LONDRES 2012 O DOSSIÊ COMPLETO

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LONDRES 2012 O DOSSIÊ COMPLETO
LONDRES 2012
O DOSSIÊ COMPLETO
Por Daniel Takata Gomes
Vistas aérea e interna do
Centro Aquático de Londres
JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012
QUANTIDADE
X
QUALIDADE
Há quatro anos, números suntuosos foram a
marca das Olimpíadas de Pequim. A qualidade, traduzida em feitos históricos, deve ditar o
ritmo dos Jogos de Londres
Por Daniel Takata Gomes
“Antecipar o prazer já é um prazer
por si só”, disse certa vez um poeta
alemão. Ele poderia estar se referindo
a qualquer coisa. E nem poderia imaginar, mas sua frase serviria como
uma luva para os Jogos Olímpicos.
Tão bom quanto a Olimpíada, esperada ansiosamente durante quatro
anos, é a expectativa que se cria em
torno dela. Muitos meses, e em alguns
casos anos, antes dos Jogos já começam os burburinhos sobre as competições. Muitos já começam a pensar na
próxima edição quando termina a anterior. É um círculo vicioso.
Por isso, nada melhor que atender
a essa expectativa à altura. A maior
competição do mundo merece um
dossiê caprichado. É isso que tentamos trazer, na medida do possível.
Sempre atentando para as especifidades dessa Olimpíada. Um documento
para Londres não pode ser igual ao de
Pequim.
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No dossiê para os Jogos Olímpicos de 2008, trouxemos uma tabela
com os recordes mundiais estabelecidos naquele ano antes da realização
do evento. Nada menos que 29. Era
um presságio de que aqueles Jogos
seriam marcados por números colossais. Foi a maior competição esportiva da história e dificilmente a Olimpíada de Londres conseguirá superála. As construções monumentais como o Cubo D'Água e o Ninho de Pássaro e a espetacular cerimônia de abertura demorarão para serem apagadas do imaginário.
Foi a Olimpíada que Michael
Phelps virou lenda, que o Brasil passou à maioridade com seu primeiro
ouro, que os recordes mundiais foram
estraçalhados. Foram 25, um dos
maiores números da história em uma
edição. Impulsionados pela tecnologia
dos então recém-lançados trajes com
poliuretano, vetados pela FINA em
33
2010, os nadadores não deixaram pedra sobre pedra.
Não esperamos ver números como
esses em Londres. Alguns recordes
obtidos principalmente em 2009, o
auge dos trajes hi-tech, são inalcançáveis. Por outro lado, isso valorizará
ainda mais as grandes performances.
Eventuais recordes serão comemorados como nunca. E isso atesta a evolução qualitativa da natação nesses
quatro anos. Se, após o banimento dos
trajes tecnológicos, muitos previram
que os recordes levariam um, dois ou
até mais ciclos olímpicos para serem
superados, eles começaram a cair antes do que se pensava. Em piscina
longa foram dois, nos 200m medley e
1500m livre masculino. Outros balançaram, ainda não caíram, mas parecem estar com os dias contados. É o
caso dos 100m e 400m livre e 100m
costas masculino e 100m peito e
200m costas feminino. Além das
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Cesar Cielo vibra em 2008. Veremos esta cena novamente?
sempre presentes surpresas olímpicas
que podem melhorar recordes que não
esperamos.
Há quatro anos, os Jogos foram
marcados por performances destruidoras. Londres pode ficar na história
por finalmente derrubar marcas que
esperam há muito tempo para serem
superadas. O tal salto de qualidade. O
próprio Comitê Olímpico Internacional deu sua parcela de contribuição.
Limitou o número de nadadores em
900, evitando o inchaço observado a
cada edição. São mais de 100 a menos
que em Pequim, e o menor número
desde 1996. Qualidade ao invés de
quantidade. E o maior símbolo disso
é, de novo, Michael Phelps.
Na Olimpíada passada, o maior
objetivo do americano era ter a melhor performance de sua vida para superar os sete ouros de Mark Spitz de
1972. Conseguiu. Foi uma marca dos
Jogos caracterizados por superlartivos. Agora, não almeja ter um desempenho tão avassalador. Está mais
velho e prestes a se aposentar. Tanto
que nadará “apenas” sete provas. O
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que ele pode, sim, é, em conjunção
com seus desempenhos de 2004 e
2008, se tornar o maior medalhista olímpico da história. Está a duas da ginasta soviética Larisa Latynina, que
tem 18, e quase certamente alcançará
mais este recorde.
Ele também pode juntar suas conquistas de 2004 e 2008 para tentar
mais um feito inédito: se tornar o
primeiro tricampeão na natação masculina. Ele terá quatro chances, nos
200m e 400m medley e 100m e 200m
borboleta. Se não conseguir em sua
primeira prova, os 400m medley, no
entanto, o japonês Kosuke Kitajima
pode roubar-lhe a primazia nos 100m
peito. Também pode ser tri nos 200m.
Um feito que lendas da natação como
Duke Kahanamoku, Roland Matthes,
Alexander Popov, Kieren Perkins e
Grant Hackett tentaram, mas não conseguiram.
Aliás, justamente o rival que pode
tirar a vitória de Phelps nos 400m
medley, Ryan Lochte, foi muito superestimado. Falou-se que ele poderia
nadar oito, nove provas e até superar
44
o feito de Phelps de Pequim. Mas é
provável que ele nade apenas cinco,
mais interessado, como ele mesmo já
afirmou, em superar suas marcas e recordes mundiais que parecem impossíveis, como nos 200m costas. De novo, qualidade em favor da quantidade.
Na natação feminina, a americana
Melissa Franklin tenta uma marca que
está mais para Pequim do que Londres: se tornar a primeira nadadora a
conquistar sete medalhas em uma Olimpíada. Mas é mais provável que
consiga uma marca mais londrina que
pequiniana: ser a primeira mulher a
superar um recorde mundial em piscina longa após o final da era dos trajes. Outras também podem conseguir,
como sua compatriota Rebecca Soni
nos 100m peito. E é nessa prova que a
australiana Leisel Jones busca um feito único: ser a primeira na natação a
subir quatro vezes no pódio de uma
prova individual.
Se a americana Natalie Coughlin
conseguir uma medalha, igualará
Jenny Thompson e Dara Torres como
a maior medalhista na natação
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feminina, com 12. E Jason Lezak, que
já é o mais velho homem a conquistar
uma medalha na natação olímpica,
pode superar Dara Torres e ter a liderança em ambos os sexos, se ele nadar
o 4x100m livre e sua equipe vencer a
prova.
Vale a pena também prestar atenção em gente como James Magnussen, que assombrou o mundo com sua
performance nos 100m livre em março; Matt Grevers, que igualmente arrepiou nos 100m costas na seletiva
americana, e que promete um bom
duelo contra o francês Camille Lacourt; a também francesa Camille
Muffat, que andou apavorando nas
competições preparatórias e só não é
mais favorita porque encarará as
campeãs olímpicas Federica Pellegrini e Rebecca Adlington, esta com
vantagem de nadar em casa; Sun
Yang, fenomenal fundista chinês, que
depois de bater o recorde mundial dos
1500m quer expandir seu domínio para os 200m e 400m. E muito mais...
E, se Pequim representou a surpresa, a explosão com a primeira medalha de ouro da história da natação
brasileira, o objetivo agora é manter a
qualidade alcançada com aquela con-
quista. A equipe é menor, mas a qualidade é maior. Há quatro anos, somente Thiago Pereira chegou entre os
5 melhores balizados, nos 200m e
400m medley. Agora, estão nessas
condições o mesmo Thiago nos 200m
medley, Cesar Cielo nos 50m e 100m
livre, Bruno Fratus nos 50m livre e
Felipe França nos 100m peito. Além
dos que estão um pouco abaixo e podem surpreender, como o próprio Cielo fez em 2008: Kaio Márcio, Leonardo de Deus, Henrique Barbosa,
Felipe Lima. Ou seja, quase toda a
equipe masculina.
O maior destaque, como tem sido
desde 2008 não só na natação mas no
esporte do Brasil, continua sendo Cielo. É o favorito ao ouro nos 50m livre
e pode brigar nos 100m. Mas uma
coisa é certa: ele carrega um país inteiro nas costas, responsabilidade até
certo ponto dividida, é verdade, com
uma seleção brasileira com mais
chances do que nunca. Ele já mostrou
que aguenta essa responsabilidade.
Na equipe feminina, Fabíola Molina será a mais velha, entre homens e
mulheres, a nadar pelo Brasil, e a terceira mulher mais velha a competir na
história da natação olímpica. Para as
mulheres, os objetivos não são tão
ousados quanto aos dos homens, mas
Joanna Maranhão adoraria repetir a
final obtida em 2004.
Este dossiê está organizado de
forma simples: a cada duas páginas
você encontrará o preview de uma
prova. Os dias se referem aos dias das
finais. Provas comentadas. As chances dos brasileiros. Curiosidades dos
10 primeiros balizados. Memória olímpica. Números e estatísticas Rankings top 10 all-time com e sem trajes
tecnológicos. Perfis de cada membro
da seleção olímpica brasileira de natação. Está tudo lá.
Não nos iludimos: algumas previsões serão furadas. Depois da Olimpíada, olharemos para algumas delas e
acharemos graça. Mas, em uma época
dessa, até o tiozão do boteco fará suas
previsões olímpicas. E talvez acerte
mais que a gente. Não importa. Se
não fossemos atrás das informações,
dos números, das histórias, e também
se não déssemos nossos pitacos, não
teríamos cumprido nossa missão. Esperamos que esse guia seja útil durante o período de 28 de julho a 5 de agosto, quando você conferirá o que
antecipamos nas próximas páginas.
Michael Phelps: última oportunidade de ver o maior nadador da história em ação
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SIGLAS DE PAÍSES (CONFORME UTILIZAÇÃO DO COI)
Sigla
AHO
ALB
ALG
AND
ANG
ANT
ANZ
ARG
ARM
ARU
ASA
AUS
AUT
AZE
BAH
BAN
BAR
BDI
BEL
BEN
BER
BIH
BLR
BOL
BOT
BRA
BRN
BUL
BUR
CAM
CAN
CAY
CGO
CHI
CHN
CIV
CMR
COK
COL
COM
CRC
CRO
CUB
CYP
CZE
DEN
DMA
DOM
ECU
EGY
ESA
ESP
EST
EUN
FIJ
FIN
FRA
FRG
FSM
GBR
GDR
País
Antilhas Holandesas
Albânia
Algeria
Andorra
Angola
Antigua e Barbuda
Australásia (1)
Argentina
Armênia
Aruba
Saoma Americana
Austrália
Áustria
Azerbaijão
Bahamas
Bangladesh
Barbados
Burundi
Bélgica
Benin
Bermuda
Bósnia e Herzegovina
Bielo-Rússia
Bolívia
Botswana
Brasil
Bahrein
Bulgária
Burkina Faso
Camboja
Canadá
Ilhas Caimã
Congo
Chile
China
Costa do Marfim
Camarões
Ilhas Cook
Colômbia
Camarões
Costa Rica
Croácia
Cuba
Chipre
República Checa
Dinamarca
Dominica
República Dominicana
Equador
Egito
El Salvador
Espanha
Estônia
Comun. Est. Indep. (2)
Fiji
Finlândia
França
Alemanha Ocidental
Micronésia
Grã-Bretanha
Alemanha Oriental
Sigla
GEO
GEQ
GER
GRE
GRN
GUA
GUI
GUM
GUY
HAI
HKG
HON
HUN
INA
IND
IRI
IRL
IRQ
ISL
ISR
ISV
ITA
JAM
JOR
JPN
KAZ
KEN
KGZ
KOR
KSA
KUW
LAO
LAT
LBA
LCA
LIB
LTU
LUX
MAD
MAL
MAR
MAS
MAW
MDA
MDV
MEX
MGL
MHL
MKD
MLI
MLT
MNE
MON
MOZ
MRI
MYA
NAM
NCA
NED
NEP
NGR
País
Geórgia
Guiné Equatorial
Alemanha
Grécia
Granada
Guatemala
Guiné
Guão
Guiana
Haiti
Hong Kong
Honduras
Hungria
Indonésia
Índia
Irã
Irlanda
Iraque
Islândia
Israel
Ilhas Virgens
Itália
Jamaica
Jordânia
Japão
Casaquistão
Quênia
Quirguistão
Coreia do Sul
Arábia Saudita
Kuwait
Laos
Letônia
Líbia
Santa Lúcia
Líbano
Lituânia
Luxemburgo
Madagascar
Malaya
Marrocos
Malásia
Malawi
Moldova
Maldivas
Méxigo
Mongólia
Ilhas Marshall
Macedônia
Mali
Malta
Montenegro
Mônaco
Moçambique
Ilhas Maurício
Myanmar
Namíbia
Nicarágua
Holanda
Nepal
Nigéria
Sigla
NIG
NOR
NZL
OMA
PAK
PAN
PAR
PER
PHI
PLE
PLW
PNG
POL
POR
PUR
QAT
ROU
RSA
RUS
RWA
SAA
SCG
SEN
SEY
SIN
SLE
SLO
SMR
SRB
SRI
SUD
SUI
SUR
SVK
SWE
SWZ
SYR
TAN
TCH
THA
TJK
TKM
TPE
TRI
TUN
TUR
UAE
UGA
UKR
URS
URU
USA
UZB
VEN
VIE
VIN
VNM
YEM
YUG
ZAM
ZIM
País
Niger
Noruega
Nova Zelândia
Omã
Paquistão
Panamá
Paraguai
Peru
Filipinas
Palestina
Palau
Papua Nova Guiné
Polônia
Portugal
Porto Rico
Catar
Romênia
África do Sul
Rússia
Ruanda
Saar
Sérvia e Montenegro
Senegal
Seicheles
Cingapura
Serra Leoa
Eslovênia
San Marino
Sérvia e Montenegro
Sri Lanka
Sudão
Suíça
Suriname
Eslováquia
Suécia
Suazilândia
Síria
Tanzânia
Tchecoslováquia
Tailândia
Tajiquistão
Turcomenistão
Taipé Chinesa
Trinidad e Tobago
Tunísia
Turquia
Emirados Árabes Unidos
Uganda
Ucrânia
União Soviética
Uruguai
Estados Unidos
Usbequistão
Venezuela
Vietnã
São Vicente
Vietnã do Sul
Iêmen
Iugoslávia
Zâmbia
Zimbábue
(1) Australásia foi a designação usada pelo time formado por Austrália e Nova Zelândia que disputou os Jogos Olímpicos de 1908 e 1912. Quando
os Jogos retornaram após a Segunda Guerra Mundial, em 1920, os dois países enviaram seleções separadas.
(2) Comunidade dos Estados Independentes foi o time pelo qual competiram os atletas da então recém esfacelada União Soviética nos Jogos de
Barcelona 1992. Quando subiam ao pódio, os atletas tinham içadas as bandeiras de seus próprios países.
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ÍNDICE
8 Números e recordes
Os mais espetaculares feitos da história da natação
olímpica
12 Seleção Olímpica Brasileira
Conheça em detalhes cada atleta de nossa seleção
15 Programação
Dias e horários de todas as provas
O DOSSIÊ OLÍMPICO
Dia 1
400m medley masculino
400m livre masculino
400m medley feminino
4x100m livre feminino
Dia 5
200m peito masculino
200m borboleta feminino
100m livre masculino
4x200m livre feminino
Dia 2
100m borboleta feminino
100m peito masculino
400m livre feminino
4x100m livre masculino
Dia 6
200m peito feminino
200m costas masculino
200m medley masculino
100m livre feminino
Dia 3
200m livre masculino
100m costas feminino
100m costas masculino
100m peito feminino
Dia 7
200m costas feminino
100m borboleta masculino
800m livre feminino
50m livre masculino
Dia 4
200m livre feminino
200m borboleta masculino
200m medley feminino
4x200m livre masculino
Dia 8
50m livre feminino
1500m livre masculino
4x100m medley feminino
4x100m medley masculino
Créditos das fotos:
Internacionais:Divulgação (Reuters, Getty Images, AP, France Presse)
Brasileiros: Satiro Sodré/Divulgação Agif
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NÚMEROS E RECORDES
QUADRO DE MEDALHAS FEM. (TOP 20)
QUADRO DE MEDALHAS POR PAÍS
Pos.
País
O
P
B
T
1
Estados Unidos
87
64
57
208
2
Alemanha Oriental
32
25
17
74
3
Austrália
25
23
22
70
4
Holanda
14
15
14
43
O
P
B
T
1
Estados Unidos
215
153
120
488
2
Austrália
56
57
59
172
3
Alemanha Oriental
38
32
22
92
5
Hungria
10
6
5
21
4
Hungria
23
23
17
63
6
China
7
14
5
26
62
7
Grã-Bretanha
6
9
13
28
8
Alemanha
5
12
20
37
9
Japão
4
3
6
13
10
Ucrânia
4
1
0
5
11
União Soviética
3
7
8
18
5
País
Pos.
Japão
20
21
21
6
Holanda
17
17
18
52
7
Grã-Bretanha
15
20
27
62
8
Alemanha
13
23
34
70
9
União Soviética
12
21
26
59
12
Romênia
3
2
3
8
Suécia
8
14
13
35
13
África do Sul
3
0
5
8
27
14
Irlanda
3
0
1
4
15
Zimbábue
2
4
1
7
16
Dinamarca
2
3
4
9
17
Canadá
1
6
10
17
10
11
China
7
15
5
12
Canadá
7
13
20
40
13
Comun. Est. Indep.
6
3
1
10
14
França
4
10
17
31
18
França
1
4
5
10
15
Rússia
4
5
5
14
19
Itália
1
3
2
6
16
Itália
4
4
9
17
20
Polônia
1
2
1
4
17
África do Sul
4
2
6
12
18
Ucrânia
4
2
1
7
QUADRO DE MEDALHAS MASC. (TOP 20)
O
P
B
T
1
Estados Unidos
128
89
63
280
2
Austrália
31
34
37
102
3
Japão
16
18
15
49
12
4
Hungria
13
17
12
42
1
7
5
União Soviética
9
14
18
41
3
8
6
Grã-Bretanha
9
11
14
34
7
Alemanha
8
11
14
33
8
Suécia
8
10
10
28
9
Canadá
6
7
10
23
18
19
Alemanha Ocidental
3
5
14
22
20
Romênia
3
2
4
9
21
Irlanda
3
0
1
4
22
Dinamarca
2
5
5
23
Zimbábue
2
4
24
Australásia
2
3
Pos.
País
25
Nova Zelândia
2
1
3
6
26
Áustria
1
6
5
12
27
Brasil
1
3
7
11
10
Alemanha Oriental
6
7
5
28
Grécia
1
3
2
6
11
Comun. Est. Indep.
5
3
0
8
28
Polônia
1
3
2
6
12
Rússia
4
4
5
13
30
Bélgica
1
1
2
4
13
França
3
6
12
21
14
Alemanha Ocidental
3
4
7
14
15
Holanda
3
2
4
9
16
Itália
3
1
7
11
30
Costa Rica
1
1
2
4
32
Argentina
1
1
1
3
32
Bulgária
1
1
1
3
17
Nova Zelândia
2
1
2
5
34
Coreia do Sul
1
1
0
2
18
Áustria
1
6
3
10
34
Iugoslávia
1
1
0
2
19
Brasil
1
3
7
11
20
Grécia
1
3
2
6
36
Espanha
1
0
3
4
37
México
1
0
1
2
37
Suriname
1
0
1
2
39
Tunísia
1
0
0
1
40
Eslováquia
0
2
0
41
Finlândia
0
1
42
Cuba
0
1
42
Noruega
0
1
RECORDES MUNDIAIS POR EDIÇÃO*
Edição
Recordes
Edição
Recordes
2
Londres 1908
5
C. México1968
5
Estocolmo 1912
8
Munique 1972
30
3
4
Antuérpia 1920
9
Montreal 1976
29
1
2
Paris 1924
5
Moscou 1980
10
1
2
Amsterdã 1928
5
L. Angeles 1984
11
L. Angeles 1932
3
Seul 1988
10
Berlim 1936
1
Barcelona 1992
10
Londres 1948
1
Atlanta 1996
4
Sydney 2000
15
44
Croácia
0
1
0
1
44
Eslovênia
0
1
0
1
44
Sérvia
0
1
0
1
Helsinque 1952
1
47
Filipinas
0
0
2
2
Melbourne 1956
5
Atenas 2004
8
48
Suíça
0
0
1
1
Roma 1960
2
Pequim 2008
25
48
Trinidad e Tobago
0
0
1
1
Tóquio 1964
5
48
Venezuela
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0
0
1
* desde que os recordes passaram a ser registrados com a criação
da FINA, em 1908
1
88
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NÚMEROS E RECORDES
Maior número de medalhas
16 Michael Phelps (USA, 2000-2008)
12 Jenny Thompson (USA, 1992-2004)
12 Dara Torres (USA, 1984-2008)
11 Mark Spitz (USA, 1968-1972)
11 Matt Biondi (USA, 1984-1992)
11 Natalie Coughlin (USA, 2004-2008)
10 Gary Hall Jr (USA, 1996-2004)
10 Franziska van Almsick (GER, 1992-2004)
9 Ian Thorpe (AUS, 2000-2004)
9 Alexander Popov (RUS, 1992-2004)
9 Shirley Babashoff (USA, 1972-1976)
Pode ser quebrado? Michael Phelps tem tudo para aumentar esse recorde e pode chegar a 23 medalhas. Se Natalie Coughlin conquistar uma
medalha no revezamento que irá nadar, igualará Thompson e Torres
como mulher com mais medalhas na natação.
Maior número de medalhas de ouro
14 Michael Phelps (USA, 2000-2008)
9 Mark Spitz (USA, 1968-1972)
8 Jenny Thompson (USA, 1992-2004)
8 Matt Biondi (USA, 1968-1972)
7 Don Schollander (USA, 1964-1968)
6 Kristin Otto (GDR, 1988)
6 Amy Van Dyken (USA, 1996-2000)
Pode ser quebrado? Sim. Phelps pode aumentar, e muito, esse recorde.
Ele terá sete chances para isso.
Mark Spitz: 11 medalhas e 9 ouros em 2 Olimpíadas
Maior número de medalhas em provas individuais
10 Michael Phelps (USA, 2000-2008)
7 Kristina Egerszegi (HUN, 1988-1996)
7 Kirsty Coventry (ZIM, 2000-2008)
6 Inge de Bruijn (NED, 1992-2004)
6 Mark Spitz (USA, 1968-1972)
6 Zoltán von Halmay (HUN,
Pode ser quebrado? Phelps pode chegar a 14 medalhas. Kirsty Coventry irá nadar três provas e se chegar ao pódio em uma se isola
como maior medalhista individual no feminino.
Maior número de medalhas de ouro em provas individuais
9 Michael Phelps (USA, 2000-2008)
5 Krisztina Egerszegi (HUN, 1988-1996)
Pode ser quebrado? Phelps pode chegar a 13.
Maior número de medalhas em uma Olimpíada
8 Michael Phelps (2004)
8 Michael Phelps (2008)
7 Mark Spitz (1972)
7 Matt Biondi (1988)
6 Kristin Otto (1988)
6 Natalie Coughlin (2008)
Pode ser quebrado? Não. Ninguém nadará oito provas em Londres.
Mas Melissa Franklin pode superar o recorde no feminino, pois irá nadar sete provas, podendo superar Kristin Otto.
Jenny Thompson: mulher com mais ouros, todos
em revezamentos
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Maior número de ouros em uma Olimpíada
8 Michael Phelps (2008)
7 Mark Spitz (1972)
6 Michael Phelps (2004)
6 Kristin Otto (1988)
Pode ser quebrado? Não. No entanto, novamente, no feminino, pode
até ser difícil, mas Melissa Franklin pode chegar até a sete ouros e igualar ou superar Kristin Otto.
99
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NÚMEROS E RECORDES
Maior número de medalhas individuais em uma Olimpíada
5 Michael Phelps (2004)
5 Michael Phelps (2008)
5 Shane Gould (1972)
Pode ser quebrado? Não. Mas a espanhola Mireia Belmonte é a única que irá nadar tantas provas com chances de medalhas, e ela
pode conseguir o feito em cinco, o que igualaria a marca.
Maior número de ouros individuais em uma Olimpíada
5 Michael Phelps (2008)
4 Mark Spitz (1972)
4 Kristin Otto (1988)
4 Michael Phelps (2004)
Pode ser quebrado? Não. Mireia Belmonte pode igualar Kristin Otto ou até Michael Phelps, mas é quase impossível. Melissa Franklin
pode igualar Kristin Otto, o que também é difícil. O mais provável
é Phelps igualar seus quatro ouros de 2004.
Maior número de vitórias em uma prova individual
3 Dawn Fraser (AUS, 100m livre em 1956, 1960 e 1964)
3 Krisztina Egerszegi (HUN, 200m costas em 1988, 1992 e 1996)
Pode ser quebrado? No masculino, ninguém ainda tem um tricampeonato, e é isso que podem conseguir Michael Phelps (100m e
200m borboleta e 200m e 400m medley) e Kosuke Kitajima (100m
e 200m peito). No feminino, Kirsty Coventry pode chegar à terceira
conquista nos 200m costas.
Krisztina Egerszegi: tricampeã nos 200m costas em
1988, 1992 e 1996
Maior número de vitórias em provas de revezamento
3 Matt Biondi (USA, 4x100m livre em 1984, 1988 e 1992)
3 Tom Jager (USA, 4x100m livre em 1984, 1988 e 1992)
3 Jenny Thompson (USA, 4x100m livre em 1992, 1996 e 2000)
3 Dara Torres (USA, 4x100m livre em 1988, 1992 e 2000)
3 Jenny Thompson (USA, 4x100m medley em 1992, 1996 e 2000)
3 Ian Crocker (USA, 4x100m medley em 2000, 2004 e 2008)
3 Jason Lezak (USA, 4x100m medley em 2000, 2004 e 2008)
Pode ser quebrado? Dificilmente. Lezak teria que ser escalado no 4x100m medley, o que é improvável. Alguns, no entanto, podem igualar o recorde: Leisel Jones (AUS) no 4x100m medley, Michael Phelps (USA) no 4x200m livre e 4x100m medley, Ryan
Lochte no 4x100m medley e o próprio Lezak no 4x100m livre.
Maior número de participações olímpicas
5 Alison Sheppard (GBR; 1988, 1992, 1996, 2000, 2004)
5 Carl Probert (FIJ; 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Dara Torres (USA; 1984, 1988, 1992, 2000, 2008)
5 Derya Büyükuncu (TUR; 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Lars Frölander (SWE; 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Mark Foster (GBR; 1988, 1992, 1996, 2000, 2008)
5 Martina Moravcova (SVK; 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Maria Peláez (ESP; 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Mette Jacobsen (DEN; 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Nina Zhivanevskaya (RUS/ESP; 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Rogerio Romero (BRA; 1988, 1992, 1996, 2000, 2004)
Pode ser quebrado? Será. Büyükuncu e Frölander estão confirmados para Londres e competirão em sua sexta Olimpíada.
Rogério Romero: 5 Olimpíadas e 5 participações nos 200m costas
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Mais participações em uma prova
5 Derya Büyükuncu (TUR, 100m costas em 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Rogerio Romero (BRA, 200m costas em 1988, 1992, 1996, 2000, 2004)
5 Mark Foster (GBR, 50m livre em 1988, 1992, 1996, 2000, 2008)
5 Nina Zhivanevskaya (RUS/ESP, 100m costas em 1992, 1996, 2000, 2004,
2008)
5 Martina Moravcova (SVK, 100m livre em 1992, 1996, 2000, 2004, 2008)
5 Dara Torres (USA, 4x100m livre em 1984, 1988, 1992, 2000, 2008)
Pode ser quebrado? Não. Apesar de Büyükuncu estar confirmado para Londres,
ele irá nadar somente os 200m costas.
1010
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NÚMEROS E RECORDES
Mais provas nadadas
23 Franziska van Almsick
Pode ser quebrado? Sim. Michael Phelps tem 17, e, nadando sete,
completará 24 e ultrapassará Franzi.
Mais provas em uma Olimpíada
10 Mohamed Bin Abid (1988)
Pode ser quebrado? Nem pensar.
Mais caídas n’água
37 Franziska van Almsick
37 Michael Phelps
Pode ser quebrado? Sim. É mais uma marca para a coleção de
Phelps. Se tudo der certo, ele chegará à impressionante quantidade
de 51.
Tentativas não faltaram para Franziska van Almsick
conquistar o ouro que lhe faltou: 23 provas nadadas
Mais caídas n’água em uma Olimpíada
17 Michael Phelps (USA, 2004)
17 Michael Phelps (USA, 2008)
Pode ser quebrado? Não.
Mais nova medalhista de ouro
Kyoko Iwasaki (JPN), 14 anos e 6 dias (1992, 200m peito)
Mais novo medalhista de ouro
Kuzuo Kitamura (JPN), 14 anos, 10 meses e 4 dias (1932, 1500m livre)
Obs.: Kitamura é o mais novo vencedor em toda a história Olímpica em provas individuais masculinas, contabilizando todos os
esportes.
Mais nova medalhista
Inge Sørensen (DEN), 12 anos e 24 dias (1936, 3ª nos 200m peito)
Obs.: Sørensen é a mais nova medalhista em toda a história Olímpica em provas individuais, contabilizando todos os esportes.
Mais novo medalhista
Kuzuo Kitamura (JPN), 14 anos, 10 meses e 4 dias (1932, 1º nos 1500m livre)
Obs.: o segundo mais novo é Dániel Gyurta, bronze em 2004 nos 200m peito aos 15 anos, 3 meses e 14 dias. Ele é um dos favoritos ao ouro em Londres.
Data Torres em Pequim 2008: mais velha a nadar e mais velha a medalhar
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Mais velha medalhista de ouro
Dara Torres (USA), 33 anos, 5 meses e 8 dias (2000, 4x100m medley)
Pode ser quebrado? Sim. A sueca Therese Alshammar, 34 anos, tem reais
chances de vitória nos 50m livre. E adoraríamos ver Fabíola Molina, 37,
superar essa marca, mas é muito difícil.
Obs.: em provas individuais, a recordista é Inge de Bruijn (NED), vencedora dos 50m livre em 2004 aos 30 anos, 11 meses e 28 dias.
Mais velho medalhista de ouro
Jason Lezak (USA), 32 anos, 9 meses e 5 dias (2008, 4x100m medley)
Pode ser quebrado? Sim. Se o próprio Lezak vencer o 4x100m livre, supera
seu recorde em quatro anos.
Obs.: em provas individuais, o recordista é Duke Kahanamoku (USA),
vencedor dos 100m livre em 1920 aos 30 anos e 5 dias.
Mais velha medalhista
Dara Torres (USA), 41 anos, 4 meses e 2 dias (2008, 2ª nos 50m livre e
4x100m medley)
Mais velho medalhista
William Robinson (GBR), 38 anos e 25 dias (1908, 2º nos 200m peito)
Mais velha a nadar
Dara Torres (USA), 41 anos, 4 meses e 2 dias (2008, 50m livre e 4x100m
medley)
Mais velho a nadar
Bartholomeus Roodenburch (NED), 42 anos e 17 dias (1908, 100m costas)
Mais nova a nadar
Yip Tsz Wa (HKG), 11 anos, 9 meses e 24 dias (2004, 100m peito)
Mais novo a nadar
Jorge Lima (ANG), 13 anos e 7 dias (1980, 100m costas)
1111
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SELEÇÃO BRASILEIRA OLÍMPICA DE NATAÇÃO 2012
BRUNO GIUSEPPE
CESAR AUGUSTO
DANIEL
FRATUS
CIELO FILHO
ORZECHOWSKI
Nascimento: 22/06/1989
Local: Macaé (RJ)
Altura: 1,87 m
Peso: 80 kg
Participações: estreante
Em Londres: 50m e
4x100m livre
Nascimento: 10/01/1987
Local: Santa Bárbara
D’Oeste (SP)
Altura: 1,95 m
Peso: 83 kg
Participações: 2008
Em Londres: 50m,
100m e 4x100m livre e
4x100m medley
Nascimento: 01/08/1985
Local: Joinville (SC)
Altura: 1,92 m
Peso: 85 kg
Participações: estreante
Em Londres: 100m costas e talvez 4x100m medley
- 5º colocado nos 50m livre no Mundial de Xangai
(2011)
- Atual campeão e recordista olímpico dos 50m livre
e bronze olímpico nos 100m livre.
- Top 10 all-time nos 50m costas e 2º melhor tempo
da história em trajes têxteis
- Ouro no 4x100m livre e prata no 50m livre no Pan
de Guadalajara (2011)
- Recordista mundial dos 50m e 100m livre
- Campeão sul-americano do 50m costas em Belém
(2012)
- Top 10 all-time nos 50m livre em trajes têxteis
- Campeão mundial de curta e longa dos 50m livre
em Roma (2009), Dubai (2010) e Xangai (2011) e
100m livre (2009, 2010)
Melhores tempos:
50m: 21.70 (2012)
100m: 48.72 (2011)
- Quatro ouros no Pan de Guadalajara (2011) e três
ouros e uma prata no Pan do Rio (2007)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m: 21.70 (2012)
100m: 48.72 (2011)
Melhores tempos:
50m livre: 20.91 (2009) – recorde mundial
100m livre: 46.91 (2009) – recorde mundial
50m borbo: 22.76 (2011) – recorde sul-americano
100m borbo: 53.07 (2011)
50m costas: 26.94 (2005)
Melhores tempos:
50m costas: 24.44 (2012) – rec. sul-americano
100m costas: 54.20 (2012)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m costas: 24.44 (2012) – rec. sul-americano
100m costas: 54.20 (2012)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m livre: 21.38 (2012)
100m livre: 47.84 (2011) l
50m borbo: 22.76 (2011) – recorde sul-americano
100m borbo: 53.07 (2011)
50m costas: 26.94 (2005)
DAYNARA LOPES
FABÍOLA PULGA
FELIPE ALVES
FERREIRA DE
MOLINA YABE
FRANÇA DA SILVA
PAULA
Nascimento: 22/05/1975
Local: São José dos
Campos (SP)
Altura: 1,77 m
Peso: 63 kg
Particip.: 2000 e 2008
Em Londres: 100m costas
Nascimento: 14/05/1987
Local: Suzano(SP)
Altura: 1,87 m
Peso: 90 kg
Participações: 2008
Em Londres: 100m peito
e talvez 4x100m medley
Nascimento: 25/07/1989
Local: Manaus (AM)
Altura: 1,63 m
Peso: 54 kg
Participações: 2008
Em Londres: 100m borboleta
- Prata no 100m borboleta e 4x100m livre e bronze no
4x100m medley no Pan de Guadalajara (2011)
- Finalista mundial nos 50m borboleta em Roma
(2009)
- Recordista sul-americana dos 100m borboleta em
piscina curta
Melhores tempos:
50m livre: 24.99 (2009)
100m livre: 55.16 (2009)
50m borboleta: 25.85 (2009) – rec. sul-americano
100m borboleta: 57.68 (2009)
50m costas: 29.39 (2011)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m livre: 25.64 (2012)
100m livre: 55.54 (2011)
50m borboleta: 26.26 (2012)
100m borboleta: 58.56 (2011)
50m costas: 29.39 (2011)
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- Bronze no Pan de Mar del Plata (1995), prata no
Pan do Rio (2007) nos 100m costas e bronze no
4x100m medley em quatro Pans.
- Ouro no 50m peito nos Mundiais de Dubai (2010) e
Xangai (2011) e no Pan-Pacífico de Irvine (2010)
- Ex-recordista mundial dos 50m peito (2009)
- Finalista mundial em Roma (2009) e Dubai (2010) e
bronze no Pan-Pacífico de Irvine (2010) nos 50m costas
- Ouro no 100m peito e no 4x100m medley no Pan de
Guadalajara (2011)
- Nadadora mais experiente da seleção (desde 1991)
- Top 10 all-time nos 100m peito em trajes têxteis
Melhores tempos:
50m borboleta: 26.82 (2011)
100m borboleta: 59.47 (2012)
50m costas: 27.70 (2009) – rec. sul-americano
100m costas: 1:00.07 (2009) – rec. sul-americano
200m costas: 2:14.08 (2011)
200m medley: 2:19.99 (1999)
400m medley: 4:54.38 (1999)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m borboleta: 26.82 (2011)
100m borboleta: 59.47 (2012)
50m costas: 28.25 (2011)
100m costas: 1:00.74 (2012)
200m costas: 2:14.08 (2011)
200m medley: 2:19.99 (1999)
400m medley: 4:54.38 (1999)
12
- Melhor tempo da história dos 50m peito em trajes
têxteis
Melhores tempos:
50m peito: 26.76 (2009) – rec. sul-americano
100m peito: 59.63 (2012)
200m peito: 2:18.10 (2006)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m peito: 26.87 (2012)
100m peito: 59.63 (2012)
200m peito: 2:18.10 (2006)
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SELEÇÃO BRASILEIRA OLÍMPICA DE NATAÇÃO 2012
FELIPE FERREIRA
GRACIELE
HENRIQUE R.
LIMA
HERRMANN
MARQUES
Nascimento: 05/04/1985
Local: Cuiabá (MT)
Altura: 1,95 m
Peso: 92 kg
Participações: estreante
Em Londres: 100m peito
e talvez 4x100m medley
Nascimento: 01/01/1992
Local: Pelotas (RS)
Altura: 1,81 m
Peso: 62 kg
Participações: estreante
Em Londres: 50m livre
BARBOSA
Nascimento: 05/07/1984
Local: Belo Horizonte
(MG)
Altura: 1,95 m
Peso: 96 kg
Participações: 2008
Em Londres: 200m peito
- Ouro no 4x100m medley e prata no 100m peito no
Pan de Guadalajara (2011)
- Prata no 50m livre e no 4x100m livre no Pan de
Guadalajara (2011)
- Prata no 200m peito e 4x100m medley no Pan do
Rio (2007)
- Prtata no 4x100m medley no Pan do Rio (2007)
- Integrante mais jovem da seleção brasileira de natação
- Finalista mundial nos 100m e 200m peito em Roma
(2009).
Melhores tempos:
50m peito: 27.29 (2009)
100m peito: 1:00.11 (2012)
200m peito: 2:12.62 (2012)
Melhores tempos:
50m livre: 25.15 (2012)
100m livre: 56.15 (2011)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m peito: 27.60 (2012)
100m peito: 1:00.11 (2012)
200m peito: 2:12.62 (2012)
- Ouro nas 100 e 200 jardas peito no NCAA
(Campeonato Universitário Americano) em 2006
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m livre: 25.15 (2012)
100m livre: 56.15 (2011)
Melhores tempos:
50m peito: 27.20 (2009)
100m peito: 59.03 (2009) – rec. sul-americano
200m peito: 2:08.44 (2009) – rec. sul-americano
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m peito: 28.01 (2010)
100m peito: 1:00.38 (2012)
200m peito: 2:09.82 (2011)
HENRIQUE
JOANNA DE A.
KAIO MARCIO
CAVALCANTI
MARANHÃO B.
FERREIRA COSTA
RODRIGUES
DE MELO
DE ALMEIDA
Nascimento: 04/02/1991
Local: Curitiba (PR)
Altura: 1,94 m
Peso: 87 kg
Participações: estreante
Em Londres: 200m medley
Nascimento: 29/04/1987
Local: Recife (PE)
Altura: 1,74 m
Peso: 60 kg
Nascimento: 19/10/1984
Local: João Pessoa (PB)
Altura: 1,75 m
Peso: 76 kg
Particip.: 2004 e 2008
Em Londres: 200m borbo,
200m e 400m medley
Particip.: 2004 e 2008
Em Londres: 100m e 200m
borbo e talvez 4x100m medley
- Ouro no 4x100m livre e bronze no 200m medley no
Pan de Guadalajara (2011)
- Finalista olímpica dos 400m medley (5ª colocada) e
4x200m livre (7ª) em Atenas (2004)
- Atual recordista mundial dos 200m borboleta e exrecordista dos 50m borboleta em piscina curta.
- Finalista mundial de curta nos 200m medley (4º colocado) em Dubai (2010)
- Bronze nos 400m medley no Pan de Santo Domingo
(2003) e 4x200m livre no Pan do Rio de Janeiro
(2007), prata nos 400m medley e 4x200m livre e
bronze nos 200m medley no Pan de Guadalajara
(2011)
- Campeão mundial dos 100m borboleta em Xangai
(2006) em piscina curta.
- Segundo brasileiro a nadar os 200m medley abaixo
de dois minutos.
Melhores tempos:
100m livre: 49.70 (2010)
200m medley: 1:58.91 (2012)
400m medley: 4:21.64 (2011)
Melhores tempos (trajes têxteis):
100m livre: 49.70 (2010)
200m medley: 1:58.91 (2012)
400m medley: 4:21.64 (2011)
Melhores tempos:
200m livre: 2:00.64 (2012)
400m livre: 4:12.19 (2009) – recorde brasileiro
800m livre: 8:32.96 (2009) – recorde brasileiro
200m borboleta: 2:09.41 (2009) – rec. sul-americano
200m costas: 2:16.68 (2008)
200m peito: 2:35.61 (2003)
200m medley: 2:12.12 (2011) – rec. sul-americano
400m medley: 4:40.00 (2004) – recorde brasileiro
Melhores tempos (trajes têxteis):
200m livre: 2:00.64 (2012)
400m livre: 4:13.49 (2010)
800m livre: 8:37.18 (2011)
200m borboleta: 2:09.62 (2012)
200m costas: 2:16.68 (2008)
200m peito: 2:35.61 (2003)
200m medley: 2:14.05 (2012)
400m medley: 4:40.00 (2004) – recorde brasileiro
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1313
- Finalista olímpico em Pequim (2008) e mundial em
Roma (2009) nos 200m borboleta
- Ouro nos 100m e 200m borboleta no Pan do Rio
(2007), prata nos 200m borboieta no Pan de Santo
Domingo (2003) e bronze nos 200m borboleta no Pan
de Guadalajara (2011).
Melhores tempos:
50m borboleta: 23.55 (2009)
100m borboleta: 51.51 (2009)
200m borboleta: 1:53.92 (2009) – rec. sul-americano
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m borboleta: 24.09 (2005)
100m borboleta: 51.99 (2007)
200m borboleta: 1:55.22 (2011)
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SELEÇÃO BRASILEIRA OLÍMPICA DE NATAÇÃO 2012
LEONARDO
MARCELO
NICOLAS NILO
GOMES DE DEUS
CHIERIGHINI
CÉSAR DE
Nascimento: 18/01/1991
Local: Campo Grande
(MS)
Altura: 1,74 m
Peso: 70 kg
Participações: estreante
Em Londres: 200m borboleta e 200m costas
Nascimento: 15/01/1991
Local: Itu (SP)
Altura: 1,95 m
Peso: 92 kg
Participações: estreante
Em Londres: 4x100m
livre
OLIVEIRA
- Ouro no 200m borboleta e prata no 4x200m livre no
Pan de Guadalajara (2011)
- Bronze no 4x100m livre no Mundial de curta de Dubai (2010)
- Semi-finalista mundial nos 200m borboleta em
Xangai (2011)
- Prata no 100m livre no NCAA (Campeonato Universitário Americano) em 2012
Melhores tempos:
100m costas: 55.20 (2011)
200m costas: 1:57.38 (2012)
100m borboleta: 53.38 (2012)
200m borboleta: 1:55.55 (2011)
Melhores tempos:
50m livre: 22.34 (2012)
100m livre: 48.79 (2012)
Melhores tempos (trajes têxteis):
100m costas: 55.20 (2011)
200m costas: 1:57.38 (2012)
100m borboleta: 53.38 (2012)
200m borboleta: 1:55.55 (2011)
Nascimento: 04/08/1987
Local: B. Horizonte (MG)
Altura: 1,97 m
Peso: 94 kg
Participações: 2008
Em Londres: 100m livre
e 4x100m livre
- Ouro no 4x100m e 4x200m livre no Pan do Rio
(2007) e ouro no 4x100m e prata no 4x200m livre no
Pan de Guadalajara (2011)
- Finalista mundial no 100m livre em Roma (2009)
- Bronze no 4x100m livre e 4x100m medley no Mundial de curta de Dubai (2010)
Melhores tempos:
50m livre: 22.35 (2009)
100m livre: 47.78 (2009)
200m livre: 1:46.90 (2009)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m livre: 22.34 (2012)
100m livre: 48.79 (2012)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m livre: 22.85 (2011)
100m livre: 48.71 (2011)
200m livre: 1:48.07 (2011)
TALES ROCHA
THIAGO
JOÃO DE LUCCA
CERDEIRA
MACHADO VILELA
(RESERVA)
Nascimento: 21/01/1987
Local: Rio de Janeiro
(RJ)
Altura: 1,82 m
Peso: 75 kg
Participações: estreante
Em Londres: 200m peito
PEREIRA
Nascimento: 06/01/90
Local: Rio de Janeiro
(RJ)
Altura:
Peso:
Participações: estreante
Em Londres: talvez
4x100m livre
- Ouro nos 200m peito nos Jogos Mundials Militares
do Rio (2011)
- Finalista nos 100m peito no Pan-Pacífico de Irvine
(2010) e nos 200m peito no Pan de Guadalajara
(2011)
Melhores tempos:
50m borboleta: 24.01 (2009)
50m peito: 27.77 (2010)
100m peito: 1:00.47 (2010)
200m peito: 2:09.31 (2009)
200m medley: 2:02.72 (2009)
Melhores tempos (trajes têxteis):
50m borboleta: 24.59 (2010)
50m peito: 27.77 (2010)
100m peito: 1:00.47 (2010)
200m peito: 2:10.37 (2012)
200m medley: 2:03.62 (2010)
Nascimento: 26/01/1986
Local: V. Redonda (RJ)
Altura: 1,86 m
Peso: 77 kg
Particip.: 2004 e 2008
Em Londres: 200m e 400m
medley e talvez 4x100m
medley
- Maior medalhista de ouro brasileiro em Pans (12 entre 2003 e 2011), e recordista de medalhas brasileiro
em uma edição (8, em 2007 e 2011).
- Finalista olímpico dos 200m medley em 2004 (5º) e
2008 (4º) e dos 400m medley em 2008 (8º).
- Campeão mundial de curta dos 200m medley em
Indianápolis (2004)
- Ex-recordista mundial de curta dos 200m medley e
vencedor geral da Copa do Mundo de 2010.
Melhores tempos:
100m livre: 50.26 (2006)
200m livre: 1:46.27 (2009) – rec. sul-americano
400m livre: 3:53.02 (2008)
100m borboleta: 52.35 (2009)
200m borboleta: 1:58.27 (2010)
100m costas: 53.86 (2012)
200m costas: 1:57.19 (2011) – recorde brasileiro
200m peito: 2:10.66 (2009)
200m medley: 1:55.55 (2009) – rec. sul-americano
400m medley: 4:08.86 (2009) – rec. sul-americano
Melhores tempos (trajes têxteis):
100m livre: 50.26 (2006)
200m livre: 1:48.63 (2007)
400m livre: 3:53.45 (2007)
100m borboleta: 53,23 (2007)
200m borboleta: 1:58.27 (2010)
100m costas: 53.86 (2012)
200m costas: 1:57.19 (2011)
200m peito: 2:10.79 (2011)
200m medley: 1:57.11 (2012)
400m medley: 4:11.14 (2007)
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Melhores tempos:
50m livre: 22.72 (2012)
100m livre: 49.27 (2012)
200m livre: 1:48.26 (2012)
1414
NICHOLAS A.
DIAS DOS SANTOS
(RESERVA)
Nascimento: 14/02/80
Local: Ribeirão Preto
(SP)
Altura: 1:90 m
Peso: 87 kg
Participações: 2008
Em Londres: talvez 4x100m
livre
Melhores tempos:
50m livre: 21.55 (2009) (têxtil: 22.07 (2012))
100m livre: 48.81 (2009) (têxtil: 49.16 (2012))
50m borboleta: 22.79 (2012)
100m borboleta: 54.43 (2006)
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PROGRAMA DA NATAÇÃO
Horários de Brasília.
28/07/2012 – ELIMINATÓRIAS
6:00h-8:24h
400m medley M
6:00h
100m borboleta F
6:26h
400m livre M
6:47h
400m medley F
7:17h
100m peito M
7:52h
4x100m livre F
8:16h
28/07/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-17:22h
400m medley M (final)
15:30h
100m borboleta F (semi)
15:40h
400m livre M (final)
15:49h
Pódio: 400m medley M
15:59h
400m medley F (final)
16:09h
Pódio: 400m livre M
16:20h
100m peito M (semi)
16:30h
Pódio: 400m medley F
16:40h
4x100m livre F (final)
16:50h
Pódio: 4x100m livre F
17:10h
29/07/2012 – ELIMINATÓRIAS
6:00h-8:14h
100m costas F
6:00h
200m livre M
6:20h
100m peito F
6:51h
100m costas M
7:13h
400m livre F
7:33h
4x100m livre M
8:05h
29/07/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-17:14h
100m borboleta F (final)
15:30h
200m livre M (semi)
15:37h
100m peito F (semi)
15:48h
Pódio: 100m borboleta F
15:58h
100m peito M (final)
16:08h
400m livre F (final)
16:15h
100m costas M (semi)
16:25h
Pódio: 100 peito M
16:34h
100m costas F (semi)
16:44h
4x100m livre M (final)
16:54h
Pódio: 400m livre F
17:02h
Pódio: 4x100m livre
17:12h
30/07/2012 – ELIMINATÓRIAS
6:00h-7:21h
200m livre F
200m borboleta M
200m medley F
6:00h
6:25h
6:49h
http://www.swimchannel.com.br
30/07/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-17:13h
200m livre F (semi)
15:30h
200m livre M (final)
15:41h
100m costas F (final)
15:49h
100 costas M (final)
15:56h
Pódio: 200m livre M
16:02h
100m peito F (final)
16:13h
Pódio: 100m costas F
16:20h
200m borboleta M (semi)
16:30h
Pódio: 100m costas M
16:41h
200m medley F (semi)
16:51h
Pódio: 100m peito F
17:03h
31/07/2012 – ELIMINATÓRIAS
6:00h-7:44h
100m livre M
6:00h
200m borboleta F
6:25h
200m peito M
6:47h
4x200m livre M
7:17h
31/07/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-17:21h
100m livre M (semi)
15:30h
200m livre F (final)
15:39h
200m borboleta M (final)
15:47h
200m borboleta F (semi)
15:55h
Pódio: 200m livre F
16:07h
200m peito M (semi)
16:17h
Pódio: 200m borboleta M
16:29h
200m medley F (final)
16:39h
4x200 livre M (final)
16:47h
Pódio: 200m medley F
16:59h
Pódio: 4x200m livre M
17:09h
01/08/2012 – ELIMINATÓRIAS
6:00h-8:06h
100 livre F
6:00h
200 costas M
6:20h
200m peito F
6:47h
200m medley M
7:14h
4x200m livre F
7:39h
01/08/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-17:31h
200m peito M (final)
15:30h
100m livre F (semi)
15:38h
200 costas M (semi)
15:47h
Pódio: 200m peito M
15:59h
200m borboleta F (final)
16:09h
100m livre M (final)
16:17h
200m peito F (semi)
16:24h
200m medley F (semi)
16:36h
Pódio: 200m borboleta F
16:47h
4x200m livre F (final)
16:57h
Pódio: 100m livre M
17:09h
Pódio: 4x200m livre F
17:19h
1515
02/08/2012 - ELIMINATÓRIAS
6:00h-8:11h
50m livre M
800m livre F
6:00h
6:27h
100m borboleta M
7:21h
200m costas F
7:46h
02/08/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-17:13h
50m livre M (semi)
200m peito F (final)
200m costas M (final)
200m costas F (semi)
15:30h
15:38h
15:46h
15:54h
Pódio: 200m peito F
200m medley M (final)
Pódio: 200m costas M
100m livre F (final)
16:06h
16:16h
16:24h
16:34h
Pódio: 200m medley M
16:40h
100m borboleta M (semi)
16:51h
Pódio: 100m livre F
17:01h
03/08/2012 - ELIMINATÓRIAS
6:00h-8:22h
50m livre F
6:00h
1500m livre M
4x100m medley F
6:23h
7:50h
4x100m medley M
8:04h
03/08/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-16:55h
200m costas F (final)
100m borboleta M (final)
15:30h
15:38h
800m livre F (final)
Pódio: 200m costas F
50m livre M (final)
Pódio: 100m borboleta M
50m livre F (semi)
Pódio: 800m livre F
15:45h
15:58h
16:09h
16:15h
16:25h
16:32h
Pódio: 50m livre M
16:43h
04/08/2012 – SEMIFINAIS E FINAIS
15:30h-17:02h
50m livre F (final)
15:30h
1500m livre M (final)
Pódio: 50m livre F
4x100m medley F (final)
Pódio: 1500m livre M
15:36h
15:57h
16:07h
16:16h
4x100m medley M (final)
Pódio: 4x100m medley F
16:27h
16:36h
Pódio: 4x100m medley M
16:50h
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DIA 1 – 400m MEDLEY MASCULINO
Batalha pelos Jogos
Por Daniel Takata Gomes
LOCHTE OU PHELPS? PROVA PODE DEFINIR QUEM SERÁ O NOME DESSA OLIMPÍADA
Da Vinci ou Michelângelo? Federer ou
Nadal? Pelé ou Maradona? Lennon ou
McCartney? Sim, já podemos colocar a
rivalidade entre Ryan Lochte e Michael
Phelps como uma das maiores da história. Principalmente depois do que se viu
no Mundial do ano passado, com Lochte
vencendo nos dois confrontos diretos, e
da seletiva americana, em que Phelps
venceu três de quatro provas. Desde
2000, a primeira prova do programa da
natação é vencida pelo “rosto” dos Jogos
(Ian Thorpe em 2000, Phelps em 2004 e
2008). Por isso, muito provavelmente o
vencedor dos 400m medley será o maior
nadador dessa Olimpíada. Lochte sai na
frente, afinal sua vitória na seletiva, soltando no final e ainda assim se aproximando do melhor tempo da história em
trajes têxteis, impressionou. Mas Phelps
estava desde Pequim sem nadar a prova
para valer e pode ter
sentido falta de ritmo, o que pode ser
melhorado.
Além
disso,
motivação
maior não há para se
tornar o primeiro
homem tricampeão
olímpico da história.
O nome mais óbvio
para pódio é o húngaro László Cseh,
que em 2008 surpreendeu Lochte e tiroulhe a prata. Mas ele está no bolo do 4:104:12, onde se encontram pelo menos oito
nadadores. Um deles é Thiago Pereira,
que com seu melhor tempo sem trajes de
2007 estaria balizado em quinto. Suas
melhores fichas estão nos 200m medley,
mas uma boa prova pode lhe dar uma mo-
Ryan Lochte e
Michael Phelps
tivação e tanto. E desta vez, ao contrário
de 2008, quando o pódio já era quase certo, agora um lugar parece aberto. Os dois
japoneses e o outro húngaro são os maiores perigos. Os chineses não são muito
confiáveis. A batalha pelo bronze promete ser tão acirrada quanto a pelo ouro.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. RYAN LOCHTE (USA)
27 anos, 3ª Olimpíada
4:07.06 (jun/2012)
2. MICHAEL PHELPS (USA)
27 anos, 4ª Olimpíada
4:07.89 (jun/2012)
3. KOSUKE HAGINO (JPN)
17 anos, 1ª Olimpíada
4:10.26 (abr/2012)
4. .YUYA HORIHATA (JPN)
22 anos, 1ª Olimpíada
4:10.52 (abr/2012)
5. LÁSZLÓ CSEH (HUN)
26 anos, 3ª Olimpíada
4:11.22 (jun/2011)
Em 2008, Lochte teve uma batalha acirrada com Phelps na
seletiva americana e pensouse que ele poderia vencer o
compatriota em Pequim. Mas
além de Phelps abaixar seu
tempo, Lochte contraiu um vírus estomacal que prejudicou
sua performance e o fez até
perder a prata. Depois disso,
ele comeu somente McDonald's pelo resto dos Jogos, fazendo-o ganhar seis quilos.
Apesar de considerar os 200m
borboleta como sua especialidade, é nos 200m e 400m medley que Phelps bateu mais recordes mundiais: 8. Em 2008,
ele mesmo ficou surpreso com
sua performance em Pequim planejava 4:05 e fez 4:03. No
pódio, houve um problema técnico e o hino americano não foi
tocado completamente. Ainda
bem que ele teve outras sete
oportunidades para cantá-lo.
Jovem revelação japonesa,
Hagino foi um dos maiores
destaques do Mundial Junior
realizado no ano passado, em
Lima, ao conquistar cinco medalhas. Sempre foi considerado o “garoto dourado” do Japão nas categorias de base.
Aos 12 anos, tinha o impressionante tempo de 4:30 nos
400m medley, em piscina curta. No ano passado, devido a
uma gripe, não disputou a seletiva para o Mundial de Xangai.
Horihata conquistou a medalha
de bronze nos 400m medley no
Mundial de Xangai, no ano
passado, um dia depois de
completar 21 anos. Ele atribuiu
sua medalha às ausências de
László Cseh, que ficou nas eliminatórias, e Thiago Pereira,
que desistiu da prova. "Depois
disso, sabia que tinha chance".
Foi a primeira medalha do Japão na prova na história dos
campeonatos mundiais.
Vivendo na mesma época que
Phelps e Lochte, o único título
global de longa de Cseh nos
400m medley foi no Mundial de
2005, quando nem um nem outro nadaram a prova. Ele tem
um histórico de problemas: em
2004, fraturou o pé às vésperas da Olimpíada e rendeu
menos que o esperado, terminando em 3º. No Mundial de
2011, teve um ataque de asma
na eliminatória e não conseguiu classificação para a final.
6. DÁVID VERRASZTÓ (HUN)
23 anos, 1ª Olimpíada
4:11.71 (jun/2011)
7. THOMAS F.HOLMES (AUS)
20 anos, 1ª Olimpíada
4:11.81 (mar/2012)
8. WANG CHENGXIANG (CHI)
20 anos, 1ª Olimpíada
4:11.89 (abr/2011)
9. YANG ZHIXIAN (CHI)
20 anos, 1ª Olimpíada
4:11.92 (abr/2012)
10. LUCA MARIN (ITA)
26 anos, 3ª Olimpíada
4:12.04 (jun/2012)
Em um jantar após o Europeu
de Curta do ano passado, na
Polônia, Verrasztó saiu na mão
com o companheiro Dániel
Gyurta, e por isso foi suspenso
por nove meses, o que o tiraria
da Olimpíada. No entanto, a
federação transferiu a pena para ser cumprida em 2014, algo
sem sentido, mas que o permitiu disputar os Jogos. Mais tarde, Verrasztó e Gyurta se reconciliaram.
A Austrália vivia uma escassez
nos 400m medley. Para se ter
uma ideia, o recorde nacional
era de 4:15, um tempo muito
fraco para os padrões internacionais, e vigorava desde Sydney 2000, tendo sobrevivido à
era dos trajes. Pois FraserHolmes, também vencedor dos
200m livre na seletiva australiana, destruiu o recorde com
4:11. "Esperava 4:12, mas 4:11
foi um bônus".
Chengxiang apareceu nos rankings mundiais em 2010,
quando tinhá 18 anos e fez
4:13, melhorando de uma vez
cinco segundos. No ano passado, fez seu melhor tempo,
batendo o recorde asiático que
vinha da época dos trajes – recorde já superado este ano pelos dois japoneses que irão
nadar a prova nos Jogos de
Londres.
Zhixian venceu o Campeonato
Chinês este ano, superando
Wang Chengxiang por somente 10 centésimos. No entanto,
ele tem somente o terceiro melhor tempo da China. Para sua
sorte, Wang Shun, revelação
de apenas 17 anos, quarto lugar no ranking mundial do ano
passado, misteriosamente não
apareceu para nadar o campeonato nacional, e por isso ficou
inelegível para nadar os Jogos
Olímpicos.
Compatriota de Marin, Alessio
Boggiatto é um dos nadadores
mais azarados: ficou em quarto
lugar nos 400m medley por
três Olimpíadas, em 2000,
2004 e 2008. Em Pequim, Marin ficou em quinto, e ele, por
sua vez, também tem outra
tradição: infindáveis medalhas
de prata. Só nos 400m medley,
em Mundiais e Europeus de
curta e longa, ele tem dez medalhas. Nada menos que oito
são de prata.
400m MEDLEY MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
MEDALHISTAS DE 2008
EM OLIMPÍADAS
Michael Phelps (USA) – 4:03.84
Desde 1964
Disputará a prova em Londres.
MEMÓRIA
1972 – Munique
Os americanos Gunnar Larsson e Tim
McKee empataram na primeira colocação com 4:31.98. Verificou-se que Larsson levou a melhor por dois milésimos.
Ambos ficaram com o recorde olímpico,
mas o ouro foi só para Larsson. Na época, levantou-se a hipótese que a espessura da placa poderia ter sido decisiva
para a decisão nos milésimos. Como
consequência dessa controvérsia, as regras foram alteradas, e a partir de então
se declara empate quando dois nadadores chegam com o mesmo tempo até os
centésimos.
László Cseh (HUN) – 4:06.16
MAIORES VENCEDORES
Disputará a prova em Londres.
Tamás Darnyi (HUN) – 1988 e 1992
Ryan Lochte (USA) – 4:08.09
Tom Dolan (USA) – 1996 e 2000
Disputará a prova em Londres.
Michael Phelps (USA) – 2004 e 2008
MAIORES MEDALHISTAS
QUEM VENCEU DESDE 2008
Tamás Darnyi (HUN), Tom Dolan (USA) e Michael
Phels (USA) – 2 ouros
MUNDIAL 2009
Tim McKee (USA), Eric Namesnik (USA) e Erik Vendt
(USA) – 2 pratas
EUROPEU 2010
László Cseh (HUN) – 1 prata e 1 bronze
PAN-PACÍFICO 2010
Curtis Myden (CAN) – 2 bronzes
Ryan Lochte (USA), 4:07.59
QUEM MAIS NADOU
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
11 nadadores disputaram a prova em 3 Olimpíadas
Chad le Clos (RSA), 4:13.25
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
JOGOS ASIÁTICOS 2010
András Hargitay (HUN) – 1972, 1976 e 1980
Yuya Horihata (JPN), 4:13.35
Ryan Lochte (USA), 4:07.01
László Cseh (HUN), 4:10.95
1984 – Los Angeles
PAN-AMERICANO 2011
O canadense Alex Baumann bateu o recorde mundial e derrotou o brasileiro Ricardo Prado na luta pelo ouro. Com dificuldades para urinar no exame antidoping, os fiscais ofereceram-lhe cerveja
para facilitar os trabalhos. Somente no
terceiro copo é que perceberam que
Baumann era menor de idade, e só então
deram-lhe bebidas sem álcool.
Thiago Pereira (BRA), 4:16.68
2004 – Atenas
MUNDIAL 2011
Luca Sacchi (ITA) – 1988, 1992 e 1996
Ryan Lochte (USA), 4:07.13
Alessio Boggiatto (ITA) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Michael Phelps (USA) sobre Erik Vendt (USA) em
2004 (3.55s)
EUROPEU 2012
László Cseh (HUN), 4:12.17
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Gunnar Larsson (SWE) sobre Tim McKee (USA) em
1972 (2 milésimos – ler texro ao lado)
TOP 10 ALL-TIME
Foi o primeiro ouro da carreira do maior
nadador olímpico da história, Michael
Phelps. E o início da trajetória foi emblemática: foi a vitória com maior margem
da história da prova, e além disso ele bateu o recorde mundial – mas, apesar de
suas seis medalhas de ouro em Atenas,
foi seu único recorde mundial naquela Olimpíada.
MAIS VELHO VENCEDOR
Nadador
1. Michael Phelps, USA
Tempo
Ano
4:03.84
2008
Tamás Darnyi (HUN), 25a1m24d em 1992
2. Ryan Lochte, USA
4:06.08
2008
MAIS VELHO MEDALHISTA
3. László Cseh, HUN
4:06.16
2008
Curtis Myden (CAN), 3º em 2000, 26a3m14d
4. Tyler Clary, USA
4:06.96
2009
O Brasil na prova
MAIS NOVO VENCEDOR
5. Thiago Pereira, BRA
4:08.86
2009
Dick Roth (USA), 17a0m18d em 1972
6. Luca Marin, ITA
4:09.88
2007
MAIS NOVO MEDALHISTA
7. Kosuke Hagino, JPN
4:10.26
2012
András Hargitay (HUN), 3º em 1972, 16a5m23d
8. Gergı Kis, HUN
9. Yuya Horihata, JPN
4:10.40
2009
4:10.52
2012
10. Oussama Mellouli, TUN
4:10.53
2009
A melhor lembrança do Brasil nos 400m
medley é a medalha de prata de Ricardo
Prado em 1984, com recorde sulamericano que durou quase 20 anos –
dois anos antes ele havia vencido o
Mundial de Guaiaquil com recorde mundial. Em 1980, Djan Madruga havia alcançado a final da prova, terminando em
quinto lugar a somente dois segundos da
medalha de bronze – na mesma prova
em que Prado estreava em Olimpíadas
aos 15 anos, alcançando um surpreendente 12º lugar na final B. Além deles,
Thiago Pereira foi finalista em 2008 e
terminou na 8º posição. Antônio Azevedo
(1972), Renato Ramalho (1988 e 1992) e
Lucas Salatta (2004) também representaram o Brasil na prova.
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Estados Unidos
7
9
1
17
Ano
2
1
3
6
Nadador
1. Michael Phelps, USA
Tempo
Hungria
4:06.22
2007
União Soviética
1
1
1
3
2. Ryan Lochte, USA
4:07.06
2012
3
3. Tyler Clary, USA
4:09.20
2010
1
4. László Cseh, HUN
4:09.63
2005
5. Luca Marin, ITA
4:09.88
2007
6. Kosuke Hagino, JPN
4:10.26
2012
7. Yuya Horihata, JPN
4:10.52
2012
8. Thiago Pereira, BRA
4:11.14
2007
Canadá
Suécia
1
1
1
1
0
0
Brasil
0
1
0
1
Itália
0
0
2
2
Alemanha
0
0
1
1
Alemanha Ocid.
