seus seguidores. Na primeira parte analisa o conceito de pulsão de saber na obra
de Freud; na segunda parte procede a esta mesma análise nos estudos críticos realizados por psicanalistas
franceses seguidores de Lacan. A terceira parte é dedicada às aplicações do tema e sua problemática.
Analisa o desejo de saber em casos como o de Leonardo da Vinci e do próprio Freud. Aponta as
conseqüências de tais estudos para a educação na medida em que a posição do professor, na relação
pedagógica, é análoga a do individuo em análise. Discute as relações entre desejo e saber no âmbito de
uma teoria psicanalítica da inteligência concluindo sobre a existência de uma relação de dependência
entre sexualidade e inteligência.
SILVA, João Batista Freire da. O sensível e o inteligível: novos olhares sobre o corpo. 1990.
298 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Apresenta uma análise da motricidade humana com o objetivo de mostrar a co-existência do
sensível e do inteligível nas atividades motoras e argumentar contra os dualismos que envolvem corpo,
mente, alma, espírito. A partir do pressuposto que as ações corporais são sintéticas, realiza 3
experimentos com crianças desenvolvendo atividades motoras, onde filma, descreve e interpreta a ação de
cada sujeito de acordo com o método de análise qualitativa da estrutura do fenômeno situado, como
proposto por J. Martins e M.A.V. Bicudo (1989). Os ss freqüentam a escolinha de esportes da Faculdade
de Educação Física da Unicamp - São Paulo. O primeiro experimento envolve a observação das
igualdades e diferenças em 8 crianças chutando a gol num jogo de futebol, o segundo experimento
compreende a análise de 13 ss reproduzindo um movimento de capoeira chamado a.V.; No terceiro
experimento, 25 crianças, aparentemente em desordem, conseguem realizar uma brincadeira complexa e
que exige organização coletiva. Constata nos 3 experimentos a confusão entre o sensível e o inteligível,
entre o fazer e o compreender, entre a natureza e o espírito. Conclui que o corpo e uma totalidade
sistêmica, integrado por todas as entidades que nomeamos e hierarquizamos e que não e possível
compreender a condição humana a partir de reducionismos, mas sim através de uma visão desta
totalidade.
SOUZA, Maria Thereza Costa Coelho de. Versões de um conto de fadas em crianças de 9 a 11
anos: aspectos afetivos e cognitivos. 1990. 253 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda os aspectos afetivos e cognitivos envolvidos na apreensão da estória do chapeuzinho
vermelho, por crianças de 9 a 11 anos. Destaca como aspecto cognitivo a capacidade para reconstituí-la e
recontá-la e como aspecto afetivo, a ressonância do mundo interno da criança sobre o conteúdo do conto.
Os sujeitos são 30 crianças divididas por idade (9, 10, 11 anos), metade de cada sexo, estudantes de um
colégio particular da cidade de São Paulo. Cada criança passa por quatro testagens: prova de Rorschach;
Children Aperception Test.; provas operatórias de conservação de peso e volume e uma entrevista sobre a
estória do chapeuzinho vermelho (versão Perrault para a metade dos sujeitos e versão Grimm para a outra
metade). Os resultados indicam uma semelhança entre o modo de reconstituição e o nível operatório das
191
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e do Desenvolvimento Humano
crianças e uma interação entre o aspecto objetivo destacado e o tipo de reconstituição. O tipo de
reconstituição dos meninos é diferente do das meninas. Discute as interações e correspondências
observadas entre os aspectos cognitivos e afetivos e reflete sobre as possibilidades de se utilizarem contos
de fadas em pesquisas sobre o desenvolvimento cognitivo e afetivo.
1992
Doutorado
PAIVA, Maria Lucimar Fontes. Relações entre representações cognitivas, afetivas e
desempenho escolar em crianças de 4 a 5 anos de idade. 1992. 210 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa as representações afetivas e cognitivas e suas relações com o desempenho escolar. Os ss
são 10 crianças, com idade entre 4 e 5 anos, de ambos os sexos, pais com nível universitário,
freqüentadores de uma escola de arte de Ribeirão Preto-SP há 1 ano, sendo 8 pertencentes a mesma
classe, com uma única professora. Utiliza o procedimento de desenhos-estórias (Trinca, 1978), o Children
Aperception Test (CAT-A): forma animal, para análise da representação afetiva e a prova gráfica de
organização perceptiva, para crianças de 4 a 6 anos - pré-Bender - (Santucci, 1960) na análise da
representacao cognitiva. A professora avalia o desempenho escolar das crianças a partir de roteiro
previamente elaborado. Através de uma proposição de análise dos erros percepto-motores no pré-Bender,
configura os pontos positivos em relação aos erros e evidencia a possibilidade de uma análise qualitativa
relevante para se perceber os aspectos deficientes na organização perceptivo-motora. Compara os
resultados do CAT-A e desenhos estórias, evidenciando a complementariedade de ambos, sendo que o
procedimento d-e se destaca pela possibilidade de esclarecimento progressivo dos aspectos conflitivos
básicos. Conclui que nesta amostra, o desempenho escolar encontra-se positivamente relacionado com as
representações cognitivas e objetais.
TEIXEIRA, Leny Rodrigues Martins. Aprendizagem escolar de números inteiros: análise do
processo na perspectiva construtivista piagetiana. 1992. 2 v. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda o processo de compreensão subjacente a aprendizagem escolar do conceito de números
inteiros, tendo como referencial de análise os mecanismos funcionais de construção do conhecimento
propostos por Piaget. Os ss são 90 alunos e 5 professores de matemática da quinta série do primeiro grau
de escolas públicas de Presidente Prudente-SP. Coleta os dados através de observação em sala de aula,
registro de atividades em classe, análise das provas escolares aplicadas sobre o conceito e livros didáticos
adotados. Entrevista os alunos durante a execução de uma prova envolvendo noções básicas, problemas
com modelo contábil e expressões numéricas. Observa erros sistemáticos, verificando a ocorrência de: 1)
construção de invariantes não operatórios ou operações que mantém indiferenciados zero absoluto e zero
192
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e do Desenvolvimento Humano
origem, conjunto n e z, numero como estado e operação, adição e subtração em z, emprego de regras; 2)
defasagem nos aspectos sintáticos e semânticos da linguagem matemática manifestados na memorização
de regras, polissemia dos sinais e representação gráfica das expressões. Analisa se tais dificuldades
ilustram os obstáculos na aprendizagem dos inteiros, conforme propõem Glaeser e Brousseau, e levanta
questões relativas ao método e procedimentos de ensino utilizados.
1993
Mestrado
ABREU, Ana Rosa. O jogo de regra no contexto escolar: uma análise na perspectiva
construtivista. 1993. 144 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) – Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a construção do sistema de resolução do jogo senha por crianças, tendo como parâmetro
os níveis de compreensão propostos por Piaget para esse jogo. Realiza um estudo microgenético onde
procura analisar as idéias ou teorias implícitas as ações dos ss investigados e as diferentes maneiras de
agir, que determinam erros ou a superação deles. Os ss são 16 crianças da classe média, entre 5 e 11 anos,
alunos de uma escola particular da cidade de São Paulo. Coleta os dados na própria escola, em três
sessões com cada sujeito, com um intervalo entre elas de uma semana, utilizando o método clínico crítico.
Organiza e apresenta os dados coletados segundo a classificação em níveis descritos por Piaget e segundo
a perspectiva micro genética, via análises de casos prototípicos. Verifica estratégias comuns orientadas
por teorias explicativas que fundamentam as ações dos ss rumo ao objetivo de ganhar o jogo. Discute a
utilização de jogos de regra no contexto pedagógico como situações-problema significativas para os
alunos, as quais podem estar relacionadas aos conteúdos programáticos do sistema educacional e,
portanto, adequados ao contexto escolar.
FRELLER, Cintia Copit. Crianças portadoras de queixa escolar: um enfoque winnicottiano.
1993. 213 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) –Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Procura conhecer as dificuldades enfrentadas por crianças cujas condutas são motivo de queixa
escolar no início de sua escolarização e analisar os possíveis significados do comportamento inadequado
desses alunos, como são entendidos e tratados pelos professores, pais e psicólogos, como cada um
estrutura, influencia e ajuda o outro. Os ss são 7 alunos do ciclo básico ou de classe especial de duas
escolas públicas estaduais da cidade de São Paulo, encaminhados ao psicólogo pela escola por
apresentarem condutas perturbadoras a instituição. Coleta as histórias dessas crianças, escutando,
também, os pais, professores e psicólogos para conhecer cada uma das versões sobre a queixa escolar.
Analisa as histórias através de uma visão psicanalítica baseada em Winnicott, e constata que o
comportamento indisciplinado desses alunos expressa uma esperança de que a escola pudesse vir ao
193
Universidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
encontro de suas necessidades. No entanto, a situação escolar adversa e hostil reproduz falhas ambientais
precoces, reeditando rupturas e invasões que se acumularam na sua historia de vida. Propõe uma
intervenção baseada na reconstrução da historia da criança, feita junto a ela, seus pais e professores.
1994
Mestrado
TOMAZELLI, Emir. O corpo e o conhecimento inconsciente: uma visão kleiniana. 1994. 223
f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Faz considerações sobre o inconsciente do conhecimento, o processo e a experiência de
aprender, sustentado pelas funções e memórias do corpo, que sobrevivem na parte mais profunda do
interior dos músculos e das reações viscerais. Discute as inibições intelectuais e propõe uma nova
pedagogia psicanalítica: os sentimentos de tristeza são o coração das experiências de aprendizado. As
relações objetivas são determinadas pela existência do corpo que necessita de outro corpo. O conceito
freudiano de impulso não exige um objeto ou a presença de um corpo como suporte, a pulsão busca
somente prazer; não se interessa pela imagem do objeto, e o corpo é apenas o ambiente onde o impulso
pode apossar-se de sua real razão: o prazer. Coloca ênfase particular em um outro assunto: a culpa, que e
a primeira experiência afetiva que dá alguma racionalidade ao mundo e que é capaz de por em um campo
sagrado e simbólico a razão do mundo. Porém, nas mais primitivas experiências a culpa é um sentimento
brutal de medo e angústia diante da divindade. Então, o processo de aprendizado é deixado a esses
primitivos padrões de apreensão da realidade, e esta é a contribuição teórica do autor para melhor
compreensão das inibições intelectuais que ocorrem na infância e, talvez, na idade adulta, quando o
sistema defensivo entra em falência.
Doutorado
CLARO, Edson César Ferreira. Considerações sobre um curso de pós-graduação lato sensu
em dança-educação física. 1994. 123 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Faz considerações sobre o binômio dança-educação física. Traz um resumo histórico sobre a
relação dança-educação física e aborda reflexões sobre a graduação apresentando programas de pósgraduação em dança no Brasil. Como objetivo principal do trabalho, faz uma análise detalhada do curso
de pós-graduação lato sensu em dança-educação física realizado na UNIFEC. Apresenta dados relativos a
proposição do curso e descreve os 4 módulos que o compõem procedendo a análise especial de um
questionário aplicado no início e no final do curso aos alunos da turma 91/92. Comenta monografias que
os alunos apresentam como quesito para a conclusão de curso. Ao longo do texto observa o número
194
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e do Desenvolvimento Humano
irrisório de cursos para a formação em dança-educação física e a polêmica quanto ao valor e lugar da
dança para os profissionais da educação física.
WECHSLER, Mariângela Pinto da Fonseca. Psicodrama e construtivismo como uma
psicopedagogia: estudos com crianças e adolescentes. 1994. 210 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a construção do conhecimento por intermédio de aspectos operatórios individuais e de
relações interindividuais. No primeiro experimento estuda crianças de 4 a 7 anos e no segundo,
adolescentes entre 11 e 14 anos. Piaget e Moreno são as referências básicas. O primeiro experimento
consiste na aplicação de 4 provas operatórias e em sessões de jogos de papéis. Os resultados obtidos
indicam uma correspondência entre o nível operatório individual na primeira aplicação das provas e o
desempenho dos ss nas primeiras sessões de jogos em grupo. Indica também uma correspondência entre o
desempenho dos ss nas últimas sessões de jogos e o nível operatório individual encontrado na reaplicação
das provas realizadas no final. O segundo experimento consiste em 4 sessões com o jogo de cartas eleusis.
Analisa os dados quer seja da perspectiva individual das jogadas, quer seja das relações interindividuais
ocorridas no contexto de jogos. Os resultados, novamente, confirmam uma correspondência entre essas
duas dimensões. Em ambos os experimentos, os dados são discutidos articulando-se aspectos das teorias
de Piaget e Moreno.
1995
Mestrado
ALLESSANDRINI, Cristina Dias. Oficina criativa e psicopedagogia. 1995. 160 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Demonstra a eficiência do trabalho de oficina criativa dentro do contexto psicopedagógico.
Apresenta o desenvolvimento das oficinas criativas - processo de intervenção psicopedagógica baseado
no uso de recursos criativos integrados a necessidade de expressão da atividade cognitiva - que tem como
objetivo o aprimoramento da qualidade de aprendizagem do sujeito. Registra a prática psicopedagógica na
arte-terapia, enfatizando o valor do elemento criativo no resgate da aprendizagem do sujeito. Exemplifica
o trabalho, relatando a evolução do processo de 2 ss que apresentam problemas de aprendizagem de
etiologias diferentes: Belle, que vive suas dificuldades a partir de uma proposta educacional segmentada e
dissociada, em que o pensar próprio inexiste; Pedro que desde pequeno, apresenta dificuldades escolares e
que, a partir do processo de oficina criativa, descobre novos caminhos em sua perspectiva de vida. A
análise dos procedimentos usados nessas oficinas - em que o atendimento grupal ou individual ocorre
semanalmente - possibilita ao leitor a compreensão do dinamismo subjacente a proposta de modo que
possa adaptá-la a sua atuação psicopedagógica e educacional. Por fim, propõe uma reflexão sobre a
195
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
relação entre a oficina criativa e a argila, analisando os processos de desenvolvimento cognitivo
experienciados pelo individuo na medida em que trabalha com o barro.
PETTY, Ana Lúcia Sicoli. Ensaio sobre o valor pedagógico dos jogos de regras: uma
perspectiva construtivista. 1995. 133 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a importância e as contribuições dos jogos de regras para a prática pedagógica, segundo
uma perspectiva construtivista, sobretudo, da ação de jogar, para o desenvolvimento de crianças em idade
escolar. A primeira parte do trabalho consiste da fundamentação adotada como base para os trabalhos
atualmente desenvolvidos no laboratório de Psicologia da USP (LAPP); posições de Piaget (1932 e
1946), Macedo (1992 e 1994b), Huizinga (1938), Caillois (1958) e Chateau (1955). A segunda e
composta por 6 temas identificaveis quando jogos de regras são objeto de análise e reflexão: visão
construtivista dos jogos, registro para análise de partidas, aspectos sociais, cognitivos, afetivos e motores.
Por fim apresenta 6 recortes que podem ser feitos, visando a prática com jogos de regras no contexto de
sala de aula; para cada um deles, apresenta um jogo diferente como ilustração da proposta. Ressalta que
jogar é uma atividade significativa para a criança, porque faz parte de seu universo como algo
extremamente interessante e envolvente; o professor pode, partindo deste princípio, aproveitar o jogo
como material valioso e um recurso a mais para o trabalho pedagógico.
1996
Mestrado
TORRES, Márcia Zampieri. A cópia na escola: uma análise construtivista. 1996. 2 v.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a cópia, instrumento pedagógico fundamental à aprendizagem, na perspectiva
construtivista e discute a descaracterização da mesma com outras formas de conhecimento, por exemplo,
o exercício. Os Ss da pesquisa são professores e alunos de 1ª e 4ª séries de escolas de 1º. grau da rede
particular de ensino na cidade de São Paulo. Os professores são todos do sexo feminino, pertencentes a
um nível sócio-econômico médio ou médio-alto; a grande maioria possui nível universitário completo,
alguns com pós-graduação. Os alunos entrevistados são em sua maioria, do sexo masculino, pertencentes
a um nível sócio-econômico médio ou médio-alto; e incluem-se uma faixa etária compatível com o nível
de escolaridade. A metodologia da pesquisa adotada foi o Método Clínico de Piaget para análise dos
questionários e entrevistas gravadas. Os resultados indicam que alunos e professores têm uma visão
depreciativa da cópia como instrumento pedagógico; além de confundirem a cópia com o exercício.
Conclui que pouco se reflete sobre questões como a cópia e o exercício; cabe, talvez, maior tematização
196
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
sobre a metodologia escolar que sustenta tal prática, a fim de transformar tais procedimentos didáticos em
recursos pedagógicos mais eficientes que garantam a atualização da relação de ensino e aprendizagem.
Doutorado
DORNELES, Beatriz Vargas. Esquemas da construção numérica elementar da escrita
alfabética em crianças de 5 e 6 anos. 1996. 112 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Procura estabelecer a importância da construção de 2 esquemas simbólicos utilizados pela
criança: os números elementares e a escrita alfabética inicial, quando apresentam dificuldades de
aprendizagem. Descreve a sociogênese da escrita e do n. E a psicogênese de cada sistema simbólico, com
base no referencial teórico da epistemologia genética. Caracteriza os aspectos estruturais, funcionais e
procedurais, ligados a psicogenese de cada sistema, e os processos gerais, tais como, abstração empírica e
reflexiva, equilibração majorante e generalização; analisa a noção de coordenadores cognitivos e sua
importância para a formação dos esquemas. Realiza estudo microgenético aplicando 2 situaçõesproblema, envolvendo um conteúdo numérico e alfabético respectivamente, cuja forma de apresentação
era a mesma: as crianças são solicitadas a reconstruir uma determinada série (numérica ou de letras) com
um material diferente do apresentado inicialmente. Os ss são 22 crianças, entre 5 e 6 anos, que
frequentam os níveis a e b de uma escola pública em Porto Alegre. Conclui que: os 2 esquemas
simbólicos não se constroem de forma sincrônica; alguns procedimentos são comuns a construção
numérica e alfabética e que a psicopedagogia pode se beneficiar da aplicação dessa ênfase metodológica
microgenética que proporciona uma abordagem mais qualitativa e dinâmica para o trabalho
psicopedagogico clínico.
1997
Mestrado
RIBEIRO, Mônica Cintrão França. Dois estudos sobre o construtivismo na teoria e na prática
de professores. 1997. 155 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
MACIEL, Iranilde Maria de Oliveira. O erro e suas significações imaginárias. 1997. 201
f.Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –Universidade de São
Paulo, São Paulo.
197
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo não encontrado.
1998
Mestrado
BOTELHO, Andrea Pacetta de Arruda. No universo das histórias: oficina de redação e
criatividade para criança. 1998. 164 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Relata uma experiência pedagógica, dentro de uma abordagem psicológica, realizada em forma
de oficinas, nas quais foram desenvolvidas atividades visando fornecer instrumentos para a escrita das
histórias - entrevendo um objetivo mais amplo de promover uma construção de conhecimentos sobre a
escrita em geral -, explorando principalmente o universo dos contos populares de magia. Seis crianças,
com idade entre nove e onze anos, aproximadamente, freqüentaram 25 oficinas, compreendidas no
decorrer de dois anos. Participaram de atividades tais como movimentar o corpo, consultar livros, ouvir
histórias contadas e lidas, praticar técnicas de escrita criativa, fazer trabalhos plásticos etc. Analisa o
processo principalmente segundo dois recortes temáticos: "desempenho na escrita" e "interesse". Quanto
ao primeiro, observa que todas as crianças apresentaram um bom desenvolvimento ao longo dos textos
produzidos. Quanto ao segundo, apresenta dados indicadores de que o interesse por leitura e escrita em
geral aumentou, e, em relação às atividades nas oficianas, observa que manteve-se alto na maior parte do
tempo, tendo oscilado em alguns momentos. Com base nos referenciais teóricos de Jean Piaget e Donald
W.Winnicott, faz um balanço de todas as atividades, avaliando sua eficiência em cativar o interesse, a
atenção e o envolvimento dos participantes, pontuando os momentos bem sucedidos e os mal sucedidos quanto aos últimos, critica a metodologia empregada e indica outros caminhos possíveis. Conclui que o
interesse é reduzido sempre que uma atividade relega o fazer ativo e significativo das crianças;
inversamente, é grande o envolvimento nos trabalhos interativos, em grupo, e nas atividades em que se
considera a importância do brincar.
Doutorado
WEISZ, Telma. Relações entre aspectos gráficos e textuais: a maiúscula e a segmentação do
texto na escrita de narrativas infantis. 1998. 140 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda as relações entre gráficos e textuais na escrita de narrativas infantis e tem como foco a
aquisição do uso da maiúscula inicial de frase. Toma como pontos de partida o desenvolvimento histórico
da maiúscula e seu funcionamento no texto. Inscreve-se em um marco teórico piagetiano e compõe-se de
dois estudos articulados. O primeiro define a evolução dos procedimentos de capitalização em um corpus
de 64 transcrições realizadas por alunos de primeira série de escola particular. O segundo estudo utiliza os
198
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
resultados do primeiro para analisar um corpus de 67 reescritas da história "Chapeuzinho Vermelho"
realizadas por turmas de primeira série de 4 diferentes escolas: 2 escolas públicas e 2 escolas particulares.
Uma das escolas públicas e uma das particulares têm como unidade de ensino a frase e as outras duas
tomam como unidade o texto. A evolução dos procedimentos de capitalização é analisada em relação à
evolução da pontuação e dos organizadores textuais. A comparação aponta para a confirmação da
descrição evolutiva da aquisição da capitalização. Analisa também o desenvolvimento da pontuação, do
uso de organizadores textuais e a presença de entrada proposta ao discurso direto em cada uma das 4
classes do segundo estudo verificando o impacto de uma didática apoiada em uma concepção aditiva de
texto e concluindo que a variável intervenção pedagógica parece pesar mais, no universo pesquisado, do
que a variável origem social, considerando-se as diferenças que se expressam na produção textual dos
alunos.
1999
Mestrado
SCHEROKI, Florival. Uma análise da representação social do dízimo entre Adventistas do
Sétimo Dia: o sagrado e o profano na vida moderna. 1999. 83 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O dízimo é prática comum no meio cristão, utilizada principalmente para manutenção dos
propósitos evangelísticos das organizações religiosas e indicação de qualidades da relação com Deus,
cujas justificativas fundam-se numa interpretação do texto bíblico. Este trabalho analisa as representações
do dízimo em um grupo de 10 (dez) adventistas do sétimo dia, estudantes do terceiro grau de uma escola
confessional. Como instrumento de pesquisa construiu-se um questionário contendo principalmente dois
conjuntos de questões: um sobre representações do dízimo e outro sobre situações-problema a ele
relacionadas. Os dados foram apoiados por entrevistas, lista de discussão na Internet e análise de
impressos institucionais veiculados na igreja. O referencial teórico-metodológico procura articular a
Teoria das Representações Sociais com conceitos da proposta paradigmática de complexidade de Morin
(1990) e com a sociologia de Berger e Luckmann (1966). A análise dos dados sugere uma tendência a
condutas diferentes das prescritas institucionalmente quando diante de algumas situações ameaçadoras da
integridade física e material. Esta propensão à diversidade de condutas sugere um enfraquecimento da
organização religiosa como única agência norteadora de condutas, ao lado de uma valorização do
indivíduo, sem abrir mão da sacralidade do dízimo. O estudo aponta para uma reorganização dos
parâmetros de relações com as instâncias sagradas, mediadas pelo dinheiro, sugerindo que novas
investigações sejam feitas para ampliação e validação do conhecimento.
199
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
ZIBETTI, Marli Lúcia Tonatto. Analisando a prática pedagógica: uma experiência de
formação de professores na educação infantil. 1999. 158 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: No trabalho analisa-se um projeto de formação continuada de professores na educação infantil
do ponto de vista das estratégias utilizadas, verificando sua contribuição ao processo de reflexão das
professoras sobre sua prática pedagógica. Partindo de um referencial teórico piagetiano, procura-se
identificar nas práticas das professoras, situações-problema que geram desequilíbrios obrigando a
construção de novas respostas e, consequentemente, novas aprendizagens. Participaram do projeto oito
professoras de pré-escolar com idades entre 22 e 29 anos e com experiências profissionais de dois a sete
anos de trabalho em educação no município de Rolim de Moura, RO. As referidas professoras foram
entrevistadas no início e ao final do projeto, além de registrarem seu trabalho em diários de aula que
serviram de base para a tematização das práticas pedagógicas em reuniões com a formadora. Também
foram realizados seminários teóricos nos quais o grupo discutia textos previamente lidos, relacionando-os
aos problemas práticos identificados. A análise dos dados evidência os problemas enfrentados pelas
professoras em sua formação inicial, ingresso na profissão e nas práticas pedagógicas desenvolvidas,
identificando suas dificuldades e necessidades no exercício das funções docentes. Permite constatar ainda,
a importância da escrita reflexiva para o incremento da capacidade de observação das professoras
favorecendo a identificação de situações-problema na prática pedagógica. Por outro lado, demonstra que a
reflexão sobre a prática e a introdução de inovações no fazer docente, estão diretamente relacionadas às
trocas entre as professoras, destas com a formadora da teoria. Aponta para a necessidade de que os
projetos de formação continuada partam dos saberes, dificuldades e necessidades dos sujeitos envolvidos,
considerando a etapa do desenvolvimento profissional em que se encontram. Para isso, há que se preparar
melhor os formadores e investir em uma política de formação articulada com a carreira docente e com os
conhecimentos científicos existentes nesta área.
Doutorado
TOMAZELLI, Emir. Psicanálise: uma leitura trágica do conhecimento. 1999. 197 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O objetivo desta tese foi discutir o paradoxo "construção versus inibição" do sujeito do
conhecimento, no interior da instituição de ensino e na clínica psicanalítica. Olhou-se para a relação
existente entre emoção e conceito e, à luz de teorias psicanalíticas, investigou-se os processos emocionais
pessoais e grupais inconscientes que estão envolvidos na passagem do caos para a forma. Se afirmou a
relação entre sonho e pensamento, bem como entre conhecimento e depressão. Privilegiou-se a
comunicação primitiva - no texto chamada de telepática e hipnótica - ligada aos sistemas defensivos
primários como definidos por Melanie Klein. O conhecimento foi caracterizado como experiência trágica
e o narcisimo como a impossibilidade de conhecer. Sujeito e narcisimo não se confundem, pois o
primeiro, é da ordem da vida, da tragédia e da tristeza cognitiva; o segundo é da ordem da imediatez, da
200
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
voracidade e da morte. Criticou-se a ideologia positivista do conhecimento, sugerindo-se um outro
caminho para compreender a mente: o caminho da irracionalidade e da colagem onírica feita como nos
procedimentos freudianos para conduzir uma psicanálise: a associação livre e a atenção flutuante. A base
emprírica da proposta foi a experiência pessoal do pesquisador no exercício de vinte e três anos de clínica
e nos quinze de ensino de psicanálise. A base teórica refere-se aos trabalhos de Klein, Bion, Winnicott,
Steiner, Cassorla, Resende e Freud. A conclusão da pesquisa consistiu na defesa da importância, para o
desenvolvimento da aprendizagem, de comportamentos emocionais ligados ao incremento da capacidade
para viver a tristeza, aumentando a esperança no belo, que recupera o poder depensar do sujeito quando
triste colocando-o diante de sua própria morte e de seu próprio ser.
2000
Mestrado
TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa. Aproveitamento escolar no Ensino Fundamental de
Porto Velho - RO, 1990-1997. 2000. 159 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho analisa o aproveitamento escolar no ensino fundamental, na rede pública
municipal, envolvendo as escolas da zona urbana, na cidade de Porto Velho, no período entre 1990 a
1997. Para coleta dos dados quantitativos acerca do rendimento escolar, a fonte primária de informações
são as Atas de Resultados Finais das escolas, que contém o resumo do desempenho dos alunos em cada
componente curricular. Para a análise dos dados, realiza entrevistas com cinco ex-dirigentes educacionais.
O método "Análise de Conteúdo" permite organizar as temáticas extraídas das entrevistas, base para as
inferências. Os dados denunciam uma variável constante no período estudado, em números absolutos
cerca de 1500 alunos são submetidos ao fracasso escolar na rede municipal, independente das propostas e
ações dos governantes; comprova-se o insucesso dos alunos na rede, haja vista que de 1990 a 1997, o
índice de reprovação foi reduzido em apenas 2,7%, já o de evasão foi de 5,9%, ou seja, embora as
crianças permaneçam mais tempo na escola, ainda não lhes foi assegurada sua aprendizagem e
consequentemente seu sucesso; evidenciam o descaso e a incompetência da administração pública em
assegurar a todos o direito à educação. Na leitura dos dados afirma-se a necessidade imperativa de
redefinir o sentido e a organização do trabalho escolar como alternativa para superação do fracasso na e
da escola.
Doutorado
ALLESSANDRINI, Cristina Dias. Oficina criativa e análise microgenética de um projeto de
modelagem em argila. 2000. 2v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
201
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Esta pesquisa estuda a Oficina Criativa no contexto da criação e realização de um projeto de
modelagem em argila. Relaciona a fundamentação epistemológica piagetiana com sua aplicação prática.
Realiza uma análise microgenética das condutas dossujeitos - crianças, adolescentes e adultos. Analisa o
processo de regulação dos esquemas de ação, estudando, por meio de entrevistas e de observação, a
dimensão afetivo-cognitiva das ações dos sujeitos no desenrolar das oficinas criativas.Trabalha com 14
sujeitos, (10 deles com idade entre 6 anos e 5 meses e 16 anos, e 4 adultos), 6 desses sujeitos eram
mulheres e 8, homens, escolhidos aleatoriamente. Apresenta protocolos, em forma de texto, a partir dos
vídeos e das gravaçõesdas oficinas criativas. Examina aspectos funcionais e estruturais de modo a
compreender o processo de equilibração majorante que se estabelece durante a construção do projeto
pessoal imaginado. Trabalha os quatro níveis de relações estabelecidaspelo sujeito: I. Relação
intrapessoal: da pessoa consigo própria; II. Relações interpessoais: de um sujeito com outro(s) sujeito(s);
III. Relação com o(s) objeto(s): em nosso caso, com a argila ou desenho e IV. Relação com a tarefa: em
nossocaso, com o projeto. Analisa em pormenor as condutas de três sujeitos: VIN (6;5), CAR (11; 1) e
RIC (38;9). O resultado confirma a regulação das ações no desenrolar das oficinas criativas. O equilíbrio
majorante dos movimentos sucessivos ocorredentro de um processo de ajustamento evolutivo e criativo
das estruturas afetivo-cognitivas. Confirma a diferença qualitativa de desempenho dos sujeitos no
processo, conforme o seu nível de desenvolvimento.
CARRAMILLO-GOING, Luana. Um estudo piagetiano em crianças de 09 a 14 anos, sobre a
punição em contos de As Mil e Uma Noites. 2000. 261 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O estudo comparou dois grupos de crianças da quarta série do Ensino Fundamental, sendo no
grupo A crianças na faixa etária entre 9 e 10 anos e no grupo B entre 11 e 14 anos. O objetivo foi o de
verificar se a discussão entre os membros de cada grupo acerca das punições eleitas para os casos de
infidelidade, a partir de quatro narrativas de "As mil e uma noites", possibilitou uma autonomia moral nos
mesmos. Levantamos duas hipóteses: o grupo A apresentaria um pensamento fundamentado no respeito
objetivo às regras e as punições seriam mais severas. Além disso, a discussão de uma série de contos
promoveria uma sucessiva descentração do ponto de vista inicial, evoluindo para juízos mais humanos e
solidários. O grupo B apresentaria punições menos expiatórias se comparado ao grupo A. A troca de
idéias sobre as punições mais justas seria fundamentada na generosidade, gratidão e respeito mútuo.