0
0
1
1
9. Erik Vendt, USA
4:11.27
2002
Austrália
0
0
1
1
10. Wang Shun, CHN
4:11.61
2011
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
RECORDES
Mundial: Michael Phelps, USA - 4:03.84 (2008)
1964 Tóquio
Dick Roth (USA), 4:45.4
Olímpico: Michael Phelps, USA - 4:03.84 (2008)
1976 Montreal
Rod Strachan (USA), 4:23.68
1984 L. Angeles
Alex Baumann (CAN), 4:17.41
1988 Seul
Tamás Darnyi (HUN), 4:14.75
2000 Sydney
Tom Dolan (USA), 4:11.76
Oceania: Thomas F.-Holmes, AUS - 4:11.81 (2012)
2004 Atenas
Michael Phelps (USA), 4:08.26
Asiático: Kosuke Hagino, JPN - 4:10.26 (2012)
2008 Pequim
Michael Phelps (USA), 4:03.84
Africano: Oussama Mellouli, TUN - 4:10.53 (2009)
Sul-americano: Thiago Pereira, BRA - 4:08.86 (2009)
Brasileiro: Thiago Pereira, BRA - 4:08.86 (2009)
Norte-americ.: Michael Phelps, USA - 4:03.84 (2008)
Europeu: László Cseh, HUN - 4:06.16 (2008)
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Lendas – Tom Dolan
O americano Tom Dolan se consagrou
em 2000 ao conquistar o bicampeonato
olímpico dos 400m medley. Também foi
campeão mundial a prova em 1994 e deteve o recorde mundial por 8 anos, até
que Phelps o superou em 2002. Dolan
era companheiro de equipe de Gustavo
Borges na Universidade de Michigan e
era conhecido pela raça e vontade que
demonstrava nos treinamentos e nas
competições. Já chegou a nadar 30 mil
metros em um único dia, divididos em
três treinos! Impressionava ainda mais o
fato de Dolan, asmático, ter uma capacidade respiratória 20% menor que a de
uma pessoa normal. Eventualmente sentia tonturas e até desmaiava, o que nunca foi suficiente para fazê-lo desistir.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 1 – 400m LIVRE MASCULINO
Tigres asiáticos
Por Daniel Takata Gomes
COMO HÁ QUATRO ANOS, UM COREANO E UM CHINÊS DEVEM BRIGAR PELO OURO
Quando o coreano Tae-Hwan Park e o
chinês Zhang Lin lutaram pela medalha
de ouro em 2008, parecia ser mais um capítulo de uma rivalidade que ainda duraria muito tempo – eles já disputavam desde as categorias inferiores e parecia que
aquilo iria se acirrar. O plano não se confirmou, pois Lin entrou em decadência e
sequer se classificou para os Jogos. Um
compatriota o substitui à altura: Sun
Yang, atual recordista dos 1500m. Ele ficou muito perto do recorde mundial no
Campeonato Chinês do ano passado. Este
é um recorde que Park diz querer quebrar
desde que ganhou o ouro olímpico. Park
tem se dado melhor no confronto direto,
tendo deixado Yang com a prata no Mundial do ano passado. A briga pelo ouro
parece se resumir aos dois, ainda mais
que o francês Yannick Agnel, que tem sido o terceiro melhor do mundo na prova,
abdicou para se
concentrar na velocidade. Teoricamente, o alemão Paul
Biedermann, recordista mundial e
bronze em Xangai
2011, também teria
condições de brigar,
mas nadou mal o
Campeonato
Alemão deste ano. Há
tempos a natação
americana de fundo
não é lá grande destaque, mas ao menos
nas últimas três Olimpíadas o bronze foi
para nadadores ianques. O risco de nem
isso acontecer agora é grande pois, apesar
de Peter Vanderkaay estar balizado em
quarto, nadou mal na seletiva americana e
parece não estar em boa fase. O canaden-
Tae-Hwan Park
se Ryan Cochrane e o tunisiano Oussama Mellouli são melhores nos 1500m,
mas tem chances de medalha. O australiano Ryan Napoleon só terá chances se
melhorar o que fez este ano. Mas estamos
falando do bronze. O ouro deve ficar nas
mãos dos tigres asiáticos.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. SUN YANG, CHN
20 anos, 1ª Olimpíada
3:40.29 (set/2011)
2. TAE HWAN PARK, KOR
22 anos, 3ª Olimpíada
3:42.04 (jul/2011)
3. PAUL BIEDERMANN, GER
26 anos, 2ª Olimpíada
3:44.14 (jul/2011)
4. PETER VANDERKAAY, USA
28 anos, 3ª Olimpíada
3:44.83 (jul/2011)
5. RYAN NAPOLEON, AUS
22 anos, 1ª Olimpíada
3:45.16 (abr/2011)
Ao vencer três provas nos Jogos Asiáticos de 2010, Yang
chorou. Perguntado por que
não chorou em Xangai 2011,
respondeu: "não posso ser
uma criança o tempo todo. Estou crescendo. Tenho que aprender a me controlar". Ele é
filho de ex-atletas (seu pai era
jogador de basquete e sua
mãe, de vôlei), foi criado para
ser um campeão, desde o incentivo à prática esportiva até
a alimentação controlada.
Park é uma verdadeira celebridade na Coreia do Sul. Único
campeão olímpico na da natação do país, ele já chama a atenção com sua altura de
1,83m, muito alto para os padrões coreanos. Ele é filho de
um saxofonista e de uma dançarina, está sempre vestindo
roupas das melhores grifes e já
se envolveu com uma cantora
das Wonder Gilrs, uma das
mais populares bandas de garotas do país.
Em 2009, Biedermann superou
o recorde mundial dos 400m
lvire que era de Ian Thorpe, e o
dos 200m livre que era de Michael Phelps. As suspeitas de
que ele é um nadador que se
adaptou melhor aos trajes tecnológicos têm fundamento, já
que nos anos seguintes ele
não manteve a hegemonia nas
provas. Bidermann namora outra estrela da natação, Britta
Steffen, há três anos.
Vanderkaay é um dos muitos
nadadores que têm asma, mas
ele não começou a nadar por
causa disso - entrou na natação aos 7 anos e descobriu a
doença aos 10. De seus três
irmãos, todos nadadores, dois
também têm asma. Curiosidade: os quatro nadaram a seletiva olímpica americana em
2008. Por sorte, eles têm especialidades diferentes, o que
evita problemas em casa.
Em 2010, Napoleon testou positivo no antidoping para a
substância Formoterol. Ele alegou que a substância estava
em uma medicação para asma, receitada por engano. Foi
suspenso por três meses, e o
período incluiria os Jogos da
Comunidade Britânica. No entanto, foi absolvido três semanas depois, período durante o
qual ficou sem treinar. Mesmo
assim, ficou na segunda posição nos 400m livre.
6. RYAN COCHRANE, CAN
23 anos, 2ª Olimpíada
3:45.17 (jul/2011)
7. OUSSAMA MELLOULI, TUN
28 anos, 3ª Olimpíada
3:45.31 (jul/2011)
8. YUN HAO, CHN
17 anos, 1ª Olimpíada
3:46.01 (abr/2012)
9. DAVID MCKEON, AUS
20 anos, 1ª Olimpíada
3:46.36 (mar/2012)
10. ROBERT RENWICK, GBR
24 anos, 2ª Olimpíada
3:46.73 (mar/2012)
Quando Cochrane começou a
nadar competitivamente, aos 9
anos, e durante um tempo, seu
melhor estilo era o nado de
costas. Seus técnicos, no entanto, achavam que ele seria
um grande nadador de borboleta. “Ainda bem que isso não
aconteceu”, diz ele hoje. Em
Pequim 2008, ele terminou as
eliminatórias dos 400m livre
em 9º e ficou fora da final por
apenas 3 centésimos.
Mellouli apareceu internacionalmente com o bronze nos
400m medley no Mundial de
2003. Ele testou positivo para
antidoping no final de 2006, e
por isso seus resultados do
Mundial de 2007 foram cassados. Suspenso 18 meses, foi
por isso que chegou mal balizado a Pequim 2008, onde
venceu os 1500m e se tornou
o primeiro nadador africano
homem a conquistar um ouro
individual.
Yun, de apenas 17 anos, apareceu nos rankings mundiais
somente esse ano, e tem um
tempo melhor em uma competição menor do início do ano:
3:45.49. Ele deixou Zhang Lin,
atual vice-campeão olímpico,
fora da Olimpíada, e ele já é
visto como sucessor de Sun
Yang: com a mesma idade, o
tempo de Yang era 3:50.16.
Ele também é veloz e tem um
razoável 54.11 nos 100m borboleta.
McKeon venceu a seletiva australiana este ano, sua primeira
grande conquista depois que
começou a treinar seriamente,
há somente três anos. Há muita margem de melhora, portanto. Ele é filho de Rob McKeon,
que também nadou os 400m
livre nos Jogos de 1980 e
1984, e Susie WoodhouseMcKeon, que nadava borboleta
e representou a Austrália nos
Jogos da Comunidade Britânica de 1982.
As maiores conquistas de
Renwick são o ouro nos 200m
livre e a prata no 4x200m nos
Jogos da Com. Britânica de
2010. No entanto, ele gostaria
que sua antiga técnica, Eileen
Adams, pudesse ter presenciado. Ela morreu de câncer um
pouco antes da competição.
Renwick nasceu nos Emirados
Árabes, mas é naturalizado
escocês, e tem dificuldades de
encontrar piscinas de 50m para treinar na Escócia.
400m LIVRE MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1904 (disputado em 1904 como 440 jardas)
MAIORES VENCEDORES
Murray Rose (AUS) -- 1956 e 1960
Ian Thorpe (AUS) – 2000 e 2004
MAIORES MEDALHISTAS
Murray Rose (AUS) e Ian Thorpe (AUS) – 2 ouros
Tsuyoshi Yamanaka (JPN) – 2 pratas
Arne Borg (SWE) e Boy Charlton (AUS) – 1 prata e 1
bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
John Hatfield (GBR) – 1912 a 1928
Anders Holmertz (SWE) – 1984 a 1996
Massimiliano Rosolino (ITA) – 1996 a 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Boy Charlton (AUS) – 1924, 1928 e 1932
Tsuyoshi Yamanaka (JPN) – 1956, 1960 e 1964
Stefan Pfeiffer (GER) – 1984, 1988 e 1992
Anders Holmertz (SWE) – 1988, 1992 e 1996
Massimiliano Rosolino (ITA) – 1996, 2000 e 2004
Grant Hackett (AUS) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Henry Taylor (GBR) sobre Frank Beaurepaire (ANZ)
em 1908 (7.4s).
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Buster Crabbe (USA) sobre Jean Taris (FRA) em 1932
(0.1s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Buster Crabbe (USA), 24a6m3d em 1932
MAIS VELHO MEDALHISTA
Ludy Langer (USA), 2º em 1920, 27a7m6d
MAIS NOVO VENCEDOR
Brian Goodell (USA), 17a3m20d em 1976
MAIS NOVO MEDALHISTA
Boy Charlton (AUS), 3º em 1924, 16a11m6d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
Estados Unidos
10
6
5
Austrália
5
5
6
Grã-Bretanha
1
2
0
União Soviética
1
1
2
Canadá
1
1
1
França
1
1
1
Áustria
1
0
1
Argentina
1
0
0
Alemanha Or.
1
0
0
Com. Est. Indep.
1
0
0
Nova Zelândia
1
0
0
Coreia do Sul
1
0
0
Japão
0
3
2
Suécia
0
1
3
Australásia
0
1
1
Alemanha
0
1
0
Itália
0
1
0
T
21
16
3
4
3
3
2
1
1
1
1
1
5
4
2
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1908 Londres
Henry Taylor (GBR), 5:36.8
1956 Melbourne
Murray Rose (AUS), 4:27.3
1964 Tóquio
Don Schollander (USA), 4:12.2
1976 Montreal
Brian Goodell (USA), 3:51.93
1988 Seul
Uwe Dassler (GDR), 3:46.95
1992 Barcelona
Yevgeny Sadovy (EUN), 3:45.00
2000 Sydney
Ian Thorpe (AUS), 3:40.59
MEDALHISTAS DE 2008
Tae-Hwan Park (KOR) – 3:41.86
Disputará a prova em Londres .
Zhang Lin (CHN) – 3:42.44
Não foi selecionado pela Federação Chinesa
por suas performances ruins deste ano.
Larsen Jensen (USA) – 3:42.78
Aposentou da natação após a Olimpíada de
Pequim.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Paul Biedermann (GER), 3:40.07
EUROPEU 2010
Yannick Agnel (FRA), 3:46.17
PAN-PACÍFICO 2010
Tae-Hwan Park (KOR), 3:44.73
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Ryan Cochrane (CAN), 3:48.48
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Tae-Hwan Park (KOR), 3:41.53
MUNDIAL 2011
Tae-Hwan Park (KOR), 3:42.04
PAN-AMERICANO 2011
Charlie Houchin (USA), 3:50.95
EUROPEU 2012
Paul Biedermann (GER), 3:47.84
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Paul Biedermann, GER
2. Ian Thorpe, AUS
3. Sun Yang, CHN
4. Oussama Mellouli, TUN
5. Zhang Lin, CHN
6. Tae-Hwan Park, KOR
7. Grant Hackett, AUS
8. Larsen Jensen, USA
9. Peter Vanderkaay, USA
10. Massi Rosolino, ITA
1928 – Amsterdã
Muito antes de Cesar Cielo, um sulamericano foi campeão olímpico de natação. Em 1928, Alberto Zorrilla aproveitou-se que os favoritos não se preocuparam muito com ele, nadou em uma raia
do canto e venceu inesperadamente.
Zorrilla chegou a ser recordista sulamericano dos 100m aos 1500m livre,
feito repetido somente uma vez na história, pelo brasileiro Djan Madruga.
1932 – Los Angeles
O americano Buster Crabbe derrotou o
recordista mundial Jean Taris em uma
prova que parecia perdida. “Aquele décimo de segundo mudou minha vida”,
disse ele anos depois. Foi aquele ouro
que chamou a atenção da Paramount
Studios, ávida por um atleta olímpico para encenar seus filmes que pudesse repetir o sucesso de Johnny Weissmuller.
Crabbe teve um razoável sucesso, e
também protagonizou Tarzã, além de
Buck Rogers e Flash Gordon.
1976 – Montreal
O americano Rick deMont venceu a prova, mas foi flagrado no exame antidoping
devido a um remédio para asma. Foi a
única vez que um nadador perdeu uma
medalha olímpica por doping.
1984 – Los Angeles
Tempo
3:40.07
3:40.08
3:40.29
3:41.11
3:41.35
3:41.53
3:42.51
3:42.78
3:43.11
3:43.40
Ano
2009
2002
2011
2009
2009
2010
2001
2008
2008
2000
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Ian Thorpe, AUS
3:40.08
2002
2. Sun Yang, CHN
3:40.29
2011
3. Tae-Hwan Park, KOR
3:41.53
2010
4. Grant Hackett, AUS
3:42.51
2001
5. Massimiliano Rosolino, ITA
3:43.40
2000
6. Kieren Perkins, AUS
3:43.80
1994
7. Yannick Agnel, FRA
3:43.85
2011
8. Klete Keller, USA
3:44.11
2004
9. Paul Biedermann, GER
3:44.14
2011
10. Yuri Prilukov, RUS
3:44.44
2005
RECORDES
Mundial: Paul Biedermann, GER - 3:40.07 (2009)
Olímpico: Ian Thorpe, AUS - 3:40.59 (2000)
Sul-americ.: Ricardo Monasterio, VEN - 3:50.01 (2003)
Brasileiro: Armando Negreiros, BRA - 3:51.18 (2007)
Norte-americ.: Larsen Jensen, USA - 3:42.78 (2008)
Europeu: Paul Biedermann, GER - 3:40.07 (2009)
Oceania: Ian Thorpe, AUS - 3:40.08 (2002)
Asiático: Sun Yang, CHN - 3:40.29 (2011)
Africano: Oussama Mellouli, TUN - 3:41.11 (2009)
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MEMÓRIA
Na primeira Olimpíada com realização da
final B, o alemão ocidental Thomas Fahrner venceu a final de consolação com
3:50.91 – o americano George DiCarlo
conquistou o ouro com 5:51.23. Foi a única vez na história da natação olímpica
que isso aconteceu.
O Brasil na prova
Djan Madruga chegou perto do pódio duas vezes.
Em 1976 e 1980, terminou em 4º. Em 1976, chegou a bater o recorde olímpico na eliminatória, se
tornando o primeiro a nadar abaixo de 4 minutos
em Olimpíadas. Em 1980 perdeu o bronze por
somente 20 centésimos. Ainda ficou em 4º nos
1500m em 1976 e em 5º nos 400m medley em
1980, tendo sido o brasileiro que mais bateu na
trave. Ao menos tem uma medalha olímpica de
revezamento. Além dele, os únicos que passaram
de fase foram Tetsuo Okamoto, semifinalista em
1952 (11º lugar) na mesma Olimpíada em que
conquistou o bronze nos 1500m, e Marcelo Jucá,
finalista B em 1984 (15º lugar). Uma curiosidade:
João Havelange, ex-presidente da FIFA, representou o Brasil na prova em 1936, chegando na 30ª
posição.
Lendas – Johnny Weissmuller
O americano Johnny Weissmuller é conhecido por ter sido o primeiro homem a
ter baixado do minuto nos 100m livre e
também como o mais famoso Tarzã dos
cinemas. Mas também fazia bonito nos
400m livre, prova na qual foi ouro olímpico em 1924 e o primeiro atleta a nadar
abaixo de 5 minutos. Como versatilidade
pouca é bobagem, também conseguiu
um bronze nos Jogos de 1924 no pólo
aquático! Quando se mudou da Romênia
para os Estados Unidos, era uma criança
raquítica. Os resultados da natação como terapia foram fantásticos, culminaram
em cinco ouros em duas Olimpíadas e
hoje ele ainda é considerado por muitos
o maior nadador de todos os tempos.
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DIA 1 – 400m MEDLEY FEMININO
Menina não entra
Por Daniel Takata Gomes
NOS 400M MEDLEY FEMININO, SÃO AS MULHERES QUEM DÃO AS CARTAS
Os fatos comprovam: o 400m medley
feminino não é para meninas. Tudo bem,
Stephanie Rice, campeã em 2008 quando
estreava em Olimpíadas, está aí para
comprovar a exceção da regra. Mas todas
as favoritas ao pódio esse ano nadaram ao
menos uma edição dos Jogos. Para corroborar essa tese, as americanas Katie Hoff
e Elisabeth Beisel chegaram com favoritismo em 2004 e 2008, respectivamente,
mas, jovens e estreantes, decepcionaram.
Agora, Beisel tem o melhor tempo da história sem trajes, é campeã mundial e vem
mantendo a consistência. Rice não ganhou nenhum título importante nos últimos quatro anos, mas voltou a nadar bem.
Ainda assim, precisará melhorar para brigar pelo ouro, pois a britânica Hannah
Miley, atual vice-campeã mundial tirando
a prata de Rice por apenas um centésimo,
evoluiu mais do que a australiana do ano
passado para cá. A
húngara
Katinka
Hosszú fez um belo
tempo no GP de Indianápolis em março,
teoricamente sem estar totalmente polida,
e pode surpreender.
As musas Mireia
Belmonte, da Espanha, e Zsuzsanna
Jakabos, da Hungria, têm a vantagem de
já terem tido uma
experiência olímpica. Ao contrário da
americana Caitlin Leverenz, que fará sua
estreia. As chinesas Li Xuanxu e Ye
Shiwen foram finalistas mundiais e depois ainda melhoraram seus tempos. Ye é
a campeã mundial dos 200m medley e Li
tem uma final olímpica na bagagem, o
Elizabeth Beisel
que pode fazer diferença. A história favorece as mais experimentadas. Joanna
Maranhão pode tirar vantagem disso: finalista olímpica em 2004, ela sonha em
repetir a final e também abaixar de 4:40.
Nadando melhor do que nunca, pode surpreender novamente.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. ELIZABETH BEISEL, USA
19 anos, 2ª Olimpíada
4:31.74 (jun/2012)
2. HANNAH MILEY. GBR)
22 anos, 2ª Olimpíada
4:32.67 (mar/2012)
3. KATINKA HOSSZÚ, HUN
23 anos, 3ª Olimpíada
4:32.83 (mar/2012)
4. LI XUANXU, CHN
18 anos, 2ª Olimpíada
4:33.34 (out/2011)
5. STEPHANIE RICE, AUS
24 anos, 2ª Olimpíada
4:33.45 (mar/2012)
Aos 15 anos, Beisel foi a integrante mais jovem de toda a
delegação americana na Olimpíada de 2008, na qual nadou
os 400m medley e 200m costas. Ela já havia feito sua estreia no Mundial de 2007, com
apenas 14 anos. Como nadadora de costas, sua parcial de
costas nos 400m medley é animal. Seu 1:08 só é superado
pelos tempos obtidos em trajes
tecnológicos. Hoje, ninguém
tem abaixo de 1:10.
Miley é treinada por seu pai,
Patrick Miley, e adicionou boxe
ao seu programa de treinamentos este ano após se apaixonar pelo esporte ao ver o
documentário "Sons of Cuba".
Ele, aliás, utiliza métodos pouco ortodoxos e para aprimorar
os movimentos aquáticos de
sua filha, utilizando movimentos de peixes, pássaros, helicópteros e suas relações com
o corpo e o sistema nervoso.
Hosszú foi campeã mundial
dos 400m medley e bronze nos
200m em 2009, tendo por isso
recebido o prêmio de esportista do ano na Hungria. Ela treina na California, sob o comando de Dave Salo, e em 2011
conquistou três títulos no
NCAA, tornando-se a segunda
nadadora do Trojans a conseguir o feito (após Kristine
Quance em 1994 e 1996), e
recebeu o título de melhor nadadora universitária do ano.
Xuanxu foi uma das atletas
mais jovens em 2008, com 14
anos. E não se intimidou, chegando à final dos 400m medley
e 800m livre, prova na qual
terminou na quinta posição.
Suas maiores conquistas são
bronzes nos 400m medley no
Mundial de Curta de 2010 e
nos 1500m no Mundial de
2011. Foi a primeira medalha
de uma chinesa em um Mundial em uma prova de fundo.
Rice assinou um contrato com
o empresário Titus Day, especialista em entretenimento,
planejando uma carreira para
quando parar de nadar, o que,
acredita-se, deve acontecer
não muito além de 2012, pois
Rice não se vê competindo em
2016. Será a primeira atleta a
oficialmente se tornar uma celebridade televisiva. "Ela está
interessada na mídia. Ela quer
continuar fazendo algo com o
esporte", diz Day.
6. YE SHIWEN, CHN
16 anos, 1ª Olimpíada
4:33.66 (out/2011)
7. MIREIA BELMONTE, ESP
21 anos, 2ª Olimpíada
4:33.91 (mar/2012)
8. CAITLIN LEVERENZ, USA
21 anos, 1ª Olimpíada
4:34.48 (jun/2012)
9. ZSUZSANNA JAKABOS, HUN
23 anos, 2ª Olimpíada
4:35.68 (mai/2012)
10. BLAIR EVANS, AUS
21 anos, 1ª Olimpíada
4:36.21 (jan/2012)
Campeã mundial aos 15 anos
em 2011 nos 200m medley,
Shiwen é de Hangzhou, província de Zhejiang, mesmo local de origem da ex-campeã
mundial e olímpica Xuejuan
Luo e de Sun Yang, recordista
mundial dos 1500m livre. Seus
pais praticavam atletismo, e
ela começou a nadar aos seis
anos após um professor notar
que ela poderia tirar vantagem
de seus pés e mãos grandes.
A Espanha não tem muita tradição na natação, e Belmonte,
três ouros no Mundial de Curta
em 2010, está tentando reverter isso. Mas ela diz que é difícil. "Na Espanha, se você não
é jogador de futebol, ninguém
liga para você", diz. Mireia começou a nadar por problemas
em suas costas. Quando começou a se destacar, a federação catalã de natação lhe
deu uma bolsa, apoio que
mantém até hoje.
Leverenz esteve no Pan do Rio
em 2007, onde venceu os
200m peito. Ela tem uma boa
história de superação: em
2008, ela terminou em 3º nos
200m peito e 4º nos 200m e
400m medley na seletiva americana, ficando de fora dos Jogos Olímpicos por muito pouco. Não desanimou e dessa
vez conseguiu a vaga com relativa facilidade, chegando
quatro segundos à frente da
terceira colocada na seletiva.
Jakabos nadou o Finkel de
2010 pelo Fluminense, e arrancou suspiros dos brasileiros
pela sua beleza. Em uma entrevista em 2011, quando perguntada qual o melhor lugar
que havia visitado, ela disse
que foi o Rio, pelas praias, pelo clima e pela atmosfera. Ela
utiliza a beleza em seu favor e
também faz trabalhos de modelo. E não gosta somente de
ser fotografada, como também
de fotografar.
Evans, recordista nacional de
curta nos 400m livre, pretendia
nadar somente os 200m e
400m livre na seletiva olímpica.
No entanto, dois meses antes,
nadou os 400m medley no
Campeonato Sul-Australiano e
fez um bom tempo, fazendo-a
adicionar a prova ao seu programa. A decisão foi a mais
acertada possível, já que foi
somente nessa prova que ela
conseguiu classificação para
os Jogos.
400m MEDLEY FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1964
MAIOR VENCEDORA
Yana Klochkova (UKR) – 2000 e 2004)
MAIORES MEDALHISTAS
Yana Klochkova (UKR) – 2 ouros
Krisztina Egerszegi (HUN) – 1 ouro e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Beatrice Coada-Caslaru (ROU), 1992 a 2004
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (2)
Lynn Vidali (USA) – 1968 e 1972
Ulrike Tauber (GDR) – 1976 e 1980
Daniela Hunger (GER) – 1998 e 1992
Lin Li (CHN) – 1988 e 1992
Krisztina Egerszegi (HUN) – 1992 e 1996
Beatrice Coada-Caslaru (ROU) – 1996 e 2000
Kaitlin Sandeno (USA) – 2000 e 2004
Nicole Hetzer (GER) – 2000 e 2004
Yana Klochkova (UKR) – 2000 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Claudia Kolb (USA) sobre Lynn Vidali (USA) em 1968
(13.7s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Yana Klochkova (UKR) sobre Kaitlin Sandeno (USA)
em 2004 (0.12s)
MAIS VELHA VENCEDORA
Michelle Smith (IRL), 26a7m4d em 1996
MAIS VELHA MEDALHISTA
Michelle Smith (IRL), 1ª em 1996, 26a7m4d
MAIS NOVA VENCEDORA
Janet Evans (USA), 17a0m22d em 1988
MAIS NOVA MEDALHISTA
Sabine Steinbach (GDR), 3ª em 1968, 16a3m7d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
4
4
3
11
Austrália
2
1
0
3
Alemanha Or.
2
0
2
4
Ucrânia
2
0
0
2
Hungria
1
0
1
2
Irlanda
1
0
0
1
Canadá
0
2
1
3
Romênia
0
1
1
2
Grã-Bretanha
0
1
0
1
China
0
1
0
1
Japão
0
1
0
1
Zimbábue
0
1
0
1
Itália
0
0
1
1
Polônia
0
0
1
1
Alemanha Ocid.
0
0
1
1
Argentina
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
MEDALHISTAS DE 2008
Stephanie Rice (AUS) – 4:29.45
Disputará a prova em Londres.
Kirsty Coventry (ZIM) – 4:29.89
Estará em Londres, mas não nos 400m medley. Se dedicará a provas mais curtas.
Katie Hoff (USA) – 4:31.71
Não nadou a prova na seletiva americana,
mas provavelmente não se classificaria, pois
atravessa uma fase ruim.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Katinka Hosszú (HUN), 4:30.31
EUROPEU 2010
Hannah Miley (GBR), 4:33.09
PAN-PACÍFICO 2010
Elizabeth Beisel (USA), 4:34.69
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Hannah Miley (SCO), 4:38.83
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Shiwen Ye (CHN), 4:33.79
MUNDIAL 2011
Elizabeth Beisel (USA), 4:31.78
PAN-AMERICANO 2011
Julia Smit (USA), 4:46.15
EUROPEU 2012
Katinka Hosszú (HUN), 4:33.76
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Stephanie Rice, AUS
2. Kirsty Coventry, ZIM
3. Katinka Hosszú, HUN
4. Li Xuanxu, CHN
5. Qi Hui, CHN
6. Katie Hoff, USA
7. Hannah Miley, GBR
8. Elizabeth Beisel, USA
9. Yana Klochkova, UKR
10. Ye Shiwen, CHN
Tempo
4:29.45
4:29.89
4:30.31
4:30.43
4:30.85
4:31.12
4:31.33
4:31.74
4:33.59
4:33.66
Ano
2008
2008
2009
2009
2009
2008
2009
2012
2000
2011
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Elizabeth Beisel, USA
4:31.74
2012
2. Hannah Miley, GBR
4:32.67
2012
3. Katinka Hosszú, HUN
4:32.83
2012
4. Katie Hoff, USA
4:32.89
2007
5. Stephanie Rice, AUS
4:33.45
2012
6. Yana Klochkova, UKR
4:33.59
2000
7. Ye Shiwen, CHN
4:33.66
2011
8. Mireia Belmonte, ESP
4:33.91
2012
9. Li Xuanxu, CHN
4:34.33
2011
10. Caitlin Leverenz, USA
4:34.48
2012
RECORDES
Mundial: Stephanie Rice, AUS - 4:29.45 (2008)
Olímpico: Stephanie Rice, AUS - 4:29.45 (2008)
Sul-americ.: Georgina Bardach, ARG - 4:37.51 (2004)
Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA - 4:40.00 (2004)
Norte-americano: Katie Hoff, USA - 4:31.12 (2008)
Europeu: Katinka Hosszú, HUN - 4:30.31 (2009)
Ano
Nadadora e tempo
1972 Munique
Gail Neall (AUS), 5:02.97
1976 Montreal
Ulrike Tauber (GDR), 4:42.77
Oceania: Stephanie Rice, AUS - 4:29.45 (2008)
1980 Moscou
Petra Schneider (GDR), 4:36.29
Asiático: Li Xuanxu, CHN - 4:30.43 (2009)
2008 Pequim
Stephanie Rice (AUS), 4:29.45
Africano: Kirsty Coventry, ZIM - 4:29.89 (2008)
http://www.swimchannel.com.br
MEMÓRIA
1980 - Moscou
Petra Schneider, da Alemanha Oriental,
venceu a prova quase 10 segundos na
frente da britânica Sharron Davies. Anos
mais tarde, Schneider confessou ser um
produto do sistema de doping de seu país. Seu recorde alemão foi superado somente em 2005. Como se não bastasse,
em uma época de amadorismo, ela revelou anos depois que recebeu secretamente um grande prêmio em dinheiro pela sua medalha de ouro. Por outro lado,
Davies teve que abdicar de seu status
amador ao receber 40 dólares de um
programa de televisão.
1984 – Los Angeles
A partir de 1978, a americana Tracy
Caulkins começou um domínio jamais
visto na natação feminina. Até 1984, ela
havia batido cinco recordes mundiais,
mais de 60 nacionais e conquistado 48
títulos americanos, 12 a mais que qualquer outro nadador. Sua única frustração
era a falta de um ouro olímpico, chance
que ela não teve de conquistar em 1980
devido ao boicote americano. Em 1984,
ela se redimiu e venceu de ponta a ponta
por quase 15 metros.
1996 – Atlanta
A irlandesa Michelle Smith não figurava
entre as principais cotadas para o ouro.
No entanto, venceu a prova por quase
três segundos e, junto com seus ouros
nos 200m medley e 400m livre, levantou
suspeitas de que se dopava (principalmente dos americanos), pois ela já havia
disputado duas Olimpíadas sem resultados expressivos e passou a ter grandes
resultados somente na idade avançada
de 26 anos.
O Brasil na prova
Em 2004, Joanna Maranhão, com apenas 17 anos na época, conseguiu a melhor colocação feminina da história da
natação olímpica: um surpreendente 5º
lugar. Abaixou mais de dois segundos e
seu tempo é recorde brasileiro até hoje.
Além da própria Joanna em 2008, somente Maria Isabel Guerra nadou a prova, em 1972, parando nas eliminatórias.
Lendas – Yana Klochkova
A ucraniana Yana Klochkova foi talvez a
mais dominante nadadora de provas de
medley da história. Nos 400m, ficou cinco anos sem ser derrotada. Seu recorde
mundial da prova durou quase oito anos.
É a única nadadora a ter bicampeonatos
olímpicos nas duas provas de medley,
em 2000 e 2004. Também tem uma vasta coleção de conquistas em campeonatos mundiais de piscinas longa e curta e
europeus. É heroína nacional da Ucrânia,
onde foi escolhida três vezes como atleta
do ano. Também foi considerada a melhor nadadora do mundo em 2004, ano
de sua consagração. Yana era figura
constante em Campeonatos Brasileiros e
em etapas da Copa do Mundo no Rio no
fim do século passado.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 1 – 4x100m LIVRE FEMININO
Laranja dominadora
Por Daniel Takata Gomes
PATINHO FEIO HÁ QUATRO ANOS, A HOLANDA AGORA É A FAVORITA ABSOLUTA
Em 2008, o time da Holanda chegou a
Pequim como recordista mundial, mas
precisava ratificar o status frente às fortes
seleções australiana e americana. Foi exatamente o que fez. E é o que vem fazendo
desde então. Atual bicampeã mundial, a
equipe dessa vez aparece como favorita
absoluta. As quatro nadadoras devem ser
exatamente as da final olímpica há quatro
anos e que também conquistaram os dois
títulos mundiais: Ranomi Kromowidjojo, Marleen Veldhuis, Inge Dekker e
Femke Heemskerk . O protagonismo, no
entanto mudou. Kromowidjojo e Heemskerk, que tinham os dois piores tempos,
agora são as mais rápidas. A qualidade
continua intacta, e com uma atração: é o
revezamento com mais chances de quebrar um recorde olímpico nessa edição
dos Jogos. Austrália e Estados Unidos
aparecem logo atrás, com tempos muito
semelhantes. Mas as
duas seleções têm
tradição e nadadoras
em evolução (com
destaque para Melanie Schlanger e Melissa Franklin), e
não podem ser descartadas na luta pelo
ouro. As super estrelas Lisbeth Trickett
e Natalie Coughlin
nadarão a eliminatória e talvez a final, na
única prova em que elas aparecerão em
Londres. A Alemanha conta com outra
estrela, Britta Steffen, e operou um verdadeiro milagre no Mundial do ano passado ao conquistar a bronze, com as nadadoras diminuindo muito seus tempos.
Pela garra que demonstraram, e por Stef-
Kromowidjojo, Veldhuis,
Dekker e Heemskerk
fen estar agora em melhor fase, podem
brigar por pódio. A Suécia dependerá totalmente de Sarah Sjöström e Therese
Alshammar, que tem nadado melhor
provas de 50m. Deverá estar na final, mas
dificilmente subirá ao pódio, assim como
as seleções da Grã-Bretanha e da China.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. HOLANDA
3:33.96 (jul/2011)
2. ESTADOS UNIDOS
3:34.47 (jul/2011)
3. ALEMANHA
3:36.05 (jul/2011)
4. CHINA
3:36.36 (jul/2011)
5. AUSTRÁLIA
3:36.75 (jul/2011)
Apesar da Holanda contar com
um quarteto fantástico, caso
alguma das nadadoras por algum motivo não possa nadar o
revezamento o poderio fica
comprometido. Isso porque a
reserva Hinkelien Schreuder
tem um tempo 70 centésimos
pior que o de Inge Dekker –
exatamente a diferença que,
no papel, separa a equipe da
Austrália e dos Estados Unidos, se somarmos os tempos
das melhores nadadoras.
A seleção americana, disparada a maior vencedora da história da prova, experimenta um
período de entressafra: desde
2003 não vence a prova em
mundiais de longa ou Olimpíadas. No Mundial de 2011, a
prova representou a aparição
para o mundo de Melissa
Franklin: nadando na segunda
posição, abriu uma considerável liderança com 52.99, segunda melhor parcial da história em trajes têxteis até então.
A Alemanha já foi poderosa na
prova, e isso mesmo após os
tempos da Alemanha Oriental.
Em 2002, chegou a bater o recorde mundial da prova. Nos
últimos dois Mundiais, subiu ao
pódio. Mas em Xangai a performance foi impressionante:
Silke Lippok, Lisa Vitting e Daniela Schreiber, juntas, abaixaram nada menos que 3s22 em
relação aos seus tempos individuais de 100m livre!
A China depende totalmente
de Tang Yi, que tem a única
parcial abaixo de 54 segundos,
e que quase foi a heroína do
time ao fechar a prova no
Mundial do ano passado quase
um segundo atrás da Alemanha e quase conquistar o
bronze. Mas os resultados do
Campeonato Chinês deste ano
não foram animadores, e o time é uma incógnita. Pode brigar pelo pódio ou pode ficar fora da final.
Campeã olímpica em 2004 e
Mundial em 2005 e 2007, a
Austrália sofre para voltar aos
melhores dias. As perspectivas
no ano passado eram péssimas, tanto que Bronte Barratt,
que nem velocista é, completou a equipe no Mundial de
Xangai. Mas com a volta da
aposentadoria de Melanie Schlanger e Cate Campbell recuperada das lesões, agora são
três abaixo de 54 – contra apenas uma no ano passado.
6. SUÉCIA
3:38.40 (mai/2012)
7. CANADÁ
3:38.42 (jul/2011)
8. JAPÃO
3:39.28 (jul/2011)
9. DINAMARCA
3:39.48 (jul/2011)
10. GRÃ-BRETANHA
3:39.74 (jul/2011)
Sarah Sjöström tem o segundo
melhor tempo da história dos
100m livre em trajes têxteis.
Therese Alshammar é remanescente do bronze da equipe
de 2000, mas nem está garantida no time – não treina mais
para a prova e não fez parte da
equipe no Europeu desse ano.
Parece pouco, e é mesmo. O
vice-campeonato em um Europeu esvaziado não serve para
dar esperanças de pódio à equipe.
O Canadá não tem esperanças
de medalha na prova, mas fez
um bom papel no Mundial do
ano passado, onde terminou
na 6ª colocação. Pode melhorar mais, pois esse ano surgiu
a jovem Heather MacLean, que
pode suprir o que foi o ponto
fraco da equipe no Mundial:
uma nadadora para 55 médio.
Heather é irmã de Brittany MacLean, que irá nadar os 400m
livre e o 4x200m.
Apesar de ser um país forte na
natação, o Japão não tem a
menor tradição nessa prova.
Com a baixa estatura das nadadoras, os resultados em
provas de velocidade ficam
comprometidos. Sequer foram
finalistas em 2008. Mas no ano
passado terminaram em 7º no
Mundial tendo o melhor tempo
de troca de nadadoras entre as
equipes. A pior velocidade de
reação foi de 19 centésimos!
A Dinamarca não tem uma equipe ruim. Conta inclusive
com a campeã mundial dos
100m livre Jeanette Ottesen, e
Pernille Blume tem 54.0. Mas o
país só tem três nadadoras
ranqueadas entre as 150 do
mundo em 2011 e 2012. Quem
vem ocupando o último lugar é
Lotte Friis, excepcional fundista, mas que não tem nenhuma
velocidade, e por isso a equipe
não consegue ser competitiva.
A equipe britânica está balizada na 10ª posição, mas é uma
colocação enganosa. A equipe
vacilou ao não se classificar
para a final do Mundial de
Xangai, e por isso não tem
tempo melhor. A soma dos
tempos é mais de dois segundos melhor, isso sem contar o
tempo ganho nas trocas. Esse
ano, até uma equipe de um
clube britânico fez um tempo
melhor. Com apoio da torcida,
pode até brigar por medalha.
4x100m LIVRE FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1912
MAIORES VENCEDORAS
Jenny Thompson (USA) – 1992, 1996 e 2000
Dara Torres (USA) – 1988, 1992 e 2000
MAIORES MEDALHISTAS
Dara Torres (USA) – 3 ouros, 1 prata e 1 bronze
Jenny Thompson (USA) – 3 ouros e 1 prata
Jill Sterkel (USA) – 2 ouros e 1 bronze
Dawn Fraser (AUS) – 1 ouro e 2 pratas
Conny van Bentum (NED) – 2 pratas e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (5 PARTICIPAÇÕES)
Dara Torres (USA) – 1984, 1988, 1992, 2000 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (5)
Dara Torres (USA) – 1984, 1988, 1992, 2000 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidos sobre Grã-Bretanha em 1920 (29.2s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidos sobre Alemanha Oriental em 1972
(0.36s)
MAIS VELHA VENCEDORA
Dara Torres (USA), 33a5m1d em 2000
MAIS VELHA MEDALHISTA
Dara Torres (USA), 2ª em 2008, 41a3m26d.
MAIS NOVA VENCEDORA
Pokey Watson (USA), 14a3m4d em 1964
MAIS NOVA MEDALHISTA
Nian Yun (CHN), 2ª em 1996, 13a9m13d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
Estados Unidos
14
3
3
Holanda
2
5
4
Alemanha Or.
2
3
0
Austrália
2
2
1
Grã-Bretanha
1
3
1
Hungria
1
0
0
Alemanha
0
2
3
China
0
2
0
Suécia
0
1
3
Dinamarca
0
1
0
África do Sul
0
0
2
Canadá
0
0
2
Alemanha Ocid.
0
0
2
Áustria
0
0
1
T
20
11
5
5
5
1
5
2
4
1
2
2
2
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Equipe e tempo
1912 Estocolmo
Grã-Bretanha, 5:52.8
1920 Antuérpia
Estados Unidos, 5:11.6
1924 Paris
Estados Unidos, 4:58.8
1928 Amsterdã
Est. Unidos, 4:55.6 (el.)
1928 Amsterdã
Estados Unidos, 4:47.6
1932 L. Angeles
Estados Unidos, 4:38.0
1952 Helsinque
Hungria, 4:24.4
1956 Melbourne
Austrália, 4:17.1
1960 Roma
Estados Unidos, 4:08.9
1964 Tóquio
Estados Unidos, 4:03.8
1972 Munique
Alem. Or., 3:58.11 (el.)
1972 Munique
Estados Unidos, 3:55.19
1976 Montreal
Estados Unidos, 3:44.82
1980 Moscou
Alemanha Or., 3:42.71
1992 Barcelona
Estados Unidos, 3:39.46
2000 Sydney
Estados Unidos, 3:36.61
MEDALHISTAS DE 2008
MEMÓRIA
Holanda – 3:33.76
1912 - Estocolmo
Disputará a prova em Londres.
Estados Unidos – 3:34.33
Disputará a prova em Londres.
Austrália – 3:35.05
Disputará a prova em Londres.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Holanda, 3:31.72
EUROPEU 2010
Alemanha, 3:37.72
PAN-PACÍFICO 2010
Estados Unidos, 3:35.11
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Austrália, 3:36.36
JOGOS ASIÁTICOS 2010
China, 3:36.88
MUNDIAL 2011
Holanda, 3:33.96
PAN-AMERICANO 2011
Estados Unidos, 3:40.66
EUROPEU 2012
Alemanha, 3:37.98
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Holanda
Tempo
Ano
3:31.72
2009
2. Alemanha
3:31.83
2009
3. Austrália
3:33.01
2009
4. Estados Unidos
3:34.33
2008
5. Suécia
3:35.31
2009
6. China
3:35.63
2009
7. Shanghai, CHN
3:35.81
2009
8. Grã- Bretanha
3:36.99
2009
9. Hungria
3:37.64
2009
10. França
3:37.68
2008
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Na primeira vez que o 4x100m livre foi
realizado em Olimpíadas (e também a
primeira vez que mulheres nadavam os
Jogos), a Austrália não tinha time. As únicas nadadoras do país na competição,
Fanny Durack e Mina Wylie, haviam terminado os 100m livre com ouro e prata.
Elas propuseram competir o revezamento nadando duas vezes cada uma, mas o
pedido foi recusado.
1956 - Melbourne
Na largada da prova, o tiro de partida foi
acionado duas vezes por engano. A australiana Dawn Fraser, vencedora dos
100m livre, pensando ter havido uma largada falsa, parou de nadar. Quando percebeu seu erro, retomou a prova e ainda
venceu sua parcial com dois segundos
de diferença. A prova ficou equilibrada
até Lorraine Crapp decidir em favor das
australianas. Apesar de serem rivais nos
100m livre, Fraser e Crapp eram grandes
amigas, tanto que Fraser deu o nome de
Lorraine a sua filha em homenagem à
colega rival.
1976 - Montreal
A prova de 1976 entrou para a história
por ser uma das mais surpreendentes de
todos os tempos. As alemãs orientais
haviam vencido 11 medalhas de ouro em
12 provas, e as americanas, nenhuma.
Nos 100m livre, haviam ficado com ouro
e prata, e as americanas fora do pódio.
Kornelia Ender, a estrela da competição,
deu uma vantagem de 1.16s para as alemãs. Mas as americanas se superaram, tiraram a diferença e venceram com
recorde mundial para conquistar o único
ouro feminino da competição.
O Brasil na prova
Em somente uma ocasião a equipe brasileira chegou à final: em 1948, quando Eleonora Schmidt, Maria da Costa, Piedade Coutinho e Talita Rodrigues conseguiram a sexta posição. O Brasil também
disputou em 1988, 2004 e 2008, ficando
em 11º, 12º e 13º, respectivamente. Somente Flavia Delaroli e Tatiana Lemos
nadaram a prova duas vezes pelo Brasil.
Nadador
1. Holanda
Tempo
Ano
3:33.96
2011
2. Estados Unidos
3:34.47
2011
3. Alemanha
3:35.22
2006
4. Austrália
3:35.48
2007
5. China
3:36.36
2011
Lendas – Hendrika Mastenbroek
6. Japão
3:37.90
2010
7. Canadá
3:38.14
2010
8. Suécia
3:38.40
2012
9. Loughborough, GBR
3:38.49
2012
10. Grã-Bretanha
3:38.57
2010
Quem pensa que estrelas holandesas
como Inge de Bruijn e Marleen Veldhuis
são frutos esporádicos de um país sem
tradição está enganado. Em 1936, uma
forte equipe holandesa dominou a natação dos Jogos de Berlim. A maior sensação foi Hendrika “Rie” Mastenbroek, a
primeira nadadora a conquistar quatro
medalhas em uma Olimpíada (ouro nos
100m, 400m e 4x100m livre e prata nos
100m costas). O revezamento foi a prova
mais emocionante da competição, onde
ela fechou a prova, em uma disputa acirrada com a equipe alemã até os metros
finais. Curiosamente, nos 100m costas,
ela poderia ter vencido, já que sua principal rival, a compatriota Nina Steff, não
tocou a borda na virada e teve que voltar
para refazê-la. Mas Mastenbroek se atrapalhou, bateu na raia e perdeu a prova.
RECORDES
Mundial: Holanda - 3:31.72 (2009)
Olímpico: Holanda - 3:33.76 (2008)
Sul-americano: Pinheiros, BRA - 3:41.49 (2009)
Brasileiro: Pinheiros - 3:41.49 (2009)
Norte-americano: Estados Unidos - 3:34.33 (2008)
Europeu: Holanda - 3:31.72 (2009)
Oceania: Austrália - 3:33.01 (2009)
Asiático: China - 3:35.63 (2009)
Africano: Northern Tigers, RSA - 3:45.56 (2012)
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DIA 2 – 100m BORBOLETA FEM.
Carne nova no pedaço
Por Daniel Takata Gomes
QUEM DÁ O TOM NOS 100M BORBO FEMININO SÃO NOVATAS E ANTIGAS COADJUVANTES
Das principais concorrentes ao pódio nos
100m borboleta feminino, nenhuma foi
medalhista em 2008 – algo incomum
quando analisamos as outras provas. A
começar que a vencedora e a vice, a australiana Lisbeth Trickett e a americana
Christine Magnuson, nem irão nadar. A
australiana Jessicah Schipper, bronze há
quatro anos, está longe de seus melhores
dias e se chegar ao pódio será surpresa. É
melhor ficar de olho em algumas novatas
explosivas e em outras que em Pequim
foram coadjuvantes. Mas a principal favorita, a americana Dana Vollmer, não é
nem um caso nem outro: ela não disputou
a Olimpíada de Pequim, mas venceu o
4x200m livre em 2004. Agora, tem sua
melhor chance de brilhar individualmente. Ela tem o melhor tempo da história em
trajes têxteis e disse que deseja superar o
recorde mundial da sueca Sarah
Sjöström, mas para
isso terá que dividir
melhor sua prova do
que fez na seletiva,
quando passou animal para 26 baixo e
morreu.
Sjöström,
por sua vez, venceu
o Mundial de 2009
aos 15 anos com recorde mundial que
dura até hoje, teve
um declínio e voltou
a nadar bem. A australiana Alicia Coutts e a chinesa Lu
Ying, bronze em Xangai, fizeram bons
tempos em 2011, mas nadaram um pouco
acima esse ano. Podem surpreender. As
britânicas Francesca Halsall e Ellen
Gandy estiveram em Pequim, e agora
podem lutar por medalhas, mas dificil-
Dana Vollmer
mente pelo ouro. Aliás, é difícil outra nadadora para pódio, mas a jovem canadense Katerine Savard nadou bem em 2011
e tem mantido consistência. Pode ser a
surpresa. Daynara de Paula pode buscar
uma semifinal, mas terá que se superar
para ficar entre as oito.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. DANA VOLLMER, USA
24 anos, 2ª Olimpíada
56.42 (jun/2012)
2. SARAH SJÖSTRÖM, SWE
18 anos, 1ª Olimpíada
56.79 (mar/2012)
3. ALICIA COUTTS, AUS
24 anos, 2ª Olimpíada
56.94 (jul/2011)
4. LU YING, CHN
23 anos, 1ª Olimpíada
57.06 (jul/2011)
5. ELLEN GANDY, GBR
20 anos, 2ª Olimpíada
57.25 (mar/2012)
Vollmer sempre foi precoce:
em 2000, aos 12 anos, foi a
mais jovem competidora da seletiva americana. Em 2004, era
a mais jovem da equipe americana. Mas só conseguiu brilho
individual aos 24. Em 2003, ela
passou por uma cirurgia no coração para corrigir uma condição que fazia com que seu
pulso chegasse a 240 batidas
por minuto. Hoje, treina com
um desfibrilador à beira da piscina como precaução.
Em 2009, Sjoström não estava
sequer ranqueada entre as 20
primeiras do mundo, e venceu
o Mundial de Roma com recorde mundial, com apenas 15
anos. No ano anterior, já havia
sido campeã europeia aos 14.
Não nadou muito bem em
2010 e 2011, e quer se recuperar da performance que teve
no Mundial de Xangai 2011:
quarta colocada nada menos
que três vezes!
Em 2007, Coutts sofria dores
insuportáveis no estômago. Foi
ao hospital e, após uma biópsia, os médicos descobriram
um tumor. "Meu pai morreu de
câncer, fiquei apavorada!" O
tumor era benigno. Coutts ficou
dois meses parada. Por isso,
foi uma surpresa quando ela
conseguiu vaga na seleção olímpica de 2008, e ainda mais
quando chegou à final dos
200m medley.
Ying vem se tornando a principal nadadora de borboleta da
China, ao menos nos 100m,
tirando o status de Zige Liu.
Ela foi bronze no Mundial do
ano passado, e esse ano venceu a seletiva chinesa, apesar
de ter piorado seu tempo, o
que atribuiu a uma gripe. Sua
especialidade é a segunda metade de prova. Sua volta no
Mundial foi fortíssima: parcial
de 30.06.
Gandy vive em Melbourne, na
Austrália, desde os 16 anos.
Muitos pensam que ela se mudou para lá visando melhorar
sua performance. Mas na realidade a mudança foi por causa
de seu pai, que foi transferido
por causa do trabalho. Ela
sempre foi melhor nos 200m,
mas este ano quebrou o recorde britânico nos 100m e parece ter as mesmas chances nas
duas povas.
6. FRAN HALSALL, GBR
22 anos, 2ª Olimpíada
57.44 (jun/2011)
7. CLAIRE DONAHUE, USA
23 anos, 1ª Olimpíada
57.57 (jun/2012)
8. INGE DEKKER, NED
26 anos, 3ª Olimpíada
57.62 (mar/2011)
9. YUKA KATO, JPN
25 anos, 2ª Olimpíada
57.77 (abr/2012)
10. KATERINE SAVARD, CAN
Halsall passou por uma cirurgia no tornozelo no final de
2010, o que explica seus recentes resultados crescentes
em comparação com as ótimas
performances de 2012. Ela
namora Alastair Wilson, jogador da seleção olímpica de hóquei. Eles se conheceram nos
Jogos de 2008. Ela faz uma
reclamação: "Ele vem me assistir somente por 53 segundos, eu tenho que assisti-lo por
mais de uma hora!"
Donahue é uma das poucas
integrantes da seleção B dos
Estados Unidos dos Jogos
Pan-Americanos de 2011 que
conseguiram classificação para
a Olimpíada. Ela foi campeã
dos 100m borboleta no Pan.
Ela estuda e treina na Universidade de Kentucky, que não é
muito reconhecida por sua excelência esportiva, e continuou
lá mesmo depois de ter se
formado.
Atual campeã mundial dos
50m borboleta, Dekker disputou o Troféu José Finkel de
2011 pelo Minas Tênis Clube.
Como ela treina na França,
também já competiu o Campeonato Francês, e destacou o
fato de ter sido campeã brasileira, francesa e holandesa.
Agora, mira o ouro olímpico ela já tem um ouro de 2008 e
uma prata em 2004, ambas em
revezamento, e quer uma vitória individual.
Kato tem apenas 1,59m. Mas
isso não é problema para ela,
recordista nacional dos 50m e
100m. Passar no gás é com
ela. Na seletiva japonesa, passou os 100m borbo para 26.68,
uma das mais rápidas passagens da história mesmo considerando o período de trajes
tecnológicos. Ela até tentou os
200m borboleta, mas terminou
em 3º passando para 1:00 e
voltando para agonizantes
1:09.
Savard tem apenas 1,64m e
55kg, como Kato longe do biotipo de uma nadadora de 100m
borboleta. É uma estrela canadense em ascensão, e no ano
passado ficou apenas um décimo da final dos 100m borboleta em Xangai. Ela é de Quebec, a segunda província mais
populosa do Canadá, que desde 1996, quando Guylaine
Cloutier ficou em 6º nos 100m
peito, não tem nenhum atleta
em uma final olímpica.
19 anos, 1ª Olimpíada
57.80 (nov/2011)
100m BORBOLETA FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1956
MAIOR VENCEDORA
Ninguém venceu mais de uma vez
MAIORES MEDALHISTAS
Qian Hong (CHN) e Inge de Bruijn (NED) – 1 ouro e 1
bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Joscelin Yeo (SIN) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Martina Moravcova (TCH) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS
Susan O'Neill (AUS) – 1992, 1996 e 2000
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Inge de Bruijn (NED) sobre Martina Moravcová (SVK)
em 2000 (1.36s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Amy Van Dyken (USA) sobre Liu Limin (CHN) em
1996 (0.01s)
MAIS VELHA VENCEDORA
Petria Thomas (AUS), 28a11m21d em 2004
MAIS VELHA MEDALHISTA
Dara Torres (USA), 3ª em 2000, 33a5m2d
MAIS NOVA VENCEDORA
Sharon Stouder (USA), 15a11m7d em 1964
MAIS NOVA MEDALHISTA
Sharon Stouder (USA), 1ª em 1964, 15a11m7d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
5
5
6
16
Alemanha Oriental
3
4
1
8
Austrália
3
0
2
5
Holanda
1
2
1
4
China
1
1
1
3
Japão
1
0
0
1
Eslováquia
0
1
0
1
Polônia
0
1
0
1
Hungria
0
0
1
1
Alemanha Ocid.
0
0
1
1
França
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadadora e tempo
1964 Tóquio
Sharon Stouder (USA), 1:04.7
1976 Montreal
Kornelia Ender (GDR), 1:00.13
2000 Sydney
Inge de Bruijn (NED), 56.60
MEDALHISTAS DE 2008
Lisbeth Trickett (AUS) – 56.73
Aposentou-se em 2009 e retornou, mas não
conseguiu classificação na seletiva australiana.
Christine Magnuson (USA) – 57.10
Não conseguiu classificação na seletiva americana.
Jessicah Schipper (AUS) – 57.25
Disputará a prova em Londres.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Sarah Sjöström (SWE), 56.06
EUROPEU 2010
Sarah Sjöström (SWE), 57.32
PAN-PACÍFICO 2010
Dana Vollmer (USA), 57.56
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Alicia Coutts (AUS), 57.53
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Jiao Liuyang (CHN), 57.76
MUNDIAL 2011
Dana Vollmer (USA), 56.87
PAN-AMERICANO 2011
Claire Donahue (USA), 58.73
EUROPEU 2012
Ingvild Snildal (NOR), 58.04
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Sarah Sjöström, SWE
2. Zige Liu, CHN
3. Jessicah Schipper, AUS
4. Dana Vollmer, USA
5. Inge de Bruijn, NED
6. Marleen Veldhuis, NED
7. Lisbeth Trickett, AUS
8. Jiao Liuyang, CHN
9. Aurore Mongel, FRA
10. Gabriella Silva, BRA
1972 – Munique
A húngara Andrea Gyamarti era a favorita, pois havia batido o recorde mundial
da japonesa Mayumi Aoki na semifinal.
Além disso, ela defendia a tradição familiar: sua mãe havia sido medalhista de
ouro nos 100m peito em 1952, e seu pai
conquistou três medalhas de ouro no pólo aquático. Mas mesmo melhorando seu
tempo na final, foi superada não só por
Aoki como por uma alemã, e teve que se
contentar com o bronze.
1980 – Moscou
A prova foi o maior símbolo das duas
maiores crises que o movimento olímpico
enfrentou nas décadas de 70 e 80: a
desvalorização do esporte frente à política e o uso desenfreado de drogas. No
auge da guerra fria, o presidente americano Jimmy Carter decidiu que os Estados Unidos não enviariam atletas à União Soviética. A recordista mundial Mary
T. Meagher venceria os 100m borboleta
facilmente e ficou arrasada. Em Moscou,
a Alemanha Oriental colocou três nadadoras no pódio. A medalhista de bronze
Christiane Knacke foi uma das primeiras
atletas a denunciar o doping sistemático
de seu país, em 1989. Ela teve sérios
problemas de saúde e foi a primeira atleta olímpica a devolver voluntariamente
sua medalha, admitindo seu doping.
2000 - Sydney
Tempo
56.06
56.07
56.23
56.42
56.61
56.69
56.73
56.86
56.89
56.94
Ano
2009
2009
2009
2012
2000
2009
2008
2009
2009
2009
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Dana Vollmer, USA
56.42
2012
2. Inge de Bruijn, NED
56.61
2000
3. Sarah Sjöström, SWE
56.79
2012
4. Alicia Coutts, AUS
56.94
2011
5. Lu Ying, CHN
57.06
2011
6. Jessicah Schipper, AUS
57.15
2006
7. Lisbeth Trickett, AUS
57.15
2007
8. Martina Moravcova, SVK
57.20
2002
9. Ellen Gandy, GBR
57.25
2012
10. Christine Magnuson, USA
57.32
2010
RECORDES
Mundial: Sarah Sjostrom, SWE - 56.06 (2009)
Olímpico: Inge de Bruijn, NED - 56.61 (2000)
Sul-americano: Gabriella Silva, BRA - 56.94 (2009)
Brasileiro: Gabriella Silva, BRA - 56.94 (2009)
Norte-americano: Dana Vollmer, USA - 56.42 (2012)
Europeu: Sarah Sjostrom, SWE - 56.06 (2009)
Oceania: Jessicah Schipper, AUS - 56.23 (2009)
Asiático: Liu Zige, CHN - 56.07 (2009)
Africano: Lize-Marie Retief, RSA - 58.20 (2008)
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MEMÓRIA
Em 1999, a americana Jenny Thompson
finalmente bateu o lendário recorde de
Mary T. Meagher, que completava 18
anos. Mas em Sydney nada pode fazer
com a sequência demolidora de recordes
da holandesa Inge de Bruin. Sua vitória
foi de maior distância na história olímpica
da prova. A medalhista de prata, a eslovaca Martina Moracová, se superou após
ter descoberto no ano anterior ser portadora de hipertiroidismo e ter passado por
uma cirurgia para retirada da tireoide.
O Brasil na prova
Em 2008, Gabriella Silva foi a primeira (e
até hoje única) brasileira a chegar à final
da prova, terminando na 7ª posição. No
ano seguinte ela também se tornaria a
brasileira mais bem colocada em Mundiais de longa, com o 5º lugar na mesma
prova. Em 1996, Gabrielle Rose chegou
à final B e ficou em 14º no geral. Das que
não avançaram de fase, Flavia Nadalutti
tem a melhor colocação: 28º em 1976.
Lendas – Kornelia Ender
Kornelia Ender é o maior símbolo da natação da Alemanha Oriental, que dominou as provas femininas nas décadas de
70 e 80. Aos 13 anos, conquistou três
medalhas de prata em 1972. Nos anos
seguintes, bateu sucessivos recordes
mundiais e chegou ao ápice em Montreal
1976, onde conquistou quatro ouros.
Conseguiu a proeza de vencer os 100m
borboleta e os 200m livre num intervalo
de 27 minutos, ambas com recorde mundial. Ender foi casada com outro nadador, o excepcional costista Roland Matthes, a união mais famosa da natação.
Quando a cortina de ferro caiu, em 1989,
Ender foi uma das atletas que denunciou
o sistema de dopagem a que ela e suas
colegas tinham que se submeter.
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DIA 2 – 100m PEITO MASCULINO
Lágrimas vão rolar
Por Daniel Takata Gomes
ATÉ A MORTE É INGREDIENTE NA QUE PROMETE SER A PROVA MAIS TOCANTE DOS JOGOS
Talvez o 100m peito masculino não seja a
prova mais emocionante da Olimpíada.
Mas pode ser a mais tocante. Caso alguns
feitos sejam alcançados, muitas lágrimas
serão derramadas. Uma coisa é certa: a
prova terá um clima de lembrança e até
mesmo de luto, pois será disputada três
meses após a trágica morte do atual campeão mundial, o norueguês Alexander
Dale Oen. Ele certamente será lembrado
por vencedores e vencidos. Sem ele, o japonês bicampeão Kosuke Kitajima tem
a melhor marca. Se Phelps não vencer os
400m medley, um tricampeonato aqui, o
primeiro masculino em 116 anos de natação olímpica, gerará comoção. Assim
como uma medalha do brasileiro Felipe
França (foto), que em busca de transferir
o seu sucesso dos 50m para os 100m enfrentou uma rigorosa dieta e perdeu 10
quilos para conquistar a resistência neces-
sária. A imagem de
França ajoelhando no
pódio dos Mundiais
de 2009 e 2010 pode
se repetir. Ele está
nos 20 centésimos
que separam os outro
cinco principais concorrentes ao pódio:
os medalhistas do
Mundial de 2011
Fabio Scozzoli, da
Itália, e Cameron
van der Burgh, da
África do Sul – que assim como França é
especialista nos 50m –, o japonês Ryo
Tateishi, que costuma dar um calor em
Kitajima em competições domésticas, e o
americano Brendan Hansen, de volta da
aposentadoria pronto para se vingar do
japonês pelas derrotas em 2004 e 2008.
Felipe França
Outros 20 centésimos separam o outro
pelotão que deve brigar para entrar no final, e aí estão incluídos o australiano recordista mundial Brenton Rickard e o
brasileiro Felipe Lima. Dois brasileiros
na final seria mais um ingrediente na prova que promete emocionar a todos.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. KOSUKE KITAJIMA, JPN
29 anos, 4ª Olimpíada
58.90 (abr/2012)
2. FABIO SCOZZOLI, ITA
23 anos, 1ª Olimpíada
59.42 (jul/2011)
3. CAMERON VD BURGH, RSA
24 anos, 2ª Olimpíada
59.49 (jul/2011)
4. RYO TATEISHI, JPN
23 anos, 1ª Olimpíada
59.60 (abr/2012)
5. FELIPE FRANÇA, BRA
25 anos, 2ª Olimpíada
59.63 (abr/2012)
Kitajima tem 1,78m e tem o
apelido de “foguete de bolso”
devido à altura desvantajosa
em relação aos seus competidores. Após os Pequim 2008,
tirou longas férias e se sentiu
motivado a voltar a treinar
quando foi comentarista do
Mundial de 2009. Foi para os
Estados Unidos treinar com
Dave Salo, diz ele que para
melhorar o inglês e também
para ter uma nova motivação.
Scozzoli foi uma surpresa ao
ficar com a medalha de prata
no Mundial do ano passado.
Ele é mais um grande peitista
cria de húngaros. Seu técnico
é Tamas Gyertianffy, que foi
assistente de Tamas Szechy,
considerado um dos maiores
técnicos da história. Curiosamente, Scozzoli e Federica
Pellegrini, duas das maiores
esperanças italianas, nasceram com apenas dois dias de
diferença em agosto de 1988.
Van der Burgh se refere como
um nadador diferente. "Para
mim, natação não é minha vida. Eu não sei quem venceu
os 800m livre no Mundial. Não
sei os recordes mundiais. Não
sei o que acontece nos Estados Unidos. Tenho outros interesses, como jogar golf e fotografar." Ele faz o necessário
para fazer bem seu trabalho, e
só. "Provavelmente sou um
dos nadadores mais preguiçosos que existem!"
Tateishi é um dos melhores
nadadores de peito do mundo
dos últimos anos, tendo inclusive derrotado Kitajima nos
100m nos Jogos Asiáticos de
2010. Norimasa Hirai, atual
técnico da seleção e técnico de
Kitajima na época de seu bicampeonato olímpico em 2004
e 2008, acredita que Tateishi é
uma ameaça real ao seu expupilo. “Ryo é uma grande força motivadora para Kosuke”
Cesar Cielo já era campeão olímpico, mas foi de França o
primeiro recorde mundial de
um brasileiro em piscina de 50
metros após um quarto de século. Em 2009, no Maria Lenk,
ele bateu o recorde dos 50m
peito 27 anos depois de Ricardo Prado nos 400m medley.
Também acabou com o jejum
brasileiro de 15 anos sem medalhas em mundiais de longa,
também em 2009, ao ficar com
a prata nos 50m peito.
6. BRENDAN HANSEN, USA
30 anos, 3ª Olimpíada
59.68 (jun/2012)
7. C. SPRENGER, AUS
26 anos, 2ª Olimpíada
59.91 (mar/2012)
8. GLENN SNYDERS, NZL
25 anos, 2ª Olimpíada
59.94 (jul/2011)
9. BRENTON RICKARD, AUS
28 anos, 3ª Olimpíada
1:00.04 (jul/2011)
10. FELIPE LIMA, BRA
27 anos, 1ª Olimpíada
1:00.11 (abr/2012)
Hansen tem um estilo único de
peito, com uma pernada mais
estreita que o convencional.
No cenário internacional desde
2001, quando venceu os 200m
peito no Mundial de Fukuoka,
decidiu se aposentar após os
Pequim 2008, onde conseguiu
um ouro no 4x100m medley,
medalha que foi perdida em
um avião. Por sorte, foi encontrada e devolvida a ele no dia
seguinte.
Recordista mundial dos 200m
peito na época dos trajes (e
campeão mundial em 2009),
Sprenger desde então foca
mais na velocidade e tem nadado melhor os 50m e 100m.
Esse ano nadou abaixo do minuto pela primeira vez sem trajes, e desistiu dos 200m na seletiva australiana. Ele é primo
de Nicholas Sprenger, nadador
australiano nos Jogos de 2004
e 2008.
Snyders nasceu na África do
Sul. Em Pequim, tinha expectativas de uma final nos 100m
peito, mas o nervosismo o atrapalhou e ele ficou fora da
semi. Muito puto, melhorou 2s
nos 200m, prova em que não
tinha grandes expectativas, e
chegou à semi. Na época dos
Jogos da Com. Britânica em
2010, em que ficou com a prata nos 100m, começou a trabalhar com um psicólogo para ajudá-lo na parte mental.
Rickard foi o primeiro australiano a nadar abaixo do minuto
os 100m peito – no entanto, na
época dos trajes tecnológicos,
em Pequim 2008. É o atual recordista mundial, e também foi
campeão mundial dos 200m
em 2007. Ele é irmão de Nathan Rickard, ex-nadador da
seleção australiana que participou do Mundial de 1998, em
Perth, e que foi recordista nacional dos 50m livre.
Em 2008, Lima conquistou índice olímpico, mas não pode ir
aos Jogos porque Henrique
Barbosa e Felipe França fizeram tempos melhores. Por cinco centésimos ele não foi a
Pequim. Esse ano, chegou à
última seletiva novamente com
o terceiro tempo, atrás de
França e João Gomes Jr, mas
não deixou o pesadelo se repetir e com autoridade fez um
tempo próximo do sub-minuto.
100m PEITO MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Kosuke Kitajima (JPN) – 58.91
Disputará a prova em Londres.
Alexander Dale Oen (NOR) – 59.20
Faleceu em abril deste ano, vítima de ataque
cardíaco.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1968
MAIOR VENCEDOR
Kosuke Kitajima (JPN) – 2004 e 2008
MAIORES MEDALHISTAS
Hugues Duboscq (FRA) – 59.37
Não conseguiu classificação na seletiva
francesa.
Kosuke Kitajima (JPN) – 2 ouros
John Hencken (USA) – 1 ouro e 1 bronze
Peter Evans (AUS) e Hugues Duboscq (FRA)– 2 bronzes
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Karoly Guttler (HUN) – 1988, 1992, 1996 e 2000
Mark Warnecke (GER) – 1988, 19992, 1996 e 2000
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Adrian Moorhouse (GBR) – 1984, 1988 e 1992
Kosuke Kitajima (JPN) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Nobutaka Taguchi (JPN) sobre Tom Bruce (USA) em
1972 (0.49s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Adrian Moorhouse (GBR) sobre Karoly Guttler (HUN)
em 1988 (0.01s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Kosuke Kitajima (JPN), 25a10m20d em 2008
MAIS VELHO MEDALHISTA
Hugues Duboscq (FRA), 3º em 2008, 26a11m13d
MAIS NOVO VENCEDOR
Nobutaka Taguchi (JPN), 21a2m12d em 1972
MAIS NOVO MEDALHISTA
John Hencken (USA), 3º em 1972, 18a3m1d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
4
4
1
9
Japão
3
0
0
3
Grã-Bretanha
2
1
0
3
Bélgica
1
0
0
1
Itália
1
0
0
1
União Soviética
0
2
3
5
Hungria
0
2
0
2
Canadá
0
1
0
1
Noruega
0
1
0
1
Austrália
0
0
3
3
França
0
0
2
2
Alemanha
0
0
1
1
Rússia
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Brenton Rickard (AUS), 58.58
EUROPEU 2010
Alexander Dale Oen (NOR), 59.20
PAN-PACÍFICO 2010
Kosuke Kitajima (JPN), 59.35
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Cameron van der Burgh (RSA), 1:00.10
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Ryo Tateishi (JPN), 1:00.38
MUNDIAL 2011
Alexander Dale Oen (NOR), 58.71
PAN-AMERICANO 2011
Felipe França (BRA), 1:00.34
EUROPEU 2012
Fabio Scozzoli (ITA), 1:00.55
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Brenton Rickard, AUS
2. Hugues Duboscq, FRA
3. Igor Borysik, UKR
4. Alexander Dale Oen, NOR
5. Kosuke Kitajima, JPN
6. Cameron vd Burgh, RSA
7. Eric Shanteau, USA
8. Mark Gangloff, USA
9. Henrique Barbosa, BRA
10. Brendan Hansen, USA
Tempo
58.58
58.64
58.67
58.71
58.90
58.95
58.96
59.01
59.03
59.13
Ano
2009
2009
2009
2011
2012
2009
2009
2009
2009
2006
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Alexander Dale Oen, NOR
58.71
2011
2. Kosuke Kitajima, JPN
58.90
2012
3. Brendan Hansen, USA
59.13
2006
4. Fabio Scozzoli, ITA
59.42
2011
5. Cameron vd Burgh, RSA
59.49
2011
6. Ryo Tateishi, JPN
59.60
2012
7. Felipe França, BRA
59.63
2012
8. Christian Sprenger, AUS
59.91
2012
9. Yuta Suenaga, JPN
59.93
2011
10. Roman Sludnov, RUS
59.94
2001
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
John Hencken (USA), 1:05.68 (sf)
1972 Munique
N. Taguchi (JPN), 1:05.13 (sf)
1972 Munique
Nobutaka Taguchi (JPN), 1:04.94
1976 Montreal
John Hencken (USA), 1:03.88 (el.)
1976 Montreal
John Hencken (USA), 1:03.62 (sf)
1976 Montreal
John Hencken (USA), 1:03.11
1984 L. Angeles
Steve Lundquist (USA), 1:01.65
Oceania: Brenton Rickard, AUS - 58.58 (2009)
1996 Atlanta
F. Dburgraeve (BEL), 1:00.60 (el.)
2008 Pequim
Kosuke Kitajima (JPN), 58.91
Asiático: Kosuke Kitajima, JPN - 58.90 (2012)
Africano: Cameron van der Burgh, RSA - 58.95 (2009)
RECORDES
Mundial: Brenton Rickard, AUS - 58.58 (2009)
Olímpico: Kosuke Kitajima, JPN - 58.91 (2008)
Sul-americano: Henrique Barbosa, BRA - 59.03 (2009)
Brasileiro: Henrique Barbosa, BRA - 59.03 (2009)
Norte-americano: Eric Shanteau, USA - 58.96 (2009)
Europeu: Hugues Duboscq, FRA - 58.64 (2009)
http://www.swimchannel.com.br
MEMÓRIA
1984 – Los Angeles
Na seletiva americana, John Moffet havia
batido o recorde mundial, e na eliminatória em Los Angeles bateu o recorde olímpico. No entanto, na virada, sentiu
uma contusão em sua coxa direita. Entre
a eliminatória e a final, a lesão se mostrou séria e ele teve que tomar uma infiltração para poder estar apto a nadar. Antes da prova, disse a seu compatriota
Steve Lundquist: “Se eu não conseguir
superar a lesão, ganhe o ouro para os
Estados Unidos“. Foi o que aconteceu:
Lundquist em primeiro com recorde
mundial e Moffet agonizando para chegar
em quarto lugar.
1992 - Barcelona
O americano Nelson Diebel era, em sua
juventude, um garoto problema – bebia
em excesso, fumava maconha, gostava
de brigas e foi expulso de escolas. Mas
tomou jeito com a natação. Nem tanto:
após uma boa performance na seletiva
olímpica de 1988, ele tentou pular em
uma piscina das arquibancadas e se feriu
seriamente. Em 1992, mais disciplinado,
não só venceu a seletiva olímpica como
os Jogos Olímpicos.
2004 – Atenas
O americano Brendan Hansen havia batido os recordes mundiais dos 100m e
200m peito na seletiva americana, que
pertenciam a Kosuke Kitajima. Na final
olímpica dos 100m peito, realizada no dia
de seu aniversário, piorou quase um segundo e perdeu o ouro para o japonês. O
resultado foi controverso, pois a filmagem sub-aquática mostrou Kitajima realizando ondulações irregulares durante a
filipina, movimentos não permitidos à época.
O Brasil na prova
Logo na estreia da prova em Olimpíadas,
em 1968, José Sylvio Fiolo chegou muito
perto da medalha, ao ficar em 4º lugar
distante somente um décimo do pódio.
Ele havia batido o recorde mundial da
prova naquele mesmo ano. Ele ainda ficou em 6º em 1972 e 15º em 1976, ano
que Sérgio Ribeiro também alcançou a
semifinal (ficou em 16º). O outro nadador
do Brasil semifinalista foi Eduardo Fischer, 15º em 2004.
Lendas – Adrian Moorhouse
Em Montreal 1976, o britânico David Wilke conquistou a medalha de ouro nos
200m peito. Seu compatriota Adrian Moorhouse, então com 12 anos, viu pela televisão e pensou: “eu quero uma dessa”.
Em 1984, conseguiu um frustrante 4º lugar nos 100m peito. Após a prova, recebeu um telegrama de um antigo professor: “Que azar! Estamos orgulhosos de
você, haverá uma outra chance”. De fato,
quatro anos depois, em Seul, era o favorito e não decepcionou, derrotando o
húngaro Karoly Güttler por apenas um
centésimo. Finalmente ele tinha “uma
daquelas”. E, após a cerimônia de premiação, pegou o telegrama de seu professor, que havia guardado por quatro
anos, e o guardou na caixa que armazenava sua medalha de ouro.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 2 – 400m LIVRE FEMININO
Domínio do Velho Mundo
Por Daniel Takata Gomes
NOVAMENTE AS EUROPEIAS APARECEM COMO FAVORITAS NOS 400M LIVRE
Vencedoras dos 400m livre em quatro das
últimas cinco Olimpíadas, as europeias
novamente aparecem com favoritismo
destacado com nomes estelares. Camille
Muffat fez este ano os melhores tempos
da história em trajes têxteis nos 200m e
400m livre e é uma legítima sucessora de
Laure Manaudou, a campeã de 2004, que
apesar de ter retornado da aposentadoria
não arriscou nadar a prova. A italiana
Federica Pellegrini ganhou tudo nos últimos quatro anos, e o título olímpico seria a redenção para seu vacilo de 2008,
em que venceria a prova com o tempo da
eliminatória, mas terminou fora do pódio.
E a britânica Rebecca Adlington tem a
vantagem de ser a campeã olímpica e de
nadar empurrada pela torcida. São as três
favoritas para o pódio, mas devemos considerar que a americana Allison Schmitt
nadou uma prova terrivelmente mal divi-
dida na seletiva
ricana, passando para
1:58 e voltando para
2:04. Se controlar a
afobação, pode diminuir bem o tempo
e lutar pelo ouro.
Afobação é algo que
não existe no vocabulário de Pellegrini,
que paradoxalmente
já sofreu de crises de
pânico durante algumas competições.
Sua prova super-negativa do Mundial do
ano passado (2:02/1:59) impressionou, e
também fica a impressão de que uma
prova melhor dividida, no seu caso passando um pouco mais forte, pode trazer
um tempo espetacular. Se no Mundial
4:04 deu pódio, não esperem isso na O-
Federica Pellegrini
limpíada, e por isso gente como as australianas Kylie Palmer e Bronte Barratt,
as chinesas Yiwen Shao e Xuanxu Li e a
dinamarquesa Lotte Friis terão que melhorar muito. A espanhola Mireia Belmonte nadou pesada para 4:05 no Maria
Lenk e pode baixar bem.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. CAMILLE MUFFAT, FRA
22 anos, 2ª Olimpíada
4:01.31 (mar/2012)
2. FEDERICA PELLEGRINI, ITA
3. REBECCA ADLINGTON, GBR
23 anos, 3ª Olimpíada
4:01.97 (jul/2011)
23 anos, 2ª Olimpíada
4:02.35 (mar/2012)
4. ALLISON SCHMITT, USA
22 anos, 2ª Olimpíada
4:02.84 (jun/2012)
5. KYLIE PALMER, AUS
22 anos, 2ª Olimpíada
4:03.40 (mar/2012)
Este ano, Muffat fez as melhores marcas da história dos
200m e 400m livre em trajes
têxteis. Mas nem sempre ela
foi nadadora de livre. Aos 15
anos, foi campeã europeia em
provas de medley. Em 2008,
se classificou para nadar os
200m e 400m medley nas Olimpíadas. Mas a partir de então se concentra nas provas de
livre. Ela treina ao lado de
Yannick Agnel, um dos melhores meio-fundistas do mundo.
Pellegrini era a primeira opção
para ser a porta-bandeira italiana na cerimônia de abertura,
mas recusou, pois a natação
começa no dia seguinte. O dirigente do COI Gianni Morandi
ficou revoltado: "não estamos
pedindo para que ela carregue
a cruz, como Jesus Cristo fez!"
Disse ela: "a cerimônia é cansativa, e prefiro cantar o hino
italiano no alto do pódio do que
fazer uma caminhada carregando a bandeira."
A atual campeã olímpica já é a
nadadora britânica mais bem
sucedida desde Henry Taylor,
em 1908. Não à toa, recebeu
condecoração da Rainha. Ela
diz que sua prioridade sempre
foi a Olimpíada de Londres, e
que até mesmo a classificação,
quanto mais os ouros, en 2008
foi um bônus. Seu plano é nadar bem nos Jogos, se aposentar e virar comentarista, além de trabalhar gerenciando o
time olímpico.
Em 2008, Schmitt foi uma das
revelações ao se classificar para os Jogos de Pequim. Ela
treinava e estudava na Universidade da Georgia, mas trancou os estudos e se mudou para Baltimore para treinar com
Michael Phelps e Bob Bowman, que diz que ela evoluiu
tanto psicologicamente quanto
fisicamente. "Quando chegou
aqui ela não conseguia fazer
uma flexão, e agora faz três
séries de oito."
Antes de sua primeira Olimpíada, em 2008, Palmer deslocou o ombro três vezes: uma
delas jogando pólo aquático e
outras duas dormindo. Ainda
assim, ela nadou os Jogos de
Pequim, e depois fez uma cirurgia de reconstrução da cartilagem. Após 2008, ela fez três
tatuagens: os aneis olímpicos
no quadril e as palavras "determinação" e "acreditar" nos
pés.
6. CHLOE SUTTON, USA
anos, 2ª Olimpíada
4:04.18 (jun/2012)
7. BRONTE BARRATT, AUS
23 anos, 2ª Olimpíada
4:04.36 (abr/2011)
8. SHAO YIWEN, CHN
17 anos, 1ª Olimpíada
4:04.59 (set/2011)
9. LI XUANXU, CHN
18 anos, 1ª Olimpíada
4:04.62 (set/2011)
10. LOTTE FRIIS, DEN
24 anos, 2ª Olimpíada
4:04.68 (jul/2011)
Sutton é a primeira americana
a disputar águas abertas e
provas de piscina olímpicas.
Isso porque nadou os 10km
em 2008. Aliás, ela é mais conhecida pelas maratonas aquáticas: foi ouro no PanAmericano de 2007 e no PanPacífico de 2006. Mas recentemente tem tido mais conquistas em piscina, como o ouro no
400m livre no Pan-Pacífico de
2010.
Barratt é melhor amiga de Kyle
Palmer, e também sua maior
rival na Austrália. Ambas estrearam nos Jogos de 2008 e
duelarão nos 200m e 400m livre. Em 2007, antes dos super
trajes, Barratt bateu o lendário
recorde australiano de Tracey
Wickham nos 400m, que durava desde o Mundial de 1975. A
avó de Barratt, Margaret Arnold, competiu nos Jogos de
1956, em Melbourne, no salto
em distância.
Nadando em casa, Yiwen era
uma das sensações no Mundial de Xangai, no ano passado.
No entanto, sua primeira caída
na água foi a eliminatória dos
400m livre. Jovem e estreante,
em frente ao público chinês,
sentiu a pressão e aumentou
quatro segundos. Ao longo dos
dias, melhorou suas performances e conseguiu inclusive
chegar à final nos 1500m livre.
Xuanxu é uma das nadadoras
que tem tempos competitivos
internacionalmente nos 400m
livre e 400m medley – está entre as candidatas a medalha
nas duas provas, com mais
chances no medley. Se ela
fosse homem, estaria em apuros, pois as duas provas masculinas são na mesma etapa, e
provavelmente ela teria que
escolher uma das duas.
Com conquistas nos Europeus
Junior de 2003 e 2004, Friis
era uma grande revelação que
sofreu um baque ao não se
classificar para os Jogos de
2004. Em 2005, operou o joelho, e os bons resultados só retornaram em 2007. Apesar de
já ser medalhista olímpica (nos
800m livre), Friis passou a ser
realmente conhecida na Dinamarca após participar de um
programa de televisão no estilo
Dança dos Famosos, em 2009.
400m LIVRE FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1920
MAIOR VENCEDORA
Martha Norelius (USA) (1924 e 1928)
MAIORES MEDALHISTAS
Martha Norelius (USA) – 2 ouros
J. Evans (USA) e Dagmar Hase (GER) – 1 ouro e 1 prata
Lenore Kight-Wingard (USA) – 1 prata e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (3 PARTICIPAÇÕES)
Piedade Coutinho-Tavares (BRA) – 1936, 1948 e 1952
Colette Thomas (FRA) – 1948, 1952 e 1956
Dawn Fraser (AUS) – 1956, 1960 e 1964
Irene Dalby (NOR) – 1988, 1992 e 1996
Janet Evans (USA) – 1988, 1992 e 1996
Kerstin Kielgass (GER) – 1992, 1996 e 2000
Claudia Poll (CRC) – 1996, 2000 e 2004
Camelia Potec (ROU) – 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Dawn Fraser (AUS) – 1956, 1960 e 1964
Irene Dalby (NOR) – 1988, 1992 e 1996
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
M. Norelius (USA) sobre Z. Braun (NED) em 1928 (15s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
R. Adlington (GBR) sobre K. Hoff (USA) em 2008 (0.07s)
MAIS VELHA VENCEDORA
Michelle Smith (IRL), 26a7m6d em 1996
MAIS VELHA MEDALHISTA
Claudia Poll (CRC), 3ª em 2000, 27a8m26d
MAIS NOVA VENCEDORA
MEDALHISTAS DE 2008
MEMÓRIA
Rebecca Adlington (GBR) – 4:03.22
Disputará a prova em Londres.
1956 - Melboure
Petra Thümer (GDR), 15a5m21d em 1976
Nadador
1. Federica Pellegrini, ITA
Tempo
3:59.15
Ano
2009
2. Joanne Jackson, GBR
3. Rebecca Adlington, GBR
4. Camille Muffat, FRA
4:00.60
4:00.79
4:01.13
2009
2009
2012
5. Laure Manaudou, FRA
6. Katie Hoff, USA
4:02.13
4:02.20
4:02.35
2006
2008
2009
4:02.51
4:03.29
2009
2009
4:03.40
2012
MAIS NOVA MEDALHISTA
Sylvia Ruuska (USA), 3ª em 1956, 14a5m3d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
11
8
7
26
Austrália
2
2
2
1
3
2
7
5
França
2
0
0
2
Alemanha
1
2
0
3
Grã-Bretanha
1
1
3
5
Holanda
1
1
2
4
Hungria
1
1
0
2
Irlanda
1
0
0
1
Bulgária
1
0
0
1
China
1
0
0
1
Dinamarca
0
2
0
2
Costa Rica
0
1
1
2
Suécia
0
1
0
1
Itália
0
1
0
1
Grécia
0
1
0
1
Macedônia
0
1
0
1
Rússia
0
1
0
1
Polônia
0
1
0
1
África do Sul
Canadá
0
0
1
1
Espanha
0
0
0
0
1
1
1
1
Jamaica
0
0
1
1
México
0
0
1
1
Romênia
0
0
1
1
Suíça
0
0
1
1
Estados Unidos
Alemanha Or.
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1928 Amsterdã
Martha Norelius (USA), 5:42.8
1932 L. Angeles
Helene Madison (USA), 5:28.5
1972 Munique
Shane Gould (AUS), 4:19.04
1976 Montreal
Petra Thümer (GDR), 4:09.89
1988 Seul
Janet Evans (USA), 4:03.85
Katie Hoff (USA) – 4:03.29
Não conseguiu classificação na seletiva americana.
Joanne Jackson (GBR) – 4:03.52
Disputará a prova em Londres.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Federica Pellegrini (ITA), 3:59.15
EUROPEU 2010
Rebecca Adlington (GBR), 4:04.55
1976 – Montreal
PAN-PACÍFICO 2010
Chloe Sutton (USA), 4:05.19
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Rebecca Adlington (ENG), 4:05.68
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Yiwen Shao (CHN), 4:05.58
MUNDIAL 2011
Federica Pellegrini (ITA), 4:01.97
Coralie Balmy (FRA), 4:05.31
TOP 10 ALL-TIME
10. Kylie Palmer, AUS
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
1. Camille Muffat, FRA
2. Federica Pellegrini, ITA
Tempo
4:01.13
4:01.97
Ano
2012
2011
3. Laure Manaudou, FRA
4. Rebecca Adlington, GBR
4:02.13
4:02.35
2006
2012
5. Allison Schmitt, USA
6. Kylie Palmer, AUS
7. Janet Evans, USA
4:02.84
4:03.40
4:03.85
2012
2012
1988
8. Chloe Sutton, USA
9. Otylia Jedrzejczak, POL
10. Kate Ziegler, USA
4:04.18
4:04.23
4:04.24
2012
2007
2007
RECORDES
Mundial: Federica Pellegrini, ITA - 3:59.15 (2009)
Olímpico: Federica Pellegrini, ITA – 4:02.19 (2008)
Sul-americano: Andreina Pinto, VEN - 4:08.80 (2011)
Brasileiro: Manuella Lyrio, BRA - 4:12.14 (2012)
Norte-americano: Katie Hoff, USA - 4:02.20 (2008)
Europeu: Federica Pellegrini, ITA - 3:59.15 (2009)
Oceania: Kylie Palmer, AUS - 4:03.40 (2012)
Asiático: Chen Qian, CHN - 4:02.35 (2009)
Africano: Wendy Trott, RSA - 4:08.38 (2008)
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A alemã-oriental Barbara Krause, recémrecordista mundial, foi retirada da equipe
olímpica devido a uma doença. Sua
compatriota Petra Thümer, então 15 anos, a substituiu a altura; superando o
recorde mundial por quase dois segundos com um tempo que lhe daria a medalha de prata na prova masculina de
1968, somente 8 anos antes.
1988 – Seul
PAN-AMERICANO 2011
Gillian Ryan (USA), 4:11.58
EUROPEU 2012
7. Chen Qian, CHN
8. Allison Schmitt, USA
9. Coralie Balmy, FRA
Grande rival de Dawn Fraser nas provas
de livre, Lorraine Crapp se dava melhor
nos 400m. Dois meses antes dos Jogos
de Melbourne, ela se tornou a primeira
mulher a nadar a prova abaixo dos 5 minutos – na mesma prova, ela melhorou
os recordes mundiais dos 200m, 220 e
440 jardas! Em Melbourne, como era de
se esperar, Fraser liderou no início, mas
Crapp ditou o ritmo para vencer por oito
segundos.
A alemã-oriental Heike Friedrich chegou
aos 400m livre invicta havia 14 finais em
grandes competições internacionais. Mas
a recordista mundial era a americana Janet Evans. Na final da prova, Evans, com
1,65m e 45 quilos, parecia não ter muitas
chances contra as grandes alemãs, australianas e russas. Ela passou muito forte
com 2:02 e surpreendentemente voltou
mais forte ainda para 2:01, a primeira vez
que fazia a prova em negativo, e abaixou
o recorde em um segundo e meio. Ela
também venceu os 800m livre e 400m
medley naquela competição.
O Brasil na prova
Piedade Coutinho é um nome pouco reconhecido na natação brasileira, e no entanto foi um dos maiores nomes do esporte nacional. É a única nadadora brasileira a conseguir duas finais individuais
olímpicas, além de outra em revezamento. Em 1936, terminou os 400m livre na
5ª posição. Teve fôlego para voltar 12
anos depois (não houve Olimpíada em
1940 e 1944 devido à guerra) e chegar
na 6ª colocação. Ainda nadou em 1952,
aos 32 anos, idade inimaginável para
nadadores na época, e terminou em um
honroso 13º lugar. Depois dela, o máximo que uma brasileira conseguiu foi a
19ª posição com Monique Ferreira em
2004.
Lendas – Shane Gould
Os números da australiana Shane Gould
são impressionantes. Entre 1971 e 1972,
bateu recordes mundiais em todas as
distâncias oficialmente reconhecidas do
nado livre, dos 100m aos 1500m. Em
Munique/1972, com apenas 15 anos,
competiu nada menos que 12 provas!
Com três ouros, uma prata e um bronze,
foi a primeira pessoa a conquistar cinco
medalhas individuais na natação em uma
Olimpíada. A prova de mais destaque foi
os 400m livre, onde bateu seu próprio recorde mundial por 2s. Com apenas 16
anos, abandonou a natação, adotou uma
vida reclusa e desapareceu da vida pública por 25 anos. Em 2004, aos 47 anos,
causou comoção na Seletiva Olímpica
Australiana ao disputar os 50m borbo.
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DIA 2 – 4x100m LIVRE MASCULINO
De volta para o passado
Por Daniel Takata Gomes
AUSTRÁLIA BUSCA RETOMAR HEGEMONIA DE DEZ ANOS ATRÁS
A vitória da equipe australiana no Mundial do ano passado foi de certo modo
uma surpresa. Afinal, se Eamon Sullivan
hão havia conseguido levar sua equipe
para o alto do pódio nos anos anteriores,
quem conseguiria? Mas a nova geração
que surgiu, liderada por James Magnussen, ratificou ainda mais o status de favorita ao título após a seletiva australiana.
Eles buscam retomar a soberania da equipe que, liderada por Ian Thorpe e Michael
Klim, foi campeã olímpica, mundial, do
Pan-Pacífico e dos Jogos da Comunidade
Britânica entre 2000 e 2002. A França,
vice-campeã mundial e olímpica, não tem
o mesmo poderio de outrora. O melhor
tempo atual do país nos 100m, William
Meynard, sequer conseguiu vaga. Alain
Bernard, campeão olímpico, vai como
reserva. É uma incógnita. Mais chances
tem a Rússia, que na seletiva surpreendeu
com
quatro
res entre 48 baixo e
médio. Os Estados
Unidos não tiveram
resultados tão animadores este ano, e
mesmo que a entrada
de Michael Phelps
no time cause polêmica por ele não ter
nadado a prova na
seletiva, ele é indispensável – tem o segundo tempo do país
com sobras. Mas precisarão de um milagre ainda maior do que o de 2008 para
vencer. Mesmo com os fracos resultados
no Troféu Maria Lenk, o Brasil aparece
esse ano como a quinta melhor equipe,
um pouco distante das outras quatro. É
possível sonhar com uma medalha, mas
Targett e Magnussen
tudo tem que dar certo. Além de Cesar
Cielo, o time precisará de pelo menos
dois nadadores para 47 com saída livre.
Um pouco mais atrás, equipes com tradição: Alemanha, Itália e África do Sul.
Devem estar na final, mas dificilmente
brigarão por medalhas.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. AUSTRÁLIA
3:11.00 (jul/2011)
2. FRANÇA
3:11.14 (jul/2011)
3. ESTADOS UNIDOS
3:11.96 (jul/2011)
4. ITÁLIA
3:12.39 (jul/2011)
5. RÚSSIA
3:12.99 (jul/2011)
Na esteira do sucesso do revezamento australiano, Ian
Thorpe e Michael Klim, principais nomes da equipe que
marcou época no início da década passada, voltaram da aposentadoria e tinham como
um dos objetivos tentar vaga
no time. Mas frente à força da
nova geração, não chegaram
nem perto. Em 2000, eles foram responsáveis pela primeira
derrota dos Estados Unidos na
história olímpica da prova.
Em 2008, Alain Bernard foi
campeão dos 100m livre e subiu ao pódio dos 50m com
Amaury Leveaux, Mesmo assim a França não conseguiu
vencer o revezamento. No
Mundial de 2009 foi pior: a
França ocupou dos lugares no
pódio em cada uma das provas
de velocidade, mas ficou só
com o bronze no 4x100m.
Nunca ratificaram o favoritismo. Dessa vez, as chances
são ainda menores.
Em 2004, Michael Phelps foi
escalado para o revezamento
mesmo sem ter nadado os
100m livre na seletiva americana, o que gerou polêmica,
principalmente com Gary Hall
Jr. Esse ano, pode haver nova
confusão, pois novamente
Phelps não disputou a prova
na seletiva. Mas confusão
maior será se Ryan Lochte for
escalado, pois ele nadou até a
semifinal na seletiva, mas tem
o 9ª tempo americano.
A Itália vem tendo grandes velocistas como Lorenzo Vismara, Filippo Magnini e Luca Dotto, mas sempre bate na trave.
Ficou em 4º nas últimas duas
Olimpíadas e no último Mundial, além de 5º no Mundial de
2009. Magnini, aliás, não tem
tido brilho em provas individuais, mas é o principal nome do
revezamento. No Mundial de
2011, por exemplo, foi a segunda melhor parcial entre todos os nadadores da prova.
Na década de 90, liderada por
Alexander Popov, a Rússia se
acostumou com a prata, atrás
dos Estados Unidos. Depois da
ascensão da Austrália no início
da década, perderam espaço,
mas surpreendentemente venceram o Mundial de 2003, na
última grande performance de
Popov, o único grande título de
nível mundial da equipe na
prova.
6. ÁFRICA DO SUL
3:13.38 (jul/2011)
7. ALEMANHA
3:14.23 (jul/2011)
8. BRASIL
3:14.65 (out/2011)
9. GRÃ-BRETANHA
3:15.03 (jul/2011)
10. BÉLGICA
3:15.34 (mai/2012)
O revezamento 4x100m livre
da África do Sul ainda vive à
sombra da lendária equipe que
conquistou o título olímpico
com recorde mundial em 2004.
Tanto que dois nadadores daquela equipe, Darian Townsend e Roland Schoeman, ainda fazem parte do time. Há
quatro anos, em Pequim, a equipe foi exatamente a mesma
de Atenas.
A Alemanha tem certa tradição
na prova, e inclusive tirou a
medalha de bronze do Brasil
em 1996. mas nos últimos anos não tem tido sucesso. Em
2008, só não terminou na última colocação entre todas as
equipes porque o Brasil foi
desclassificado. Em Europeus
de longa, não chega ao pódio
desde 2002. No Mundial do
ano passado, ao menos chegou à final, o que não conseguia desde 2004.
A exemplo da Alemanha, o
Brasil também não vem tendo
bons resultados, apesar de já
ter sido medalhista olímpico e
mundial. A última final olímpica
foi em 2000, e nos seis Mundiais entre 2001 e 2011, foram
apenas duas finais. Desta vez,
Cesar Cielo provavelmente
não nadará a eliminatória, mas
não deve acontecer como no
Mundial de 2011, em que ele
também foi poupado e o Brasil
não chegou à final.
A Grã-Bretanha não tem a menor tradição na prova (ao contrário do 4x200m). Mas, com o
apoio da torcida, espera ao
menos conseguir uma vaga na
final, que é o que tem feito nos
últimos anos, especializandose em fechar raia: foi a 8ª colocada nos Jogos de Pequim
2008 e no Mundial de 2011.
Também foi 7ª no Mundial de
2009.
A Bélgica fez surpreendentemente um tempo razoável no
Campeonato Europeu deste
ano, e conseguiu classificação
olímpica. Surpresa porque será
a primeira participação do país
na história olímpica da prova.
Apesar da Bélgica ter quatro
medalhas olímpicas na natação, seus revezamentos são
uma negação. O 4x100m medley, por exemplo, participou
dos Jogos apenas uma vez.
4x100m LIVRE MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
MEDALHISTAS DE 2008
EM OLIMPÍADAS
Estados Unidos- - 3:08.24
Desde 1964 (não foi disputado em 1976 e 1980)
Disputará a prova em Londres.
MEMÓRIA
1996 – Atlanta
Os Estados Unidos estavam na terceira posição até o último nadador, quando caiu
Gary Hall Jr e assumiu a liderança já na saída. Sua passagem nos primeiros 50m foi
de 21.85, um tempo absurdo mesmo considerando saída livre, afinal foi um tempo
marcado no pé e o recorde mundial dos
50m na época era 21.80.
França – 3:08.32
MAIORES VENCEDORES
Disputará a prova em Londres.
Austrália – 3:09.91
Matt Biondi (USA) – 1984, 1988 e 1992
Tom Jager (USA) – 1984, 1988 e 1992
Disputará a prova em Londres.
MAIORES MEDALHISTAS
Matt Biondi (USA) e Tom Jager (USA) – 3 ouros
QUEM VENCEU DESDE 2008
Gary Hall Jr (USA) e Jason Lezak (USA) – 1 ouro, 1
prata e 1 bronze
MUNDIAL 2009
Estados Unidos, 3:09.21
2000 – Sydney
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
EUROPEU 2010
Alexander Popov (RUS) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Rússia, 3:12.46
Gustavo Borges (BRA) – 1992, 1996, 2000 e 2004
PAN-PACÍFICO 2010
Lars Frolander (SWE) – 1996, 2000, 2004 e 2008
Estados Unidos, 3:11.74
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (4)
Austrália, 3:13.92
Alexander Popov (RUS) – 1992, 1996, 2000 e 2004
JOGOS ASIÁTICOS 2010
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidios sobre Alemanha em 1964 (4s)
China, 3:16.34
MUNDIAL 2011
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Austrália, 3:11.00
Estados Unidos sobre França em 2008 (0.08s)
PAN-AMERICANO 2011
MAIS VELHO VENCEDOR
Brasil, 3:14.65
Jason Lezak (USA), 32a8m30d em 2008
EUROPEU 2012
França, 3:13.55
MAIS VELHO MEDALHISTA
Jason Lezak (USA), 1º em 2008, 32a8m30d
2008 – Pequim
TOP 10 ALL-TIME
MAIS NOVO VENCEDOR
Os Estados Unidos nunca haviam perdido a
prova, e eram favoritos. Mas o australiano
Michael Klim abriu a prova para recorde
mundial dos 100m. A prova teve alternâncias na primeira posição, mas quando Gary
Hall Jr, medalhista de prata nos 100m livre
em 1996, virou os últimos 50m meio corpo
na frente de Ian Thorpe, parecia que a prova estava definida. Mas Thorpe alcançou
Hall faltando 5 metros e venceu por 19 centésimos em uma das provas mais emocionantes da história, para delírio dos torcedores.
Se a prova de 2000 foi emocionante, não há
palavras para descrever a de 2008. O australiano Eamon Sullivan abriu para recorde
mundial. A França se recuperou e Alain
Bernard, recordista mundial dos 100m antes
dos Jogos, caiu meio corpo à frente do americano Jason Lezak e aumentou ainda
mais a liderança. Mas Lezak aproveitou-se
que Bernard nadou colado na raia e pegou
seu vácuo, alcançando-o nos metros finais
e vencendo por 8 centésimos, em uma das
provas mais eletrizantes de todos os tempos. Sua parcial é a melhor da história até
hoje: 46.06.
Tempo
Ano
MAIS NOVO MEDALHISTA
Nadador
1. Estados Unidos
2. França
3:08.24
3:08.32
2008
2008
Peter Bruch (GDR), 3º em 1972, 16a11m3d
3. Rússia
3:09.52
2009
4. Austrália
3:09.91
2008
O Brasil na prova
5. Brasil
3:10.80
2009
6. Itália
7. Grã-Bretanha
3:11.48
3:11.62
2008
2009
8. Suécia
3:11.92
2008
9. África do Sul
3:11.93
2009
10. Canadá
3:12.26
2008
O mais tradicional revezamento do Brasil
tem performances memoráveis, a começar pela primeira participação em 1972,
quando José Aranha pulou em sexto, tirou quase um segundo da vantagem da
Alemanha Oriental e quase conseguiu o
bronze. Em 1996, Gustavo Borges fechou pela única vez em sua vida abaixo
de 48 segundos (47.99) e também ficou
por pouco do bronze. Em 2000, Edvaldo
Valério “Bala” saiu do quinto lugar para
conseguir um bronze suado em uma prova histórica, ao lado de Borges, Fernando Scherer e Carlos Jayme. Depois de
três finais olímpicas na prova, Borges
encerrou sua carreira com esse mesmo
revezamento em 2004.
Ian Thorpe (AUS), 17a11m3d em 2000
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
8
1
1
10
Austrália
1
1
3
5
África do Sul
1
0
0
1
União Soviética
0
3
0
3
Alemanha
0
1
2
3
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Com. Est. Indep.
0
1
0
1
0
1
0
1
Nadador
1. Austrália
Tempo
Rússia
3:11.00
2011
Holanda
0
1
0
1
França
0
1
0
1
2. França
3. Estados Unidos
3:11.14
3:11.74
2011
2010
Alemanha Or.
0
0
2
2
4. Itália
3:12.39
2011
Suécia
0
0
1
1
5. Rùssia
3:12.46
2010
Brasil
0
0
1
1
6. África do Sul
3:13.17
2004
7. Alemanha
8. Holanda
3:14.23
3:14.36
2011
2004
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
9. Brasil
3:14.65
2011
Ano
Nadador e tempo
10. Grã-Bretanha
3:15.03
2011
1964 Tóquio
Estados Unidos, 3:33.2
1968 C. México
Estados Unidos, 3:31.7
1972 Munique
Estados Unidos, 3:28.84 (el.)
1972 Munique
Estados Unidos, 3:26.42
1984 L. Angeles
Estados Unidos, 3:19.03
1988 Seul
Estados Unidos, 3:16.53
2000 Sydney
Austrália, 3:13.67
Europeu: França - 3:08.32 (2008)
2004 Atenas
África do Sul, 3:13.17
Oceania: Austrália - 3:09.91 (2008)
2008 Pequim
Estados Unidos, 3:12.23 (el.)
Asiático: Japão - 3:14.73 (2009)
2008 Pequim
Estados Unidos, 3:08.24
Africano: África do Sul - 3:11.93 (2009)
Ano
RECORDES
Mundial: Estados Unidos - 3:08.24 (2008)
Olímpico: Estados Unidos - 3:08.24 (2008)
Sul-americano: Brasil - 3:10.80 (2009)
Brasileiro: Brasil - 3:10.80 (2009)
Norte-americano: Estados Unidos - 3:08.24 (2008)
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Lendas – Don Schollander
O americano Don Schollander foi um dos
mais versáteis nadadores do livre e era
igualmente competitivo dos 100m aos
1500m. Nos Jogos de Tóquio, em 1964,
seu técnico preferiu que ele focasse no
meio-fundo. Desta forma, venceu os
100m, 400m, 4x100m e 4x200m livre, se
tornando o primeiro nadador a ganhar
quatro provas em uma Olimpíada. Poderiam ter sido cinco, mas, curiosamente,
ele perdeu a vaga no 4x100m medley,
pois seu compatriota Steve Clark, abrindo o 4x100m livre, bateu o recorde mundial e conquistou o direito de fechar o revezamento medley. Schollander foi o
primeiro homem a nadar os 200m abaixo
de 2 minutos, em 1963, mas a prova não
foi disputada em 1964. Em 1968, ficou
com a prata em sua especialidade, e
mais uma vez foi ouro no 4x200m.
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DIA 3 – 200m LIVRE MASCULINO
Sabor de quero mais
Por Daniel Takata Gomes
A PROVA SERÁ ESTELAR. MAS AS AUSÊNCIAS SERÃO IGUALMENTE LEMBRADAS
A maior decepção dos 200m livre masculino provavelmente já aconteceu antes
mesmo da Olimpíada começar: a desistência do campeão olímpico Michael
Phelps. Qualquer que seja sua justificativa e por mais compreensível que seja, todos esperavam sua presença em uma final
estelar. Ainda assim, a prova, como sempre, será imperdível. O 200m livre masculino usualmente reúne na mesma prova
nadadores especializados na prova, em
velocidade e em resistência. Não será diferente em Londres. O campeão mundial
Ryan Lochte é o típico nadador de
200m, cujas performances nos 100m e
400m livre não fazem nem sombra. Seu
maior trunfo é a parcial dos 100 para os
150 metros. Apesar de sequer ter medalhado no Mundial do ano passado, o francês Yannick Agnel (foto) fez o melhor
tempo do mundo e irá balizado em pri-
meiro. Como também nada bem os
100m e 400m, ele
utiliza uma estratégia dividindo igualmente suas forças nos 100 metros
finais. Muita alternância nas primeiras
posições é esperada,
e é uma prova imprevisível. Um pouco atrás estão o recordista
mundial
Paul Biedermann, da Alemanha, o coreano Tae-Hwan Park, atual prata olímpico, e o chinês Sun Yang, fundista nato
(ao contrário de seus adversários, todos
meio-fundistas), que começou a ter destaque na prova recentemente. Todos esses
preferem dar tudo nos 50 metros finais.
Yannick Agnel
Com exceção de Agnel todos são campeões olímpicos e/ou recordistas mundiais.
Talvez o cast mais condecorado dos Jogos. Mas para quem esperava Phelps na
prova e até Ian Thorpe, que teve uma volta frustrada da aposentadoria, a prova vai
deixar um gostinho de quero mais.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. YANNICK AGNEL, FRA
20 anos, 1ª Olimpíada
1:44.42 (mar/2012)
2. RYAN LOCHTE, USA
27 anos, 3ª Olimpíada
1:44.44 (jul/2011)
3. PAUL BIEDERMANN, GER
27 anos, 2ª Olimpíada
1:44.88 (jul/2011)
4. TAE-HWAN PARK, KOR
23 anos, 3ª Olimpiada
1:44.92 (jul/2011)
5. SUN YANG, CHN
20 anos, 2ª Olimpíada
1:44.99 (abr/2011)
O téncico de Agnel, Fabrice
Pellerin, utiliza um método inusitado de treinamento. Seus atletas utilizam mp3 players à
prova d'água, para seguirem
ritmos de músicas. Agnel, por
exemplo, trabalhou sua prova
no ritmo de uma música do filme do Batman – O Cavaleiro
das Trevas. Pellerin afirma que
crianças que tem educação
musical nadam mais rapidamente que as outras.
Lochte diz que sua série preferida é 10x100m, nadando
100%, saindo de cima, a cada
5 minutos (até eu!). E a pior
série que já fez foi 100x100m
crawl na longa, a cada 1:10,
em um treino que totalizou
13.400m. Ele diz que levou
uma semana para se recuperar
do treino – e uma semana que
não foi de treinos regenerativos, e sim de treinos fortes.
Biedermann venceu os 200m
com recorde mundial no Mundial de 2009, mas foi acusado
por Phelps e por seu técnico
Bob Bowman de ter vencido
devido ao traje. Uma reclamação sem sentido, já que Phelps
poderia utilizar o mesmo traje.
Na ocasião, Biedermann foi diplomático. Em 2011, em trajes
têxteis, perdeu a prata para o
americano. E deixou claro sua
mágoa: "provavelmente nunca
seremos amigos".
Em fevereiro desse ano, um
dia após bater o recorde nacional dos 1500m livre, Park
celebrou sua graduação na Universidade de Dankook em
Seul. Ele quer ser professor de
educação física quando parar
de nadar. "Nunca me vi como
professor. Mas, ao longo do
curso, percebi que é uma maneira de transmitir sonhos e
esperanças para os estudantes. Estudarei mais ainda para
alcançar meu objetivo."
Nos últimos dois anos, Yang
vem treinando em períodos alternados na Austrália, sob o
comando de Denis Cotterell.
Recordista mundial dos
1500m, ele tem grandes possibilidades de expandir seu domínio para os 400m e até
mesmo para os 200m. Yang
valoriza o trabalho de força
que faz na Austrália. Cotterell
era mentor de Grant Hackett,
ex-recordista mundial dos
200m e 1500m livre.
6. DANILA IZOTOV, RUS
20 anos, 2ª Olimpíada
1:46.14 (abr/2011)
7. S. VERSCHUREN, NED
23 anos, 1ª Olimpíada
1:46.53 (jul/2011)
8. RICKY BERENS, USA
24 anos, 2ª Olimpíada
1:46.56 (jun/2012)
9. THOMAS F-HOLMES, AUS
21 anos, 1ª Olimpíada
1:46.88 (mar/2012)
10. DOMINIK MEICHTRY, SUI
27 anos, 3ª Olimpíada
1:47.02 (jul/2011)
Izotov surgiu como um fenômeno adolescente russo, vencendo em 2008 o Mundial Junior e no mesmo ano bateu um
lendário recorde russo nos
200m livre, pertencente ao
campeão olímpico Yevgenyi
Sadovyi desde a Olimpíada de
1992. Tem uma prata olímpica
no 4x200m livre de 2008. Ao
longo dos anos, no entanto,
estagnou nos 200m livre e esse ano apresentou evolução
notável nos 100m.
Quando jovem, Verschuren era
fundista e nadava 800m e
1500m. Em 2007, mudou o foco. Resultado: melhorou o
tempo dos 200m em 10 segundos, foi finalista no Mundial
de 2009 e conquistou o bronze
no Europeu de 2010. Além disso, agora é membro do
4x100m livre. Lembra o caso
do sul-africano Ryk Neethling,
finalista olímpico nos 1500m
em 2000 e campeão olímpico
do 4x100m livre em 2004.
Em competições internacionais, Berens sempre foi um
nadador de revezamentos.
Campeão olímpico no 4x200m
em 2008, ele também foi campeão mundial em 2009 e 2011,
do Pan-Pacífico de 2010 e do
Pan-Americano de 2007 sempre em revezamentos. Nessas
competições, sequer participou
de provas individuais. Com a
desistência de Phelps, finalmente estreará em provas individuais nessa Olimpíada.
Em Londres, Fraser-Holmes
nadará exatamente as mesmas provas que disputou no
Mundial do ano passado: 200m
livre, 400m medley e revezamento 4x200m. Ele gostaria de
nadar também os 1500m, mas
teve que desistir da prova na
seletiva devido a uma gripe.
Talvez por causa disso a Austrália não terá nenhum representante na prova.
Meichtry é um dos nadadores
suíços mais bem-sucedidos.
Em 2008, ele terminou os
200m livre na sexta posição, e
na eliminatória se classificou
em primeiro, tornando-se o
primeiro nadador suíço a atingir o feito. Ele treina no Trojans, na California, sob comando de Dave Salo, e namora sua companheira de equipe
Jessica Hardy.
200m LIVRE MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1968 (também foi disputado em 1900,
e em 1904 como 220 jardas)
MAIORES VENCEDORES
Ninguém venceu mais de uma vez
MAIORES MEDALHISTAS
Pieter Hoogenband (NED) e Ian Thorpe (AUS) – 1
ouro e 1 prata
MEDALHISTAS DE 2008
Michael Phelps (USA) – 1:42.96
Abdicou da prova para evitar maior desgaste
em meio às suas outras 7 provas.
Tae-Hwan Park (KOR) – 1:44.85
Disputará a prova em Londres.
Peter Vanderkaay (USA) – 1:45.11
Não se classificou na seletiva americana,
mas irá a Londres para nadar os 400m.
MEMÓRIA
1976 – Montreal
Às vésperas dos Jogos, o americano
Steven Genter teve que passar por uma
cirurgia de emergência e só teve alta um
dia antes dos 200m livre. Seu rival Mark
Spitz sugeriu que ele não nadasse, o que
deixou Genter em fúria. Na água, Spitz
venceu com recorde mundial.
1988 – Seul
Michael Phelps (USA) – 1 ouro e 1 bronze
Anders Holmertz (SWE) – 2 pratas
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Anders Holmertz (SWE) – 1984, 1988, 1992 e 1996
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (4)
Anders Holmertz (SWE) – 1988, 1992 e 1996
Pieter Hoogenband (NED) – 1996, 2000 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Fred Lane (AUS) sobre Zoltán von Halmay (HUN) em
1900 (6.2s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Yevgeny Sadovy (EUN) sobre Anders Holmertz (SWE)
em 1992 (0.16s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Michael Phelps (USA), 23a1m13d em 2008
MAIS VELHO MEDALHISTA
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Paul Biedermann (GER), 1:42.00
EUROPEU 2010
Paul Biedermann (GER), 1:46.06
PAN-PACÍFICO 2010
Ryan Lochte (USA), 1:45.30
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Robbie Renwick (SCO), 1:47.88
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Tae-Hwan Park (KOR), 1:44.80
MUNDIAL 2011
Ryan Lochte (USA), 1:44.44
PAN-AMERICANO 2011
Brett Fraser (CAY), 1:47.18
EUROPEU 2012
Paul Biedermann (GER), 1:46.27
Pieter Hoogenband (NED), 2º em 2004, 26a5m2d
MAIS NOVO VENCEDOR
Michael Wenden (AUS), 18a11m7d em 1968
MAIS NOVO MEDALHISTA
Ian Thorpe (AUS), 2º em 2000, 17a11m5d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
4
4
5
13
Austrália
4
2
2
8
União Soviética
1
1
0
2
Holanda
1
1
0
2
Alemanha Ocid.
1
0
2
3
Com. Est. Indep.
1
0
0
1
Nova Zelândia
1
0
0
1
Suécia
0
2
0
2
Hungria
0
1
0
1
Brasil
0
1
0
1
Coreia do Sul
0
1
0
1
Alemanha
0
0
1
1
Áustria
0
0
1
1
Finlândia
0
0
1
1
Itália
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
Mark Spitz (USA), 1:52.78
1976 Montreal
Bruce Furniss (USA), 1:50.29
1984 L. Angeles
Michael Gross (FRG), 1:47.44
1988 Seul
D. Armstrong (AUS), 1:47.25
2000 Sydney
P. Hoogenband (NED), 1:45.35 (sf)
2000 Sydney
P. Hoogenband (NED), 1:45.35
2008 Pequim
Michael Phelps (USA), 1:42.96
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Paul Biedermann, GER
2. Michael Phelps, USA
3. Danila Izotov, RUS
4. Ian Thorpe, AUS
5. Yannick Agnel, FRA
6. Ryan Lochte, USA
7. Tae-Hwan Park, KOR
8. Pieter Hoogenband, NED
9. David Walters, USA
1. Paul Biedermann, GER
Tempo
1:42.00
1:42.96
1:43.90
1:44.06
1:44.42
1:44.44
1:44.80
1:44.89
1:44.95
1:42.00
Ano
2009
2008
2009
2001
2012
2011
2010
2002
2009
2009
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Michael Phelps, USA
1:43.86
2007
2. Ian Thorpe, AUS
1:44.06
2001
3. Yannick Agnel, FRA
1:44.42
2012
4. Ryan Lochte, USA
1:44.44
2011
5. Tae-Hwan Park, KOR
1:44.80
2010
6. Paul Biedermann, GER
1:44.88
2011
7. Pieter Hoogenband, NED
1:44.89
2002
8. Sun Yang, CHN
1:44.99
2011
9. Peter Vanderkaay, USA
1:45.45
2007
10. Grant Hackett, AUS
1:45.61
2004
RECORDES
Mundial: Paul Biedermann, GER - 1:42.00 (2009)
Olímpico: Michael Phelps, USA - 1:42.96 (2008)
Sul-americano: Thiago Pereira, BRA - 1:46.57 (2009)
Brasileiro: Thiago Pereira, BRA - 1:46.57 (2009)
Norte-americ.: Michael Phelps, USA - 1:42.96 (2008)
Europeu: Paul Biedermann, GER - 1:42.00 (2009)
Oceania: Ian Thorpe, AUS - 1:44.06 (2001)
Asiático: Tae-Hwan Park, KOR - 1:44.80 (2010)
Africano: Jean Basson, RSA - 1:45.67 (2009)
http://www.swimchannel.com.br
Uma das provas mais estreladas de todos os tempos: Michael Gross, recordista
mundial; Matt Biondi, recordista mundial
dos 100m livre; Artur Wojdat, recordista
mundial dos 400m livre; e Anders Holmertz, líder do ranking no ano anterior. O
australiano Duncan Armstrong não estava cotado, pois sua classificação para a
Olimpíada já havia sido surpresa, quando
melhorou 1.3s de seu melhor tempo. Em
Seul, surpreendentemente melhorou
mais 1.4s e derrotou os favoritos.
2004 – Atenas
“A Prova do Século”, foi como a disputa e
2004 foi chamada devido aos nomes envolvidos: Ian Thorpe, Pieter Hoogenband,
Michael Phelps e Grant Hackett. Thorpe
buscava a revanche contra Pieter, que
lhe tirou o ouro da prova em casa quatro
anos antes. Thorpe confirmou o favoritismo com ouro olímpico, deslanchando
nos 50 metros finais, algo que não havia
conseguido fazer em 2000.
O Brasil na prova
A performance brasileira nos 200m livre
não é das melhores. De 15 participações,
somente um alcançou a final. Mas essa
foi inesquecível: Gustavo Borges, em
1996, terminou com a medalha de prata,
após um impressionante sprint final depois de virar para os últimos 50 metros
em quinto lugar. Rodrigo Castro, em
2008, foi o único outro nadador brasileiro
a passar de fase, ao alcançar a semifinal
e na ocasião superar o recorde sulamericano que vinha desde a performance de Gustavo de 1996. Rogrigo, aliás, é
o único brasileiro que nadou a prova três
vezes. Em 1980, apesar de ninguém ter
alcançado a final, três brasileiros terminaram entre os 20 (Jorge Fernandes,
Marcus Mattiolli e Cyro Delgado), tendo
sido além de União Soviética e Alemanha Ocidental o único país a conseguir o
feito, e isso explica o bronze no 4x200m
livre naquela Olimpíada.
Lendas – Ian Thorpe
Um nadador que nasceu com o nome
sob medida para o sugestivo apelido de
“Thorpedo”. Não poderia ser mais apropriado para um dos maiores fenômenos
da história da natação. É o mais jovem
campeão mundial (15 anos) e sensação
da Olimpíada de 2000 em seu país natal,
a Austrália, com apenas 17 anos. Os
200m livre era sua prova favorita – protagonizou duelos históricos, principalmente contra o holandês Pieter Hoogenband. Recordista mundial dos 400m livre
desde 1999, até hoje ninguém conseguiu
chegar perto de seu melhor tempo. Em
2006, estafado com a difícil vida de atleta, anunciou a aposentadoria para surpresa de todos. Tinha apenas 24 anos e
todas as conquistas que um nadador pode sonhar.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 3 – 100m COSTAS FEMININO
Por um início perfeito
Por Daniel Takata Gomes
MELISSA FRANKLIN PODE INICIAR AQUI UMA CAMPANHA E UMA CARREIRA FENOMENAL
Para a americana Melissa Franklin, essa
não é a sua prova principal. Mas pode ser
fundamental em sua trajetória londrina.
Não se pode ignorar a pressão da primeira
Olimpíada em uma jovem de 17 anos. Por
isso, caso ela vença os 100m costas, ficará com moral para suas outras três provas
individuais e três revezamentos. Seria inédito uma nadadora vencer sete medalhas olímpicas. Mas essa prova será determinante. Obstáculos não faltam, a começar que a semifinal dos 200m livre será 15 minutos depois. Teoricamente, a
chinesa Zhao Jing, atual campeã mundial, é uma das mais perigosas rivais. Mas
na seletiva chinesa ela nadou para 1:01 e
culpou uma febre. É inconstante (chegou
a ser desclassificada na prova em Pequim
2008) e não se sabem suas reais condições. A russa Anastasia Zueva é mais
consistente. Tem velocidade e resistência
(foi medalhista em
Mundiais
também
nos 50m e 200m) e
motivação de sobra:
perdeu o bronze olímpico em 2008 por
seis centésimos e o
ouro no Mundial por
um. A britânica recordista
mundial
Gemma Spofforth
precisará de um milagre. Sua classificação para os Jogos já
foi surpreendente depois de um tempo
sem nadar bem, e só o apoio da torcida
não será suficiente. A japonesa Aya Terakawa é experiente e a americana Rachel Bootsma chega com moral por ter
deixado de fora a bicampeã olímpica Natalie Coughlin. As australianas Emily Se-
Melissa Franklin
ebohm e Belinda Hocking estão no
mesmo nível, provavelmente estarão na
final e podem até conseguir pódio com
seus tempos atuais, mas isso não é provável. Estar na final é o maior objetivo de
Fabiola Molina, que provavelmente terá
que abaixar do minuto para conseguir.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. MELISSA FRANKLIN, USA
17 anos, 1ª Olimpíada
58.85 (jun/2012)
2. ANASTASIA ZUEVA, RUS
22 anos, 2ª Olimpíada
58.97 (abr/2012)
3. ZHAO JING, CHN
21 anos, 2ª Olimpíada
59.05 (jul/2011)
4. AYA TERAKAWA, JPN
27 anos, 1ª Olimpíada
59.08 (mai/2012)
5. RACHEL BOOTSMA, USA
18 anos, 1ª Olimpíada
59.10 (jun/2012)
Os pais de Franklin são canadenses e ela tem dupla cidadania. Sua mãe sugeriu que
ela representasse o Canadá
para evitar a pressão que existe na natação americana, mas
Franklin recusou-se. Sua heroína é Natalie Coughlin, e ironicamente ela foi uma das responsáveis por deixar Coughlin
de fora dos 100m costas na Olimpíada e inviabilizar o sonho
do tricampeonato.
Durante o Europeu de 2010,
em Budapeste, Zueva sofria
com uma lesão na espinha
dorsal que a impediu de competir. O veredicto dos médicos
era que ela nunca mais poderia nadar costas, caso contrário
poderia acabar em uma carreira de rodas. Mas o médico alemão Homayun Gharavi fez
um trabalho específico e ela
não só voltou a nadar, como
conquistou um ouro e uma prata no Mundial de 2011.
Campeã mundial e segundo
melhor tempo da história sem
trajes, Jing ficou somente em
quinto na seletiva chinesa e foi
convocada pelo seu histórico.
Ela tinha fama de brilhar somente em competições menores, mas se livrou desse status
quando venceu a prova no
Mundial de Xangai 2011 na última braçada, em uma prova
que Natalie Coughlin liderou
até os 99 metros.
Terawaka já tem 27 anos, e
está entre as melhores do
mundo há pelo menos oito anos, mas nesse período o Japão sempre teve fortes costistas. Chegando ao ápice de sua
carreira em uma idade em que
muitos se aposentam, ela bateu seu próprio recorde japonês na seletiva, que vinha da
época dos trajes. Ela ficou satisfeita com a vaga olímpica,
mas não com o tempo. "Queria
ter nadado para 58", disse.
Bootsma é a atual campeã
pan-americana dos 100m costas e, assim como Franklin,
tem Natalie Coughlin, que foi
derrotada pelas duas na seletiva americana, como inspiração. Ela também é lembrada
pelo bronze nos 50m costas no
Pan-Pacífico de 2010, em que
empatou com a neo-zelandesa
Emily Thomas e a brasileira
Fabíola Molina, em uma rara
ocasião em que cinco das oito
finalistas subiram ao pódio.
6. EMILY SEEBOHM, AUS
20 anos, 2ª Olimpíada
59.21 (jul/2011)
7. BELINDA HOCKING, AUS
21 anos, 2ª Olimpíada
59.39 (mar/2012)
8. SINEAD RUSSELL, CAN
19 anos, 1ª Olimpíada
59.68 (jul/2011)
9. MIE NIELSEN, DEN
15 anos, 1ª Olimpíada
59.69 (mar/2012)
10. JULIA WILKINSON, CAN
25 anos, 2ª Olimpíada
59.85 (mar/2012)
Versátil nadadora de livre, costas, borboleta e medley, Seebohm conquistou nada menos
que oito medalhas nos Jogos
da Comunidade Britânica de
2010, sendo seis individuais.
Seus pais eram esportistas:
sua mãe Karen era jogadora
de netball e maratonista aquática e seu pai John foi jogador
de rugby profissional, tendo
disputado mais de 300 jogos
pela liga australiana.
Hocking é especialista nos
200m. Conquistou o título australiano dos 100m pela primeira vez em 2011, quando abaixou do minuto em trajes têxteis, melhorando inclusive seu
tempo com trajes tecnológicos.
No Mundial de 2011, ela não
estava cotada para nadar o
4x100m medley, mas Emily
Seebohm ficou doente e ela a
substituiu, conquistando a medalha de prata.
Sinead Russell é filha de Cecil
Russell, o famigerado treinador
canadense que em 1997 foi
banido do esporte após se envolver com tráfico de entorpecentes e por ter confessado ter
ajudado a esconder um cadáver de um traficante. Sinead é
treinada por sua mãe, Erin. Erin é vinculada ao Dolphins
Swim Club, que recentemente
teve suas atividades suspensas por cinco meses por manter vínculos com Cecil.
Fenômeno juvenil, Nielsen foi a
primeira nórdica a nadar abaixo do minuto nos 100m costas,
com apenas 15 anos. Ela não
apareceu do nada. Aos 13 anos já tinha 1:02 e aos 14,
1:01. A título de comparação, é
somente um pouco mais lento
do que Melissa Franklin tinha
nas mesmas idades. Seu pai
Benny Nielsen foi prata nos
200m borboleta nos Jogos de
1988, atrás somente do albatroz alemão Michael Gross.
Wilkinson quase foi à loucura
por, durante quatro anos, não
conseguir baixar do minuto. A
regularidade de seus tempos é
impressionante: 1:00.38 em
2008, 1:00.37 em 2009,
1:00.44 em 2010 e 1:00.33 em
2011. Na seletiva canadense,
nas eliminatórias, o fantasma
pareceu assombrá-la novamente: 1:00.43. Mas ela nadou
batendo na raia. Na final, nadando em linha reta, finalmente nadou para 59.
100m COSTAS FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Natalie Coughlin (USA) – 58.96
Não conseguiu classificação na seletiva americana. Irá a Londres como reserva do
4x100m livre.
Kirsty Coventry (ZIM) – 59.19
Disputará a prova em Londres.
Margaret Hoelzer(USA) – 59.34
Não conseguiu classificação na seletiva americana.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1924
MAIOR VENCEDORA
Natalie Coughlin (USA) - 2004 e 2008
MAIORES MEDALHISTAS
Natalie Coughlin (USA) – 2 ouros
Krisztina Egerszegi (HUN) – 1 ouro e 1 prata
Kirsty Coventry (ZIM) – 2 pratas
QUEM MAIS NADOU (5 E 4 PARTICIPAÇÕES)
Nina Zhivanevskaya (RUS/ESP) – 1992, 1996, 2000,
2004 e 2008
Phyllis Harding (GBR) – 1924, 1928, 1932 e 1936
Antje Buschschulte (GER) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Phyllis Harding (GBR) – 1924, 1932 e 1936
Nicole Livingstone (AUS) – 1988, 1992 e 1996
Nina Zhivanevskaya (RUS/ESP) – 1992, 2000 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Sybil Bauer (USA) sobre Phyllis Harding (GBR) em
1924 (4.2s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Judith Grinham (GBR) sobre Carin Cone (USA) em
1956 (0s) – desempate por decisão dos juízes
MAIS VELHA VENCEDORA
Natalie Coughlin (USA), 25a11m20d em 2008
MAIS VELHA MEDALHISTA
Natalie Coughlin (USA), 1ª em 2008, 25a11m20d.
MAIS NOVA VENCEDORA
Beth Botsford (USA), 15a2m1d em 1996
MAIS NOVA MEDALHISTA
Krisztina Egerszegi (HUN), 2ª em 1988, 14a1m6d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
10
4
7
21
Alemanha Or.