Foram realizados 16 encontros com cada grupo, com duas horas de duração e cada objeto de estudo
(conto) apresentou três etapas: 1) narrativa da história; 2) discussão grupal; 3) conclusão individual pósdiscussão. Selecionamos, para análise das respostas dos alunos, quatro narrativas entre sete, para
analisarmos os resultados obtidos. São elas: "O mercador e o gênio", "A história do primeiro ancião e a
corça", "História do pescador"; "História do jovem rei das ilhas Negras". A metodologia foi uma análise
comparativa dos conteúdos. Para análise das respostas construímos categorias de punições fundamentadas
em Foucault e Beccaria, divididas em: (1.0) Morte com suplício físico; (2.0) Morte sem tortura; (3.0)
Castigo expiatório físico ou moral; (4.0) Lei de Talião; (5.0) Punições por coação ou privação física ou
material; (6.0) Sanções morais com consciência abstrata. Obtivemos como resultados no quadro geral das
punições: a) no grupo A, 67,4% do total dos alunos optaram por punições com apropriação do corpo,
202
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
utilizando-se da morte ou do suplício físico para o restabelecimento da ordem; 13,1% por punições por
coação ou privação física; 12,8% por sanções morais com consciência abstrata, levando-se em conta a
reciprocidade, respeito mútuo e punições mais humanas; e 6,7% dos alunos desse grupo não responderam;
b) No grupo B verificamnos que 23,7% das crianças optaram por apropriação e suplício do corpo; 15,4%
pela Lei de Talião; 6,7% por punições por coação ou privação física ou material;41,3% foram respostas
com consciência abstrata e 12,9% não responderam. Constatamos que a discussão, no grupo B, permitiu
um progresso maior se comparado ao grupo A, pois foram capazes de agrupar relações e analisar as
situações possíveis. No grupo A, a discussão não os levou a descentrações das respostas inicias, o que
significaria trocar suas opções por outras mais humanas. Também não conseguiram descentrar os próprios
valores, no máximo trocavam de opinião, quando se lhes apresentava uma resposta mais severa,
ignorando assim a cooperação intelectual e a lógica das relações. Concluímos com a importância da
presença de um educador-coordenador, com uma ação consciente e sistemática, promovendo um trabalho
pedagógico que favoreça o autoconhecimento e pensamento crítico quanto aos valores baseados nos
direitos humanos, evitando qualquer tipo de doutrinação.
QUEIROZ, Sávio Silveira de. Inteligência e afetividade na dialética de Piaget: um estudo com
o Jogo da Senha. 2000. 223 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Foram estudados aspectos cognitivos e afetivos da dialética formulada por Piaget (1982),
complementando-se a pesquisa com estudos de casos. Objetivou-se a análise das características dos níveis
de desenvolvimento dessa dialética; a análise dos erros em suas relações com a equilibração; e a análise
dos aspectos da equilibração segundo os tipos de condutas apresentados pelos sujeitos. A metodologia foi
aplicada em 03 estudantes que apresentavam dificuldades de aprendizagem em relação aoconteúdo
programático geral da escola ou reiterações de comportamentos inadequados. Utilizou-se 04 modalidades
do jogo da senha (03 e 04 sinais). Adotou-se o método clínico, com perguntas de exploração, justificação
e controle a partir da observação das características dos níveis e dos erros observados. Os dados foram
tratados por análise microgenética dos procedimentos. Os resultados foram obtidos em função: a) da
verificação de conteúdos declarativos dos sujeitos; b) das interações com os erros; c) da observação das
características dos níveis de desenvolvimento; d) dos tipos de condutas adotados. As principais
conclusões foram que: a) ocorrem comportamentos em que características do pensamento dialético de
Piaget são evidenciadas; b) a dicotomia afetividade e cognição não encontra suporte na teoria de Piaget;
c) os comportamentos apresentados são instáveis em relação aos níveis de desenvolvimento e conduta; d)
ocorrem estados de permanênciarelevantes nos níveis IA e IB; e) erros sistemáticos estão vinculados a
manifestações da afetividade e sustentam desequilíbrios dificilmente reconhecidos pelos sujeitos.
2001
Doutorado
203
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
RIBEIRO, Marilda Pierro de Oliveira. Funcionamento cognitivo de crianças com queixas de
aprendizagem: jogando e aprendendo a jogar. 2001. 187 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A partir de uma perspectiva construtivista, analisou-se o funcionamento cognitivo de crianças
com queixas de aprendizagem por meio de um jogo de regras, de modo a evidenciar seus conhecimentos
prévios e a construção de novos conhecimentos. Foram realizados seis estudos de caso, com crianças
entre 8 e 12 anos, e o funcionamento cognitivo foi analisado por meio de categorias correspondentes a
aspectos cognitivos e afetivos das condutas. Na etapa inicial foram realizadas provas de classificação e
partidas do jogo em que as crianças usaram os meios que lhes pareceram adequados para ganhar. Na
segunda, visando a aprendizagem de estratégias, foram empregados a técnica de troca de papéis no jogo e
a exercitação de esquemas a ele relacionados. Na final, foram jogadas partidas sem troca de papéis,
partidas do mesmo jogo com um conteúdo novo e reaplicada uma das provas de classificação. Utilizou-se
também um grupo de controle. Os resultados mostraram que: a) a troca de papéis foi um recurso que
promoveu a aprendizagem de novos meios para jogar em cinco crianças, que quatro delas os mantiveram
para a modalidade sem troca de papéis e três delas os generalizaram para o jogo com um conteúdo novo;
b) o sistema de categorias permitiu caracterizar o funcionamento cognitivo das crianças e forneceu
informações sobre o seu processo de aprendizagem que ajudam a compreender aspectos novos da queixa
escolar; c) na análise do funcionamento cognitivo é importante considerar aspectos cognitivos e aspectos
afetivos das condutas. A pesquisa contribui com diretrizes metodológicas para o estabelecimento de
procedimentos de diagnóstico-intervenção combinados que podem ser úteis na avaliação da aprendizagem
escolar.
TORRES, Márcia Zampieri. Processos de desenvolvimento e aprendizagem de adolescentes
em oficinas de jogos. 2001. 273 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa concretizou-se no contexto de oficinas de jogos destinadas a adolescentes, de 5ª
ou 6ª série do Ensino Fundamental, com queixas de dificuldades de aprendizagem. Partindo da hipótese
de que as oficinas beneficiariam os adolescentes em seus processos de desenvolvimento e de
aprendizagem, investigamos sete sujeitos. Avaliamos a evolução operatória dos sujeitos por meio da
EDPL de Longeot. O pós-teste expressou uma evolução relevante: cinco sujeitos que, no pré-teste,
encontravam-se no nível operatório concreto, ingressaram no nível intermediário; um alcançou dentro do
nível intermediário um escore mais alto; e outro realizou uma passagem direta do nível operatório
concreto para o nível formal A. Os progressos pedagógicos foram avaliados por meio de duas provas,
envolvendo conteúdos lingüísticas e matemáticos. Do pré-teste para o pós-teste, todos os sujeitos
expressaram uma evolução relevante na prova de Matemática e apenas três expressaram diferenças
relevantes na de Língua Portuguesa. Quanto às atitudes para a aprendizagem, a análise, realizada a partir
de diários escritos durante o processo de oficinas, revelou que todos os sujeitos evoluíram, modificando
seus perfis de aluno e saindo de situações de fracasso escolar. A análise microgenética das partidas com o
204
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
jogo Rummikub permitiu escalonar os padrões de respostas dos sujeitos em três etapas de evolução que
expressam seus processos de equilibração.
2003
Doutorado
RIBEIRO, Mônica Cintrão França. Avaliação escolar do desenho infantil: uma proposta de
critérios para análise. 2003. 251 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O desenho - como representação gráfica - é uma das formas essenciais ao pensamento do ser
humano e - como atividade escolar - ao lado do jogo, é amplamente utilizado em sala de aula como
recurso pedagógico, muito embora os professores não se sintam preparados para esse uso. Com base
nisso, a autora desenvolveu oficinas para professores com o objetivo de investigar suas noções sobre o
desenho, conhecer as atividades desenvolvidas em sala de aula nessa área e apresentar um instrumento
composto por indicadores para a observação e avaliação do grafismo infantil. Inicialmente foi feita uma
análise bibliográfica destacando os indicadores comuns bem como as especificidades das fases do
desenho segundo Luquet (1927/1969), Bemson (1957/1962), Lowenfeld (1947/1977), Kellogg (1969) e
lavelberg (1993;2003). Isso permitiu elaborar, progressivamente, um formulário composto por
indicadores para a avaliação do desenho infantil que foi utilizado em 8 oficinas por 220 professores do
ensino básico. Além disso, foi aplicado um questionário para investigar as noções dos professores sobre o
desenho infantil e as atividades desenvolvidas em sala de aula. Tanto o questionário como o instrumento,
foram utilizados com o propósito de favorecer a formação de professores na área do desenho infantil. Os
resultados indicaram que, de fato, os professores possuem uma concepção espontaneísta do desenho
infantil e as propostas pedagógicas nessa área ora visam ao treino de habilidades motoras em exercícios
de cópia e pintura em ilustrações, ora são livres sem qualquer intervenção do professor. O instrumento
tornou-se o principal recurso de formação nas oficinas porque permitiu organizar a análise de diferenças
entre as avaliações, organizar procedimentos para a avaliação de desenhos e apresentar uma referência
para a organização e planejamento de atividades. A teoria construtivista de Piaget foi utilizada como
fundamento das práticas e discussão dos resultados.
2004
Mestrado
AMARO, Deigles Giacomelli. Indícios da aprendizagem de crianças com deficiência em
escolas de educação infantil: roteiro de observação no cotidiano escolar. 2004. 252 f.
205
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo estudar por que e quais as relações estabelecidas no cotidiano
escolar podem beneficiar o desenvolvimento e a aprendizagem de alunos com deficiência em escolas
regulares. Para isso, um roteiro de observação foi elaborado baseado nas relações do aluno com pessoas,
espaço, tempo, objetos e atividades no cotidiano escolar. Este roteiro foi utilizado para orientar a
observação, intervenção e registros dos professores e demais profissionais da escola sobre dois alunos de
cinco anos (um com paralisia cerebral do tipo tetraparesia espástica e outro com síndrome de Down) de
duas escolas de educação infantil de Mauá/SP. Ao longo de oito meses, a pesquisadora realizou
entrevistas com os profissionais das escolas e com as mães dos alunos. A intervenção desta, norteada pelo
roteiro, teve o objetivo de evidenciar a importância da observação e reflexão no cotidiano escolar para
que a singularidade do aluno seja respeitada e valorizada num contexto inclusivo. A apresentação dos
dados é realizada por meio de histórias destacando-se os indícios que apontaram por que e quais relações
favoreceram o progresso dos alunos. A discussão dos dados demonstrou a importância do estabelecimento
de relações de interdependência para que uma educação inclusiva seja possível.
Doutorado
CAMPOS, Maria Célia Rabello Malta. Formação docente em oficinas de jogos: indicadores de
mediação da aprendizagem. 2004. 188 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Propõe um modelo de formação continuada de professores do ensino fundamental através de
oficinas de jogos e supervisão de sua prática em sala de aula. A estrutura e os recursos usados nas oficinas
consideram uma abordagem construtivista do jogo articulada com uma metodologia de mediação da
aprendizagem. Os dados foram obtidos pela análise de relatos e observações gravadas em vídeo. Nos
resultados analisou-se um caso, dentre os nove participantes do estudo, sobre o processo formativo de
uma professora da 3ª série. Foram identificados os seguintes indicadores da competência na função
mediadora do professor: coordenação eficaz nas atividades coletivas, necessidade de planejar e de refletir
sobre a ação, criação de contextos significativos para o jogo, uso de estratégias mediadoras na construção
do conhecimento pelos alunos. Concluiu-se que a prática dos jogos pelas professoras, a análise do próprio
processo cognitivo e o dos alunos, o planejamento das estratégias e a discussão sobre a ação realizada
contribuem para a tomada de consciência do professor sobre sua função mediadora nos processos de
aprendizagem e para progressiva segurança e autonomia na mediação dos mesmos. Recomenda-se o
emprego dos indicadores analisados para a formação docente em métodos ativos de ensino.
2005
Mestrado
206
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
FRASSETO, Flávio Américo. Avaliação psicológica em adolescentes privados de liberdade:
uma critica à execução da medida de internação. 2005. 153 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A pesquisa integra o debate atual sobre as práticas psicológicas aplicadas à Justiça, focando o
trabalho de avaliação de adolescentes para subsidiar decisões de aplicação ou manutenção da medida
sócio-educativa de internação. Após fixados os referenciais teóricos e metodológicos e delineado o
contexto em que esse fazer psicológico se legitima e desenrola, propôs-se a leitura crítica de uma amostra
de laudos com sugestão de internação. Apurou-se, de forma geral, a adoção de um tom categórico para
afirmar, da história de vida dos jovens, características psicológicas - preditoras de reincidência - que
devem ser tratadas com internação. Para cada uma das etapas lógicas do laudo, ressalvas do ponto de vista
jurídico, ético profissional e técnico foram apontadas. Mostrou-se que o modelo vigente atribui ao saber
psicológico valor de verdade que não tem, em especial quando aplicado ao diagnóstico de jovens
aprisionados. Mostrou-se também que direitos básicos do adolescente à privacidade, à não confissão, ao
respeito, à opinião, à voluntariedade, à ampla defesa, à não discriminação, à não internação, entre outros,
são impunemente violados, senão na feitura dos laudos, a partir do uso que se faz deles. Ao final,
buscando contornar as críticas, ensaiou-se a proposta de outro modelo de trabalho, redefinindo-se, dentro
dele, um novo papel para o psicólogo e para a avaliação psicológica.
GARCIA, Heloísa Helena Genovese de Oliveira. Família e escola na educação infantil: um
estudo sobre reuniões de pais. 2005. 208 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa enfoca as relações entre famílias e escolas através de dois recortes. O primeiro
define um período em particular da vida escolar: a educação infantil (especificamente na faixa de 4 a 6
anos) e o segundo elege uma atividade regular nas escolas: as reuniões de pais. O estudo foi desenvolvido
em duas Escolas Municipais de Educação Infantil paulistanas durante o primeiro semestre de 2004. Seu
objetivo geral foi analisar como se constituem as relações de cada escola com os familiares dos alunos
durante as reuniões de pais. E os objetivos específicos foram: a) observar, descrever e examinar como são
as reuniões de pais nas duas escolas; b) analisar o percurso construído por algumas professoras com os
respectivos grupos de pais nas reuniões ao longo do semestre; c) identificar e analisar as opiniões das
escolas (professores, coordenadores pedagógicos e diretores) e dos familiares sobre as reuniões; d) inferir,
através de indicadores, aspectos das reuniões que sejam favoráveis ou desfavoráveis a uma relação de
colaboração (interdependência) entre as escolas e as famílias. O referencial teórico do construtivismo
piagetiano fundamentou a estruturação metodológica e as análises dos dados relativas aos observáveis das
interdependências e significações produzidas no contexto das reuniões e das entrevistas. Foram realizadas
quatorze observações de reuniões e quarenta e três entrevistas individuais. Os resultados evidenciaram
uma multiplicidade de fatores influenciando na realização e nos significados atribuídos às reuniões de
pais. A partir deles destacamos uma tendência moralizadora da escola sobre a educação no contexto
familiar e interferências do contexto institucional e político no cotidiano das reuniões. Nos dois casos
ocorreu uma descaracterização das reuniões enquanto espaços vinculados ao trabalho pedagógico
207
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e do Desenvolvimento Humano
desenvolvido com os alunos. Em geral, tanto nos discursos como nas práticas, as escolas permaneceram
identificadas com o lugar dos que sabem, reservando pouco espaço para os conhecimentos e as realidades
das famílias. Mesmo assim, verificaram-se situações de interação e colaboração entre professoras e pais.
Por fim, a pesquisa indicou duas ausências importantes nos dados das duas escolas: de avaliações
sistemáticas das reuniões de pais e da abordagem do tema ao longo da formação docente, tanto inicial
como continuada. Nesse sentido, a autora faz uma proposição de modelos de análise de reuniões de pais,
baseados em três indicadores de interdependência - conteúdo, estrutura ou forma e dinâmica das relações
- que sinalizam um caminho para a construção de uma relação mais cooperativa entre escolas e famílias.
Doutorado
TAMBORIL, Maria Ivonete Barbosa. Políticas públicas para a formação docente: um estudo
em Porto Velho - RO. 2005. 220 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) –Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa as políticas públicas para a formação docente desenvolvidas pela Secretária Municipal
de Educação (SEMED) de Porto Velho-RO, no período compreendido entre 1998 e 2003, na perspectiva
dos participantes da pesquisa. Constituiu-se como fonte de informação dos dados empíricos: a pesquisa
documental, dois grupos focais - um composto por seis professoras e outro com oito formadoras - e duas
entrevistas individuais com dirigentes educacionais. O método da "Análise de Conteúdo" permitiu
organizar as temáticas extraídas do material empírico, base para as inferências: Categoria A - Formação
inicial (escolarização); Categoria B - Formação continuada (aperfeiçoamento); Categoria C - Aspectos
avaliativos envolvendo a formação (inicial e continuada); Categoria D - Aspectos que interferem no
desenvolvimento das ações de formação docente; Categoria E - Solução implementada; Categoria F Soluções apontadas. Os dados indicam dois tipos de atividades: as que visam à escolarização (formação
inicial) dos docentes e as que buscam o aperfeiçoamento (formação continuada) destes profissionais. A
pesquisa mostra que na SEMED as ações executadas procuraram atender às exigências da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96) e à as propostas desencadeadas pelo MEC no final da
década de 1990. A ausência de uma política educacional materializada em um projeto político
pedagógico, gestada pela própria Secretária, garantida à participação dos profissionais da educação e
assumida pelos dirigentes foi um dos aspectos mais relevantes que interferiram no desenvolvimento das
ações. Além deste, destacam-se: o tempo insuficiente das professoras e formadoras para participarem das
atividades de formação, a baixa remuneração, a descontinuidade das ações e a ausência de
acompanhamento e de avaliação das ações por parte da Secretária. A pesquisa aponta para a necessidade
de mudanças estruturais resultantes de uma política global que contemple simultaneamente formação
(inicial e continuada) e condições de trabalho (salário e carreira). Conclui que a formação docente,
enquanto retórica, assume um lugar de destaque nos discursos oficiais, mas na prática é desenvolvida de
forma inadequada e sem condições de efetivação. Ou seja, é mais um slogan acrescentado ao vocabulário
das reformas educacionais. No contexto destas reformas e dos programas governamentais os docentes
aparecem como agentes responsáveis pelas mudanças e também pelo sucesso da escola, mas continuam
desvalorizados: social e economicamente. A pesquisa apresenta uma proposta de desenvolvimento
208
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
profissional docente que visa à valorização dos profissionais da educação que tenha como pilares: plano
de carreira, programas de formação e condições institucionais de trabalho.
2006
Doutorado
JERUSALINSKY, Alfredo Nestor. Transformações da linguagem na criança: intersecções
psicanalíticas e lingüísticas sobre as origens do sujeito. 2006. 186 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A psicanálise e a lingüística se desdobraram constantemente em campos paralelos. As conexões
recíprocas, nem sempre reconhecidas, se articulam ao redor do conceito de ’sujeito’ que opera tanto numa
quanto noutra disciplina. Se, de um lado, a lingüística tenta fazer da linguagem seu objeto, não consegue,
porém, se desembaraçar do sujeito que a fala. Do outro lado, a psicanálise precisa contar com a lógica em
que a palavra opera, desde que ela é o fundamento de sua intervenção. Para o sujeito a linguagem não é
meramente um instrumento de comunicação, senão, fundamentalmente, trama que o constitui.
Considerando que ela não é inata, como ela se transmite e quais as conseqüências das falhas nessa
transmissão? Exploramos, por isso, as teorias sobre o equipamento constitucional biológico que habilita
para sua aquisição, mas delimitamos os alcances dessa disposição na medida em que a incidência do outro
se mostra prevalente, não somente na decisão da língua a qual a criança finalmente se incorpora, mas
também na matriz enunciativa que virá a configurar as relações dessa criança com o mundo. A Língua
Materna, e o Código da Língua constituem o prisma lingüístico no qual refratam as proposições do
discurso parental. A Função Paterna introduz a criança na linguagem pela via simbólica. De tal modo, a
incorporação da criança na língua não se opera soletrando, mas recebendo uma inscrição que já contém os
princípios de uma ordem simbólica. Discute-se, então, se essa ordem se define como uma escrita ou se ela
se transmite como uma fala. A diferença está em que as falas contêm os equívocos, lapsos e lacunas que a
escrita corrige: a criança entra na língua precisamente pela via do equívoco que persiste. O que a convoca
a falar é o fato de que não esteja já tudo dito. O intervalo de mal entendido (próprio da fala) é essencial à
transmissão. As transformações da linguagem na criança, portanto, representam suas transformações
como sujeito que, desde o inconsciente, sustenta uma relação de desejo com a cultura em que habita.
2008
Mestrado
209
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
LUNA, Francine Guerra de. A (in) disciplina em oficina de jogos. 2008. 170 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: A presente pesquisa pretendeu estudar a questão da indisciplina/disciplina em oficinas de jogos,
tendo como objetivo identificar ações de indisciplina em crianças nestes contextos. O estudo foi feito no
Laboratório de Psicopedagogia (LaPp), do Departamento de Psicologia da Aprendizagem, do
Desenvolvimento e da Personalidade, do Instituto de Psicologia , da Universidade de São Paulo. Foram
observadas ao longo de um ano e meio (2005-2006), três crianças: duas com 10 anos e uma, 11 anos.
Caracterizamos do ponto de vista conceitual os aspectos de disciplina (atenção / concentração, respeito e
persistência) e indisciplina (desatenção / dispersão, desrespeito, trapaça e desistência) tanto numa
perspectiva teórica como numa perspectiva prática (entrevistando profissionais deste Laboratório). Desta
forma, as observações relativas à indisciplina das crianças foram analisadas pelas categorias de:
desatenção/dispersão, desrespeito às regras dos jogos ou atividades, desrespeito às regras da oficina,
desrespeito aos colegas, trapaça e desistência. Como resultados, verificamos que as atitudes mais
observadas nos três sujeitos foram de desrespeito e a menos observada de trapaça; em relação à
freqüência das ações de indisciplina de cada criança, pudemos verificar que dois dos sujeitos observados
(C2 e C3) agiram com relativa indisciplina no primeiro semestre, aumentaram as ações de indisciplina no
segundo semestre e reduziram drasticamente essas ações no terceiro semestre. C1 manteve praticamente a
mesma quantidade de ações indisciplinadas no primeiro e segundo semestre, mas também as reduziu
drasticamente no terceiro semestre. Ao final (terceiro semestre), as três crianças estavam mais
familiarizadas com o sistema de regras e, de uma maneira geral, passaram a atribuir valor ao fato de
triunfarem nas tarefas propostas, buscaram melhorar seus desempenhos e expandir a si próprias (com )
valores positivos, e, conseqüentemente, agiram com menos indisciplina. Discutimos que os jogos são
excelentes meios para se observar o prejuízo das ações de indisciplina. Consideramos estas ações
negativas, porque dificultam a realização bem sucedida das atividades pretendidas. Por fim, verificamos
que as oficinas de jogos constituem um espaço no qual, além de as crianças ampliarem seus recursos
cognitivos, são desenvolvidas atitudes favoráveis à aprendizagem, que requerem, dentre outros, o
desenvolvimento de ações de disciplina..
2010
Mestrado
FRIAS, Eduardo Ribeiro. Jogo das representações (RPG) e aspectos da moral autônoma.
2010. 106 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
210
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: O objetivo do presente estudo, fundamentado na Epistemologia Genética de Jean Piaget (19321994), foi averiguar se o Roleplaying Game (RPG), também denominado Jogo das Representações,
constitui recurso favorável ao desencadeamento de atividades relacionadas à cooperação e à capacidade
de negociação, entendidas como próprias do desenvolvimento da moral autônoma. Por considerar que
nesse jogo tais elementos acham-se imbricados na participação dos jogadores e em sua capacidade de
solucionar problemas, foram explorados também esses aspectos, visando o enriquecimento da discussão
dos resultados. Os dados analisados foram coletados no contexto de pesquisa desenvolvida em 2003 e
2004, nas dependências de um Centro Educacional Unificado (CEU), na zona sul da capital de São Paulo
por uma equipe de pesquisa composta de um pesquisador, um auxiliar de pesquisa e dois mestres de jogo.
Na ocasião os objetivos do trabalho foram outros. Dos 12 encontros do grupo de 7 participantes, todos do
sexo masculino, com idades entre 11 e 27 anos, 9 foram dedicados a sessões de RPG, a primeira das quais
preparatória. Os recursos e instrumentos de coleta de dados incluíram, além do registro em áudio e vídeo
e da observação das sessões de jogo, entrevistas realizadas no início e no final do processo. Para a
finalidade da presente pesquisa os dados foram submetidos a uma nova leitura, agora sob a ótica das
relações entre o RPG e aspectos da moral autônoma. Foram utilizadas como categorias de análise as
capacidades de cooperação e negociação e como a participação dos jogadores e sua competência para
solucionar problemas. As análises realizadas permitiram concluir que o RPG mostra-se útil como recurso
para a mobilização da cooperação e da negociação, aspectos da moral autônoma, e para a atuação em
grupo e para o exercício da resolução de problemas. Com isto verifica-se que, como afirmara Piaget
(1932/1994), a cooperação é de fato um principio ético e moral e dispõe de um método que pode ser
desenvolvido utilizando-se recursos adequados para isto.
Doutorado
GARCIA, Heloísa Helena Genovese de Oliveira. Adolescentes em grupo: aprendendo a
cooperar em oficna de jogos. 2010. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MARIA AMÉLIA NOGUEIRA DE AZEVEDO
1991
Doutorado
211
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
LAMY, Gersolina Antônia de Avelar. A alfabetização Montessoriana face a teoria
construtivista-interacionista de alfabetização. 1991. 212 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda a contribuição de Maria Montessori na área de alfabetização escolar, tomando como
fundamento modernas pesquisas na área, desenvolvidas no contexto da descoberta da psicogênese da
escrita, na década de 70. Analisa os pontos de convergência e de divergência entre os pressupostos
teóricos de Montessori e do construtivismo Piagetiano, o qual faz parte dos fundamentos da teoria
construtivista - interacionista de alfabetização. Verifica serem maiores os pontos de distinção do que de
aproximação entre as duas teorias, apesar do paralelismo apontado entre ambas na área da alfabetização
escolar. Conclui que os pressupostos montessorianos quanto a alfabetização escolar diferem do
construtivismo-interacionismo por conceber a leitura-escrita a partir da teoria associacionista de
aprendizagem e a alfabetização como um saber escolar, nao se dando conta do saber social no processo.
Alguns pontos que aproximam os dois enfoques são o fato de buscarem, em comum, compreender a
criança como sujeito do processo; o contato com o objeto leitura-escrita como pré-requisito da
aprendizagem; e uma avaliação formativa, onde o controle do erro é feito pela própria criança, ajudada
pelo professor.
SCICCHITANO, Rosa Maria Junqueira. Alfabetização escolar e fracasso: uma perspectiva
construtivista-interacionista. 1991. 354 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga a ocorrência e os motivos do fracasso escolar na alfabetização inicial, tomando como
referencial teórico a abordagem construtivista-interacionista da aprendizagem da língua escrita. Os ss são
45 alunos da primeira série do primeiro grau freqüentando 2 classes de 2 escolas públicas de Londrina,
não repetentes. Coleta os dados através de entrevistas, questionários, observação e compilação da
produção escrita das crianças, durante 1 ano letivo. Apresenta 2 estudos de caso de crianças que
fracassam e 4 que obtém êxito no seu primeiro ano de alfabetização escolar, considerando o percurso
singular seguido na construção da escrita. Verifica que a porcentagem de fracasso escolar no grupo
escolar e pequena e que, na perspectiva construtivista-interacionista, o fracasso escolar pode ser visto
como uma questão de diferença no ritmo de aprendizagem, possibilitando uma mudança de postura do
professor em relação a criança, a pratica pedagógica e aos critérios de avaliação. Conclui que a
persistência de fracasso escolar e um problema complexo e aponta para a necessidade de se desenvolver
ações preventivas como forma de enfrentar o fracasso na alfabetização inicial.
1992
Doutorado
212
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
MENIN, Maria Suzana de Stefano. A construção da democracia e a escola: um estudo sobre
representações políticas e interações verbais no segundo grau. 1992. 2 v. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa como a democracia se apresenta no ideário do estudante do segundo grau. Utiliza na
investigação das representações a obra “A Personalidade Autoritária” de Adorno, Frenkel-Brunswik,
Levinson e Sanford, de onde extrai categorias de análise como: etnocentrismo, preconceito,
conservadorismo, anti-utopia. Os ss são alunos do primeiro colegial, 19 de classe diurna e 29 de classe
noturna, de escola pública estadual de Presidente Prudente-SP. Aplica questionário abordando diversos
aspectos dos temas politica e economia, durante a campanha eleitoral para prefeito em 1988. Observa
uma tendência para uma concepção liberal de democracia: as regras do jogo democrático são afirmadas
embora seus fins não incluam a igualdade economica. Baseado em Piaget e Habermas, descreve algumas
competências necessárias às práticas da democracia, investigando as interações verbais professor-aluno e
o papel da escola na construção de tais competências. Verifica a predominância de uma pobreza de
comunicações nas interações, que apresentam como características à cronificação e à estereotípia de suas
formas e a reprodução de conteúdos afirmados pelo professor. Conclui que as interações verbais, como as
observadas na escola, podem ser um dos fatores responsáveis pela predominância de representações
políticas padronizadas, empobrecidas e ideologicamente carregadas, como as observadas nesta pesquisa.
1993
Mestrado
MARQUES, Maria Lúcia. Estudo psicopedagógico da criança pré-silábica "resistente"
dentro de uma intervenção pedagógica construtivista-interacionista. 1993. 3 v. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende levantar possíveis condicionantes da permanência de algumas crianças no nível présilábico da língua escrita, durante um ano letivo, mesmo quando submetidas a uma intervenção
pedagógica construtivista-interacionista de boa qualidade. Os ss são 121 crianças de 7 anos de idade, da
classe pobre, iniciando pela primeira vez o ciclo básico, em 3 escolas de Diadema-São Paulo. Realiza três
avaliações diagnósticas (início, meio e fim do ano), aplica os testes Bender e HTP no segundo semestre, e
entrevista às familias sobre suas condições sócio-econômicas e inserção no mundo da escrita. Após
avaliação e acompanhamento, os ss são divididos em três grupos: a (alfabéticos já em junho), b (présilábicos resistentes mas que terminam o ano não sendo), b1 (pré-silábicos resistentes residuais). No final
do ano letivo, somente 5,1 por cento dos ss eram pré-silábicos. Conclui que a psicogênese da língua
escrita e potente como teoria de base para um projeto pedagógico, mas por si só não dá conta desse
número residual de ss, o que, provavelmente, se deve ao fato de ser uma teoria eminentemente
cognitivista, que não contempla os aspectos emocionais.
213
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Doutorado
BOARINI, Maria Lúcia. Unidades Básicas de Saúde: uma extensão da escola pública?. 1993.
225 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Busca apreender os aspectos internos ao processo gerador e mantenedor da prática de
encaminhar crianças em idade escolar, com queixas de problemas de aprendizagem, as equipes de saúde
mental existentes nas unidades básicas de saúde (UBS) da rede pública de saúde do estado de São Paulo.
Recupera a literatura, legislação e depoimentos que evidenciam este procedimento. Coleta dados através
de participação em reuniões de profissionais de saúde mental (n = 54) e de reuniões de professores numa
escola pública de Rio da Serra - São Paulo. Entrevista, também, todos os professores (n = 27) e 2 alunos
usuários do atendimento psicológico e suas respectivas mães. Os discursos dos ss revelam o gigantismo
da complexidade dos setores analisados, permitindo a leitura da unidade que torna estes atores iguais
perante a descrença, pulverização de culpa e incomprensão, ou desconhecimento das diretrizes oficiais
que determinam o cotidiano destas instituições. Observa a visão dos ss quanto a incapacidade resolutiva
da saúde e a incompetência da educação, revelando um descrédito mútuo, uma crise de referência e o não
reconhecimento de suas próprias conquistas. Conclui que prevalece a certeza que o problema é da criança
e que, mesmo quando o profissional de saúde mental tenta romper com esta leitura, não é bem sucedido
pela não clareza da proposta, ou pelo não entendimento da mesma pelos pais.
MELLO, Heliane Gramiscelli Ferreira de. Alfabetização: um estudo preliminar sobre a "leitura
com imagem”. 1993. 320 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a progressão evolutiva da leitura com imagem, como proposta por Ferreiro &
Teberosky, com o intuito de repensar a intervenção pedagógica e o processo de alfabetização. Pretende
ajudar a promoção da construção da leitura e da escrita do sujeito, por via da intervenção pedagógica
construtivista/socio-interacionista, baseada em Vygotsky. Realiza pesquisa quase experimental, utilizando
o método leitura com imagem, na creche do campus Pampulha/UFMG, entre 1988 e 1990. Os ss são duas
turmas de crianças com idade entre cinco e seis anos, de ambos os sexos, divididas em grupo
experimental (n=12) e grupo controle (n=14), submetidas a pré e pós teste. Paralelamente, desenvolve um
estudo qualitativo onde descreve o processo de intervenção pedagógica construtivista/sócio-interacionista
desenvolvido para dar suporte ao trabalho do professor. Verifica que o tipo de imagem interfere no tipo de
leitura, o que leva a crer que a classificação em léxica ou sintática não se aplica aos ss da pesquisa. Não
comprova, assim, a sequência proposta na progressão evolutiva de Ferreiro & Teberosky, pois conclui
serem as imagens e não as crianças as responsáveis pela construção de tal tipo de leitura.
1995
Mestrado
214
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
FIGUEIRO, Mary Neide Damico. Educação sexual no Brasil: estado da arte de 1980 – 1993.
1995. 272 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São
Paulo.
Resumo: Analisa a produção acadêmico-científica brasileira sobre educação sexual investigando qual é a
abordagem predominante desta, do período de 1980 a 1993. Identifica a presença das seguintes
abordagens: religiosa católica; religiosa protestante; médica; pedagógica e política. Seleciona os seguintes
materiais que compoem o corpus do trabalho (teses, dissertações, livros, artigos, pesquisas e trabalhos
apresentados em eventos) estabelecendo 9 categorias de análise, a partir das quais, cada texto é analisado.
A fidedignidade das análises, que a autora faz, é testada através de duas psicólogas que atuam como
juizas. Constata o predomínio da abordagem pedagógica, em todos os gêneros de publicações, enquanto
que a médica e a religiosa apresentam índice bastante baixo; a política tem representatividade média.
Conclui que a produção sobre educação sexual, vem se concretizando de forma relativamente satisfatória,
no aspecto quantitativo; porém, no aspecto qualitativo, algumas limitações, detectadas através das
categorias analisadas vem prejudicando a sustância do corpo teórico de conhecimentos. Alerta para a
necessidade de que as produções científicas brasileiras sobre educação sexual, assim como a prática
cotidiana, comprometam-se mais com a abordagem política, reconhecendo nela, também, um instrumento
de transformação social.
1998
Doutorado
CHAVES, Antônio Marcos. Crianças Abandonadas ou Desprotegidas?. 1998. 453 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Com o objetivo de analisar e compreender a condição histórica da criança abandonada,
conceituada como qualquer criança menor de dezoito anos, que não receba cuidado e proteção
particulares de seus pais, parentes ou qualquer outro adulto, sendo, dessa forma, deixada à proteção e ao
cuidado genérico da sociedade; esta pesquisa foi orientada pelos seguintes pressupostos: 1º) A
significação que a criança abandonada tem para uma sociedade, em dado momento da sua história
cultural, pode ser revelada a partir da análise das formas de violência (inter e intra-classes) sobre ela
praticadas, bem como, das estratégias de cuidado e proteção que esta mesma sociedade lhe dispensa; 2º)
Para se compreender o significado da criança é preciso explicitar o significado da criança abandonada, em
dada cultura. Considerando este pressuposto, as análises sempre estarão se reportando à condição da
criança não abandonada em relação à condição da criança abandonada; 3º) Ao se esclarecer e
compreender a condição destas crianças, situando-as nos diferentes momentos do percurso histórico da
nossa sociedade, identificar-se-á como a sociedade as representava, evidenciando assim o significado que
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e do Desenvolvimento Humano
lhes era atribuído por essa mesma sociedade; 4º) A descrição da condição histórica da criança abandonada
no Brasil, permitirá esclarecer e compreender a condição da criança abandonada na sociedade brasileira
atual. Teoricamente, as análises fundamentaram-se nas contribuições de Vygotsky, Luria e Leontiev, que
defendem que a compreensão da subjetividade exige a sua contextualização, uma vez que é construída a
partir da atividade humana nas interações sociais, cultural e historicamente circunscritas. As análises de
Heller acerca do processo de socialização (paradigma das objetivações concretas) permitiram reforçar a
tese de que a subjetividade se processa do social para o individual. As posturas dos teóricos da Psicologia
cultural (Gergen e colaboradores, principalmente) possibilitaram inserir a cultura como constitutiva da
personalidade. Circunscrevendo assim, que os significados culturais (compartilhados) são re-significados
pelos indivíduos a partir da atividade, os quais atribuem-lhes sentidos pessoais (singulares). A coleta e a
análise das informações foi subsidiada por uma abordagem metodológica e epistemológica que considera
que para a análise de fenômenos psicológicos, é necessário recorrer aos conhecimentos de outras áreas
das Ciências Humanas. No presente trabalho recorreu-se à Sociologia, à Antropologia e à História. Dentro
desta perspectiva foram realizadas três investigações, a saber: 1º) Constituída da análise de documentos e
pesquisas históricos, com o objetivo de especificar a condição da criança brasileira do século XVI ao XIX
e as formas de abandono e proteção que a sociedade desenvolveu. A partir de tais análises foram
identificadas diferentes categorias de crianças, as quais tinham significados diferentes para os diversos
grupos da sociedade, dependendo da sua condição social, gênero e das formas de organização social e
econômica da sociedade brasileira. Foram descritas as representações da sociedade sobre a criança índia,
a criança mameluca, a criança negra, a criança rica, a criança pobre e as crianças órfãs. A partir da
literatura nacional e estrangeira sobre o abandono de crianças pôde-se delimitar o conceito de abandono
de crianças e identificar as seguintes categorias de crianças desprotegidas: 1) crianças desprotegidas sem
referência familiar; 2) crianças trabalhadoras desprotegidas pela sociedade; 3) crianças cujos pais
outorgam a sua responsabilidade de proteção a uma instituição; 4) crianças trabalhadoras desprotegidas e
submetidas à violência doméstica; 5) crianças desprotegidas devido à violência doméstica e 6) crianças
desprotegidas e exploradas por adultos na prática de delitos e crimes. Ao se analisar as condições do
abandono observou-se que a denominação crianças abandonadas está ideologicamente contaminada pela
suposição de que a existência de tais crianças é decorrente, estritamente, da crueldade e desumanidade
dos seus responsáveis, quando, na verdade, estes as abandonam devido a questões sociais (pobreza e
regras morais). A responsabilidade de proteção a estas crianças é, então, da própria sociedade que criou as
condições para que existissem, pois seria mais correto denominá-las de crianças desprotegidas. 2º)
Realizada com base em documentos da Cas Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim, sediada em
Salvador, Bahia, que abriga meninos órfãos e/ou pobres e está em funcionamento desde 1825. Foram
analisados atas de reunião, relatórios, livros de registro e documentos individais acerca da vida dos
meninos, abrangendo o período de 1825 a 1992. As informações mostraram que o conceito de criança e as
formas de proteção aos meninos, pela administração da Casa, se diferenciam em três momentos: a) de
1825 a 1900 - período em que a Casa era mantida por legados e doações de comerciantes ricos e
proprietários rurais e tinha como objetivo qualificar os meninos em ofícios. Observou-se, que naquele
período, a Casa era orientada por uma visão utilitarista em relação à proteção às crianças. Considerava-se
que as crianças estavam em fase de desenvolvimento, o que viabilizava um treinamento que atendia o
216
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interesse dos mantenedores e futuros empregadores; 2) de 1900 a 1970 - período no qual a Casa passou a
ser mantida predonimantemente por recursos estatais, através de convênios. Naquele período, a criança
era vista como um ser especial, em período de desenvolvimento. Agora, no entanto, o investimento na
educação não visava mais a formação de futuros trabalhadores. Os cuidados e a proteção que eram
dispensados a esses meninos eram considerados necessários e justificados como via para se evitar desvios
sociais e marginalidade; 3) a partir de 1980 - vigente atualmente. A Casa mantém-se com suas rendas
patrimoniais. A criança é concebida como um ser que requer proteção, cuidado e tratamento. O seu
desenvolvimento e o seu bem estar são, aparentemente, o prioritário. Contudo, os relatos de quinze
meninos, residentes na instituição em 1996, sugerem alguns questionamentos. 3º) Utilizando-se a técnica
de completamento de frases, quinze meninos da 3º e 4º séries do ensino de primeiro grau, residentes na
Casa Pia em 1996, completaram as seguintes frases por escrito: Antes de entrar para o Colégio São
Joaquim eu (...), Eu gostava de (...), Eu não gostava de (...), No Colégio São Joaquim eu (...), As coisas
que eu vou sentir falta quando sair do Colégio São Joaquim são: (...), As coisas que eu não vou sentir falta
quando sair do Colégio São Joaquim são: (...), Quando sair do Colégio São Joaquim vou (...) e Quando
for grande quero ser (...). A análise dos depoimentos indicou que: a) o programa escolar da Casa é
deficiente, pois os meninos apresentaram uma escrita precaríssima, com erros elementares de ortografia;
b) consideram o brincar a atividade própria da infância e são muito resistentes ao seguimento de normas e
regras impostas pelos adultos e c) aspiram uma vida futura que inclui profissões de baixa qualificação e
remuneração. Desse modo, a instituição não oferece um programa que viabilize a superação da sua
condição social, e antes eram excluídos sociais, quando saírem continuarão sendo. Conclui-se, portanto,
que o conceito de proteção à infância varia dependendo da condição social da criança.
OLIVEIRA, Maria Helena Palma de. Lembranças do passado: a infância e a adolescência na
vida dos escritores brasileiros. 1998. 372 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estudou-se a Construção Social da Infância no Brasil sob o pretexto da Violência Doméstica
contra Crianças e/ou Adolescentes. Como objeto de análise, tomou-se, numa perspectiva hodierna do
fenômeno, a produção autobiográfica, em prosa, de poetas, prosadores, críticos e ensaístas brasileiros de
todos os períodos literários que privilegiaram a própria infância como período de vida e relataram esse
tipo de violência. O referencial teórico de apoio, numa abordagem sócio-histórica, privilegiou o estudo da
Construção Social da Infância; da Memória (L. S. Vygotsky; L. Rubinstein); da Arte e Sociedade (L. S.
Vygotsky; M. Bakhtin; J-P. Sartre) e dos relatos autobiográficos (M. Bakhtin; J. Bruner). A pesquisa
bibliográfica, que partiu da amostragem de escritores brasileiros constante do estudo de A. Bosi: História
concisa da literatura brasileira (33a. ed.). Foram também considerados outros escritores com autobiografia
e relato do fenômeno. O corpus - episódios com relato do fenômeno - foi submetido a dois tipos de
análise de conteúdo: análise categorial do acontecimento e dos "personagens" - vítima e agressor
envolvidos - e análise da enunciação a partir da teoria M. Bakhtin. Constatou-se que o fenômeno só se
expressa a partir de 1931, ou seja, dentro do chamado período das Tendências Contemporâneas, conforme
define Bosi. Os escritores que relataram o fenômeno são oriundos de diversos períodos literários que se
estendem do final do século passado à atualidade. Os dados permitiram determinar o contexto de
217
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
relacionamento afetivo vítima-agressor e a representação que as crianças e/ou adolescentes fazem do
agressor e de si mesmas. A reação e/ou postura da vítima mostrou diferentes níveis de conscientização,
eco, lamento ou protesto, diante da violência doméstica sofrida. Em termos da Construção Social da
Infância no Brasil, o discurso literário conseguiu antecipar - principalmente a partir de 1940 - a discussão
crítica da Violência Doméstica contra Crianças e/ou Adolescentes, orientada pela valorização da
especificidade da criança como pessoa e como cidadã, essa discussão no discurso científico no Brasil só
se realizaria a partir da década de 1980.
2001
Mestrado
LONGO, Cristiano da Silveira. A punição corporal doméstica de crianças e adolescentes em
livros sobre educação familiar no Brasil (1981-2000). 2001. 215 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo investiga o problema da punição corporal doméstica em crianças e adolescentes no
Brasil a partir de concepções de alguns autores de diversas áreas do conhecimento (Psicologia, Pedagogia,
Medicina, Psicanálise, Jornalismo, entre outros), que constroem representações e práticas de educação
familiar através da publicação de livros de orientação a pais e educadores, encontrados em diversas
livrarias na cidade de São Paulo. Realiza uma análise de conteúdo sistemática sobre este tipo de literatura
veiculada a pais e educadores no Brasil, entre o período de 1981 e 2000, afim de identificar o tipo de
material informativo e formativo sobre as práticas de educação familiar com crianças e adolescentes.
Busca recuperar também parte da história da punição corporal doméstica de crianças e adolescentes no
Brasil desde o século XVI, com a chegada dos colonizadores-educadores jesuítas e seus métodos psicopedagógicos. Baseados em fundamentações teóricas oriundas sobretudo das Ciências Psicológicas e
Pedagógicas, oferecendo argumentos lógicos, morais, psicopedagógicos diferenciados, os autores dos
livros pesquisados (36 livros) propõem práticas educacionais favoráveis (28%) ou desfavoráveis (72%) às
punições corporais domésticas na educação familiar. Os argumentos e as proposições dos autores, suas
enunciações discursivas, são minuciosamente analisados, visando aprofundar esse debate, contrapondo
argumentos e reflexões teóricas afim de oferecer elementos e subsídios psicopedagógicos, seja para
fomentar a discussão teórico-acadêmica, seja para favorecer a formulação de políticas públicas na área da
violência doméstica contra crianças e adolescentes no Brasil.
2003
Mestrado
218
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
COROCINE, Sidnei Celso. A fabricação da periculosidade: um relato sobre a violência das
instituições. 2003. 71 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda o processo de estruturação da violência nas instituições de contenção, prisão e
manicômio; através do relato biográfico de um paciente que permaneceu enclausurado por 37 anos, na
Casa de Detenção de São Paulo, Hospital do Tuquery e no Manicômio Judiciário do Estado de São Paulo,
a análise dos registros em seu prontuário e dos resquícios de sua estória de vida, percebemos que as
instituições procuraram domesticar e sujeitar o paciente às normas internas do convívio institucional
conforme demonstrado nas obras de Foucault e Goffman. A evolução histórica do conceito de loucura até
o de doença mental, a sua associação ao perigoso, do asilo à internação, as práticas de sujeição e
disciplinarização do encarceramento, do suplício do corpo à restrição dos direitos, o uso do conceito de
periculosidade como mantenedor de relações de dominação, o estigma e deterioração da identidade são
apresentados nesta dissertação contextualizados na formação histórica das instituições carcerária e
manicomial em nosso país, mais especificamente no Estado de São Paulo. Discutimos a construção do
estereótipo de um sujeito violento reflexo das práticas institucionais e de manutenção de valores sociais
vigentes.
Doutorado
KOEHLER, Sônia Maria Ferreira. Violência psicológica: um estudo do fenômeno na relação
professor-aluno. 2003. 210 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho é produto de uma investigação cujo objetivo foi demonstrar a prevalência do
fenômeno Violência Psicológica na relação professor-aluno. Objetivando garantir a cientificidade deste
estudo, "ouvimos a voz dos adolescentes" e como instrumento de registro, utilizou-se um questionário,
complementado por um desenho e uma frase que revelassem as marcas latentes em suas memórias sobre
os ATOS do "pior professor(a)". A amostra probabilística de 520 alunos, matriculados nas 8ª séries do
Ensino Fundamental nas Escolas da Rede Pública e Particular, no município de Guaratinguetá, no ano de
2001, ofereceu subsídios quantitativos para o estudo que enfocou três questões-chave: a) A Violência
Psicológica ocorre nas relações professor-aluno nas escolas de Ensino Fundamental? b) Qual o perfil da
Violência Psicológica em termos de práticas pretensamente pedagógicas e dos sentimentos dos alunos
face a essas práticas? c) Violência Psicológica professor-aluno: questão de gênero ou de escola? A
violência psicológica por ser praticamente invisível e/ou legitimada pela posição do papel do professor
em suas práticas pedagógicas é de difícil constatação. A cultura escolar ainda não consegue identificar e
questionar, na relação pedagógica, a conseqüência desses ATOS, como uma das fontes de violência que
podem influenciar no destino de vida das crianças e adolescentes, em seu processo de humanização e até
na história da espécie humana. A partir dos dados obtidos, percebe-se a necessidade da implementação de
intervenções nos cursos de formação para que enfoquem a complexidade da pessoa do professor(a), suas
219
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
práticas, seu oficio e os aspectos sócio-políticos da ação docente, assim como dinamizar a educação
continuada para os que já atuam na profissão.
PINTO JUNIOR, Antônio Augusto. Violência sexual doméstica contra meninos: um estudo
fenomenológico. 2003. 235 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo objetivou compreender os significados da experiência de vitimização sexual
doméstica para o menino, de uma perspectiva fenomenológica. A pesquisa foi realizada com três
meninos, com idades entre 04 e 13 anos, identificados a partir de um levantamento no Conselho Tutelar e
no Centro de Referência à Infância e Adolescência (CRIA), no município de Guaratinguetá/SP. Através
de entrevistas clínicas não dirigidas e do uso de técnicas projetivas (desenhos-estórias), buscou-se os
significados latentes em seus discursos, de modo a tornar visível o que estava oculto. A análise dos dados
indicou que os meninos mostraram dificuldade de falar sobre a experiência de vitimização sexual,
preocupação com a avaliação do outro, medo de ser considerado homossexual, com sinais evidentes de
ansiedade, confusão e sintomas psicossomáticos, sugerindo a possibilidade de um stress pós-traumático.
Apesar dos indícios de prejuízos vivenciais e relacionais, verificou-se também o sentimento de esperança,
com possibilidade de crescimento e superação dos traumas da vitimização sexual. A análise dos dados
apontou a necessidade de se pensar em formas de intervenção estruturadas em psicoterapia específica com
meninos sexualmente vitimizados no lar, que levem em consideração os condicionantes culturais e sociais
atrelados ao fenômeno, bem como as dinâmicas geradoras de "stress" e trauma.
2004
Mestrado
CONCEIÇÃO, Silvia Carla. Dificuldades dos pais na educação dos filhos sob a ótica de duas
revistas brasileiras (1994-2001). 2004. 122 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo tem como objetivo levantar as principais dificuldades dos pais na educação
dos filhos, com base em dados provenientes de informações contidas em duas revistas brasileiras
especializadas em Educação de Filhos: PAIS & FILHOS e CRESCER EM FAMÍLIA. Justifica-se a partir
dos desafios enfrentados pelos pais que não sabem lidar com as dificuldades na educação dos seus filhos,
face a muitas dúvidas, angústias e inseguranças. Foram analisados 190 exemplares de ambas as revistas
publicadas em um período de oito anos (1994-2001). Foram selecionadas 197 matérias que demonstravam
as dificuldades dos pais no relacionamento com os filhos, as quais continham orientações de profissionais
(psicólogos, pedagogos, pediatras...). Em um levantamento quantitativo, a autora apresenta as principais
dificuldades dos pais na educação dos filhos, classificadas em duas grandes categorias: atividades e
atitudes dos filhos. O resultado dos dados evidencia que as revistas apresentam as dificuldades dos pais de
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
forma semelhante quanto aos assuntos, orientações e profissionais que opinavam sobre as matérias. A
análise dos dados toma como "pano de fundo" as representações modernas de infância.
2006
Mestrado
SZANTO, Janyssa Oliveira. Psicologia e educação de jovens e adultos: histórias de vida e
caminhos percorridos pelos jovens que voltaram à escola. 2006. 180 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Nos últimos anos, a presença dos jovens tem sido marcante nos cursos de Educação de Jovens e
Adultos (EJA), principalmente nos grandes centros urbanos. São jovens que, por uma série de motivos,
"abandonaram" a escola, e que agora retornam a ela. Embora o tema Educação de Jovens e Adultos tem
sido objeto de muitas pesquisas, principalmente na área da Pedagogia, a Psicologia pouco tem contribuído
com pesquisas e propostas práticas nesta área. Diante disso, esta pesquisa teve como principal objetivo
compreender, a partir das elaborações da Psicologia Sócio-histórica e da Pedagogia Histórico-crítica, os
jovens que freqüentam a EJA de uma escola pública municipal de São Paulo, suas histórias de vida, seus
medos, seus desejos, suas culturas e o sentido do conhecimento e da educação escolar na construção de
seus projetos de vida. Para tanto, entrevistas individuais foram realizadas bem como o desenvolvimento
de Círculos de Debate, a fim de proporcionar momentos de reflexão e ação com os jovens que
possibilitassem a construção de um olhar mais crítico e consciente sobre sua realidade, tentando
comprometê-los com possíveis transformações da mesma. A leitura do material produzido possibilitou
construir um olhar sobre a escola que foi organizado em três momentos: O primeiro, os jovens, suas
histórias e projetos. O segundo, a escola, levando em conta sua estrutura e funcionamento. E o terceiro
momento, uma leitura do processo de intervenção desenvolvido para e com os jovens. A partir desses
três momentos pode-se verificar que os jovens, apesar das sofridas histórias de vida e escolar, vêm a
escola como uma oportunidade de retomar o rumo de suas vidas e, principalmente, conseguir uma melhor
colocação no mercado de trabalho. Poucos acreditam nesta como um lugar de excelência na transmissão
do conhecimento historicamente produzido pelo homem e, sendo assim, não conseguem vincular a
educação escolar à construção de seus projetos de vida. No entanto, mesmo diante de todas as
adversidades que a vida coloca, o sonho de serem felizes ainda permanece.
Doutorado
PAINI, LEONOR DIAS. Psicologia educacional: a vez e a voz dos acadêmicos de pedagogia
das universidades estaduais do Paraná. 2006. 244 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
221
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Este trabalho de pesquisa foi elaborado com o objetivo de compreender o papel da disciplina de
Psicologia da Educação na formação do educador, na perspectiva dos acadêmicos dos Cursos de
Pedagogia. Buscou subsídios que colaborassem para entender o desempenho que essa disciplina tem na
formação dos educadores que irão atuar no ensino básico. A pesquisa, qualiquantitativa e de caráter
teórico-prático, procura contextualizar os temas abordados. O procedimento metodológico utilizado para
obtenção de dados constou de um questionário individual, aplicado a 425 acadêmicos do quarto ano do
Curso de Pedagogia de cinco Instituições de Ensino Superior do Estado do Paraná. Além disso, foi
trabalhada a técnica de grupo focal com alguns alunos sujeitos da pesquisa, para constatar poucos dados
que ainda precisavam ser esclarecidos. Esse conjunto de procedimentos possibilita compreender a
relevância e as controvérsias que norteiam essa área. A literatura sobre a formação de professores, deixa
implícitas as múltiplas facetas nesse campo e conclui que não há consenso nesta área, havendo
necessidade de se redimensioná-la. Foram pesquisadas também as temáticas veiculadas na área de
Psicologia da Educação, em contraste com os conteúdos programáticos desta disciplina. Conclui-se que
as temáticas como: "Os processos de desenvolvimento e aprendizagem" e "O desenvolvimento do
psiquismo", acompanham a Psicologia da Educação, em diferentes momentos. Tais temáticas também
estão presentes nos programas de conteúdos dessa disciplina nas diferentes IES. Na literatura pesquisada,
constatou-se que os dilemas enfrentados pela Psicologia e pela Psicologia educacional referem-se à
fragmentação de suas teorias sobre o homem, enquanto objeto de conhecimento. Os resultados da
pesquisa de campo mostraram a relevância do papel da disciplina de Psicologia da Educação. Os
acadêmicos conceberam-na como uma das disciplinas pedagógicas que oferece suporte, seja para a
própria vida, seja para a profissão do magistério. Enfatizam sua contribuição nos processos de ensino e
aprendizagem. Por outro lado, expressam que ela ainda está distante de uma análise da dimensão histórica
do indivíduo no contexto cultural e social. Isso se confirma nos resultados gerais da pesquisa,
particularmente quando os alunos diagnosticam algumas dificuldades na disciplina, como, por exemplo, o
uso de manuais, em que as bibliografias têm sido apresentadas em forma de textos isolados,
caracterizando um aspecto fragmentado e desarticulado de abordar as teorias de aprendizagem em relação
à prática pedagógica. Isso sugere lacunas em relação aos conhecimentos desenvolvidos na disciplina
durante o curso. Os acadêmicos apontaram a pouca carga horária atribuída a ela, em virtude da extensão
do conteúdo programático. Porém, também vêem possíveis caminhos para uma formação mais sólida, tais
como: incluir a disciplina de Psicologia da Educação em todas as séries, dividida a carga horária
igualmente em aulas teóricas e práticas, aumentando, com isso, de quatro para cinco anos o curso de
Pedagogia. Na opinião deles, a Psicologia Educacional ministrada ainda passa pelo desafio de recuperar a
explicação da realidade em relação aos aspectos teórico-práticos. Para isso, compreendo que não se pode
deixar de considerar as relações entre sociedade, educação e homem, enquanto sujeito e objeto do
conhecimento, e nas relações sociais em sua dinâmica psicológica, para que se possa cumprir sua função
social na dinâmica escolar.
2007
222
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Doutorado
LONGO, Cristiano da Silveira. Violência doméstica contra crianças e adolescentes (VDCA) e
educação da afetividade e da moralidade: expressões de sentidos da palmada na linguagem de
desenhos infantis. 2007. 618 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo tem como tema o fenômeno da violência doméstica física contra crianças e
adolescentes (VDCA) no Brasil, especialmente no que tange a cultura da palmada, a partir de uma
investigação qualitativo-social em Psicologia sócio-psicointeracionista e crítica, sobre os sentidos de se
crescer com palmada. Pretende compreender os sentidos das experiências infantis de apanhar do pai ou da
mãe na infância, isto é, as sensações, emoções, sentimentos e valores inter-relacionados sobre tais
experiências autobiográficas. Partindo dessas dimensões constituintes da afetividade, aproxima-se do
esclarecimento da questão de se a palmada, que se constitui em uma violação do direito à integridade
física, psíquica e moral da criança, o é assim por ela vivenciada; pretende-se assim captar registros ou
testemunhos do universo doméstico, no tocante aos processos relativos à como se educar uma criança,
que fazem parte de um modo de sociabilidade maior, implicando condutas práticas e éticas disciplinares,
onde atos de violência física e humilhação de pais contra filhos são encenados. Parte da hipótese de que a
palmada (e todas as formas de punição corporal) constitui-se para a criança que apanha uma experiência
predominantemente maléfica, isto é, marcada por sentidos do mal, mal-estar, sofrimento, angústia,
tristeza, humilhação, etc., e, portanto, não pode ser encarada como uma estratégia disciplinar favorável à
educação e ao desenvolvimento infantil. Tais argumentos, se verificados, poderão oferecer importantes
subsídios a somar forças para a construção legal da proibição de toda e qualquer forma de punição
corporal de pais contra filhos, sob quaisquer pretextos, bem como atuar no plano das mentalidades e
costumes visando à diminuição de seu uso prático. O Corpus de análise é constituído 92 Produções
(desenhos legendados) de crianças (de 9 a 12 anos) de ambos os sexos e provenientes de 17 unidades
federadas brasileiras, coletadas no primeiro semestre de 2003, a partir de um concurso nacional de
desenho infantil promovido pelo Laboratório de Estudos da Criança (LACRI), do Instituto de Psicologia
da Universidade de São Paulo (IPUSP), cujo tema foi Crescer Sem Palmada. As crianças, em contexto
escolar, foram convidadas a produzir um desenho sobre a seguinte consigna, caso apanhassem dos pais:
"Como você se sente quando recebe uma palmada?", após o que deveriam responder por escrito à
seguinte questão: "Escreva o que este desenho quer dizer." As Produções constituem-se no presente
estudo como fonte documental primária, e foram analisadas a partir de três níveis de análise de conteúdo
(AC). Da análise temática, tem-se que 32,64% das Produções expressam palmadas e 67,40% expressam
outras modalidades de punições corporais, sendo às mais freqüentes a cintada (18,47%), golpes com a
mão aberta ou fechada (9,78%), a chinelada (6,52%), e a surra cruenta (4,34%). Predomina o costume dos
pais punirem os filhos em casa (35,86%), mas apanhar em público parece ser também bastante comum no
Brasil (28,26% dos cenários identificados). A palmada é exercida igualmente pelo pai e pela mãe, e
70,65% dos filhos não sabem exatamente porque estão apanhando, embora se tenham identificado 10
motivos expressos para apanhar dos pais: apanhar por possuir algum atributo negativo, apanhar como
demonstração de amor, apanhar por desobediência e erro, apanhar por dar prejuízo, apanhar por sadismo
223
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
dos pais, apanhar por fracassar na escola, e apanhar por falar palavrões e brigar. O estado afetivo
subseqüente à experiência de apanhar parece ser mais marcante do que a própria surra: 58,70% das
Produções expressam cenas pós-punitivas, enquanto que 27,18% expressam cenas punitivas; e 8,69%
fixam a cena pré-punitiva, pois o próprio anúncio de que a criança irá apanhar configura-se já como um
mal - violência psicológica. Da AC categorial, os afetos mais freqüentemente relacionados são: mal-estar
(96%), tristeza (84%), dor (64%), medo (38%), sentimento de ser desprezado (38%) e de inferioridade
física (37%), revolta ou indignação (30%), solidão e desamparo (25%), vergonha e humilhação (25%),
seguindo-se então a raiva (24%), a resignação (20%), a culpa (19%) e auto-piedade ou pena de si (16%) e
sentimento de terror (15%); bem-estar (12%), alegria (7%), prazer (4%), gratidão (4%) e desejo de morrer
(3%). Da AC estrutural fez-se emergir 14 formas expressivas do mal da palmada: Mal como Sofrimento
Psíquico, Mal como Ritual, Mal como Covardia, Mal como Injustiça, Mal como Terror Doméstico, Mal
como Destrutividade, Mal como Vontade Maligna, Mal como Ferida Moral, Mal como Fragmentação do
Self, Mal como Escuridão, Mal como ação de Seres Malignos, Mal como Tempo Ruim, Mal como Morte.