3
2
2
7
Holanda
2
2
1
5
Grã-Bretanha
1
3
3
7
Hungria
1
3
0
4
África do Sul
1
0
1
2
Dinamarca
1
0
0
1
Romênia
1
0
0
1
Zimbábue
0
2
0
2
Austrália
0
1
1
2
Canadá
0
1
1
2
Japão
0
1
1
2
França
0
1
1
2
Nova Zelândia
0
0
1
1
Espanha
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Gemma Spofforth (GBR), 58.12
EUROPEU 2010
Gemma Spofforth (GBR), 59.80
PAN-PACÍFICO 2010
Emily Seebohm (AUS), 59.45
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Emily Seebohm (AUS), 59.79
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Zhao Jing (CHN), 59.20
MUNDIAL 2011
Zhao Jing (CHN), 59.05
PAN-AMERICANO 2011
Rachel Bootsma (USA), 1:00.37
EUROPEU 2012
Jenny Mensing (GER), 1:00.08
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Gemma Spofforth, GBR
2. Anastasia Zueva, RUS
3. Kirsty Coventry, ZIM
4. Melissa Franklin, USA
5. Emily Seebohm, AUS
6. Natalie Coughlin, USA
7. Zhao Jing, CHN
8. Chang Gao, CHN
9. Aya Terakawa, JPN
10. Rachel Bootsma, USA
Tempo
58.12
58.18
58.77
58.85
58.88
58.94
58.94
59.04
59.08
59.10
Ano
2009
2009
2008
2012
2009
2008
2010
2009
2012
2012
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Melissa Franklin, USA
58.85
2012
2. Zhao Jing, CHN
58.94
2010
58.97
2012
3. Anastasia Zueva, RUS
4. Aya Terakawa, JPN
59.08
2012
5. Rachel Bootsma, USA
59.10
2012
6. Natalie Coughlin, USA
59.12
2011
59.21
2010
7. Emily Seebohm, AUS
8. Belinda Hocking, AUS
59.39
2012
9. Elizabeth Simmonds, GBR
59.43
2010
10. Gemma Spofforth, GBR
59.46
2010
Ano
Nadador e tempo
1928 Amsterdã
Ellen King (GBR), 1:22.0 (el.)
1928 Amsterdã
Zus P.-Braun (NED), 1:21.6 (el.)
1956 Melbourne
Carin Cone (USA), 1:12.9
1956 Melbourne
Judith Grinham (GBR), 1:12.9
1964 Tóquio
Cathy Ferguson (USA), 1:07.7
1968 C. México
Kaye Hall (USA), 1:06.2
RECORDES
Mundial: Gemma Spofforth, GBR - 58.12 (2009)
Olímpico: Kirsty Coventry, ZIM - 58.77 (2008)
Sul-americano: Fabiola Molina, BRA - 1:00.07 (2009)
Brasileiro: Fabiola Molina, BRA - 1:00.07 (2009)
Norte-americ.: Melissa Franklin, USA - 58.85 (2012)
Europeu: Gemma Spofforth, GBR - 58.12 (2009)
1980 Moscou
R. Reinisch (GDR), 1:01.50 (el.)
Oceania: Emily Seebohm, AUS - 58.88 (2009)
1980 Moscou
Rica Reinisch (GDR), 1:00.86
2008 Pequim
Kirsty Coventry (ZIM), 58.77 (sf)
Asiático: Zhao Jing, CHN - 58.94 (2010)
Africano: Kirsty Coventry, ZIM - 58.77 (2008)
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MEMÓRIA
1936 – Berlim
A americana Eleanor Holm havia vencido
a prova em 1932. Entre 1932 e 1936, teve uma vida social intensa, virou celebridade e se casou com um cantor. Seria
favorita em Berlim nos 100m costas.
Mas, na viagem de navio para a Alemanha, desrespeitou regras, bebeu demais
e foi expulsa da equipe olímpica por indisciplina. Ela seria a principal atração da
natação feminina, e em sua ausência o
ouro foi para a holandesa Nida Senff. Em
Berlim, Holm se divertiu em festas nazistas. Depois daquilo, seguiu sendo uma
celebridade e chegou a estrelar um filme
de Tarzã no papel de Jane.
1964 – Tóquio
A prova em Tóquio foi estrelada, pois reuniu nada menos que seis recordistas e
ex-recordistas mundiais dos 100m e
200m costas. Mesmo o recorde dos
100m estava muito disputado: quatro
meses antes dos Jogos, a francesa Kiki
Caron havia estabelecido a marca, superada logo depois pela americana Ginny
Duenkel. Mas a final olímpica foi vencida
pela recordista dos 200m, a também americana Cathy Ferguson – como não
poderia deixar de ser, com nova marca
mundial.
1996 – Atlanta
Após sua vitória nos 200m costas, a
húngara Krisztina Egerszegi havia se
tornado a mulher com mais ouros olímpicos individuais na história: cinco. Mas, ao
nadar as eliminatórias do revezamento
4x100m medley, abriu para um tempo
que venceria os 100m costas, prova que
ela não nadou naquela Olimpíada, e poderia ter aumentado ainda mais seu recorde.
O Brasil na prova
Nenhuma brasileira jamais avançou de
fase nos 100m costas feminino. Em
1952, não havia semifinais, e Edith de Oliveira terminou as eliminatórias na 13ª
posição, a melhor performance brasileira
na história da prova. Ela já havia ficado
em 19º em 1948. Fabíola Molina ficou em
18º em 2008 e 24º em 2000, e Sieglind
Ziegler ficou em 20º em 1936. Curiosidade: Sieglind era irmã de Maria Lenk, que
também nadou a prova em 1932, mas foi
desclassificada.
Lendas –Sybil Bauer
A americana Sybil Bauer nadou apenas
uma Olimpíada, em 1924, e conquistou
uma medalha de ouro nos 100m costas.
No entanto, seu nome está na história
devido a vários outros fatores. Em apenas seis anos de natação competitiva,
superou nada menos que 23 recordes
mundiais e jamais foi derrotada no estilo
costas. Em 1922, nadou as 440 jardas
nado de costas e fez um tempo 4 segundos melhor que o recorde mundial masculino para a prova! Essa é a única ocasião da história em que uma mulher nadou mais rápido que o recorde masculino
em vigor. Sua carreira teria sido ainda
mais vitoriosa, se, aos 23 anos e ainda
na ativa, não tivesse sido vitimada por
um câncer. À época, estava noiva do futuro apresentador de televisão Ed Sullivan.
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DIA 3 – 100m COSTAS MASCULINO
Duelo de gigantes
SERÁ UMA BATALHA ACIMA DOS DOIS METROS ENTRE GREVERS E LACOURT
Desde os tempos que Alexander Popov
(1,99m) e Gustavo Borges (2,04m) lutavam pela soberania do nado livre não víamos um duelo entre nadadores tão gigantes. É o que irá acontecer nos 100m
costas. O francês Camille Lacourt, de
2,00m, domina a prova desde 2010, tendo
ficado naquele ano a 17 centésimos somente de ser o primeiro a bater um recorde mundial na era pós-trajes. Apesar de
ser sua primeira Olimpíada, é o atual
campeão mundial e pintava como favorito
- ainda mais depois que Jérémy Stravius,
que dividiu com ele o ouro no Mundial de
Xangai, não se classificou na seletiva
francesa. Mas um outro nadador ainda
maior, Matt Grevers, de 2,04m, assombrou o mundo na seletiva americana ao
ficar somente a 14 centésimos da marca
mundial de Aaron Peirsol, que se aposentou em 2010. Atual prata olímpico, ele
aparece como maior
favorito, ainda mais
que Lacourt não se
aproximou de seu
tempo de 2010 nesse
último ano. Ao que
parece, a briga será
pelo bronze, e os
mais cotados são o
sempre consistente
japonês Ryosuke Irie, que pretende repetir seu compatriota
Tomomi
Morita,
bronze em 2004, e o americano Nick
Thoman. O australiano Hayden Stoeckel
e o russo Arkady Vyathanin, bronze
empatados há quatro anos, agora não têm
tantas chances. Melhores possibilidades
têm o britânico Liam Tancock e o alemão Helge Meeuw, que era um dos favo-
Camille Lacourt
ritos em 2008 mas decepcionou, e que ainda não nadou bem esse ano e foi superado pelo compatriota Jan-Philip Glania.
O brasileiro Daniel Orzechowski faz sua
estreia e almeja uma semifinal, além de
uma vaga no revezamento 4x100m medley.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. MATT GREVERS, USA
27 anos, 2ª Olimpíada
52.08 (jun/2012)
2. CAMILLE LACOURT, FRA
27 anos, 1ª Olimpíada
52.44 (mar/2011)
3. NICK THOMAN, USA
26 anos, 1ª Olimpíada
52.86 (jun/2012)
4. RYOSUKE IRIE, JPN
22 anos, 2ª Olimpíada
52.91 (abr/2012)
5. LIAM TANCOCK, GBR
27 anos, 2ª Olimpíada
53.16 (mar/2012)
Os pais de Grevers são holandeses e ele tem dupla cidadania. Ele considerou representar
a Holanda e até conversou
com Pieter Hoogenband sobre
isso, mas escolheu os Estados
Unidos. Este ano, no GP de
Missouri, ele pediu sua namorada Annie Chandler em casamento em plena competição,
em uma cerimônia de premiação (que inclusive teve como
um dos medalhistas Thiago
Pereira).
Em 2010, Lacourt por muito
pouco não se tornou o primeiro
homem a quebrar um recorde
mundial após o fim dos trajes
tecnológicos. No Europeu daquele ano, ficou a 3 centésimos do recorde mundial dos
50m, e a 17 centésimos do recorde dos 100m. Seu ouro no
Mundial de Xangai 2011 dividido com Jérémy Stravius foi o
primeiro ouro masculino em
um mundial de longa da França.
Em 2008, Thoman ficou em 7º
na seletiva olímpica, mas a
uma semana dos Jogos de
Pequim quase bateu o recorde
mundial (ficou a dois centésimos) com um tempo que lhe
daria a prata olímpica. Seu avô, Richard Thoman, chegou a
ser recordista mundial dos
100m costas na década de 50.
O próprio Nick já foi recordista
dos 100m, mas em piscina curta, na época dos trajes hi-tech.
Em 2008, Irie, em sua primeira
Olimpíada, dividiu o quarto
com Kosuke Kitajima. A partir
de então, tornaram-se grandes
amigos. Irie diz que aprendeu
muito com Kitajima sobre como
se preparar psicologicamente
para as provas, e pretende um
dia estar apto a fazer como ele: crescer nos momentos mais
decisivos. Irie também é um ótimo pianista, e diz que seu
compositor preferido é Frèdèric
Chopin.
Tancock tem uma semelhança
com os maiores astros da natação mundial. Junto com ele,
Cesar Cielo, Ryan Lochte, Michael Phelps, Federica Pellegrini e Rebecca Soni são os
que conquistaram bicampeonatos mundiais neste ciclo olímpico A diferença é que seu
feito é nos 50m costas, prova
não-olímpica. Ele namora sua
companheira de equipe Caitlin
McClatchey, medalhista nos
200m livre no Mundial de 2007.
6. HELGE MEEUW, GER
27 anos, 3ª Olimpíada
53.22 (jul/2011)
7. GARETH KEAN, NZL
20 anos, 1ª Olimpíada
53.50 (jul/2011)
8. JAN-PHILIP GLANIA, GER
23 anos, 1ª Olimpíada
53.50 (mai/2012)
9. ASCHWIN WILDEBOER, ESP
10. HAYDEN STOECKEL, AUS
26 anos, 3ª Olimpíada
53.67 (jun/2011)
27 anos, 2ª Olimpíada
53.70 (jul/2011)
Meeuw era especialista no
borboleta e nadou os 100m e
200m em Atenas 2004. Quando passou a nadar costas, se
deu bem e chegou a Pequim
2008 como um dos favoritos.
Mas apareceu barbudo para
nadar as eliminatórias, certo de
que se classificaria facilmente.
Resultado: não passou nem
para as semifinais. Com seu
tempo de balizamento, teria
conquistado a prata.
A exemplo de Thiago Pereira,
os pais de Kean o colocaram
nas aulas de natação após ele
quase ter se afogado quando
criança. Sua conquista mais
importante, a prata nos 200m
costas nos Jogos da Comunidade Britânica de 2010, o fez
acreditar que poderia nadar
uma Olimpíada. Mas ele evoluiu mais nos 100m e tem mais
chances na prova mais curta.
Glania, um estudante de odontologia, é especialista nos
200m e é onde tem mais chances nessa Olimpíada. Mas experimentou notável evolução
este ano nos 100m: melhorou
mais de um segundo e meio
(havia feito 55.10 no ano passado) e estreará em uma competição de nível mundial (jamais disputou Mundiais ou Olimpíadas)
Wildeboer já foi recordista
mundial em 2009, quando melhorou a marca de Aaron Peirsol. Mas o recorde durou somente uma semana e foi retomado por Peirsol. Seus pais
são holandeses. Seu irmão Olaf nadou os Jogos de 2004
pela Espanha e depois mudou
sua nacionalidade para holandesa. Wildeboer vive e treina
na Dinamarca com seu pai,
Paul, que é técnico da seleção
dinamarquesa.
Medalhista de bronze em
2008, Stoeckel vem passando
por vários problemas em grandes competições: nos Jogos
da Comunidade Britânica de
2010, sua performance foi afetada por uma gastrenterite.
Sua preparação para o Mundial de Xangai foi marcada por
doenças e troca de treinador. E
na seletiva olímpica desse ano,
teve problemas com seus óculos durante a prova e por isso
quase perde a vaga olímpica.
100m COSTAS MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1908 (disputado em 1904 como 100
jardas, não foi disputado em 1964)
MAIORES VENCEDORES
Warren Paoa Kealoha (USA) – 1920 e 1924
David Theile (AUS) – 1956 e 1960
Roland Matthes (GDR) – 1968 e 1972
MEDALHISTAS DE 2008
Aaron Peirsol (USA) – 52.54
Aposentou-se no final de 2010.
Matt Grevers (USA) – 53.11
Disputará a prova em Londres.
Arkady Vyachanin (RUS) e Hayden Stoeckel (AUS) – 53.18
Disputarão a prova em Londres.
Aaron Peirsol (USA) – 2004 e 2008
MAIOR MEDALHISTA
Roland Matthes (GDR) – 2 ouros e 1 prata
QUEM MAIS NADOU (5 E 4 PARTICIPAÇÕES)
Derya Büyükuncu (TUR) – 1992, 1996, 2000, 2004 e
2008
Rogério Romero (BRA) – 1988, 1992, 1996 e 2000
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Roland Matthes (GDR) – 1968, 1972 e 1976
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Warren Paoa Kealoha (USA) sobre Paul Wyatt (USA)
em 1924 (2.2s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Mark Tewksbury (CAN) sobre Jeff Rouse (USA) em
1992 (0.06s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Jeff Rouse (USA), 25a7m17d em 1996
MAIS VELHO MEDALHISTA
Bert Haresnape (GBR), 3º em 1908, 28a0m15d
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Junya Koga (JPN), 52.26
EUROPEU 2010
Camille Lacourt (FRA), 52.11
PAN-PACÍFICO 2010
Aaron Peirsol (USA), 53.31
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Liam Tancock (ENG), 53.59
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Ryosuke Irie (JPN), 53.61
MUNDIAL 2011
Jérémy Stravius e Camille Lacourt (FRA),
52.76
PAN-AMERICANO 2011
Thiago Pereira (BRA), 54.56
EUROPEU 2012
Aristeidis Grigoriadis (GRE), 53.86
MAIS NOVO VENCEDOR
Warren Paoa Kealoha (USA), 16a5m20d em 1920
MAIS NOVO MEDALHISTA
Warren Paoa Kealoha (USA), 1º em 1920, 16a5m20d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
13
13
7
33
Alemanha
2
2
3
7
Austrália
2
2
1
5
Japão
Alemanha Or.
2
2
1
0
3
1
6
3
Canadá
1
0
1
2
Suécia
1
0
0
1
União Soviética
França
0
0
1
1
2
1
3
2
Cuba
0
1
1
2
Dinamarca
0
1
0
1
Áustria
0
1
0
1
Grã-Bretanha
Bélgica
0
0
0
0
1
1
1
1
Hungria
0
0
1
1
Rússia
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1920 Antuérpia
W. P. Kealoha (USA), 1:14.8 (sf)
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Aaron Peirsol, USA
2. Matt Grevers, USA
3. Camille Lacourt, FRA
4. Ryosuke Irie, JPN
5. Junya Koga, JPN
6. Helge Meeuw, GER
7. Aschwin Wildeboer, ESP
8. Nicholas Thoman, USA
9. Arkady Vyatchanin, RUS
10. Randall Bal, USA
Tempo
51.94
52.08
52.11
52.24
52.26
52.27
52.38
52.51
52.57
52.59
Ano
2009
2012
2010
2009
2009
2009
2009
2009
2009
2008
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Matt Grevers, USA
52.08
2012
2. Camille Lacourt, FRA
52.11
2010
3. Jérémy Stravius, FRA
52.76
2011
4. Ryosuke Irie, JPN
52.83
2011
5. Liam Tancock, GBR
52.85
2010
6. Nicholas Thoman, USA
52.86
2012
7. Aaron Peirsol, USA
52.98
2007
8. David Plummer, USA
52.98
2012
9. Michael Phelps, USA
53.01
2007
10. Benedict Hesen, USA
53.03
2012
RECORDES
Mundial: Aaron Peirsol, USA - 51.94 (2009)
Olímpico: Aaron Peirsol, USA - 52.54 (2008)
Sul-americano: Guilherme Guido, BRA - 53.24 (2009)
Brasileiro: Guilherme Guido, BRA - 53.24 (2009)
Norte-americano: Aaron Peirsol, USA - 51.94 (2009)
Europeu: Camille Lacourt, FRA - 52.11 (2010)
1928 Amsterdã
George Kojac (USA), 1:08.2
1956 Melbourne
1964 Tóquio
David Theile (AUS), 1:02.2
T. Mann (USA), 59.6 (rev.)
1972 Munique
R. Matthes (GDR), 56.30 (rev.)
1976 Montreal
1976 Montreal
John Naber (USA), 56.19 (sf)
John Naber (USA), 55.49
1988 Seul
Dave Berkoff (USA), 54.51 (el.)
Oceania: Hayden Stoeckel, AUS - 52.97 (2008)
1992 Barcelona
Jeff Rouse (USA), 53.86 (rev.)
2004 Atenas
Aaron Peirsol (USA), 53.45 (rev.)
Asiático: Ryosuke Irie, JPN - 52.24 (2009)
Africano: Gerhard Zandberg, RSA - 53.75 (2008)
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MEMÓRIA
1948 – Londres
O americano Allen Stack era o recordista
mundial e favorito absoluto. No entanto,
ao entrar na água para a saída, o cordão
de sua sunga arrebentou, e caso ele nadasse ficaria completamente nu. Felizmente, foi permitido que ele trocasse sua
sunga. Esse transtorno atrapalhou sua
concentração e ele não rendeu o esperado, mas mesmo piorando mais de dois
segundos ele era tão superior que ainda
assim levou o ouro.
1988 - Seul
O americano David Berkoff era o recordista mundial usando e abusando de ondulações submersas. Ele chegava a ficar
35 metros ondulando após a saída. Mas
em Seul foi surpreendido pelo japonês
Daichi Suzuki, outro adepto da técnica.
Após essa prova, a FINA limitou o nado
submerso no costas para 10 metros, e
um tempo depois aumentou o limite para
15 metros.
1996 – Atlanta
O americano Jeff Rouse terminou com o
melhor tempo do mundo de 1989 a 1995.
Mas nas principais competição ele não
conseguia vencer. Foi assim nos Jogos
de Barcelona, em 1992, e no Mundial de
Roma, em 1994. Por isso, sua performance em Atlanta, mesmo liderando o
ranking mundial, era posta em dúvida.
Alexander Popov declarou categoricamente que Rouse não iria vencer. Mas
Rouse abriu meio corpo somente na saída e exorcizou seus fantasmas ao vencer
facilmente.
O Brasil na prova
Paulo Silva, com o 9º lugar em 1948,
possui a melhor colocação brasileira nos
100m costas, apesar de grandes nomes
do esporte brasileiro terem nadado a
prova, como Rogério Romero, Ricardo
Prado e Rômulo Arantes. Rômulo, aliás,
havia sido bronze na prova no Mundial
de 1978 e vinha motivado em 1980 com
experiência de duas Olimpíadas anteriores. Mas parou na semifinal, com um
tempo pior que na eliminatória, que lhe
daria vaga na final, e com o tempo do
Pan do ano anterior ele teria subido ao
pódio. A decepção foi grande para ele,
que terminou a carreira logo após. Desde
a segunda participação olímpica brasileira na natação, em 1932, somente em
1964 e 1984 não houve nadadores do
país nos 100m costas masculino.
Lendas – John Naber
Quando o americano John Naber tinha 9
anos de idade, visitou Olímpia, na Grécia, e avisou aos pais que um dia seria
campeão olímpico. Mas antes de cumprir
o prometido, teve que acabar com o reinado do alemãooriental Roland Matthes
no nado de costas. Foi em 1974, quando
Matthes perdeu sua invencibilidade de
sete anos para Naber na prova mais curta. Em Montreal/ 1976, Naber não só
venceu os 100m costas como bateu recordes mundiais na semifinal e na final.
Nos 200m, se tornou o primeiro a nadar
abaixo dos 2 minutos. Versátil, conquistou ainda dois ouros em revezamentos e
uma prata nos 200m livre naqueles Jogos.
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DIA 3 – 100m PEITO FEMININO
Para virar mito
Por Daniel Takata Gomes
LEISEL JONES FARÁ HISTÓRIA SE SUBIR AO PÓDIO DA PROVA PELA QUARTA VEZ
Leisel Jones (foto) não precisa provar
mais nada para ninguém. Se houve um
tempo em que ela era acusada de falhar
em momentos decisivos, isso mudou há
muito tempo. Ela já é a única a conquistar
três medalhas nos 100m peito. É a única
australiana, entre homens e mulheres, a
disputar quatro Olimpíadas na natação. E
pode fazer ainda mais história. Primeiro,
como a única a repetir o título da prova.
E, mais inédito, se tornar a primeira pessoa a conquistar quatro medalhas na
mesma prova na natação olímpica. Sua
performance na seletiva australiana não
foi das melhores, perdendo a hegemonia
nacional após 12 anos. Seu tempo foi
bem pior do que do ano passado (1:07.64
contra 1:06.18). Se ela repetir seu melhor
de 2011, quase certamente chegará ao
pódio. E os resultados da seletiva americana devem ter a animado, já que a recor-
dista mundial Jessica
Hardy não conseguiu
classificação e a
campeã mundial Rebecca Soni aumentou muito seu tempo,
perdendo inclusive a
primeira vaga para a
novata Breeja Larson. Soni ainda é a
favorita e provavelmente melhorará na
Olimpíada, mas não
é seguro dizer isso
de Larson. O pódio está em aberto para
várias concorrentes. A russa Yulia Efimova perdeu o bronze em 2008 por oito
centésimos e no Mundial de Xangai 2011
por quatro, e não vai querer que a história
se repita. Se levarmos em conta a evolução recente, a australiana Leiston Pic-
Leisel Jones
kett, especialista nos 50m, pode surpreender, pois sua vitória sobre Jones na seletiva australiana pode lhe dar confiança .
Pela Ásia, a reputação dependerá da japonesa Satomi Suzuki, pois chinesa Li
Jiping, bronze no último Mundial, não se
classificou na seletiva de seu país.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. REBECCA SONI, USA
25 anos, 2ª Olimpíada
1:04.91 (jul/2011)
2. BREEJA LARSON, USA
20 anos, 1ª Olimpíada
1:05.92 (jun/2012)
3. LEISEL JONES, AUS
26 anos, 4ª Olimpíada
1:06.18 (abr/2011)
4. YULIA EFIMOVA, RUS
20 anos, 2ª Olimpíada
1:06.56 (jul/2011)
5. SATOMI SUZUKI, JPN
21 anos, 1ª Olimpíada
1:06.80 (abr/2012)
Dominante no nado de peito
nos últimos anos, Soni é descendente de húngaros, um dos
maiores celeiros de peitistas
do mundo. Em 2006, Soni passou por uma cirurgia no coração, pois uma disfunção afetava o ritmo de seus batimentos
cardíacos. Apesar de ser um
problema benigno, Soni por
vezes registrava altas frequências cardíacas, o que interferia
em seu treinamento.
Larson começou a nadar sério
apenas recentemente, há dois
anos. Antes disso, em seu colégio, ela só conseguia nadar
quatro horas por semana. Em
2010, quando se mudou para o
Arizona, encontrou um clube
onde poderia treinar quatro horas por dia. Ao notarem seu
potencial, ela ganhou uma bolsa. Por isso sua surpresa
quando na seletiva americana
derrotu Rebecca Soni.
Jones, além de se tornar a
primeira a subir no pódio quatro vezes em uma mesma prova, também pode se tornar a
maior medalhista da natação
australiana. Se conquistar duas (na prova individual e no revezamento), irá completar dez
medalhas e ultrapassará Ian
Thorpe, que tem nove, como
atleta mais condecorada na
natação da Austrália.
Em 2011, Efimova deixou a
Rússia para treinar nos Estados Unidos sob o comando de
Dave Salo. Maior incentivo ela
não poderia ter: treinaria junto
de Rebecca Sony e Jessica
Hardy. No Mundial de 2011, foi
derrotada por suas companheiras (prata nos 50m atrás de
Hardy e nos 200m atrás de
Soni), mas diz que adquiriu a
confiança que faltava para brigar com suas principais adversárias.
Em 2009, Mina Matsushima
bateu um lendário recorde japonês, dos 100m peito, que
pertencia a Masami Tanaka
desde 2000. No mesmo dia,
Satomi Suzuki "rebateu" o recorde. À época. era o mais antigo recorde japonês. Mas era
época de trajes tecnológicos.
O tempo de Tanaka, de
1:07.27, foi superado em trajes
têxteis por Suzuki em 2010.
6. LEISTON PICKETT, AUS
20 anos, 1ª Olimpíada
1:06.88 (mar/2012)
7. JENNIE JOHANSSON, SWE
24 anos, 1ª Olimpiada
1:07.10 (mar/2012)
8. RIKKE PEDERSEN, DEN
23 anos, 1ª Olimpíada
1:07.13 (jul/2011)
9. JILIAN TYLER, CAN
23 anos, 2ª Olimpíada
1:07.18 (mar/2012)
10. DARIA DEEVA, RUS
21 anos, 1ª Olimpíada
1:07.22 (abr/2012)
A especialidade de Pickett
sempre foi o 50m peito. Ela
venceu a prova nos Jogos da
Com. Britânica em 2010, derrotando sua ídola Leisel Jones.
No mesmo ano, foi prata no
Pan-Pacífico e seu primeiro título nacional também veio
nessa prova. Mas, como Felipe
França, resolveu focar nos
100m e deu certo: venceu a
seletiva australiana, interrompendo uma hegemonia doméstica de 12 anos de Jones.
Johansson, companheira de
quarto de Sarah Sjöström, superou esse ano o recorde sueco que vinha de 2009, da época dos trajes tecnológicos. Além disso, o recorde foi superado no parque aquático olímpico de Londres, ou seja, um
bom presságio para ela. Caso
ela suba ao pódio, tem grande
potencial para se tornar uma
musa da natação dos Jogos
Olímpicos.
Pedersen recebeu um prêmio
em 2009 na Dinamarca por ter
sido eleita “maior esperança
olímpica do país” daquele ano.
Lotte Friis havia vencido o
prêmio em 2007, e em 2008
conquistou o bronze em Pequim. Ela é a atual recordista
europeia dos 100m e 200m
peito em piscina curta, feito
conseguido na última competição em que os trajes tecnológicos foram permitidos no Europeu de 2009.
Tyler esteve com a seleção B
do Canadá nos Jogos PanAmericanos do Rio de Janeiro,
em 2007, onde terminou os
100m peito na quarta posição.
Após os Jogos de Pequim
2008, em que foi semifinalista,
tirou um ano de folga e voltou
às competições internacionais
no Pan Pacífico de 2010. Ela
treina na Universidade de Minessota, onde tem os recordes
das provas de peito, e chegou
a vencer o NCAA em 2011.
Deeva chegou a ameaçar Yulia
Efimova no Campeonato Russo deste ano, perdendo por
somente 17 centésimos. Chamou a atenção sua divisão de
prova, na qual ela voltou para
34.84. Apenas Rebecca Soni
consegue ter uma segunda
metade de prova como essa, e
se Deeva conseguir dividir melhor, pode melhorar bem seu
tempo e até brigar por pódio.
100m PEITO FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Leisel Jones (AUS) – 1:05.17
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
MEMÓRIA
1968 – Cidade do México
Disputará a prova em Londres.
Rebecca Soni (USA) – 1:06.73
Desde 1968
MAIOR VENCEDORA
Ninguém venceu mais de uma vez
Disputará a prova em Londres.
Mirna Jukic (AUT) – 1:07.34
MAIOR MEDALHISTA
Aposentou-se em 2010.
Leisel Jones (AUS) – 1 ouro, 1 prata e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Manuela Dalla Valle (ITA) – 1984, 1988, 1992 e 1996
Brigitte Becue (BEL) – 1988, 1992, 1996 e 2000
Na primeira vez que a prova foi disputada, a favorita era a americana recordista
mundial Catie Ball. Mas no México ela foi
acometida por uma virose e não chegou
ao pódio. Ðurđica Bjedov conquistou o
único ouro da história da natação olímpica para a Iugoslávia, o que foi uma surpresa, pois seu maior feito até então era
ter ficado na terceira posição de uma série eliminatória no Europeu de 1966.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Rebecca Soni (USA), 1:04.93
EUROPEU 2010
1988 – Seul
Yulia Efimova (RUS), 1:06.32
PAN-PACÍFICO 2010
Nádia Cruz (ANG) – 1988, 1992, 1996 e 2000
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Rebecca Soni (USA), 1:04.93
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Leisel Jones (AUS) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Hannelore Anke (GDR) sobre Lyubov Rusanova (URS)
em 1976 (1.88s)
Leisel Jones (AUS), 1:05.84
JOGOS ASIÁTICOS 2010
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Ji Liping (CHN), 1:06.91
MUNDIAL 2011
Ðurñica Bjedov (YUG) sobre Halyna Prozumenshchykov (URS) em 1968 (0.1s)
Rebecca Soni (USA), 1:05.05
PAN-AMERICANO 2011
MAIS VELHA VENCEDORA
Annie Chandler (USA), 1:07.90
EUROPEU 2012
Tanya Bogomilova (BUL), 24a2m24d em 1988
2000 – Sydney
Sarah Poewe (GER), 1:07.33
MAIS VELHA MEDALHISTA
Brooke Hanson (AUS), 2ª em 2004, 26a4m29d
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
MAIS NOVA VENCEDORA
Ute Geweniger (GDR), 16a5m0d em 1980
MAIS NOVA MEDALHISTA
Amanda Beard (USA), 2ª em 1996, 14a8m22d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
2
3
1
6
Alemanha Or.
2
0
1
3
Austrália
1
2
4
7
Bulgária
1
1
0
2
África do Sul
1
0
1
2
Iugoslávia
1
0
0
1
Holanda
1
0
0
1
Com. Est. Indep.
1
0
0
1
China
1
0
0
1
União Soviética
0
4
1
5
Canadá
0
1
0
1
Dinamarca
0
0
1
1
França
0
0
1
1
Áustria
0
0
1
1
Tempo
Ano
1. Jessica Hardy, USA
2. Rebecca Soni, USA
3. Leisel Jones, AUS
1:04.45
2009
1:04.84
1:05.09
2009
2006
4. Ji Liping, CHN
5. Katlin Freeman, USA
1:05.32
1:05.35
2009
2009
6. Yulia Efimova, RUS
7. Qi Hui, CHN
1:05.41
1:05.47
1:05.64
2009
2009
2009
1:05.74
1:05.75
2009
2009
8. Chen Huijia, CHN
9. Annamay Pierse, CAN
10. Kasey Carlson, USA
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Rebecca Soni, USA
2. Leisel Jones, AUS
1:04.91
1:05.09
2011
2006
3. Jessica Hardy, USA
4. Breeja Larson, USA
1:05.90
1:05.92
1:06.32
2011
2012
2010
1:06.34
1:06.52
2007
1999
8. Ji Liping, CHN
9. Xuejuan Luo, CHN
1:06.52
1:06.64
2011
2004
10. Sarah Katsoulis, AUS
1:06.78
2010
5. Yulia Efimova, RUS
6. Tara Kirk, USA
7. Penelope Heyns, RSA
RECORDES
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
Cathy Carr (USA), 1:13.58
1976 Montreal
H. Anke (GDR), 1:11.11 (el.)
1976 Montreal
H. Anke (GDR), 1:10.86 (sf)
1980 Moscou
U. Geweniger (GDR), 1:10.11 (el.)
1996 Atlanta
Penny Heyns (RSA), 1:07.02 (el.)
Mundial: Jessica Hardy, USA - 1:04.45 (2009)
Olímpico: Leisel Jones, AUS - 1:05.17 (2008)
Sul-americano: Tatiane Sakemi, BRA - 1:07.67 (2009)
Brasileiro: Tatiane Sakemi, BRA - 1:07.67 (2009)
Norte-americano: Jessica Hardy, USA - 1:04.45 (2009)
Europeu: Yulia Efimova, RUS - 1:05.41 (2009)
Oceania: Leisel Jones, AUS - 1:05.09 (2006)
Asiático: Ji Liping, CHN - 1:05.32 (2009)
Africano: Penelope Heyns, RSA - 1:06.52 (1999)
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A búlgara Tanya Bogomilova foi campeã
europeia em 1987 nos 200m peito, mas
logo depois ficou grávida e teve que se
afastar da natação. Muitos pensavam
que sua carreira tinha acabado, mas ela
não só voltou a nadar como já estava de
volta à melhor forma para os Jogos de
Seul. Nos 100m peito, em um duelo com
a alemã-oriental recordista mundial Silke
Hörner, Bogomilova venceu a prova nos
últimos 50 metros, coisa que ela não costumava fazer antes da gravidez. Emocionada, desabou em lágrimas e não conseguiu falar na entrevista coletiva.
A prova foi um duelo entre as jovens Megan Quann, 16 anos, e Leisel Jones, 15,
e a experiente campeã olímpica e recordista mundial Penny Heyns. Mas merece
destaque a alemã Sylvia Gerasch, oitava
colocada, que aos 31 anos disputava sua
primeira Olimpíada, algo não usual para
quem havia sido recordista mundial nos
anos 80. Aos 15, em 1984, seria uma
das favoritas, mas a Alemanha Oriental
boicotou a Olimpíada. Mesmo tendo sido
campeã mundial em 1986, ela não se
classificou para os Jogos nas três edições seguintes, com destaque para 1992
em que ela ficou de fora por três centésimos. Considerada velha, foi demitida
de seu clube em 1996, começou a trabalhar, mas voltou em 2000 e realizou seu
sonho.
O Brasil na prova
Somente duas brasileiras nadaram os
100m peito em Olimpíadas, sem resultados expressivos. Cristina Teixeira ficou
em 32º em 1972 e 27º em 1976, e Tatiane Sakemi chegou em 39º em 2008.
Lendas – Penny Heyns
Após a Primeira Guerra Mundial, a África
do Sul foi autorizada pelo COI a participar de Jogos Olímpicos somente em
1992, por causa da política segregacionista do apartheid. Na natação, as primeiras medalhas de ouro do país vieram
em Atlanta 1996 com Penny Heyns, que
estudava psicologia na Universidade de
Nebraska, nos Estados Unidos. Em Atlanta, foi ouro nos 100m peito depois de
ter batido o recorde mundial nas eliminatórias, e também venceu os 200m. Foi a
primeira nadadora a vencer as duas provas em uma Olimpíada. Nos anos seguintes, bateu sucessivos recordes mundiais, mas em Sydney/ 2000 conseguiu
apenas um bronze. Em 2008, foi eleita
pela FINA uma das 10 melhores nadadoras da história.
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DIA 4 – 200m LIVRE FEMININO
Mudança de dono
Por Daniel Takata Gomes
NÃO FALTAM CONCORRENTES PARA TOMAR DE PELLEGRINI O POSTO DE DONA DA PROVA
Foi no 200m livre que a italiana Federica
Pellegrini se projetou para o mundo, com
a prata em Atenas 2004 com apenas 16
anos. O ouro em Pequim 2008 não foi seu
auge, e sim sua performance no Mundial
de Roma, no ano seguinte. Não perdeu a
prova em grandes competições em piscina longa, mas justamente nas proximidades dos Jogos Olímpicos seu favoritismo
começa a enfraquecer. Mesmo no Mundial do ano passado em que levou o ouro
não fez o melhor tempo da competição. A
americana Melissa Franklin não nadou a
prova individual, mas abrindo o 4x200m
fez um tempo que lhe daria a vitória. Ela
não nadou tão bem a prova na seletiva
americana, mas fez o suficiente para levar
a vaga. Sua compatriota Allison Schmitt
está mais bem cotada. Afinal, ela pode estar com os 400m livre desregulado, mas
acertou perfeitamente o 200m na seletiva,
batendo o recém melhor tempo da história em trajes têxteis
conseguido
pela
francesa
Camille
Muffat – que conseguiu a marca no Mare Nostrum, teoricamente sem polir. Pellegrini terá que abaixar um segundo de
seu melhor sem trajes, do já longínquo
ano de 2010, para
pensar em ouro, o que convenhamos é
muito difícil. Sua melhor fase já passou e
as constantes trocas de técnicos não ajudam. Ainda mais que a ainda jovem sueca
Sarah Sjöström resolveu nadar bem a
prova e a holandesa Femke Heemskerk
parece ter adquirido tarimba depois de ter
Allison Schmitt
vacilado no Mundial (com o tempo da
semifinal venceria a prova). Mas, para o
ouro, Schmitt, Muffat e Franklin são as
maiores apostas. Pellegrini nunca foi só
um rostinho bonito, mas terá que se superar se não quiser ser lembrada somente
por isso, ao menos nessa prova.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. ALLISON SCHMITT, USA
22 anos, 2ª Olimpíada
1:54.40 (jun/2012)
2. CAMILLE MUFFAT, FRA
22 anos, 1ª Olimpíada
1:54.66 (jun/2012)
3. MELISSA FRANKLIN, USA
17 anos, 1ª Olimpíada
1:55.06 (jul/2011)
4. SARAH SJOSTROM, SWE
18 anos, 1ª Olimpíada
1:55.23 (mar/2012)
5. FEMKE HEEMSKERK, NED
24 anos, 2ª Olimpíada
1:55.54 (jul/2011)
Schmitt é considerada uma
das mais divertidas atletas do
time americano, sempre brincando e rindo. Mas há outra
coisa nela que seu técnico Bob
Bowman, com quem ela treina
desde o ano passado, gosta.
"Ela me agradece sempre ao
fim dos treinos. Na verdade,
ela já me agradece quando
aparece para o aquecimento. É
uma alegria tê-la por perto."
No Paris Open deste ano, Muffat nadou os 800m livre para
um excelente 8:23 passando
para 4:18 e voltando para inacreditáveis 4:04! Além disso,
15 minutos depois, fez 1:56
nos 200m livre. Pelas medalhas de bronze nos 200m e
400m livre no Mundial de Xangai, ela foi eleita a Personalidade Esportiva de 2011 na
França por jornalistas do país.
Em 2008, aos 13 anos, Franklin foi a segunda nadadora
mais jovem a disputar a seletiva olímpica americana. Com
apenas 15, classificou-se para
o Pan-Pacífico de 2010, e no
mesmo ano conquistou sua
primeira medalha internacional
no Mundial de Curta. Em 2011,
com ouro nos 200m costas e
revezamentos no Mundial de
Xangai ela foi eleita a melhor
nadadora do mundo pela FINA.
E com apenas 16 anos.
Conhecida pelo seu recorde
mundial nos 100m borboleta
no Mundial de 2009 com apenas 15 anos, Sjöstrom foi se
revelando uma nadadora muito
versátil. No começo desse ano,
ela chegou a ter a melhor marca da história dos 100m livre
sem trajes, e obteve seu tempo
nos 200m livre sem estar polida. Ela também é a recordista
sueca nos 200m medley em
piscina curta, com um respeitável 2:08.
Heemskerk, velocista, tem a
tendência de passar forte. Foi
o que ocorreu na semi-final do
Mundial do ano passado, em
que fez 1:55.54. Com esse
tempo, venceria a final. No entanto, na final, mantendo parciais parecidas até os últimos
50m, virou mais de meio segundo à frente de Pellegrini,
mas foi ultrapassada não somente pela italiana, mas por
outras cinco adversárias, piorando mais de dois segundos.
6. FEDERICA PELLEGRINI, ITA
24 anos, 3ª Olimpíada
1:55.58 (jul/2011)
7. KYLIE PALMER, AUS
22 anos, 2ª Olimpíada
1:55.73 (abr/2011)
8. BRONTE BARRATT, AUS
23 anos, 2ª Olimpíada
1:55.74 (abr/2011)
9. VERONIKA POPOVA, RUS
21 anos, 1ª Olimpíada
1:56.94 (mar/2011)
10. SILKE LIPPOK, GER
18 anos, 1ª Olimpíada
1:57.02 (jul/2011)
Na natação feminina, Pellegrini
é a única italiana campeã olímpica, e também a única a ter
recordes mundiais em mais de
uma prova. Seu técnico de
longa data, Alberto Castagnetti, faleceu em 2010, o que a
abalou fortemente. Ela passou
a treinar com o francês Philippe Lucas, que declarou que
"cada nadador tem somente
um técnico. O de Federica foi
Castagnetti." Ela já abandonou
Lucas e voltou para a Itália.
Em 2009, Palmer passou por
uma cirurgia no ombro para
reparar uma cartilagem e não
disputou o Mundial daquele
ano. Provavelmente por isso
Pellegrini mostrou uma superioridade absurda nos 200m livre. Quando voltou, em 2011,
Pellegrini não foi tão absoluta
no Mundial de Xangai: Palmer
virou os últimos 50m na sétima
posição, mas chegou apenas
seis centésimos atrás da italiana, que levou o ouro.
Barratt sempre foi um dos destaques australianos desde as
categorias de base. Aos 15
anos, venceu nada menos que
nove títulos nacionais de categoria. Em 2005, conquistou
cinco ouros no Pan-Pacífico
Junior de natação. Em Pequim
2008, nadou os 200m e 400m
livre, e foi ouro no 4x200m. Na
seletiva australiana, venceu os
200m livre contra sua eterna
rival e melhor amiga Kylie
Palmer.
Popova não teve um Campeonato Russo bom, e este servia
como seletiva olímpica. Apesar
de ter ganho os 100m e 200m
livre, ela não nadou abaixo do
índice olímpico. No entanto, a
Federação Russa, devido aos
bons resultados no ano passado (baixando em um segundo
o recorde nacional dos 200m
da época dos trajes), resolveu
considerar seus tempos de
2011 e a convocou.
Lippok é uma grata revelação
alemã, que venceu cinco provas no Europeu Junior de
2010. Ela nada exatamente as
mesmas provas que a ídola
Franziska van Almsick (100m,
200m, 400m livre, 50m e 100m
borboleta) e tem como objetivos superar o recorde alemão
dos 200m que ainda é de
Franzi e uma medalha olímpica. Mas não tem pretensões
de seguir carreira de modelo.
"Não sou tão bonita como ela."
200m LIVRE FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Federica Pellegrini (ITA) – 1:54.82
Disputará a prova em Londres.
Sara Isakovič (SLO) – 1:54.97
Disputará a prova em Londres.
Pang Jiaying (CHN) – 1:55.05
Não foi selecionada pela Federação Chinesa, mas estará em Londres para revezamentos.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1968
MAIOR VENCEDORA
Ninguém venceu mais de uma vez
MAIORES MEDALHISTAS
Federica Pellegrini (ITA) – 1 ouro e 1 prata
Claudia Poll (CRC) – 1 ouro e 1 bronze
Shirley Babashoff (USA) e Franziska van Almsick
(GER) – 2 pratas
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Franziska van Almsick (GER) – 1992, 1996, 2000 e
2004
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Franziska van Almsick (GER) – 1992, 1996 e 2004
Camelia Potec (ROU) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Kornelia Ender (GDR) sobre Shirley Babashoff (USA)
em 1976 (1.96s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Susan O'Neill (AUS) sobre Martina Moravcová (SVK)
em 2000 (0.08s)
MAIS VELHA VENCEDORA
Susan O'Neill (AUS), 27a1m17d em 2000
MAIS VELHA MEDALHISTA
Claudia Poll (CRC), 3ª em 2000, 27a8m28d
MAIS NOVA VENCEDORA
Shane Gould (AUS), 15a9m9d em 1972
MAIS NOVA MEDALHISTA
Franziska van Almsick (GER), 2ª em 1992, 14a3m22d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
3
4
2
9
Alemanha Or.
3
1
2
6
Austrália
2
0
0
2
Costa Rica
1
1
1
3
Itália
1
1
0
2
Romênia
1
0
0
1
Alemanha
0
2
2
4
Eslováquia
0
1
0
1
Eslovênia
0
1
0
1
Holanda
0
0
2
2
França
0
0
1
1
China
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
Shane Gould (AUS), 2:03.56
1976 Montreal
Kornelia Ender (GDR), 1:59.26
2008 Pequim
F. Pellegrini (ITA), 1:55.45 (el.)
2008 Pequim
Federica Pellegrini (ITA), 1:54.82
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Federica Pellegrini (ITA), 1:52.98
EUROPEU 2010
Federica Pellegrini (ITA), 1:55.45
PAN-PACÍFICO 2010
Allison Schmitt (USA), 1:56.10
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Kylie Palmer (AUS), 1:57.50
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Zhu Qianwei (CHN), 1:56.65
MUNDIAL 2011
Federica Pellegrini (ITA), 1:55.58
PAN-AMERICANO 2011
Catherine Breed (USA), 2:00.08
EUROPEU 2012
Federica Pellegrini (ITA), 1:56.76
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Federica Pellegrini, ITA
2. Allison Schmitt, USA
3. Camille Muffat, FRA
4. Sara Isakovič, SLO
5. Pang Jiaying, CHN
6. Melissa Franklin, USA
7. Sarah Sjöström, SWE
8. Dana Vollmer, USA
9. Yang Yu, CHN
10. Laure Manaudou, FRA
Tempo
1:52.98
1:54.40
1:54.66
1:54.97
1:55.05
1:55.06
1:55.23
1:55.29
1:55.47
1:55.52
Ano
2009
2012
2012
2008
2008
2011
2012
2009
2009
2007
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Allison Schmitt, USA
1:54.40
2012
2. Camille Muffat, FRA
1:54.66
2012
3. Melissa Franklin, USA
1:55.06
2011
4. Sarah Sjöström, SWE
1:55.23
2012
5. Federica Pellegrini, ITA
1:55.45
2010
6. Laure Manaudou, FRA
1:55.52
2007
7. Femke Heemskerk, NED
1:55.54
2011
8. Annika Lurz, GER
1:55.68
2007
9. Kylie Palmer, AUS
1:55.73
2011
10. Bronte Barratt, AUS
1:55.74
2011
RECORDES
Mundial: Federica Pellegrini, ITA - 1:52.98 (2009)
Olímpico: Federica Pellegrini, ITA - 1:54.82 (2008)
Sul-americ.: Monique Ferreira, BRA - 1:59.78 (2009)
Brasileiro: Monique Ferreira, BRA - 1:59.78 (2009)
Norte-americ.: Allison Schmitt, USA - 1:54.40 (2012)
Europeu: Federica Pellegrini, ITA - 1:52.98 (2009)
Oceania: Kylie Palmer, AUS - 1:55.73 (2011)
Asiático: Pang Jiaying, CHN - 1:55.05 (2008)
Africano: Kirsty Coventry, ZIM - 1:57.04 (2008)
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MEMÓRIA
1976 – Montreal
Em 1976, a americana Shirley Babashoff
ficou com a prata, repetindo sua colocação de quatro anos antes. Pode-se dizer
que ela foi a maior prejudicada pelo doping sistemático na Alemanha Oriental.
Em Montreal, conquistou um ouro em revezamento e quatro pratas, todas atrás
de alemãs-orientais. Se estas tivessem
sido desclassificadas, Babashoff teria
cinco ouros em uma Olimpíada, um feito
ainda inédito para atletas americanas.
1996 - Atlanta
Em Atlanta, a costa-riquenha Claudia
Poll venceu os 200m livre e conquistou a
primeira medalha de ouro olímpica da
história de seu país, onde imediatamente
se tornou heroína. Curiosamente, a primeira medalha olímpica da Costa Rica
havia sido uma prata conquistada por Sylvia Poll, irmã de Claudia, em 1988,
também nos 200m livre. Claudia Poll
chegou a disputar um Troféu José Finkel
pelo Flamengo, em 1997.
2004 – Atenas
Em Barcelona 1992, a alemã Franziska
van Almsick ficou com a prata, tendo feito nas eliminatórias um tempo que lhe
daria o ouro. Em Atlanta 1996, ficou novamente com a prata, e seu tempo de
abertura no 4x200m lhe daria a vitória.
No Mundial de 1994, se poupou nas eliminatórias e ficou fora da final. Mas com
a desistência de uma compatriota, herdou a vaga e bateu o recorde mundial.
No Europeu de 1995, cometeu o mesmo
erro e dessa vez teve que nadar a final
B, onde fez um tempo melhor que a vencedora da final A. Depois de tantos vacilos, bateu o recorde mundial em 2002 e
dizia-se pronta para conquistar o ouro
que tanto perseguiu, mas em 2004 terminou apenas na quinta posição.
O Brasil na prova
A melhor colocação brasileira na prova
foi de Mariana Brochado, que chegou em
23º em 2004. Ela havia sido semifinalista no Mundial do ano anterior. Patrícia Amorim, atual presidente do Flamengo, foi 25ª em 1988. Foi a primeira
participação feminina brasileira em Olimpíadas desde 1972. Naquele ano, Lucy
Burle havia chegado em 27º nos 200m
livre. Além delas, somente Monique Ferreira nadou a prova, em 2008 (29º).
Lendas – Debbie Meyer
Por quatro temporadas, de seus 14 aos
18 anos, a americana Debbie Meyer foi a
melhor nadadora do mundo. Nos Jogos
de 1968, se tornou a primeira nadadora a
conquistar três medalhas de ouros individuais em uma única Olimpíada (200m
400m e 800m livre). O ar rarefeito da Cidade do México a impediu de superar recordes mundiais como vinha fazendo nas
competições anteriores (inclusive na Seletiva Americana), mas bateu recordes olímpicos e sua hegemonia foi absoluta. À
época, treinava mais do que qualquer outra mulher no mundo e revolucionou os
métodos de treinamento de provas de
fundo. Seu tempo nos 400m livre em
1968 lhe daria a medalha de ouro na
prova masculina na Olimpíada de 1956,
ou seja, apenas 12 anos antes.
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DIA 4 – 200m BORBOLETA MASC.
Maior que ele mesmo
Por Daniel Takata Gomes
EM SUA GRANDE ESPECIALIDADE, PHELPS PODE ATINGIR O OLIMPO
Quando Michael Phelps bateu seu primeiro recorde mundial em 2001 aos 15
anos, chamaram-no de novo Ian Thorpe.
Quando teve a primeira chance de ser
multimedalhista olímpico, em 2004, era o
novo Mark Spitz. Em 2008, ao conseguir
a melhor performance da história olímpica, viram que Phelps era Phelps. E, nos
200m borboleta, a mesma prova em que
bateu seu primeiro recorde e na qual se
tornou o maior medalhista de ouro olímpico em 2008, ele pode se tornar mais que
tudo isso. Se tudo correr bem, ele sobe ao
pódio no 400m medley e no 4x100m livre, e nesta prova ultrapassa as 18 medalhas da ginasta soviética Larisa Latynina,
a maior condecorada da história. Mas não
será fácil. Ele mesmo admitiu que com
seu tempo da seletiva americana não vence a prova em Londres. Ele deve saber
que o japonês Takeshi Matsuda tem sido
muito
consistente
(somente este ano
nadou para 1:54 quatro vezes) e fatalmente fará 1:53.
László Cseh, que em
Pequim surpreendeu
ao nadar a prova e
mais ainda ao conquistar a prata, nadou para 1:54 esse
ano pela primeira
vez em trajes têxteis.
Mas há pelo menos
mais cinco nadadores nessa faixa que podem disputar medalha, e é para esse tempo que gostariam de nadar Kaio Márcio
e Leonardo de Deus. Kaio, finalista olímpico, e Leonardo, campeão panamericano, podem surpreender. Atenção
especial para o chinês Wu Peng, bronze
Michael Phelps
no último Mundial – e que no ano passado quebrou a invencibilidade de nove anos de Phelps na prova –, o australiano
Nick D'Arcy, ávido para finalmente nadar uma Olimpíada, e o jovem sulafricano Chad le Clos, que ganhou tudo
na Copa do Mundo do ano passado.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. MICHAEL PHELPS, USA
27 anos, 4ª Olimpíada
1:53.34 (jul/2011)
2. TAKESHI MATSUDA, JPN
28 anos, 3ª Olimpíada
1:54.01 (abr/2012)
3. WU PENG, CHN
25 anos, 3ª Olimpíada
1:54.67 (jul/2011)
4. NICK D’ARCY, AUS
25 anos, 1ª Olimpíada
1:54.71 (mar/2012)
5. BENCE BICZÓ, HUN
19 anos, 1ª Olimpíada
1:54.79 (jun/2011)
Perguntado sobre qual evento
com certeza nadaria em 2012,
Phelps não titubeou: os 200m
borboleta, pois é uma tradição
familiar - suas irmãs também
nadavam a prova. "Minha mãe
não me deixaria sair dos 200m
borbo." Além disso, foi a prova
em que ele pegou sua primeira
seleção olímpica, em 2000 aos
15 anos, e em que bateu seu
primeiro recorde mundial, em
2001.
Matsuda, bronze em 2008 nos
200m borboleta, deu sua medalha para sua técnica Yumiko
Kuze. "Ela sacrificou muitas
coisas para me treinar. Ela merece a medalha mais do que
eu". Matsuda sempre passa o
primeiro dia do ano com sua
equipe no clube Tomi, em Miyazaki. Algo notável, pois o feriado é de grande importância
no Japão, já que o Natal não é
celebrado.
Wu é um dos melhores nadadores do mundo da prova desde 2004, e foi o responsável
pela quebra da invencibilidade
de 9 anos de Phelps em 2011,
ao derrotá-lo não só uma mas
duas vezes consecutivas. Ele
começou a levar a natação a
sério em 1996, quando viu a
natação masculina chinesa ir
mal na Olimpíada de Atlanta e
disse a seu pai que levaria a
natação do país ao topo.
D'Arcy ficou de fora da prova
em Pequim 2008, apesar de
ter se classificado, pois em
uma festa quebrou a cara do
ex-nadador Simon Cowley. Em
2009, também não pode viajar
para o Mundial de Roma devido ao incidente. Só retornou às
competições internacionais em
2010. Em 2012, chegou muito
próximo ao seu recorde australiano, que foi obtido com um
traje tecnológico em 2009.
Quando era mais jovem, Biczó
possuia quase todos os recordes nacionais de sua faixa etária. Em 2011, seu treinador Bela Santics sugeriu que forçasse
os primeiros 100 metros ao invés de segurar um pouco, como fazem os especialistas nos
200m borboleta. Obteve o melhor tempo de sua vida e é assim que vem nadando desde
então. É assim que deve nadar
em Londres: passando no gás.
6. CHEN YIN, CHN
26 anos, 2ª Olimpíada
1:54.80 (jul/2011)
7. DINKO JUKIĆ, AUT
23 anos, 2ª Olimpíada
1:54.94 (jul/2011)
8. LÁSZLÓ CSEH, HUN
26 anos, 3ª Olimpíada
1:54.95 (mai/2012)
9. CHAD LE CLOS, RSA
20 anos, 1ª Olimpíada
1:55.07 (jul/2011)
10. TYLER CLARY, USA
23 anos, 1ª Olimpíada
1:55.12 (jun/2012)
Chen tem desenvolvido uma
recente rivalidade com o destaque chinês da prova Wu
Peng. Ambos lutaram braçada
a braçada pelo bronze no
Mundial do ano passado, com
Wu subindo ao pódio por 33
centésimos. Na seletiva chinesa, Chen virou o jogo ultrapassou o rival nos últimos 20 metros, finalmente conseguindo a
vitória.
Dinko Jukić é irmão de Mirna
Jukić, medalhista olímpica em
2008. No ano passado, Dinko
recusou-se a se submeter a
um teste antidoping surpresa
logo após seu treinamento. Ele
alegou que as condições de
higiene da piscina de Viena
não eram adequadas para a
coleta. Em geral, recusar um
teste é similar a testar positivo,
pela política internacional de
doping. Ele foi julgado e recebeu somente uma advertência.
Em 2008, Cseh, para surpresa
de muitos, foi inscrito nos
200m – ele nunca havia a prova em uma competição internacional. E mais surpreendente ainda foi sua medalha de
prata, atrás somente de
Phelps. Ele diz que durante
muito tempo, tinha o vídeo da
prova em seu iPod, pois considera aquela sua performance
memorável e sempre que podia assistia novamente para se
motivar.
Versátil, a maior especialidade
de Le Clos é os 200m borboleta, em que é o atual campeão
mundial de curta e dos Jogos
da Com. Britânica. Seu ídolo é
Michael Phelps, tanto que nada exatamente as mesmas
provas: 100m e 200m borboleta e 200m e 400m medley. Ele
é fanático por futebol e diz que
seria jogador se não fosse nadador, e quer aproveitar a estadia em Londres para comprar
camisas de times ingleses.
Clary foi vice-campeão no Pan
de 2007 nos 200m costas, atrás de Thiago Pereira, e terminou em 3º na seletiva americana em 2008 na prova. Especializou-se no medley e hoje é
o terceiro melhor nadador do
mundo, mas tem o azar de viver no mesmo país de Lochte
e Phelps. Mas conseguiu a segunda vaga nos 200m borboleta, mesmo tendo nadado a
prova após ter tido febre no dia
da final da seletiva americana.
200m BORBOLETA MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1956
MAIORES VENCEDORES
MEDALHISTAS DE 2008
Michael Phelps (USA) – 1:52:03
MEMÓRIA
Disputará a prova em Londres.
László Cseh (HUN) – 1:52.70
1956 – Melbourne
O americano William Yorzyk foi o vencedor com 2:19.3. Em 1984, aos 57 anos,
como nadador master, nadou as 200 jardas borboleta para 2:11.0, um tempo que
convertido para piscina de 50 metros seria somente cerca de 10 segundos acima
do tempo que ele havia feito 28 anos antes no auge de sua juventude e forma física.
Disputará a prova em Londres.
Takeshi Matsuda (JPN) – 1:52.97
Michael Phelps (USA) – 2004 e 2008
MAIORES MEDALHISTAS
Disputará a prova em Londres.
Michael Phelps (USA) – 2 ouros
Carl Robie (USA), Michael Gross (FRG) e Tom
Malchow (USA) – 1 ouro e 1 prata
QUEM VENCEU DESDE 2008
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
MUNDIAL 2009
Franck Esposito (FRA) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Michael Phelps (USA), 1:51.51
EUROPEU 2010
Denys Sylantiev (UKR) – 1996, 2000, 2004 e 2008
1972 – Munique
Paweł Korzeniowski (POL), 1:55.00
PAN-PACÍFICO 2010
Vladan Marković (SRB) - 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Michael Phelps (USA), 1:54.11
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Valentin Kuzmin (URS) – 1960, 1964 e 1968
Denis Pankratov (RUS) – 1992, 1996 e 2000
Chad le Clos (RSA), 1:56.48
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Franck Esposito (FRA) – 1992, 1996 e 2000
Tom Malchow (USA) – 1996, 2000 e 2004
Takeshi Matsuda (JPN), 1:54.02
MUNDIAL 2011
Michael Phelps (USA) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Michael Phelps (USA), 1:53.34
PAN-AMERICANO 2011
Bill Yorzyk (USA) sobre Takashi Ishimoto (JPN) em
1956 (4.5s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Leonardo de Deus (BRA), 1:57.92
EUROPEU 2012
Carl Robie (USA) sobre Martyn Woodroffe (GBR) em
1968 (0.3s)
László Cseh (HUN), 1:54.95
MAIS VELHO VENCEDOR
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
Michael Gross (FRG), 24a3m7d em 1988
2000 – Sydney
Tempo
Ano
1. Michael Phelps, USA
2. László Cseh, HUN
3. Takeshi Matsuda, JPN
1:51.51
2009
1:52.70
1:52.97
2008
2008
4. Pawel Korzeniowski, POL
5. Tyler Clary, USA
1:53.23
1:53.64
2009
2009
Neville Hayes (AUS), 2º em 1960, 16a9m0d
6. Gil Stovall, USA
7. Kaio Márcio, BRA
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
8. Moss Burmester, NZL
9. Nikolay Skvortsov, RUS
10. Wu Peng, CHN
1:53.86
1:53.92
1:54.15
2008
2009
2009
1:54.31
1:54.35
2008
2008
MAIS VELHO MEDALHISTA
Gyárgy Tumpek (HUN), 3º em 1956, 27a10m19d
MAIS NOVO VENCEDOR
Jon Sieben (AUS), 17a11m10d em 1984
MAIS NOVO MEDALHISTA
País
O
P
B
T
Estados Unidos
9
4
5
18
Austrália
2
1
2
5
Alemanha Ocid.
1
1
0
2
União Soviética
1
0
0
1
Rússia
1
0
0
1
Grã-Bretanha
0
2
1
3
Japão
0
2
1
3
Nova Zelândia
0
1
1
2
Hungria
0
1
1
2
Dinamarca
0
1
0
1
Ucrânia
0
1
0
1
Alemanha Or.
0
0
1
1
Venezuela
0
0
1
1
França
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Michael Phelps, USA
2. Takeshi Matsuda, JPN
1:52.09
1:54.01
2007
2011
3. Takashi Yamamoto, JPN
4. Nick D’Arcy, AUS
1:54.56
1:54.61
1:54.62
2004
2010
2002
1:54.67
1:54.79
2011
2011
8. Chen Yin, CHN
9. Pawel Korzeniowski, POL
1:54.80
1:54.93
2011
2007
10. Dinko Jukić, AUT
1:54.94
2011
5. Franck Esposito, FRA
6. Wu Peng, CHN
7. Bence Biczó, HUN
RECORDES
Mundial: Michael Phelps, USA - 1:51.51 (2009)
Olímpico: Michael Phelps, USA - 1:52.03 (2008)
Sul-americano: Kaio Márcio, BRA - 1:53.92 (2009)
Ano
Nadador e tempo
1960 Roma
Mike Troy (USA), 2:12.8
1964 Tóquio
Kevin Berry (AUS), 2:06.6
1972 Munique
Mark Spitz (USA), 2:00.70
1976 Montreal
Mike Bruner (USA), 1:59.23
Oceania: Moss Burmester, NZL - 1:54.15 (2009)
1984 L. Angeles
Jon Sieben (AUS), 1:57.04
2008 Pequim
Michael Phelps (USA), 1:52.03
Asiático: Takeshi Matsuda, JPN - 1:52.97 (2008)
Africano: Sebastien Rousseau, RSA - 1:54.51 (2009)
Brasileiro: Kaio Márcio, BRA - 1:53.92 (2009)
Norte-americ.: Michael Phelps, USA - 1:51.51 (2009)
Europeu: László Cseh, HUN - 1:52.70 (2008)
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Nos Jogos de 1968, Mark Spitz chegou
dizendo que conquistaria seis ouros. Não
correspondeu às expectativas, não venceu nenhuma prova individual e em sua
última prova, o 200m borboleta, apesar
de ser o recordista mundial e de ter se
classificado em primeiro nas eliminatórias, estava exausto mentalmente e com
a confiança abalada. Terminou em oitavo, aumentando oito segundos de seu
melhor. Em 1976, o 200m borbo foi sua
primeira prova, e um fracasso poderia fazer sua campanha de quatro anos antes
se repetir. Compreensivelmente nervoso,
Spitz caiu para a prova e superou seu
recorde mundial. Os demônios estavam
exorcizados, e o caminho para as sete
medalhas de ouro estava livre.
Tom Malchow, aos 19 anos, era o nadador mais jovem da equipe americana de
1996, e lá conquistou a prata nos 200m
borboleta. Em 2000, como recordista
mundial, bateu recordes olímpicos nas eliminatórias, semifinal e final para conquistar o ouro. Na ocasião, o membro
mais novo da equipe americana também
nadou a final dos 200m borbo. Ele tinha
15 anos e seu nome era Michael Phelps.
Desnecessário dizer que ele também
venceu a prova quatro anos depois.
O Brasil na prova
A única final conquistada por um brasileiro na prova ocorreu justamente na última
Olimpíada, quando Kaio Márcio de Almeida terminou na 7ª posição. Somente
Eduardo Piccinini, em 1992, havia avançado de fase, quando disputou a final B e
terminou em 15º no geral.
Lendas – Michael Gross
O alemão-ocidental Michael Gross foi o
maior destaque dos Jogos de 1984, em
Los Angeles. Chamado de “Albatroz” por
sua envergadura de mais de dois metros,
venceu os 200m livre e 100m borboleta
com recordes mundiais. Em sua melhor
prova, os 200m borboleta, no entanto, foi
surpreendido pelo australiano Jon Sieben. Quatro anos mais tarde, em Seul,
após dois títulos mundias, quatro europeus e quatro recordes mundias na prova, finalmente conseguiu o título olímpico
em sua especialidade. Gross era muito
querido dos nadadores e era conhecido
pela camaradagem e por se portar como
um lorde tanto nas vitórias quanto nas
derrotas. Também se destacava como
um filósofo da natação, com muitas frases de efeito.
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DIA 4 – 200m MEDLEY FEMININO
Melhorar é preciso
Por Daniel Takata Gomes
FAVORITAS AINDA NÃO MOSTRARAM A QUE VIERAM ESTE ANO
Se depender dos resultados deste ano, o
200m medley feminino será uma decepção em termos de tempos. A australiana
Stephanie Rice, atual campeã olímpica,
foi a única das principais favoritas que
nadou bem esse ano, marcando seu melhor tempo da era pós-trajes e liderando o
ranking mundial. Ela tem mais chances
do bi aqui do que nos 400 medley, e sua
experiência não pode ser ignorada. A seletiva americana foi emblemática: as classificadas Caitlin Leverenz e Ariana
Kukors fizeram tempos bem acima do
que já tinham feito esse ano no GP de Indianápolis, quando não estavam polidas, e
bem piores do que no ano passado. Precisarão melhorar muito para brigar por pódio - logo Kukors, campeã mundial em
2009 com recorde mundial inacreditável e
bronze no Mundial de 2011 brigando até
o fim pelo ouro. Na ocasião, quem levou
foi Ye Shiwen, então
15 anos, com um final de prova matador. Ela nem piorou
tanto esse ano - apenas meio segundo, o
que a coloca como
concorrente ao ouro,
se não sucumbir à
pressão. A australiana Alicia Coutts, vice-campeã mundial,
também terá que nadar mais do que nadou em 2012 – aumentou quase um segundo de seu tempo na seletiva australiana –, assim como a espanhola Mireia
Belmonte. A britânica Hannah Miley
diz que ficou decepcionada por não ter
subido ao pódio em 2008, mas precisará
melhorar cerca de um segundo e meio
Stephanie Rice
agora para ter chance. A húngara Katinka Hosszú fecha a lista de concorrentes
ao pódio, se não surgir nenhuma surpresa.
A brasileira Joanna Maranhão foi semifinalista em 2008 e tem boas chances de
repetir o feito, mas para conseguir uma
final terá que melhorar muito.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. YE SHIWEN, CHN
16 anos, 1ª Olimpíada
2:08.90 (jul/2011)
2. ALICIA COUTTS, AUS
24 anos, 2ª Olimpíada
2:09.00 (jul/2011)
3. ARIANA KUKORS, USA
23 anos, 1ª Olimpíada
2:09.12 (jul/2012)
4. STEPHANIE RICE, AUS
24 anos, 2ª Olimpíada
2:09.38 (mar/2012)
5. CAITLIN LEVERENZ, USA
21 anos, 1ª Olimpíada
2:09.39 (dez/2011)
Shiwen venceu o Mundial do
ano passado surpreendentemente, primeiro porque era
uma novata de 15 anos, e segundo porque virou a parcial
de crawl em quinto lugar. Seu
final de prova de 29.42 é o melhor da história em trajes têxteis. Sem trajes tecnológicos,
ninguém nunca conseguiu fechar abaixo de 30s. Mesmo
nos 200m livre é difícil alguma
nadadora fechar com um tempo como o dela.
Quando Coutts tinha sete anos, seu pai morreu de câncer,
do qual sofria desde que sua
filha tinha seis meses. No
mesmo dia, ela iria participar
de seu primeiro festival de natação. Mesmo contra a vontade de sua mãe, ela foi nadar.
"Preciso fazer isso pelo papai."
Ela venceu todas as provas
que disputou. Desde então,
disputa todas as provas por
seu pai. "Penso nele o tempo
todo", disse ela em 2011.
Em 2008, Kukors ficou a oito
centésimos da vaga nos Jogos. Em 2009, também não
conseguiu vaga no Mundial,
mas com a desistência de Elizabeth Pelton dos 200m medley, ela foi convocada e bateu
o recorde mundial. Agora, pensava seriamente em parar de
nadar se não conseguisse vaga olímpica. Sua classificação
foi dramática, ironicamente
derrotando a própria Pelton
nos metros finais.
Nos últimos anos, Rice envolveu-se em diversas polêmicas
na internet. Em 2008, postou
uma foto sensual vestida de
policial, e foi criticada por querer aparecer demais. Em 2010,
publicou um comentário homofóbico no twitter, e no início de
2012 publicou uma foto provocando seu ex-namorado, um
jogador de rugby. Ainda este
ano publicou uma foto ousada
em um biquini curtíssimo e novamente foi criticada.
Leverenz tem tido um ano e
tanto. Além de garantir vaga
para sua primeira Olimpíada,
sua equipe, a Universidade da
Califórnia, venceu o NCAA e
ela foi escolhida a nadadora da
competição com quatro vitórias. Ela exorciza todos seus
fantasmas após um terceiro e
dois quartos lugares na seletiva de 2008, um trauma do qual
muitos não se recuperam.
6. MIREIA BELMONTE, ESP
21 anos, 2ª Olimpíada
2:10.26 (mar/2011)
7. HANNA MILEY, GBR
22 anos, 2ª Olimpíada
2:10.77 (mar/2012)
8. KATINKA HOSSZÚ, HUN
23 anos, 3ª Olimpíada
2:10.84 (mai/2012)
9. ERICA MORNINGSTAR, CAN
23 anos, 2ª Olimpíada
2:11.23 (mar/2011)
10. KIRSTY COVENTRY, ZIM
28 anos, 4ª Olimpíada
2:11.36 (mai/2011)
Pode uma nadadora especialista em fundo e borboleta
também ser competitiva em
provas de peito? Pode, quando
estamos falando de Mireia
Belmonte. Ela nadou os 200m
peito em Pequim, além da parcial de peito no 4x100m medley. Esse é um grande diferencial: enquanto suas rivais
que, como ela, são fortes no
borboleta e livre têm dificuldade no peito, é nesse estilo que
ela aproveita para deslanchar.
Apesar de suas grandes performances, Miley não treina em
piscina olímpica. Ela nada em
uma piscina de 25 metros que
às vezes não está completamente cheia, e diz que é difícil
até mesmo para dar viradas.
Ela divide os treinos com cerca
de 25 nadadores na piscina
que tem somente quatro raias.
Mas ela não reclama e não
planeja mudar. “Está funcionando.”
Certa vez Hosszú foi perguntada se ela pudesse levar cinco rivais para jantar, quem seriam. Ela escolheu Zsuzsanna
Jakabos, Evelyn Verrasztó,
Stephanie Rice, Kirsty Coventry e Jessicah Schipper. No entanto, ela diz que não se importa com suas adversárias, e
que em sua maior conquista, o
400m medley no Mundial de
2009, ela foi capaz de faze-lo
porque esqueceu suas rivais.
Morningstar destaca a experiência de um treinamento de
campo com a seleção canadense, no ano passado, para
passar alguns dias com o Cirque du Soleil. "Eles também
treinam e se dedicam como os
atletas, mas nós competimos
poucas vezes e eles se apresentam 400 vezes por ano, e
tem que dar seu melhor sempre! É interessante ver como
eles se prepararam, mais mentalmente do que fisicamente".
Em 2000, Coventry se tornou a
primeira nadadora do Zimbábue a atingir uma semifinal olímpica, nos 100m costas. Por
isso, foi eleita a melhor esportista do ano no país. Quanta
diferença das Olimpíadas seguintes, nas quais conquistou
dois ouros, quatro pratas e um
bronze. Por isso, após os Jogos de 2008 recebeu uma recompensa de 100 mil dólares,
que doou para instituições de
caridade.
200m MEDLEY FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Stephanie Rice (AUS) – 2:08.45
Disputará a prova em Londres.
Kirsty Coventry (ZIM) – 2:08.59
Disputará a prova em Londres.
Natalie Coughlin (USA)
Não tentou vaga para a prova na seletiva
americana.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1968
MAIOR VENCEDORA
Yana Klochkova (UKR) – 2000 e 2004
MAIORES MEDALHISTAS
Yana Klochkova (UKR) – 2 ouros
Daniela Hunger (GDR) e Lin Li (CHN) – 1 ouro e 1
bronze
Kirsty Coventry (ZIM) – 1 prata e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Joscelin Yeo (SIN) – 1992, 1996, 2000 e 2004
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Lin Li (CHN) – 1988, 1992 e 1996
Marianne Limpert (CAN) – 1992, 1996 e 2000
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Claudia Kolb (USA) sobre Sue Pedersen (USA) em
1968 (4.1s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Stephanie Rice (AUS) sobre Kirsty Coventry (ZIM) em
2008 (0.14s).
MAIS VELHA VENCEDORA
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Ariana Kukors (USA), 2:06.15
EUROPEU 2010
Katinka Hosszú (HUN), 2:10.09
PAN-PACÍFICO 2010
Emily Seebohm (AUS), 2:09.93
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Alicia Coutts (AUS), 2:09.70
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Ye Shiwen (CHN), 2:09.37
MUNDIAL 2011
Ye Shiwen (CHN), 2:08.90
PAN-AMERICANO 2011
Julia Smit (USA), 2:13.73
EUROPEU 2012
Katinka Hosszú (HUN), 2:10.84
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Ariana Kukors, USA
2. Stephanie Rice, AUS
3. Katinka Hosszú, HUN
4. Hui Qi, CHN
5. Kirsty Coventry, ZIM
6. Shiwen Ye, CHN
7. Alicia Coutts, AUS
8. Julia Smit, USA
9. Camille Muffat, FRA
10. Caitlin Leverenz, USA
Michelle Smith (IRL), 26a7m8d em 1996
MAIS VELHA MEDALHISTA
Michelle Smith (IRL), 1ª em 1996, 26a7m8d
MAIS NOVA VENCEDORA
Shane Gould (AUS), 15a9m5d em 1972
MAIS NOVA MEDALHISTA
Kornelia Ender (GDR), 2ª em 1972, 13a10m3d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
2
4
4
10
Austrália
2
0
1
3
Ucrânia
2
0
0
2
Alemanha Or.
1
1
0
2
China
1
0
1
2
Irlanda
1
0
0
1
Romênia
0
1
1
2
Zimbábue
0
1
1
2
União Soviética
0
1
0
1
Canadá
0
1
0
1
Alemanha
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
Shane Gould (AUS), 2:23.07
1992 Barcelona
Lin Li (CHN), 2:11.65
2008 Pequim
Stephanie Rice (AUS), 2:08.45
Tempo
2:06.15
2:07.03
2:07.46
2:08.32
2:08.59
2:08.90
2:09.00
2:09.34
2:09.37
2:09.39
Ano
2009
2009
2009
2009
2008
2011
2011
2009
2009
2011
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Shiwen Ye, CHN
2:08.90
2011
2. Alicia Coutts, AUS
2:09.00
2011
3. Ariana Kukors, USA
2:09.12
2011
4. Stephanie Rice, AUS
2:09.38
2012
5. Caitlin Leverenz, USA
2:09.39
2011
6. Yanyan Wu, CHN
2:09.72
1997
7. Emily Seebohm, AUS
2:09.93
2010
8. Elizabeth Pelton, USA
2:10.02
2011
9. Katie Hoff, USA
2:10.05
2006
10. Katinka Hosszú, HUN
2:10.09
2010
RECORDES
Mundial: Ariana Kukors, USA - 2:06.15 (2009)
Olímpico: Stephanie Rice, AUS - 2:08.45 (2008)
Sul-americ.: Joanna Maranhao, BRA - 2:12.12 (2009)
Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA - 2:12.12 (2009)
Norte-americano: Ariana Kukors, USA - 2:06.15 (2009)
Europeu: Katinka Hosszú, HUN - 2:07.46 (2009)
Oceania: Stephanie Rice, AUS - 2:07.03 (2009)
Asiático: Qi Hui, CHN - 2:08.32 (2009)
Africano: Kirsty Coventry, ZIM - 2:08.59 (2008)
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MEMÓRIA
1968 – Cidade do México
Quando tinha 14 anos, a americana
Claudia Kolb surpreendeu e foi prata nos
200m peito em 1964. Quatro anos depois, mais experiente e mais completa,
não deu chances à concorrência nas
provas de medley, vencendo por nada
menos que quatro segundos de vantagem os 200m.
1992 – Barcelona
A batalha mais feroz da história olímpica
da prova, entre a chinesa Lin Li e a americana Summer Sunders. No Mundial de
1994, elas já tinham duelado, com vantagem para Li. Em Barcelona, Sanders
assumiu a liderança no borboleta, Li a ultrapassou no costas, Sanders deu o troco no peito e ambas estavam emparelhadas faltando 10 metros, mas Li conseguiu a ultrapassagem e levou o ouro
por 26 centésimos.
2004 – Atenas
A ucraniana Yana Klochkova vinha conquistando todos os títulos importantes do
medley desde 1999. A exceção ficou por
conta dos 200m medley no Mundial de
2001, em que ficou atrás da americana
Maggie Bowen. Por isso, não foi surpresa que sua vitória em Atenas tenha sido
a mais difícil de suas quatro olímpicas,
mas não sobre Bowen, que sequer se
classificou para aquela Olimpíada, e sim
sobre a americana Amanda Beard. Com
isso, Klochkova se tornou a única mulher
a conquistar a dobradinha do medley por
duas Olimpíadas.
O Brasil na prova
Apenas três mulheres representaram o
Brasil. Em 2004, Joanna Maranhão chegou à semifinal, terminando na 11ª posição. Em 2008, ela ficou em 22º, mesma
posição obtida por Gabrielle Rose em
1996. Em 1972, Maria Isabel Guerra ficou em 31º.
Lendas – Tracy Caulkins
Para a americana Tracy Caulkins, versatilidade era a chave do sucesso. Entre
1971 e 1984, conseguiu ser recordista
americana de provas em todos os estilos
– um feito único na história. Tamanha
versatilidade lhe permitia conquistar diversos feitos até hoje insuperáveis – é a
nadadora que mais conquistou títulos
americanos e a que mais estabeleceu
recordes nacionais nos Estados Unidos.
Não é de se admirar, portanto, que se
destacasse nas provas de medley. No
auge da carreira, em 1980, foi privada de
conquistar seus primeiros ouros olímpicos devido ao boicote político. Em 1984,
nadando em seu país, provou que não tinha adversárias ao vencer os 200m e
400m medley, além do 4x100m medley,
nadando a parcial de peito.
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DIA 4 – 4x200m LIVRE MASCULINO
American way
Por Daniel Takata Gomes
APÓS RETOMADA A HEGEMONIA, OS AMERICANOS NÃO PRETENDEM PERDÊ-LA
A exemplo da equipe holandesa do
4x100m livre, o time americano do
4x200m domina as principais competições há alguns anos com exatamente os
mesmos nadadores. Desta vez, um dos integrantes, Peter Vanderkaay não irá nadar. Mas o favoritismo continua o mesmo. Com o campeão e vice mundial
Ryan Lochte e Michael Phelps, o ouro é
quase certo. O recorde mundial e o olímpico, no entanto, terão que esperar. A
França, por incrível que pareça, tem mais
chances de pódio do que no 4x100m livre. Isso porque Yannick Agnel é o líder
do ranking dos 200m livre, e Amaury
Leveaux também está entre os melhores.
Uma evolução e tanto para uma equipe
que há quatro anos nem fez final. Aliás, a
promessa de 2008 era a equipe da Rússia,
que na ocasião terminou com a prata,
com perspectivas de ameaçar o domínio
americano nos anos
seguintes. Mas seus
nadadores se dedicaram mais à velocidade e as chances agora são reduzidas.
Quem pode ser a
surpresa é a equipe
chinesa. Bronze no
último Mundial, podem
surpreender,
com destaque para
Sun Yang e Shun
Wang. Mas os nadadores terão que melhorar o que fizeram
na seletiva chinesa, ou a equipe pode ficar até fora da final. A tradicional Austrália ainda se ressente da aposentadoria de
Grant Hackett, que há quatro anos foi o
principal nadador da equipe no bronze olímpico, e será muito difícil repetir o pó-
Lochte, Berens,
Vanderkaay e Phelps
dio. Assim como a equipe italiana, bronze
em 2004 e 4º em 2008, até então a melhor
equipe europeia. Mais chances tem a Alemanha, de Paul Biedermann, cuja performance pode determinar o destino da
equipe. Japão e Grã-Bretanha têm chances reduzidas.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. ESTADOS UNIDOS
7:02.67 (jul/2011)
2. FRANÇA
7:04.81 (jul/2011)
3. CHINA
7:05.67 (jul/2011)
4. ALEMANHA
7:08.32 (jul/2011)
5. AUSTRÁLIA
7:08.48 (jul/2011)
Como Michael Phelps não nadará os 200m livre, ele certamente abrirá a prova para a
equipe americana e tentará bater o tempo vencedor da prova
individual. Desde que ele começou a nadar o revezamento
com a seleção, no Mundial de
2003, em todas as ocasiões
ele abriu. Mas jamais fez tempo melhor que na prova individual, quando nadou na mesma
competição.
A última vez que a França subiu no pódio olímpico da prova
foi em 1952. Na última Olimpíada, sequer chegou à final.
Mas suas perspectivas melhoraram com o surgimento de
Yannick Agnel. Amaury Leveaux, que estaria bem balizado
nos 200m, não irá nadar a prova individual para se dedicar
aos revezamentos.Desta vez,
o 4x200m francês tem mais
chances que o 4x100m.
A China jamais havia conquistado uma medalha em um revezamento masculino em uma
competição de nível mundial.
O tabu foi quebrado no Mundial de 2011, com o bronze no
4x200m. No entanto, eles nadaram muito mal na seletiva
chinesa – Shun Wang sequer
chegou à final, Zhang Ling
aumentou quatro segundos e
mesmo Sun Yang piorou um
segundo. Somando os tempos,
estão apenas em 7º este ano.
Em certo momento da história,
Alemanha Ocidental e Oriental
tinham grandes equipes - fizeram pódio nos Jogos Olímpicos de 1988, e a dobradinha
no Mundial de 1986. Paul Biedermann vem carregando o time nas costas nos últimos anos. No Mundial de 2009, por
exemplo, ele abriu para
1:42.81, mas seus compatriotas mantiveram média de 1:46
(era época dos trajes) e a equipe ficou na 5ª posição.
Primeiro, Ian Thorpe e Michael
Klim se aposentaram, tirando a
Austrália da briga pelo ouro do
4x200m. Depois Grant Hackett
também parou, e chegar ao
pódio ficou ainda mais difícil.
No Mundial de 2009, Patrick
Murphy foi responsável por dar
o bronze à equipe. Mas entrou
em uma fase ruim e não se
classificou para Londres. Por
isso, as chances australianas
são reduzidas.
6. JAPÃO
7:10.46 (jul/2011)
7. GRÃ-BRETANHA
7:10.84 (jul/2011)
8. ITÁLIA
7:12.18 (jul/2011)
9. ÁUSTRIA
7:13.34 (jul/2011)
10. HUNGRIA
7:13.60 (mai/2012)
Na época dos “peixes voadores japoneses”, o Japão conseguiu dois ouros na prova, em
1932 e 1936. Mas não chega
ao pódio desde 1964. Na realidade, devido à evolução física,
privilegiando nadadores altos,
o Japão não tem destaque no
nado livre há décadas, ao contrário dos outros estilos. Comparativamente, as chances no
4x100m são ainda menores
que no 4x200m, em que a resistência conta muito.
A equipe britânica foi a primeira campeã da prova, em 1908,
liderada por Henry Taylor, o
maior nadador da história do
país. Apesar disso, não tem
muita tradição na prova. Mas
tem estado em finais, como
nos últimos Jogos Olímpicos
(6ª posição) e nos últimos dois
Mundiais. Robert Renwick e
Ross Davenport estiveram em
todos esses times e nadarão
também em Londres.
No início da década, a Itália
era a melhor equipe europeia.
Com as estrelas Massi Rosolino, Emiliano Brembilla e Filippo Magnini, ficou muito perto
do pódio em Sydney 2000, a
menos de 30 centésimos da
medalha de prata, e foi bronze
em Atenas 2004. É a única
medalha italiana em revezamentos na história da natação
olímpica.
A Áustria não tem nenhuma
tradição na prova, e só participou duas vezes, em 1936 e em
2008. Em Pequim, por pouco
não alcançou a final. Exatamente a mesma história ocorreu no Mundial de 2011, em
que a equipe ficou a três centésimos da oitava colocada.
Markus Rogan, conhecido costista, nadou os dois revezamentos. Rogan também nada
bem os 200m livre e já venceu
a prova no Troféu José Finkel.
As quatro medalhas olímpicas
da Hungria na prova foram
conquistadas até 1948. No
Mundial de 2011, nem participou. Mas fez um tempo razoável no Europeu este ano, conquistou a bronze e conseguiu
classificação olímpica. László
Cseh nada bem os 200m livre
(é o recordista nacional), mas
dificilmente nada o revezamento. No Europeu resolveu nadar
e uma parte da boa performance é creditada a ele.
4x200m LIVRE MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1908
MAIORES VENCEDORES
12 atletas têm 2 ouros
MAIORES MEDALHISTAS
Klete Keller (USA) – 2 ouros e 1 prata
Grant Hackett (AUS) – 1 ouro, 1 prata e 1 bronze
Henry Taylor (GBR) – 1 ouro e 2 bronzes
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Anders Holmertz (SWE) – 1984, 1988, 1992 e 1996
Emiliano Brembilla (ITA) – 1996, 2000, 2004 e 2008
Massi Rosolino (ITA) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (4)
Anders Holmertz (SWE) – 1984, 1988, 1992 e 1996
Massi Rosolino (ITA) – 1996, 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidos sobre Austrália em 1920 (21s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidos sobre Alemanha Oc. em 1984 (0.04s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Cecil Healy (AUS), 30a7m17d em 1912
MAIS VELHO MEDALHISTA
Henry Taylor (GBR), 3º em 1920, 35a5m12d
MAIS NOVO VENCEDOR
MEDALHISTAS DE 2008
Estados Unidos – 6:58.56
Disputará a prova em Londres.
Rússia – 7:03.70
Disputará a prova em Londres.
Austrália – 7:04.98
Disputará a prova em Londres.
Yasuji Miyazaki (JPN), 15a9m25d em 1932
Alemanha, 7:09.17
MEMÓRIA
1908 – Londres
A Hungria tinha um time forte e contava
com Zoltán von Halmay, recordista mundial dos 100m livre. Ele fechou o revezamento e parecia que rumava para uma
fácil vitória, quando começou a perder a
consciência nos últimos 50 metros. Ele
ainda conseguiu terminar a prova na segunda posição atrás dos americanos,
mas teve que ser retirado rapidamente
da piscina antes que se afogasse.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Estados Unidos, 6:58.55
EUROPEU 2010
1984 – Los Angeles
Rússia, 7:06.71
PAN-PACÍFICO 2010
Estados Unidos, 7:03.84
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Austrália, 7:10.29
JOGOS ASIÁTICOS 2010
China, 7:07.68
MUNDIAL 2011
Estados Unidos, 7:02.67
PAN-AMERICANO 2011
2004 – Atenas
Estados Unidos, 7:15.07
EUROPEU 2012
MAIS NOVO MEDALHISTA
Yasuji Miyazaki (JPN), 1º em 1932, 15a9m25d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
Estados Unidos
15
5
2
Austrália
2
4
2
Japão
2
3
1
União Soviética
1
1
3
Grã-Bretanha
1
0
4
Australásia
1
0
0
Com. Est. Indep.
1
0
0
Hungria
0
2
2
Alemanha Ocid.
0
2
1
Suécia
0
2
1
Alemanha Or.
0
2
0
Alemanha
0
1
1
Rússia
0
1
0
França
0
0
2
Canadá
0
0
1
Brasil
0
0
1
Holanda
0
0
1
Itália
0
0
1
T
22
8
6
5
5
1
1
4
3
3
2
2
1
2
1
1
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
(DESDE 1956, SENÃO NÃO CABE!)
Ano
Nadador e tempo
1956 Melbourne
Austrália, 8:23.6
1960 Roma
Estados Unidos, 8:10.2
1964 Tóquio
Estados Unidos, 7:52.1
1972 Munique
Estados Unidos, 7:35.78
1976 Montreal
Estados Unidos, 7:30.33 (elim.)
1976 Montreal
Estados Unidos, 7:23.22
1984 L. Angeles
Estados Unidos, 7:18.87 (elim.)
1984 L. Angeles
Estados Unidos, 7:15.69
1988 Seul
Estados Unidos, 7:12.51
1992 Barcelona
Comun. Est. Independ., 7:11.95
2000 Sydney
Austrália, 7:07.05
2008 Pequim
Estados Unidos, 6:58.56
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Estados Unidos
2. Rússia
3. Austrália
4. Japão
5. Alemanha
6. Itália
7. França
8. Grã- Bretanha
9. China
10.Canadá
Tempo
6:58.55
6:59.15
7:01.65
7:02.26
7:03.19
7:03.48
7:04.81
7:05.67
7:05.67
7:05.77
Ano
2009
2009
2009
2009
2009
2009
2011
2009
2011
2008
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Estados Unidos
2. Austrália
3. França
4. China
5. Rússia
6. Alemanha
7. Itália
8. Canadá
9. Japão
10. Grã-Bretanha
7:02.67
7:04.66
7:04.81
7:05.67
7:06.71
7:08.13
7:09.60
7:09.73
7:10.39
7:10.84
2011
2001
2011
2011
2010
2010
2006
2005
2010
2011
RECORDES
Mundial: Estados Unidos - 6:58.55 (2009)
Olímpico: Estados Unidos - 6:58.56 (2008)
Sul-americano: Brasil - 7:09.71 (2009)
Brasileiro: Brasil- 7:09.71 (2009)
Norte-americano: Estados Unidos - 6:58.55 (2009)
Europeu: Rússia - 6:59.15 (2009)
Oceania: Austrália - 7:01.65 (2009)
Asiático: Japão - 7:02.26 (2009)
Africano: África do Sul - 7:08.01 (2009)
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Talvez a prova mais emocionante da história. Os alemães ocidentais, que contavam com o campeão olímpico dos 200m
livre Michael Gross, eram os favoritos.
Os americanos resolveram utilizar uma
tática suicida e abriram com seus melhores nadadores. Mas quando Gross caiu
na água, alcançou Bruce Hayes em 50
metros e o ultrapassou aos 100. Aos
150m, Gross tinha clara vantagem, mas
o impossível aconteceu: Hayes diminuiu
a distância e venceu na última braçada,
por apenas quatro centésimos.
Uma prova parecida com a de 1984, desta vez com os australianos, que não perdiam a prova desde 1997 e tinham Ian
Thorpe, Michael Klim e Grant Hackett,
como favoritos. Quando Thorpe, vencedor dos 200m livre, caiu na água para fechar o revezamento contra Klete Keller e
o alcançou em 50 metros, parecia que a
prova estava acabada. Mas Keller conseguiu segurar o australiano durante toda a prova e na última braçada venceu
por 13 centésimos.
O Brasil na prova
Em 1980, a equipe formada por Jorge
Fernandes, Marcus Mattiolli, Cyro Delgado e Djan Madruga conquistou a medalha de bronze em uma prova em que todos tiveram a performance de suas vidas. Só para se ter uma idéia, Fernandes, que havia ficado em 16º na prova
individual, abaixou quase dois segundos
na abertura do revezamento com um
tempo que lhe daria vaga na final da prova, e todos os outros a seguir fizeram
tempos parecidos com o dele e até abaixo. O Brasil também chegou a final em
1932 (7º), 1948 (8º) e 1992 (7º).
Lendas – Murray Rose
A tradição australiana em provas de fundo começou com Murray Rose. Australiano naturalizado (nasceu na Escócia),
Rose foi o primeiro bicampeão olímpico
dos 400m livre, feito repetido por Ian
Thorpe. Foi a sensação dos Jogos de
1956, realizados em Melbourne. Por
causa de sua alimentação vegetariana,
era conhecido como “alga ambulante”.
Beneficiando-se de estar em seu país
natal, seus pais levavam sua comida até
a Vila Olímpica. Rose também venceu os
1500m e o revezamento 4x200m livre
naqueles Jogos. Tinha apenas 17 anos e
virou herói nacional da noite para o dia.
Quatro anos depois, conquistou mais três
medalhas (sendo um ouro no 4x200m).
Alguns técnicos americanos (Rose treinou e estudou alguns anos nos Estados
Unidos) já declararam que Rose foi provavelmente o maior nadador da história.
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DIA 5 – 200m PEITO MASCULINO
Supremacia do sol nascente
Por Daniel Takata Gomes
O JAPÃO DOMINA O RANKING MUNDIAL. PODE DOMINAR TAMBÉM O PÓDIO EM LONDRES
“Pular da varanda do Kiyomizu-dera” é
uma expressão japonesa que significa fazer algo ousado e com muita força de
vontade, em referência ao famoso templo
em Kyoto. A dedicação dos japoneses é
algo notável, mas se há uma prova em
que isso é mais evidente é o 200m peito
masculino. Os três melhores tempos desde 2011 são de nadadores nipônicos, entre 2011 e 2012 quatro dos seis melhores
nadadores da prova são japoneses e em
2012 três dos seis primeiros são de lá.
Não é surpresa que os dois primeiros balizados sejam japoneses. Também não é
surpresa que Kosuke Kitajima chegue
com favoritismo. É verdade que na seletiva ele tomou um calor de Ryo Tateishi,
mas por todo o histórico Kitajima é o favorito. Os dois têm os melhores tempos
da era pós-trajes e podem fazer uma dobradinha, o que ampliaria a liderança do
paós no quadro
tórico de medalhas
da prova. Mas o
húngaro
Dániel
Gyurta, atual campeão mundial, é a
maior ameaça. Foi
prata em 2004 com
apenas 15 anos e agora está mais maduro. Dois alemães
também devem brigar pelo pódio: a revelação Christian
vom Lehn, bronze no Mundial do ano
passado, e Marco Koch, que não para de
melhorar e fez um bom tempo sem polir.
Esperava-se mais dos americanos, até
porque os favoritos Brendan Hansen e Eric Shanteau não conseguiram classificação. Scott Weltz e Clark Burckle terão
Kosuke Kitajima
que melhorar para pensarem em pódio,
assim como os brasileiros Henrique
Barbosa e Tales Cerdeira. Alberto Silva
projeta 2:08 para entrarem na final, e aí a
disputa pela medalha estaria aberta. E então eles não hesitariam em também pular
da varanda do Kiyomizu.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. KOSUKE KITAJIMA, JPN
29 anos, 4ª Olimpíada
2:08.00 (abr/2012)
2. RYO TATEISHI, JPN
23 anos, 1ª Olimpíada
2:08.17 (abr/2012)
3. DÁNIEL GYURTA, HUN
23 anos, 3ª Olimpíada
2:08.41 (jul/2011)
4. MARCO KOCH, GER
22 anos, 1ª Olimpíada
2:08.74 (jun/2012)
5. CHRISTIAN V LEHN, GER
20 anos, 1ª Olimpíada
2:08.97 (jun/2011)
Em 2004, Kitajima comemorava muito suas vitórias, causando até um desconforto para os
americanos que torciam por
Brendan Hansen. Após uma
delas, em uma entrevista, popularizou a expressão "chokimochi-ii", uma espécie de
junção de palavras que significa algo como "me sinto muito
bem". A palavra venceu um
concurso internacional de neologismos de 2004.
Tateishi está entre os melhores
do mundo nos últimos anos,
mas ainda não tem medalhas
em Mundiais ou Olimpíadas.
Em 2008, era o 10º no ranking
dos 200m peito, mas não nadou os Jogos porque na seletiva terminou em 3º, perdendo a
vaga por 16 centésimos. Apesar de ter feito o segundo melhor tempo da história sem trajes, disse que precisa melhorar, pois não se vê no pódio
em com esse tempo.
Prata em 2004 com 15 anos, é
o segundo mais novo medalhista masculino da história da
natação olímpica. É o atual bi
mundial, mas somente em
2011 conseguiu o que sempre
sonhou: vencer Kosuke Kitajima. No Mundial de 2009, o japonês não participou. Respeitosamente se refere a Kitajima
como "rei", mas diz que o ouro
olímpico é seu objetivo final, e,
mais que isso, "acredito que
seja meu destino."
Em 2009, Koch fez 2:08.33 nos
200m peito, o 4º melhor tempo
da história da prova até então.
Quando os trajes tecnológicos
foram abolidos, seu melhor até
2012 havia sido 2:11.47. Pensava-se que ele era um dos
nadadores que só nadava bem
com trajes, mas esse ano fez
2:09 e provou o contrário, entrando entre os melhores do
ranking mundial.
Em sua primeira grande competição internacional, vom
Lehn foi bronze no Mundial de
Xangai, no ano passado, com
apenas 19 anos. Atenção para
seu final de prova, que surpreendeu a todos, afinal ele virou
os primeiros 50m em 5º e os
100m e 150m em 6º, superando no final, entre outros, o favorito ao pódio Eric Shanteau,
dos Estados Unidos.
6. SCOTT WELTZ, USA
25 anos, 1ª Olimpíada
2:09.01 (jun/2012)
7. ANDREW WILLIS, GBR
21 anos, 1ª Olimpíada
2:09.33 (mar/2012)
8. P. SAMILIDIS, GRE
18 anos, 1ª Olimpíada
2:09.72 (mai/2012)
9. CLARK BURCKLE, USA
24 anos, 1ª Olimpíada
2:09.72 (jun/2012)
10. LAURENT CARNOL, LUX
22 anos, 2ª Olimpíada
2:09.78 (jan/2012)
Weltz foi a maior surpresa da
seletiva americana, ao derrotar
os favoritos Brendan Hansen e
Eric Shanteau. A surpresa foi,
antes de tudo, por ele não ser
um novato (já tem 25 anos) e
nunca ter se destacado antes.
Em 2008, na seletiva olímpica,
sua melhor posição foi um 30º
lugar. Nunca conseguiu uma
final A em NCAA. Seu melhor
tempo nos 200m era 2:12.37.
À época da seletiva britânica, o
tempo de Willis foi o melhor do
ranking mundial. Foi a redenção para ele e Michael Jamieson, que haviam ficado em
quarto e terceiro nos 100m peito, respectivamente. Andrew é
treinado por seu pai, Nigel Willis. Ele é o recordista nacional
dos 200m peito em piscina curta, com um tempo obtido em
2011, ou seja, após a era dos
trajes tecnológicos.
Samilidis foi campeão europeu
junior no ano passado nos 50m
e 100m peito, mas evoluiu nos
200m, e agora inexplicavelmente tem bons tempos nos
50m e 200m, e não nos 100m.
Ele está entre os 10 primeiros
do ranking mundial nos 50m e
200m peito, mas nos 100m está em 47º. Ele busca ser o primeiro medalhista grego na natação desde a primeira Olimpíada, em 1896.
Ao contrário de seu compatriota Scott Weltz, Burckle está na
elite da natação americana há
algum tempo e foi finalista nos
200m peito e 400m medley na
seletiva americana de 2008, e
já foi campeão no NCAA. Ele é
irmão de Caroline Burckle,
bronze no 4x200m livre em
Pequim 2008. Apesar de não
ser velocista, tem um dos melhores tempos de reação do
mundo: na seletiva americana,
foi de 0.62.
Carnol treina e estuda química
na Universidade de Loughborough, na Inglaterra. Se destaca por ser um ótimo aluno,
tendo recebido prêmios por
seu desempenho acadêmico.
Em 2008, ele ficou nas eliminatórias dos 200m peito, mas agora deseja repetir o feito de
Laury Koster, única nadadora
de Luxemburgo a alcançar
uma final olímpica, em 1924,
curiosamente também nos
200m peito.
200m PEITO MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1908
MAIORES VENCEDORES
Yoshiyuki Tsuruta (JPN) – 1928 e 1932
Kosuke Kitajima (JPN) – 2004 e 2008
MAIORES MEDALHISTAS
Y. Tsuruta (JPN) e Kosuke Kitajima (JPN) – 2 ouros
John Hencken (USA), David Wilkie (GBR) e Norbert
Rózsa (HUN) – 1 ouro e 1 prata
Reizo Koike (JPN) e Nick Gillingham (GBR) – 1 prata e
1 bronze
Teófilo Yldefonso (PHI) – 2 bronzes
QUEM MAIS NADOU (3 PARTICIPAÇÕES)
24 atletas nadaram 3 vezes
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Erwin Sietas (GER) – 1928, 1932 e 1936
Teófilo Yldefonso (PHI) – 1928, 1932 e 1936
Egon Henninger (GER) – 1960, 1964 e 1968
Nick Gillingham (GBR) – 1988, 1992 e 1996
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Håkan Malmrot (SWE) sobre Thor Henning (SWE) em
1920 (4.8s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
John Davies (AUS) sobre Bowen Stassforth (USA) em
1952 (0.3s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Yoshiyuki Tsuruta (JPN), 28a9m12d em 1932
MAIS VELHO MEDALHISTA
William Robinson (GBR), 2º em 1908, 38a0m25d
MAIS NOVO VENCEDOR
Ian O'Brien (AUS), 17a7m12d em 1964
MAIS NOVO MEDALHISTA
Dániel Gyurta (HUN), 2º em 2004, 15a3m14d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
Japão
6
3
2
Estados Unidos
5
3
6
Hungria
2
4
0
Grã-Bretanha
2
3
1
Austrália
2
2
0
Alemanha
1
3
2
União Soviética
1
2
2
Suécia
1
1
1
Itália
1
0
1
México
1
0
0
Canadá
1
0
0
Bélgica
0
1
0
África do Sul
0
1
0
Filipinas
0
0
2
Finlândia
0
0
1
Holanda
0
0
1
Suíça
0
0
1
Espanha
0
0
1
Rússia
0
0
1
França
0
0
1
T
11
14
6
6
4
6
5
3
2
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1908 Londres
Fred Holman (GBR), 3:09.2
1964 Tóquio
Ian O'Brien (AUS), 2:27.8
1972 Munique
John Hencken (USA), 2:21.55
1976 Montreal
David Wilkie (GBR), 2:15.11
1984 L. Angeles
Victor Davis (CAN), 2:13.34
1992 Barcelona
Mike Barrowman (USA), 2:10.16
MEDALHISTAS DE 2008
MEMÓRIA
Kosuke Kitajima (JPN) – 2:07.64
Disputará a prova em Londres.
1956 – Melbourne
Brenton Rickard (AUS) – 2:08.88
Disputará a prova em Londres.
Hugues Duboscq (FRA)
Não conseguiu classificação na seletiva
francesa.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Dániel Gyurta (HUN), 2:07.64
EUROPEU 2010
Dániel Gyurta (HUN), 2:08.95
1968 – Cidade do México
PAN-PACÍFICO 2010
Kosuke Kitajima (JPN), 2.08.36
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Brenton Rickard (AUS), 2:10.89
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Naoya Tomita (JPN), 2:10.36
MUNDIAL 2011
Dániel Gyurta (HUN), 2:08.41
PAN-AMERICANO 2011
Sean Mahoney (USA), 2:11.62
EUROPEU 2012
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Christian Sprenger, AUS
Tempo
2:07.31
Ano
2009
2. Eric Shanteau, USA
3. Kosuke Kitajima, JPN
4. Dániel Gyurta, HUN
2:07.42
2:07.51
2:07.64
2009
2008
2009
5. Giedrius Titenis, LTU
6. Brenton Rickard, AUS
2:07.80
2:07.89
2:08.17
2009
2009
2012
2:08.25
2:08.33
2011
2009
2:08.44
2009
10. Henrique Barbosa, BRA
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
1. Kosuke Kitajima, JPN
2. Ryo Tateishi, JPN
Tempo
2:08.00
2:08.17
Ano
2012
2012
3. Naoya Tomita, JPN
4. Dániel Gyurta, HUN
2:08.25
2:08.41
2011
2011
5. Brendan Hansen, USA
6. Marco Koch, GER
7. Christian vom Lehn, GER
2:08.50
2:08.74
2:08.97
2006
2012
2011
8. Scott Weltz, USA
9. Akihiro Yamaguchi, JPN
10. Eric Shanteau, USA
2:09.01
2:09.22
2:09.28
2012
2012
2011
RECORDES
Mundial: Christian Sprenger, AUS - 2:07.31 (2009)
Olímpico: Kosuke Kitajima, JPN - 2:07.64 (2008)
Sul-americ.: Henrique Barbosa, BRA - 2:08.44 (2009)
Brasileiro: Henrique Barbosa, BRA - 2:08.44 (2009)
Norte-americano: Eric Shanteau, USA - 2:07.42 (2009)
Europeu: Dániel Gyurta, HUN - 2:07.64 (2009)
Oceania: Christian Sprenger, AUS - 2:07.31 (2009)
Asiático: Kosuke Kitajima, JPN - 2:07.51 (2008)
Africano: Neil Versfeld, RSA - 2:09.61 (2009)
http://www.swimchannel.com.br
Já era o 10º dia de disputas dos Jogos e
o país sede ainda não havia conquistado
nenhum ouro. Ele veio de maneira emocionante, com Felipe Muñoz, que não era
um dos favoritos nos 200m peito. O milagre aconteceu depois dele passar os
primeiros 100 metros em quarto lugar e
assumir a liderança somente nos últimos
metros, para delírio da torcida. Mal terminou a prova e foi retirado d’água para
ser carregado, em lágrimas, ao redor da
piscina. É a única medalha de ouro mexicana na história da natação olímpica.
1996 – Atlanta
Dániel Gyurta (HUN), 2:08.60
7. Ryo Tateishi, JPN
8. Naoya Tomita, JPN
9. Marco Koch, GER
Em 1952, todos os finalistas utilizavam o
nado borboleta nos 200m peito, o que levou a FINA a separar os dois estilos.
Mas as controvérsias ainda estavam longe de terminar. O vencedor de 1956, o
japonês Masaru Furukawa, venceu a
prova passando 75% do tempo embaixo
d’água. Isso levou a FINA a limitar o nado submerso e a criar a filipina, o que
ocasionou um aumento dos tempos dos
nadadores para os Jogos seguintes.
Com muita tradição no nado de peito, a
Hungria fez a dobradinha em 1996 com
Norbert Rózsa e Károly Güttler. O russo
Andrei Korneyev, que chegou em terceiro, testou positivo para um estimulante e
teve sua medalha cassada, promovendo
o britânico Nick Gillingham ao pódio. Mas
na semana seguinte o Tribunal Arbitral
do Esporte revogou a suspensão de Korneyev e ele teve sua medalha devolvida.
O trauma só não foi maior para Gillingham porque ele já tinha uma prata e um
bronze nos 200m peito de 1988 e 1992.
O Brasil na prova
Willy Otto Jordan tem a melhor performance brasileira, com um 6º lugar em
1948. Apesar de essa ser seu melhor
desempenho olímpico, Otto Jordan é conhecido por um outro feito: foi o primeiro
brasileiro a nadar os 100m livre abaixo
do minuto, em 1940. Apesar de ser o único brasileiro finalista na prova, de 1932
a 1988, o Brasil só não teve representante em 1980. No entanto, nenhum brasileiro nadou em 1992, 1996 e 2000, uma fase ruim do nado de peito brasileiro, que
depois disso voltou a se fortalecer.
Lendas – Victor Davis
Victor Davis foi um dos nadadores canadenses mais renomados. Em sua curta
carreira (se aposentou aos 25 anos), bateu recordes mundiais no nado de peito e
foi campeão Olímpico, Mundial, PanPacífico e da Comunidade Britânica. Na
Olimpíada de Los Angeles 1984, foi prata
nos 100m e ouro nos 200m peito, prova
em que superou seu próprio recorde
mundial e venceu com a maior margem
de vantagem na prova desde 1924. Alguns meses após deixar as piscinas, em
1989, foi atropelado por um carro depois
de sair de uma casa noturna em Montreal. Davis morreu dois dias depois. Suas
cinzas foram jogadas ao mar com um
punhado da raia 5 da piscina da Universidade de Southern California, na qual
ele havia nadado para ganhar seu ouro
olímpico.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 5 – 200m BORBOLETA FEM.
Filme repetido?
Por Daniel Takata Gomes
CHINESAS ESPERAM REPETIR O FEITO DE PEQUIM E XANGAI: DOBRADINHA NO PÓDIO
O resultado dos 200m borbo feminino em
Pequim, há quatro anos, foi talvez o mais
surpreendente da natação olímpica. As
chinesas Liu Zige e Jiao Liuyang sequer
estavam entre as 10 melhores do mundo,
mas fizeram uma dobradinha inesperada,
ambas abaixo do recorde mundial. Além
de ser a campeã olímpica, Zige é a atual
recordista mundial, com um tempo absurdo obtido em 2009 que na época foi o
índice técnico mais forte de todos os recordes. Zige ficou com o bronze no último Mundial, prova ganha pela compatriota Liuyang. Seria natural que a dobradinha tivesse boas possibilidades de se
repetir. Mas, assim como Jessicah Schipper e Otylia Jedrzejczak chegaram
a 2008 favoritas mas não conseguiram o
ouro, pode acontecer o mesmo com as
chinesas. Isso porque a japonesa Natsumi
Hoshi fez o melhor tempo da história sem
trajes têxteis esse
Ellen Gandy, Jiao
ano e mostrou uma
Liuyang e Liu Zige
prova muito madura,
sem se afobar, com
uma volta muito forte. Além disso, Zige
não teve um bom
Campeonato Chinês
e correu o risco de
não ser convocada o foi somente pelo
histórico. A britânica
Ellen Gandy perdeu
o ouro do Mundial
para Liuyang por apenas quatro centési- chipper, por sua vez, desta vez está atramos e também deve brigar. Sua compa- sada e precisará mais do que experiência
triota Jemma Lowe tem como melhor para derrotar as mais jovens. Joanna
tempo 2:05 baixo, mas isso foi antes do Maranhão também nadará a prova e ela
Mundial do ano passado. Desde então, o diz que sente-se tão preparada para os
melhor que fez foi nadar um segundo a- 200m borbo quanto para as provas de
cima da marca. Capacidade ela tem. S- medley. Pode vir uma surpresa boa.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. LIU ZIGE, CHN
23 anos, 2ª Olimpíada
2:04.40 (abr/2011)
2. JIAO LIUYANG, CHN
20 anos, 2ª Olimpíada
2:04.44 (abr/2011)
3. NATSUMI HOSHI, JPN
21 anos, 2ª Olimpíada
2:04.69 (abr/2012)
4. JEMMA LOWE, GBR
22 anos, 2ª Olimpíada
2:05.36 (jun/2011)
5. ELLEN GANDY, GBR
20 anos, 2ª Olimpíada
2:05.59 (jul/2011)
Zige foi uma grande surpresa
ao vencer a prova em 2008,
melhorando três segundos em
relação ao seu melhor tempo
anterior. Ela e Oussama Mellouli, nos 1500m, foram os únicos vencedores a não estarem
balizados entre os 10 primeiros. Zige provocou controvérsia, pois treinou um tempo com
Ken Wood, técnico de sua adversária Jessicah Schipper, e
Wood vendeu programas de
treino para o treinador de Liu.
Apesar de ter sido uma surpresa em Pequim 2008, Liuyang
não apareceu do nada. Ela havia nadado o Mundial de 2007
e terminado na quarta posição.
Ela nadou o Mundial Militar no
Rio no ano passado e venceu
as três provas de borboleta.
Viajou para a China para o
Mundial de Xangai onde teve
somente alguns dias de readaptação ao fuso e mesmo assim venceu os 200m borboleta.
Hoshi disse que em Pequim
2008 estava feliz apenas por
fazer parte da seleção japonesa. Agora, seu objetivo é mais
alto. No último Mundial, ficou
fora do pódio por apenas um
centésimo. "Não quero nunca
mais ter esse sentimento horrível novamente." Ela passa lento e tem volta forte. "Sei que
minhas rivais me odeiam por
causa disso. Só preciso tomar
cuidado para não passar muito
devagar."
Lowe ficou aliviada por ter
conseguido a vaga britânica na
segunda posição, depois de ter
ficado em 3º nos 100m. Jessica Dickons, amiga de Lowe e
Gandy, cresceu junto com elas
na equipe Smart Track, e não
teve a mesma sorte: ficou na
terceira posição, assim como
em 2008, ficando pela segunda
vez consecutiva sem a vaga
olímpica por muito pouco.
Gandy, experiente, prata no
Mundial de 2011, executou um
erro primário que quase custou
sua vaga olímpica na prova durante a seletiva olímpica: começou a prova muito forte, foi
assim até os 150m e morreu
no final (parciais: 27-30-3235!!). "Foi a prova mais dolorosa da minha vida." Seu técnico
Rohan Taylor não gostou nada. "Precisamos analisar o que
aconteceu para que isso não
aconteça de novo."
6. MIREIA BELMONTE, ESP
21 anos, 2ª Olimpíada
2:06.25 (mar/2011)
7. CAMILLE ADAMS, USA
20 anos, 1ª Olimpíada
2:06.52 (jun/2012)
8. JESSICAH SCHIPPER, AUS
25 anos, 3ª Olimpíada
2:06.64 (jul/2011)
9. KATINKA HOSSZÚ, HUN
23 anos, 2ª Olimpíada
2:07.03 (mai/2012)
10. KATHLEEN HERSEY, USA
Mireia gosta muito do Brasil e
já esteve três vezes competindo no país. A primeira foi no
Mundial Junior de 2006, quando conquistou dois ouros. Em
2011 e 2012 nadou o Troféu
Maria Lenk pelo Flamengo.
Quando criança, chegou a jogar tênis. "Mas eu era muito
nova e achava as regras difíceis. Para mim, era mais fácil
nadar." Escolha sábia. Hoje, no
entanto, ela tem em Rafael
Nadal um de seus ídolos.
Adams disputou os 400m medley na seletiva americana,
mas terminou em terceiro. O
trauma nem foi tão grande
porque ela ficou muito longe da
segunda colocada. Depois,
venceria os 200m borbo usando a hoje exótica respiração
lateral. Ela foi a segunda classificada do time do Texas&AM.
A primeira havia sido Breeja
Larson, nos 100m peito, uma
surpresa – Adams, por sua
vez, estava entre as favoritas.
Schipper é uma das australianas mais experientes. Em
2009, foi escolhida como a melhor nadadora australiana do
ano, um prêmio concorridíssimo no país. Ela bateu o recorde mundial da prova em 2006,
mas poderia ter batido antes,
no Mundial de 2005, quando
sua rival Otylia Jedrzejczak
chegou na frente com uma
chegada irregular, com uma
mão, mas polemicamente não
foi desclassificada.
Hosszú, campeã mundial dos
400m medley em 2009, tem no
medley sua especialidade. Não
ligava muito para o borboleta,
tanto que nem nadou a prova
na Olimpíada de 2008. Mas
depois do bronze no Mundial
de 2009 resolveu dar mais atenção à prova, ganhou os dois
Europeus do período e, apesar
de sequer ter chegado á semi
no Mundial do ano passado,
fez bons tempos em 2012, nadando quatro vezes para 2:07.
Hersey tem em seus pais sua
maior inspiração. Ela é adotada, e sua mãe faleceu esse
ano de câncer. Seu pai usa
uma cadeira de rodas desde a
década de 80, mas mantém
uma vida ativa. Hersey conquistou quatro ouros no Pan do
Rio 2007. Ela espera se recuperar da performance na final
dos 200m borbo em Pequim,
um dia que, segundo ela, “tudo
deu errado”, desde o ônibus
atrasado até o traje errado.
22 anos, 2ª Olimpíada
2:07.72 (jun/2012)
200m BORBOLETA FEMININO HISTÓRIA E NÚMERO
MEDALHISTAS DE 2008
NÚMEROS GERAIS
MEMÓRIA
Liu Zige (CHN) – 2:04.18
EM OLIMPÍADAS
1968 – Cidade do México
Disputará a prova em Londres.
Desde 1968
Jiao Liuyang (CHN) – 2:04.72
MAIOR VENCEDORA
Disputará a prova em Londres.
Jessicah Schipper (AUS) – 2:06.26
Ninguém venceu mais de uma vez
A holandesa Ada Kok era conhecida como a “Gigante Gentil”, pela sua altura
(1,83m) e pela sua simpatia. Mas ela não
parecia predestinada a vencer uma Olimpíada, apesar de bater recordes mundiais e dominar competições internacionais. Em 1964, ficou com duas pratas.
Em 1968, sua performance estava ainda
pior – um quarto e um sétimo. Por isso,
poucos acreditavam nela nos 200m borboleta. Mas, virando para os últimos 50
metros na terceira posição, chegou na
frente por somente um décimo. Sua vitória causou comoção e foi uma das mais
comemoradas pelos presentes.
Disputará a prova em Londres.
MAIORES MEDALHISTAS
Susan O'Neill (AUS) – 1 ouro, 1 prata e 1 bronze
QUEM VENCEU DESDE 2008
Petria Thomas (AUS) – 2 pratas e 1 bronze
MUNDIAL 2009
Jessicah Schipper (AUS), 2:03.41
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
EUROPEU 2010
María Peláez (ESP) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Katinka Hosszú (HUN), 2:06.71
Mette Jacobsen (DEN) – 1992, 1996, 2000 e 2004
PAN-PACÍFICO 2010
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Jessicah Schipper (AUS), 2:06.90
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Susan O'Neill (AUS) – 1992, 1996 e 2000
Jessicah Schipper (AUS), 2:07.04
Mette Jacobsen (DEN) – 1996, 2000 e 2004
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Petria Thomas (AUS) – 1996, 2000 e 2004
Jiao Liuyang (CHN), 2:05.79
MUNDIAL 2011
Otylia Jędrzejczak (POL) – 2000, 2004 e 2008
Jiao Liuyang (CHN), 2:05.55
Yuko Nakanishi (JPN) – 2000, 2004 e 2008
PAN-AMERICANO 2011
Kim Vandenberg (USA), 2:10.54
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Mary T. Meagher (USA) sobre Karen Phillips (AUS) em
1984 (3.66s)
EUROPEU 2012
Katinka Hosszú (HUN), 2:07.28
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
TOP 10 ALL-TIME
Ines Geissler (GDR) sobre Sybille Schünrock (GDR)
em 1980 (0.01s)
Nadador
1. Liu Zige, CHN
2. Jessicah Schipper, AUS
Tempo
Ano
2:01.81
2:03.41
2009
2009
MAIS VELHA VENCEDORA
3. Mary Descenza, USA
2:04.14
2009
Susan O'Neill (AUS), 22a11m24d em 1996
4. Katinka Hosszú, HUN
2:04.27
2009
MAIS VELHA MEDALHISTA
5. Jiao Liuyang, CHN
2:04.44
2011
Petria Thomas (AUS), 2ª em 2004, 28a11m24d
6. Natsumi Hoshi, JPN
7. Ellen Gandy, GBR
2:04.69
2:04.83
2012
2009
MAIS NOVA VENCEDORA
8. Aurore Mongel, FRA
2:05.09
2009
Andrea Pollack (GDR), 15a2m11d em 1976
9. Jemma Lowe, GBR
2:05.36
2011
MAIS NOVA MEDALHISTA
10. Gong Jie, CHN
2:05.38
2012
Andrea Pollack (GDR), 1ª em 1976, 15a2m11d
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
Ano
2011
O Brasil na prova
2:04.44
2:04.69
2011
2012
A melhor colocação foi obtida por Maria
Isabel Guerra, um 21º lugar em 1972. Além dela, nadaram Rosemary Ribeiro
(27º em 1976) e Joanna Maranhão (22º
em 2008).
P
B
T
Estados Unidos
4
1
3
8
4. Jemma Lowe, GBR
2:05.36
2011
8
5. Gong Jie, CHN
2:05.38
2012
6. Jessicah Schipper, AUS
2:05.40
2006
2:05.59
2:05.61
2011
2005
1
Austrália
1
4
4
9
China
1
2
0
3
7. Ellen Gandy, GBR
8. Otylia Jedrzejczak, POL
Holanda
1
0
0
1
9. Susan O'Neill, AUS
2:05.81
2000
10. Misty Hyman, USA
2:05.88
2000
Polônia
1
0
0
1
Alemanha Ocid.
0
0
1
1
Irlanda
0
0
1
1
Japão
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
RECORDES
Mundial: Liu Zige, CHN - 2:01.81 (2009)
Olímpico: Liu Zige, CHN - 2:04.18 (2008)
Sul-americ.: Joanna Maranhao, BRA - 2:09.41 (2009)
Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA - 2:09.41 (2009)
Norte-americ.: Mary Descenza, USA - 2:04.14 (2009)
Europeu: Katinka Hosszú, HUN - 2:04.27 (2009)
Oceania: Jessicah Schipper, AUS - 2:03.41 (2009)
1972 Munique
Karen M-Thornton (USA), 2:15.57
2008 Pequim
Liu Zige (CHN), 2:04.18
A chinesa Liu Zige conquistou a única
medalha de ouro na natação para o país
sede em 2008. Foi uma surpresa, pois
ela não constava entre as melhores do
ranking mundial. Ela derrotou a australiana recordista mundial Jessicah Schipper, o que causou controvérsia, pois foi
descoberto que o técnico de Schipper,
Ken Wood, havia vendido programas de
treinamento para o técnico de Zige.
Tempo
O
4
2008 – Pequim
2:04.40
País
3
A australiana Susan O’Neill era a campeã olímpica, não perdia a prova fazia
seis anos e havia acabado de superar o
lendário recorde mundial de Mary T. Meagher de 18 anos. A americana Misty
Hyman não estava cotada sequer para o
pódio por muitas razões. Sua principal
força. o nado submerso, havia sido limitado a 15 metros. Asmática, teve sua
condição agravada e quase abandonou o
esporte antes da seletiva americana. Em
Sydney, ficou doente e perdeu treinos. E
ela era conhecida por morrer no final da
prova. Mas isso não aconteceu em Sydney, onde ela melhorou seu tempo em
quatro segundos. Foi uma das maiores
surpresas da história. O silêncio das arquibancadas era desolador, lembrando o
“Maracanazzo” de 1950. Tanto que todos
puderam ouvir uma incrédula Hyman gritar “Oh my God!” por onze vezes.
Nadador
1. Liu Zige, CHN
2. Jiao Liuyang, CHN
3. Natsumi Hoshi, JPN
Alemanha Or.
2000 – Sydney
Asiático: Liu Zige, CHN - 2:01.81 (2009)
Africano: Kathryn Meaklim, RSA - 2:09.41 (2008)
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Lendas – Mary T. Meagher
Se houve uma nadadora que esteve a
frente de seu tempo, ela foi a americana
Mary T. Meagher. Seus recordes nas
provas de borboleta estabelecidos em
1981 duraram quase 20 anos, e até hoje
os tempos figuram entre os melhores da
história. Ficou conhecida como “Madame
Butterfly”, em analogia à ópera italiana
de Giácomo Puccini. Não pôde disputar
os Jogos de 1980 devido ao boicote, mas
em 1984 foi absoluta nas provas de borbo e no revezamento medley. Como não
tinha adversárias, seu maior objetivo até
o final da carreira foi superar seus recordes, o que não conseguiu. Competiu até
1988, quando não teve uma boa performance nos Jogos de Seul – seu melhor
tempo do ano lhe daria o ouro nos 200m
borbo, mas só conseguiu o bronze.
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DIA 5 – 100m LIVRE MASCULINO
Contra o retrospecto
Por Daniel Takata Gomes
JAMES MAGNUSSEN NADA PARA SUPERAR RECENTES TRAUMAS AUSTRALIANOS NA PROVA
Em 2000, Michael Klim bateu o recorde
mundial dos 100m livre abrindo o revezamento, mas não chegou ao pódio da
prova individual. Em 2008, Eamon Sullivan foi além: recordes mundiais no revezamento e na semifinal dos 100m, mas
também perdeu o ouro. Por isso, James
Magnussen pode sentir a pressão de uma
Austrália inteira nas costas: ele é o único
australiano líder do ranking mundial e atual campeão mundial. Mas isso não parece abalá-lo. Melhorou ainda mais na seletiva, ameaçou o recorde mundial de Cesar Cielo e caminha a passos largos para
o primeiro ouro australiano da prova desde 1968. Cielo, por sua vez, tenta a única
grande conquista em provas de velocidade que lhe resta. A tarefa é dificílima, ainda mais com outro australiano, James
Roberts, no meio do caminho. Como
Roberts se comportará é uma incógnita,
pois é estreante em
James Magnussen
competições internacionais. Para Cielo,
uma ida de 22.6 como no Mundial de
Xangai e uma volta
de 24.5 como o Pan
de Guadalajara resultaria em um tempo
semelhante ao de
Magnussen. Mas outros também podem
brigar, como o canadense Brent Hayden, medalhista de prata no Mundial do Mundial de Curta de 2010. E, fechando a
ano passado. O francês William Meynard, lista de candidatos ao pódio, o americano
que tirou Cielo do pódio do Mundial por Nathan Adrian, de quem se esperava
apenas um centésimo, não se classificou. mais na seletiva americana. Isso porque
Em seu lugar, Yannick Agnel pode vir será necessário 47 para medalha. Nicolas
embalado por um bom 200m livre, e Fa- Nilo já foi finalista mundial e tem chanbien Gilot, que já incomodou Cielo no ces de repetir o feito.
BALIZAMENTO – TOP 10
21 anos, 1ª Olimpíada
47.10 (mar/2012)
2. JAMES ROBERTS, AUS
21 anos, 1ª Olimpíada
47.63 (mar/2012)
3. CESAR CIELO, BRA
25 anos, 2ª Olimpíada
47.84 (out/2011)
4. BRENT HAYDEN, CAN
28 anos, 3ª Olimpíada
47.95 (jul/2011)
5. YANNICK AGNEL, FRA
20 anos, 1ª Olimpíada
48.02 (mar/2012)
Magnussen é treinado por
Brant Best na mesma piscina
onde foi realizada os Jogos Olímpicos de Sydney 2000. Coincidentemente, foi nessa piscina onde Pieter Hoogenband
marcou 47.84 nos 100m livre,
marca que durou por 11 anos
como melhor tempo da história
em trajes têxteis. O tempo seria superado pelo próprio Magnussen, no Mundial de Xangai
2011
Roberts, com seu tempo de
47.63, foi a grande surpresa da
seletiva australiana. Seu tempo
foi exatamente o mesmo que
Magnussen fez no Mundial de
2011. Além disso e de terem o
mesmo primeiro nome, Roberts e Magnussen nasceram
no mesmo dia: 11 de abril de
1991, ambos pesam 90 kg e
ambos tem 1.95m! Seu avô,
Ron Roberts, foi um lendário
jogador de rúgbi das décadas
de 40 e 50.
Sucessor de Gustavo Borges,
Cielo começou a brilhar exatamente quando Gustavo encerrava a carreira. A primeira
medalha de Cielo no Troféu
Brasil foi em 2004, no 4x100m
livre, a última medalha de Gustavo na competição, que dividia time com Cielo. A primeira
competição de nível mundial
de Cielo foi o Mundial de Curta
de 2004, a primeira em que
Gustavo não participou. Lá,
Cielo foi prata no 4x100m livre.
Hayden já conquistou medalhas em todos os tipos de
competições internacionais.
Foi campeão mundial dos
100m livre em 2007. No entanto, em duas Olimpíadas, não
conseguiu medalha. Em 2008,
teve uma chance enorme. Abriu o revezamento 4x100m livre para 47.56, tempo que lhe
daria o bronze na prova individual. No entanto, sequer chegou à final. Sorte de Cielo, que
terminou em 3º com 47.67.
Agnel desistiu dos 400m livre,
prova em que tinha reais chances de medalha, para se concentrar mais em velocidade.
Funcionou e fez um tempo excepcional na seletiva francesa
nos 100m livre para quem
sempre foi meio fundista. Seu
nome é derivado da lenda do
tênis Yannick Noah, de quem
hoje ele é grande amigo. “Ele é
como um irmão mais velho para mim”, diz ele.
6. NATHAN ADRIAN, USA
23 anos, 2ª Olimpíada
48.05 (jul/2011)
7. FABIEN GILOT, FRA
28 anos, 3ª Olimpíada
48.13 (jul/2011)
8. GRAEME MOORE, RSA
28 anos, 1ª Olimpíada
48.15 (jul/2011)
9. NIKITA LOBINTSEV, RUS
23 anos, 2ª Olimpíada
48.21 (abr/2012)
10. LUCA DOTTO, ITA
22 anos, 1ª Olimpíada
48.24 (jul/2011)
Os olhos puxados de Adrian
não são por acaso: sua mãe é
chinesa. Ele tem uma medalha
de ouro por ter nadado a eliminatória do 4x100m livre em
2008. Nos últimos quatro anos,
ele foi o único nadador do
mundo que bateu Cesar Cielo
nos 50m livre (Pan-Pacífico de
2010), mas, ironicamente, não
nadará a prova na Olimpíada
por ter ficado em terceiro na
Seletiva Americana.
Gillot e Camille Lacourt, seu
companheiro de treinos em
Marselha, compuseram um rap
às vésperas do Mundial de
Xangai, no ano passado. A inusitada parceria, chamada
Marseille-Shanghai, versa sobre o dia a dia dos nadadores
e a preparação para a competição. Gilot é um dos franceses
que nos últimos anos chegaram perto de bater Cielo, mas
sem sucesso – em seu caso,
no Mundial de Curta de 2010.
Moore vive nos Estados Unidos, onde se graduou esse
ano na Universidade de Berkeley. Ele é candidato ao pódio.
Mas seu melhor tempo foi obtido abrindo o revezamento no
Mundai do ano passado. Na
prova individual, piorou quase
meio segundo e ficou fora da
final. Esse ano, decepcionou
no Campeonato Sul-Africano e
fez somente 49.56, ficando em
quarto lugar. Terá que mostrar
mais consistência.
Em Pequim, Lobintsev era fundista e nadou 400m e 1500m,
além do revezamento 4x200m
medalha de prata. Nos anos
seguintes, tornou-se meio fundista, com tempos expressivos
nos 200m e 400m. Esse ano,
fez tempos ruins nas duas provas na seletiva russa e parecia
fora da Olimpíada. Eis que
surpreendentemente revelouse uma faceta de velocista e
ele fez um dos melhores tempos do mundo nos 100m livre.
Em 2010, Dotto tornou-se o
segundo italiano a nadar os
100m livre abaixo dos 49 segundos em trajes têxteis – o
primeiro fora o bicampeão
mundial Filippo Magnini. No
ano anterior, ainda na categoria Junior, ele bateu, também
nos 100m, um recorde italiano
de categoria lendário: pertencia a Giorgio Lamberti desde
1989. Lamberti foi um grande
nadador recordista mundial
dos 200m livre por 10 anos.