A partir da discussão de tais resultados, conclui pela veracidade da hipótese formulada, uma vez que os
sentidos predominantes relacionados às experiências infantis de apanhar do pai ou da mãe são expressões
de negatividade ou do mal, mesmo quando a criança expressa afetar-se por "paixões positivas", o que
deve ser antes compreendido como um esforço de auto-preservação ou racionalização, pois a palmada é
predominantemente vivida e sentida como uma experiência maléfica, do mal, que causa mal-estar e
tristeza, impotência e heteronomia, sendo, portanto, contrária ao desenvolvimento ou expansão de si em
sentido amplo, envolvendo o desenvolvimento cognitivo, afetivo e ético-moral da criança.
MARIA CLOTILDE THEREZINHA ROSSETTI FERREIRA
2007
Doutorado
PIOTTO, Débora Cristina. As exceções e suas regras: estudantes das camadas populares em
uma universidade pública. 2007. 361 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pesquisas que tratam do acesso e da permanência de estudantes provenientes camadas populares
na Educação Superior têm surgido, no Brasil, principalmente partir da década de 1990. Tais estudos
investigam os processos que permitem a esses estudantes o ingresso no ensino superior, através,
sobretudo, da discussão sobre as práticas familiares de escolarização. Partindo das contribuições desses
trabalhos, o objetivo da presente pesquisa é analisar a trajetória escolar e a experiência universitária de
estudantes de cursos superiores de alta seletividade provenientes das camadas populares, bem como
discutir os sentidos, atribuídos por eles próprios, do ingresso e da permanência no Ensino Superior
224
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
público. Para isso, foram realizadas entrevistas em profundidade, que versaram sobre a vida escolar dos
estudantes, com cinco alunos dos cursos mais concorridos de um dos campi da Universidade de São Paulo
localizado no interior do Estado. Os relatos dos estudantes permitem compreender que, se por um lado;
suas trajetórias são marcadas por esforço, solidão e situações de desenraizamento e humilhação, por
outro, a entrada na universidade pública traz possibilidades que transformam inteiramente suas
perspectivas de vida, não sendo o sofrimento a tônica de seus discursos. Além disso, destaca-se, presença
do trabalho em suas trajetórias de vida, bem como suas percepções contribuição da escola para seus
percursos.
MARIA CRISTINA MACHADO KUPFER
1994
Doutorado
CUNHA, Beatriz Belluzzo Brando. Psicologia na escola: caminhos de uma prática. 1994. 232 f.
Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Defende uma prática da Psicologia na escola, com grupos de professores, alunos e mães.
Considera questões como: os conhecimentos da sociologia da educação; a subjetividade; a demanda
escolar, para atendimento psicológico de crianças com problemas de aprendizagem, o desejo de que a
escola promova educacionalmente seus alunos, de forma também enriquecedora para seus professores.
Utiliza uma estratégia que permite o estabelecimento de um espaço psicológico, onde a escuta e a livre
circulação da palavra são possíveis, potencializando as percepções e os vínculos estabelecidos entre os
indivíduos. Conclui que os professores buscam suas lembranças mais remotas, desencadeadas pelos
conteúdos relativos a alguns alunos, modificando o olhar e as possibilidades de relações entre eles; os
alunos reelaboram de forma criativa seus vínculos com as pessoas e suas relações com a aprendizagem,
desenvolvendo, assim, suas potencialidades de forma construtiva; por fim, as mães trazem e modificam
suas percepções sobre a escola, seus filhos e sua família, contribuindo com elementos desta rede de
relações.
1997
Mestrado
225
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
FEFFERMANN, Marisa. Na fronteira da lei e do fora-da-lei: análise do discurso de crianças e
adolescentes da periferia do município de São Paulo. 1997. 158 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1998
Mestrado
JARDIM, Gislene do Carmo. Estudo sobre a imagem do corpo na constituição do sujeito:
uma contribuição para a intervenção psicanalítica com crianças autistas e psicóticas. 1998. 121 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo aborda a noção de constituição do sujeito em psicanálise do ponto de vista da
imagem do corpo, problematizando a clínica psicanalítica com crianças. Este estudo foi desenvolvido
sobre a hipótese de que os diagnósticos de autismo e de psicose infantil podem ser elaborados a partir da
noção de imagem do corpo e do atravéssamento do estádio do espelho na constituição do sujeito. Este
estudo pressupõe que a fenomenologia autística na infância pode ser explicada pela ausência da imagem
do corpo, enquanto que a fenomenologia da psicose infantil pode ser explicada como conseqüência de
falhas na especularização. Recortes de três histórias clínicas, a partir de duas modalidades de tratamento,
ilustram este estudo. Este estudo apresenta alguns efeitos da intervenção psicanalítica no sentido da
retomada da construção do sujeito em torno da imagem do corpo. Por fim, algumas questões são
apresentadas sobre o tratamento do autismo e da psicose infantil em instituições teóricamente orientadas
pela psicanálise.
LIMA, Luís Antonio Gomes. Um estudo psicanalítico sobre a produção do conhecimento na
criança psicótica. 1998. 146 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Partindo de uma discussão inicial que situa a dimensão do conhecimento na perspectiva mais
ampla de seu lugar na cultura, o presente estudo passa em revista o conceito de conhecimento na obra de
Freud, tendo em mente as concepções que subjazem a esta teorização, para estabelecer seus
desdobramentos no contexto da psicose infantil. O percurso realizado envereda pela consideração e
análise da categoria psicose infantil, localizando a sua emergência no cenário científico e no
equacionamento epistemológico fundado pela psicanálise através do pensamento de Freud, através da
leitura de Jacques Lacan e dos analistas que se dedicam mais detidamente ao tema da constituição do
sujeito e ao das vicissitudes presentes no sujeito infantil. Ao final, estabelece-se um paralelo entre o
conhecimento tal como concebido por Freud e as investigações e reflexões sobre a psicose infantil, no
226
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
recorte da configuração com a qual nela se apresentam as formas de produção do conhecimento; linha de
argumentação que se conclui com uma explanação sobre a caracterização dos processos de conhecimento
na psicose infantil, levada a efeito na especificidade de uma psicopedagogia referenciada na psicanálise.
Extrai-se dessas elaborações uma concepção que abarca as formas de produção do conhecimento na
criança psicótica, na singularidade com a qual um sujeito se constitui, como experiência-limite dessa
constituição, como possibilidade legítima do fato humano.
1999
Mestrado
MODELLI, Arlete. Um estudo psicanalítico sobre a escuta dos pais no diagnóstico da
dificuldade escolar. 1999. 90 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo teve início a partir de uma prática dentro da clínica de otorrinolaringologia do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Dentro da rotina de atuação do psicólogo diante
das queixas de dificuldade escolar, o procedimento era a execução do psicodiagnóstico - anamnese e
testes vários - como forma de diagnosticar e encaminhar. Foi observada, por vezes, a pouca eficácia de tal
procedimento, pois os contatos com os pais sempre eram reduzidos. Ao mesmo tempo, quando lhes era
oferecido mais "tempo" para falar, os pais sempre traziam certas revelações de questões que estavam além
das indagações da anamnese. Assim, pensando na teoria psicanalítica como possibilidade de prática, as
entrevistas com os pais - entrevista preliminar - foram enfatizadas neste processo e a "escuta" dos pais
diante da queixa, observando a demanda implicada e sua posição diante de tal problemática, permitiu que
alguns casos fossem compreendidos, evitando-se assim a exposição da criança a encaminhamentos
equivocados, como por exemplo para a classe especial. Para tal foi discutido o conceito criança e suas
várias posições diante da história; a constituição do sujeito e sua trajetória diante do desejo e o "lugar" dos
pais dentro da teoria psicanalítica, pois são eles a ponte entre a criança e o atendimento psicanalítico: o
que teriam a dizer? Ao final, são apresentados dois casos enfocando as entrevistas com os pais como
forma de ilustrar o percurso teórico.
OLIVEIRA, Lina Galletti Martins de. A escuta psicanalítica dos pais no tratamento
institucional da criança psicótica. 1999. 206 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta dissertação visa encontrar na teoria psicanalítica os parâmetros necessários para explicar a
necessidade, evidenciada pela prática clínica, de se incluir a escuta psicanalítica dos pais no tratamento
institucional da criança psicótica. Nesse sentido, realizou-se uma pesquisa teórica para buscar os
elementos necessários para a formulação de nossas articulações. Procurou-se desenvolver um estudo
psicanalítico em torno de três eixos principais: o lugar dos pais na psicanálise de crianças, as concepções
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psicanalíticas da psicose infantil e o trabalho analítico na instituição. Tornou-se possível encontrar no
modelo das entrevistas preliminares a uma análise e na teoria dos discursos os pontos de articulação com
o trabalho clínico institucional com os pais. Nessa medida, a partir desse estudo teórico e de alguns
fragmentos clínicos, procurou-se mostrar que o trabalho com os pais pode ser considerado como uma das
estratégias clínicas no tratamento institucional da criança psicótica; ao mesmo tempo procurou-se também
mostrar que é possível a escuta psicanalítica dos pais, tanto nas entrevistas individuais quanto no grupo de
pais. A pesquisa teórica também forneceu elementos que permitem explicar a natureza dos manejos
transferenciais e das intervenções realizadas com os pais nesse trabalho institucional.
Doutorado
VOLTOLINI, Rinaldo. A questão da vocação: Psicologia e Psicanálise. 1999. 218 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O presente estudo tem como objetivo tratar psicanaliticamente a questão da vocação, não com o
fim de estabelecer sobre ela uma prática clínica especializada (projeto da Psicologia ), mas a partir de uma
injunção social precisa que a fez figurar tal como hoje a conhecemos: como dúvida pessoal, crise
psíquica, liberdade/cobrança de escolha. Inscrevendo-nos na direção de pesquisa, aberta por Freud e
seguida por Lacan, que articula inconsciente e história, trabalhamos com a questão da vocação como um
"sintoma social". Noção esta que permite articular como a constituição singular de cada sujeito se
encontra intrinsecamente ligada ao discurso social em relação ao qual está assujeitado. Um exame da
bibliografia referente ao tema da vocação mostrou-nos que sua teorização aparece originalmente ligada às
práticas orientadoras que sobre ela se montaram. Entre essas uma se manifestou para nós, na medida em
que pretendia tratar a questão da vocação de um modo tal que contemplasse a psicanálise como uma
referência: a "estratégia clínica" de Bohoslavsky. Assim sendo, importou-nos examiná-la para ver como
aí se dava a fusão, que a nossos olhos é impossível, entre os campos da Psicologia e da Psicanálise. Tal
exame revelou-nos que a fusão aí proposta só pôde se dar com a descaracterização da Psicanálise. Assim
sendo, coube-nos tratar a vocação como um sintoma, único modo de abordá-la de maneira tal que
respeitasse a ética psicanalítica, qual seja: "responder pelo sintoma". A "escansão" que pudemos
promover da questão da vocação, tal como ela é falada no discurso social, permitiu-nos não só ignorá-la
um pouco menos, como intervir discursivamente sobre ela.
2000
Mestrado
GOUVEIA, Denise da Cruz. A construção do conhecimento na psicose infantil: uma razão a
mais para se pensar a psicanálise na educação. 2000. 92 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
228
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Resumo: A proposta deste trabalho é discutir a possibilidade de construção do conhecimento na psicose
infantil. Essa discussão tem como ponto de partida o impasse que o tratamento da psicose infantil coloca à
clínica dos problemas de aprendizagem, pautada no referencial piagetiano. Nessa perspectiva teórica, o
conhecimento é barrado a essas crianças, na medida em que lhes falta a sua condição formal, a noção de
conservação, concebida como um a priori funcional do pensamento. Essa barreira na própria organização
da inteligência torna inoperante a intervenção clínica, baseada nessa teoria. A psicanálise, através de suas
concepções de organização psíquica e de psicose infantil, possibilita o trabalho clínico com essas
crianças, abrindo-lhes novas perspectivas. A teoria freudiana, ao menos como hipótese, poder ser
proposta como referencial privilegiado para se pensar a construção do conhecimento na psicose infantil.
Essa hipótese se sustenta no fato de que Freud, a partir de sua descoberta fundamental, o inconsciente,
realizou um re-ordenamento das idéias principais da filosofia moderna, centrada na questão do
conhecimento. O primeiro capítulo deste trabalho tem como objetivo a verificação dessa hipótese,
realizando uma pesquisa, na teoria freudiana, sobre as suas concepções em torno da questão do
conhecimento. Toma como contraponto a teoria piagetiana, no sentido de assinalar as suas diferenças,
assim como os diferentes destinos que as influências da filosofia moderna tomaram nas formulações de
Freud e Piaget. O segundo capítulo é dedicado à discussão, propriamente dita, da construção do
conhecimento, na psicose infantil. A partir do recorte do conceito de psicose infantil, se definem as
possibilidades e dificuldades das crianças psicóticas em relação ao conhecimento, assim como a direção
do tratamento, nesses casos. Esse capítulo é pontuado pela clínica e, especialmente pelo caso de um
menino que, contrariando o diagnóstico piagetiano, fundou seu caminho na construção do conhecimento.
PACÍFICO, Juracy Machado. A queixa docente. 2000. 125 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa é uma reflexão sobre a queixa docente a partir das falas queixosas de professores,
surgidas no cotidiano de uma escola pública. Os sujeitos diretamente envolvidos são sete professores(as)
que atuam da 5ª. à 8ª. série do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Utiliza-se a etnografia como
método de coleta de dados. Os dados são obtidos pela combinação de observações do pesquisador, de
entrevistas individuais de aplicação de questionários aos sujeitos. Na definição de categorias para análise
dos dados coletados, utiliza-se o método "Análise de Conteúdo". Observa-se que as queixas são
conseqüências do sofrimento pelo qual passam os docentes na instituição escolar, em razão da acelerada
mudança do contexto social e da junção de outros fatores sociais e psicológicos presentes na situação em
que se exerce a docência, bem como pelas contradições implicadas na mudança dos paradigmas
educacionais. Na leitura dos dados, observa-se que a queixa docente representa um lamento que não dá
lugar à reflexão, embora possa transformar-se em um mecanismo de acesso a um estágio reflexivo e
possibilitar alívio ao sofrimento docente melhorando a qualidade do processo educativo.
PETRI, Renata. O lugar do profissional no tratamento institucional da criança psicótica:
analista ou educador? 2000. 150 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
229
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e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Esta dissertação visa construir os parâmetros que definem a posição dos profissionais que
tomam para si o tratamento institucional de crianças psicóticas, numa instituição atravessada pela
psicanálise, diferenciando este lugar daqueles ocupados pelo educador e pelo analista clássicos. Neste
sentido, procurou-se primeiramente fazer um esclarecimento da diferença entre educação e prática
pedagógica, a partir da psicanálise como instrumento de leitura. A pesquisa teórica gira em torno de três
eixos: a concepção psicanalítica da psicose infantil; a articulação entre instituição e psicanálise, a partir da
teoria lacaniana dos quatro discursos; e o desejo de analista e a ética psicanalítica. Para iluminar esta
discussão faz-se a análise de quatro instituições orientadas psicanaliticamente, em que cada uma, a seu
modo, tenta se haver com o paradoxo da presença da psicanálise numa instituição e com sua tarefa
educativo-clínica. Para orientar a análise, o recorte realizado é referente à nomeação dos profissionais que
ali trabalham e à definição do lugar que ocupam. Alguns fragmentos clínicos ilustram estes pontos. Esta
pesquisa forneceu elementos para considerarmos este tratamento institucional como uma psicanálise
possível a ser empreendida a partir da imposição clínica operada pela psicose infantil. Neste sentido,
considera-se um trabalho preliminar em relação ao tratamento padrão, vetorizado pela ética analítica, mas
tendo a presença da educação como instrumento de trabalho.
Doutorado
BERNARDINO, Leda Mariza Fischer. O diagnóstico e o tratamento das psicoses nãodecididas: um estudo psicanalítico. 2000. 203 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho pretende investigar o campo das psicoses infantis, no que se refere aos casos
clínicos que apresentam dificuldades diagnósticas, a partir do referencial teórico freudiano e lacaniano. A
revisão de literatura na área aponta para um campo em aberto, sem repostas definitivas, onde o conceito
de borderline abriga apenas as crianças que não se encaixam nos diagnósticos tradicionais. Adota o
conceito de psicoses não-decididas como uma melhor descrição para estas crianças que se apresentam, na
relação transferencial, ora numa posição neurótica, ora numa posição psicótica. A partir desta categoria, o
trabalho é direcionado pela seguinte indagação: seria possível pensar na reversão de um quadro de psicose
infantil, não-decidido, a partir de um tratamento psicanalítico? Considera-se esta indagação pertinente em
função da escassez de pesquisas nesta área e, conseqüentemente, da falta de orientações claras quanto ao
diagnóstico, atendimento e prognóstico destas crianças. As perguntas que nortearão esta pesquisa partem
da questão do diagnóstico e do processo de estruturação na infância, chegando a propor momentos-chave,
constituídos por operações psíquicas essenciais na construção subjetiva, relacionando-os aos tempos
lógico e cronológico do desenvolvimento e desembocando no questionamento dos efeitos da intervenção
psicanalítica nas psicoses não-decididas. Como material de pesquisa, seguindo o método psicanalítico,
foram utilizados os relatos das sessões de análise de duas crianças atendidas pela autora, onde se pôde
acompanhar a construção gradativa, com o auxílio das intervenções psicanalíticas, de recursos simbólicos
que permitiram a estas crianças saírem do quadro de risco de psicose em que se encontravam. A
conclusão da pesquisa confirma a hipótese de que o tratamento psicanalítico pode infletir o rumo das
230
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e do Desenvolvimento Humano
psicoses - no tempo da infância e, portanto, consideradas como não-decididas - de modo a permitir uma
evolução para a neurose.
2002
Mestrado
FRAGELLI, Ilana Katz Zagury. A relação entre escrita alfabética e escrita inconsciente: um
instrumento de trabalho na alfabetização de crianças psicóticas. 2002. 138 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Essa dissertação investiga as possíveis relações da escrita alfabética com o tratamento das
psicoses infantis. Para tal, procurou-se primeiramente investigar e discutir a concepção escolar de que a
escrita é a representação gráfica dos sons da fala, para propor o entendimento, sustentado pela psicanálise,
de que a escrita alfabética é uma modalidade de linguagem, ou seja, é uma produção do sujeito. Para
articular psicanálise e escrita a pesquisa se desenrolou sobre dois eixos: um clínico, em que se
acompanhou o percurso de uma menina psicótica em direção à escrita, de acordo com suas possibilidades
subjetivas e uma investigação teórica, que, por sua vez, se abriu em dois outros eixos: a confecção da
escrita inconsciente e a produção da escrita alfabética. Assim, são abordados os temas da operação da
inscrição das marcas de diferença no sujeito, os três tempos da constituição do significante, e o fracasso
dessa operação de constituição do significante, que produz a psicose na infância. A alfabetização
propriamente dita é abordada através da apresentação da gênese da escrita alfabética na história da
humanidade e também no sujeito. O desenho, uma produção gráfica, passa a ser entendido como uma
produção do sujeito que aparece na clínica para situar a sua posição em relação à escrita. Finalmente,
estabelecem-se as condições subjetivas para a conquista da alfabetização: a constituição significante e a
operacionalização do recalque. Tais condições explicitam a incongruência entre a estrutura da psicose e a
possibilidade da conquista do alfabetismo. Apresenta-se então, os efeitos da psicose sobre a escrita: a
escrita inexistente, a ecografia e a escrita incipiente, apontam para o fracasso na tentativa de o sujeito se
dizer através da escrita. A questão final recai sobre os possíveis efeitos da escrita sobre a psicose, e
conclui-se que, através da construção da escrita alfabética, em seus mais elementares modos de
configuração gráfica, é possível ao sujeito ampliar sua possibilidade significante, se dizer. A escrita
alfabética tem efeito sobre a estruturação do sujeito. Não descartar a possibilidade de que o alfabetismo
seja conquistado é sobretudo uma exigência ética: aquela que nos coloca em posição de supor que um
sujeito possa advir.
TEPERMAN, Daniela Waldman. Bases psicanalíticas da intervenção precoce: uma clínica
preventiva dos transtornos do desenvolvimento. 2002. 150 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
231
Universidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Esta pesquisa nasce a partir de uma indagação originada na clínica com crianças com
transtornos do desenvolvimento: uma intervenção que tem início precocemente pode ser preventiva? Com
o objetivo de investigar as bases psicanalíticas da Intervenção Precoce visando formalizar a prática clínica
que vem sendo conduzida no Núcleo de Intervenção Precoce do Lugar de Vida, examinamos e discutimos
os modelos psicanalíticos de atendimento ao bebê e refletimos e dialogamos com conceitos que, mesmo
sendo externos à psicanálise, são uma demanda freqüente na clínica com bebês: prevenção e estimulação.
Ao definirmos prevenção como o diagnóstico precoce e a subseqüente intervenção, situamos a
Intervenção Precoce no campo da prevenção dos transtornos do desenvolvimento. Observamos que os
modelos psicanalíticos de atendimento ao bebê divergem quanto ao objeto e ao objetivo da intervenção:
trata-se de estimular, de intervir ou de observar? Ao optarmos por nomear nossa prática clínica como
Intervenção Precoce "no laço com o Outro Primordial" evidenciamos nosso posicionamento diante dos
modelos estudados. Inspirados em Winnicott, intervimos a partir da escuta analítica, oferecendo "objetos
cintilantes" para a mãe e para o bebê. A suposição de sujeito, nestes casos, é o mais cintilante dos objetos
e se traduz de forma específica em cada caso. Desta forma, utilizando casos clínicos como material de
pesquisa, procuramos delimitar um espaço de escuta, com as especificidades pertinentes à clínica com
bebês, ao contexto institucional e à própria construção de uma nova prática clínica.
2003
Mestrado
BASTOS, Marise Bartolozzi. Inclusão escolar: um trabalho com professores a partir dos
operadores da Psicanálise. 2003. 125 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta dissertação visa fundamentar uma leitura psicanalítica da escuta de professores, escuta esta
que tem por objetivo propiciar novas formas de ensino e aprendizagem que viabilizem a inclusão escolar
de crianças com distúrbios globais de desenvolvimento (DGD). Neste sentido, realizou-se uma pesquisa
teórica em torno de três eixos: o histórico da educação inclusiva, a psicanálise e a inclusão escolar e os
impasses vividos pelo professor no trabalho de inclusão. Para iluminar esta discussão, propõe-se uma
reflexão teórica sobre o papel da educação especial, pondo-se em questão os padrões de normalidade
construídos pela sociedade contemporânea, e abordam-se as possibilidades de conexão entre a psicanálise
e a educação inclusiva, partindo-se de estudos que apontam a educação como "ferramenta" terapêutica no
tratamento de crianças com DGD. Para ilustrar as considerações teóricas levantadas, são analisados
alguns fragmentos recortados das reuniões de professores realizadas no Grupo Ponte, da Pré-Escola
Terapêutica Lugar de Vida, e amplia-se a discussão com a proposta de uma reflexão sobre o mal-estar no
campo da educação, abordando-se o tema do fracasso escolar com base no conceito de sintoma social. O
desenvolvimento desta pesquisa demonstrou ser possível um trabalho com professores composto pela
escuta psicanalítica e por intervenções específicas, com o objetivo de localizar a posição do aluno na
232
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estrutura discursiva da escola, propiciando novas formas de ensino e de aprendizagem e tornando possível
um trabalho de inclusão escolar de crianças com dificuldades especiais.
2004
Mestrado
RUFFINO, Rodolpho. Latência e transmissão: uma abordagem psicanalítica da eficácia do ato
educativo na infância – entendido como tarefa e dívida paterna para a constituição do sujeito e
para a maximização do êxito do trabalho da adolescência. 2004. 482 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A presente dissertação apresenta uma reflexão a respeito do lugar da eficácia da função paterna
pós-edípica sobre a infância do sujeito humano estruturado sob a normalidade neurótica na transmissão
dos recursos para a sua travessia ulterior pela adolescência e para a constituição de sua subjetividade
adulta futura. Aqui, o período da latência da sexualidade infantil (período compreendido entre o Édipo e a
puberdade) é situado como correspondendo ao tempo da constituição do sujeito no qual - desde que se
espere que dali surja um sujeito à altura de ter acesso a alguma noção de seu lugar na ordem simbólicocultural - deve acontecer a recepção, pela subjetividade da criança, da estrutura, da história e da semântica
próprias à civilização na qual ela está inscrita. No entanto, segundo a tese aqui defendida, essa recepção,
para acontecer, precisa de algo a mais do que a boa vontade ou a responsabilidade da criança. Ela precisa
ser ativamente possibilitada por algo que advenha à criança de fora e por obra de um trabalho de
transmissão do legado a ela destinado que só pode se realizar a partir de um outro. Não de um outro
qualquer e sim de um outro que, frente à criança e nesse tempo de sua vida, torne presente a Alteridade, a
Proximidade e a Providência através de sua própria presença. Ora, este trabalho pensa que, em
consonância com o pensamento freudiano, o personagem paterno da realidade familiar é, para a criança
em latência, dentre todas as figuras que a partir do campo do Outro possam estar marcado para essa
criança simultaneamente por essas três posições, aquele que está, desde o Édipo, em posição privilegiada
de operar tal transmissão. E esta dissertação acrescenta ainda que é através desse trabalho paterno de
transmissão que se encerrará a série dos acontecimentos que, ao longo da infância, puseram-se a operar
para a constituição da subjetividade humana.
MENA, Luiz Fernando Belmonte. A função do pai em psicanálise: para que serve a autoridade?
(função e deriva na modernidade). 2004. 139 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretendemos investigar neste trabalho a importância da autoridade do pai na educação dos
filhos, mesmo que essa seja uma discussão perigosa, em face do discurso moderno educacional do "é
proibido proibir". É cada vez mais freqüente ouvirmos dos pais - e também dos professores - que a tarefa
educacional anda cada vez mais difícil, que os limites de outrora não existem mais, ou então que estes
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e do Desenvolvimento Humano
limites não encontram mais a mesma eficácia na hora de educar as crianças. Nosso objetivo é analisar a
relação de autoridade presente na família pelo pai, mas acreditamos que esse debate pode ser útil para a
Educação de uma maneira geral, no que concerne também à escola e à autoridade do professor, mesmo
que não nos atenhamos a isso. Dividimos nossa pesquisa em duas partes principais: na primeira,
procuramos compreender o conceito de autoridade, com a ajuda de Hanna Arendt e da filosofia política.
Neste caminho, abordamos o combate à tirania patriarcal e a crise da autoridade na modernidade. Na
segunda parte, procuramos entender como a autoridade chega ao pai em sua função de pivô da
constituição subjetiva da criança, utilizando a psicanálise e sua teorização sobre a função do Pai, passando
por Freud e Lacan. Esta pesquisa nasceu com o intuito de recolocar a importância do "não" na educação,
como uma crítica às teorias educacionais modernas que defendem o "é proibido proibir". Contudo, ao
longo de nossa pesquisa sobre o Pai em psicanálise, nos deparamos com o Lacan do real, e passamos a
considerar que o "não" pode tanto estar presente quanto estar ausente, tão necessário quanto
desnecessário, pois não é por causa dele que as crianças respeitam a autoridade do pai, do professor, ou
que mantém a disciplina necessária ao processo de aprendizagem, como diriam os nostálgicos da
educação tradicional. A autoridade do pai e do professor, parece-nos, não está condicionada ao "não" tão
somente, pois há o nó dos três registros RSI.
NAVEGANTES, Lia de Freitas. Articulações psicanalíticas em torno do tratamento de
crianças psicóticas. 2004. 136 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Mediante uma pesquisa teórica, discute-se o atendimento realizado com crianças psicóticas a
partir da perspectiva psicanalítica. A clínica psicanalítica com crianças, desde seus primórdios, tem sido
alvo constante de debate, considerada com freqüência, entre os profissionais, como uma prática diminuta
em relação a clínica dirigida aos adultos. O atendimento de crianças porta em si particularidades que
delimitam uma forma peculiar de atendimento, no qual o analista deve poder, entre outras coisas, circular
pelos laços característicos a este período da vida do ser humano. Inserida neste enquadre, o atendimento
de crianças psicóticas ganha um a mais de particularidade, na medida em que o modo como o sujeito vem
se constituindo implica uma atividade clínica que se dá de forma inversa àquela realizada na clínica das
neuroses. Esta prática, portanto, está impregnada de elementos específicos que devem ser considerados
pelo analista para que este possa pensar a direção do tratamento das psicoses na infância. Explicitar esta
prática e identificar eixos de sua operação são tarefas que se mostram como fundamentais na busca de
produção de sentido ali onde o real impera, bem como provocar sua fundamentação teórica, na medida em
que esta é, segundo a teoria lacaniana, a única forma de oferecer uma sustentação à técnica, evitando
assim seu desgaste e a atribuição de poder absoluto ao analista. Por meio da leitura de casos relatados na
literatura e de entrevistas realizadas com analistas, a Dissertação destaca eixos que edificam a direção do
tratamento com crianças psicóticas e as dificuldades com as quais o profissional se confronta.
Doutorado
234
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
JARDIM, Gislene do Carmo. Adolescência e Modernidade: o sujeito entre o circuito pulsional
e o circuito social. 2004. 227 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho trata da adolescência baseado no referencial teórico psicanalítico. A revisão
dessa literatura aponta para a importância de considerar a adolescência um dos momentos cruciais da
estruturação psíquica e não somente como um fenômeno da cultura ocidental surgido no século XIX.
Partimos da hipótese de que o discurso social moderno reserva um lugar de destaque para a adolescência,
provocando efeitos na constituição do sujeito. A noção de sujeito proposta por Lacan permite a
abordagem da adolescência como resultado da organização das pulsões e também como um dos
significantes da trama social - base discursiva da relação entre o sujeito e o Outro. Tal noção sugere,
ainda, que o momento da adolescência está marcado por uma ligação particular entre o campo pulsional e
o campo social, tal como as duas faces de uma banda de Moebius. Como um fato do discurso social
moderno, a adolescência participa da constituição do sujeito determinando novas formas de laço social, de
gozo e de sintomas. Pretendemos, pois, investigar como relacionar a adolescência, enquanto operação
psíquica no sujeito, com o discurso social moderno a seu respeito. A metodologia utilizada consta da
pesquisa de textos de Freud, Lacan e outros psicanalistas e de um campo de pesquisa baseado na escuta
psicanalítica de adolescentes entrevistados em duas escolas (pública e particular) e em um serviço de
atendimento clínico.
2005
Doutorado
MEDEIROS, Melissa Andréa Vieira de. O pai nos mitos amazônicos: uma leitura psicanalítica.
2005. 234 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo busca contribuir para um registro do acervo cultural da tradição oral, difundida
pelos ribeirinhos de Rondônia, que são descendentes da miscigenação entre os índios muras e os
nordestinos. No campo mítico essa miscigenação alia-se às expectativas imaginárias oriundas dos
europeus em busca do eldorado e "paraísos" no Novo Mundo. Assim, a cultura mítica ribeirinha é muito
rica em simbolismos, figuras encantadas, seres mágicos que tratam de questões relacionadas ao desejo e
às origens. Os mitos da região amazônica também revelam um estatuto de Pai; e algo da marca do sujeito
que o narra. Ou seja, mesmo o mito sendo da ordem do coletivo, ao narrá-lo, algo singular do ribeirinho
se manifesta. Propomos uma leitura psicanalítica que tenta aproximar as complexas relações entre os
mitos e o Pai na cultura ribeirinha. Essa aproximação engloba as diversas vertentes do Pai e aponta o não
declínio da imago social de pai em Rondônia e como os mitos da região avalizam o Pai descrito pela
psicanálise.
235
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2006
Mestrado
BARROS, Adriana Fontes Melo do Rego. O lugar do pai no atendimento pais-bebê:
conseqüências para o desenvolvimento da criança. 2006. 182 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo do presente trabalho é o de discorrer sobre a função do pai no atendimento de
crianças que ainda não conseguem se expressar. Essa questão surgiu a partir da escuta analítica de
crianças atendidas na Pré-Escola Terapêutica Lugar de Vida, do IPUSP. Para abordar essa questão, foi
realizado um estudo que percorreu os trabalhos da literatura psicanalítica a respeito do tratamento da
criança, do lugar do pai na teoria psicanalítica e da clínica pais-bebês. Para tanto, foi feita uma leitura de
como nasceu a criança na psicanálise, e em especial, uma leitura do caso "Hans", primeiro caso-clínico de
uma criança na psicanálise que traz no cerne do tratamento a presença do pai da criança. Em seguida, foi
realizado um percurso por alguns autores pós-freudianos que, a partir do caso Hans, compartilharam da
clínica de crianças. Tomando como referência os conceitos desenvolvidos por Freud e experimentando
uma diversidade clínica, esses analistas apreenderam diferentes meios de promover o encontro entre seus
pacientes, o analista e seus pais. O trabalho prosseguiu abordando o nascimento do pai na obra de Freud,
em que foram focalizados especialmente os textos Totem e Tabu, Moisés e o Monoteísmo, bem como a
noção de complexo de Édipo. As contribuições de J. Lacan para esse último tema também foram
contempladas. A clínica com bebês foi tratada a partir dos textos de psicanalistas sensíveis à observação e
à leitura de que algo era comunicado pelos bebês por meio do sintoma que apresentavam. Eles se
dedicaram às primeiras publicações na clínica de bebês. Também alguns autores contemporâneos foram
estudados, de modo a apontar a sua contribuição para a discussão acerca do atendimento psicanalítico a
bebês. O estudo dos escritos destes analistas visou responder a questões fundamentais em torno do seu
pensamento teórico-clínico, em torno de seu trabalho com bebês, em torno do modo como definem o
sujeito bebê, e sobre o modo como entendem a presença do pai na teoria e no atendimento do bebê. O
trabalho busca finalmente fazer o estudo de um caso clínico a partir das discussões desdobradas na
primeira parte. O estudo do caso indicou que a presença do pai da criança foi importante em seu
tratamento por algumas razões: na efetivação do tratamento e na implicação da mãe para com este;
quando sua fala fazia referência a um sujeito desejante; e fundamentalmente, nos momentos em que
podemos observar uma mudança de posição na criança decorrente de posicionamentos do pai no
atendimento da sua filha. Estes dados nos levam a concluir que o pai da criança teve função de
intermediário, aquele que intervém junto à criança até que esta encontre uma forma de poder comunicar
sobre sua angústia e seus sentimentos.
236
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
FARIA, Carina Arantes. A noção de alteridade no estudo das psicoses infantis. 2006. 163 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: O estudo da noção de alteridade em psicanálise e de sua função na estruturação do psiquismo
produz conseqüências para o tratamento da psicose infantil. A prática clínica com crianças psicóticas na
Pré-Escola Terapêutica Lugar de Vida aponta para a necessidade de uma investigação teórica sobre a
alteridade que está na base da psicose para sabermos de que modo conduzir o tratamento dessas crianças
em direção ao laço social. Este estudo percorre a origem da noção de alteridade em Freud e Lacan. O
percurso em Freud destaca três formulações fundamentais para a noção de outro em psicanálise. Na
primeira delas, o psiquismo é fundado pela diferença pura e pela experiência original de desamparo. Na
segunda, o cuidado do agente materno e o dinamismo familiar fundam a alteridade para o bebê. Na
terceira, Freud busca mostrar que a introjeção da lei do superego, constitutiva do processo civilizatório, é
na verdade a instalação da alteridade no indivíduo. A investigação da alteridade na obra de Freud permite
relacioná-la aos desdobramentos teóricos de Lacan, que se vale de um conceito preciso para designar a
alteridade-o Outro, instância destacada do outro semelhante. O campo do Outro é aquele que diferencia o
humano dos animais, é o campo da linguagem, lugar onde a fala se constitui, lugar do simbólico. A leitura
lacaniana realizada no presente trabalho baseia-se principalmente no Seminário de 1955-56, intitulado As
Psicoses. Nesse seminário, Lacan se dedica a pensar o simbólico e sua relação com a psicose, trabalha a
estrutura da linguagem e localiza diferentes tipos de outro: o Outro Primordial, o Outro Simbólico e o
Outro na Psicose. Abordaremos esses tipos em sua referência aos registros Imaginário, Simbólico e Real.
A presente investigação formula, em seguida, uma reflexão em torno da alteridade própria das psicoses,
que pode ser qualificada como real. O tratamento dessa alteridade, desse Outro, consistirá em seu
apaziguamento, bem como em uma tentativa de apresentar à criança uma outra qualidade de Outro, para
que ela possa dar continuidade à sua estruturação subjetiva e encaminhá-la rumo ao laço social.
Doutorado
PETRI, Renata. Leitura psicanalítica do desenvolvimento e suas implicações para o
tratamento de crianças. 2006. 195 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho visa a uma sistematização dos princípios gerais para o estabelecimento das
condições e da direção do tratamento psicanalítico com crianças. Fez-se, portanto, necessária uma
reavaliação das noções de desenvolvimento e de constituição do sujeito, buscando assim delimitar quais
seriam as especificidades da criança como analisante. Nesse sentido, propôs-se uma escanção da infância
em três tempos, cada qual apresentando uma lógica de funcionamento própria. Tornou-se inevitável a
discussão sobre técnica em psicanálise para apresentar a contribuição aqui pretendida como justamente
um ’anti-manual’ de procedimentos, lembrando ao profissional da clínica a renovada necessidade de
considerar problemáticas específicas em seu ofício. Procedeu-se então ao estudo propriamente dito das
condições e da direção do tratamento com crianças, abordando as entrevistas preliminares, ocasião da
237
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
leitura do sintoma e formulação da hipótese diagnóstica; as particularidades da transferência, da
interpretação e do ato analítico; e o final de análise, levando-se sempre em conta a importância e o lugar
dos pais. O percurso deste trabalho é perpassado pelo que se revelou um eixo integrador, a noção desejo
de analista, definindo o lugar função do analista no tratamento como reserva e guardião do elemento
central que articula todos os demais em sua prática: a ética psicanalítica.
2007
Mestrado
SOARES, Julia Maciel. Possibilidades e limites do tratamento psicanalítico da psicose
infantil em instituições de saúde mental. 2007. 139 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pretende-se problematizar os alcances e os limites do tratamento psicanalítico da psicose infantil
dentro de uma instituição "não atravessada" pela psicanálise, particularmente, a APAE São Luís Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. Parte-se da compreensão psicanalítica a respeito da
psicose, situam-se características das instituições e enfoca as (im)possibilidades de interlocução entre
psicanálise e instituição. Discutem-se as modalidades de inserção da psicanálise em três instituições de
tratamento da psicose. Percorre a produção dos quatro discursos estabelecida por Lacan com vistas a
instrumentalizar e fazer avançar a discussão da articulação entre psicanálise e instituição. A partir de uma
vinheta clínica de um caso de psicose infantil atendido na APAE, localizam-se os alcances e os limites do
tratamento psicanalítico. Conclui-se que algumas manobras podem ser operadas pela terapeuta. Manobras
que operam tanto no sentido de barrar o Outro da psicose, quanto no agenciamento de um outro discurso,
a partir da báscula instaurada pelo discurso do analista, ainda que não sejam engendrados giros no
discurso institucional. No entanto, apontam-se limites do tratamento do Outro (como tratamento da
psicose) quando a montagem institucional não sustenta tais tipos de intervenção.
Doutorado
MARIOTTO, Rosa Maria Marini. Cuidar, educar e prevenir: as funções da creche no
desenvolvimento e na subjetividade de bebês. 2007. 133 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho visa a uma formalização da participação da creche e do cuidador na composição
da geografia psíquica do infans de até dois anos, a partir de sua particular posição discursiva. Esta
pesquisa contou com a aplicação de um protocolo de Indicadores de Risco do Desenvolvimento em duas
creches da cidade de Curitiba - PR, com o objetivo de verificar de que posição discursiva o cuidador de
creche opera em seu ofício junto aos bebês. Teoricamente, fez-se necessária uma investigação histórica
sobre o surgimento das creches no Brasil, articulada ao discurso psicanalítico, que inaugurava-se no
238
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Brasil do início do século XX. Procedeu-se também a uma reflexão sobre a participação do outro e do
Outro no processo de constituição subjetiva da criança, a partir da análise das obras de Spitz, Winnicott e
Lacan a esse respeito, bem como a discussão sobre os tipos de laços discursivos possíveis que se
estabelecem na relação entre cuidador e bebê. Dos dados obtidos, considerou-se que a função do educador
de creche opera mais pelo significante paterno do que pela suplência materna. Reconhece-se, também,
que o cuidar e o educar devem ser considerados de modo moebiano, de modo que o ofício do cuidadoreducador tenha um caráter preventivo.
2010
Doutorado
PESARO, Maria Eugênia. A Pesquisa IRDI e o diálogo entre o método clínico e o
experimental. 2010. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
MARIA ISABEL DA SILVA LEME
1998
Mestrado
AMBROGI, Ingrid Hotte. O discurso do professor alfabetizador considerado bem sucedido:
uma análise de suas práticas cotidianas. 1998. 102 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho apresenta uma leitura do discurso do professor alfabetizador, considerado bem
sucedido, tendo como objetivo analisar o jogo discursivo que sustenta e permite a manutenção das
relações de poder garantidas pela escola na voz do professor, assumindo como filiação teórica a Análise
de Discurso da escola francesa que, por sua vez, concebe o discurso a partir do contexto histórico social
que o constitui. De maneira a mostrar como o jogo discursivo se dá servimo-nos do relato de três
professores alfabetizadores considerados bem sucedidos, adotando como critério o fato de eles
alfabetizarem 70% dos alunos no ano de ingresso na unidade escolar em que atua o professor/sujeito.
Nossa análise privilegiou a historicidade refletida no elemento lingüístico, uma vez que, a AD
compreende o sentido historicamente determinado. Elencamos quatro recortes específicos para proceder à
análise, quais sejam: o discurso da competência, do sacerdócio, do salvador da pátria e o separatista,
239
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
centrando-nos, no entanto, no fato de que a competência é o discurso central do professor sujeito que se
entende detentor do saber. Os resultados que a análise nos remeteu nos permitiu confirmar que a escola,
ao invés de favorecer a eqüidade que poderia romper com a condição de dominação, na realidade, acaba
por garantir a perpetuação do discurso dominante, na medida em que, ao ensinar acaba elegendo e
formando alguns sujeitos a quem a instituição confere o direito de voz para a manutenção de sua própria
dominação. Nesse processo, o professor funciona como um sujeito eleito para estruturar as relações de
dominação, embora, sofra a ilusão de ser o agente de transformação que se vale do saber como um
instrumento único para garantir a eqüidade social.
1999
Mestrado
CASTRO, Nádia Ibrahim Martins de. Um estudo sobre autoconceito, atribuição,
metacognição e desempenho acadêmico de alunos de segundo grau. 1999. 158 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Estuda a relação entre desempenho acadêmico, atribuição causal e metacognição em estudantes
de segundo grau. A partir de dados empíricos e da literatura científica pertinente procura estabelecer de
que forma estas relações estão presentes em indivíduos de alto e baixo nível de desempenho acadêmico.
Os sujeitos são 67 estudantes, 34 do sexo feminino e 33 do sexo masculino, que se distribuem pelas três
séries do Ensino Médio de escola particular. Utiliza três instrumentos para mensurar as variáveis
pretendidas através do auto-relato dos estudantes e verifica o desempenho acadêmico através de dados
fornecidos pela escola. Baseia-se nestes dados para identificar estudantes dos grupos de alto e baixo nível
de desempenho acadêmico e considerar os grupos pelo sexo masculino e feminino. A análise estatística
dos dados mostra que estudantes de alto nível de desempenho acadêmico tem autoconceito acadêmico em
aptidão/capacidade. Também evidencia maiores habilidades metacognitivas relativas ao conhecimento e
uso de estratégias reguladoras do próprio conhecimento. Em contraste com os de alto nível de
desempenho acadêmico, os estudantes masculinos de baixo nível atribuem seu desempenho acadêmico a
causas externas, como sorte e aspectos de contexto. Os de alto nível, masculino e feminino, evidenciam,
locus de contole interno mais relacionados ao esforço. Faz considerações sobre o autoconceito acadêmico
e as atribuições causais como preditoras de motivação para aprender. Apresenta considerações sobre a
importância de se desenvolver autoconceito acadêmico positivo, atribuições causais internas e habilidades
metacognitivas como preditoras de motivação para o desempenho acadêmico eficiente e responsável.
Doutorado
240
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
ALBERNAZ, Jussara Martins. Categorização das Formas Geométricas: do protótipo ao
conceito. 1999. 320 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo desse trabalho foi o de contribuir para o estudo do processo e das condições de
categorização das formas geométricas. Analisamos algumas respostas dadas à essa questão por diferentes
modelos teóricos, que apresentam conflitos não resolvidos. Vimos que os problemas que levantam não
são exatamente os mesmos, assim como seus pressupostos. Sendo assim, os métodos de estudo
empregados e as respostas só podem ser diferentes. Examinamos crianças francesas de 6 a 12 anos, em
provas de classificação e diferenciação de triângulos; uma população de crianças, francesas e brasileiras,
de 3 a 4 anos, em provas de identificação de triângulos dispostos em orientações diferentes; 7 grupos de
estudantes universitários, de área de ciências humanas, em provas de classificação e identificação de
triângulos e de paralelogramos, e em certas provas-controle: desenho de formas ou definição das mesmas.
Finalmente, construímos um software para acompanhar o eventual processo de reorganização conceitual
do triângulo, provocado por feedback, em crianças de 10 a 13 nos e em estudantes universitários.
Procuramos captar os modelos internos com os quais os sujeitos abordavam a tarefa de identificação e
definição do triângulo. Vimos emergir um modo de categorizar do tipo geométrico em sujeitos que não
recorriam a esse modo de categorização até então. O modo mais primitivo ou natural interferia no mais
abstrato, ainda não bem consolidado ou elaborado, gerando respostas inconsistentes. Os adultos e as
crianças mais velhas faziam ajustes em suas escolhas, terminando por fornecer, geralmente, respostas
consistentes e compatíveis com o modelo geométrico. Todos os que não dispunham do mesmo pareceram
reformular, pelo menos parcialmente, seus modelos internos. Ficou evidenciado o caráter instável da
construção da categoria figurativa do triângulo nas crianças mais novas; e mudanças nos seus modelos
internos ao longo do desenvolvimento.
BACALÁ, Mara Lúcia. Alternativa metodológica para a dança-educação. 1999. 151 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O objetivo da presente pesquisa foi testar uma metodologia para o ensino da dança, direcionada
ao desenvolvimento do aluno. Os sujeitos faziam parte de uma classe mista de alunos de graduação,
matriculados em um curso introdutório de dança moderna, o qual teve a duração de um semestre. Foram
ministradas aos mesmos, dezesseis aulas, durante as quais aprenderam uma série de movimentos
constitutivos da dança moderna, criando, posteriormente, coreografias, em pequenos grupos, de acordo
com sua própria concepção de movimento. As apresentações dessas coreografias foram analisadas de
acordo com parâmetros previamente estabelecidos, tais como: uso do espaço; amplitude; complexidade e
diversidade de movimentos. Os resultados mostraram uma maior tendência de se executarem movimentos
já aprendidos em classe ou assimilados no dia-a-dia. Houve diferenças entre os grupos, com relação ao
nível de realização e envolvimento com a tarefa de coreografar.
241
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2000
Mestrado
MARTINEZ, Elizabeth Antônia Leonel de Moraes. Análise dos Parâmetros Curriculares
Nacionais na perspectiva da avaliação de currículos e da formação de professores de
ciências naturais. 2000. 123 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo de análise documental, três volumes (Introdução, Ciências
Naturais e Temas Transversais) dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de 5ª a 8ª Séries do
Ensino Fundamental utilizados como fonte primária, na perspectiva de formação - inicial e continuada de professores e avaliação formativa de currículos referentes à área de Ciências Naturais. Utilizando a
técnica conhecida como Vê Epistemológico de Gowin levantamos perguntas-chave que guiaram nossa
investigação através dos textos citados. Buscamos identificar as concepções de Conhecimento, Ciência e
Aprendizagem subjacentes aos PCNs, bem como as teorias e seus respectivos conceitos que serviram de
base para estes documentos oficiais. Para isso, realizamos também, uma pesquisa bibliográfica em fontes
secundárias. Investigamos ainda, qual o papel (ou papéis) que é(são) atribuído(s) ao professor nos PCNs /
Ciências Naturais; quais as orientações didático-metodológicas para o ensino contidas nestes documentos
e qual a importância e adequação dos PCNs / Ciências Naturais como referenciais para a pesquisa
avaliativa de currículos e o assessoramento / intervenção no processo ensino-aprendizagem,
principalmente de cursos de formação de professores de Ciências Naturais.
TEZZARI, Neusa dos Santos. O professor de língua portuguesa e suas relações com a
leitura: um estudo com professores de Porto Velho. 2000. 136 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta é uma pesquisa sobre as relações que os professores de Língua Portuguesa estabelecem
com a leitura a partir das representações que eles fazem de si como leitores, sobre o seu dizer a respeito
das suas relações com a leitura, sobre as suas histórias de leitor. Este estudo foi realizado em Porto Velho
- capital do estado de Rondônia - com 30 professores de Língua Portuguesa que atuavam em turmas de
quinta a oitava séries do Ensino Fundamental em escolas municipais, estaduais e particulares de Porto
Velho, no biênio 1998/1999. Foi-lhes solicitado que escrevessem um texto denominado "Memórias de
Leitor", os quais foram analisados, tomando-se os pressupostos da Análise do Discurso como referencial
teórico/metodológico a nortear tal análise. A pergunta de pesquisa "Quais são as representações que os
professores de língua portuguesa fazem de si como leitores"? deu margem a outras questões norteadoras
da análise, entre as quais: Quais são os seus conceitos de leitura e de leitor? Qual o papel da escola e da
família na sua formação como leitores? Quais as suas leituras preferidas? Após a realização das análises,
o que pudemos constatar foi que os professores de Língua Portuguesa que atuam em turmas de quinta a
oitava série no município de Porto Velho - RO são leitores que não se representam como leitores,
considerando a concepção de leitor ideal transmitida pela escola e pela mídia, internalizadas ao longo das
242
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e do Desenvolvimento Humano
suas histórias de vida: concepções estas que comprometem suas relações com a leitura tanto como leitores
comuns quanto como professores de português. O principal comprometimento reside no fato de que os
professores são inseguros sobre a sua condição de leitores, considerando-se a imagem de leitor ideal
implícita nos seus discursos: outra conseqüência desta imagem idealizada de leitor é a vinculação do
conceito de leitura às noções de qualidade e de quantidade, considerando-se os clássicos como a boa
leitura e privilegiando o livro como o suporte ideal, em detrimento dos outros tipos e dos outros suportes
de leitura. A partir deste imaginário sobre o leitor ideal que funciona nos seus discursos, eles se
"confessam" não-leitores, e apontam como a razão para não "terem lido nada ultimamente" a falta de
tempo. Quando citam outros suportes de leitura, como gibi, jornal, revista, se referem a eles como portos
de passagem para a leitura melhor, que é a do livro. Quando se referem à literatura que não é tida como
clássica, eles o fazem de modo a diminuir o seu valor: com pedido de desculpas, de modo a não
considerá-las leituras legítimas, já afirmando que, apesar de lerem, aquela não é a leitura ideal. Uma das
possibilidades de trabalho que vislumbramos junto a estes professores seria propiciar discussões sobre
suas relações com a leitura, de modo que cada qual pudesse construir seus próprios caminhos, menos
influenciados pelas determinações acadêmicas, encontrando significação efetiva para a leitura nas suas
vidas.
Doutorado
OLIVA, Ângela Donato. Papel do input e da intersubjetividade na aquisição da linguagem:
proposta de um modelo explicativo. 2001. 373 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho procurou investigar algumas das variáveis que influenciam no
desenvolvimento e no processo de aquisição de linguagem: o input funcional e a intersubjetividade.
Procedeu-se, inicialmente, a uma análise teórica dos modelos clássicos sobre a aquisição apontando-se as
principais críticas a eles feitas. Entendendo esse processo como complexo e percebendo a necessidade de
integrar resultados disperses na literatura, foi proposto um modelo capaz de agregar óticas de análise
adotadas por várias vertentes teóricas, para que, desse modo, se chegasse a uma visão abrangente e a uma
perspectiva funcional integradora. Em seguida, foram conduzidos dois estudos empíricos: um transversal,
do qual participaram doze díades de mães e bebês, estes com idades de trinta dias, cinco meses e oito
meses, e outro longitudinal, do qual participaram duas díades de mães e bebês com idades entre oito e
dezoito meses. As díades foram observadas e filmadas em ambiente natural. A partir da análise dos vídeos
foram identificadas as funções de linguagem da fala dirigida ao bebê e relacionadas à idade e ao foco de
atenção dele. Foi abraçada a visão de que as condutas iniciais dos bebês sofrem influência dos fatores
endógenos e dos sociais desde as primeiras interações e que esses fatores podem se modificar
mutuamente. A pressuposição subjacente a esta investigação foi a de que o foco de atenção compartilhado
entre mães e bebês seria condição de possibilidade para a construção de categorias fundamentais no
processo de aquisição de linguagem e que este seria influenciado por categorias funcionais do input. O
objetivo destes estudos foi o de descrever características funcionais da fala que mães ou adultos dirigem a
seus bebês em diferentes idades e investigar se ocorrem variações nas proporções médias das funções de
243
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
linguagem associadas ao desenvolvimento e ao foco de atenção do bebê. O mesmo foi feito em relação
ao tamanho médio das emissões da fala dirigida ao bebê. Os resultados do estudo transversal indicaram
alterações funcionais na fala dirigida ao bebê relacionada ao tipo de foco. No entanto, os resultados do
estudo longitudinal não apontaram um padrão nas diferenças encontradas. Foi possível concluir que o
modelo proposto pode ser heuristicamente fértil e que ajustes funcionais da fala da mãe podem ser
percebidos pelos bebês e ter algum tipo de participação na construção de fatores tais como a
intersubjetividade, considerada fundamental no processo de aquisição de linguagem.
2002
Mestrado
PAULA, Fraulein Vidigal de. Conhecimento metacognitivo de crianças de 3ª série que
apresentam dificuldades na aquisição da leitura. 2002. 127 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investigou-se como crianças de 3ª. série do ensino público, destacadas por dificuldades na
aquisição da leitura, relatam como percebem, organizam e avaliam sua atividade cognitiva em situações
de leitura. Participaram 40 crianças distribuídas em dois grupos com baixo (G1) e alto (G2) desempenho,
como referência para a comparação de resultados, em uma tarefa padronizada de leitura e escrita, aplicada
em 80 crianças. O relato de conhecimento metacognitivo sobre leitura obteve-se pela aplicação individual
de um roteiro da entrevista. Este foi analisado a partir da freqüência de respostas apresentadas por grupo,
nas diferentes categorias. Para analisar relações entre conhecimento metacognitivo e nível de desempenho
aplicou-se individualmente uma tarefa de leitura de livro. O tempo de leitura, tipos de erro e condutas de
auto-regulação foram registradas em protocolo apropriado. Estes foram analisados em função do tempo
de leitura e das taxas de erro e de auto-regulação. Nos resultados, evidencia-se no G2 maior domínio de
conhecimentos metacognitivos relativo a dimensões mais complexas da leitura, com maior referência a
conhecimentos sobre nível ortográfico, estrutura textual, estratégias e generalização destes para outras
disciplinas; enquanto que no G1 destacam-se conhecimentos principalmente relacionados ao nível da
palavra. Na tarefa de leitura o G2 apresentou desempenho significativamente superior, sobretudo em
relação ao tempo e a taxa de erro. Comparando os resultados dos dois instrumentos, concluímos que há
uma relação entre o piano do conhecimento declarável pela criança sobre seu funcionamento cognitivo e
seu desempenho efetivo no plano da ação em tarefa de leitura.
2004
Mestrado
244
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
SANTOS, Marinês Lana Borges dos. Concepções e sentimentos de professoras do ensino
fundamental em relação aos alunos com síndrome de down inseridos na escola regular.
2004. 151 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Tivemos por objetivo conhecer e analisar as concepções e os sentimentos das professoras do
Ensino Fundamental, em relação aos alunos com síndrome de Down, inseridos em escolas regulares
Municipais da cidade de Campinas. Realizamos uma pesquisa qualitativa na qual foram entrevistadas três
professoras que tiveram alunos com síndrome de Down. Analisamos os dados apoiados por autores como
Thiollent e Michelat, e, para tanto, criamos doze categorias. Os resultados apontam que as concepções das
professoras em relação ao aluno com síndrome de Down estão apoiadas em mitos, crendices e
preconceitos os quais as impedem de conhecer quem são esses alunos, relacionando-se assim com os
estereótipos e com o estigma a eles atribuídos em função da deficiência. Quanto aos sentimentos,
detectamos a presença de medo, pena e repulsa ao primeiro contato das professoras com esses alunos.
Esses sentimentos tendem a se transformar ao longo da experiência, porém observamos uma inversão dos
afetos, para que, com isso, possam suportar as emoções que se fazem presentes. Além disso, essas
concepções e esses sentimentos impedem que as ações das professoras sejam mais realísticas e menos
preconceituosas com alunos com deficiência, o que pode resultar na exclusão dos mesmos no ensino
regular. Ainda em relação à inclusão, constatamos que não há por parte das professoras um consenso
sobre o assunto e nem um entendimento profundo do que possa significar o fato de os alunos com
síndrome de Down freqüentarem o ensino regular. Concluímos, portanto, que as professoras necessitam:
de apoio para que recebam alunos com deficiência e trabalhem com eles, de formação para que
compreendam as questões relacionadas ao ensino e aprendizagem deles e que se abordem, nos cursos de
formação, os processos psicológicos existentes nas relações entre pessoas com e sem deficiência.
2005
Mestrado
SAMPAIO, Patrícia da Silva. O papel do outro social na formação da criança leitora. 2005.
98 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) –
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo que orientou essa pesquisa foi o de abordar o tema do letramento a partir de uma
perspectiva psicológica cultural, procurando evidenciar o papel do outro na formação do leitor ou, em
termos mais amplos, o papel do social na constituição do sujeito. Para isso, procuramos delinear e
relacionar características distintivas de algumas crianças consideradas boas leitoras - nossos sujeitos -,
com as características de suas vivências relacionadas à leitura, de modo a traçar um perfil desse bom
leitor e de suas condições sociais de formação. Valemo-nos da análise de conteúdo, como método de
245
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pesquisa, e de oito narrativas autobiográficas, colhidas em situação de entrevista, como fonte de análise.
Os resultados obtidos indicaram que os outros sociais que tornaram possível o processo de letramento
dessas crianças demonstraram estar materializados nos sujeitos-leitores significativos que conviveram
com elas, nos objetos-livros aos quais essas crianças tiveram acesso e nos lugares e experiências
relacionados à leitura por elas vivenciados. As características do bom leitor que traçamos de prazer pela
leitura, assiduidade e formação de repertório, criticidade e formação de preferências e autonomia para a
prática da leitura pareceram-nos estar estreitamente relacionadas com as condições de formação desse
bom leitor que descrevemos de acesso e prática de uma leitura "prazerosa e significativa" na família e na
escola, de convívio com leitores que cumprem o papel de modelos e interlocutores e de valorização da
leitura e de si enquanto leitor.
Doutorado
GRAZIANO, Lilian Domingues. A felicidade revisitada: um estudo sobre bem-estar subjetivo
na visão da Psicologia positiva. 2005. 111 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Pautada no modelo médico, a Psicologia tem direcionado seus esforços científicos muito mais
para o estudo dos aspectos disfuncionais do indivíduo do que para suas potencialidades. Isso gerou um
desequilíbrio no campo de estudos dessa ciência que, ao focalizar sua atenção quase que exclusivamente
nos problemas humanos, acabou por deixar que temas como a Felicidade, fossem apropriados pela
chamada literatura de auto-ajuda. A partir do referencial teórico da Psicologia Positiva, este estudo busca
compreender a Felicidade Humana a partir de uma abordagem científica, o que julgamos fundamental
para a construção de um corpo teórico consistente sobre o tema e capaz de auxiliar no desenvolvimento
de programas de saúde mental de caráter preventivo. Sendo assim, investigamos a relação entre felicidade
e lócus de controle numa amostra de 106 sujeitos universitários utilizando-nos, para tanto, da Correlação
de Spearman e do teste de Kruskal-Wallis. Os resultados indicaram que quanto maior o lócus de controle
interno dos sujeitos pesquisados, maior também seus níveis de felicidade.
LANGHI, Celi. Materiais instrucionais para o ensino a distância: estudo sobre a aplicação da
teoria de aprendizagem significativa de Ausubel na produção de conteúdos para cursos via
internet. 2005. 170 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho investigou se a instrução e a produção de conteúdos para o ensino a distância via
Internet, elaborados de acordo com a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel, aumentam os
resultados de aprendizagem quando comparados a um conteúdo elaborado de forma tradicional, com
informações organizadas conforme aparecem nos livros. Foi utilizada uma amostra mista (conveniência e
julgamento) composta de 107 sujeitos. Os instrumentos para coleta de dados foram materiais instrucionais
e exercícios para solução de problema. Foram criados três tipos de materiais instrucionais sendo: um de
forma tradicional, um elaborado de acordo com as prescrições de Ausubel, mas sem organizador prévio e
246
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um também elaborado de acordo com as orientações de Ausubel e que contém um organizador prévio.