1. JAMES MAGNUSSEN, AUS
100m LIVRE MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1896 (disputado em 1904 como 100 jardas)
MAIORES VENCEDORES
Duke Kahanamoku (USA) (1912 e 1920), Johnny Weissmuller
(USA) (1924 e 1928), Alexander Popov (RUS) (1992 e 1996) e
Pieter Hoogenband (NED) (2000 e 2004)
MAIORES MEDALHISTAS
Duke Kahanamoku (USA) e Alexander Popov (RUS) – 2 ouros
e 1 prata
MEDALHISTAS DE 2008
Alain Bernard (FRA) – 47.21
Estará em Londres só para revezamento.
Eamon Sullivan (AUS) – 47.32
Estará em Londres para reveza e 50m livre.
Cesar Cielo (BRA ) e Jason Lezak (USA) –
47.67
Cieli disputará a prova em Londres, mas Lezak nadará somente revezamento
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Stéfan Voléry (SUI) – 1980, 1984, 1988 e 1992
Alexander Popov (RUS) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Carl Probert (FIJ), José Meolans (ARG) e Pieter Hoogenband
(NED) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (4)
Pieter Hoogenband (NED) – 1996, 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Johnny Weissmuller (USA) sobre Duke Kahanamoku (USA)
em 1924 (2.4s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
John Devitt (AUS) sobre Lance Larson (USA) em 1960 (0s) –
decisão dos juízes
MAIS VELHO VENCEDOR
Duke Kahanamoku (USA), 30a0m5d em 1920
MAIS VELHO MEDALHISTA
Duke Kahanamoku (USA), 2º em 1924, 33a10m26d
MAIS NOVO VENCEDOR
Yasuji Miyazaki (JPN), 15a9m23d em 1932
MAIS NOVO MEDALHISTA
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Cesar Cielo (BRA), 46.91
EUROPEU 2010
Alain Bernard (FRA), 48.49
PAN-PACÍFICO 2010
Nathan Adrian (USA), 48.15
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Brent Hayden (CAN), 47.98
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Tae-Hwan Park (KOR), 48.70
MUNDIAL 2011
James Magnussen (AUS), 47.63
PAN-AMERICANO 2011
Cesar Cielo (BRA), 47.84
EUROPEU 2012
Filippo Magnini (ITA), 48.77
Yasuji Miyazaki (JPN), 1º em 1932, 15a9m23d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
12
10
8
30
Austrália
3
3
2
8
Hungria
3
2
1
6
Holanda
2
0
0
2
Japão
1
3
2
6
Rússia
1
1
0
2
França
1
0
2
3
Alemanha Or.
1
0
0
1
Com. Est. Indep.
1
0
0
1
Suécia
0
1
4
5
Brasil
0
1
3
4
Áustria
0
1
0
1
Australásia
0
1
0
1
Grã-Bretanha
0
1
0
1
África do Sul
0
1
0
1
Alemanha
0
0
1
1
União Soviética
0
0
1
1
Alemanha Ocid.
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1908 Londres
Charlie Daniels (USA), 1:05.6
1912 Estocolmo
Duke Kahanamoku (USA), 1:02.6 (el.)
1912 Estocolmo
Duke Kahanamoku (USA), 1:02.4 (sf)
1920 Antuérpia
Duke Kahanamoku (USA), 1:00.4
1956 Melbourne
Jon Henricks (AUS), 55.4
1964 Tóquio
Steve Clark (USA), 52.9 (rev.)
1968 C. México
Mike Wenden (AUS), 52.2
1972 Munique
Vladimir Bure (URS), 52.26 (rev.)
1972 Munique
Mark Spitz (USA), 51.22
1976 Montreal
Jim Montgomery (USA), 50.39 (sf)
1976 Montreal
Jim Montgomery (USA), 49.99
2000 Sydney
Michael Klim (AUS), 48.18 (rev.)
2000 Sydney
Pieter Hoogenband (NED), 47.84 (sf)
2008 Pequim
Eamon Sullivan (AUS), 47.24 (rev.)
2008 Pequim
Alain Bernard (FRA), 47.20 (sf)
2008 Pequim
Eamon Sullivan (AUS), 47.05 (sf)
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Cesar Cielo, BRA
2. Eamon Sullivan, AUS
3. James Magnussen, AUS
4. Alain Bernard, FRA
5. Frédérick Bousquet, FRA
6. Brent Hayden, CAN
7. David Walters, USA
8. Stefan Nystrand, SWE
9. Michael Phelps, USA
10. Jason Lezak, USA
Tempo
46.91
47.05
47.10
47.12
47.15
47.27
47.33
47.37
47.51
47.58
Ano
2009
2008
2012
2009
2009
2009
2009
2009
2008
2008
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. James Magnussen, AUS
47.10
2012
2. James Roberts, AUS
47.63
2012
3. Pieter Hoogenband, NED
47.84
2000
4. Cesar Cielo, BRA
47.84
2011
5. Stefan Nystrand, SWE
47.91
2007
6. Brent Hayden, CAN
47.95
2011
7. William Meynard, FRA
48.00
2011
8. Yannick Agnel, FRA
48.02
2012
9. Nathan Adrian, USA
48.05
2011
10. Michael Phelps, USA
48.08
2011
RECORDES
Mundial: Cesar Cielo, BRA - 46.91 (2009)
Olímpico: Eamon Sullivan, AUS - 47.05 (2008)
Sul-americano: Cesar Cielo, BRA - 46.91 (2009)
Brasileiro: Cesar Cielo, BRA - 46.91 (2009)
Norte-americano: Brent Hayden, CAN - 47.27 (2009)
Europeu: Alain Bernard, FRA - 47.12 (2009)
Oceania: Eamon Sullivan, AUS - 47.05 (2008)
Asiático: Takuro Fujii, JPN - 48.49 (2009)
Africano: Lyndon Ferns, RSA - 47.79 (2009)
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MEMÓRIA
1924 – Paris
Em 1922, o americano Johnny Weissmuller entrou
para a história da natação ao se tornar o primeiro
homem a nadar os 100m livre abaixo do minuto. Na
final olímpica de 1924, ele encararia o bicampeão olímpico, Duke Kahanamoku, e seu irmão, Samuel Kahanamoku. O jovem Weissmuller estava receoso que
os irmãos tivessem alguma tática em conjunto para
vencê-lo, mas o experiente Duke o tranquilizou antes
da prova. Relaxado, Weissmuller saiu forte e venceu
tranquilamente.
1960 – Roma
A mais polêmica disputa da história da natação olímpica. O americano Lance Larson e o australiano John
Devitt terminaram aparentemente empatados. Seis
juízes votaram e três deram a vitória para cada um.
Quando os tempos eletrônicos foram consultados,
marcavam 55.1 para Larson e 55.2 para Devitt. O
tempo nos centésimos também dava vantagem para
o americano. Mas o árbitro principal, um alemão, ordenou que o tempo de Larson fosse alterado para
55.2 e deu a vitória para Devitt. Apesar de muitos protestos, o resultado foi mantido e causa controvérsia
até hoje.
1972 – Munique
Mark Spitz já tinha cinco ouros, e um sexto, no revezamento 4x100m medley, parecia garantida. Ele não
se sentia confiante o suficiente para nadar os 100m
livre. Para ele, era melhor terminar com seis ouros do
que com seis ouros e uma prata. Mas seu técnico
Sherm Chavoor disse que se ele não nadasse os
100m livre, também não nadaria o revezamento. E
além disso, disse que seria um galinha se não nadasse a prova. Isso foi demais para Spitz , que decidiu
nadar a prova e venceu com recorde mundial.
1992 - Barcelona
Em seu primeiro título olímpico, Alexander Popov
passou para 24.03 e voltou para 24.99, a primeira vez
na história que um nadador voltava abaixo de 25 segundos, um feito ainda difícil hoje em dia, 20 anos
depois.
2000 - Sydney
Eric Moussambani, de Guiné Equatorial, entrou para
a história por terminar a prova em 1:52.72, quase
morrendo, o pior tempo da história olímpica. Virou celebridade instantaneamente, por representar o que
muitos definem como espírito olímpico. Até foi convidado por Michael Klim para surfar na Austrália.
O Brasil na prova
Sem nenhuma dúvida, a prova brasileira mais tradicional. A começar pelo fato que é a única prova
que contou com representantes brasileiros em todas as edições que a natação do país participou,
desde 1920. Em relação ao número de finais disputadas (cinco), o aproveitamento de medalhas é
expressivo: quatro, com os bronzes de Manuel
dos Santos (1960), Gustavo Borges (1996) e Cesar Cielo (2008), além da prata chorada de Borges
de 1992 após o placar não acusar seu tempo e de
sua segunda colocação ter sido anunciada somente após uma conferência por vídeo. Brasileiros nadaram a prova nada menos que 36 vezes.
Lendas – Duke Kahanamoku
O havaiano Duke Kahanamoku era grandioso em
tudo. Nasceu em um palácio e seu nome foi uma
homenagem ao Duque de Edinburgo. Kahanamoku foi bicampeão nos 100m livre em 1912 e 1920,
e seria tri caso a Guerra não tivesse suspendido
os Jogos de 1916. Foi prata em 1924, atrás de
Johnny Weissmuller. Além de um dos maiores nadadores da história, também é considerado uma
lenda do surfe, esporte que ajudou a popularizar.
Em 1925, chegou a salvar várias vidas com sua
prancha após um naufrágio. Também estrelou alguns filmes em Hollywood em papéis pequenos.
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DIA 5 – 4x200m LIVRE FEMININO
Pela volta da hegemonia
Por Daniel Takata Gomes
DEPOIS DA DERROTA DE 2008, AMERICANAS VOLTAM A SER FAVORITAS
O 4x200m livre feminino foi disputado
pela primeira vez somente em 1996. Desde então, as americanas vinham estabelecendo uma tradição, que foi abalada com
a derrota sofrida em 2008, a primeira na
história olímpica. A Austrália, então liderada por uma iluminada Stephanie Rice,
surpreendeu e liderou de ponta a ponta.
Os Estados Unidos não tiveram as quatro
nadadoras em suas melhores performances, algo necessário quando se quer um
ouro olímpico. Na época, Allison Schmitt piorou quase dois segundos – dois
segundos foi o tempo que no final separou australianas e americanas, com as
chinesas entre elas. Schmitt agora é o
principal nome, com experiência e não
deve vacilar novamente. As americanas
não tiveram muita dificuldade para vencer o Mundial do ano passado, e é o que
se espera de uma equipe que tem Schmitt
e Melissa Franklin.
As australianas têm
uma equipe mais regular, mas terão que
se superar para conseguir o ouro, pois
não há nenhuma fora
de série como as duas já citadas. Os destaques são Kylie
Palmer e Bronte
Barratt. A China,
atual prata olímpica
e recordista mundial,
é uma força. Pela superação que já mostraram, é bom americanas e australianas
tomarem cuidado. A França, que terminou longe do pódio no Mundial, conta
agora com uma Camille Muffat em
grande fase, e ela pode representar o que
falta para a luta por medalhas. O mesmo
Perdue, Vollmer,
Franklin e Schmitt
não se pode falar da Itália, que apesar de
contar com Federica Pellegrini, não tem
o equilíbrio necessário para o pódio. Esse
é o melhor revezamento do Canadá, quarto melhor balizado. Completando a final
teórica, a Grã-Bretanha e a Hungria, times que contam com fundistas de peso.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. ESTADOS UNIDOS
7:46.14 (jul/2011)
2. AUSTRÁLIA
7:47.42 (jul/2011)
3. CHINA
7:47.66 (jul/2011)
4. CANADÁ
7:52.02 (jul/2011)
5.HUNGRIA
7:52.12 (jul/2011)
À exceção de Allison Schmitt,
a equipe americana deve ser
inteiramente diferente da que
nadou a final de 2008, o que é
uma raridade em grandes seleções, que em geral conseguem manter ao menos dois
integrantes entre ciclos olímpicos. Uma das que fizeram parte daquele time, Caroline Burckle, é irmã de Clark Burckle,
que em Londres irá nadar os
200m peito.
Kylie Palmer foi a Pequim para
nadar somente os 800m livre
como prova individual. No revezamento 4x200m, os técnicos australianos resolveram utilizar nadadoras reservas na
eliminatória. Palmer foi selecionada somente para a final, o
que representou a nada usual
situação de sua primeira nadada em Olimpíada ser logo em
uma final, particularmente com
ouro e recorde mundial.
O revezamento chinês tem sido presença constante no pódio: prata em 2008, campeão
no Mundial de 2009 e bronze
no de 2011, além do recorde
mundial em 2009. Para se ter
uma ideia da força chinesa na
prova, três equipes fizeram, no
Campeonato Chinês deste ano, tempos que as colocariam
entre as 10 melhores seleções
balizadas na Olimpíada.
Apesar de ter o quarto tempo,
obtido no Mundial do ano passado, o time canadense terminou na sétima posição. Isso
porque a marca foi obtida na
eliminatória, o que fez a equipe
acreditar em medalha (classificou-se na segunda posição).
Mas na final o tempo foi piorado em mais de um segundo e
meio, deixando as canadenses
bem longe do pódio.
Se houvesse um revezamento
4x200m medley (cada parcial
de 200m medley), a Hungria
estaria bem servida. Na final
do revezamento 4x200m livre
do Mundial de 2011, nadou
com Evelyn Verrasztó, Zsuzsanna Jakabos e Katinka
Hosszú, três destaques internacionais do medley. Apenas
Agnes Mutina é especialista
nos 200m livre.
6. FRANÇA
7:52.22 (jul/2011)
7. ITÁLIA
7:52.90 (mai/2012)
8. GRÁ-BRETANHA
7:53.31 (jul/2011)
9. NOVA ZELÂNDIA
7:56.55 (jul/2011)
10. JAPÃO
7:57.82 (jul/2011)
A França tem o trunfo de Camille Muffat, que em relação ao
tempo que fez no revezamento
no Mundial de Xangai 2011
agora é três segundos mais
rápida. Caso Laure Manaudou,
que voltou da aposentadoria,
nadasse a prova, a França poderia ter chances de vencer a
prova – Manaudou já foi recordista mundial. Mas ela optou
somente por nadar provas de
costas.
Em 2009, no Mundial de Roma, a Itália tinha esperanças
que o 4x200m feminino subisse ao pódio, afinal contava
com Federica Pellegrini e a
campeã dos 1500m Alessia Filippi. Mas a equipe se classificou nas eliminatórias no sufoco, e em entrevista Pellegrini
criticou as companheiras na
frente delas. Elas melhoraram
e chegaram em quarto na final,
mas o barraco de Pellegrini repercutiu negativamente.
Em 2008, a Grã-Bretanha ficou
com a prata no Mundial de curta. Além disso, contava com
Rebecca Adlington e Joanne
Jackson, medalhistas olímpicas nos 400m livre. Por isso,
tinha chances de pódio. Em
Pequim, no entanto, poupou
suas nadadoras na eliminatória
e não chegou à final. Adlington
diz que, desta vez, o quarteto
titular deve nadar já na eliminatória para evitar o ocorrido.
A Nova Zelândia jamais disputou a final olímpica da prova.
Em 2008, foi desclassificada, e
em 2009 sequer nadou a prova
no Mundial de Roma. Mas no
Mundial de 2011 conseguiu
classificação para a final, terminando na oitava posição.
Apesar de ter poucas chances
de medalhas, a Nova Zelândia
vai com quatro revezamentos
para Londres, número que países como Holanda e Brasil não
alcançaram.
Apesar de não ter muita tradição em provas de livre, o Japão passou perto de medalhar
em 1996 – terminou em 4º. A
equipe era liderada por Suzu
Chiba, finalista olímpica dos
200m e 400m livre, e que também ficou conhecida por brigar
com a Federação Japonesa,
que por motivos não claros resolveu deixá-la de fora dos Jogos de 2000, apesar de ter feito o segundo tempo do mundo
nos 200m livre em 1999.
4x200m LIVRE FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Austrália – 7:44.31
Disputará a prova em Londres.
China – 7:45.93
Disputará a prova em Londres.
Estados Unidos – 7:46.33
Disputará a prova em Londres.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1996
MAIORES VENCEDORAS
Jenny Thompson (USA) – 1996 e 2000
Lindsay Benko (USA) – 2000 e 2004
MEMÓRIA
1996 – Atlanta
O 4x200m livre masculino é o revezamento olímpico mais antigo, mas inexplicavelmente a versão feminina foi incluída
no programa somente em 1996. Na edição inaugural, a alemã Franziska van
Almsick abriu a prova com um tempo que
lhe daria o ouro na prova individual, em
que terminou com a prata.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
MAIOR MEDALHISTA
2004 – Atenas
China, 7:42.08
EUROPEU 2010
Franziska van Almsick (GER) – 1 prata e 2 bronzes
QUEM MAIS NADOU (3 PARTICIPAÇÕES)
Hungria, 7:52.49
PAN-PACÍFICO 2010
Franziska van Almsick (GER) – 1992, 1996 e 2004
Estados Unidos, 7:51.21
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Austrália, 7:53.71
JOGOS ASIÁTICOS 2010
China, 7:51.81
MUNDIAL 2011
Karen Pickering (GBR) – 1996, 2000 e 2004
Solenne Figués (FRA) – 1996, 2000 e 2004
Josefin Lillhage (SWE) – 2000, 2004 e 2008
Estados Unidos, 7:46.14
PAN-AMERICANO 2011
Meike Freitag (GER) – 2000, 2004 e 200
Yang Yu (CHN) – 2000, 2004 e 200
2008 – Pequim
Estados Unidos, 8:01.18
EUROPEU 2012
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Itália, 7:52.90
Franziska van Almsick (GER) – 1992, 1996 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. China
2. Estados Unidos
3. Austrália
4. Grã-Bretanha
5. Itália
6. Hungria
7. Shandong, CHN
8. França
9. Canadá
10. Alemanha
Estrados Unidos sobre China em 2004 (2.55s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidos sobre Austrália em 2000 (0.72s)
MAIS VELHA VENCEDORA
Jenny Thompson (USA), 27a6m25d em 2000
MAIS VELHA MEDALHISTA
Kerstin Kielgass (GER), 3ª em 2000, 30a9m14d
Tempo
7:42.08
7:42.56
7:44.31
7:45.51
7:46.57
7:48.04
7:48.21
7:48.44
7:49.14
7:50.82
Ano
2009
2009
2008
2009
2009
2009
2009
2009
2009
2006
MAIS NOVA VENCEDORA
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
Dana Vollmer (USA), 16a9m5d em 2004
MAIS NOVA MEDALHISTA
Emma Johnson (AUS), 3ª em 1996, 16a5m1d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
3
0
1
4
Austrália
1
1
1
3
China
0
2
0
2
Alemanha
0
1
2
3
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
1. Estados Unidos
2. Austrália
3. China
4. Alemanha
5. Canadá
6. Hungria
7. França
8. Itália
9. Grã-Bretanha
10. Shanghai, CHN
7:46.14
7:47.42
7:47.66
7:50.82
7:52.02
7:52.12
7:52.22
7:52.90
7:53.31
7:54.76
2011
2011
2011
2006
2011
2011
2011
2012
2011
2012
RECORDES
Mundial: China - 7:42.08 (2009)
Olímpico: Austrália - 7:44.31 (2008)
Sul-americano: Brasil - 8:05.29 (2004)
Brasileiro: Brasil - 8:05.29 (2004)
Norte-americano: Estados Unidos - 7:42.56 (2009)
Europeu: Grã-Bretanha - 7:45.51 (2009)
Ano
Nadador e tempo
2004 Atenas
Estados Unidos, 7:53.42
Oceania: Austrália - 7:44.31 (2008)
2008 Pequim
Austrália, 7:44.31
Asiático: China - 7:42.08 (2009)
Africano: África do Sul - 8:12.74 (2011)
http://www.swimchannel.com.br
No Mundial de 2003, os Estados Unidos
haviam chegado perto do fortíssimo recorde mundial da Alemanha Oriental, que
permanecia desde 1987. Em 2004, com
um time mais forte, a marca finalmente
caiu, com as americanas superando o
tempo em dois segundos. A americana
Natalie Coughlin não havia nadado os
200m livre, mas abriu o revezamento
com um tempo que lhe daria o ouro na
prova individual.
A Austrália terminou com a invencibilidade americana na prova na história olímpica, com uma vitória incontestável: superaram em nada menos que seis segundos o recorde mundial anterior, uma
vantagem impressionante mesmo com
trajes tecnológicos. Foi o terceiro ouro de
Stephanie Rice naquela Olimpíada, todos
com recordes mundiais. Os Estados Unidos ainda perderam a prata para uma
surpreendente equipe chinesa.
O Brasil na prova
O Brasil só participou uma vez do revezamento 4x200m livre feminino, e foi
uma participação inesquecível. Em 2004,
Joanna Maranhão, Mariana Brochado,
Monique Ferreira e Paula Baracho alcançaram a final e terminaram na 7ª posição.
É a última final conseguida por um revezamento brasileiro até a presente data,
incluindo os masculinos. E foi somente a
segunda vez que um revezamento feminino do Brasil foi finalista (a outra foi no
4x100m livre em 1948).
Lendas – Kristin Otto
A alemã oriental Kristin Otto chegou sob
grande expectativa aos Jogos de 1988.
Afinal, privada da disputa de Los Angeles
1984 devido ao boicote, ela havia conquistado três ouros no Mundial de 1982,
quatro no Mundial de 1986 e cinco no
Europeu de 1987. Em Seul, ela fez ainda
melhor e venceu seis provas (50m, 100m
e 4x100m livre, 100m borboleta, 100m
costas e 4x100m medley). Unanimimente, foi escolhida a melhor atleta de toda a
Olimpíada de Seul pelo painel do COI.
Otto, que já havia sido recordista mundial
dos 200m livre, certamente integraria (e
venceria) o 4x200m livre da Alemanha
Oriental, então recordista mundial, mas a
prova não fazia parte do programa feminino da época. Caso isso tivesse ocorrido, ela teria igualado os sete ouros de
Mark Spitz.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 6 – 200m PEITO FEMININO
Um nível acima
Por Daniel Takata Gomes
SE EXISTE ALGUM SUPER FAVORITO NESSA OLIMPÍADA, ESSE ALGUÉM É REBECCA SONI
Nem Phelps, nem Lochte, nem Franklin,
nem Pellegrini, nem ninguém. Talvez Sun
Yang. Mas mesmo o chinês, muito à frente dos adversários nos 1500m, não têm a
mesma hegemonia que a americana Rebecca Soni possui nos 200m peito feminino. Ela sim é a maior favorita ao ouro
em toda essa Olimpíada. Em 2008, foi
uma surpresa ao vencer a prova contra
uma quase imbatível Leisel Jones. Hoje,
ela tem mais de um segundo de vantagem
sobre a concorrente mais próxima e está
próxima do recorde mundial. Para ajudar,
teve uma experiência inesquecível no
Mundial de 2009, quando passou muito
forte e teve uma morte histórica, e desde
então sabe que não pode mais cometer
se tipo de erro. Depois disso, aniquilou
todas as adversárias e não deixou pedra
sobre pedra. Para a prata, teoricamente
também existe uma favorita: a russa Yu-
lia Efimova, pela
sua performance no
Mundial do ano passado. Mas seu segundo melhor tempo
é um segundo e meio
acima, e esse ano está somente na 10ª
posição no ranking
mundial. Ela terá
que provar que não
foi uma performance
única. E, a exemplo
dos 200m peito masculino, poderia haver várias japonesas lutando pelo pódio - são quatro entre as seis
melhores do ano. Por isso, Satomi Suzuki e Kanako Watanabe têm boas chances. A americana Micah Lawrence surpreendeu na seletiva de seu país não só
pela classificação mas pelo tempo, que
Rebecca Soni
também a credencia ao pódio. A recordista mundial Annamay Pierse não se classificou na seletiva canadense, e por isso o
número de pretendentes ao pódio fica ainda mais restrito – a não ser que surja
uma grande surpresa. Afinal, 2:24 não
deverá ser suficiente.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. REBECCA SONI, USA
24 anos, 2ª Olimpíada
2:21.03 (jul/2011)
2. YULIA EFIMOVA, RUS
20 anos, 2ª Olimpíada
2:22.22 (jul/2011)
3. SATOMI SUZUKI, JPN
21 anos, 1ª Olimpíada
2:22.99 (abr/2012)
4. MICAH LAWRENCE, USA
22 anos, 1ª Olimpíada
2:23.03 (jun/2012)
5. KANAKO WATANABE, JPN
Soni é a nadadora americana
mais condecorada do último
ciclo olímpico. Foi escolhida a
melhor nadadora do mundo
pela tradicional revista Swimming World em 2010 e 2011.
Pela FINA, foi eleita em 2010.
Busca o feito inédito de ser a
primeira a vencer os 200m peito feminino em duas Olimpíadas. Soni namora Ricky Berens, que irá nadar os 200m
livre em Londres.
Efimova é veloz e resistente, e
foi medalhista no Mundial de
Xangai nos 50m, 100m e 200m
peito, um feito difícil de ser alcançado em qualquer estilo –
foi campeã nos 50m. Antes de
se mudar para os Estados Unidos, ela treinava na Rússia
sob comando de Irina Vyatchanina, mãe do medalhista
olímpico de costas Arkady
Vyatchanin. Foi ela a responsável pela construção de Efimova como nadadora.
Apesar de ter velocidade (está
entre as melhores balizadas
nos 100m peito), o forte de Suzuki nos 200m é sua segunda
metade de prova. Na seletiva
japonesa, virou para os últimos
50 metros na terceira posição,
mais de um segundo e meio
atrás da líder. Mas bateu o recorde nacional com uma volta
espetacular de 1:12.65. Nem
Rebecca Soni consegue ter
uma volta dessa – no Mundial,
Soni voltou para 1:13.42.
Quando criança, Lawrence encontrou o medalhista olímpico
Josh Davis na igreja que ela
frequentava, e ela e outras crianças tiveram a oportunidade
de tocar suas medalhas olímpicas. Ela diz que desde então
tem o sonho de disputar uma
Olimpíada. Apesar de ser um
nome relativamente desconhecido, sua classificação não foi
uma surpresa total, pois já havia sido campeã nacional no
ano passado.
Durante a seletiva, Watanabe
nadou mal os 100m peito, piorando um segundo, não conseguindo classificação. Pela
sua inexperiência, poucos acreditavam que ela seria capaz
de se redimir nos 200m, mas
foi o que aconteceu. Por sua
juventude e por nadar a mesma prova, sua história lembra
a de Kyoko Iwasaki, surpresa
em 1992 ao se tornar a mais
jovem campeã olímpica da história da natação.
6. TERA VAN BEILEN, CAN
19 anos, 1ª Olimpíada
2:24.03 (mar/2012)
7. ANASTASIA CHAUN, RUS
23 anos, 1ª Olimpíada
2:24.13 (abr/2012)
8. SUN YE, CHN
23 anos, 2ª Olimpíada
2:24.24 (abr/2011)
9. JI LIPING, CHN
23 anos, 1º Olimpíada
2:24.29 (abr/2011)
10. RIKKE PEDERSEN, DEN
23 anos, 1ª Olimpíada
2:24.35 (jun/2012)
Van Beilen teve uma vitória
surpreendente na seletiva canadense, por ter superado Annamay Pierse, recordista mundial, e Martha McCabe, bronze
no Mundial de 2011. Van Beilen foi ouro nos 100m peito na
1ª Olimpíada da Juventude,
em Cingapura, em 2010, mas
não melhorava seus tempos
desde 2009. Se ela chegar ao
pódio, esperem muito choro,
pois ela desabou em lágrimas
ao se classificar para os Jogos.
Chaun, campeã europeia em
2010, era esperança no Mundial de Xangai 2011, mas teve
que desistir por uma suposta
lesão causada durante a coleta
de sangue em um exame antidoping. Seu pai e técnico Eduard disse que processaria a
agência de doping russa, devido a falhas ocasionaram o
problema, mas as investigações não foram conclusivas e
nenhuma relação entre os fatos foi encontrada.
Ye já tem uma medalha olímpica: ela foi bronze no 4x100m
medley em Pequim. Mas é especialista mesmo nos 200m,
tendo conquistado nos últimos
anos diversos títulos, como o
Campeonato Asiático de 2009
e a Universíade de 2011. Ela é
conhecida por sua frieza: nascompetições, ela fica tão tranquila que ninguém diria que ela
está para entrar na água. Ficou
em quarto no Mundial de 2011,
a 28 centésimos do bronze.
Liping foi medalha de bronze
nos 100m peito no Mundial do
ano passado, mas também
tem tem tempos expressivos
nos 200m. No entanto, sua
compatriota Sun Ye, que tem
tempo similar, tem se dado
melhor, pois Liping não tem
conseguido nadar bem a prova
nas competições importantes.
No Mundial de 2011, aumentou
três segundos e ficou fora da
semi. No Campeonato Chinês
deste ano, nadou para 2:26.
Atual recordista europeia de
curta nos 100m e 200m peito,
Pedersen já está há alguns
anos na elite da natação mundial. Sua maior conquista é o
bronze nos 200m peito no
Mundial de Curta de 2010, depois de ter perdido o bronze
nos 100m por apenas um centésimo. Na longa, tem participado de finais, mas em Mundiais o máximo que conseguiu
foram sextos lugares, em 2009
e 2011.
15 anos, 1ª Olimpíada
2:23.56 (abr/2012)
200m PEITO FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
MEDALHISTAS DE 2008
MEMÓRIA
EM OLIMPÍADAS
Rebecca Soni (USA) – 2:20.22
Disputará a prova em Londres.
1928 – Amsterdã
Desde 1924
Leisel Jones (AUS) – 2:22.05
MAIOR VENCEDORA
Preferiu não disputar vaga na seletiva australiana.
Sara Nordenstam (NOR) – 2:23.02
Disputará a prova em Londres.
Ninguém venceu mais de uma vez
MAIORES MEDALHISTAS
Amanda Beard (USA) – 1 ouro, 1 prata e 1 bronze
Halyna Stepanova (URS) – 1 ouro e 2 bronzes
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Manuela Dalla Valle (ITA) – 1984, 1988, 1992 e 1996
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Nađa Higl (SRB), 2:21.62
EUROPEU 2010
Anastasia Chaun (RUS), 2:23.50
Brigitte Becue (BEL) – 1988, 1992, 1996 e 2000
Amanda Beard (USA) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
1936 – Berlim
PAN-PACÍFICO 2010
Rebecca Soni (USA), 2:20.69
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Éva Székely (HUN) – 1948, 1952 e 1956
Amanda Beard (USA) – 1996, 2000 e 2004
Masami Tanaka (JPN) – 1996, 2000 e 2004
Leisel Jones (AUS), 2:25.38
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Ágnes Kovács (HUN) – 1996, 2000 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Darae Jeong (KOR), 2:25.02
MUNDIAL 2011
Rebecca Soni (USA), 2:21.47
Marina Koshevaya (URS) sobre Maryna Yurchenia
(URS) em 1976 (2.73s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
PAN-AMERICANO 2011
Ashley McGregor (CAN), 2:28.04
EUROPEU 2012
Lina Kačiušyt÷ (URS) sobre Svetlana Varganova
(URS) em 1980 (0.07s).
MAIS VELHA VENCEDORA
Sara Nordenstam (NOR), 2:26.91
MAIS VELHA MEDALHISTA
TOP 10 ALL-TIME
Ursula Happe (GER), 1ª em 1956, 30a1m10d
Nadador
1. Annamay Pierse, CAN
Tempo
2:20.12
Ano
2009
2. Rebecca Soni, USA
3. Leisel Jones, AUS
4. Rie Kaneto, JPN
2:20.22
2:20.54
2:20.72
2008
2006
2009
5. Qi Hui, CHN
6. Naña Higl, SRB
2:21.37
2:21.62
2:21.97
2009
2009
2009
2:22.22
2:22.24
2011
2009
2:22.44
2004
Kyoko Iwasaki (JPN), 14a0m6d em 1992
MAIS NOVA MEDALHISTA
Inge Sørensen (DEN), 3ª em 1936, 12a0m24d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
3
6
2
11
7. Mirna Jukić, AUT
8. Yulia Efimova, RUS
9. Joline Hostman, SWE
União Soviética
3
2
5
10
Austrália
2
3
0
5
Alemanha
2
2
4
8
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Hungria
2
2
2
6
Japão
2
1
0
3
Grã-Bretanha
2
0
2
4
Nadador
1. Leisel Jones, AUS
2. Rebecca Soni, USA
Tempo
2:20.54
2:20.69
Ano
2006
2010
Holanda
1
1
0
2
Canadá
1
0
0
1
3. Yulia Efimova, RUS
4. Amanda Beard, USA
2:22.22
2:22.44
2011
2004
Alemanha Or.
1
0
0
1
África do Sul
1
0
0
1
5. Qi Hui, CHN
6. Satomi Suzuki, JPN
7. Micah Lawrence, USA
2:22.99
2:22.99
2:23.03
2001
2012
2012
China
0
2
0
2
Iugoslávia
0
1
0
1
Dinamarca
0
0
2
2
8. Anastasia Chaun, RUS
9. Kanako Watanabe, JPN
10. Penelope Heyns, RSA
2:23.50
2:23.56
2:23.64
2010
2012
1999
Bélgica
0
0
1
1
Bulgária
0
0
1
1
Noruega
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
10. Amanda Beard, USA
RECORDES
Mundial: Annamay Pierse, CAN - 2:20.12 (2009)
Olímpico: Rebecca Soni, USA - 2:20.22 (2008)
Sul-americano: Carolina Mussi, BRA - 2:27.42 (2009)
Brasileiro: Carolina Mussi, BRA - 2:27.42 (2009)
Ano
Nadador e tempo
1960 Roma
Anita Lonsbrough (GBR), 2:49.5
1976 Montreal
Marina Koshevaya (URS), 2:33.35
Oceania: Leisel Jones, AUS - 2:20.54 (2006)
1988 Seul
Silke Hörner (GDR), 2:26.71
2008 Pequim
Rebecca Soni (USA), 2:20.22
Asiático: Rie Kaneto, JPN - 2:20.72 (2009)
Africano: Penelope Heyns, RSA - 2:23.64 (1999)
Norte-americ.: Annamay Pierse, CAN - 2:20.12 (2009)
Europeu: Naña Higl, SRB - 2:21.62 (2009)
http://www.swimchannel.com.br
Esse ano marcou a aparição do estilo
borboleta em provas de peito, com a brasileira Maria Lenk, que foi eliminada na
semifinal. A medalhista de bronze, Inge
Sørensen, da Dinamarca, aos 12 anos, é
a atleta mais nova, em todos os esportes, a conquistar uma medalha olímpica
em uma prova individual. A vencedora
japonesa Hideko Maehata carregava
consigo um papel com uma oração. Ela o
leu uma última vez antes de subir no bloco e então engoliu o papel.
1992 – Barcelona
Ursula Happe (GER), 30a1m10d em 1956
MAIS NOVA VENCEDORA
A holandesa Hildegard Schrader superou
o recorde olímpico em nada menos que
18 segundos já nas eliminatórias. Na
semifinal, igual o recorde mundial. Na final, venceu a prova, mas fez seu pior
tempo naquela Olimpíada. A explicação:
seu maiô arrebentou. Mesmo assim,
conseguiu terminar a prova. Mas teve
que ficar na piscina até que seu maiô
fosse remendado.
Na seletiva americana, Anita Nall, de apenas 15 anos, superou o recorde mundial duas vezes. Mas em Barcelona ela
teve como desafiante outra adolescente.
Seis dias antes da final dos 200m peito,
a japonesa Kyoko Iwasaki completou 14
anos, exatamente no mesmo dia que Nall
fez 16. Na prova, a inexperiente Nall saiu
muito forte e morreu nos metros finais.
Iwasaki, no entanto, apesar da juventude, fez uma prova controlada, saiu do
sexto lugar, foi para terceiro e assumiu a
liderança nos últimos metros para se tornar a nadadora mais jovem da história a
conquistar um ouro olímpico.
O Brasil na prova
Maria Lenk é a nadadora com melhores
resultados do Brasil. Em 1932, chegou
na 9ª posição, e em 1936 na 12ª, já utilizando a recuperação dos braços por fora
d’água que daria origem ao nado borboleta. Seria favorita em 1940. Cristina Teixeira (40ª em 1972 e 31ª em 1976) e Tatiane Sakemi (40ª em 2008) foram as outras representantes do país na prova.
Lendas – Maria Lenk
Apesar de não ter nenhuma medalha olímpica, Maria Lenk sempre foi o nome
mais respeitado e homenageado da natação brasileira. Pioneira, foi a primeira
sulamericana a disputar uma Olimpíada,
em 1932. Em 1936, se aproveitando de
uma brecha no regulamento, nadou os
200m e 400m peito com recuperação dos
braços por fora d’água. Era o início do
nado borboleta. Foi recordista mundial
das duas provas, mas, no auge da carreira, não pôde disputar as Olimpíadas de
1940, que foram canceladas pela Guerra.
Após encerrar a carreira, continuou difundindo a natação como professora de
educação física e nadadora de competições master. Mesmo após os 80 anos,
treinava todos os dias, e fez isso até o último dia de sua vida.
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DIA 6 – 200m COSTAS MASCULINO
Um pouco de tranquilidade
Por Daniel Takata Gomes
SEM PHELPS, LOCHTE TEM TEORICAMENTE SEU DESAFIO MAIS TRANQUILO. TEORICAMENTE
Foi nos 200m costas que Ryan Lochte,
depois de muito incomodar Phelps nas
provas de medley, sentiu pela primeira
vez o gosto da vitória em uma grande
competição, no Mundial de 2007, após
anos chegando atrás de Aaron Peirsol.
Nos anos seguintes ambos se alternaram
nas primeiras posições, mas Lochte venceu o mais importante duelo, nos Jogos
Olímpicos de Pequim. Com a aposentadoria de Peirsol, Lochte surge como
grande favorito. Mais de um segundo à
frente do japonês Ryosuke Irie, ele ainda
diz que cometeu muitos erros no Mundial
do ano passado e almeja o recorde mundial, apesar de ser muito difícil. Irie, líder
do ranking mundial, vem sendo consistente e tem nadado para 1:54 pesado ou
polido. É o favorito para ficar com a prata
– ele ficou em segundo nos dois últimos
Mundias de longa, perdendo para Lochte
no ano passado e para Peirsol em 2009,
neste chegando inclusive à frente de
Lochte. Ele já mostrou ter potencial para surpreender o americano.
Tyler
Clary estava um
pouco doente na seletiva americana e
pode melhorar bem,
ameaçando o japonês. Mas é mais provável que brigue pelo bronze com o polonês Radosław Kawęcki, que melhorou
muito esse ano no Campeonato Europeu e
surgiu como forte candidato ao pódio.
Quem também nadou bem esse ano foram
o húngaro Peter Bernek e o alemão JanPhilip Glania. Mas eles precisarão me-
Ryan Lochte
lhorar se quiserem brigar por medalhas. O
brasileiro Leonardo de Deus prioriza os
200m borboleta, mas também vem nadando bem essa prova e se tiver um bom
resultado em sua prova principal pode vir
motivado e conseguir um resultado surpreendente.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. RYAN LOCHTE, USA
27 anos, 3ª Olimpíada
1:52.96 (jul/2011)
2. RYOSUKE IRIE, JPN
22 anos, 2ª Olimpíada
1:54.03 (abr/2012)
3. TYLER CLARY, USA
23 anos, 1ª Olimpíada
1:54.69 (jul/2011)
4. RADOSŁAW KAWĘCKI, POL
21 anos, 1ª Olimpíada
1:55.28 (mai/2012)
5. JAN-PHILIP GLANIA, GER
23 anos, 1ª Olimpíada
1:55.87 (mai/2012)
Um dos grandes diferenciais
de Lochte é seu treino fora
d’água. Sua preparação física
é tão intensa que ele é conhecido por nadar muito mal as
competições preparatórias, por
estar sempre muito cansado.
Matt DeLancey, seu preparador físico, diz que Lochte é impressionante. “Trabalhei com
vários atletas, mas ele é o
mais durão. Ele não tem medo
de vomitar.”
Em 2009, Irie chegou a bater o
recorde mundial , mas o tempo
não foi homologado porque ele
usou um traje ainda não aprovado pela FINA. No entanto,
estranhamente, o tempo foi reconhecido como recorde japonês. Irie considera uma frustração ter ficado fora do pódio
em Pequim, em sua primeira
Olimpíada aos 18 anos. Um
nível de exigência que não assusta quando estamos falando
de japoneses.
Clary se diz o vice-campeão
mais feliz do mundo. Isso porque ele passou oito anos treinando para ir aos Jogos, perdeu a vaga em 2008 e também
perdeu a vaga nos 400m medley em 2012. Por isso, depois
de ficar em segundo nos 200m
borboleta e nos 200m costas
na seletiva americana, foi ao
êxtase. Ele é assumidamente
um nerd que gosta de estudar
inteligência artificial e processamento de computadores.
Kawęcki é totalmente especialista no nado de costas. Sempre foi seu melhor estilo, desde
que começou a nadar aos 10
anos, e disse em uma entrevista que muitas vezes seus tempos nas provas de costas eram
melhores que os de crawl.
Uma de suas armas é o nado
submerso, e diz ele que consegue ficar 75 metros submerso sem respirar.
Em 2011, Glania tatuou os aros olímpicos, para lembrar
constantemente seu sonho. O
que é incomum, já que a maioria dos atletas tatuam após garantir vaga olímpica. Um objetivo que esteve a perigo, pois
até 2011 seu melhor tempo era
de 1:58. Se ele mantivesse,
não se classificaria para a Olimpíada no Campeonato Alemão. Foi preciso 1:55, recorde
nacional que durava seis anos,
para conseguir a classificação.
6. PETER BERNEK, HUN
20 anos, 1ª Olimpíada
1:55.88 (mai/2012)
7. FENGLIN ZHANG, CHN
19 anos, 1ª Olimpíada
1:56.34 (abr/2011)
8. BENJAMIM STASIULIS, FRA
26 anos, 2ª Olimpíada
1:56.39 (mar/2012)
9. KAZUKI WATANABE, JPN
25 anos, 1ª Olimpíada
1:56.83 (abr/2012)
10. YANNICK LEBHERZ, GER
23 anos, 1ª Olimpíada
1:56.84 (mai/2012)
Bernek é uma revelação húngara e é, no masculino, um dos
poucos medalhistas de ouro da
primeira Olimpíada da Juventude de 2010 a estar entre os
bem cotados (o outro é o sulafricano Chad Le Clos). Na ocasião, Bernek venceu os
200m costas. Sua evolução
esse ano foi notável, pois em
2010 ele fez 1:59, no Mundial
de 2011 fez 1:58 e no Europeu
desse ano fez 1:55.
Apesar de ter feito seu melhor
tempo há mais de um ano,
Zhang vem mantendo regularidade. Sempre nada entre 1:56
e 1:57 e ficou em quarto no
Mundial do ano passado. Seu
primeiro recorde nacional na
prova foi em 2010, abaixando
o tempo de Ouyang Kunpeng,
um dos melhores chineses de
sua época, mas que, pego dopado, foi suspenso para sempre do esporte.
Esse ano, Stasiulis conseguiu
a vaga olímpica nos 100m costas, deixando de fora o campeão mundial Jérémy Stravius,
e bateu o recorde francês dos
200m costas, que era da época dos trajes. Ele também é
lembrado por, entre 2007 e
2008, ter tido um breve relacionamento com Laure Manaudou, depois que esta terminou o namoro com o italiano
Luca Marin.
A classificação de Watanabe
para os Jogos foi uma surpresa, pois ele deixou de fora
Yuuki Shirai, que terminou o
em 4º no ranking mundial de
2011. Watanabe é um sobrenome muito comum no Japão,
assim como o nome Kazuki.
Há alguns homônimos famosos, como o vocalista de uma
banda que fez sucesso no Japão no final dos anos 90, mas
que morreu aos 19 anos em
2000 devido a uma overdose.
Versátil, Lebherz também nada
provas de livre e medley. É inclusive o recordista alemão
dos 400m medley e nada a
prova em Londres, mas tem
mais chances nos 200m costas. Seu pai, Thomas Lebherz,
foi nadador da Alemanha Ocidental, disputou os Mundiais
de 1978 e 1986 e chegou a ser
campeão europeu do 4x100m
medley em 1985.
200m COSTAS MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1964 (também foi disputado em 1900)
MAIOR VENCEDOR
Roland Matthes (GDR) – 1968 e 1972
MAIOR MEDALHISTA
MEDALHISTAS DE 2008
Ryan Lochte (USA) – 1:53.94
Disputará a prova em Londres.
Aaron Peirsol (USA) – 1:54.33
Aposentou-se no final de 2010.
Arkady Vyachanin (RUS) – 1:54.93
Disputará a prova em Londres.
MEMÓRIA
1984 – Los Angeles
O americano Rick Carey era o recordista
mundial, e planejava melhorar sua marca
na final olímpica. Ele venceu, mas não
bateu seu recorde. Insatisfeito, fechou a
cara e sequer acenou para a torcida.
Mesmo quando recebeu sua medalha de
ouro, não esboçou um sorriso. Seu comportamento gerou um turbilhão de críticas, e ele teve que se desculpar formalmente. Ironicamente, três semanas depois, seu recorde seria quebrado por um
russo, que não participou dos Jogos devido ao boicote. Imagine como Carey deve ter ficado feliz...
Aaron Peirsol (USA) – 1 ouro e 2 pratas
QUEM MAIS NADOU (5 E 4 PARTICIPAÇÕES)
Rogério Romero (BRA) – 1988, 1992, 1996, 2000 e
2004
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Aaron Peirsol (USA), 1:51.92
EUROPEU 2010
Derya Büyükuncu (TUR) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Stanislav Donets (RUS), 1:57.18
PAN-PACÍFICO 2010
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Zoltán Verrasztó (HUN) – 1972, 1976 e 1980
Aaron Peirsol (USA) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Ernst Hoppenberg (GER) sobre Karl Ruberl (AUT) em
1900 (9s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Ryan Lochte (USA), 1:54.12
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
James Goddard (ENG), 1:55.58
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Ryosuke Irie (JPN), 1:55.45
MUNDIAL 2011
Thiago Pereira (BRA), 1:57.19
EUROPEU 2012
Martín López-Zubero competia pela Espanha, apesar de ter nascido e sido criado nos Estados Unidos, pois tinha dupla
cidadania (seu pai era espanhol). Seu
irmão, David, foi o primeiro nadador espanhol a conquistar uma medalha olímpica, nos 100m borboleta em 1980. Martín, por outro lado, conquistou o primeiro
ouro olímpico na natação para a Espanha em 1992, nos 200m costas, levando
ao delírio o público presente. Ele foi o recordista mundial da prova por oito anos.
Radosław Kawęcki (POL), 1:55.28
2004 – Atenas
Ryan Lochte (USA), 1:52.96
PAN-AMERICANO 2011
Jed Graef (USA) sobre Gary Dilley (USA) em 1964
(0.2s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Lenny Krayzelburg (USA), 24a11m24d em 2000
MAIS VELHO MEDALHISTA
Tripp Schwenk (USA), 2º em 1996, 25a1m9d
MAIS NOVO VENCEDOR
Sándor Wladár (HUN), 17a0m7d em 1980
MAIS NOVO MEDALHISTA
Sándor Wladár (HUN), 1º em 1980, 17a0m7d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Aaron Peirsol, USA
2. Ryosuke Irie, JPN
3. Ryan Lochte, USA
4. Tyler Clary, USA
5. Nicholas Thoman, USA
6. Michael Phelps, USA
7. Arkady Vyatchanin, RUS
8. Aschwin Wildeboer, ESP
9. Stanislav Donets, RUS
10. Radoslaw Kawecki, POL
Tempo
1:51.92
1:52.51
1:52.96
1:54.53
1:54.59
1:54.65
1:54.75
1:54.92
1:55.25
1:55.28
Ano
2009
2009
2011
2009
2009
2007
2009
2009
2009
2012
País
O
P
B
T
Estados Unidos
7
7
4
18
Alemanha Or.
2
1
0
3
Hungria
1
1
0
2
Alemanha
1
0
0
1
União Soviética
1
0
0
1
Espanha
1
0
0
1
Áustria
0
2
0
2
França
0
1
0
1
Com. Est. Indep.
0
1
0
1
Itália
0
0
2
2
Austrália
0
0
2
2
Holanda
0
0
1
1
Canadá
0
0
1
1
Nova Zelândia
0
0
1
1
Romênia
0
0
1
1
RECORDES
Rússia
0
0
1
1
Mundial: Aaron Peirsol, USA - 1:51.92 (2009)
Olímpico: Ryan Lochte, USA - 1:53.94 (2008)
Sul-americano: Omar Pinzon, COL - 1:56.40 (2009)
Brasileiro: Thiago Pereira, BRA - 1:57.19 (2011)
Norte-americano: Aaron Peirsol, USA - 1:51.92 (2009)
Europeu: Arkady Vyatchanin, RUS - 1:54.75 (2009)
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
1992 – Barcelona
O americano Aaron Peirsol era o favorito
absoluto e só um desastre tiraria dele a
vitória. E isso quase aconteceu. Ele venceu a prova com mais de dois segundos
de vantagem para o austríaco Markus
Rogan, mas logo depois foi anunciado
que ele foi desclassificado, supostamente por ter feito o movimento de pernada
antes da virada. Momentos de tensão se
seguiram até que a desclassificação foi
invalidada., com o argumento de que o
formulário de desclassificação estava
preenchido incorretamente. Mesmo Rogan se opôs a desclassificação, pois era
amigo pessoal de Peirsol. “Nada é mais
bonito que a amizade”, disse ele.
O Brasil na prova
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Ryan Lochte, USA
2. Ryosuke Irie, JPN
3. Aaron Peirsol, USA
4. Michael Phelps, USA
5. Tyler Clary, USA
6. Radosław Kawęcki , POL
7. Arkady Vyatchanin, RUS
8. James Goddard, GBR
9. Markus Rogan, AUT
10. Lenny Krayzelburg, USA
1:52.96
1:54.02
1:54.44
1:54.65
1:54.69
1:55.28
1:55.44
1:55.58
1:55.74
1:55.87
2011
2012
2006
2007
2011
2012
2006
2010
2007
1999
Ano
Nadador e tempo
1964 Tóquio
Jed Graef (USA), 2:10.3
1972 Munique
Roland Matthes (GDR), 2:02.82
Oceania: Ashley Delaney, AUS - 1:55.82 (2009)
1976 Montreal
John Naber (USA), 1:59.19
2008 Pequim
Ryan Lochte (USA), 1:53.94
Asiático: Ryosuke Irie, JPN - 1:52.51 (2009)
Africano: George Du Rand, RSA - 1:55.75 (2009)
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Das 12 participações brasileiras, Rogério
Romero é responsável por nada menos
que cinco. No entanto, a melhor colocação pertence a Ricardo Prado, que em
1984 chegou na quarta posição. Em todas suas participações, Rogério ficou entre os 16 melhores, com destaque para
as finais de 1988 (8º lugar) e 2000 (7º).
Em 1984, Djan Madruga alcançou a final
B e terminou na 12ª colocação geral.
Lendas –Roland Matthes
A Alemanha Oriental ficou na história da
natação devido às conquistas de suas
nadadoras, mas mesmo antes delas aparecerem para o mundo, um alemão já estava entre os grandes: Roland Matthes,
talvez o maior costista da história. Entre
1967 e 1974, não foi derrotado em nenhuma competição internacional no estilo, inclusive em duas Olimpíadas, e quebrou recordes mundiais 16 vezes. Também era excelente no borboleta e no livre. Seu apelido era “Rolls Royce da natação”. Foi casado com outra multimedalhista olímpica, a compatriota Kornelia Ender. Apesar do escândalo de doping que seria desmascarado anos depois na natação feminina da Alemanha
Oriental, jamais nenhuma suspeita pairou
sobre Matthes, hoje médico.
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DIA 6 – 200m MEDLEY MASCULINO
Fab Four
Por Daniel Takata Gomes
NO PAÍS DOS BEATLES, UM OUTRO QUARTETO PODE FAZER HISTÓRIA
Nunca na história quatro nadadores chegaram juntos à terceira final olímpica
consecutiva. É o que podem fazer Ryan
Lochte, Michael Phelps, László Cseh e
Thiago Pereira, os maiores nadadores do
mundo nos 200m medley desde 2004. No
ano passado, na maior batalha do Mundial de Xangai, Lochte se tornou o primeiro
nadador a bater um recorde mundial na
longa após a era dos trajes hi-tech, com
Phelps também melhorando seu tempo,
em sua melhor prova desde Pequim 2008.
Lochte está melhor nos fundamentos de
saídas e viradas, Phelps tem melhor final
de prova. Lochte terá a desvantagem de
nadar somente meia hora depois da final
dos 200m costas. Mesmo assim, o duelo é
imprevisível. O que é certo é que sobrará
somente um lugar no pódio. O favorito é
o húngaro Cseh, seja pela experiência,
por ser o atual prata olímpico, por ter fei-
to seu melhor tempo
sem trajes. Mas Thiago está batendo na
trave faz anos e fez
um bom tempo sem
polir no Mare Nostrum em Monte Carlo. Não dá para esperar um vacilo de
Cseh, logo Thiago
terá que mostrar algo
mais do que nos últimos mundiais e OThiago Pereira
limpíadas. Ele espera
ter conseguido isso após ter se juntado ao
Pro 16, grupo de treinamento de Cesar
Cielo. Para medalhar, parece que não sobrou mais lugar, mas gente rondando o
bronze não falta, como o veterano austríaco Markus Rogan e o britânico James
Goddard, especialistas no costas, e que
ao contrário de Lochte não nadarão os
200m costas em busca de uma melhor
chance no medley. Henrique Rodrigues
faz sua estreia olímpica, mas já disputou
Mundiais e foi finalista em curta em Dubai 2010. Com seu tempo, pode chegar à
semi, e uma final não é impossível.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. RYAN LOCHTE, USA
27 anos, 3ª Olimpíada
1:54.00 (jul/2011)
2. MICHAEL PHELPS, USA
27 anos, 4ª Olimpíada
1:54.16 (jul/2011)
3. LÁSZLÓ CSEH, HUN
26 anos, 3ª Olimpíada
1:56.66 (mai/2012)
4. THIAGO PEREIRA, BRA
26 anos, 3ª Olimpíada
1:57.11
5. MARKUS ROGAN, AUT
30 anos, 4ª Olimpíada
1:57.74 (jul/2011)
Quando criança, os professores de Lochte na natação eram
seus pais, e ele quase sempre
era mandado para o chuveiro
mais cedo por bagunçar demais. No entanto, ele credita a
sua mãe o desenvolvimento de
seus estilos. De acordo com
ele, ela se preocupou não em
treiná-lo demais, e sim corretamente, de modo que não enjoasse do esporte. Ele somente passou a treinar seriamente
quando entrou na high school.
Phelps costuma escrever os
tempos que quer fazer em um
papel. Isso começou quando
tinha 11 anos e seu técnico
Bob Bowman pediu para que
escrevesse os tempos que
queria fazer em três provas.
Seis meses depois, fez exatamente os tempos, até os centésimos. "Não sei como foi
possível, mas aconteceu", diz
Bowman. "Ele tem a perfeita
noção do que quer e o que fazer para alcançar."
Este ano, Cseh completou 15
medalhas em Europeus, sendo
11 de ouro. A despeito de vir
de um país com nomes como
Tamás Darnyi e Krisztina Egerszegi, ele é o húngaro mais
bem sucedido da competição,
além de ser o maior vencedor
individual de todos os tempos.
Em Jogos Olímpicos, seria um
fenômeno se não fosse
Phelps: todas suas quatro medalhas foram conseguidas derrotado pelo americano.
Em 2007, Thiago conquistou
oito medalhas no Pan do Rio e
bateu o recorde de Djan Madruga como atleta brasileiro
que mais conquistou medalhas
em uma edição. Djan confessa
que torceu contra, mas que o
recorde não poderia estar em
melhores mãos. Assim como
Djan, Thiago é um dos mais
versáteis nadadores brasileiros
da história - já foi recordista
sul-americano em todos os estilos exceto o borboleta.
Em 2004, Rogan foi prata nos
100m e 200m costas atrás de
Aaron Peirsol. Quando Peirsol
foi desclassificado nos 200m
(depois seria restituído), Rogan, que ganharia o ouro, mas
é amigo pessoal e então companheiro de treinos, prontamente protestou. Por isso, naquele ano, foi premiado pelo
Comitê Olímpico Europeu com
o prêmio Fair Play, concedido
anualmente. Rogan já competiu pelo Brasil pelo Minas.
6. JAMES GODDARD, GBR
29 anos, 3ª Olimpíada
1:57.79 (jul/2011)
7. MARKUS DEIBLER, GER
22 anos, 2º Olimpíada
1:57.82 (mai/2012)
8. KOSUKE HAGINO, JPN
17 anos, 1ª Olimpíada
1:58.01 (abr/2012)
9. JOE ROEBUCK, GBR
27 anos, 1ª Olimpíada
1:58.16 (mar/2012)
10. DANIEL TRANTER, AUS
20 anos, 1ª Olimpíada
1:58.19 (mar/2012)
Goddard tem o costas como
seu melhor estilo, e chegou ao
pódio no Mundial do ano passado nos 200m. Cientistas britânicos descobriram que Goddard nadou mais rápido que
Lochte. Mas nas viradas, 3m
antes e 6m depois, Lochte foi
nada menos que 2.3s mais rápido. Goddard abdicou da prova após uma cirurgia no ombro, se concentrando no medley, prova na qual terminou
em quarto lugar no Mundial.
Markus é irmão de Steffen
Deibler, representante alemão
nos 100m borboleta e recordista mundial dos 50m borbo na
curta. Mas Markus é quem tem
mais chances, sendo recordista alemão dos 200m. Markus e
Steffen já foram campeões europeus no mesmo revezamento 4x50m medley na curta,
lembrando os irmãos Zigarsky,
também alemães, que foram
bronze no 4x100m livre em Atlanta 1996.
Hagino sempre foi destaque
nas categorias inferiores. No
ano passado, ficou doente e
não disputou as seletivas para
o Mundial de Xangai. Quando
viu que seu compatriota Yuya
Horihata conquistou a medalha
de bronze nos 400m medley,
Hagino lembra que quase foi
às lágrimas. Pudera: Hagino é
mais rápido que ele. Esse ano,
melhorou mais de um segundo
nos 200m medley e como é jovem pode continuar evoluindo.
Roebuck foi um dos destaques
da seletiva britânica, com dois
ouros e uma prata. Ele disse
que uma vez havia conseguido
três ouros em um campeonato
nacional, mas dessa vez, por
ser ano olímpico, foi a melhor
competição de sua carreira.
Foi sua redenção após ter ficado de fora dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 por cerca de vinte centésimos.
Tranter baixou um segundo do
melhor tempo australiano sem
trajes de 2011 - de 2003 a
2010, por incrível que pareça,
a marca ficou em poder de
ninguém menos que Ian Thorpe. Ele e o outro australiano da
prova, Jayden Hadler, treinam
sob a batuta de Brant Best,
também técnico de James
Magnussen. Best é sem dúvida
o favorito para melhor técnico
australiano do ano.
200m MEDLEY MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
NÚMEROS GERAIS
MEMÓRIA
Michael Phelps (USA) – 1:54.23
EM OLIMPÍADAS
1972 – Munique
Disputará a prova em Londres.
Desde 1968
Em uma das provas mais fortes da história, todos os quatro primeiros colocados
nadaram abaixo do recorde mundial em
vigor. O sueco Gunnar Larsson e o americano Tim McKee repetiram o ouro e a
prata dos 400m medley. Para celebrar
sua conquista, McKee.driblou a segurança, subiu na plataforma de 10 metros e
pulou na piscina de saltos.
László Cseh (HUN) – 1:56.52
MAIORES VENCEDORES
Tamás Darnyi (HUN) – 1988 e 1992
Disputará a prova em Londres.
Ryan Lochte (USA) – 1:56.53
Michael Phelps (USA) – 2004 e 2008
Disputará a prova em Londres.
MAIOR MEDALHISTA
QUEM VENCEU DESDE 2008
Tamás Darnyi (HUN) e Michael Phelps (USA) – 2
ouros
MUNDIAL 2009
Ryan Lochte (USA), 1:54.10
Attila Czene (HUN) – 1 ouro e 1 bronze
EUROPEU 2010
Ryan Lochte (USA) – 1 prata e 1 bronze
László Cseh (HUN), 1:57.73
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
PAN-PACÍFICO 2010
1992 – Barcelona
Sultan Al-Otaibi (KUW) – 1988, 1992, 1996 e 2000
Ryan Lochte (USA), 1:54.43
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Jani Sievinen (FIN) – 1992, 1996, 2000 e 2004
James Goddard (ENG), 1:58.10
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Attila Czene (HUN) – 1992, 1996 e 2000
Ken Takakuwa (JPN), 1:58.31
MUNDIAL 2011
Jani Sievinen (FIN) – 1992, 1996 e 2000
Ryan Lochte (USA), 1:54.00
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
PAN-AMERICANO 2011
1996 – Atlanta
Thiago Pereira (BRA), 1:58.07
Michael Phelps (USA) sobre László Cseh (HUN) em
2008 (2.29s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
EUROPEU 2012
László Cseh (HUN), 1:56.66
Tamás Darnyi (HUN) sobre Greg Burgess (USA) em
1992 (0.21s).
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Ryan Lochte, USA
2. Michael Phelps, USA
Tempo
Ano
MAIS VELHO MEDALHISTA
1:54.00
1:54.16
2011
2011
3. László Cseh, HUN
1:55.18
2009
Tamás Darnyi (HUN), 1º em 1992, 25a1m28d
4. Eric Shanteau, USA
1:55.36
2009
MAIS NOVO VENCEDOR
5. Thiago Pereira, BRA
1:55.55
2009
Michael Phelps (USA), 19a1m20d em 2004
6. Leith Brodie, AUS
7. Darian Townsend, RSA
1:56.69
1:57.03
2009
2009
8. James Goddard, GBR
1:57.12
2009
9. Ken Takakuwa, JPN
1:57.24
2009
10. Tyler Clary, USA
1:57.25
2009
MAIS VELHO VENCEDOR
Tamás Darnyi (HUN), 25a1m28d em 1992
MAIS NOVO MEDALHISTA
Attila Czene (HUN), 3º em 1992, 18a1m11d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
3
6
4
13
Hungria
3
1
1
5
Canadá
1
0
1
2
Suécia
1
0
0
1
Itália
1
0
0
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Ano
1:54.00
2011
2. Michael Phelps, USA
3. László Cseh, HUN
1:54.16
1:56.66
2011
2012
4. Thiago Pereira, BRA
1:57.11
2012
5. Tyler Clary, USA
1:57.61
2010
1
6. Markus Rogan, AUT
1:57.74
2011
Lendas – Tamás Darnyi
7. James Goddard, GBR
8. Markus Deibler, GER
1:57.76
1:57.82
2010
2012
9. Kosuke Hagino, JPN
1:58.01
2012
10. Eric Shanteau, USA
1:58.05
2006
Aos 15 anos, o húngaro Tamás Darnyi,
em uma brincadeira, foi atingido por uma
bola de neve no rosto e perdeu quase
que completamente a visão do olho esquerdo. Isso não o atrapalhou na carreira
de nadador e hoje é considerado o maior
nadador de medley da história olímpica.
Ausente dos Jogos de 1984 devido ao
boicote político que sua nação aderiu, a
partir de então ele não perdeu nenhuma
prova de medley por oito anos. Em 1988,
bateu recordes mundiais nas duas distâncias. Em 1992, “apenas” venceu as
provas. Também foi bicampeão mundial
das duas provas. Uma particularidade de
seu nado livre era a respiração em praticamente todas as braçadas com uma eficiência impressionante.
1
0
1
Finlândia
0
1
0
1
Grã-Bretanha
0
0
1
1
União Soviética
0
0
1
1
Trinidad e Tobago
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
RECORDES
Mundial: Ryan Lochte, USA - 1:54.00 (2011)
Olímpico: Michael Phelps, USA - 1:54.23 (2008)
Ano
Nadador e tempo
Sul-americano: Thiago Pereira, BRA - 1:55.55 (2009)
Brasileiro: Thiago Pereira, BRA - 1:55.55 (2009)
1972 Munique
Gunnar Larsson (SWE), 2:07.17
Norte-americano: Ryan Lochte, USA - 1:54.00 (2011)
1984 L. Angeles
Alex Baumann (CAN), 2:01.42
2008 Pequim
Michael Phelps (USA), 1:54.23
O Brasil na prova
Somente um nadador brasileiro chegou à
final dos 200m medley masculino, e ele
conseguiu isso duas vezes – e em ambas chegou perto do pódio. Thiago Pereira ficou em 5º em 2004 e em 4º em 2008.
Em 1984, Ricardo Prado terminou as eliminatórias em 11º e não nadou a final B,
fazendo com que sua colocação caísse
para 17ª. Das outras seis vezes que brasileiros caíram na água para a prova, os
melhores desempenhos foram de Júlio
Rebollal (1988) e Diogo Yabe (2004),
ambos em 26º.
Tempo
0
Tamás Darnyi (HUN), 2:00.17
O húngaro Attila Czene estava balizado
com o tempo de 2:00.88, supostamente
conseguido em uma competição nacional. Foi revelado, semanas depois da Olimpíada, que essa competição nunca
havia existido. A Federação Húngara inventou os resultados e metade da seleção húngara se classificou nessa competição fantasma. Dos nadadores que se
classificaram dessa maneira, Czene foi o
único medalhista, com o ouro nos 200m
medley.
Nadador
1. Ryan Lochte, USA
Alemanha Or.