Esses materiais foram compostos por ficha de inscrição, pré-teste, conteúdo, pós-teste e avaliação sobre o
material instrucional. Os exercícios para solução de problema consistiram em perguntas sobre a aplicação
do conteúdo e também sobre o conteúdo de cada material instrucional. Os resultados indicaram que os
materiais instrucionais com conteúdo elaborado de acordo com as prescrições de Ausubel, e com
organizador prévio no início do processo de aprendizagem apresentaram melhores resultados de
aprendizagem do que os outros materiais instrucionais.
MARTINEZ, Elizabeth Antônia Leonel de Moraes. O currículo possível na educação
superior: estudo sobre o curso de biologia em uma universidade amazônica. 2005. 332 f. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O sistema educacional brasileiro tem vivido um movimento de reforma desde meados da década
na qual se destacam a produção de legislação estabelecendo diretrizes e parâmetros na área de currículos e
a implantação de um sistema nacional de avaliação do sistema em todos os níveis de ensino.
Paralelamente, no campo do currículo já se discute há algum tempo, a instalação de uma crise na
teorização crítica e pós-crítica. Esse trabalho se insere numa práxis de (re)construção de currículos de
formação de biólogos, incluindo a formação de professores, a partir de um estudo de caso de uma IES
amazônica, utilizando como referencial teórico o pós colonialismo e a Psicologia Cultural, para analisar
numa perspectiva do construcionismo social o currículo em processo num contexto específico (de tempo e
espaço) e em diferentes níveis de análise. A pesquisa permitiu 1) documentar o não documentado
oficialmente, 2) dar voz aos agentes institucionais silenciados historicamente, 3) contribuir para a
descolonização através da descrição e ampliação dos registros da trajetória do currículo do curso de
Ciências Biológicas da Universidade Federal de Rondônia, 4) a implementação de medidas que foram se
fazendo necessárias no entendimento dos agentes institucionais e de avaliadores externos, 5) adequar-se
às mudanças na legislação sobre a área e nível de ensino considerado. Foi possível também, no âmbito
desse trabalho, sistematizar questões já resolvidas na (re)construção do currículo estudado e as questões
que ainda estão na dependência de solução e que já foram percebidas ou podem ser antecipadas à luz de
referencial teórico que ajuda a apontar soluções. Defende-se a tese de que o currículo real é o currículo
possível construído nas condições específicas de uma dada instituição, recebendo influências das
diretrizes curriculares nacionais e políticas públicas mais amplas; das condições institucionais e regionais,
construídas historicamente; das trajetórias de formação, fases da carreira e experiências vicárias dos/as
professores/as; do perfil do corpo discente; da produção acadêmica no campo do currículo e das
especialidades ou disciplinas relacionadas com o curso. Conclui-se desafiando as universidades a
assumirem junto às IES mais periféricas e às escolas de Educação Básica, papéis e funções mais
adequados a uma ética do cuidado e do acolhimento e que se distanciem da ética do sobrevivente do
mínimo eu, na qual a construção de singularidades comprometidas com a emancipação e a democracia
está cada vez menos valorizada na prática.
247
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
2006
Mestrado
SILVA, Cláudia Lopes da. O papel do diretor escolar na implantação de uma cultura escolar
inclusiva a partir de um enfoque sócio-histórico. 2006. 143 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho investiga o papel do diretor escolar na formação de uma cultura escolar inclusiva
tendo como base teórica a Psicologia sócio-histórica de Vygotsky. Investigaram-se os conceitos de cultura
escolar, educação inclusiva e ambiente inclusivo, de forma a estabelecer a importância do contexto da
escola na inclusão escolar de alunos com deficiência, bem como o conceito de gestão escolar, com foco
na atuação do diretor. Como hipótese de pesquisa, considerou-se que a opinião pessoal, aspirações,
atitudes, concepção de educação, compromisso ético-profissional, enfim, os aspectos idiossincráticos do
diretor influenciam de maneira decisiva a forma como se constitui a cultura escolar e facilitam ou
dificultam a implantação da inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais. Propõese que isso se deva em grande parte à liderança e autoridades conectadas ao papel central que o diretor
exerce na instituição escolar, bem como se relaciona com as dificuldades que a democratização dos
processos de gestão escolar encontra para uma atuação efetiva. O papel do diretor enquanto um
articulador do projeto pedagógico sobre o qual deve estar apoiado o projeto da escola tornar-se inclusiva
seria então fundamental. A pesquisa busca estabelecer uma relação entre a democratização da escola e a
implantação de uma cultura escolar inclusiva, através da atuação do diretor escolar. O trabalho apresentase como um estudo de caso, tendo sido utilizados como procedimentos de pesquisa o relato de
experiência, a análise documental e a entrevista com uma diretora escolar. Como resultados, concluiu-se
que a democratização da gestão e a educação inclusiva se relacionam de forma importante, sugerindo-se
que uma escola inclusiva é, antes de tudo, uma escola democrática. Propõe-se investir na produção de
contextos escolares que favoreçam a construção de práticas democráticas, bem como que os sistemas
educacionais assumam sua importante cota de responsabilidade nesta tarefa.
Doutorado
PANÚNCIO-PINTO, Maria Paula. O sentido do silêncio dos professores diante da violência
doméstica sofrida por seus alunos: uma análise do discurso. 2006. 178 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Os novos sentidos recentemente postos pelo discurso jurídico no que tange à garantia dos
direitos e à proteção integral à infância materializados no Estatuto da Criança e do Adolescente colocam a
escola como local privilegiado de identificação das crianças em situação de risco por sofrerem violência
doméstica em suas casas e atribuem ao professor o papel de reconhecer e notificar os casos aos Conselhos
Tutelares. Tal demanda justifica-se pela gravidade do impacto sobre o desenvolvimento e a saúde
provocado pela violência doméstica. O que se verifica, entretanto é que as notificações que chegam aos
248
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
órgãos competentes vindas da escola ainda são pouco significativas. Objetivou-se com este estudo de
abordagem qualitativa, compreender por que a escola silencia diante da violência doméstica praticada
contra seus alunos (crianças), através de entrevistas feitas com 06 professores de escolas de município do
interior do estado de São Paulo. Além disso, buscou-se identificar as condições de produção desse
discurso e discutir a relação entre as influências do contexto em interação com esses sujeitos específicos,
dentro da escola e o silêncio sobre a violência doméstica, dentro de uma perspectiva materialista histórica.
Os depoimentos dos professores foram tratados e analisados através da Análise do Discurso (AD),
conforme pressupostos de Michel Pêcheux, perspectiva teórica que propõe que os sentidos se produzem
no confronto sujeito-língua-história, não existindo sentidos dados a priori. Os resultados permitem
identificar dois eixos discursivos distintos (dentro da violência e fora da violência) que emergem no
interjogo das posições professor-pai. No lugar social do professor, falando sobre a violência, o sujeito
critica e nega a violência como estratégia. No lugar de pai/mãe, as falas são outras: quando eu perco a
cabeça, infelizmente é o que resta. A análise permitiu concluir que existe uma relação de sentidos que é
mais forte, as representações que circulam há tempos ainda têm mais força do que o discurso jurídico
atual, incapaz de transformar as práticas. Ainda que o discurso jurídico defina o procedimento no caso da
violência doméstica ser identificada pelo professor, a fronteira demarcada entre o público e o privado,
entre a escola e a família, acaba por silenciar o professor. O silenciamento ocorre porque o que se
demanda da escola reconhecer e denunciar é um papel que ela não consegue cumprir: a dúvida que se
coloca devido à tensão constitutiva de duas posições em conflito que geram ordens discursivas distintas,
leva ao silêncio.
2007
Doutorado
PAULA, Fraulein Vidigal de. Conhecimento morfológico implícito e explícito na linguagem
escrita. 2007. 200 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta tese foi orientada por três grupos de objetivos: (1) investigar o conhecimento implícito e
explícito sobre a dimensão morfológica, derivacional e flexional, no português do Brasil, de estudantes do
ensino fundamental e identificar em que momento da escolarização fica mais evidente a utilização de um
ou de outro nível deste conhecimento; (2) identificar relações entre morfologia e outras dimensões da
linguagem (fonológica, lexical e sintática), além de como essas relações são caracterizadas nos primeiros
anos escolares, 1ª e 3ª séries, e durante os anos escolares mais avançados, 5ª e 7ª série e (3) investigar o
conhecimento implícito e explícito. sobre a dimensão morfológica no português do Brasil em suas
relações com a aquisição da leitura (decodificação e compreensão) e da escrita (ortografia). Participaram
260 alunos, sendo 132 meninos e 128 meninas, da 1ª série (22), 3ª série (28), 5ª série (107) e da 7ª série
(103), de um Colégio privado, na cidade de São Paulo, Brasil. Para contemplar os objetivos propostos,
249
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
foram utilizadas 14 tarefas na coleta de dados, para avaliar: conhecimento implícito e explícito sobre
morfologia derivacional, morfologia flexional, fonologia e sintaxe; conhecimento morfológico
derivacional na extração de regra de composição de palavras e de produção de neologismo; desempenho
em escrita de palavras sob ditado; desempenho em leitura de palavras (decodificação) e de sentença
(compreensão); além de vocabulário. Em termos de resultados, observou-se que as crianças de 1ª série
possuem conhecimento implícito, ou sensibilidade para a morfologia derivacional, mais especificamente
para o conhecimento de sufixos. Nas demais séries observou-se conhecimento explícito mais elevado que
no implícito, principalmente com relação a prefixo. Desde a 1ª série também se evidenciou conhecimento
sobre o uso de prefixos e sufixos para a formação de palavras inventadas. Para os dois grupos de objetivo
seguintes as correlações significativas esperadas entre o conhecimento morfológico e outras dimensões
lingüísticas - fonológica, sintática e lexical - se apresentam desde a 3ª série. A partir desta série também
verificamos um número crescente de correlações entre conhecimento morfológico e desempenho em
leitura e em escrita. Concluindo, avançamos um pouco sobre a caracterização do conhecimento
morfológico, implícito e explícito, principalmente derivacional, dos aprendizes língua escrita, lançando
novas questões a serem investigadas em estudos futuros.
2008
Doutorado
CAGNIN, Simone. Afeto e cognição: efeitos das similaridades afetivas na transferência
analógica em solução de problemas. 2008. 346 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esse trabalho tem como principal objetivo estudar a influência das similaridades afetivas de
problemas mal-definidos no processo de transferência analógica. Procura estudar, de modo mais
específico, o efeito sobre a transferência analógica da similaridade entre as tonalidades afetivas
agradáveis/alegres e desagradáveis/ tristes de histórias, que apresentam problemas análogos ao problema
da radiação de Duncker. Esses efeitos são, por sua vez, investigados a partir da preferência, na situaçãoproblema alvo, por um modo de solução aprendido na situação-problema fonte, quando vários modos de
solução são apresentados aos participantes da pesquisa. Objetiva-se investigar esse tipo de influência em
dois intervalos de tempo distintos: em sessões consecutivas e em sessões com intervalo de uma semana.
Os resultados encontrados apontam para a existência de efeitos positivos dessas similaridades nos dois
intervalos de tempo pesquisados, com maior freqüência relativa nas sessões consecutivas. Desse modo,
pode-se concluir que, quando há mais de uma solução disponível e funcionalmente adequada para um
determinado problema, similaridades de superfície, como as tonalidades afetivas de histórias de
problemas, influenciam a preferência por um modo de solução. Verificou-se ainda que esse tipo de
influência das similaridades afetivas não depende de uma alteração do estado de humor dos indivíduos. O
papel do afeto na cognição poderia ser assim visto como mais abrangente do que o pressuposto na
250
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
literatura da área, pois mesmo quando os indivíduos não se consideram afetados em seu humor pela
leitura de histórias tristes e alegres, eles demonstram sofrer a influência das tonalidades afetivas dessas
histórias.
2009
Doutorado
BROCCHI, Beatriz Servilha. A influência da interação mãe-criança no desenvolvimento da
linguagem oral de prematuros. 2009. 142 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O diálogo entre mãe e filho é uma questão primordial no desenvolvimento da linguagem. A mãe
é considerada co-autora no desenvolvimento comunicativo-linguístico de seu filho. Este trabalho
caracterizou o desenvolvimento da linguagem oral de crianças pré-termo em idade pré-escolar e verificou
o impacto da interação mãe-criança neste processo. Participaram da pesquisa 20 díades de mães e filhos
de 5-6 anos com diagnóstico de prematuridade ao nascimento que são acompanhadas pelo Ambulatório
de Alto Risco de um Hospital no interior do Estado de São Paulo. Realizou-se uma anamnese com a mãe
para verificar a interação mãe-criança desde o nascimento e uma avaliação da linguagem oral das
crianças, verificando os aspectos de vocabulário, fonologia, pragmática, fluência e discurso. Observou-se
que as crianças, em sua maioria, foram prematuras extremas e de muito baixo peso e, que durante o
período de internação, houve uma expectativa pessimista da maioria das mães com relação à melhora da
criança. Apesar da maioria das mães relatarem que as crianças não apresentaram comprometimento no
desenvolvimento e a metade destas considerarem-se as principais cuidadoras, observou-se que as crianças
apresentaram desempenho abaixo do esperado para os testes de fonologia, vocabulário, pragmática e
fluência e desempenho esperado para o discurso oral. Este resultado deve-se, além dos fatores biológicos
e socioeconômicos, que podem influenciar o desenvolvimento, à qualidade da interação materno-infantil,
à estimulação materna, uma vez que a mãe é considerada o modelo e a provedora de conhecimento e
desenvolvimento para seu filho. Porém, o estímulo à leitura e à brincadeira conjunta da mãe com a
criança podem também ser realizados por profissionais de diversas áreas e serão uma forte referência para
o desenvolvimento da linguagem, do discurso e, futuramente, para o aprendizado da linguagem escrita.
VICENTIN, Vanessa Fagionatto. Condições de vida e estilo de resolução de conflitos entre
adolescentes. 2009. 223 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: As pessoas adotam diferentes formas de enfrentar um conflito interpessoal. Estudiosos da área
apontam três principais estilos de resolução de conflito: agressivo, submisso e assertivo. O estilo de
solução agressivo inclui estratégias de coerção para o enfrentamento do conflito, enquanto o estilo
submisso caracteriza-se pelo não enfrentamento da situação. Apenas o estilo assertivo envolve
251
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
comportamento explícito de defesa, sem utilizar estratégias coercitivas. O objetivo geral da presente
investigação foi contribuir para o avanço do conhecimento sobre o tema da cognição social por meio de
estudos sobre a resolução de conflitos interpessoais entre adolescentes. Os objetivos específicos foram:
comparar os estilos de resolução de conflito de filhos de pais com e sem problemas de álcool e estudar a
diferença entre gêneros, faixa etária, situação conjugal dos pais e expressão de sentimentos com relação
às estratégias de solução de conflito indicadas pelos filhos. Participaram da investigação 84 estudantes de
uma escola pública, com idades entre 12 e 16 anos e nível socioeconômico baixo, divididos em dois
grupos: 42 filhos de pais com problemas de álcool e 42 participantes que não se enquadravam nesse
grupo. Os instrumentos utilizados foram: um questionário sobre as condições pessoais (sexo, idade etc..),
o Questionário CAGE Familiar (FRANK et al., 1992) e o aberto derivado da escala Childrens Action
Tendency Scale (DELUTY, 1981). Os adolescentes apresentaram predominantemente respostas
submissas, seguidas de respostas agressivas. Grande parte dos participantes não se pronunciou com
relação aos sentimentos provocados pelas situações descritas pelo questionário, seguida dos que
expressaram sentimentos negativos ou pouco definidos. Não foi encontrada diferença significativa entre
os sexos, faixas etárias e filhos de pais com e sem problemas de álcool. Contudo as meninas apresentaram
uma proporção maior de respostas submissas quando comparadas aos meninos. Outro resultado
encontrado através da análise de correspondência múltipla mostrou que as respostas agressivas estão mais
associadas aos filhos de pais com problemas de álcool e as respostas assertivas aos filhos de pais sem
problemas de álcool. A avaliação que visou comparar a expressão de sentimentos com as justificativas das
respostas de enfrentamento dos participantes nas situações de conflito mostrou várias associações
significativas através do teste exato de Fisher. Com relação à expressão de sentimentos, muitos conflitos
apresentaram associações positivamente significativas entre as respostas agressivas e ausência de
manifestação sobre o afeto despertado pela situação. Da mesma forma, as respostas agressivas em
diversas situações de conflito também estavam significantemente associadas à falta de justificativa dos
participantes para suas ações. Os resultados mostraram que o estilo de solução de conflito dos
adolescentes não estava necessariamente relacionado ao problema do pai com o álcool. Contudo a
omissão dos próprios sentimentos e a falta de justificativa para as próprias ações estavam freqüentemente
ligadas às respostas agressivas dos participantes.
MARIA JOSÉ DE BARROS FORNARI DE AGUIRRE
1970
Mestrado
252
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
CAMPOS, Jacyra Calazans. Leitura oral e leitura silenciosa: fatores psicopedagógicos que
atuam no rendimento do aluno. 1970. 27 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
SOUZA, Marilia Emmerich de. Angústia. 1970. 120 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa a conceituação de angústia segundo os principais autores que abordam este tema. Faz
uma análise comparativa do conceito de angustia, sua origem, causas, valor psicológico e tratamento.
Conclui que a angústia, de um modo geral, é encarada como um mal estar psíquico e físico e que os
termos angústia e ansiedade são usados como sinônimos por muitos autores. Acrescenta que a função da
angústia é advertir a pessoa do perigo e levá-la a fazer algo para fugir da situação ameaçadora e que o
conceito de angústia não é uniforme para os diferentes autores.
1974
Mestrado
SCHMID, Erwin Bemhard. Tolerância à ambiguidade em relação à flexibilidade mental e
criativa: um estudo intelectual de adolescentes de origem brasileira, japonesa e alémã na cidade
de São Paulo. 1974. 131 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade de São
Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa os processos de aculturacao e integração sociais no desenvolvimento de descendentes de
japoneses e alemães, estudando a correlação de tolerância a ambigüidade com flexibilidade mental e
criativa em três grupos étnicos: brasileiro, alemão e japonês. A escala de tolerância de Budner, o
Rorschach coletivo de Harrower e Erikson e o teste de Torrance (pensando criativamente com figuras)
são aplicados a 90 sujeitos do sexo masculino de origem brasileira, japonesa e alemã, sendo 30 sujeitos
por grupo, com média de idade de 18 a 25 anos e cujos pais pertencem a nível socioeconômico médio.
Todos os sujeitos cursam o terceiro ano colegial em três estabelecimentos localizados na área central da
cidade de São Paulo. Os resultados obtidos confirmam que as minorias étnicas estabelecidas na cidade de
São Paulo são de tal maneira envolvida pelo ambiente social comum, que as características desaparecem
cada vez mais no processo de aculturação, e desta forma, não se distinguem significativamente da maioria
brasileira. Os resultados dos testes permanecem abaixo do nível de significância. Conclui que no caso de
pesquisas interculturais no plano intra-nacional parece mais adequada a aceitação da ho como paradigma
e nas ha, como é postulado de maneira geral.
253
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1976
Mestrado
CORREA, Ely de Oliveira Motta de Azevedo. Escolha profissional em relação a áreas de
interesse, motivos da preferência e razões de êxito na profissão: estudo de adolescentes
estudantes da cidade de Botucatu. 1976. 183 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1979
Doutorado
SÁ, Maria Iracema de. Educação pré-escolar e rendimento de crianças nas séries iniciais da
escola de primeiro grau. 1979. 139 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
1987
Doutorado
CORREA, Ely de Oliveira Motta de Azevedo. Interesses, aspirações e expectativas
profissionais de estudantes universitários – campus de Botucatu. 1987. 180 f. Tese (Doutorado
em Psicologia Escolar) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MARIA JÚLIA KOVÁCS
1995
254
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Mestrado
ESSLINGER, Ingrid. As representações do espaço da morte no curso de Psicologia . Um
estudo exploratório. 1995. 260 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa as representações da morte para alunos de primeiro e quinto anos, de uma faculdade
particular de Psicologia, durante o curso. Através das representações e do discurso destes alunos reflete
sobre o tema da morte, se é ou não abordado no curso, se os alunos o julgam importante para a sua
formação e como pensam o espaço para falar da morte. Considera o tema importante na formação de
psicólogos pois, na prática profissional a morte se faz presente, quer de forma concreta ou simbólica. Faz
entrevistas abertas, e para análise e representações dos fenômenos observados utiliza a análise de
conteúdo. Observa que: as representações da morte mais freqüentes estão ligadas a aspectos de dor, perda,
corte, separação e abandono; não há diferenças significativas nas representações de alunos de primeiro e
quinto ano; o tema, segundo os alunos, e abordado de maneira incipiente; ha ambivalência por parte dos
alunos quanto a incluir ou não o tema da morte durante seu processo de formação. Embora manifestem a
necessidade de que seja abordado, não fica claro como (se através de cursos regulares, palestras,
supervisões) mas, em qualquer das alternativas surge sempre a questão do limite de cada um; o desejo
mais explicitado pelos alunos, e o de ter um espaço para falar de experiências pessoais no que se refere a
morte e a perdas.
1997
Mestrado
ARAÚJO, Elvira Aparecida Simões de. Encaminhamento de crianças para classe especial
para deficientes mentais: o olhar e o fazer psicológico. 1997. 214 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda as práticas psicodiagnósticas que geram o encaminhamento de crianças para as classes
especiais para deficientes mentais, considerando as concepções que sustentam a prática de avaliação
psicológica e a execução da tarefa psicodiagnóstica. Realiza entrevista semi-dirigida com nove psicólogos
que executam avaliação psicológica para escolas e coleta laudos psicológicos (N=126) de escolas
estaduais. Realiza uma análise qualitativa de laudos e entrevistas e a comparação dos laudos com a
legislação que regula o encaminhamento de crianças para classe especial, deficientes mentais. A análise
dos laudos indica como característica predominante a classificação e a rotulação, e os laudos apresentam
dados e análises insuficientes, erros na definição de encaminhamentos, linguagem inadequada,
incoerência de dados e de uso de procedimentos, falta de dados importantes, como os da escolaridade,
investigação da criança centrada nos aspectos emocionais e familiares, e desconsideração aos aspectos das
relações escolares. A análise das entrevistas demonstra imprecisão na definição de conceitos importantes
255
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e do Desenvolvimento Humano
para execução da avaliação psicológica para fins educacionais, tais como classe especial para deficientes
mentais, psicodiagnóstico e deficiência mental. Há predominância de explicações de ordem emocional,
social e familiar para os problemas escolares, dificuldade de diferenciação entre fracasso escolar e
deficiência mental, localização do foco do problema na criança ou em sua família e escolha predominante
do modelo classificatório. O conjunto de dados analisados para a necessidade de busca de novos modelos
de avaliação psicológica que incluam a análise das relações intra-escolares, a identificação de capacidades
que superem a prática de rotulação instalada e possibilitem o real atendimento das necessidades
educacionais especiais destas crianças.
CAMPOS, Maria Célia Rabello Malta. A produção da narrativa em pré-escolares e a
influência da intervenção num contexto de estória e de jogo: uma análise psicopedagógica.
1997. 214 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Investiga as narrativas de crianças de seis anos de idade para analisar as características da
linguagem do pré-escolar e a influência de uma intervenção na modificação dessa linguagem. Obtém dos
Ss (dois meninos e quatro meninas), alunos da creche central da USP, narrativas colhidas em quatro
sessões individuais a partir da reprodução de estórias e de jogo simbólico. Os Ss produzem suas narrativas
em situações diferentes quanto ao aspecto da intervenção do adulto: na situação de menor intervenção,
sugere à criança que reproduza a estória relatada ou que invente uma estória a partir do seu jogo; na
situação de maior intervenção, instrui as crianças sobre os aspectos da compreensão verbal. Em ambas
considera, na perspectiva de Piaget, a linguagem da criança em relação aos fatores de sua compreensão
global e verbal e o jogo simbólico. Analisa os resultados de forma quantitativa e qualitativa pelas
categorias da estrutura narrativa convencional, conforme Rogo, pelas categorias de linguagem
empregadas pela criança, como definidas por Piaget, e pelas categorias do jogo simbólico, também
segundo Piaget. Discute a contribuição dos diferentes contextos e dessa intervenção para a compreensão
do pré-escolar. Sugere procedimentos de observação da linguagem e da atividade lúdica da criança como
prevenção de problemas de aprendizagem e alternativas para uma metodologia de ensino condizente com
as necessidades do pré-escolar.
OLIVEIRA, Miriam Benatto de. Repensando a formação do enfermeiro à luz da Psicologia .
1997. 255 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
Doutorado
ANACHE, Alexandra Avach. Diagnóstico ou inquisição? Estudo sobre o uso do diagnóstico
psicológico na escola. 1997. 2v. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
256
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: Analisa e discute o uso do diagnóstico psicológico em criança que não consegue obter sucesso
no processo ensino-aprendizagem e, em decorrência disso, está sendo encaminhada para o ensino especial
como deficiente mental leve. Questiona qual a função deste diagnóstico para o processo de escolarização
do aluno, pois este procedimento serve apenas para atender as formalidades do sistema escolar. Realiza a
pesquisa através de entrevistas semi-estruturadas com 13 psicólogos, 12 professores de ensino regular que
encaminharam as crianças, 11 crianças, 10 mães e 11 professores do ensino especial que receberam os
alunos, visto que a investigação com todos os envolvidos no processo de diagnóstico possibilita uma
noção de totalidade e um índice de fidedignidade do fenômeno estudado. A análise qualitativa e
quantitativa de suas respostas autorizam as seguintes afirmações: os profissionais acima citados
desconhecem o conceito oficial de deficiência mental; os psicólogos apresentam dificuldades em fazer o
diagnóstico e atuar dentro da escola; os professores do ensino regular dificilmente recebem orientações
sobre o aluno que permanece em sua sala de aula; os professores da classe especial e sala de recursos são
meros espectadores desse processo, principalmente quanto ao uso dos resultados dos diagnósticos para o
seu planejamento; as equipes psicopedagógicas encaminham as crianças para o ensino especial sem a
conclusão do diagnóstico ou encaminham os alunos para a sala de recursos quando há dúvidas sobre o
diagnóstico da deficiência mental; as mães desconhecem a função do diagnóstico e da possível causa do
fracasso escolar do filho; as crianças são pouco informadas sobre o processo que estão vivenciando e os
progressos das mesmas são ínfimos tanto no ensino regular como no especial. Aponta a necessidade de
redimensionar o uso do diagnóstico psicológico na escola, tornando-o mais significativo para seus
usuários. Sugere que o diagnóstico psicológico esteja orientado não só para a identificação da deficiência
mental, mas também para detectar as necessidades do aluno, visando subsidiar o planejamento
educacional com ele e sua turma.
1998
Mestrado
BARICCA, Ana Maria. Histórias vividas por crianças com AIDS. 1998. 110 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo principal compreender como crianças hospitalizadas,
portadoras do HIV/AIDS, vivenciam os processos de doença, hospitalização e morte iminente. Foram
selecionadas para comporem este estudo, cinco crianças, de 7 a 10 anos de idade, que já estiveram
internadas na II Unidade de Internação, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Foi
usado como dado o material apresentado pelas crianças durante o acompanhamento psicológico a elas
prestado quando internadas naquela unidade. Esse material é composto de desenhos livres e temáticos
seguidos de histórias, "teia de palavras" e falas relacionadas ao tema, extraídas dos atendimentos
psicológicos. Cabe lembrar que as intervenções realizadas e o uso dos instrumentos fazem parte da rotina
257
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e do Desenvolvimento Humano
desenvolvida naquela unidade e variaram de criança para criança, pois visavam atender a sua necessidade
em um determinado momento. Na tentativa de uma maior aproximação possível das experiências dessas
crianças, optei por realizar uma reflexão, com olhar fenomenológico, concentrando a atenção no
significado que a vivência dos referidos processos possa ter tido para elas. Da leitura qualitativa dos cinco
casos, identifiquei temas que retratam como as crianças viveram e vivem o estar com AIDS. Elas
demonstraram ter a percepção não só da gravidade da doença como também da forma como se
contaminaram. A maioria reconhece a AIDS como uma doença limitante e que leva a morte, cuja angústia
é reavivada a cada internação. Demonstraram, ainda, a necessidade de estar falando sobre o que acontece
com seu corpo, sobre seus medos, angústias, desejos e sonhos; enfim sobre o seu existir. O existir com
AIDS.
Doutorado
SANTOS, Gislene Aparecida dos. Medo e Exclusão Social: um estudo sobre a morte, o medo
dos pobres e o medo de pobres. 1998. 282 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O medo é o sentimento a partir do qual revelam-se contradições e conflitos presentes na
sociedade. Verifico esta hipótese em dois momentos: num primeiro, através do estudo de entrevistas com
pobres para compreender como eles falam de si e de seus medos; num segundo, através do estudo de dois
jornais de grande circulação para compreender como a sociedade fala sobre seus temores. O medo da
morte violenta e da violência são a tônica em todas as falas dos entrevistados e nas matérias dos jornais. A
partir destes medos, surge uma representação do pobre como veículo da violência e estabelece-se o
consenso sobre sua periculosidade. Tal consenso justifica e torna aceitável a prática de violências contra
os pobres, sua desumanização e exclusão evidenciando o conflito entre eles e os não pobres. Desta forma,
o pobre torna-se temível pela violência que lhe é atribuída e que muitas vezes pratica e temeroso pela
violência não nomeada que lhe é sistematicamente infligida.
1999
Mestrado
MELO, Aurélio Fabrício Torres. A vida, o olhar e sentir maternos em Distrofia Muscular do
tipo Duchenne. 1999. 130 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A experiência materna em Distrofia Muscular do tipo Duchenne (DMD) abarca diferentes
vivências. Algumas delas como o luto antecipado pela futura perda do filho e o cuidar continuamente do
filho com uma deficiência física progressiva, fundaram temas desta dissertação. A saber: morte, luto,
deficiência física e maternidade. Os objetivos desta pesquisa foram: 1) Revelar, conhecer e compreender
258
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e do Desenvolvimento Humano
quanto e como esse universo materno é ocupado pelo cuidar do filho com Distrofia; 2) Investigar,
conhecer e compreender, os possíveis aspectos físicos, sociais e psicológicos decorrentes da Distrofia sob
o olhar e sentir maternos. Refletir sobre a demanda da população investigada, proporcionando novos
conhecimentos aos profissionais que atuam direta ou indiretamente com afetados com DMD e seus
familiares, é a justificativa desta pesquisa. O método de pesquisa consistiu na seleção por sorteio de dez
entre trinta mães de adolescentes cadeirantes com Distrofia Muscular do tipo Duchenne. A entrevista
aberta, segundo proposta de Bleger (1977) foi utilizada na coleta de dados. Uma solicitação inicial ("Esta
é uma entrevista sobre a vida. Conte-me sobre sua vida".) e, posteriormente, uma indagação ("Como é ter
um filho com Distrofia"), nortearam as entrevistas. Um questionário sócio-econômico foi aplicado após as
entrevistas. A abordagem qualitativa foi utilizada na compreensão dos dados coletados. Os principais
temas observados foram: a negação da futura perda do filho ou a negação da morte; o cotidiano tomado
pela dedicação integral ao filho com Distrofia a partir das implicações da deficiência física desse; a
mudança no curso de vida a partir do diagnóstico do filho. Após análise das entrevistas e reflexões sobre
os temas emergentes, algumas considerações podem ser feitas, tais como: a vida das entrevistadas fica
qualitativamente comprometida, a medida em que é marcada basicamente pela dedicação integral ao filho
com Distrofia e pela tensão da iminência da perda deste filho. Finalmente, o cotidiano tenso e intenso,
além de qualitativamente ruim veda qualquer expressão de dor e tristeza dessas entrevistadas.