1988 Seul
O húngaro Tamás Darnyi manteve a supremacia e venceu a prova que não perdia desde 1984. O americano Ron Karnaugh, que chegou aos Jogos com o segundo melhor tempo, passou por um
drama. Seu pai, Peter Karnaugh, estava
em Barcelona e assistia à cerimônia de
abertura dos Jogos, quando sentiu uma
dor no peito e morreu de infarto logo depois. Seis dias mais tarde, Ron Karnaugh
nadou a final olímpica, mas, abalado,
não foi além da sexta posição.
Europeu: László Cseh, HUN - 1:55.18 (2009)
Oceania: Leith Brodie, AUS - 1:56.69 (2009)
Asiático: Ken Takakuwa, JPN - 1:57.24 (2009)
Africano: Darian Townsend, RSA - 1:57.03 (2009)
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DIA 6 – 100m LIVRE FEMININO
Torre de Babel
Por Daniel Takata Gomes
NENHUMA PROVA REPRESENTA MAIS A GLOBALIZAÇÃO DA NATAÇÃO DO QUE ESSA
Globalização. Essa é a palavra chave dos
100m livre feminino. Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Holanda costumavam dominar a prova. Agora, outros países, não necessariamente tradicionais, lutam pelo domínio. E isso não é de hoje.
Em 2003, a campeã mundial foi uma finlandesa. No Mundial do ano passado, a
bielo-russa Aliaksandra Herasimenia e
a dinamarquesa Jeanette Ottesen dividiram o título. Elas estão entre as favoritas,
mas o tempo que fizeram no ano passado
não será suficiente para o ouro. Afinal, a
sueca Sarah Sjöström resolveu nadar
bem o livre e fez o melhor tempo da história sem trajes tecnológicos. Tempo logo
superado pela holandesa Ranomi Kromowidjojo (foto), que sempre completou
o vitorioso revezamento holandês, e que
agora resolveu sair da sombra de Marlen
Veldhuis e Inge Dekker. É a maior favo-
rita. A campeã olímpica e recordista
mundial Britta Steffen parece ter mais
chances nos 50m depois de passar por
má fase, apesar de
ter se recuperado
parcialmente
esse
ano. Mas não se pode ignorá-la. Assim
como a americana
Melissa Franklin,
que terá sua prova
mais difícil em sua busca por sete medalhas, ainda mais tendo nadado acima de
54 na seletiva americana. Por mais estranho que possa parecer, ela tem mais
chances que Jessica Hardy, que a derrotou na seletiva. A britânica Francesca
Halsall, bronze no último Mundial, tam-
Ranomi Kromowidjojo
bém pode brigar por medalhas, mas dificilmente pelo ouro. A final teórica é
completada pela holandesa Femke Heemskerk. Mas uma chinesa e duas australianas também podem brigar por pódio,
personificando ainda mais o caráter universal da prova.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. R. KROMOWIDJOJO, NED
21 anos, 2ª Olimpíada
52.75 (abr/2012)
2. SARAH SJÖSTRÖM, SWE
18 anos, 1ª Olimpíada
53.05 (dez/2011)
3. A. HERASIMENIA, BLR
26 anos, 2ª Olimpíada
53.45 (jul/2011)
3. JEANETTE OTTESEN, DEN
24 anos, 3ª Olimpíada
53.45 (jul/2011)
5. FRAN HALSALL, GBR
22 anos, 2ª Olimpíada
53.48 (jul/2011)
Kromowidjojo, uma prata e um
bronze no Mundial de Xangai
em 2011, foi escolhida a esportista do ano no feminino na Holanda no ano passado, mesmo
não estando no auge de sua
forma após ter sofrido com
uma meningite. Kromowidjojo
(pronuncia-se "Kro-mo-uí-djoio") é um sobrenome exótico
até mesmo na Holanda, e é
justificado por sua descendência da Indonésia e do Suriname.
Sjöström foi campeã europeia
em 2008 nos 100m borboleta
aos 14 anos, a mais jovem sueca campeã do continente na
história. Mas apesar de ser
mais conhecida pelo borbo, ela
surpreendeu no final de 2011
quando, após um ano ruim, fez
o então melhor tempo da história dos 100m livre em trajes
têxteis., superando o recorde
sueco de Therese Alshammar,
conseguido com um traje tecnológico.
Em 2003, Herasimenia, aos 17
anos, testou positivo para a
substância norandrosterona e
foi suspensa por quatro anos,
pena mais tarde diminuída para dois. Na época, ela já era
medalhista no Europeu e era
esperança para os Jogos de
2004. Em 2007, ela igualou o
recorde mundial dos 50m costas no campeonato nacional,
mas o tempo não foi reconhecido pela FINA, pois não houve
controle antidoping adequado.
Ottesen, pelo título mundial
dos 100m livre dividido com Aliaksandra Herasimenia no ano
passado, recebeu o título de
esportista do ano na Dinamarca, superando uma forte concorrência da também nadadora
Lotte Friis, campeã mundial
dos 1500m livre, e da tenista
sensação do país Caroline
Wozniacki, vencedora do prêmio no ano anterior.
Hallsall foi um dos destaques
da seletiva britânica, não só
por seu tempo nos 100m livre,
mas por causa de seu maiô rosa. "Quando meus pais vêem
me assistir nadar, meu pai fala
'Diane, ela não está bem, seu
nado está ruim'. Minha mãe
responde, 'você está olhando
para a raia errada Andrew, aquela não é a Fran'. Com esse
maiô, eles sempre irão me enxergar!"
6. FEMKE HEEMSKERK, NED
24 anos, 2ª Olimpíada
53.60 (jun/2011)
7. MELISSA FRANKLIN, USA
17 anos, 1ª Olimpíada
53.63 (ago/2011)
8. BRITTA STEFFEN, GER
28 anos, 4ª Olimpíada
53.68 (mai/2012)
9. YI TANG, CHN
19 anos, 2ª Olimpíada
53.71 (abr/2012)
10. M. SCHLANGER, AUS
25 anos, 2ª Olimpíada
53.74 (fev/2012)
Femke (apelido de Frederike
Maria) conquistou todos os títulos possíveis com o revezamento, mas parece que ainda
não atingiu todo seu potencial
individual. Ela fez 52.46 no revezamento do mundial do ano
passado, 0.53 melhor que
qualquer competidora na ocasião, o que é mais rápido que
seu 53.60 de 100m livre. Assim
como nos 200m, parece que
ela ainda tem sua melhor performance guardada.
Em 2011, Franklin venceu
seus primeiros títulos nacionais, entre eles os 100m livre,
mas deu suas medalhas às
crianças voluntárias que carregam as cestas com roupas
dos atletas na piscina. "Eles
abrem mão de seus fins-desemana e mostram muita dedicação ao esporte. Eu queria ter
medalhas para dar para todos
eles."
Steffen, campeã olímpica e recordista mundial, não passou
por boa fase em 2011 e chegou a nadar o Mundial de Xangai mas desistiu das semifinais
dos 100m livre ao ver que não
tinha chances. Mas não foi seu
primeiro período ruim. Entre
1999 e 2006, ficou sem melhorar seus tempos por problemas
alimentares e motivacionais.
Com ajuda de um psicólogo,
se recuperou e tornou-se a
principal velocista do mundo.
Tang teve uma performance
avassaladora na primeira Olimpíada da Juventude, em
2011: seis medalhas de ouro,
sendo três individuais. Foi a
maior vencedora da competição. Mas sua especialidade é
os 100m livre, única prova individual que venceu nos últimos Jogos Asiáticos – apesar
de também ter levado seis medalhas na competição – e na
Universíade de 2011.
Ian Thorpe, Michael Klim e
Lisbeth Trickett foram os retornos mais comentados da seletiva australiana, mas pouca
gente sabe que Schlanger, duas medalhas em 2008 em revezamentos, também estava
aposentada. Desde 2010, ela
trabalhava em um hospital, e
não planejava nadar nunca
mais. Mas voltou a nadar master em 2011 e sentiu novamente gosto pelo esporte, e atingiu
o auge vencendo a seletiva.
100m LIVRE FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1912
MAIOR VENCEDORA
Dawn Fraser (AUS) – 1956, 1960 e 1964
MAIOR MEDALHISTA
Dawn Fraser (AUS) – 3 ouros
QUEM MAIS NADOU (5 PARTICIPAÇÕES)
Martina Moravcová (SVK) – 1992, 1996, 2000, 2004 e
2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Dawn Fraser (AUS) – 1956, 1960 e 1964
Conny van Bentum (NED) – 1912, 1920 e 1924
Karin Brienesse (NED) – 1924, 1928 e 1932
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Ethelda Bleibtrey (USA) sobre Irene Guest (USA) em
1920 (3.4s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Carrie Steinseifer (USA) empatou com Nancy Hogshead (USA) em 1984
MAIS VELHA VENCEDORA
Dawn Fraser (AUS), 27a1m9d em 1964
MAIS VELHA MEDALHISTA
Dara Torres (USA), 3ª em 2000, 33a5m6d
MAIS NOVA VENCEDORA
MEDALHISTAS DE 2008
Britta Steffen (GER) – 53.12
Disputará a prova em Londres.
Lisbeth Trickett (AUS) – 53.16
Aposentou-se em 2009 e retornou, mas não
conseguiu classificação na seletiva.
Natalie Coughlin (USA) – 53.39
Não conseguiu classificação na seletiva americana. Irá a Londres para revezamento.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Britta Steffen (GER), 52.07
EUROPEU 2010
Francesca Halsall (GBR), 53.58
PAN-PACÍFICO 2010
Natalie Coughlin (USA), 53.67
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Alicia Coutts (AUS), 54.09
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Tang Yi (CHN), 54.12
MUNDIAL 2011
Aleksandra Gerasimenya (BLR) e Janette
Ottesen (DEN), 53.45
PAN-AMERICANO 2011
Amanda Kendall (USA), 54.75
EUROPEU 2012
Sarah Sjöström (SWE), 53.61
Sandy Neilson (USA), 16a5m9d em 1972
MAIS NOVA MEDALHISTA
Franziska van Almsick (GER), 3ª em 1992, 14a3m21d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
8
9
10
27
Austrália
4
2
2
8
Alemanha Or.
3
2
1
6
Holanda
2
3
3
8
China
2
1
0
3
Alemanha
1
1
2
4
Australásia
1
1
0
2
Hungria
1
0
1
2
Dinamarca
1
0
0
1
Argentina
0
1
0
1
Suécia
0
1
0
1
Grã-Bretanha
0
0
3
3
França
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Britta Steffen, GER
2. Lisbeth Trickett, AUS
3. Ranomi Kromowidjojo, NED
4. Francesca Halsall, GBR
5. Amanda Weir, USA
6. Cate Campbell, AUS
7. Sarah Sjöström, SWE
8. Pang Jiaying, CHN
9. Marleen Veldhuis, NED
10. Dana Vollmer, USA
1912 – Estocolmo
O 100m livre foi a primeira prova da história da natação olímpica feminina. Mas,
seguindo os pensamentos do Barão de
Coubertin, que achava que somente homens deveriam competir, a federação
australiana achava perda de tempo e dinheiro enviar mulheres para os Jogos.
Fanny Durack e Mina Wylie tiveram que
arcar com seus próprios custos. O esforço valeu a pena e em Estocolmo elas fizeram a dobradinha no alto do pódio.
1984 – Los Angeles
Em 1972, houve um empate na primeira
colocação dos 400m medley masculino,
e o vencedor foi decidido nos milésimos.
A partir de então, decidiu-se que, se acontecesse novamente, a prova seria
declarada empatada. Foi o que ocorreu
nos 100m livre em Los Angeles. Nancy
Hogshead e Carrie Steinseifer fizeram
55.92 e o ouro foi dividido pela primeira
vez na história da natação olímpica.
1996 – Atlanta
A americana Angel Martino, medalhista
de bronze, após a cerimônia de premiação se desfez de sua medalha. Ela deu
de presente para uma amiga de infância,
que trabalhava como voluntária, mesmo
estando em meio a um tratamento de
quimioterapia devido a um câncer.
2008 – Pequim
Tempo
52.07
52.62
52.75
52.87
53.02
53.03
53.05
53.13
53.17
53.30
Ano
2009
2009
2012
2009
2009
2009
2011
2009
2009
2009
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Ranomi Kromowidjojo, NED
52.75
2012
2. Lisbeth Trickett, AUS
52.99
2007
3. Sarah Sjöström , SWE
53.05
2011
4. Britta Steffen, GER
53.30
2006
5. Natalie Coughlin, USA
53.40
2007
6. A. Herasimenia, BLR
53.45
2011
7. Jeanette Ottesen, DEN
53.45
2011
8. Francesca Halsall, GBR
53.48
2011
9. Jodie Henry, AUS
53.52
2004
10. Amanda Weir, USA
53.58
2006
Ano
Nadador e tempo
1912 Estocolmo
Fanny Durack (ANZ), 1:19.8 (el.)
1920 Antuérpia
Ethelda Bleibtrey (USA), 1:14.4 (sf)
1920 Antuérpia
Ethelda Bleibtrey (USA), 1:13.6
1924 Paris
M. Wehselau (USA), 1:12.2 (el.)
1928 Amsterdã
Albina Osipowich (USA), 1:11.0
1956 Melbourne
Dawn Fraser (AUS), 1:02.0
1976 Montreal
Kornelia Ender (GDR), 55.65
1980 Moscou
Barbara Krause (GDR), 54.98 (el.)
1980 Moscou
Barbara Krause (GDR), 54.79
Oceania: Lisbeth Trickett, AUS - 52.62 (2009)
2000 Sydney
Inge de Bruijn (NED), 53.77 (sf)
2004 Atenas
Jodie Henry (AUS), 53.52 (sf)
Asiático: Pang Jiaying, CHN - 53.13 (2009)
Africano: Karin Prinsloo, RSA - 54.97 (2012)
RECORDES
Mundial: Britta Steffen, GER - 52.07 (2009)
Olímpico: Britta Steffen, GER – 53.12 (2008)
Sul-americano: Arlene Semeco, VEN - 54.92 (2009)
Brasileiro: Tatiana Lemos, BRA - 54.93 (2009)
Norte-americano: Amanda Weir, USA - 53.02 (2009)
Europeu: Britta Steffen, GER - 52.07 (2009)
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MEMÓRIA
Em 2004, a australiana Lisbeth Lenton
chegou como recordista mundial a Atenas, mas sequer alcançou a final da prova. Em 2008, novamente chegou como
recordista, novamente não nadou bem
na semifinal e ficou em 9º. Sua sorte foi
que a chinesa Pang Jiyang foi desclassificada por saída irregular, e Lenton herdou seu lugar na final. Ela terminou com
a prata atrás da alemã Britta Steffen.
O Brasil na prova
No mesmo ano em que obteve a melhor
colocação da história feminina brasileira
(5º nos 400m livre), Piedade Coutinho
também conseguiu a melhor posição entre as mulheres que nadaram os 100m
livre: 10ª. Ela também ficou em 12º em
1948. Outras 11 brasileiras nadaram a
prova, e terminaram entre as 20 primeiras Maria Lenk (20ª em 1932), Rebeca
Gusmão (20ª em 2004) e Tatiana Lemos
(19ª em 2008).
Lendas – Dawn Fraser
A carreira da australiana Dawn Fraser
daria um ótimo filme. Para começar, foi a
primeira tricampeã da história da natação
olímpica, nos 100m livre, em 1956, 1960
e 1964. Também foi a primeira a nadar a
prova abaixo do minuto. Polêmica, nos
Jogos de 1960 arrumou confusões com
suas colegas australianas, que resolveram não conversar mais com ela. Antes
da Olimpíada de 1964, se envolveu num
acidente automobilístico no qual saiu seriamente ferida e sua mãe morreu. Fraser se recuperou e venceu os 100m livre
em Tóquio no ato final de sua carreira.
Isso porque resolveu surrupiar uma bandeira do palácio imperial e foi suspensa
por 10 anos pela Federação Australiana,
encerrando sua carreira. É considerada a
maior nadadora da história.
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DIA 7 – 200m COSTAS FEMININO
Pelo fim do tabu
Por Daniel Takata Gomes
EM NENHUMA PROVA OS ESTADOS UNIDOS ESTÃO HÁ TANTO TEMPO SEM VENCER
Para os americanos (e também para o resto do mundo), 1972 foi o ano que Mark
Spitz assombrou o mundo nos Jogos de
Munique. Nos 200m costas feminino,
1972 também é um ano importante para
os Estados Unidos. Na natação olímpica,
é a prova que faz mais tempo que americanos não levam o ouro. E chance melhor
não poderia haver. De todas suas provas
individuais, essa é a mais forte de Melissa Franklin (foto). Ela venceu o Mundial
no ano passado com melhor tempo da história em trajes têxteis e também foi nos
200m costas que ela se tornou a primeira
mulher a bater um recorde mundial após
o fim dos trajes hi-tech (na Copa do
Mundo de curta, no final de 2011). Mesmo tendo piorado um segundo na seletiva, é a líder do ranking mundial e ampla
favorita. Pode até mesmo ameaçar o recorde mundial. Se repetirem seus tempos,
será difícil tirar a
australiana Belinda
Hocking e a russa
Anastasia
Zueva
dos outros lugares do
pódio. Isso porque
elas estão pelo menos um segundo à
frente das concorrentes – a australiana
Meagen Nay chegou
a nadar para 2:07
baixo em 2011, mas
não repetiu o tempo
desde então. Mas não falta gente para aproveitar um vacilo das favoritas, assim
como fez a holandesa Sharon van Rouwendaal no Mundial do ano passado, que
na ocasião superou as mais cotadas Elizabeth Simmonds, da Grã-Bretanha, e a
própria Nay. No momento, quem tem
Melissa Franklin e
Belinda Hocking
mais condições de surpreender é a americana Elizabeth Beisel e a japonesa Aya
Terakawa. Kirsty Coventry tenta o tricampeonato da prova, mas é uma missão
quase impossível. A francesa Laure Manaudou tem aqui sua melhor chance, mas
terá que melhorar muito para medalhar.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. MELISSA FRANKLIN, USA
17 anos, 1ª Olimpíada
2:05.10 (jul/2011)
2. BELINDA HOCKING, AUS
21 anos, 2ª Olimpíada
2:06.06 (jul/2011)
3. ANASTASIA ZUEVA, RUS
22 anos, 2ª Olimpíada
2:06.59 (abr/2012)
4. MEAGEN NAY, AUS
23 anos, 2ª Olimpíada
2:07.16 (jun/2011)
5. ELIZABETH SIMMONDS, GBR
Essa é a última prova individual de Franklin, que se nada de
anormal acontecer será a primeira nadadora americana da
história a nadar sete provas
em uma Olimpíada. Em 1976,
Shirley Babashoff chegou a se
classificar para o mesmo número de provas, mas desistiu
de uma. Entre os homens, somente Mark Spitz (1972), Matt
Biondi (1988) e Michael Phelps
(2004, 2008 e 2012) alcançaram o feito.
O grande momento de Hocking
foi no Mundial de Xangai no
ano passado, em que fez a segunda melhor marca da história nos 200m costas sem trajes
e foi prata no revezamento
4x100m medley. Ela dedicou
suas conquistas a seus pais,
que se revezavam para levá-la
aos treinos, duas vezes por dia, dirigindo de Wangaratta a
Albury, o que tomava duas horas do dia.
Em 2009, Zueva bateu o recorde mundial dos 50m costas
duas vezes no Campeonato
Russo. Os tempos ficaram
pendentes e não foram homologados, devido ao traje não
aprovado. Nesse meio tempo,
no Mare Nostrum, ela nadou
acima daquelas duas marcas,
mas abaixo do antigo recorde.
Como não se pensou que pudesse ser recorde, não passou
pelo antidoping. E seu tempo
também não foi homologado.
Em 2008, Nay quebrou um
lendário recorde australiano,
que vinha desde 1992. Coincidentemente, 1992 foi o ano
que o pai de Nay, Robbie, faleceu em um acidente de carro.
Ele foi nadador olímpico em
1972. Outra tragédia marcou a
vida de Nay: durante o Mundial
de 2009, seu irmão, Amos,
morreu também em um acidente de carro. Mas ela nadou o
revezamento mesmo após ter
recebido a notícia.
Simmonds, vice-campeã europeia dos 100m costas em
2010, ficou em terceiro na seletiva britânica e não conseguiu vaga na prova, deixandoa decepcionada. Mas recuperou-se nos 200m, ao nadar três
quartos da prova abaixo do recorde europeu, da época dos
trajes. Ela diz que combinou
com seu técnico que nadaria a
prova fingindo ser uma competição regional qualquer. "É assim que nado melhor."
6. ELIZABETH BEISEL, USA
19 anos, 2ª Olimpíada
2:07.58 (jun/2012)
7. S. V. ROUWENDAAL, NED
18 anos, 1ª Olimpíada
2:07.78 (jul/2011)
8. DARYNA ZEVINA, RUS
17 anos, 1ª Olimpíada
2:07.82 (jul/2011)
9. SINEAD RUSSELL, CAN
19 anos, 1ª Olimpíada
2:08.04 (mar/2012)
10. LAURE MANAUDOU, FRA
25 anos, 3ª Olimpíada
2:08.06 (mar/2012)
Tendo adicionado a classificação nos 200m costas à dos
400m medley, Beisel irá nadar
exatamente as mesmas provas
que nadou em Pequim. Foi nos
200m costas que ela estreou
no cenário internacional, no
Mundial de 2007, com apenas
14 anos. Seu maior feito na
prova é o bronze no Mundial
de 2009. Em Pequim 2008 e
Xangai 2011 ela terminou na
quinta posição.
Atual medalhista de bronze
mundial nos 200m costas, van
Rouwendaal é uma nadadora
muito versátil, que também nada provas de longa distância e
medley. Ela superou recordes
lendários da natação holandesa: em 2008, como o recorde
dos 400m medley que completava 20 anos e a marca dos
1500m livre que fazia 3 décadas!
Zevina tem apenas 17 anos e
foi campeã da Olimpíada da
Juventude em 2010 nos 100m
costas. Já tem conquistas absolutas, como o Europeu de
curta do ano passado, e foi finalista no Mundial de Xangai
2011 com apenas 16 anos. Por
isso, pode evoluir muito na Olimpíada. Também tem bons
tempos em provas de livre e
medley.
Apesar de seu pai ter tido problemas (técnico de natação, foi
banido do esporte para sempre
por envolvimento com tráfico
de entorpecentes e até esconder um cadáver), seus filhos
continuam seguindo a carreira.
O irmão de Sinead, Colin, também é nadador e é da equipe
olímpica canadense do revezamento 4x100m livre que estará em Londres.
Além dos 400m livre, Manaudou era cotada a pódio nos
200m costas em Pequim 2008,
mas parou na semi em uma
competição que foi um inferno
astral para ela. Isso a levou a
abandonar a natação. Voltou
dois anos depois, já mãe de
uma filha com o também nadador Fred Bousquet. Manaudou diz que será muito difícil
nadar os Jogos sem ele na equipe.
21 anos, 2ª Olimpíada
2:07.49 (jun/2011)
200m COSTAS FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Kirsty Coventry (ZIM) – 2:05.24
Disputará a prova em Londres.
Margaret Hoelzer (USA) – 2:06.23
Não conseguiu classificação na seletiva americana.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1968
MAIOR VENCEDORA
Krisztina Egerszegi (HUN) – 1988, 1992 e 1996
Reiko Nakamura (JPN) – 2:07.13
Aposentou-se em 2008.
MAIOR MEDALHISTA
Krisztina Egerszegi (HUN) – 3 ouros
QUEM MAIS NADOU (3 PARTICIPAÇÕES)
Jolanda de Rover (NED) – 1980, 1984 e 1988
Kathy Read (GBR) – 1984, 1988 e 1992
Krisztina Egerszegi (HUN) – 1988, 1992 e 1996
Lorenza Vigarani (ITA) – 1988, 1992 e 1996
Nicole Livingstone (AUS) – 1988, 1992 e 1996
Nina Zhivanevskaya (RUS/ESP) – 1992, 1996 e 2000
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Krisztina Egerszegi (HUN) – 1988, 1992 e 1996
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Krisztina Egerszegi (HUN) sobre Whitney Hedgepeth
(USA) em 1996 (4.15s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Kirsty Coventry (ZIM) sobre Stanislava Komarova
(RUS) em 2004 (0.53s)
MAIS VELHA VENCEDORA
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Kirsty Coventry (ZIM), 2:04.81
EUROPEU 2010
Elizabeth Simmonds (GBR), 2:07.04
PAN-PACÍFICO 2010
Elizabeth Beisel (USA), 2:07.83
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Meagen Nay (AUS), 2:07.56
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Zhao Jing (CHN), 2:06.46
MUNDIAL 2011
Melissa Franklin (USA), 2:05.10
PAN-AMERICANO 2011
Elizabeth Pelton (USA), 2:08.99
EUROPEU 2012
Alexianne Castel (FRA), 2:08.41
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Kirsty Coventry, ZIM
2. Anastasia Zueva, RUS
3. Melissa Franklin, USA
4. Belinda Hocking, AUS
5. Margaret Hoelzer, USA
6. Elizabeth Beisel, USA
7. Jing Zhao, CHN
8. Krisztina Egerszegi, HUN
9. Laure Manaudou, FRA
10. Gemma Spofforth, GBR
Kirsty Coventry (ZIM), 24a11m0d em 2008
MAIS VELHA MEDALHISTA
Reiko Nakamura (JPN), 3ª em 2008, 26a2m30d
MAIS NOVA VENCEDORA
Krisztina Egerszegi (HUN), 14a1m9d em 1988
MAIS NOVA MEDALHISTA
Krisztina Egerszegi (HUN), 1ª em 1988, 14a1m9d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Hungria
3
0
0
3
Estados Unidos
2
4
1
7
Alemanha Or.
2
3
2
7
Zimbábue
2
0
0
2
Romênia
1
0
1
2
Holanda
1
0
0
1
Canadá
0
1
2
3
Alemanha
0
1
2
3
França
0
1
0
1
Rússia
0
1
0
1
Japão
0
0
3
3
Austrália
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
Melissa Belote (USA), 2:20.58 (el.)
1972 Munique
Melissa Belote (USA), 2:19.19
1980 Moscou
Rica Reinisch (GDR), 2:11.77
2008 Pequim
Kirsty Coventry (ZIM), 2:05.24
Tempo
2:04.81
2:04.94
2:05.10
2:06.06
2:06.09
2:06.39
2:06.46
2:06.62
2:06.64
2:06.66
Ano
2009
2009
2011
2011
2008
2009
2010
1991
2008
2009
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Kirsty Coventry, ZIM
2:04.81
2009
2. Anastasia Zueva, RUS
2:04.94
2009
3. Melissa Franklin, USA
2:05.10
2011
4. Belinda Hocking, AUS
2:06.06
2011
5. Margaret Hoelzer, USA
2:06.09
2008
6. Elizabeth Beisel, USA
2:06.39
2009
7. Zhao Jing, CHN
2:06.46
2010
8. Krisztina Egerszegi, HUN
2:06.62
1991
9. Laure Manaudou, FRA
2:06.64
2008
10. Gemma Spofforth, GBR
2:06.66
2009
RECORDES
Mundial: Kirsty Coventry, ZIM - 2:04.81 (2009)
Olímpico: Kirsty Coventry, ZIM - 2:05.24 (2008)
Sul-americ: Fernanda Alvarenga, BRA - 2:12.32 (2009)
Brasileiro: Fernanda Alvarenga, BRA - 2:12.32 (2009)
Norte-americ.: Melissa Franklin, USA - 2:05.10 (2011)
Europeu: Anastasia Zueva, RUS - 2:04.94 (2009)
Oceania: Belinda Hocking, AUS - 2:06.06 (2011)
Asiático: Zhao Jing, CHN - 2:06.46 (2010)
Africano: Kirsty Coventry, ZIM - 2:04.81 (2009)
http://www.swimchannel.com.br
MEMÓRIA
1976 – Montreal
Entre 1974 e 1976, a prova teve nada
menos que cinco recordistas mundiais.
Todas estavam presentes na final olímpica. Mas a emoção que se configurava
pelo balizamento estrelar não aconteceu:
a alemã oriental Ulrike Richter venceu
sem dificuldades, de ponta a ponta, com
um segundo e meio de vantagem. E sem
recorde mundial.
1996 – Atlanta
A húngara Kristina Egerszegi bateu vários recordes ao vencer os 200m costas
em 1996. Além do tricampeonato da prova, feito que só a australiana Dawn Fraser havia alcançado, ela se tornou a primeira nadadora a conquistar cinco ouros
individuais e sua margem de vitória, por
4.15s, foi a maior em uma prova de 200
metros feminina, em qualquer estilo. Um
feito incrível, pois a discrepância entre as
atletas nas décadas de 70 para trás era
muito maior.
2004 – Atenas
Em 2000, Kirsty Coventry se tornou a
primeira nadadora do Zimbábue a atingir
uma semifinal olímpica. Nos 100m costas
em 2004, ela foi a primeira nadadora a
disputar uma final, e também a conquistar uma medalha, a prata. Por isso,
quando conquistou o ouro nos 200m costas, imediatamente se tornou uma heroína em seu país. Em 2004, recebeu um
prêmio de 50 mil dólares do governo de
seu país, e com seu bicampeonato em
2008 ganhou 100 mil dólares, dos quais
doou parte para instituições de caridade.
O Brasil na prova
Nenhuma brasileira jamais nadou a prova.
Lendas – Krisztina Egerszegi
Além de Dawn Fraser, Krisztina Egerszegi é a única nadadora tricampeã olímpica. A húngara conseguiu o feito nos
200m costas entre 1988 e 1996. Na primeira vitória, tinha apenas 14 anos e pesava pelo menos 20kg a menos que suas
concorrentes finalistas. Em 1992, foi a
maior estrela dos Jogos de Barcelona,
onde venceu, além de sua especialidade,
os 100m costas e os 400m medley. E
quatro anos depois, em Atlanta, sua
margem de vitória nos 200m costas foi a
maior da história olímpica em provas de
200 metros femininas (4s15). Foi a recordista mundial da prova de 1991 a
2008. É a única mulher a ter cinco ouros
olímpicos individuais na natação. Se aposentou aos 22 anos e hoje administra
um restaurante na Hungria.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 7 – 100m BORBOLETA MASC.
Histórico acirrado
Por Daniel Takata Gomes
PELO RETROSPECTO, NÃO SE DEVE ESPERAR NADA MENOS QUE UMA PROVA EMOCIONANTE
Não foi por acaso que a disputa entre Michael Phelps e Milorad Čavić em 2008
foi tão acirrada. Tratando-se dos 100m
borboleta em Jogos Olímpicos, não podese esperar nada diferente. Em 1988, Matt
Biondi também perdeu o ouro para Anthony Nesty por um centésimo. Pablo
Morales venceu por três centésimos em
1992 e Phelps por quatro em 2004. Por
isso, não se iluda com a aparente superioridade de Phelps. Será a sexta prova do
americano na competição, e o cansaço
quase o fez perder a prova em que também era favorito em 2008. Čavić em particular adoraria estragar a festa, pois ele
também tem a derrota do Mundial de
2009 na bagagem. Ele fez seu melhor
tempo pós-trajes este ano após um período em baixa devido a problemas físicos,
mas está um pouco distante do americano. O polonês Konrad Czerniak surpre-
endeu no Mundial de
2011 e tem mais
chances de brigar pelo ouro. Assim como
Sérvia e Polônia, outro nadador de um
país com pouca tradição (e no caso sem
nenhuma) na natação
pode brigar pelo pódio: Jason Dunford,
do Quênia. Mais
chances tem o outro
Kaio Márcio
americano,
Tyler
McGill, bronze no último Mundial. O japonês Takuro Fujii já tem um bronze no
revezamento medley em 2008 e vai em
busca da medalha individual, mas estava
em melhor forma no ano passado, assim
como o alemão Benjamin Starke. O australiano Christopher Wright, por outro
lado, quer repetir o compatriota Andrew
Lauterstein, que em 2008 não estava cotado e chegou ao pódio. Kaio Márcio
nadará a prova e terá que voltar a nadar
na casa dos 51 segundos para entrar na
final, algo que em trajes têxteis ele não
faz desde 2007.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. MICHAEL PHELPS, USA
27 anos, 4ª Olimpíada
50.71 (jul/2011)
2. KONRAD CZERNIAK, POL
23 anos, 1ª Olimpíada
51.15 (jul/2011)
3. TYLER MCGILL, USA
24 anos, 1ª Olimpíada
51.26 (jul/2011)
4. MILORAD ČAVIĆ, SRB
28 anos, 4ª Olimpíada
51.45 (mai/2012)
5. JASON DUNFORD, KEN
25 anos, 1ª Olimpíada
51.59 (jul/2011)
Phelps considera seu momento de maior embaraço a final
dos 100m borboleta do Mundial 2005, a qual perdeu para Ian
Crocker que bateu o recorde.
Na ocasião, Phelps, chegou
em 2º, quase um segundo atrás, mas quando avistou o
placar pensou que ele próprio
havia batido o recorde. "Quando vi o placar, soquei o ar em
comemoração, mas então percebi que não havia sido eu. Foi
constrangedor."
Czerniak foi uma surpresa no
Mundial de Xangai, ao ficar
apenas atrás de Michael
Phelps nos 100m borboleta.
"Não acho que Phelps me conhecesse antes daquilo", disse
ele, que ficou por uma unha de
se classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Ele
treina na Espanha sob o comando de Bartosz Kizierowski,
finalista olímpico dos 50m livre
em 2000.
Desde a aposentadoria de Ian
Crocker em 2008, McGill é o
segundo melhor nadador americano de 100m borbo, e foi a
todas as competições principais com Phelps. Seu auge foi
o bronze no Mundial do ano
passado. Fora das piscinas
usa um chamativo óculos e,
por ser míope, pensou que tivesse ficado em 3º na seletiva
quando viu o placar – após agonizantes instantes notou que
o “3” na verdade era um “2”.
Em 2003, Čavić bateu o recorde mundial dos 100m borbo na
curta, mas por dois centésimos
não se tornou o primeiro a nadar para 49s – feito atingido
meses depois por Ian Crocker.
Na longa, abaixou de 50s no
Mundial 2009, mas novamente
não teve a primazia, pois foi
derrotado por outro americano,
Phelps. Em Atenas 2004, era
um dos favoritos, mas na semi
seu traje encheu d’água por
um problema no zíper.
Dunford é um pioneiro do
Quênia na natação. É o primeiro nadador do país a conseguir
uma medalha em um campeonato continental, em 2006. Em
2008, foi o primeiro a conquistar índice para natação nos
Jogos Olímpicos e também o
primeiro a disputar uma final
na natação. e o primeiro a deter um recorde olímpico (nas
eliminatórias). O pai de Jason
é vice-presidente da federação
queniana de natação.
6. BENJAMIM STARKE, GER
25 anos, 2ª Olimpíada
51.65 (jun/2011)
7. CHRIS WRIGHT, AUS
24 anos, 1ª Olimpíada
51.67 (mar/2012)
8. TAKURO FUJII, JPN
27 anos, 2ª Olimpíada
51.69 (jul/2011)
9. E. KOROTYSHKIN, RUS
29 anos, 3ª Olimpíada
51.77 (jul/2011)
10. JOERI VERLINDEN, NED
24 anos, 1ª Olimpíada
51.85 (abr/2011)
Starke, que considera a prata
no 4x100m medley no Mundial
de Roma em 2009, atrás apenas dos Estados Unidos, como
sua maior conquista, divide os
treinamentos com a dura rotina
da faculdade de medicina. Ele
é embaixador do Instituto do
Mal de Parkinson na Alemanha, que apoia as pesquisas e
apoia os afetados pela doença
no país.
Wright lutou contra uma lesão
nas costas durante todo o ano
de 2011, que quase o fez desistir do esporte. Ele foi o único
na seletiva australiana abaixo
de 52s e seu tempo na época
foi o primeiro no ranking mundial. Wright namora sua companheira de treinos em Southport, Melanie Schlanger, que
irá nadar os 100m livre em
Londres.
Na seletiva japonesa, Fujii postou o segundo melhor tempo
do ano até então. Mas, mesmo
assim, ele não conseguiu fazer
o fortíssimo índice estipulado
pela federação japonesa, e vai
a Londres somente devido ao
revezamento 4x100m medley,
e com isso foi inscrito nos
100m borboleta. Ele chega
como um dos candidatos a
medalha, mas se dependesse
só de sua performance ele sequer nadaria.
Korotyshkin é um dos melhores nadadores europeus desde
que surgiu no cenário internacional, no Mundial de 2003.
Mas sua melhor lembrança é a
vitória no mundial de curta de
2008 no 4x100m medley, pois
sua equipe vestia um traje têxtil e os Estados Unidos já usavam o Speedo LZR Racer. Ele
tem os quatro melhores tempos da história dos 100m borbo na curta, sempre com trajes
tecnológicos.
Em 2008, Verlinden ficou a 23
centésimos do índice olímpico
dos 100m borboleta, e como o
revezamento 4x100m medley
holandês também não obteve
classificação, ele não pode ir
aos Jogos de Pequim. Ele é
treinado pelo ex-campeão
mundial dos 200m medley
Marcel Wouda, que chegou a
nadar o Troféu Brasil de 1998
pelo Pinheiros.
100m BORBOLETA MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Michael Phelps (USA) – 50.58
Disputará a prova em Londres.
Milorad Čavić (SRB) – 50.59
Disputará a prova em Londres.
Andrew Lauterstein (AUS) – 51.12
Não conseguiu classificação na seletiva australiana.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1968
MAIOR VENCEDOR
Michael Phelps (USA) – 2004 e 2008
Michael Phelps (USA) – 2004 e 2008
MAIOR MEDALHISTA
Michael Phelps (USA) – 2 ouros
Mark Spitz (USA) e Pablo Morales (USA) – 1 ouro e 1
prata
Anthony Nesty (SUR) – 1 ouro e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Franck Esposito (FRA) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Peter Mankoč (SLO) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Ian Crocker (USA) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Mark Spitz (USA) sobre Bruce Robertson (CAN) em
1972 (1.29s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Anthony Nesty (SUR) sobre Matt Biondi (USA) em
1988; e Michael Phelps (USA) sobre Milorad Čavić
(SRB) em 2008 (0.01s)
MAIS VELHO VENCEDOR
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Michael Phelps, USA
2. Milorad Čavić, SRB
3. Ian Crocker, USA
4. Rafael Munoz, ESP
5. Albert Subirats, VEN
6. Jason Dunford, KEN
7. Andrew Lauterstein, AUS
8. Tyler McGill, USA
9. Kohei Kawamoto, JPN
10. Gabriel Mangabeira, BRA
Pablo Morales (USA), 27a7m22d em 1992
MAIS VELHO MEDALHISTA
Pablo Morales (USA), 1º em 1992, 27a7m22d
MAIS NOVO VENCEDOR
Matt Vogel (USA), 19a1m18d em 1976
MAIS NOVO MEDALHISTA
Mark Spitz (USA), 2º em 1968, 18a8m11d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
6
5
3
14
Suécia
2
0
0
2
Suriname
1
0
1
2
Rússia
1
0
1
2
Alemanha Ocid.
1
0
0
1
Austrália
0
2
3
5
Canadá
0
1
0
1
Alemanha Or.
0
1
0
1
Polônia
0
1
0
1
Sérvia
0
1
0
1
Espanha
0
0
1
1
Grã-Bretanha
0
0
1
1
Ucrânia
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
Mark Spitz (USA), 54.27
1984 L. Angeles
Michael Gross (FRG), 53.08
1996 Atlanta
Denis Pankratov (RUS), 52.27
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Michael Phelps (USA), 49.82
EUROPEU 2010
Yevgeny Korotyshkin (RUS), 51.73
PAN-PACÍFICO 2010
Michael Phelps (USA), 50.86
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Geoff Huegill (AUS), 51.69
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Zhou Jiawei (CHN), 51.83
MUNDIAL 2011
Michael Phelps (USA), 50.71
PAN-AMERICANO 2011
Albert Subirats (VEN), 52.37
EUROPEU 2012
Milorad Čavić (SRB), 51.45
Tempo
49.82
49.95
50.40
50.41
50.65
50.78
50.85
50.90
51.00
51.02
Ano
2009
2009
2005
2009
2009
2009
2009
2009
2009
2009
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Ian Crocker, USA
50.40
2005
2. Michael Phelps, USA
50.65
2010
3. Konrad Czerniak, POL
51.15
2011
4. Tyler McGill, USA
51.26
2011
5. Andriy Serdinov, UKR
51.36
2004
6. Milorad Čavić, SRB
51.45
2012
7. Jason Dunford, KEN
51.59
2011
8. Benjamin Starke, GER
51.65
2011
9. Ryan Lochte, USA
51.65
2012
10. Christopher Wright, AUS
51.67
2012
RECORDES
Mundial: Michael Phelps, USA - 49.82 (2009)
Olímpico: Michael Phelps, USA - 50.58 (2008)
Sul-americano: Albert Subirats, VEN - 50.65 (2009)
Brasileiro: Gabriel Mangabeira, BRA - 51.02 (2009)
Norte-americano: Michael Phelps, USA - 49.82 (2009)
Europeu: Milorad Čavić, SRB - 49.95 (2009)
Oceania: Andrew Lauterstein, AUS - 50.85 (2009)
Asiático: Kohei Kawamoto, JPN - 51.00 (2009)
Africano: Jason Dunford, KEN - 50.78 (2009)
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MEMÓRIA
1968 – Cidade do México
O americano Mark Spitz chegou como
favorito, e nos nove duelos que tinha travado com seu compatriota Doug Russell,
o cenário havia sido sempre o mesmo:
Russell passando no gás e Spitz o alcançando no final para vencer a prova.
No México, ambos resolveram mudar
suas táticas. Resultado: Spitz passou na
frente e foi ultrapassado por Russell, que
conseguiu sua primeira vitória contra o
rival.
1992 – Barcelona
O recorde mundial, pela terceira Olimpíada consecutiva, era do americano Pablo
Morales. No entanto, em 1984, ele foi
derrotado pelo alemão Michael Gross.
Em 1988, ainda pior: não se classificou
na seletiva, e resolveu abandonar o esporte. Em 1991, sua mãe, sua maior incentivadora, morreu de câncer. Ele resolveu voltar a nadar em sua memória, e
finalmente em 1992, mesmo tendo ficado
três anos parado, conseguiu uma das
mais tocantes vitórias dos Jogos Olímpicos.
1996 – Atlanta
Em 1995, o russo Denis Pankratov assombrou o mundo por dois motivos: primeiro, ao destruir o recorde mundial de
Pablo Morales, abaixando-o em meio segundo; e segundo, por ter conseguido de
maneira espetacular, passando mais da
metade da prova utilizando ondulações
submersas. Usando a mesma tática,
venceu a prova com recorde mundial em
Atlanta. Isso levou a FINA a limitar o nado submerso no borboleta (já havia feito
isso no nado costas) para 15 metros após saídas e viradas.
O Brasil na prova
Gabriel Mangabeira conseguiu a 6ª colocação em 2004, coroando uma recuperação surpreendente de sua carreira, que
não tinha bons resultados havia algum
tempo e cuja até classificação olímpica
foi dada como surpresa. Sérgio Waismann em 1972 (12º lugar) e Kaio Márcio
de Almeida em 2008 (15º) chegaram às
semifinais, e José Carlos Souza Junior
disputou a final B em 1992 (12º).
Lendas – Mark Spitz
Em tempos de Olimpíada, não há muito
mais o que se dizer sobre Mark Spitz.
Suas onze medalhas olímpicas, sendo as
sete de ouro com sete recordes mundiais
em Munique 1972, falam por si só. Considerado excessivamente confiante e até
mesmo arrogante (ironicamente, sua cidade natal chama-se Modesto), Spitz sabia explorar sua imagem. Em uma cerimônia de premiação olímpica, mostrou a
sola de sapato para as câmeras e foi acusado de comercialismo. Bateu recordes de audiência na TV ao raspar o famoso bigode ao vivo. Em 1992, novamente era o centro das atenções ao anunciar, aos 40 anos, que tentaria vaga
no time olímpico americano. Não passava de mais uma peça de marketing, e ele
não chegou a fazer índice nem para disputar a seletiva americana.
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DIA 7 – 800m LIVRE FEMININO
God save the Queen
Por Daniel Takata Gomes
O OURO EM CASA É O QUE FALTA PARA A RAINHA DO FUNDO VIRAR LENDA NA INGLATERRA
Rebecca Adlington já é uma heroína na
Inglaterra pelos ouros conquistados em
2008. Mas, se ela conseguir subir no lugar mais alto do pódio em Londres, merecerá um lugar na Abadia de Westminster. E a maior chance disso acontecer é
nos 800m livre – nos 400m será dificil
repetir o bi. Aqui, ela é líder do ranking e
atual bicampeã mundial. Dominou a prova nos últimos quatro anos e o ouro em
casa seria a cereja no bolo. Mas não faltam adversárias para colocar água no chá
inglês. A começar pela dinamarquesa Lote Friis, campeã mundial dos 1500m, que
travou uma batalha homérica com Adlington nos 800m no Mundial de Xangai.
Mas o maior perigo pode vir dos Estados
Unidos, país tradicional na prova – até
2000, havia perdido somente uma vez,
mas desde então não consegue vencer.
Kathleen Ledecky vem melhorando a
passos largos, o que
Rebecca Adlington
não é incomum para
alguém de 15 anos, e
seu 8:19 na seletiva
foi
excepcional.
Lembra
Brooke
Bennett, bicampeã
olímpica da prova,
que surgiu em condições parecidas na
seletiva de 1996 e
melhorou ainda mais
para vencer em Atlanta. Sua compatriota Kate Ziegler quer se redimir da decepção de 2008, quando chegou como
uma das favoritas mas sequer conseguiu
vaga na final. Outros possíveis nomes para pódio são a espanhola Mireia Belmonte, em sua prova final após uma semana
duríssima, e a chinesa Xin Xin, outra na-
dadora de apenas 15 anos que vem melhorando constantemente e não será surpresa se baixar mais dois ou três segundos. Ao contrário da também jovem Shao
Yiwen, 17 anos, que nadou bem ano passado, mas não vem mantendo a mesma
força em 2012.
BALIZAMENTO – TOP 10
2. LOTTE FRIIS, DEN
24 anos, 2ª Olimpíada
8:18.20 (jul/2012)
3. KATHLEEN LEDECKY, USA
23 anos, 2ª Olimpíada
8:17.51 (jul/2011)
15 anos, 1ª Olimpíada
8:19.78 (jul/2012)
4. KATE ZIEGLER, USA
24 anos, 2ª Olimpíada
8:21.87 (jul/2012)
5. XIN XIN, CHN
15 anos, 1ª Olimpíada
8:22.76 (abr/2012)
Adlington não treina em piscina
de 50 metros. Ela nada uma
vez por semana em uma piscina de 33 jardas, e o resto da
semana em uma de 25 metros.
Raramente treina na longa.
"Não temos muitas piscinas de
50 metros em Londres. Mas
espero que com a Olimpíada a
natação torne-se mais popular." Em 2010 ela passou uma
temporada na Austrália, e ficou
impressionada com o número
de piscinas olímpicas.
Friis é treinada por Paulus Wildeboer, técnico da seleção nacional da Dinamarca. Ele é pai
do espanhol Aschwin Wildeboer, um dos concorrentes a medalha nos 100m costas. Ela
nadou o Troféu Maria Lenk
deste ano pelo Corinthians e,
como esperado, venceu os
800m e 1500m, mas foi surpreendida por Mireia Belmonte
nos 400m, que fez um tempo
excepcional.
Ledecky havia ficado em terceiro lugar nos 400m livre na
seletiva australiana, quebrando
o recorde nacional para sua
faixa etária que pertencia a Janet Evans desde 1988. Ironicamente, nos 800m livre ela
competiu contra Evans, bicampeã olímpica da prova, que aos
40 anos retornava da aposentadoria. Ledecky nasceu um
ano depois da última Olimpíada de Evans, que foi em 1996.
Em 2007, Ziegler bateu o recorde mais antigo da natação
na época, o dos 1500m livre,
que pertencia a Janet Evans
desde 2007. Coincidentemente, hoje é o recorde mais antigo da natação. Ela chegou a
Pequim como favorita mas sequer chegou à final. Estava
esgotada após treinar tanto, de
domingo a domingo. Ela mudou de técnico (agora treina
com Jon Urbanchek) e folga
uma vez por semana.
Xin surpreendeu no Campeonato Chinês deste ano. Balizada na 9ª posição, fez a segunda melhor marca da história do
país, atrás apenas do recorde
asiático de Chen Qian de 8:20,
que foi obtido com um traje
tecnológico. Ela é a nova sensação da natação chinesa e
espera-se que ela se torne
uma versão feminina de Sun
Yang.
6. MIREIA BELMONTE, ESP
21 anos, 2ª Olimpíada
8:22.78 (dez/2011)
7. SHAO YIWEN, CHN
17 anos, 1ª Olimpíada
8:24.78 (set/2011)
8. BOGLÁRKA KAPÁS, HUN
19 anos, 1ª Olimpíada
8:24.79 (jul/2011)
9. WENDY TROTT, RSA
22 anos, 2ª Olimpíada
8:25.71 (jun/2012)
10. LAUREN BOYLE, NZL
24 anos, 2ª Olimpíada
8:26.30 (ago/2011)
Mireia não confirmou se irá
nadar os 400m ou 800m na Olimpíada. Ela desejaria nadar
quatro provas, e ao que parece
sua melhor chance de medalha
entre essas duas está nos
800m. Ela busca se tornar a
primeira mulher nascida na
Espanha a conquistar uma
medalha – em 2000, Nina Zhivanevskaya foi bronze nos
100m costas representando a
Espanha, mas na verdade ela
nasceu na Rússia.
Após não ter nadado bem o
Mundial de Xangai, Yiwen fez
seu melhor tempo nos 800m
livre no Campenato Chinês. No
entanto, esse ano, na seletiva,
voltou a nadar mal, aumentou
seu tempo em cinco segundos,
mas conseguiu chegar na segunda colocação atrás de Xin
Xin. Potencial ela tem. Resta
saber se dessa vez corresponderá às expectativas no momento de pressão.
Kapás tinha 15 anos quando
foi aos Jogos de Pequim, e foi
a mais nova integrante de toda
a delegação húngara, contando todos os esportes. Em
2010, conquistou ouros nos
200m borboleta e nos 400m livre na Olimpíada da Juventude, e lá encontrou sua heroína
Krisztina Egerszegi. “Foi muito
especial, pois ela me encorajou.”
Em 2008, Trott ficou em 9º na
eliminatória dos 800m, a 30
centésimos da final – seu tempo lhe daria a quinta posição,
pois suas concorrentes pioraram. Ela treina na Universidade da Georgia e foi três vezes
campeã do NCAA nas 1650
jardas, somente a quinta mulher a conseguir o feito. Ela
tem o quarto melhor tempo da
história da prova, atrás somente de Katie Hoff, Kate Ziegler e
Janet Evans.
Após os Jogos da Com. Britânica de 2006, Boyle estava estafada e quase parou de nadar.
Tinha apenas 19 anos. Resolveu mudar de vez. Não quis ir
para a Austrália porque não tinha dinheiro suficiente. Escolheu os Estados Unidos porque
lá teria bolsa em uma universidade. Foi para Berkeley, onde
treinou com Natalie Coughlin e
Dana Vollmer, e transformouse de uma mediana velocista
para uma excelente fundista.
1. REBECCA ADLINGTON, GBR
800m LIVRE FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
MEDALHISTAS DE 2008
Rebecca Adlington (GBR) – 8:14.10
Disputará a prova em Londres.
Alissia Filippi (ITA) – 8:20.23
Não nadará a prova em Londres, para se
concentrar para os 200m costas.
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1968
MAIORES VENCEDORAS
Janet Evans (USA) – 1988 e 1992
Lotte Friis (DEN) – 8:23.03
Disputará a prova em Londres.
Brooke Bennett (USA) – 1996 e 2000
MAIORES MEDALHISTAS
Janet Evans (USA) e Brooke Bennett (USA) – 2 ouros
QUEM MAIS NADOU (5 PARTICIPAÇÕES)
Irene Dalby (NOR) – 1988, 1992 e 1996
Janet Evans (USA) – 1988, 1992 e 1996
Hayley Lewis (AUS) – 1992, 1996 e 2000
Jana Henke (GER) – 1996, 2000 e 2004
Flavia Rigamonti (SUI) – 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Janet Evans (USA) – 1988, 1992 e 1996
Jana Henke (GER) – 1996, 2000 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Debbie Meyer (USA) sobre Pam Kruse (USA) em 1968
(11.7s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Ai Shibata (JPN) sobre Laure Manaudou (FRA) em
2004 (0.42s)
MAIS VELHA VENCEDORA
Ai Shibata (JPN), 22a3m6d em 2004
MAIS VELHA MEDALHISTA
Dagmar Hase (GER), 2ª em 1996, 26a7m3d
MAIS NOVA VENCEDORA
Petra Thümer (GDR), 15a5m26d em 1976
MAIS NOVA MEDALHISTA
María Teresa Ramírez (MEX), 3ª em 1968, 14a2m9d
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Lotte Friis (DEN), 8:15.92
EUROPEU 2010
Lotte Friis (DEN), 8:23.27
PAN-PACÍFICO 2010
Kate Ziegler (USA), 8:21.59
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Rebecca Adlington (ENG), 8:24.69
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Li Xuanxu (CHN), 8:23.55
MUNDIAL 2011
Rebecca Adlington (GBR), 8:17.51
PAN-AMERICANO 2011
Kristel Kobrich (CHI), 8:34.71
EUROPEU 2012
Boglárka Kapás (HUN), 8:26.49
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Rebecca Adlington, GBR
2. Lotte Friis, DEN
3. Janet Evans, USA
4. Joanne Jackson, GBR
5. Camelia Potec, ROU
6. Alessia Filippi, ITA
7. Kate Ziegler, USA
8. Laure Manaudou, FRA
9. Anke Mohring, GDR
810. Brooke Bennett, USA
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
7
3
3
13
Alemanha Or.
1
2
1
4
Austrália
1
2
1
4
Grã-Bretanha
1
0
1
2
Japão
1
0
0
1
Alemanha
0
1
1
2
Itália
0
1
1
2
Ucrânia
0
1
0
1
França
0
1
0
1
México
0
0
1
1
Holanda
0
0
1
1
Dinamarca
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1972 Munique
K. Rothhammer (USA), 8:53.68
1976 Montreal
Petra Thümer (GDR), 8:37.14
2008 Pequim
Rebecca Adlington (GBR), 8:14.10
Tempo
8:14.10
8:15.92
8:16.22
8:16.66
8:16.70
8:17.21
8:18.52
8:18.80
8:19.53
8:19.67
Ano
2008
2009
1989
2009
2009
2009
2007
2007
1987
2000
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Janet Evans, USA
8:16.22
1989
2. Rebecca Adlington, GBR
8:17.51
2011
3. Lotte Friis, DEN
8:18.20
2011
4. Kate Ziegler, USA
8:18.52
2007
5. Laure Manaudou, FRA
8:18.80
2007
6. Anke Mohring, GDR
8:19.53
1987
7. Brooke Bennett, USA
8:19.67
2000
8. Kathleen Ledecky, USA
8:19.78
2012
9. Astrid Strauss, GDR
8:22.09
1988
10. Yana Klochkova, UKR
8:22.66
2000
RECORDES
Mundial: Rebecca Adlington, GBR - 8:14.10 (2008)
Olímpico: Rebecca Adlington, GBR - 8:14.10 (2008)
Sul-americano: Kristel Kobrich, CHI - 8:27.90 (2009)
Brasileiro: Joanna Maranhao, BRA - 8:32.96 (2009)
Norte-americano: Kate Ziegler, USA - 8:18.52 (2007)
Europeu: Rebecca Adlington, GBR - 8:14.10 (2008)
Oceania: Kylie Palmer, AUS - 8:22.81 (2008)
Asiático: Chen Qian, CHN - 8:20.36 (2009)
Africano: Wendy Trott, RSA - 8:25.71 (2012)
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MEMÓRIA
1980 – Moscou
A recordista mundial era a australiana
Tracey Wickham, uma das maiores fundistas da história – seu recorde de campeonato mundial dos 400m livre durou
simplesmente de 1978 a 2007! Em
1980, a Austrália não boicotou os Jogos
de Moscou, mas Wickham, junto com alguns outros atletas, organizaram um boicote à parte. Isso explica porque a vencedora dois 800m livre foi sua compatriota Michelle Ford. Wickham se aposentou
em 1982 e é uma das grandes atletas
que não tem ouro olímpico.
1996 – Atlanta
A americana Janet Evans, bicampeã olímpica, não perdia a prova fazia oito anos, mas foi derrotada em 1995 por Brooke Bennett, de apenas 15 anos, que tinha um pôster de Evans em seu quarto.
Na final olímpica, Evans não chegou a
brigar por medalhas, e Bennett conquistou sua primeira vitória na prova, que viria repetir em 2000.
2004 – Atenas
O 800m livre de Atenas foi uma prova diferente. Das oito finalistas do Mundial de
2003, um ano antes, nenhum chegou à
final olímpica de 2004. A francesa Laure
Manaudou, que tinha características de
velocista, tanto que conquistara o bronze
nos 100m costas, passou muito forte e
brigou pelo ouro até o fim, mas foi ultrapassada pela japonesa Ai Shibata na
mais apertada prova de 800m livre da
história olímpica. Shibata foi a primeira
japonesa a conquistar uma medalha olímpica no estilo livre.
O Brasil na prova
Somente duas atletas nadaram a prova
pelo Brasil, sendo que a primeira, Maria
Guimarães, foi desclassificada em 1976.
Patrícia Amorim, atual presidente do
Flamengo, terminou na 21ª posição em
1988.
Lendas – Janet Evans
Nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, com
apenas 1,65m de altura, a americana Janet Evans era um paradoxo no meio das
grandes nadadoras alemãsorientais, australianas e russas. Isso não foi problema
para ela, que desde os três anos já sabia
nadar. Foi ouro nos 400m e 800m livre e
400m medley. Em 1992, se tornou a primeira nadadora a conquistar um bicampeonato nos 800m, prova em que bateu
o recorde mundial por três vezes e que
ainda tem o melhor tempo da história
sem trajes tecnológicos. Em Atlanta
1996, foi homenageada ao carregar a tocha olímpica em seu percurso final. Sua
carreira vitoriosa, no entanto, já desacelerava e ela não conquistou nenhuma
medalha.
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DIA 7 – 50m LIVRE MASCULINO
Nada de loteria
Por Daniel Takata Gomes
CESAR CIELO VEM MOSTRANDO COMO SE DOMINA UMA PROVA TÃO CONCORRIDA
Dizem que o 50m livre é loteria. Se realmente fosse, Cesar Cielo não teria um
domínio tão grande como visto nos últimos quatro anos. Campeão olímpico,
mundial de longa e de curta, panamericano, recordista mundial, líder disparado do ranking... E o único que teve o
sabor de derrotar Cielo nesses quatro anos, o americano Nathan Adrian, não se
classificou. Um motivo a menos para se
preocupar? Errado. São dois motivos a
mais, e eles se chamam Cullen Jones e
Anthony Ervin. A saída de Jones na seletiva foi espetacular e é onde reside uma
das forças de Cielo. Ervin, após oito anos
parado, voltou ano passado e conseguiu a
vaga olímpica com o melhor tempo de
sua vida. A única vez que dois campeões
olímpicos duelaram nos 50m livre foi em
2004, com Gary Hall Jr e Alexander Popov, mas o russo sequer chegou à final.
Dessa vez Cielo e
Ervin deverão brigar
diretamente pelo ouro. E na briga também estará outro brasileiro: Bruno Fratus tem chances de
fazer o Brasil subir
ao pódio com dois atletas em uma prova
individual pela primeira vez na história
olímpica. Seu trabalho específico de saídas no Maria Lenk já rendeu bons frutos
e se melhorar um pouco seu tempo pode
conquistar a tão sonhada medalha. Um
novo concorrente é o australiano James
Magnussen, que até esse ano não tinha
velocidade suficiente, mas ficou mais forte e fez um bom tempo. Os franceses, que
Bruno Fratus e
Cesar Cielo
completaram o pódio na última Olimpíada, não podem ser ignorados. Amaury
Leveaux é o atual medalhista de prata e
Florent Manaudou vem melhorando.
Acrescente o ex-recordista Eamon Sullivan e o atual prata mundial Luca Dotto e
teremos uma prova alucinante.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. CESAR CIELO, BRA
25 anos, 2ª Olimpíada
21.38 (abr/2012)
2. CULLEN JONES, USA
28 anos, 2ª Olimpíada
21.59 (jul/2012)
3. ANTHONY ERVIN, USA
31 anos, 2ª Olimpíada
21.60 (jul/2012)
4. BRUNO FRATUS, BRA
23 anos, 1ª Olimpíada
21.70 (abr/2012)
5. JAMES MAGNUSSEN, AUS
Em 2009, Cielo conquistou os
títulos mundiais dos 50m e
100m livre e bateu recordes
mundiais. Por isso, no final daquele ano, foi eleito o melhor
atleta da Comunidade ÍberoAmericana. Os feitos de Cielo
foram tão significantes que, para levar o prêmio, ele bateu
ninguém mais ninguém menos
que o argentino Lionel Messi,
que naquele ano havia sido eleito o melhor futebolista do
mundo.
Quando conquistou o ouro no
4x100m livre em 2008, Jones
se tornou o segundo afrodescendente norte-americano
a deter um recorde mundial na
natação. O outro, coincidentemente, é Anthony Ervin, seu
companheiro de prova em
Londres. Jones apareceu no
cenário internacional em 2006,
ao vencer os 50m livre no PanPacífico.
Ervin superou o lendário recorde americano de Matt Biondi
nos 100m livre que durava
desde 1988. Ele o bateu no
Mundial de 2001, quando venceu os 50m e 100m livre. Foi
sua última grande competição.
Logo depois, aposentou, e voltou somente ano passado. Sua
medalha de ouro olímpica de
2000 foi leiloada para ajudar as
vítimas do tsunami na Ásia, em
2004. A prata do 4x100m livre
ele diz que perdeu.
Ao contrário da maioria dos
nadadores de alto nível, Fratus
não foi destaque nas categorias de base. Somente venceu
um brasileiro aos tinha 17 anos, quando muitos nadadores
já despontam internacionalmente. Mas depois que saiu de
Natal e foi treinar no Pinheiros,
em 2007, experimentou evolução notável e está entre os
melhores do mundo desde
2010.
Conhecido por ter uma segunda metade dos 100m livre fulminante, Magnussen nunca teve velocidade suficiente para
ser competitivo nos 50m. No
ano passado, por exemplo, ficou somente em 8º no Campeonato Australiano. Mas um
trabalho de força no último ano
o fez ficar mais rápido e isso
se refletiu inclusive nos 100m
livre, em que sua melhora foi
devida à primeira metade da
prova.
6. ANDREY GRECHIN, RUS
24 anos, 2ª Olimpíada
21.82 (abr/2012)
7. FLORENT MANAUDOU, FRA
21 anos, 1ª Olimpíada
21.86 (mar/2012)
8. EAMON SULLIVAN, AUS
26 anos, 2ª Olimpíada
21.88 (mar/2012)
9. GEORGE BOVELL, TRI
29 anos, 4ª Olimpíada
21.89 (mar/2012)
10. LUCA DOTTO, ITA
22 anos, 1ª Olimpíada
21.90 (jul/2011)
Grechin, medalhista de prata
no 4x100m livre no Mundial de
2009, esse ano chegou perto
do recorde russo, que ainda
está em poder do lendário Alexander Popov desde 2000 com
21.64. No início desse ano,
Grechin teve uma projeção internacional por vencer os
100m livre em uma competição
em Zurique, na qual chegou à
frente de Ian Thorpe, que retornava às competições internacionais.
Irmão de Laure Manaudou, a
maior influência de Florent em
sua formação como nadador
foi seu outro irmão, Nicolas,
que foi seu treinador por seis
anos. Em 2011, ele foi treinar
com Romain Barnier e conseguiu a vaga olímpica. Nicolas
se mostrou bastante chateado
com Florent, que saiu sem dar
maiores explicações, lembrando o que Laure fez em 2008
com o mesmo Nicolas.
Desde a Olimpíada de 2008,
Sullivan não subiu ao pódio de
nenhuma competição internacional nos 50m e 100m livre,
provas em que foi recordista
mundial. Por isso, sua classificação olímpica foi um alívio
após tantas contusões e decepções. Um de seus interesses é a culinária. Foi o primeiro
nadador a participar de um
reality show do tema na Austrália, é dono de um café e já
lançou um livro de receitas.
Bovell é o maior nadador da
história de seu país e carregou
a bandeira na cerimônia de
abertura em 2008. Foi bronze
olímpico em 2004 nos 200m
medley, mas um problema no
joelho o impede de nadar peito
há alguns anos, e por isso se
concentra nos 50m livre. Sua
mãe, canadense, foi corredora
olímpica, e seu irmão Nicholas
também já nadou uma Olimpíada.
Em seu primeiro Mundial, no
ano passado, Dotto já tinha
cumprido seu objetivo ao atingir a final dos 50m livre. Por isso, não acreditou quando viu
que ficou em segundo lugar,
atrás de Cesar Cielo. Este ano,
participou de uma campanha
da Armani sobre as Olimpíadas, chamada "The Sense of
Being” - foi o único nadador a
participar. A Armani confecciona os uniformes da seleção olímpica italiana.
21 anos, 1ª Olimpíada
21.74 (mar/2012)
50m LIVRE MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
MEDALHISTAS DE 2008
MEMÓRIA
EM OLIMPÍADAS
Cesar Cielo (BRA) – 21.30
Disputará a prova em Londres.
1904 – Saint Louis
Desde 1988 (disputado em 1904 como 50 jardas)
MAIORES VENCEDORES
Aleksandr Popov (RUS) – 1992 e 1996
Amaury Leveaux (FRA) – 21.45
Disputará a prova em Londres.
Alain Bernard (FRA) – 21.49
Não conseguiu classificação e irá a Londres
apenas para revezamento.
Gary Hall Jr. (USA) – 2000 e 2004
MAIOR MEDALHISTA
Gary Hall Jr. (USA) – 2 ouros e 1 prata
QUEM MAIS NADOU (5 E 4 PARTICIPAÇÕES)
Mark Foster (GBR) – 1988, 1992, 1996, 2000 e 2008
Alexander Popov (RUS) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Ricardo Busquets (PUR) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Bartosz Kizierowski (POL) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Salim Iles (ALG) – 1996, 2000, 2004 e 2008
Cesar Filho (BRA), 21.08
EUROPEU 2010
Frédérick Bousquet (FRA), 21.49
PAN-PACÍFICO 2010
Nathan Adrian (USA), 21.55
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Lü Zhiwu (CHN), 22.37
MUNDIAL 2011
Cesar Cielo (BRA), 21.52
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Alexander Popov (RUS) – 1992, 1996 e 2000
PAN-AMERICANO 2011
Cesar Cielo (BRA), 21.58
EUROPEU 2012
Gary Hall Jr. (USA) – 1996, 2000 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Frédérick Bousquet (FRA), 21.80
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
TOP 10 ALL-TIME
Anthony Ervin (USA) empatou com Gary Hall Jr. (USA)
em 2000
Nadador
1. Cesar Cielo, BRA
MAIS VELHO VENCEDOR
Gary Hall Jr. (USA), 29a10m25d em 2004
MAIS VELHO MEDALHISTA
Gary Hall Jr. (USA), 1º em 2004, 29a10m25d
Tempo
20.91
Ano
2009
2. Frédérick Bousquet, FRA
3. Ashley Callus, AUS
4. George Bovell, TRI
20.94
21.19
21.20
2009
2009
2009
5. Alain Bernard, FRA
6. Amaury Leveaux, FRA
21.23
21.25
21.28
2009
2009
2008
21.29
21.40
2009
2009
21.42
2009
Anthony Ervin (USA), 19a3m27d em 2000
7. Eamon Sullivan, AUS
8. Duje Draganja, CRO
9. Cullen Jones, USA
MAIS NOVO MEDALHISTA
10. Krisztián Takács, HUN
MAIS NOVO VENCEDOR
Anthony Ervin (USA), 1º em 2000, 19a3m27d
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
1. Frédérick Bousquet, FRA
2. Cesar Cielo, BRA
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
4
4
2
10
Brasil
1
0
1
2
Com. Est. Indep.
1
0
0
1
Hungria
1
0
0
1
Rússia
1
0
0
1
França
0
1
1
2
Croácia
0
1
0
1
União Soviética
0
0
1
1
Holanda
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
1988 Seul
Nadador e tempo
Matt Biondi (USA), 22.14
Tempo
21.36
21.38
Ano
2010
2012
3. Nathan Adrian, USA
4. Cullen Jones, USA
21.55
21.59
2010
2012
5. Anthony Ervin, USA
6. Alexander Popov, RUS
7. Roland Schoeman, RSA
21.60
21.64
21.69
2012
2000
2005
8. Stefan Nystrand, SWE
9. Bruno Fratus, BRA
10. James Magnussen, AUS
21.69
21.70
21.74
2010
2012
2012
RECORDES
Mundial: Cesar Cielo, BRA - 20.91 (2009)
Olímpico: Cesar Cielo, BRA - 21.30 (2008)
Sul-americano: Cesar Cielo, BRA - 20.91 (2009)
Brasileiro: Cesar Cielo, BRA - 20.91 (2009)
Norte-americano: Cullen Jones, USA - 21.40 (2009)
Europeu: Frédérick Bousquet, FRA - 20.94 (2009)
Oceania: Ashley Callus, AUS - 21.19 (2009)
Asiático: Shi Runqiang, CHN - 21.95 (2009)
Africano: Roland Schoeman, RSA - 21.67 (2008)
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O americano Gary Hall Jr tinha 29 anos
em 2004 e em, provas de natação masculinas, era o nadador mais velho representante americano desde 1924. Depois
da prata em 1996, empatou com seu
companheiro de treinos Anthony Ervin na
primeira posição em 2000 e derrotou por
um centésimo o croata Duje Draganja em
2004. “Meus dois ouros olímpicos foram
conseguidos com vantagem acumulada
de um centésimo. É insano”, disse ele
certa vez. É filho de Gary Hall, recordista
mundial nas décadas de 60 e 70 e único
nadador a carregar a bandeira americana
em uma cerimônia de abertura olímpica.
2008 – Pequim
Matt Biondi (USA) sobre Tom Jager (USA) em 1988
(0.22s)
Ano
2004 – Atenas
Brent Hayden (CAN), 22.01
JOGOS ASIÁTICOS 2010
José Meolans (ARG) – 1996, 2000, 2004 e 2008
Na prova de 50 jardas, o húngaro Zoltán
von Halmay derrotou o americano Scott
Leary. No entanto, o árbitro (americano)
deu a vitória para seu compatriota. O pau
quebrou e depois de algum tempo foi decidido que os dois disputariam um desempate. Após duas largadas falsas,
Halmay venceu novamente.
Cesar Cielo chegou a Pequim com o oitavo tempo do ano. Mas motivado com a
medalha de bronze nos 100m livre teve
uma trajetória perfeita, batendo o recorde
olímpico nas eliminatórias, semifinal e final, ficando somente a dois cent. O recorde olímpico anterior era o mais antigo
masculino e pertencia ao russo Alexander Popov desde 1992.
O Brasil na prova
O melhor resultado do Brasil na prova, e
de toda a história da natação brasileira,
foi o ouro de Cesar Cielo em 2008, estabelecendo inclusive novo recorde olímpico. Antes dele, Fernando Scherer em
1996 conquistou uma medalha de bronze
chorada, em que nadou mal na eliminatória, teve que disputar um desempate para tentar vaga na final e nadou a final na
raia um. O mesmo Scherer alcançou as
semifinais em 2004, terminando em 11º.
Nicholas Santos também alcançou a fase
em 2008 (16º). Gustavo Borges disputou
duas vezes a final B, em 1992 e 1996
(13º em ambas).
Lendas – Alexander Popov
O maior velocista dos últimos tempos, o
russo Alexander Popov é um mito. Foi
bicampeão dos 50m e 100m livre em
1992 e 1996, o único a conseguir o feito
na dobradinha da velocidade. Foi imbatível e ficou no topo do ranking mundial
destas provas por diversos anos. Foi o
recordista mundial dos 50m por oito anos
e dos 100m por seis. É o recordista de
medalhas em Campeonatos Europeus
(26), além de nove olímpicas. Além dos
títulos, era conhecido pela frieza que
demonstrava antes das grandes provas e
também por suas frases matadoras, como: “Em um dia bom, ninguém irá me
derrotar. Nem em um dia ruim” e “eu não
treino com Michael Klim, ele é que treina
comigo”.
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DIA 8 – 50m LIVRE FEMININO
À sombra da holandesa voadora
Por Daniel Takata Gomes
MESMO APOSENTADA, A SOMBRA DE INGE DE BRUIJN ESTÁ MAIS PRESENTE DO QUE NUNCA
Inge de Bruijn é talvez a maior nadadora
da história da prova. Em Londres, oito
anos depois dela ter deixado as piscinas,
será mais lembrada do que nunca. Primeiro, porque finalmente as nadadoras chegaram ao seu nível em trajes têxteis. Inge
estava à frente de seu tempo em 2000
quando marcou 24.13. No Mundial do
ano passado, a sueca Therese Alshammar venceu e ficou a um centésimo do
tempo. Este ano, a britânica Francesca
Halsall o igualou, e a holandesa Ranomi
Kromowidjojo o superou por três centésimos. Por isso, as comparações entre Inge e Kromowidjojo serão inevitáveis.
lém disso, Alshammar é remanescente da
final de 2000, em que ela quase aproveitou uma saída ruim de Inge (o recorde
havia sido anotado na semi), mas terminou com a prata. Para ela, não deve haver
ocasião melhor para superar aquele 24.13
e para finalmente,
Therese Alshammar e
aos 34 anos, conquisBritta Steffen
tar o ouro olímpico
em cima de uma holandesa. E outra veterana está entre os
destaques: a também
holandesa Marleen
Veldhuis. Seu psicológico é difícil, mas
depois de ter sido
mãe e voltado a nadar em altíssimo nível, não se pode duvidar dela. As australianas Cate Camp- alemã. É candidata ao bi. A surpresa pode
bell, bronze em 2008, e Bronte Camp- ser a dinamarquesa Jeanette Ottesen,
bell já são atração por serem irmãs, e se que já mostrou muita velocidade este ano
subirem ao pódio farão história. A alemã no Troféu Maria Lenk. A semifinal já seBritta Steffen, atual campeã olímpica pa- ria um grande prêmio para Graciele Herrece que recuperou a motivação e deve rmann, que pode dar alegrias para o Braabaixar ainda mais seu tempo da seletiva sil em um futuro bem próximo.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. R. KROMOWIDJOJO, NED
21 anos, 2ª Olimpíada
24.10 (abr/2012)
2. FRAN HALSALL, GBR
22 anos, 2ª Olimpíada
24.13 (mar/2012)
3. T. ALSHAMMAR, SWE
34 anos, 5ª Olimpíada
24.14 (jul/2011)
4. MARLEEN VELDHUIS, NED
33 anos, 3ª Olimpíada
24.32 (abr/2012)
5. BRITTA STEFFEN, GER
28 anos, 4ª Olimpíada
24.37 (mai/2012)
Kromowidjojo, campeã mundial
de curta dos 50m e 100m livre,
nadou somente os 200m livre
como prova individual em Pequim. Isso porque Marleen
Veldhuis e Inge Dekker eram
mais velozes. Hoje, ela é quem
dita as cartas na Holanda. Ela
tem uma tatuagem no punho
direito de um ideograma chinês
que significa água, e escolheu
o símbolo porque lembra um
número 1 e também uma letra
K, de Kromowidjojo.
Em 2010, Halsall conquistou
cinco medalhas, sendo duas
de ouro, no Campeonato Europeu, tornando-se a nadadora
britânica mais bem sucedida
em uma edição da competição.
Ela gosta de ser capaz de nadar muitas provas, como nessa
Olimpíada que nadará cinco,
capacidade adquirida com a
mudança de treinamentos em
2009 para um programa muito
mais pesado do que tinha antes.
O primeiro título nacional de
Alshammar foi em 1991, nos
50m costas. Ela relembra que,
na época, seus pais lhe prometeram uma jaqueta vermelha
que ela queria muito caso ela
vencesse a prova. "Nadei pela
minha vida", ela diz. Hoje, ela é
uma das maiores vencedoras
de prêmios em dinheiro da história da Copa do Mundo de natação. Sua mãe Britt-Marie
Smedh nadou os Jogos de
Munique 1972.
Veldhuis é uma das poucas
nadadoras de elite que sabe o
que é cuidar de filhos. Ela teve
sua filha em 2010 e não abandonou os treinos durante sua
gravidez. No período, ela treinava cinco vezes por semana
com seu treinador Jaaco Verhearen, seguindo um programa especial montado por ele.
Ela nadou até dois dias antes
de dar a luz! "Quando comecei
a ter contrações, pensei que
seria melhor faltar ao treino!"
Atual campeã olímpica dos
50m e 100m livre, Steffen é
uma velocista nata. Mas nem
sempre foi assim. Tanto que
nadava os 200m livre quando
era mais nova, e inclusive tem
um bronze olímpico no 4x200m
livre em Sydney 2000. Após
Atenas 2004, ela parou com a
natação por um ano para se
dedicar à faculdade de engenharia, curso ainda não completado até hoje.
6. CATE CAMPBELL, AUS
20 anos, 2ª Olimpíada
24.43 (dez/2011)
7. JESSICA HARDY, USA
25 anos, 1ª Olimpíada
24.50 (jul/2012)
7. A. HERASIMENIA, BLR
26 anos, 2ª Olimpíada
24.57 (abr/2011)
8. JEANETTE OTTESEN, DEN
24 anos, 3ª Olimpíada
24.61 (jul/2011)
9. BRONTE CAMPBELL, AUS
18 anos, 1ª Olimpíada
24.61 (mar/2012)
Mais jovem medalhista em Pequim, Campbell teve que se retirar da natação dois anos depois, ao sofrer com fadiga e virose. Os médicos recomendaram repouso, caso contrário a
fadiga poderia se tornar crônica. Com isso, ela ficou fora dos
Jogos da Comunidade Britânica de 2010 e do Mundial de
Xangai em 2011. Depois disso,
recuperou 10 quilos e melhorou sua dieta, voltando à velha
forma.
Em 2005, Hardy apareceu ao
quebrar o recorde mundial dos
100m peito na semifinal do
Mundial de Montreal. Na final,
no entanto, piorou o tempo e
perdeu o ouro para Leisel Jones. Ironicamente, até então,
era Jones que cometia esse
tipo de erro (Mundial 2003 e
Olimpíada 2004). Ela é uma
das poucas pessoas que conseguem nadar muito bem livre
e peito, na verdade a única em
nível mundial.
Antes do Mundial 2011, em
que Herasimenia venceu os
100m livre, ela recebeu uma
oferta para que se naturalizasse russa. Ela recusou, dizendo-se patriota. Mas não é incomum atletas bielo-russos se
naturalizarem em outros países, principalmente na França
– na última Olimpíada, nadaram pela França Hannah Scherba e Alena Popchanka, esta também campeã mundial,
em 2003, nos 200m livre.
Ottesen ficou em posições ingratas em suas Olimpíadas.
Em 2004, em 17º nos 100m livre e 9º no 4x100m medley,
sempre a uma posição de passar de fase. Em 2008, em 5º
nos 100m livre, não tão longe
do bronze. Assim como Lotte
Friis, que com a fama alcançada na natação participou do
programa Dança dos Famosos, Ottesen participou esse
ano do famoso programa humorístico "Vild med comedy".
Irmã de Cate Campbell, a última vez que dois irmãos representaram a Austrália na natação em uma mesma Olimpíada
foi em 1972, com Karen e Narelle Moras e Neil e Greg Rogers. No entanto, são as únicas duas atletas da história da
natação australiana a serem
irmãs e competirem na mesma
prova, nos mesmos Jogos.
Bronte diz que sua irmã é melhor em tudo, exceto ao jogarem tênis no videgame.
50m LIVRE FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
MEDALHISTAS DE 2008
MEMÓRIA
EM OLIMPÍADAS
Britta Steffen (GER) – 24.06
Disputará a prova em Londres.
1992 – Barcelona
Desde 1988
Dara Torres (USA) – 24.07
Não conseguiu classificação na seletiva americana.
Cate Campbell (AUS) – 24.17
Disputará a prova em Londres.
MAIOR VENCEDORA
Inge de Bruijn (NED) – 2000 e 2004
MAIORES MEDALHISTAS
Inge de Bruijn (NED) – 2 ouros
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Yang Wenyi (CHN) – 1 ouro e 1 prata
Dara Torres (USA) – 1 prata e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Britta Steffen (GER), 23.73
EUROPEU 2010
Therese Alshammar (SWE), 24.45
2000 – Sydney
PAN-PACÍFICO 2010
Jessica Hardy (USA), 24.63
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Alison Sheppard (GBR) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Cristina Chiuso (ITA) – 1996, 2000, 2004 e 2008
Martina Moravcová (SVK) – 1992, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Yolane Kukla (AUS), 24.86
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Li Zhesi (CHN), 24.97
MUNDIAL 2011
Therese Alshammar (SWE), 24.14
Inge de Bruijn (NED) – 1992, 2000 e 2004
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Inge de Bruijn (NED) sobre Malia Metella (FRA) em
2004 (0.31s)
PAN-AMERICANO 2011
Lara Jackson (USA), 25.09
EUROPEU 2012
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Britta Steffen (GER), 24.37
Britta Steffen (GER) sobre Dara Torres (USA) em 2008
(0.01s)
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
1. Britta Steffen, GER
MAIS VELHA VENCEDORA
Inge de Bruijn (NED), 30a11m28d em 2004
MAIS VELHA MEDALHISTA
Dara Torres (USA), 2ª em 2008, 41a4m2d
MAIS NOVA VENCEDORA
Ano
2009
2. Therese Alshammar, SWE
3. Marleen Veldhuis, NED
4. Lisbeth Trickett, AUS
23.88
23.96
23.97
2009
2009
2008
5. Cate Campbell, AUS
6. Dara Torres, USA
23.99
24.07
24.10
2009
2008
2012
24.11
24.13
2009
2000
24.23
2009
MAIS NOVA MEDALHISTA
Katrin Meissner (GDR), 3ª em 1988, 15a8m8d
10. Amanda Weir, USA
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Holanda
2
0
0
2
China
1
3
0
4
Estados Unidos
1
1
3
5
Alemanha Or.
1
0
1
2
Alemanha
1
0
1
2
Suécia
0
1
0
1
França
0
1
0
1
Austrália
0
0
2
2
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1992 Barcelona
Yang Wenyi (CHN), 24.79
2000 Sydney
Inge de Bruijn (NED), 24.13 (sf)
Nadador
1. Ranomi Kromowidjojo, NED
2. Inge de Bruijn, NED
Tempo
24.10
24.13
Ano
2012
2000
3. Francesca Halsall, GBR
4. Therese Alshammar, SWE
24.13
24.14
2012
2011
5. Marleen Veldhuis, NED
6. Britta Steffen, GER
7. Inge Dekker, NED
24.30
24.37
24.42
2007
2012
2012
8. Cate Campbell, AUS
9. Alice Mills, AUS
10. Jessica Hardy, USA
24.43
24.49
24.50
2011
2005
2012
RECORDES
Mundial: Britta Steffen, GER - 23.73 (2009)
Olímpico: Britta Steffen, GER - 24.06 (2008)
Sul-americano: Arlene Semeco, VEN - 24.76 (2009)
Brasileiro: Flavia Delaroli, BRA - 24.98 (2009)
Norte-americano: Dara Torres, USA - 24.07 (2008)
Europeu: Britta Steffen, GER - 23.73 (2009)
Oceania: Lisbeth Trickett, AUS - 23.97 (2008)
Asiático: Le Jingyi, CHN - 24.51 (1994)
Africano: Lize-Marie Retief, RSA - 25.24 (2008)
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A holandesa Inge de Bruijn havia batido
o recorde mundial três vezes nos meses
anteriores aos Jogos. Por ter chegado a
seu auge tardiamente (27 anos), foi acusada de doping, mesmo tendo passado
por todos os testes a que foi submetida.
Uma das que a acusavam era a americana Amy van Dyken, ouro na prova em
1996. Antes da final olímpica de 2000,
van Dyken cuspiu na raia de de Bruijn, e
depois da prova disse que poderia ter
vencido “se fosse um homem”. No entanto, a própria van Dyken teve seu nome
ligado ao escândalo BALCO em 2003.
2008 – Pequim
Tempo
23.73
7. Ranomi Kromowidjojo, NED
8. Francesca Halsall, GBR
9. Inge de Bruijn, NED
Yang Wenyi (CHN), 20a6m20d em 1992
A chinesa Yang Wenyi detinha o recorde
mundial desde 1988, mas desde então
não correspondia às expectativas. Foi
derrotada na Olimpíada de 1988 e no
Pan-Pacífico de 1989, e no Mundial de
1991 sequer chegou ao pódio. Em 1992,
passou para a final na sexta posição e
suas chances pareciam ainda menores.
Mas com uma saída excepcional, superou seu próprio recorde e venceu justamente quando menos se esperava .
Um duelo de gerações. De um lado, a
revelação australiana Cate Campbell, 16
anos. De outro, a americana Dara Torres, 41, em sua quinta Olimpíada, voltando de uma aposentadoria de quase
sete anos, derrubando todas as convenções. Nessa briga de extremos, não deu
nem uma nem outra. O ouro ficou com a
alemã Britta Steffen, chegando somente
um centésimo à frente de Torres.
O Brasil na prova
Pouca gente sabe, mas, além de Djan
Madruga e Cesar Cielo, o Brasil teve
uma recordista olímpica. Na primeira vez
que o 50m livre foi disputado em Olimpíadas, em 1988, Monica Rezende, nadando na terceira série eliminatória, fez
27.44, melhor tempo que as séries anteriores, por isso recorde olímpico, que durou somente até a série seguinte. Mesmo
naquela Olimpíada ela foi superada por
outra brasileira, Adriana Salazar Pereira,
que terminou em 17º (Monica ficou em
31º). Performance mais significante teve
Flávia Delaroli, finalista em 2004 (8ª colocada). Naquela Olimpíada, Rebeca
Gusmão terminou na 11ª posição. Em
2008, Flávia chegou em 23º.
Lendas – Inge de Bruijn
A holandesa Inge de Bruijn apareceu no
cenário internacional em 1991 (chegou a
disputar a Olimpíada de 1992), mas só
começou a dar resultados expressivos
em 1998 e não parou mais. Bateu sucessivos recordes e chegou a Sydney 2000
como grande estrela, onde venceu os
50m e 100m livre e 100m borbo, sempre
superando os recordes mundiais. A partir
de então não repetiu o brilho, mas não foi
mais derrotada em provas de 50m até o
final da carreira. Em Atenas 2004, foi bicampeã nos 50m livre e se aposentou
como uma das maiores velocistas da história. Inge era figura constante no Brasil,
onde competiu pelo Flamengo e Vasco e
chegou a superar o recorde mundial dos
50m livre no Troféu José Finkel de 2000.
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DIA 8 – 1500m LIVRE MASCULINO
Início de uma nova era?
Por Daniel Takata Gomes
LONDRES PODE MARCAR O INÍCIO DO DOMÍNIO DE SUN YANG
O 1500m livre tem sido marcado por longos períodos de domínio de lendas da natação. A década de 80 foi marcada por
Vladimir Salnikov, a de 90 por Kieren
Perkins e os anos 2000 por Grant Hackett. O chinês Sun Yang é grande candidato a igualar esses feitos até superá-los.
Em 2010, com apenas 18 anos, chegou
muito perto do recorde mundial, que estava em poder de Hackett desde 2001. No
Mundial de Xangai não teve jeito. Quem
assistiu aqueles últimos 50 metros inacreditáveis jamais vai esquecer. Com 10 segundos de vantagem, só perde se ocorrer
um desastre. O pódio do Mundial do ano
passado foi o mais forte da história, e por
isso os medalhistas Ryan Cochrane e
Gergő Kis têm certa vantagem. Cochrane, bronze olímpico, diz que quer desafiar
Sun, mas é uma tarefa quase impossível.
Um nome para se prestar atenção é o do
italiano
Gregorio
Paltrinieri. De apenas 17 anos, surpreendeu no Europeu
deste ano e pela juventude pode melhorar ainda mais. Não é
a melhor prova do
coreano Tae-Hwan
Park, mas fez um
bom tempo este ano.
Se estiver motivado
por boas performances, pode subir ao
pódio. Pál Joensen representa a Dinamarca, mas na verdade é de Ilhas Faroe e
pode fazer história como primeiro atleta
do país a medalhar em Olimpíada. Decepção total para a Austrália, que depois
de cinco Olimpíadas no pódio não classificou ninguém para a prova. Os america-
Sun Yang
nos precisam melhorar para ter chances.
E o atual campeão olímpico, o tunisiano
Oussama Mellouli, parece ter mais
chances na prova de águas abertas. No
entanto, é bom não esquecer 2008, quando ele não estava balizado entre os 10
primeiros e venceu a prova.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. SUN YANG, CHN
20 anos, 2ª Olimpíada
14:34.14 (jul/2011)
2. RYAN COCHRANE, CAN
23 anos, 2ª Olimpíada
14:44.46 (jul/2011)
3. GERGİ KIS, HUN
24 anos, 2ª Olimpíada
14:45.66 (jul/2011)
4. PÁL JOENSEN, DEN
21 anos, 1ª Olimpíada
14:46.33 (jul/2011)
5. TAE-HWAN PARK, KOR
22 anos, 3ª Olimpíada
14:47.38 (fev/2012)
Ao vencer os 1500m no Mundial de Xangai com recorde
mundial, Yang se tornou o primeiro homem chinês a vencer
uma prova olímpica em uma
competição de nível mundial.
Antes dele, somente Zhang Lin
havia obtido uma vitória, no
Mundial 2009, mas na prova
não olímpica dos 800m livre.
Ele espera se tornar o primeiro
homem chinês campeão olímpico.
Bronze em 2008 e prata no último mundial atrás de Yang, ficou impressionado com o recorde mundial do chinês, mas
não se coloca fora do páreo.
"Não estou fora da disputa. Estou feliz com minha carreira,
mas o objetivo é vencer, e é
isso que almejo." Para Cochrane, para chegar ao pódio
olímpico será necessário nadar
na casa dos 14:30, e para o
ouro será necessário um recorde mundial.
No Mundial de Xangai, Kis
conquistou o bronze nos 800m
livre. Foi a primeira medalha
da história da Hungria em
mundiais no estilo livre, algo
curioso dado o sucesso do país nos outros estilos - a Hungria é a terceira colocada no
quadro de medalhas masculino
na história da competição. Ele
também foi bronze nos 1500m
livre.
Joensen é nadador das Ilhas
Faroé e representando o país
foi 4º no Mundial de Xangai.
Seus resultados são muito discrepantes com o nível de seu
país. Para se ter uma ideia, o
recorde nacional dos 100m
peito masculino é de 1:10! Nos
Jogos Olímpicos, ele compete
pela Dinamarca, pois Ilhas Faroé não são reconhecidas como um país independente.
Em 2006, Park se tornou o
primeiro asiático a nadar a
prova abaixo dos 15 minutos.
Desde então, perdeu espaço
para Zhang Lin e Sun Yang,
principalmente porque foca nos
200m e 400m. Treinando em
Brisbane, parece que aprimorou sua resistência. Bateu seu
recorde nacional em uma
competição na Austrália 50 minutos depois de nadar os 50m,
prova que completou em 22.74
– nada mal para um fundista.
6. G. PALTRINIERI, ITA
17 anos, 1ª Olimpíada
14:48.92 (mai/2012)
7. ANDREW GEMMELL, USA
21 anos, 1ª Olimpíada
14:52.19 (jul/2012)
8. CONNOR JAEGER, USA
21 anos, 1ª Olimpíada
14:52.51 (jul/2012)
9. DANIEL FOGG, GBR
24 anos, 1ª Olimpíada
14:55.30 (mar/2012)
10. JOB KIENHUIS, NED
22 anos, 1ª Olimpíada
14:58.34 (dez/2011)
O novato Paltrinieri, campeão
europeu Junior, foi uma das atrações do Mundial de Xangai.
Não por sua performance, pois
não se classificou para a final,
mas por seu corte de cabelo
moicano que fez muito sucesso, preparado especialmente
por seus veteranos colegas de
equipe, Paltrinieri, de apenas
17 anos, surpreendeu esse
ano e bateu o recorde do
Campeonato Europeu
A maior conquista de Gemmell
não é na piscina, e sim em águas abertas. Em 2009, foi vice-campeão na prova dos 10
quilômetros no Mundial de
Roma. Por isso, recebeu nos
Estados Unidos o prêmio de
melhor nadador de maratonas
aquáticas e também foi indicado para o prêmio de nadador
revelação do ano. Ele também
é um bom nadador de medley,
e chegou a ser campeão mundial Junior dos 400m em 2008.
Um número curioso: Jaeger só
havia competido o 1500m três
vezes na vida antes da seletiva
americana, na qual garantiu a
vaga olímpica. Tudo bem que,
como nadador colegial e universitário, sempre competiu
mais em piscina de jardas,
mas não deixa de ser um número impressionante. Sua inexperiência na prova o fez
perder as contas na eliminatória da prova e ele nadou 75
metros a mais.
Fogg tornou-se o terceiro britânico, após David Davies e
Graeme Smith, ambos medalhistas olímpicos, a nadar abaixo de 15 minutos, o que pode
ser um bom presságio. Em
2008, ele ficou a menos de
dois segundos da seleção britânica na prova. Ele também é
um bom nadador de maratonas
aquáticas, ficou em 4º nos
10km no Mundial de Xangai,
no ano passado e também irá
nadar a prova em Londres.
Kienhuis treina sob o comando
de Marcel Wouda, ex-campeão
mundial dos 200m medley.
Wouda também treinou Maarten van der Weijden , campeão
dos 10km em Pequim, e faz
com que Kienhuis utilize um
mesmo artifício de Weijden (e
também de Michael Phelps):
dormir em uma câmara hipobárica, para simular atitude. Kienhuis é o único holandês a nadar abaixo de 15 minutos na
longa.
1500m LIVRE MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
EM OLIMPÍADAS
Desde 1908 (1200m em 1896, 1000m em
1900 e 1 milha em 1904)
MAIORES VENCEDORES
Mike Burton (USA) – 1968 e 1972
Vladimir Salnikov (URS) – 1980 e 1988
Kieren Perkins (AUS) – 1992 e 1996
Grant Hackett (AUS) – 2000 e 2004
MAIORES MEDALHISTAS
Kieren Perkins (AUS) e Grant Hackett (AUS) – 2 ouros
e 1 prata
Frank Beaurepaire (AUS) – 3 bronzes
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
Ricardo Monasterio (VEN) – 1996, 2000, 2004 e 2008
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
Frank Beaurepaire (AUS) – 1908, 1920 e 1924
Vladimir Salnikov (URS) – 1976, 1980 e 1988
Stefan Pfeiffer (FRG) – 1984, 1988 e 1992
Kieren Perkins (AUS) – 1992, 1996 e 2000
Grant Hackett (AUS) – 2000, 2004 e 2008
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
George Hodgson (CAN) sobre John Hatfield (GBR) em
1912 (39s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Oussama Mellouli (TUN) sobre Grant Hackett (AUS)
em 2008 (0.69s)
MAIS VELHO VENCEDOR
Vladimir Salnikov (URS), 28a4m4d em 1988
MAIS VELHO MEDALHISTA
Frank Beaurepaire (AUS), 3º em 1924, 33a2m2d
MAIS NOVO VENCEDOR
Kuzuo Kitamura (JPN), 14a10m4d em 1932
MAIS NOVO MEDALHISTA
Kuzuo Kitamura (JPN), 1º em 1932, 14a10m4d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
Austrália
8
8
7
Estados Unidos
7
6
6
Japão
2
3
1
Grã-Bretanha
2
2
2
União Soviética
2
1
0
Hungria
1
1
2
Canadá
1
1
1
Suécia
1
1
0
Alemanha
1
0
1
Tunísia
1
0
0
Alemanha Ocid.
0
1
1
Áustria
0
1
0
Grécia
0
1
0
Australásia
0
0
2
Brasil
0
0
1
Alemanha Or.
0
0
1
T
22
19
6
5
3
1
3
2
1
1
2
1
1
2
1
1
MEDALHISTAS DE 2008
Oussama Mellouli (TUN) – 14:40.84
MEMÓRIA
1896 – Atenas
Disputará a prova em Londres.
Grant Hackett (AUS) – 14:41.53
Aposentou-se após os Jogos de Pequim.
Ryan Cochrane (CAN) – 14:42.69
Disputará a prova em Londres.
QUEM VENCEU DESDE 2008
MUNDIAL 2009
Oussama Mellouli (TUN), 14:37.28
EUROPEU 2010
1976 – Montreal
Sébastien Rouault (FRA), 14:55.17
PAN-PACÍFICO 2010
Ryan Cochrane (CAN), 14:49.47
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Ryan Cochrane (CAN), 15:01.49
JOGOS ASIÁTICOS 2010
Sun Yang (CHN), 14:35.43
MUNDIAL 2011
Sun Yang (CHN), 14:34.14
PAN-AMERICANO 2011
Nadador e tempo
Henry Taylor (GBR), 22:48.4
G. Hodgson (CAN), 22:23.0 (el.)
George Hodgson (CAN), 22:00.0
Arne Borg (SWE), 21:11.4 (elim.)
Boy Charlton (AUS), 20:06.6
George Breen (USA), 17:52.9 (el.)
Mike Burton (USA), 15:52.58
Brian Goodell (USA), 15:02.40
Vladimir Salnikov (URS), 14:58.27
Kieren Perkins (AUS), 14:43.48
A maior disputa da história olímpica da prova. Os americanos Brian Goodell e Bobby
Hackett e o australiano Steve Holland se
revezaram na liderança. Goodell conseguiu
abrir uma pequena margem somente nos
100 metros finais. A intensa disputa levou
todos os três a nadarem abaixo do recorde
mundial. Em quarto lugar, chegou o brasileiro Djan Madruga, e em quinto o soviético
Vladimir Salnikov, que quatro anos depois
seria o protagonista da mais célebre prova
de 1500m da história, ao se tornar o primeiro nadador a abaixar de 15 minutos, nos
Jogos de Moscou.
2000 – Sydney
Arthur Frayler (USA), 15:19.59
EUROPEU 2012
1. Sun Yang, CHN
2. Grant Hackett, AUS
3. Oussama Mellouli, TUN
14:34.14
2011
14:34.56
14:37.28
2001
2009
4. Ryan Cochrane, CAN
5. Yuri Prilukov, RUS
14:40.84
14:41.13
2008
2008
6. Kieren Perkins, AUS
7. Larsen Jensen, USA
14:41.66
14:45.29
14:45.54
1994
2004
2008
O australiano Kieren Perkins foi o primeiro a
ter reais chances de um tricampeonato olímpico nos 1500m livre. Depois do bi em
1996, entrou em má fase e poucos acreditavam que voltaria à velha forma. Mas voltou a nadar bem em 2000 e tinha até ligeiro
favoritismo na final, primeiro porque seu
maior rival Grant Hackett fazia uma Olimpíada ruim e segundo porque, carismático, tinha a torcida a seu favor. Mas Hackett se
superou, liderou a prova inteira e deixou
Perkins com a prata. Na noite da final,
96,1% dos televisores do país estavam ligados. Ironicamente, Hackett teve chance
do tri em 2008, mas também terminou com
a prata. E por isso até hoje nenhum homem
conquistou três vitórias consecutivas na natação.
14:45.66
14:45.84
2011
2008
O Brasil na prova
Gregorio Paltrinieri (ITA), 14:48.92
TOP 10 ALL-TIME
Nadador
8. Peter Vanderkaay, USA
9. Gergı Kis, HUN
10. Lin Zhang, CHN
Tempo
Ano
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Nadador
Tempo
Ano
1. Sun Yang, CHN
2. Grant Hackett, AUS
14:34.14
14:34.56
2011
2001
3. Kieren Perkins, AUS
4. Ryan Cochrane, CAN
14:41.66
14:44.46
14:45.29
1994
2011
2004
14:45.66
14:45.94
2011
2007
8. David Davies, GBR
9. Pál Joensen, FAR
14:45.95
14:46.33
2004
2011
10. Yuri Prilukov, RUS
14:47.29
2007
5. Larsen Jensen, USA
6. Gergı Kis, HUN
7. M. Sawrymowicz, POL
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
1908 Londres
1912 Estocolmo
1912 Estocolmo
1924 Paris
1924 Paris
1956 Melbourne
1972 Munique
1976 Montreal
1980 Moscou
1992 Barcelona
A prova teve 1200 metros na primeira Olimpíada, mas nem por isso foi menos difícil.
Disputada na Baía de Zea, em uma água
terrivelmente fria (15 graus) e movimentada
(ondas de mais de três metros), o vencedor
foi o húngaro Alfred Hajós, também vencedor dos 100m livre e primeiro ouro olímpico
da natação. Anos depois, ele disse que temeu pela vida, e que na ocasião a vontade
de viver superou a de vencer.
RECORDES
Mundial: Sun Yang, CHN - 14:34.14 (2011)
Olímpico: Grant Hackett, AUS - 14:38.92 (2008)
Sul-americ.: Luiz R. Arapiraca, BRA - 15:12.69 (2011)
Brasileiro: Luiz R. Arapiraca, BRA - 15:12.69 (2011)
Norte-americ.: Ryan Cochrane, CAN - 14:40.84 (2008)
Europeu: Yuri Prilukov, RUS - 14:41.13 (2008)
Oceania: Grant Hackett, AUS - 14:34.56 (2001)
Asiático: Sun Yang, CHN - 14:34.14 (2011)
Africano: Oussama Mellouli, TUN - 14:37.28 (2009)
http://www.swimchannel.com.br
Foi nos 1500m livre que o Brasil conquistou sua primeira medalha olímpica na natação. Em 1952, Tetsuo Okamoto conquistou o bronze em uma prova emocionante, em que estava em quarto lugar
até a última virada. Em 1976, Djan Madruga terminou na quarta posição, longe
do pódio, é verdade (mais de 10 segundos), mas estabeleceu um recorde sulamericano que durou mais de 20 anos.
Em 1948, ainda havia semifinais na prova, e Rolf Kestener avançou para terminar em 14º Posição melhor obteve Luiz
Lima em 1996 (11º).
Lendas – Vladimir Salnikov
Conhecido como “Expresso de Leningrado”, Vladimir Salnikov é talvez o maior
fundista da história. Aos 15 anos foi finalista dos 1500m em Montreal 1976 e a
partir de então manteve uma invencibilidade de oito anos na prova, incluindo a
medalha de ouro em Moscou 1980 em
uma performance histórica: foi o primeiro
homem a nadar abaixo de 15 minutos.
Também ganharia em 1984 se não fosse
o boicote soviético aos Jogos de Los Angeles. Em 1988, desacreditado e considerado velho, venceu novamente e causou comoção. Foi o atleta mais aplaudido
dos Jogos.
http://www.raiaquatronews.com.br
DIA 8 – 4x100m MEDLEY FEMININO
Para fechar com chave de ouro
Por Daniel Takata Gomes
PROVA PODE RATIFICAR A RETOMADA DO DOMÍNIO AMERICANO NA NATAÇÃO FEMININA
Houve dois períodos que os Estados Unidos perderam o domínio olímpico no
4x100m medley. O primeiro, de 1976 a
1988, devido às alemãs orientais. O segundo iniciou-se em 2004, com a mais
forte geração feminina da história da
Austrália, e está prestes a terminar. Algumas remanescentes daquela geração
australiana nadarão em Londres, mas o tri
olímpico é improvável. Isso porque não
houve renovação, ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos. Entrando na
Olimpíada com o primeiro tempo de
100m costas, peito e borbo, as americanas
não terão adversárias. No Mundial do ano
passado, venceram por quase três segundos. Só resta saber se vale a pena manter
Melissa Franklin no costas ou deslocá-la
para o livre, como em Xangai, e colocar
Rachel Bootsma para abrir. Tudo dependerá dos 100m livre e 100m costas. A
Austrália perdeu até
mesmo o segundo
posto para a China
no Mundial, o que
não foi por acaso: as
chinesas são presença constante no pódio das grandes
competições. Austrália e China têm equipes parelhas, e a diferença deve ser o
nado de peito. Se
Leisel Jones ou
Leiston Prickett repetirem seus tempos
da seletiva, a China tem vantagem, mas
se Jones fizer tempo semelhante ao que
fez ano passado, a Austrália deve levar a
prata. Um pouco atrás aparecem embolados Japão, Holanda, Grã-Bretanha e Rússia, com apenas um segundo separando as
Vollmer, Soni
e Franklin
equipes. Vantagem para Japão, que tem a
maior fraqueza no livre, e a Rússia, que
tem uma equipe equilibrada e um diferencial de um forte nado de peito – exatamente o ponto fraco de holandesas e
britânicas. E o que costuma ser a diferença entre pretendentes e coadjuvantes.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. ESTADOS UNIDOS
3:52.36 (jul/2011)
2. CHINA
3:55.61 (jul/2011)
3. AUSTRÁLIA
3:57.13 (jul/2011)
4. RÚSSIA
3:57.38 (jul/2011)
5. JAPÃO
3:57.84 (jul/2011)
Os Estados Unidos tem múltiplas possibilidades para formar
sua equipe, e seria favorita em
muitas delas. Franklin pode
nadar costas ou livre, Vollmer
pode ir de borbo ou livre, e
Hardy, além do livre, pode ser
nadar o peito – ela não irá nadar a prova individual, mas é a
recordista mundial. Sem falar
em Coughlin, que está na equipe como reserva, mas em
uma emergência poderia nadar
costas, borbo ou livre.
No Mundial de 2009, a China
venceu com recorde mundial.
Não chegou a ser uma surpresa, pois já havia ganhado em
2003 e sempre está entre as
primeiras. Mas uma vitória sobre os Estados Unidos chamou
a atenção. As americanas, que
seriam as favoritas, pela primeira vez sequer passaram às
finais. Se pouparam nas eliminatórias e terminaram em 9º.
As chinesas agradeceram.
A Austrália dominou totalmente
o revezamento 4x100m medley
entre 2004 e 2008, ganhando
as Olimpíadas e os Mundiais
do período. Apesar da força
em todos os estilos, com nomes como Jessicah Schipper,
Lisbeth Trickett e Jodie Henry,
o grande diferencial era Leisel
Jones no peito. Não é coincidência que a perda da hegemonia coincida com o aumento
de seus tempos.
A Rússia vem há algum tempo
batendo na trave para conquistar uma medalha. Foi quarta
colocada no último Mundial, e
quinto na última Olimpíada. O
cenário é sempre o mesmo: o
costas de Zueva e o peito de
Efimova as fazem brigar pelas
primeiras colocações, mas o
borbo é o calcanhar de Aquiles. Em Xangai, o parcial de
borbo da equipe foi o pior entre
as finalistas.
O Japão sempre teve o livre
como o pior nado no 4x100m
medley. Isso ocorreu quando a
equipe conquistou sua única
medalha na prova, o bronze
em 2000. Sumika Minamoto
pulou com quase um segundo
de vantagem sobre a alemã
Katrin Meissner, mas teve muito trabalho para segurar a terceira posição. A diferença final
foi de 17 centésimos.
6. ALEMANHA
3:58.43 (mai/2012)
7. GRÁ-BRETANHA
3:59.65 (jul/2011)
8. CANADÁ
4:00.72 (jul/2011)
9. DINAMARCA
4:01.60 (jul/2011)
10. ITÁLIA
4:01.92 (mai/2012)
Pelos tempos individuais, a Alemanha não é candidata a
pódio. Mas fez um bom tempo
no Europeu, em maio, principalmente devido à performance de Britta Steffen fechando
para 52.74. O destino da equipe alemã dependerá totalmente dela. Como Alemanha, subiu
ao pódio em 2004, 1996 e
1960, quando as duas Alemanhas competiram a Olimpíada
de forma unificada.
Em 2008, a Grã-Bretanha era
uma das mais cotadas ao pódio, mas terminou na quarta
posição. Um de seus destaques, Jemma Lowe, não nadou
bem a parcial de borbo. A parcial de peito tem sido um problema: nessa Olimpíada, foi a
pior entre as equipes finalistas,
e hoje tem 1:08, contra 1:041:06 das principais concorrentes.
No Mundial do ano passado, a
equipe canadense foi desclassificada na final da prova. Mas
não por ter havido uma queimada, motivo mais usual, mas
sim por Jillian Tyler ter usado
duas ondulações após a saída,
ao invés de uma. Caso não
houvesse a desclassificação, a
equipe teria terminado empatada com a Grã-Bretanha na
sexta posição.
A Dinamarca tem nadadoras
entre as 8 melhores nos 100m
costas, peito e livre. O borbo é
uma fraqueza, o que faz com
que Jeanette Ottesen, campeã
mundial dos 100m livre, tenha
que ser deslocado para esta
parcial para que o prejuízo seja
menor. Caso houvesse duas
Ottesen, a Dinamarca estaria
no mesmo nível de Alemanha
e Grã-Bretanha.
Das equipes top 10 do 4x100m
medley, a Itália foi a única que
não conseguiu classificação
automática no Mundial do ano
passado. O retrospecto nas úlitmas Olimpíadas é desolador:
sempre com Federica Pellegrini fechando, a equipe foi desclassificada em 2004 e antepenúltima colocada em 2008.
Nem a diva salva.
4x100m MEDLEY FEMININO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
MEDALHISTAS DE 2008
EM OLIMPÍADAS
Austrália – 3:52.69
Desde 1960
Disputará a prova em Londres.
MEMÓRIA
1960 - Roma
Os Estados Unidos venceram facilmente
a prova com recorde mundial. Carolyn
Burke (borboleta) e Christine Von Saltza
(livre) eram melhores amigas, moravam
juntas e treinavam juntas. Faziam a
mesma dieta, cortavam o cabelo da
mesma maneira e, em Roma, também
venceram juntas. Von Saltza conquistou
três ouros e Burke, dois.
Estados Unidos – 3:53.30
MAIOR VENCEDORA
Disputará a prova em Londres.
China – 3:56.11
Jenny Thompson (USA) – 1992, 1996 e 2000
MAIOR MEDALHISTA
Disputará a prova em Londres.
Jenny Thompson (USA) – 3 ouros e 1 prata
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
QUEM VENCEU DESDE 2008
Manuela Dalla Valle (ITA) – 1984, 1988, 1992 e 1996
MUNDIAL 2009
China, 3:52.19
Franziska van Almsick (GER) – 1992, 1996, 2000 e
2004
1976 – Montreal
EUROPEU 2010
Jenny Thompson (USA) – 1992, 1996, 2000 e 2004
Grã-Bretanha, 3:59.72
Antje Buschschulte (GER) – 1996, 2000, 2004 e 2008
PAN-PACÍFICO 2010
Nina Zhivanevskaya (EUN) – 1992, 1996, 2004 e 2008
Estados Unidos, 3:55.23
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (4)
Austrália, 3:56.99
Franziska van Almsick (GER) – 1992, 1996, 2000 e
2004
JOGOS ASIÁTICOS 2010
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Alemanha Or. sobre Estados Unidos em 1976 (6.6s)
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
China, 3:57.80
MUNDIAL 2011
Estados Unidos, 3:52.36
PAN-AMERICANO 2011
Austrália sobre Estados Unidos em 2008 (0.61s)
Estados Unidos, 4:01.00
MAIS VELHA VENCEDORA
EUROPEU 2012
Alemanha, 3:58.43
Dara Torres (USA), 33a5m8d em 2000
2004 – Atenas
MAIS VELHA MEDALHISTA
TOP 10 ALL-TIME
Dara Torres (USA), 2ª em 2008, 41a4m2d
MAIS NOVA VENCEDORA
Amanda Beard (USA), 14a8m25d em 1996
MAIS NOVA MEDALHISTA
Kornelia Ender (GDR), 2ª em 1972, 13a10m9d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
País
O
P
B
T
Estados Unidos
8
4
0
12
Até 1972, as alemãs orientais jamais haviam conseguido uma medalha de ouro
na natação. Em 1976, no entanto, venceram 11 das 13 provas do programa. O
revezamento 4x100m medley foi a primeira prova feminina com disputa de
medalhas, e cada uma das alemãs registrou a mais rápida parcial da prova, vencendo no final de maneira avassaladora
com mais de seis segundos de vantagem. Anos mais tarde, foi revelado o esquema sistemático de dopagem que era
realizado no país naquele tempo.
Nadador
1. China
2. Estados Unidos
Tempo
Ano
3:52.19
3:52.36
2009
2011
3. Austrália
3:52.58
2009
4. Shanghai, CHN
3:54.99
2009
5. Alemanha
3:55.79
2009
6. Exército Chinês, CHN
7. Grã-Bretanha
3:56.51
3:57.03
2009
2009
8. Holanda
3:57.31
2009
9. Rússia
3:57.38
2011
10. Japão
3:57.44
2009
Vencer o 4x100m medley feminino era
uma honra que pertencia somente a Estados Unidos e Alemanha Oriental. Em
2004, as americanas abriram quase dois
segundos de vantagem na primeira metade da prova, mas o ponto forte das
australianas, as vencedoras dos 100m
borboleta e 100m livre Petria Thomas e
Jodie Henry conseguiram reverter a situação de forma inacreditável, vencendo
por quase dois segundos e abaixando o
recorde mundial das americanas em um
segundo.
O Brasil na prova
O Brasil participou somente uma vez da
prova, em 2008, e por somente meio segundo ficou fora da final, terminando em
10º na eliminatória. Esse revezamento
fez história no ano seguinte, alcançando
a final no Mundial de Roma e deixando
de fora da final a poderosa equipe dos
Estados Unidos.
Alemanha Or.
3
1
0
4
Austrália
2
4
0
6
Alemanha Ocid.
0
1
2
3
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Alemanha
0
1
2
3
Ano
0
1
0
1
Nadador
1. Estados Unidos
Tempo
Holanda
3:52.36
2011
Grã-Bretanha
0
1
0
1
Canadá
0
0
3
3
2. China
3. Austrália
3:55.61
3:55.74
2011
2007
União Soviética
0
0
2
2
4. Rússia
3:57.38
2011
Lendas – Jenny Thompson
5. Japão
3:57.75
2010
6. Alemanha
3:58.43
2012
7. Grã-Bretanha
8. Inglaterra
3:59.65
4:00.09
2011
2010
9. Canadá
4:00.72
2011
10. Suécia
4:01.18
2010
A americana Jenny Thompson é simplesmente a mulher mais condecorada
na história da natação olímpica, ao lado
de Dara Torres: são 12 medalhas em
quatro Olimpíadas, sendo oito de ouro.
No entanto, carrega uma frustração. Apesar de em sua vitoriosa carreira ter sido recordista mundial dos 50m e 100m
livre e 100m borbo e de ter conquistado
vários títulos mundiais nestas provas,
jamais conseguiu um ouro olímpico individual – todos foram em revezamentos.
Em compensação, foram 8 vitórias em 10
revezamentos em quatro participações
olímpicas. Após Sydney 2000, Thompson
se afastou da natação para estudar medicina. Dois anos depois, conciliando
treinos e estudos, teve uma volta triunfal,
foi a nadadora mais velha da equipe americana em 2004 e hoje segue uma
bem sucedida carreira de anestesista.
China
0
0
2
2
Com. Est. Indep.
0
0
1
1
Japão
0
0
1
1
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
Ano
Nadador e tempo
1960 Roma
Estados Unidos, 4:41.1
1964 Tóquio
Estados Unidos, 4:33.9
1972 Munique
Estados Unidos, 4:20.75
1976 Montreal
Alemanha Or., 4:07.95
Sul-americano: Brasil - 3:58.49 (2009)
Brasileiro: Brasil - 3:58.49 (2009)
1980 Moscou
Alemanha Or., 4:06.67
Norte-americano: Estados Unidos - 3:52.36 (2011)
1992 Barcelona
Estados Unidos, 4:02.54
Europeu: Alemanha - 3:55.79 (2009)
2000 Sydney
Estados Unidos, 3:58.30
Oceania: Austrália - 3:52.58 (2009)
2004 Atenas
Austrália, 3:57.32
Asiático: China - 3:52.19 (2009)
2008 Pequim
Austrália, 3:52.69
Africano: África do Sul - 4:03.62 (2008)
RECORDES
Mundial: China - 3:52.19 (2009)
Olímpico: Austrália - 3:52.69 (2008)
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DIA 8 – 4x100m MEDLEY MASC.
Prova mais aberta do que nunca
Por Daniel Takata Gomes
UMA DERROTA AMERICANA E UMA MEDALHA BRASILEIRA. SERÁ POSSÍVEL?
Os Estados Unidos jamais perderam a
prova quando nadaram, e mesmo que
vençam agora provavelmente não manterão um feito: o de bater ou igualar o recorde mundial em todos os Jogos Olímpicos. O tempo obtido com trajes tecnológicos é difícil de ser alcançado. Mas eles
devem se preocupar primeiramente em
vencer, tarefa que não será fácil. O fiel da
balança será Matt Grevers nos 100m
costas. Se repetir sua performance da seletiva, os Estados Unidos não devem perder. Mas se abrir junto com as outras equipes, o bicho pega. Michael Phelps
continua sendo um diferencial. E, dedendo de como ele abrir o 4x100m livre e
como Tyler McGill nadar os 100m borboleta, Phelps pode ser colocado no livre.
Já imaginaram ele fechando contra James
Magnussen? Esse é o principal diferencial da Austrália, enquanto o Japão tem
Kosuke Kitajima no
peito, o que deixa
tudo equilibrado. Por
isso Grevers é tão
importante. Pela soma dos tempos individuais, as outras equipes cotadas são
França, Brasil e Alemanha. Desta vez,
os brasileiros realmente podem sonhar.
O tempo conjunto de
Thiago Pereira, Felipe França, Kaio Márcio e Cesar Cielo
é 3:33.44. Tirando meio segundo de saída
livre dos três últimos, resultaria algo em
torno de 3:32.00 – tempo suficiente para
ouro no Mundial de 2011. Os pontos fortes da França são o costas e o livre. Já a
Alemanha tem uma equipe equilibrada,
Cesar Cielo, Felipe
França e Kaio Márcio
com desvantagem no peito. Objetivamente falando: a maior chance é que o pódio
seja o mesmo da última Olimpíada (EUA,
Austrália e Japão). Mas não é uma chance
tão grande assim. Em uma prova com
tanta alternância, tudo pode acontecer.
Até uma inédita medalha brasileira.
BALIZAMENTO – TOP 10
1. ESTADOS UNIDOS
3:32.06 (jul/2011)
2. AUSTRÁLIA
3:32.26 (jul/2011)
3. ALEMANHA
3:32.60 (jul/2011)
4. ITÁLIA
3:32.80 (mai/2012)
5. JAPÃO
3:32.89 (jul/2011)
Os Estados Unidos sempre
dominaram o revezamento tanto em Olimpíadas quanto em
Mundiais. Mas sempre que por
algum motivo não venceram,
os australianos se aproveitaram. Foi assim em 1980, nos
Jogos de Moscou boicotados,
e nas três vezes que perderam
em Mundiais – 1998, 2001 e
2007, esta última por ter sido
desclassificado o que poderia
ter sido o oitavo ouro de
Phelps na competição.
James Magnussen é o destaque da Austrália, que nos últimos anos tem no livre a maior
força de seu revezamento. Foi
assim em Pequim, quando
Eamon Sullivan deu um calor
em Jason Lezak, e nos tempos
de Ian Thorpe, que apesar de
não ser velocista chegou a fazer 47.20 fechando em 2002,
na época a terceira melhor
parcial da história.
Historicamente uma equipe de
tradição na prova, a Alemanha
havia conquistado um bronze
em 2000 e uma prata em 2004,
mas surpreendentemente não
se classificou para os Jogos
Olímpicos de 2008. Mas recuperou o prestígio nos últimos
anos com a prata no Mundial
de 2009 e o bronze em 2011 e
chega novamente como candidata a medalha.
Como aconteceu com seus revezamentos, a Itália não foi
bem no Mundial do ano passado e não conseguiu classificação automática, obtendo a vaga somente na repescagem. A
performance no Europeu deste
ano foi surpreendente, com
destaque para o peito de Fabio
Scozzoli e o livre de Filippo
Magnini. Buscam a segunda
medalha olímpica italiana em
revezamentos (a primeira foi
no 4x200m em Atenas 2004)
O Japão foi bronze na primeira
vez que a prova foi disputada,
em 1960. Voltou ao pódio em
2004 e 2008. Com os três primeiros estilos acima da média
e o livre em geral fraco, a equipe depende muito de Kosuke Kitajima. Tanto que no
Mundial de 2009, que ele não
disputou, a equipe terminou
em 7º. Foi só ele voltar em
2011 para os japoneses brigarem pelo bronze, perdido por
pouco para a Alemanha.
6. HOLANDA
3:34.11 (jul/2011)
7. HUNGRIA
3:34.57 (jul/2011)
8. BRASIL
3:34.58 (out/2011)
9. NOVA ZELÂNDIA
3:35.09 (mar/2012)
10. CANADÁ
3:35.36 (jul/2011)
A Holanda jamais medalhou na
prova, e chegou mais perto
disso em 2000. Era a campeã
europeia e Pieter Hoogenband
estava em uma fase áurea.
Sua parcial de 47.24, a mais
rápida da história até então, tirou a equipe do 7º lugar e quase deu a medalha. Mas sua
performance mais impressionante foi no Mundial de 2003,
quando fechou para 46.70, a
parcial mais rápida em trajes
têxteis até hoje.
A Hungria também só obteve
classificação na repescagem,
pois não nadou bem o Mundial
2011, apesar de ter Dániel
Gyurta no time – László Cseh
sequer nadou. Cseh, aliás, pode ser encaixado de acordo
com as necessidades. Em Atenas 2004, abriu de costas.
No Europeu deste ano, nadou
borbo. Ele é o recordista húngaro de ambas as provas, e
também poderia fechar – é recordista nacional dos 200m.
Este é o único revezamento
brasileiro que não conquistou
medalha olímpica. Em Sydney
2000 e Pequim 2008, chegou
com expectativas devido às
performances nos Pans dos
anos anteriores, mas sequer
passou para as finais. Desta
vez, vem embalado pela melhor colocação em mundiais:
quarto lugar em 2009, além de
quatro atletas com chances em
suas provas, o que não ocorreu nas outras ocasiões.
A Nova Zelândia obteve um
grande e surpreendente resultado em Pequim 2008: a quinta
colocação. Mas sequer nadou
o Mundial de 2011 e se classificou na rabeira para Londres,
em uma tentativa no Campeonato Neo-Zelandês. A primeira
metade de prova até que é boa, mas o borbo para 53 e o livre para 49 destroem qualquer
esperança. Aliás, com parciais
como essas, já foi um milagre
ter conseguido a classificação.
Entre 1972 e 1992, o Canadá
subiu ao pódio no 4x100m medley em todas as Olimpíadas exceto em 1980, quando boicotou. No entanto, desde 1996
não chega à final. Em 2008,
Brent Hayden ficou decepcionado por não ter subido ao pódio nos 100m livre. Descontou
a frustração na eliminatória do
4x100m medley, fazendo
46.84, parcial que ficou atrás
somente de Jason Lezak e
Eamon Sullivan.
4x100m MEDLEY MASCULINO HISTÓRIA E NÚMEROS
NÚMEROS GERAIS
MEDALHISTAS DE 2008
EM OLIMPÍADAS
Estados Unidos – 3:29.34
Desde 1960
Disputará a prova em Londres .
MAIORES VENCEDORES
Austrália – 3:30.04
Ian Crocker (USA) – 2000, 2004 e 2008
Disputará a prova em Londres.
Japão – 3:31.18
Jason Lezak (USA) – 2000, 2004 e 2008
MEMÓRIA
1964 – Tóquio
A primeira vez que os 100m livre, borboleta e peito masculino foram nadados
abaixo do minuto foram fora de Olimpíadas, assim como os 100m livre, borboleta
e costas feminino. Mas a primazia do
sub-minuto nos 100m costas masculino
ocorreu em 1964, na abertura do revezamento 4x100m medley, quando o americano Thompson Mann fez 59.6.
Disputará a prova em Londres.
MAIORES MEDALHISTAS
Ian Crocker (USA) e Jason Lezak (USA) – 3 ouros
QUEM VENCEU DESDE 2008
Tom Ponting (CAN) – 2 pratas e 1 bronze
Ryan Lochte (USA) – 1 prata e 1 bronze
QUEM MAIS NADOU (4 PARTICIPAÇÕES)
MUNDIAL 2009
Estados Unidos, 3:27.28
1992 – Barcelona
MENOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidos, 3:32.06
Em nada menos que seis ocasiões, o recorde mundial dos 100m costas foi superado na abertura do revezamento. Mas
somente em 1992 o autor do feito não
ganhou os 100m costas – o americano
Jeff Rouse havia sido derrotado pelo canadense Mark Tewksbury, e no 4x100m
medley estabeleceu o recorde que duraria sete anos. Foi também a única ocasião em que a equipe americana, jamais
derrotada na prova (não participou em
1980 devido ao boicote), não superou o
recorde mundial – “somente” igualou.
Austrália sobre União Soviética em 1980 (0.22s)
PAN-AMERICANO 2011
2008 – Pequim
MAIS VELHO VENCEDOR
Brasil, 3:34.58
Jason Lezak (USA), 32a9m5d em 2008
EUROPEU 2012
Itália, 3:32.80
A vitória americana representou a oitava
medalha de ouro de Michael Phelps em
Pequim, que no pódio recebeu uma homenagem especial do Comitê Olímpico
Internacional. Também foi o canto do
cisne de uma das mais fortes equipes da
história. O time formado por Aaron Peirsol no costas, Brendan Hansen no peio,
Phelps ou Ian Crocker no borboleta e Jason Lezak no crawl venceu todos os
campeonatos e demoliu recordes entre
2002 e 2008. Em 2011, foi escolhido pela
ESPN como a 9ª melhor equipe de todos
os tempos, em uma lista encabeçada pela seleção brasileira de futebol de 1970 e
pelo Dream Team de basquete dos Estados Unidos de 1992.
Franck Esposito (FRA) – 1992, 1996, 2000 e 2004
EUROPEU 2010
França, 3:31.32
QUEM MAIS DISPUTOU FINAIS (3)
PAN-PACÍFICO 2010
Nobutaka Taguchi (JPN) – 1968, 1972 e 1976
Mark Kerry (AUS) – 1976, 1980 e 1984
Estados Unidos, 3:32.48
JOGOS DA COMUN. BRITÂNICA 2010
Péter Horváth (HUN) – 1992, 2000 e 2004
Austrália, 3:33.15
Alexander Popov (EUN) – 1992, 1996 e 2004
JOGOS ASIÁTICOS 2010
MAIOR MARGEM DE VITÓRIA
Estados Unidos sobre Austrália em 1960 (6.6s)
Japão, 3:34.10
MUNDIAL 2011
MAIS VELHO MEDALHISTA
Jason Lezak (USA), 1º em 2008 com 32a9m5d
TOP 10 ALL-TIME
MAIS NOVO VENCEDOR
Neil Brooks (AUS), 17a11m27d em 1980
MAIS NOVO MEDALHISTA
Neville Hayes (AUS), 2º em 1960, 16a8m30d
QUADRO DE MEDALHAS (PAÍSES)
Nadador
1. Estados Unidos
2. Alemanha
Tempo
Ano
3:27.28
3:28.58
2009
2009
3. Austrália
3:28.64
2009
4. Brasil
3:29.16
2009
5. França
3:29.73
2009
6. Rússia
7. Grã-Bretanha
3:30.55
3:30.68
2009
2009
8. Japão
3:30.74
2009
9. Canadá
3:31.02
2009
10. África do Sul
3:31.53
2009
País
O
P
B
T
Estados Unidos
12
0
0
12
Austrália
1
3
3
7
Canadá
0
3
2
5
Alemanha
0
2
1
3
Alemanha Or.
0
2
0
2
União Soviética
0
1
2
3
TOP 10 ALL-TIME (TRAJES TÊXTEIS)
Com. Est. Indep.
0
1
0
1
Ano
0
1
0
1
Nadador
1. Estados Unidos
Tempo
Rússia
3:30.68
2004
Japão
0
0
3
3
Alemanha Ocid.
0
0
1
1
2. França
3. Austrália
3:31.32
3:32.26
2010
2011
Grã-Bretanha
0
0
1
1
4. Alemanha
3:32.60
2011
5. Itália
3:32.80
2012
RECORDES MUNDIAIS EM OLIMPÍADAS
6. Japão
3:32.89
2011
Ano
Nadador e tempo
1960 Roma
Estados Unidos, 4:05.4
7. Rússia
8. SwimMAC, USA
3:33.29
3:33.70
2010
2011
1964 Tóquio
Estados Unidos, 3:58.4
9. Holanda
3:33.99
2010
10. Hungria
3:34.57
2012
1968 C. México
Estados Unidos, 3:54.9
1972 Munique
Estados Unidos, 3:48.16
1976 Montreal
Estados Unidos, 3:47.28 (el.)
1976 Montreal
Estados Unidos, 3:42.22
1984 L. Angeles
Estados Unidos, 3:39.30
1988 Seul
Estados Unidos, 3:36.93
Sul-americano: Brasil - 3:29.16 (2009)
Brasileiro: Brasil - 3:29.16 (2009)
1992 Barcelona
Estados Unidos, 3:36.93
Norte-americano: Estados Unidos - 3:27.28 (2009)
1996 Atlanta
Estados Unidos, 3:34.84
Europeu: Alemanha - 3:28.58 (2009)
2000 Sydney
Estados Unidos, 3:33.73
Oceania: Austrália - 3:28.64 (2009)
2004 Atenas
Estados Unidos, 3:30.68
Asiático: Japão - 3:30.74 (2009)
2008 Pequim
Estados Unidos, 3:29.34
Africano: África do Sul - 3:31.53 (2009)
RECORDES
Mundial: Estados Unidos - 3:27.28 (2009)
Olímpico: Estados Unidos - 3:29.34 (2008)
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O Brasil na prova
Apesar de nos últimos anos o Brasil chegar bem cotado em Olimpíadas na prova,
a melhor performance é do distante ano
de 1972, quando a equipe formada por
Rômulo Arantes, José Fiolo, Sérgio
Waismann e José Aranha terminou na
quinta posição. Outra final foi obtida em
1980 (8º lugar). Desde 1960, o Brasil só
não participou em 1976, mas alcançou a
final somente nessas duas ocasiões.
Lendas – Matt Biondi
Não é qualquer nadador que chega a
uma Olimpíada comparado com Mark
Spitz. Antes de Michael Phelps, o único a
ter essa honraria foi o americano Matt
Biondi. Em Seul 1988, ele chegou entre
os favoritos em sete provas, conquistando cinco ouros, uma prata e um bronze.
Apesar de ter sido ouro nos 100m livre e
prata nos 100m borboleta, nadou a parcial de borbo no revezamento 4x100m
medley. No alto de seus 2,04m, era
chamado de “Torpedo de Modena”, pela
descendência italiana. Nos 100m livre,
manteve um domínio avassalador por oito anos e conseguia nadar com uma incrível regularidade na casa dos 48s numa época na qual dificilmente se abaixava dos 50s. Depois de deixar as piscinas,
Biondi participou de vários projetos sociais, ajudando carentes, crianças doentes
e até golfinhos.
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