2000
Mestrado
JUNQUEIRA, Maria Hercília Rodrigues. Formação de identidade e gravidez precoce. 2000.
242 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A adolescência pode ser considerada o período da vida humana em que se vai começar a
solidificar a base para a vida adulta, uma fase de intensas mudanças e transformações físicas, sociológicas
e psicológicas. A gravidez é também um momento de grandes transformações no corpo e na vida
emocional da mulher, repercutindo significativamente em seu estado emocional e no relacionamento com
as pessoas. No Brasil, apesar da taxa de fecundidade ter diminuído, desde a década de 60, a gravidez entre
as adolescentes aumentou consideravelmente, com discretas diferenças entre as regiões urbanas ou rurais.
Com relação à região Norte e Nordeste, essas taxas são bem mais elevadas. Este estudo procurou
compreender a experiência da gravidez precoce para as adolescentes, num período em que estão
vivenciando a busca da sua identidade e verificar como elas percebem essas mudanças, como vivem e se
organizam dentro desta nova realidade. Foram entrevistadas 30 adolescentes grávidas, com idades entre
12 e 17 anos, em qualquer idade gestacional e estado civil, que freqüentavam o serviço de assistência prénatal de uma policlínica, situada num bairro periférico da cidade de Porto Velho-RO. O estudo, de
abordagem qualitativa, utilizou o referencial fenomenológico. Os instrumentos para a coleta de dados
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
foram a observação e a entrevista aberta, não dirigida. Na busca dos temas procurou-se agrupar as
experiências, naquilo que tinham de comum dentro do grande eixo da mudança provocada pela gravidez,
conduzindo a duas idéias básicas: o antes (VIDA DE SOLTEIRA) e o depois (REAÇÃO À GRAVIDEZ),
enfatizando as mudanças ocorridas (PERCEPÇÃO DAS MUDANÇAS) durante este período.
2001
Mestrado
ORTIZ, Maria Cristina Meirelles. O lugar da mãe no tratamento do câncer infantil. 2001. 216
f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda o lugar da mãe no tratamento do câncer infantil, enquanto subjetividade construída nas
relações entre maternidade, doença grave, medicina e instituição hospitalar. Toma como referência teórica
a Análise do Discurso de Dominique Maingueneau. assim como sua releitura a partir da psicanálise e da
análise institucional por Marlene Guirado. São feitas entrevistas livres com sete mães e uma madrasta que
acompanham crianças entre 0 e 11 anos, em um hospital para tratamento do câncer infantil. As análises
enfocam a relação singular entre os diversos lugares dispostos em uma cena enunciativa construída no e
pelo discurso de cada uma das entrevistadas. Uma análise final aborda de forma mais ampla os temas
encontrados regularmente em todas as entrevistas. Os principais temas são: diagnóstico e entrada no
hospital luta contra o câncer, redes sociais de apoio, comunicação informal, discurso religioso, relações
câncer/maternidade. Conclui que a subjetividade possível para estas mães, em confronto com o câncer de
seus filhos e com a violência do tratamento, se articula primordialmente a partir de representações de
maternidade que tocam na própria origem do sujeito. A submissão da mãe à medicina como saber
instituído, ainda que responda a uma demanda de cura, pode ser conflitante em relação ao seu desejo de
reconhecimento como sujeito, em suas relações com o médico e o hospital.
Doutorado
SANTANA, Carla da Silva. Temporalidade e velhice: relatos do resgate e da redescoberta do
tempo. 2001. 289 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho teve por objetivo refletir sobre como a temporalidade está expressa nos relatos de
histórias de vida de pessoas idosas, acima de 50 anos de idade, internos do Asilo Lar Betel em Piracicaba
e participantes dos Programas de Universidade Aberta à Terceira Idade da UNIMEP- Universidade
Metodista de Piracicaba e USP-Esalq - Universidade de São Paulo/Escola Superior de Agronomia Luiz de
Queiroz. Os sujeitos foram 10 idosos, 2 do sexo masculino e 8 do sexo feminino, e estão distribuídos em
dois grupos, cada qual contendo 5 componentes. Em entrevistas abertas, foram colhidas histórias orais de
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
vida com ênfase na vivência temporal dos sujeitos, na experiência do envelhecimento, na questão que
permeia o medo da dependência e da morte. A compreensão dos dados está baseada no discurso livre dos
sujeitos entrevistados, a partir de uma abordagem fenomenológica de pesquisa qualitativa. Observa-se
que, além de questões relativas à temporalidade, alguns conflitos existenciais tais como o medo da solidão
e do abandono revelaram-se nos relatos dos idosos asilados; ao passo que o medo da depressão e da perda
da autonomia foram constantes tanto nas narrativas do grupo acima como também nos relatos dos sujeitos
participantes do programa de universidade aberta à terceira idade. Foi possível observar que a
fragmentação da memória e da própria experiência temporal está relacionada a questões sociais graves
que envolvem tanto o grupo de idosos que participam do programa de universidade aberta como o grupo
que está no asilo. Algumas questões levantadas foram a falta de um suporte educacional efetivo, a falta de
preparo da sociedade e de instrumentos sociais para incorporar a pessoa do velho, a situação financeira de
cada sujeito e de seus familiares. Sendo assim, os relatos trazem um panorama dos conflitos existenciais
vividos por estes sujeitos. Mostrando que a influência sócio-econômica contribui de forma determinante
para que eles não tenham uma vida social plena, o que não pode ser deixada de lado neste exercício de
compreensão da temporalidade.
2002
Mestrado
PARISI, Silvana. Menopausa e iniciação: vivências de morte e renascimento no
desenvolvimento da mulher. 2002. 326 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Considerando que a menopausa se caracteriza como uma fase de transição e de transformações
na vida da mulher, o objetivo deste trabalho foi a compreensão dos símbolos mobilizados na passagem da
menopausa a partir da teoria junguiana, estabelecendo relações com o modelo da iniciação que sempre
envolve morte e renascimento. Em entrevistas abertas, foram colhidos depoimentos de 8 mulheres na
faixa etária de 45 a 55 anos. Utilizando-se uma abordagem qualitativa, a compreensão dos dados foi
realizada a partir do levantamento dos temas apresentados nas entrevistas, estabelecendo-se
interpretações, analogias e amplificações. Revelaram-se questões relativas a mudanças na identidade e na
sexualidade, feridas na identidade feminina, emergência de aspectos da sombra, medo da solidão e do
envelhecimento. O tema da morte surgiu em vários depoimentos mesmo que coexistindo com sinais de
renascimento e renovação. Puderam ser feitas analogias com o mito de Inana, com as deusas Afrodite e
Héstia. Constatou-se que para estas mulheres realmente a menopausa é uma fase de mudanças bio-psicosociais que se caracteriza como um longo período de transição envolvendo uma variabilidade muito
grande de respostas individuais. Relações com o padrão de iniciação puderam ser estabelecidas,
constatando-se que a menopausa traz um chamado para a iniciação, embora nem sempre atendido ou
completado, pois cada uma encontra-se em uma etapa distinta deste processo. Sugerem-se trabalhos
261
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
grupais com recursos expressivos para mulheres nesta fase a fim de propiciar um espaço ritual e respaldo
coletivo para realizar a passagem.
Doutorado
ALVES , Rozilda das Neves. AIDS, identidade e morte: estudo de mulheres que vivem com
HIV/AIDS. 2002. 283 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este estudo busca compreender como é o viver com HIV/AIDS, para mulheres portadoras do
vírus da Imunodeficiência Humana/AIDS. Trata-se de um estudo do tipo descritivo, realizado através de
entrevistas individuais, face a face, semi-dirigidas com 26 mulheres soropositivas, residentes em Maringá
- Paraná. Utilizou-se como instrumento para relato, um roteiro no qual constava: dados sóciodemográficos; as entrevistas, que continham um relato espontâneo sobre a própria vida; conhecimento
acerca das vias de transmissão e das formas de prevenção; mudanças ocorridas na vida após o diagnóstico
de soropositividade; interpretação da percepção do risco; prevenção secundária; significado da AIDS; o
conviver com o HIV e a expectativa no futuro; significado da morte. Os resultados indicam que as
concepções de AIDS e morte estão vinculados à maneira como as mulheres viveram a notícia de seu
diagnóstico e à continuidade da vida. Percebeu-se que um novo momento da vida é inaugurado após o
diagnóstico e isto parece indicar um novo redimensionamento da identidade feminina, pois parece haver
uma ruptura da identidade quando são confrontadas com as imagens do feminino associadas à AIDS. Este
estudo fornece subsídios para se repensar as propostas de atuação, intervenção e prevenção destinadas às
mulheres, de forma que se aproximem mais da realidade deste grupo. Trata-se de uma contribuição para a
luta daqueles que consideram importante o reordena mento das relações de gênero para o combate da
disseminação do HIV e melhora da qualidade de vida das mulheres que vivem com o HIV/AIDS.
2003
Mestrado
KOBAYASHI, Cristiani. Da história da dor para a dor na história: histórias de vida de
pacientes com dor. 2003. 290 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A dor crônica é aquela que persiste além do tempo razoável para a cura de uma lesão ou que
está associada a processos patológicos crônicos. É de ocorrência universal e o aumento de sua freqüência
é muito preocupante. "Dor total" como definido por Cicely Saunders (1991) é a composição das
dimensões física, emocional, social e espiritual acrescida dos âmbitos financeiro, interpessoal, familiar e
mental. O objetivo deste trabalho foi obter informações que pudessem ajudar na compreensão sobre como
é ser uma pessoa com dor verificando qual o impacto em suas vidas e de seus familiares e qual o lugar
262
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
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que essa dor ocupa em suas histórias. A compreensão foi realizada a partir de uma abordagem qualitativa
de inspiração fenomenológica baseada nas idéias postuladas por Bom Meihy e tendo como base o
conceito de "Dor Total". Foram realizadas entrevistas com quatro pacientes que sofrem com dor de
origem não-oncológica. Foi feito levantamento e compreensão dos temas trazidos nos relatos e
compreensão da dinâmica de cada uma das depoentes. Observou-se que o método utilizado e o conceito
de "Dor Total" se mostraram adequados para a compreensão da dinâmica de pacientes com dor. Foram
ressaltadas as dificuldades encontradas no estabelecimento da relação de confiança entre pacienteprofissional de saúde; a necessidade de uma escuta cuidadosa desses pacientes, incluindo a compreensão
do papel da religiosidade em suas vidas; a vivência das muitas perdas em suas histórias e a importância do
luto. Por fim, foi levantado a necessidade de se buscar na história de cada paciente o "ponto gatilho
psíquico" de percepção da dor para que o paciente possa ter um tratamento integral e adequado.
Doutorado
ESSLINGER, Ingrid. O paciente, a equipe de saúde e o cuidador: de quem é a vida
afinal?...um estudo acerca do morrer com dignidade. 2003. 397 f. Tese (Doutorado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo uma aproximação ao modo como os pacientes
gravemente enfermos, o cuidador familiar e a equipe de saúde percebem a doença, as limitações que ela
causa, bem como investigar, para cada um destes personagens, qual é a concepção de "morte digna" ou
"boa morte". Considerando que o local onde hoje em dia a morte mais ocorre é o hospital, foi nessa
instituição que a pesquisa foi realizada. O instrumental utilizado para chegar a estas concepções foram
observações e entrevistas abertas com profissionais de saúde, num total de sete entrevistas. Utilizando
uma abordagem qualitativa, pude levantar as seguintes concepções de "boa morte" para todos os
personagens do referido cenário: morrer sem dor; morrer com conforto respiratório; ter a presença da
família; ter suporte emocional e espiritual; ter suas vontades realizadas. Não houve um consenso. por
parte dos profissionais de saúde, no que se refere à comunicação do diagnóstico e do prognóstico, nem no
que se refere à sedação. Para alguns profissionais, comunicar ao paciente seu prognóstico (quando
reservado), é tirar-lhe a esperança; para outros, significa um direito que pode fazer com que o paciente se
aproprie de seu processo de morte. A sedação, para alguns, confunde-se com o estar matando o paciente;
para outros, significa conforto, um último recurso para o alívio de sintomas que causam sofrimento.
Finalmente, a partir dos dados levantados, foi possível destacar a importância da comunicação, entendida
como olhar e escuta do paciente e da família como UNIDADE de TRATAMENTO. Pressupondo que
seja função da equipe de saúde lançar este olhar e esta escuta, fica clara a necessidade de repensar a
formação destes profissionais, voltada fundamentalmente à cura, bem como a necessidade de também
serem cuidados: como posso cuidar se não sou cuidado? Como posso ouvir, se não sou ouvido?
VERDADE, Marisa Moura. Uma noção de ecologia mental da morte para a Psicologia do
desenvolvimento humano: a questão da “troca simbólica da alma com a morte” numa
263
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
instituição de apoio ao paciente com câncer. 2003. 444 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
2004
Mestrado
OKAMOTO, Miriam Roseli Yoshie. A morte que invade espaços: vivências de profissionais na
instituição hospitalar. 2004. 222 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) – Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A morte é uma ameaça constante para o ser humano e pode a qualquer momento irromper na
sua vida, provocando a interrupção de projetos, a separação de entes queridos e a aniquilação do corpo.
Diante da sua inevitabilidade, o ser humano sente angústia, impotência e ansiedade. Atualmente, as
mortes ocorrem preponderantemente dentro dos hospitais, colocando os profissionais dessa instituição
continuamente em contato com a sua finitude e impotência diante dela. Assim, este trabalho procura
compreender quais são os sentimentos, as dificuldades, os significados e os mecanismos de enfrentamento
que os funcionários utilizam para conseguirem trabalhar com pacientes próximos à morte e avaliar a
disponibilidade para abrir espaços para conversar sobre a morte dentro do contexto hospitalar. A
abordagem fenomenológica foi o método de pesquisa escolhido, fundamentando a postura diante do
objeto de estudo, a coleta e análise dos dados. Os participantes foram no total de sete funcionários,
divididos em: a) equipe administrativa: um engenheiro, um profissional de informática e um
administrador de empresa; b) equipe de saúde: um auxiliar de enfermagem, um enfermeiro e um médico,
todos da oncologia, e uma médica da área vascular. A coleta de dados incluiu uma fase de observação
para conhecer a rotina de trabalho dos participantes e uma entrevista principalmente voltada para questões
relativas à morte. A compreensão dos dados mostra que a morte, o morto, o doente e suas feridas,
tumores, excreções e secreções são fontes de intensos sentimentos de medo, aversão, insegurança e
impotência, que distanciam os funcionários dos pacientes. Por outro lado, eles são convocados a se
aproximarem desses mesmos pacientes pelo movimento de rehumanização do hospital. O choque entre
essas duas posturas, que suscitam ansiedade e angústia, é vivenciado solitariamente, uma vez que não há
espaço, hoje, para a expressão desses sentimentos e conflitos. Discute-se a possibilidade de criação de
espaços para a discussão da morte dentro do contexto hospitalar.
Doutorado
EMILIO, Solange Aparecida. O cotidiano escolar pelo avesso: sobre laços, amarras e nós no
processo de inclusão. 2004. 265 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
264
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e do Desenvolvimento Humano
Resumo: O presente trabalho pretende mostrar o "avesso" do cotidiano escolar e lançar reflexões sobre as
amarras, os laços e nós necessários e/ou inevitáveis para o processo de inclusão de indivíduos
significativamente diferentes. Ele surgiu a partir de algumas inquietações vivenciadas por sua autora ao
perceber que existe a inclusão defendida pelos teóricos e almejada, mas há também aquela que tem
acontecido nas escolas que se denominam inclusivas. Entre ambas, pode-se encontrar uma grande
distância. Nos textos sobre o assunto, muitos silêncios, principalmente sobre o que não dá certo e o que
necessita ser repensado. Assim, muitas perguntas continuam a se fazer necessárias e com o intuito de
responder a algumas delas, a autora ingressou como psicóloga e pesquisadora no contexto de uma escola
regular de ensino infantil, fundamental e médio, que estava empenhada em realizar a inclusão responsável
e critériosa de alunos com necessidades educacionais especiais. Participou do contexto por mais de três
anos, tendo como principais objetivos verificar as implicações grupais e institucionais da inclusão de
alunos com necessidades educacionais especiais e as aproximações e afastamentos entre a inclusão
desejável e a possível, além das contribuições do profissional de Psicologia para este processo. Apoiada
pela abordagem qualitativa, que considera a relação dinâmica entre o mundo objetivo e a subjetividade do
pesquisador, retomou os registros e recordações dos acontecimentos presenciados durante sua
participação no contexto e elaborou vinhetas do cotidiano escolar, que condensaram situações ocorridas
com pessoas e em momentos diferentes. Então, a partir da releitura das vinhetas, levantou os temas que
mais se destacaram, tais como: o pertencimento, a abordagem às diferenças, os ruídos familiares, os
encaminhamentos e diagnósticos e as questões institucionais. Finalmente, buscou ampliar as discussões,
lançando reflexões acerca dos vínculos presentes no processo de inclusão e, com isso, abordando o que
está para além da questão legal, "de direito". Procurou, também, abarcar o que há de incorreções, o que é
feio, o que é oposto, o que se encontra silenciado nos textos, o que muitas vezes não é admitido, o que
está sempre inacabado, mas que parece ser fundamental para pensar e viabilizar uma inclusão "de fato",
pois esta não se encontra pronta ou se encerra em si mesma, mas faz parte de um processo vivo e em
transformação.
2005
Mestrado
RODRIGUEZ, Cláudia Fernanda. O que os jovens têm a dizer sobre adolescência e o tema da
morte? 2005. 258 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Este trabalho buscou compreender como os adolescentes percebem, refletem e se relacionam
com o tema da morte e verificar como explicam as altas taxas de mortalidade na sua faixa etária. Além
disso, investigou-se a necessidade de discutir o tema da morte com a família, amigos, profissionais e
quais as maneiras que os jovens consideram melhor. Esta reflexão é relevante e fundamental uma vez que
as estatísticas mostram dados alarmantes sobre o aumento da mortalidade entre adolescentes,
265
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
principalmente relacionadas com acidentes e mortes violentas. Buscou-se compreender o processo da
adolescência e a sua relação com o tema da morte, a partir de uma abordagem qualitativa na coleta e na
compreensão dos dados. Participaram desta pesquisa adolescentes do Ensino Fundamental e Médio de
duas escolas da cidade de São Paulo. Foi exibido o vídeo "Falando de morte com o adolescente" (do
Laboratório de Estudos sobre a Morte do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo) e foram
propostas discussões com os adolescentes, inspiradas na modalidade denominada Grupo Focal.
Categorias temáticas foram destacadas com o intuito de formar alguns eixos de análise. As reflexões
feitas pelos adolescentes envolveram o tema da morte e a dificuldade de pensar na possibilidade da perda
de pessoas queridas. De uma forma geral, os adolescentes não percebem a morte como possibilidade
pessoal, expressando sentimentos de imortalidade e onipotência. Ao relatarem perdas de amigos também
adolescentes, os sentimentos de choque e tristeza intensa são freqüentes, afinal, os amigos são
importantes fontes de apoio num processo de identificação. Algumas das hipóteses sobre os altos índices
de mortalidade na adolescência foram: uso de drogas; violência; banalização da morte; situações sociais
desfavoráveis; AIDS; falta de emprego e de perspectivas de futuro; suicídios; dificuldade na comunicação
com profissionais, amigos e familiares; dificuldades na expressão de sentimentos e pedidos de ajuda;
acidentes; falta de limites e a postura de desafiar o mundo; más influências; não imposição de
responsabilidade pela sociedade; entraves na educação etc. Foi estabelecido um contato com profissionais
de educação que refletiu como a escola compreende um importante espaço para possibilitar a discussão e
a reflexão sobre o tema da morte entre os profissionais e entre/com os alunos.
Doutorado
JUNQUEIRA, Maria Hercília Rodrigues. A expansão do self de presidiários: encontro da
Psicologia com a arte e a profissão. 2005. 273 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A crença no potencial humano de auto-regulação, na capacidade inerente da pessoa direcionar a
sua vida em busca de algo melhor para si e na tendência direcional atualizante de todas as coisas do
Universo foi o que moveu esse trabalho desde o início. A hipótese de que presidiários pudessem processar
mudanças significativas em suas vidas desde que oferecidas as condições necessárias e suficientes para a
expansão do self permeou as atividades oferecidas. Nessa busca de compreensão do processo de expansão
do self no encontro da Psicologia com a arte e a profissão, procurou-se os estudos de Carl Ramson Rogers
e Augusto Boal. Este estudo buscou compreender como a Psicologia (psicoterapia), a arte (teatro) e a
profissão (emprego) poderiam facilitar o processo de crescimento de presidiários, ajudando-os a
repensarem e a planejarem suas vidas, possibilitando o retorno ao meio social, familiar e pessoal. Foram
colhidos onze depoimentos de oito colaboradores participantes do Projeto Pontilhado, na cidade de Porto
Velho/RO, cuja peça teatral foi baseada em suas histórias de vida. Esse projeto foi desenvolvido do ano
de 1999 a 2004. O estudo de abordagem qualitativa procurou seguir as especificidades da pesquisa-ação.
O instrumento para coleta de dados foi a entrevista individual, não-diretiva, gravada em áudio. Na busca
dos elementos significativos que compareceram em seus depoimentos, procurou-se agrupar as
experiências comuns que os conduziram ao processo de transformação de suas vidas: O desvelar do self;
266
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Percepção de Psicologia ; Percepção da Arte; Percepção da Profissão; Predisposição á mudança; Término
do Projeto e Caminhos para tirar uma pessoa do mundo do crime. As percepções que os presidiários
tiveram de seu organismo, de suas experiências, das relações entre elas, do mundo à sua volta e a
consciência desses acontecimentos possibilitou-lhes a se desenvolver, crescer e a se transformar, num
trabalho conjunto com o seu organismo. A abertura aos dados da experiência interior e do mundo externo,
ampliando o campo da percepção, foi possibilitada pelos exercícios teatrais psicodramáticos, do trabalho
psicoterapêutico, no desenvolvimento de uma atividade produtiva e remunerada além do
acompanhamento fora das ações previstas. Foi um conjunto de atividades que possibilitaram aos
presidiários e ex-presidiários se libertarem das barreiras psicológicas que impediam o crescimento. Esse
estudo demonstrou que existe a possibilidade de se contribuir para a melhoria de vida das pessoas que se
encontram presas, proporcionando novas formas de perceberem e enfrentarem a saída da prisão. Na
expansão do self, as atividades psicodramáticas do teatro e o encontro psicoterápico ajudam nesse
crescimento, a profissão sustenta essa determinação e o apoio ampara nos momentos de crise, quando a
pessoa realmente se predispõe a sair do mundo do crime.
KOHATSU, Lineu Norio. Do Lado de fora da escola especial: histórias vividas no bairro e
contadas por ex-alunos por meio de vídeo. 2005. 291 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo principal o conhecimento e a compreensão da relação
que ex-alunos de escolas especiais mantêm com os seus bairros. Para a realização do estudo, foi proposta
a produção de um vídeo aos participantes, tendo também como objetivo secundário uma reflexão sobre
esse processo. A investigação parte de cinco perguntas norteadoras: 1) Como se constituiu o universo
social dessas pessoas (ex-alunos de uma escola especial) para além dos muros institucionais da escola? 2)
Será que a permanência na escola especial dificultou ao aluno o conhecimento de seu bairro e será que a
saída da escola proporcionou essa aproximação? 3) Como vivenciaram e ocuparam o espaço do bairro?
Quais foram as experiências mais significativas? Em que período da vida ocorreram? 4) Como é para
essas pessoas morar na periferia? Será que o contexto comunitário (se existente) favoreceu de algum
modo a sua socialização? 5) Em que medida o vídeo auxiliou no conhecimento da realidade vivida pelo
participante da pesquisa? O estudo se caracteriza como uma pesquisa qualitativa, de orientação
fenomenológica, tendo a pesquisa de tipo etnográfica como referência metodológica e a utilização do
vídeo como recurso. Participaram da pesquisa 03 ex-alunos de escola especial: uma do sexo feminino, 23
anos, funcionária de uma empresa de limpeza, e dois do sexo masculino com 24 e 41 anos, ambos
trabalhadores de uma oficina abrigada. Foram utilizados como critério de escolha dos participantes a
independência na locomoção, que morassem desde criança no bairro e que demonstrassem interesse na
participação da pesquisa. A pesquisa ocorreu em três bairros do Município de São Bernardo do Campo: a
favela Boa Vista, a Vila Rosa e o Jardim das Orquídeas, esta última situada numa zona de manancial. As
gravações dos bairros foram realizadas individualmente: a primeira experiência (piloto) ocorreu em um
único encontro, com uma gravação de quinze minutos; a segunda ocorreu em cinco encontros e
aproximadamente 60 minutos de gravação; a terceira e última foi realizada em seis encontros e
aproximadamente 90 minutos de gravação. A organização do material composta pelas gravações em
267
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vídeo, áudio e anotações de campo ocorreu da seguinte forma: transcrição dos materiais (vídeo e áudio),
observação das gravações em vídeo, apontamento das cenas/locais gravados e levantamento de temas. A
discussão sobre os trabalhos foi feita primeiramente de modo individual e no final foi realizada uma
discussão conjunta dos três trabalhos. O que se pode perceber é que cada um dos três participantes
apresenta um modo bastante particular de se relacionar com o bairro e com diferentes níveis de
integração. Observa-se também que, mesmo após saírem da escola especial, os três participantes mantêm
vínculos com pessoas relacionadas a esse universo social. Pode-se perceber também que o contato com os
espaços do bairro possibilitou a eles recordações de eventos da infância, assim como as conversas com os
vizinhos proporcionaram a revitalização das memórias do passado. O estudo mostra, desse modo, como
as pessoas com deficiência mental podem reconstruir as próprias histórias e podem participar da
construção da memória coletiva de seus respectivos bairros.
2006
Doutorado
ALVES, Elaine Gomes dos Reis. Pedaços de mim: o luto vivido por pessoas com deformidade
facial pós-trauma bucomaxilomandibular e a interferência no seu processo de desenvolvimento.
2006. 307 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O rosto se constitui como representante da identidade da pessoa. Ao sofrer um acidente e ter o
rosto deformado, principalmente em uma sociedade estimulada por um padrão estipulado de beleza, a
pessoa sofre pela identidade perdida, tem dificuldades para se olhar no espelho e voltar a viver em
sociedade. Este estudo teve o objetivo de compreender o sentido e significado da deformidade facial
adquirida pós-trauma bucomaxilofacial na vida da pessoa atingida. A metodologia utilizada foi:
observação participante em hospital com atendimento às pessoas com trauma bucomaxilo e seis
entrevistas com: dois homens vítimas de ferimento de arma de fogo em assalto no trânsito e em diligência
policial, um homem vítima de ferimento com guincho em construção civil, um homem vítima de
ferimentos com arma de fogo em tentativa de suicídio e duas mulheres feridas em acidentes
automobilísticos. A abordagem utilizada para análise de dados foi Clínico-Qualitativo. Observou-se que
pessoas com deformidades faciais pós-trauma bucomaxilomandibular têm suas vidas completamente
comprometidas com os tratamentos posteriores por, no mínimo, dois anos. Enfrentam dificuldades de
relacionamentos interpessoais e financeiras, pois não podem trabalhar devido às várias consultas e
cirurgias necessárias para restabelecimento das funções e melhora da aparência. A modificação abrupta
do rosto tem interferência direta na identidade da pessoa que tem dificuldade de retomar sua antiga rotina
de vida. Os colaboradores relataram sentimentos de medo do futuro, vergonha da aparência, insegurança,
impotência e submissão frente aos profissionais e instituições de saúde, desejo de recuperar a imagem
perdida, sensação de estar atrapalhando a família e inutilidade por não poder prover suas necessidades ou
268
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e do Desenvolvimento Humano
dos familiares. Constatou-se também que os profissionais de saúde responsáveis pelo tratamento
bucomaxilofacial possuem excelentes conhecimentos e habilidades técnicas, mas, têm dificuldade em
relacionar-se com o paciente e compreender suas reais necessidades e expectativas. A pessoa com
deformidade facial adquirida pós-trauma bucomaxilofacial deve ser assistida em suas necessidades
psíquicas por psicólogo com conhecimentos na área de trauma bucomaxilo e que compreendem as
representações psíquicas sobre rosto, boca e dentes, perdas e luto. A equipe de saúde da área de trauma
bucomaxilo precisa incluir também um psicólogo, que poderá dar assistência tanto à equipe, quanto aos
pacientes, propiciando um melhor relacionamento entre estes. Há necessidade da incorporação de
disciplinas de Psicologia, Humanização em Saúde e Bioética, e introdução de discussões sobre o tema da
morte, perdas e luto nos cursos de graduação e pós-graduação na área da saúde. Nos cursos de
Odontologia deve constar, obrigatoriamente, a disciplina de Psicologia Aplicada à Odontologia, em nível
teórico, durante os primeiros dois anos e, em práticas clínicas nos dois últimos anos da graduação. Devido
à especificidade da área, o Conselho Federal de Psicologia , em possível parceria com o Conselho Federal
de Odontologia precisam criar a especialidade em Psicologia Aplicada à Odontologia.
2007
Mestrado
LIMA, Vanessa Rodrigues. Morte na família: um estudo exploratório acerca da comunicação á
criança. 2007. 188 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho investigou como ocorre a comunicação à criança da morte de um familiar
próximo (pai, mãe ou irmãos). Os objetivos foram: verificar a adequação dessa comunicação ao nível de
compreensão e desenvolvimento cognitivo da criança e compreender como a família colabora ou não para
o processo de elaboração do luto infantil por meio das informações e sentimentos que compartilha com a
criança ou esconde dela. O método utilizado foi o da pesquisa qualitativa, pela profundidade e vasta
possibilidade de interpretações que essa abordagem possibilita, além de uma visão mais ampla do
fenômeno abordado. Participaram desta pesquisa, responsáveis por crianças que sofreram a perda por
morte de um parente próximo quando tinham entre dois e sete anos, aproximadamente. Os dados foram
colhidos por meio de entrevistas abertas, por permitirem a flexibilidade necessária a cada caso particular.
As entrevistas foram compreendidas a partir da identificação de categorias recorrentes no discurso dos
entrevistados, com base em análise temática. Os resultados trazem a importância de uma comunicação
aberta e clara com a criança, além de adequada a seus níveis de compreensão; salientam os benefícios de
se compartilharem os sentimentos, apontando para o cuidado do comunicador para com a criança como
uma via de mão dupla e, demonstram a força do apoio social da família extensa no período pós-morte.
Conclui-se que, apesar de difícil, a comunicação da morte de um parente próximo à criança é
269
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e do Desenvolvimento Humano
imprescindível e deve ser revestida de alguns cuidados básicos por parte do comunicador, que deve ser
alguém com quem a criança tenha fortes laços de afetividade.
SANTOS, Ana Beatriz Brandão. A primeira hora: as dificuldades e desafios dos profissionais
de Psicologia em tratar e compreender pacientes com ideação ou tentativa de suicídio. 2007. 184
f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade
de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Suicídio é um problema complexo para o qual não existe uma única causa ou razão. Resulta de
uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais
como aponta o Manual de Prevenção do Suicídio para Profissionais de Saúde elaborado pela Organização
Mundial de Saúde - OMS (2000). É difícil explicar porque algumas pessoas escolhem o suicídio,
enquanto outras em situação similar ou pior não o fazem. Entretanto, a maioria dos suicídios pode ser
prevenida como aponta o documento acima referido. Envolve atenção aos comportamentos,
disponibilizando formas de contato, como número de telefone, consultório, formas de acolhimento,
demonstração de interesse e respeito. Nossa principal tarefa, como profissionais e principalmente como
seres humanos, é a sua prevenção. Este estudo tem como objetivo verificar as dificuldades e necessidades
dos profissionais de Psicologia no atendimento e acompanhamento a pacientes com tentativa de suicídio
e/ou ideação suicida. Foram entrevistadas cinco psicólogas que falaram sobre suas experiências de
atendimento a pacientes com a demanda do suicídio. Da análise e compreensão das respostas dadas pelas
entrevistadas foram agrupados os principais temas abordados. Os objetivos desta compreensão foram: 1)
refletir a formação do psicólogo e identificar falhas no aprendizado, a partir de sua compreensão do que é
suicídio e de como atuar como psicólogo; 2) identificar obstáculos para atuação e estratégias para
removê-los, pensando no trabalho em equipe multiprofissional; 3) discutir os cuidados que o psicólogo
deve ter como profissional que atende pessoas com tentativa de suicídio. Ao final da análise de cada
entrevista foram arrolados os principais temas abordados. Ao fazer o cruzamento entre os temas, foi
possível agrupá-los em oito: 1) o que é suicídio e tentativa de suicídio; 2) tema tabu; 3) a família; 4) atuar
em instituição; 5) a equipe multiprofissional; 6) atuar em consultório; 7) o psicólogo; 8) a formação.
Observou-se que é de extrema importância a discussão do tema nas disciplinas durante a formação do
psicólogo, a busca pelo aprimoramento mesmo depois de formado, buscar supervisão dos casos atendidos
e terapia pessoal a fim de que se possa elaborar conteúdos pessoais principalmente aqueles que se
aproximam aos conteúdos trazidos pelos pacientes. É importante ressaltar que este estudo não traz
estratégias de atuação e autocuidado, mas se propõe a discutir as estratégias atuais e refletir sobre novas.
SILVA, Janaína Corazza Barreto. Desenvolvimento humano na velhice: um estudo sobre as
perdas e o luto entre mulheres no início do processo do envelhecimento. 2007. 188 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo investigar as perdas vividas por mulheres que estão
envelhecendo e as formas de enfrentamento do luto e reestruturação de suas vidas. A velhice é uma fase
270
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
do desenvolvimento marcada por múltiplas perdas significativas que demandam um doloroso trabalho
psíquico para elaboração e readaptação. Apesar das usuais representações negativas e tentativas de negar
o envelhecimento, tem se aberto espaço para novos papéis, oportunidades de socialização, aprendizagem
e crescimento. O objetivo deste trabalho foi conhecer algumas das experiências atuais de envelhecimento
das participantes, as suas dificuldades, mortes concretas e simbólicas, seus modos de enfrentamento e
projetos de vida. A abordagem da pesquisa foi qualitativa. Foram realizadas entrevistas abertas que
partiam de uma pergunta ampla e eram acompanhadas de acordo com o que as entrevistadas
consideravam relevante. As participantes foram quatro mulheres, com idades entre 53 e 64 anos, que
realizaram atividades da Universidade Aberta à Terceira Idade no Instituto de Psicologia da Universidade
de São Paulo. Foram destacadas falas representativas, as quais foram categorizadas e analisadas por eixos
temáticos. Os relatos mostraram que as principais fontes de sofrimento eram a perda do cônjuge, do
trabalho e as exigências do papel de cuidadoras dos pais mais idosos. A falta de preparação para a velhice
e a aposentadoria, de apoio profissional e a solidão dificultam o enfrentamento das perdas nesta fase da
vida. Constatou-se que esse início da velhice é um importante momento de transição que demanda
cuidado e atenção para que se possa ter melhor qualidade de vida no envelhecimento. Foram feitas
propostas de abertura de espaços de discussão sobre o tema das perdas e o processo de luto no
envelhecimento.
2008
Mestrado
ARAÚJO, Carolina Guimarães. A saúde mental está doente! A Síndrome de Burnout em
psicólogos que trabalham em Unidades Básicas de Saúde. 2008. 244 f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: A Síndrome de Burnout consiste em um conjunto de sintomas, físicos e/ou emocionais, que
estão relacionados ao modo como cada pessoa lida com os eventos estressores do ambiente de trabalho.
Esta síndrome acomete essencialmente profissionais que mantém um contato direto com outros seres
humanos. O presente trabalho teve como objetivo investigar a razão pela qual os psicólogos das Unidades
Básicas de Saúde de um determinado município do Estado de São Paulo estavam adoecendo. Além disso,
buscou verificar se os participantes apresentavam a Síndrome de Burnout e, se confirmado, quais fatores
desencadeadores estariam envolvidos. Foram realizadas entrevistas semidirigidas, que partiam de um
questionário previamente elaborado, mas com a possibilidade da ampliação e aprofundamento dessas
questões, bem como formulação de novas perguntas, seguindo um modelo clínico. As participantes foram
sete psicólogas que trabalham ou trabalharam em UBS do Município em questão. Foram realizadas
análises individuais, para compreensão qualitativa da experiência de cada uma delas, e depois, foi
realizada uma análise temática dos discursos como um todo. Os relatos mostraram alguns fatores
envolvidos no desenvolvimento da síndrome, tais como: a) pessoais - tempo de experiência profissional,
271
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
perfeccionismo, impotência; b) organizacionais - sobrecarga de trabalho, falta de autonomia, nãovalorização do psicólogo, falta de suporte (supervisão/psicoterapia), perfil dos pacientes, falta de trabalho
interdisciplinar. Foram feitas propostas de intervenções com os psicólogos, para prevenir a Síndrome de
Burnout, bem como de reestruturação da grade curricular do curso de Psicologia, e das Instituições de
Saúde Pública. Ainda, foi realizada uma reflexão sobre a falta do cuidado que o psicólogo tem consigo
mesmo. Por fim, foi sugerido um aprofundamento de pesquisas acerca do tema.
SALGUEIRO, Juliana Peixoto. Descrição e compreensão dos processos de perdas e luto
vivenciados por uma pessoa com esclerose lateral amiotrófica. 2008. 165 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo geral descrever e analisar os processos de luto e perdas
progressivas, vividos por uma pessoa idosa com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), consciente destas
perdas. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, sob o enfoque fenomenológico, a partir de um estudo de
caso. Como dados de análise, foram utilizados os relatos de sessões de psicoterapia domiciliar, com o
consentimento livre e esclarecido da participante. Por meio desse material, foram selecionados os relatos
em que se observavam a temática perda em decorrência da doença. Esses relatos compuseram quatro
unidades de significado: Os Movimentos, A Fala, A Segurança e A Independência, caracterizadas pelas
perdas mais significativas vividas pela participante durante o processo evolutivo da doença. As duas
primeiras unidades estão relacionadas diretamente à doença, uma vez que figuram como características da
ELA. As perdas da segurança e da independência estão presentes na maioria das situações de
adoecimento. Sobre a vivência descrita nesse trabalho, destacam-se o vínculo familiar, o cuidador
principal, a religião e o atendimento domiciliar como fatores que contribuem para o alívio do sofrimento
da pessoa com ELA. Com relação à atuação do psicólogo, destacam-se, entre outras ações, a busca de
recursos alternativos ao paciente diante das sucessivas perdas, considerando suas idiossincrasias e
necessidades específicas. A aproximação e o vínculo afetivo entre o profissional e o paciente, bem como
o respeito aos seus valores e a sua história de vida são fatores fundamentais para a obtenção desses
recursos. Além disso, o psicólogo deve oferecer ajuda e amparo aos familiares que também podem
adoecer, necessitando de carinho e atenção profissional. Além da psicoterapia pessoal, para que essa
experiência de atendimento tenha resultados positivos e satisfatórios para o estudante, para o profissional
e, principalmente, para o paciente e seus familiares, são fundamentais os estudos sobre a morte e o
morrer, as supervisões dos casos atendidos, o compartilhamento das vivências.
Doutorado
PAIVA, Lucélia Elizabeth. A arte de falar da morte: a literatura infantil como recurso para
abordar a morte com crianças e educadores. 2008. 439 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
272
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
Resumo: A morte é um mistério e, por isso, é considerada um tabu em nossa sociedade, embora esteja
escancarada no cotidiano. Não se pode negar que a morte faça parte da vida, inclusive da vida das
crianças. Entretanto, evita-se falar sobre esse assunto, optando-se pelo silêncio, por envolver dor e
sofrimento. Muitas vezes, subestima-se a capacidade das crianças de enfrentar as várias perdas que
vivenciam ao longo da vida. A morte é um tema encontrado em vários livros infantis, sendo abordada sob
diversos aspectos a ela relacionados, tais como: o ato de morrer, perdas, luto e rituais. A literatura infantil
pode ser um ótimo recurso para trabalhar esse tema com as crianças, por meio de uma linguagem
apropriada ao seu universo. Este estudo tem como objetivo principal verificar como os educadores
trabalham e como poderiam trabalhar o tema da morte na escola, utilizando a literatura infantil com foco
nesse tema como instrumento de abordagem. Esta pesquisa, de caráter qualitativo, foi realizada em cinco
escolas (três particulares e duas públicas), localizadas na zona oeste da cidade de São Paulo, com
educadores que trabalham com Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Realizaram-se três encontros
com educadores, enfocando-se os seguintes temas respectivamente: morte; exploração de livros infantis
sobre a morte; formas de abordar a morte com crianças no contexto escolar. Um quarto encontro
(opcional) foi realizado para avaliação do processo. Procurou-se verificar a maneira como o tema da
morte aparece no contexto escolar e como é atualmente trabalhado pelos professores. Educadores teceram
apreciações sobre os livros explorados durante os encontros e refletiram sobre a viabilidade do uso deste
material como recurso para explorar o tema da morte e tópicos relacionados a ela dentro do âmbito
escolar. A partir dos resultados obtidos, compreendidos numa abordagem fenomenológica, pôde-se
perceber que o tema da morte está a partir dos resultados obtidos, compreendidos numa abordagem
fenomenológica, pôde-se perceber que o tema da morte está realmente presente no universo infantil e
aparece com certa regularidade, de formas diferentes, na escola, não podendo ser negligenciado. Além
disso, os educadores consideraram os momentos de reflexão e compartilhamento relevantes para discutir
temas relacionados à morte. O educador, ao se apropriar do seu papel de formador e de cuidador,
percebeu que também necessita de um espaço de cuidados, pois a tarefa de prover acolhimento é bastante
complexa e requer preparo. Sugere-se a criação de um espaço de compartilhamento e trocas entre a
Psicologia e a Educação para sanar lacunas na formação do educador e potencializar a função
humanizadora da literatura infantil na tarefa proposta.
2009
Mestrado
FUJISAKA, Ana Paula. Vivência de luto em adultos que perderam mãe na infância. 2009.
235 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo compreender a vivência de luto em adultos pela perda
de suas mães na infância e como pode ser ressignificada em outras fases da vida. A morte de um ente
273
Universidade de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
querido leva a processos de luto dolorosos e, no caso de crianças que perdem uma figura parental, este
sofrimento pode se agravar pelo fato de serem ainda dependentes física e emocionalmente de seus pais.
Assim, buscou-se compreender, a partir do relato de adultos, a experiência vivida na infância e a
possibilidade de ressignificações na história de vida de cada indivíduo. Trata-se de pesquisa qualitativa,
com inspiração em aspectos da Abordagem Centrada na Pessoa, teoria desenvolvida por Carl Rogers.
Foram realizadas entrevistas abertas, que partiram da pergunta: como foi ter vivido a perda de sua mãe? E
foram acompanhadas de acordo com o que os colaboradores consideravam relevante. Participaram deste
estudo seis adultos, 3 homens e 3 mulheres, com idades entre 32 e 61 anos, que perderam a mãe por morte
quando tinham entre 5 e 12 anos de idade. Os colaboradores foram localizados pela divulgação do
trabalho entre pessoas conhecidas e escolheram participar voluntariamente. Na análise compreensiva das
narrativas foram destacados os trechos mais representativos e apresentados por categorias temáticas, as
quais foram surgindo e se estruturando a partir dos relatos, não tendo sido estabelecidas a priori. A análise
mostrou que: 1) É preciso compreender a vivência de perda da mãe no início da vida como processo
dinâmico, havendo inúmeras variáveis envolvidas em cada história individual, não se podendo determinar
ou prever como a criança que perdeu a mãe será quando adulta; 2) Mostrou-se importante lidar com a
experiência da perda e com a dor para poder ressignificá-las, enxergando-as de maneiras diferentes, e
assim integrá-las à vida, diminuindo o medo de sentimentos negativos do passado retornarem; 3) Foi
possível perceber que o comportamento de permanecer vinculado à mãe ajudou os participantes a lidar
com a ausência desta e a redefinir este relacionamento, integrando o em suas vidas, não da mesma forma
como era quando estava viva, mas ainda como figura importante e significativa em suas histórias. Tendo
como base estes três aspectos observados, foram apresentadas orientações a profissionais de saúde,
familiares e pessoas que estão próximos a crianças e adultos que perderam suas mães em idade precoce.
Este trabalho pode contribuir com reflexões no sentido de minimizar o estigma social em relação a
crianças e adultos que perderam suas mães de maneira prematura. E, ainda, incentivar esforços para
auxiliar pessoas enlutadas em direção a maior comunicação e expressão de sentimentos relacionados à
perda por morte, acreditando que um acolhimento adequado pode ajudar a lidar com essa dor e crescer
por meio dela.
TEIXEIRA, Clodine Janny. O fenômeno da morte na adolescência sob o olhar de jovens em
conflito com a lei. 2009. 185 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do
Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Apesar da diminuição dos índices de violência na última década, o número de mortes por causas
externas, não naturais, ainda é muito elevado na cidade de São Paulo. Os mais atingidos são jovens do
sexo masculino moradores das periferias. Nesta pesquisa foram entrevistados adolescentes que cumpriam
medida socioeducativa em meio aberto em duas casas de Liberdade Assistida, nas periferias sul e norte da
cidade. O objetivo foi verificar como os jovens em questão percebem o fenômeno da morte na
adolescência, que causas e que soluções atribuem a ele. A abordagem foi qualitativa, tanto para a coleta
quanto para o tratamento do material obtido. Em seus relatos, os colaboradores denunciam a exposição
constante a situações de violência, risco de morte e perda de pessoas queridas em conflitos com a polícia
ou assassinadas por vingança. Apontam como uma das principais causas da morte de jovens a falta de
274
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Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
valor dado à vida. Como solução, recomendam a ampliação do número de vagas de emprego, a
eliminação das armas de fogo, do tráfico de drogas, e a urbanização das favelas; ressaltam, assim, a
importância da inclusão social e da valorização da vida. Este é um tema que demanda pesquisas para
embasar políticas públicas que visem a minimizar o desperdício de vidas de adolescentes e estabelecer
uma cultura de paz através da inclusão social.
Doutorado
PARISI, Silvana. Separação amorosa e individuação feminina: uma abordagem em grupo de
mulheres no enfoque da Psicologia Analítica. 2009. 272 f. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo a compreensão da separação amorosa vivenciada pela
mulher de meia idade relacionada ao processo de individuação através de um trabalho realizado em grupo
vivencial sob o enfoque da Psicologia Analítica. O método utilizado na pesquisa foi qualitativo sob a
perspectiva simbólico arquetípica. Foram realizados oito encontros de grupo com sete participantes na
faixa etária de quarenta a cinqüenta e cinco anos que estavam vivenciando uma separação amorosa. No
grupo foram utilizados recursos expressivos, contos e mitos para favorecer a elaboração simbólica. A
partir do material coletado observou-se uma grande diversidade de experiências em relação à perda como
sentimentos de tristeza, solidão, desamparo, raiva, desejos de vingança, sensação de vazio e
desorganização. Um tema comum manifestado pelas participantes foi a sensação de perda de identidade
no relacionamento anterior ou em decorrência da separação. Identificou-se que esta perda estava
associada a conteúdos inconscientes projetados no parceiro e na conjugalidade que ainda não haviam sido
reintegrados à consciência. Verificou-se que em alguns casos a identidade estava alicerçada no vínculo
simbiótico mantido com o parceiro. Reconhecer a raiva que estava na sombra do relacionamento, recolher
as projeções depositadas no parceiro e ter que enfrentar a solidão se revelaram como oportunidades de
diferenciação necessárias ao processo de individuação. Na compreensão dos dados, foi utilizado o
referencial de mitos e contos para estabelecer algumas amplificações e analogias. Alguns padrões
arquetípicos femininos mostraram estar ativados ou negligenciados na psique das participantes: a traição
acionou uma Hera raivosa e vingativa em algumas mulheres, enquanto Afrodite parecia abandonada pelo
desinteresse manifestado por algumas participantes para novos relacionamentos. Por outro lado a
separação constelou arquétipos de deusas mais independentes em algumas mulheres que investem em
trabalho e estudos. Observou-se que a temática da descida ao mundo inferior expressa nos mitos de Inana
e de Core-Perséfone era constelada na vivência depressiva de algumas participantes, uma experiência
necessária à elaboração do luto e ao enraizamento no Self feminino simbolizado pelo encontro com a
deusa escura reprimida na cultura patriarcal. O grupo vivencial se mostrou eficaz para favorecer a
elaboração do luto pela perda amorosa através da criação de um espaço ritual, permitindo a constelação
de uma nova Coniunctio. Os recursos expressivos e os contos e mitos utilizados facilitaram a expressão
simbólica das participantes e mobilizaram as forças curativas da psique para iniciar a cicatrização das
feridas ocasionadas pela perda. Constatou-se no grupo uma apropriação da própria trajetória de vida
possibilitando assumir a responsabilidade pelo processo de individuação. São sugeridos novos estudos e o
275
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e do Desenvolvimento Humano
desenvolvimento de trabalhos em grupos vivenciais de mulheres e também de homens para lidar com a
separação amorosa em consultórios e instituições de saúde, visando contribuir para a área de relações de
gênero.
2010
Doutorado
RODRIGUEZ, Claudia Fernanda. Falando de morte na escola: o que os educadores têm a
dizer. 2010. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo não encontrado.
MARIA LÚCIA TOLEDO MORAES AMIRALIAN
1995
Doutorado
RIBEIRO, Hugues Costa de França. Orientação sexual e deficiência mental: estudos acerca da
implementação de uma programação. 1995. 406 f. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar) Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Estuda as dificuldades para a implementacao de programas de orientação sexual para
adolescentes deficientes mentais, com base na visão dos responsáveis pela orientação pedagógica da
escola e através das representações que os vários grupos de profissionais e pais dos alunos fazem desta
orientação e de questões relativas a sexualidade e deficiência mental. Realiza entrevistas individuais com
os responsáveis pela orientação pedagógica e entrevistas em grupo, formados pelos professores, pais e
demais equipes de profissionais de uma escola para deficientes mentais. Registra as entrevistas
individuais via anotações e as em grupo são gravadas e transcritas. A análise dos seus conteúdos faz
emergir temáticas analisadas e discutidas em relação a orientação pedagógica, a cada grupo e entre os
grupos. Os resultados mostram a ausência de uma política clara em relação a orientação sexual e
entrechoques e concordâncias entre as representações em questões como: o direito a vida afetivo sexual, o
desenvolvimento da sexualidade, dificuldades para realizar a orientação sexual, como lidar e atuar diante
das manifestações de sexualidade dos adolescentes, entre outros.
276
Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
1997
Doutorado
HUBIG, Dina Olivetti de Carvalho. Otite média e a relação familiar. 1997. 2 v. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo não encontrado.
1998
Mestrado
NOYA, Janete Al Makul Bello. A Psicologia na prática: o significado dado pelos professores à
disciplina Psicologia no curso de Administração de Empresas. 1998. 127 f. Dissertação
(Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo,
São Paulo.
Resumo: Este trabalho fala do significado que a disciplina Psicologia tem para os professores que a
ministram no curso de Administração de Empresas. Usando a metodologia fenomenológica, através de
uma pesquisa onde foram entrevistados oito professores, chegou-se à essência de qual é o significado
dado pelos professores a essa disciplina no curso: os temas que regem seu currículo, os objetivos que têm
quando estão à frente dessa tarefa, a metodologia que utilizam, a reação dos alunos ao conteúdo
programático, as características que eles próprios, professores, devem possuir para serem professores
dessa matéria e ainda a visão que o psicólogo - em geral é esta a formação do professor - tem sobre a
administrador de empresas. O professor de Psicologia no curso de Administração de Empresas é aquele
que tem que mostrar que a teoria psicológica permite a compreensão do ser humano e que busca
sensibilizar o aluno - futuro administrador de empresas - para que reflita a sua vida pessoal e profissional
no sentido de transcender a sua subjetividade e assim - passando pela subjetivação - compreender melhor
o outro a quem ou quem vai administrar uma empresa. Esses professores entrevistados acreditam que o
desenvolvimento humano é fundamental para a formação profissional, que a lapidação da personalidade
do aluno, por ele próprio, é condição para que se possa ser um profissional de gabarito e que, sensibilizálo para isso é função do professor de Psicologia no curso de Administração de Empresas.
1999
277
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e do Desenvolvimento Humano
Mestrado
BARROS, Maria Cristina Monteiro de. A experiência do transplante autólogo de medula
óssea: em busca do verdadeiro self. 1999. 206 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e
do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Analisa qualitativamente a experiência de três pacientes oncológicos adultos (duas mulheres e
um homem) que submeteram-se ao Transplante Autólogo de Medula Óssea (TMO) em um hospital
particular da cidade de São Paulo. Sob uma perspectiva clínica, baseada no acompanhamento psicológico
realizado a estes pacientes, questiona sobre a vivência psíquica da situação paradoxal contida no
tratamento por TMO que, objetivando a cura ou o restabelecimento da saúde, provoca o adoecimento dos
pacientes e a morte de suas medulas. Estuda o impacto psicossocial do Transplante, os temas associados à
experiência, mecanismos de defesa e enfrentamento utilizados durante todo o processo, além de
identificar junto aos pacientes, a presença ou não de mudanças existenciais significativas ocorridas ao
longo de sua realização. Os sujeitos foram atendidos pela Psicologia durante o período do tratamento
através de uma abordagem de cunho breve e de referencial teórico psicanalítico, baseada nos conceitos
desenvolvidos por Donald W. Winnicott. Analisa a experiência dos pacientes atendidos através do estudo
detalhado das sessões e do material (desenhos, pinturas e depoimentos) produzido ao longo das mesmas.
Observa que o TMO representa um marco no tratamento e na vida dos pacientes. Durante suas etapas, o
senso de identidade dos pacientes é ameaçado, exigindo dos mesmos uma reacomodação de valores,
redefinição de limites e um reconhecimento de necessidades, tanto físicas como emocionais. Encontra
associadas a estes fatores ansiedades fortes (paranóides), como a sensação de robotização, de invasão e
posse do corpo. Observa também a instalação de processos regressivos e a presença de temas como o
renascimento e a maternidade. Discute sobre os desejos dos pacientes em estabelecerem uma
aproximação do verdadeiro self, ou seja, de viverem comprometidos com formas autênticas de exercício
de suas personalidades. Conclui sobre a importância do holding proporcionado pelos cuidadores destes
pacientes (especificamente do psicólogo), com atitudes de não fragmentação entre a psique e o soma e de
sustentação física e emocional dos mesmos durante fases de extrema dependência e vulnerabilidade.
BORK, Beatriz. As dificuldades dos mestrandos no decorrer do seu percurso. 1999. 230 f.
Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de
São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa investigou as principais dificuldades enfrentadas pelos alunos de Mestrado do
Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), tanto no
aspecto institucional quanto no pessoal. Primeiramente, realizei um histórico da Pós-Graduação no Brasil
e no IPUSP. Depois disso, iniciei minha coleta que, em um primeiro momento, visava traçar um perfil do
aluno de pós-graduação, de Mestrado, desse Instituto, o que foi possível através de um questionário
entregue aos mesmos nos dias de matrícula obrigatória. Na segunda etapa entrei em contato com 20% dos
participantes da amostra previamente coletada e realizei uma entrevista voltada a temas que abarcassem
as possíveis dificuldades por eles enfrentadas. Pude perceber, assim, dificuldades com a bibliografia, com
278
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Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
a expressão escrita, com o tempo e com as finanças diretamente relacionadas com os serviços da
secretária da pós-graduação, com as disciplinas, em função de existir poucas opções de escolhas, na
definição do tema, e em termos pessoais, especialmente problemas para conciliar o tempo e dedicação à
pesquisa, outras atividades e com a família, doenças do próprio aluno ou de familiares, gravidez, entre
outros. Foram abordados, também, queixas em relação à ausência de disciplinas e de orientadores nas
áreas sistêmaticas e existencial, da falta de uma melhor e antecipada divulgação dos congressos, da
ausência de incentivo e mobilização, por parte da Universidade, na promoção freqüente de reuniões ou,
mesmo, espaços para que os alunos pudessem trocar entre si e discutir questões científicas e, também, da
dificuldade no acesso e utilização dos computadores.
MAZZOLINI, Beatriz Pinheiro Machado. O manejo clínico do problema de aprendizagem na
perspectiva dos fenômenos transicionais. 1999. 177 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: Esta pesquisa analisou o manejo clínico feito pela psicóloga, no atendimento de uma préadolescente com queixa de dificuldade de aprendizagem escolar, em uma relação bipessoal
psicoterapêutica. Pesquisando o manejo clínico do problema de aprendizagem em autores como Mery,
Bettelheim, Fernández e outros, optou-se por analisar o manejo clínico efetuado segundo a teoria de
Winnicott, mais especificamente as contribuições sobre o desenvolvimento emocional e o campo da
transicionalidade: objeto e fenômenos transicionais, brincar e manejo clínico. A escolha desse referencial
teórico traz elementos para um manejo clínico mais efetivo e para a compreensão dos diferentes
fenômenos ocorridos durante o processo terapêutico. Manejo foi definido, nesta pesquisa, como o
conjunto de intervenções feitas pelo psicólogo no setting terapêutico e as modificações efetuadas por ele
nas técnicas utilizadas na sessão. O manejo foi feito de acordo com as necessidades da paciente, diante
das experiências que vivenciou nas sessões relatadas. Foi feito no sentido de criar um espaço potencial
para que ela pudesse expressar o seu self e vivenciar sua aprendizagem de um modo mais lúdico e mais
criativo. Conclui-se que a teoria winnicottiana pode estabelecer princípios para o manejo clínico de casos
de dificuldades de aprendizagem como sintoma.
VILLELA, Elisa Marina Bourroul. As repercussões emocionais em irmãos de deficientes
visuais. 1999. 191 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento
Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O objetivo deste trabalho é investigar o registro emocional dos irmãos enquanto integrantes de
uma família com uma criança deficiente visual. A família nuclear atual detém o monopólio da afetividade
e da preparação dos indivíduos para a vida. Como um subsistema da instituição familiar, as relações
fraternas ocupam um importante lugar na formação da personalidade de quem os tem. Apesar disto,
pouco se tem dedicado ao estudo e ao reconhecimento da sua grande importância. Somente a partir dos
anos 80, vamos encontrar estudos sistemáticos sobre o tema. No campo da psicanálise alguns autores tem
se dedicado a estudar e compreender a relação fraterna, não somente como extensão ou substituição da
relação com o objeto primário, mas sim como um fenômeno com uma especificidade própria. Famílias
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Universidade de São Paulo
Instituto de Psicologia
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar
e do Desenvolvimento Humano
com um membro deficiente desenvolvem uma dinâmica própria e as relações fraternas sofrem influências
desta. Este trabalho se propôs a conhecer as fantasias e os conflitos nodais relativos à relação fraterna dos
irmãos a partir de seus próprios relatos. Investigamos 10 crianças de idade entre 6 a 11 anos irmãs de
deficientes visuais. Utilizando os recursos de entrevistas e do Procedimento de Desenhos de Família com
Estórias de Walter Trinca. Os dados obtidos revelam um sistema básico de funcionamento mental
centrado na repressão da hostilidade. A rivalidade fraterna é uma experiência determinante no
desenvolvimento das funções do ego e na configuração da estrutura defensiva, a qual a criança começa a
edificar contra a hostilidade dirigida ao irmão. Se esta não pode ser vivida, fica retida no inconsciente,
não tendo a chance de transformar-se em ação positiva para o desenvolvimento e para o auto
conhecimento da pessoa. O custo emocional que foi observado nas crianças deste estudo foi que, em prol
da preservação da relação fraterna, há um afastamento de si prórpios frente aos seus verdadeiros desejos e
necessidades. No entanto o reconhecimento e a aceitação dos sentimentos negativos do filho não
deficiente por parte da família, e especialmente por parte da mãe possibilitará à criança vivenciar tais
sentimentos e elaborá-los. Esta elaboração permitirá um crescimento pessoal verdadeiro. Justifica-se aí o
desenvolvimento de trabalhos profiláticos com famílias com um membro deficiente.
Doutorado
KAJIHARA, Elisa Eiko. Práticas corporais da impressão e de expressão: suas contribuições
para a re-descoberta da sexualidade de paraplégico. 1999. 2 v. Tese (Doutorado em Psicologia
Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
Resumo: O presente estudo teve como tema central, a análise de um programa de Práticas Corporais, com
enfoque para a sexualidade do paraplégico. Seu objetivo principal foi o de avaliar as possíveis
contribuições que um programa dessa natureza poderia trazer nessa área. O programa buscou junto ao
paraplégico, ampliar os seus canais de expressão e comunicação, e possibilitar a descoberta em relação à
própria sexualidade. O recurso utilizado neste programa, foi o das Práticas Corporais de Impressão e de
Expressão, dentro de um contexto baseado nos Grupos de Encontro. Dentre as Práticas Corporais
destacaram-se a Técnica de Relaxação Progressiva de Jacobson, a Técnica de Relaxamento Passivo de
Michaux, os jogos psicomotores, os exercícios de toque e contato corporal, a expressão corporal. O
programa realizado em oito sessões, teve como participantes 4 paraplégi