universidade metodista de são paulo os sítios arqueológicos de

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universidade metodista de são paulo os sítios arqueológicos de
UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO
Pós-Graduação em Ciências da Religião.
Grupo de Pesquisa: Arqueologia das Terras da Bíblia.
Docente: Prof. Dr. José Ademar Kaefer.
Pesquisador: Prof. Dr. Edson de Faria Francisco.
OS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DE ḤIRBET QUMRAN E MASSADA
1. Localização geográfica1
Ḥirbet Qumran. O nome original do sítio arqueológico é (em letras hebraicas)
 (árab. ḥirbeṯ-qûmra’n, ruína de Qumran) e tal topônimo é de procedência árabe.
Normalmente, o nome da localidade é transcrito na literatura acadêmica bíblica como Ḥirbet
Qumran ou como Khirbet Qumran. Vários estudiosos preferem se referir ao local apenas como
Qumran. Este sítio arqueológico é localizado no deserto da Judeia, sendo situado a cerca de
42,6 km a leste de Jerusalém e a cerca de 12 km ao sul de Jericó, na região noroeste do mar
Morto, em Israel. O local se situa a cerca de 1 km da margem ocidental do mar Morto. Além
disso, a localidade é também muito próxima ao  (árab. wā’ḏî-qûmra’n, uádi de
Qumran ou leito de rio seco de Qumran), sendo localizada ao norte deste uádi. Normalmente,
este topônimo é transcrito na literatura acadêmica bíblica como Wadi Qumran. A área total
das ruínas de Ḥirbet Qumran é quase quadrada, possuindo cerca de 4.500 m2.
Massada. O nome original do sítio arqueológico é  (hebr. mǝṣāḏâ, Fortaleza). A
fortaleza de Massada localiza-se no deserto da Judeia, em Israel, ao sul do mar Morto. Este
sítio é uma fortaleza de pedra, situado a cerca de 50 km ao sul de Jerusalém. As falésias na
extremidade leste de Massada são cerca de 400 m de altura e as falésias do oeste são cerca de
91 m de altura. O cume é plano, tendo formato de losango, com cerca de 550 m de comprimento por 270 m de largura.
Tanto Ḥirbet Qumran como Massada são localizados na margem ocidental do mar
Morto, em Israel. Este mar, onde o rio Jordão desemboca, possui 80 km de comprimento por
15 km de largura, levando em consideração a parte mais larga do mar. O seu ponto de maior
profundidade está a 400 m abaixo do nível do mar, o ponto mais baixo da Terra. Na região, a
temperatura pode chegar de 30° C a 40° C e a precipitação anual é de 5 cm ou até menos. Na
região, faz 330 dias de sol, aproximadamente.
1
Cf. Vermès, 1994, p. 11; Golb, 1996, p. 21-33 e 170-172; Laperrousaz, 1992, p. 9, 12, 28 e 29; Mackenzie, 1984, p.
761-762; Kaefer, 2012, p. 51 e 57; Machado e Funari, 2012, p. 29, 37 e 40; Calina e Calina, 2004, p. 12 e Francisco, 2008b, p. 385 e 391.
1
Ḥirbet Qumran
Massada
2
Localização dos sítios arqueológicos de Ḥirbet Qumran e de Massada
2. Localização na Bíblia e breve descrição no texto bíblico3
Tanto Ḥirbet Qumran quanto Massada não são mencionados na Bíblia. Em relação ao
mar Morto, o relato bíblico menciona o mar do Sal (hebr. , yām-ham-melāḥ, o mar do
Sal) (cf. Gn 14.3; Nm 34.3; 34.12; Dt 3.17; Js 3.16; 12.3; 15.2; 15.5 e 18.19), que corresponderia, segundo os estudiosos, a esse local. Outro nome que seria o equivalente ao mar Morto é o
mar de Arabá (hebr. , yām hā‘ărāḇâ, lit. o mar da Estepe) (cf. Dt 4.49; Js 3.16; 12.3 e
2Rs 14.25). Então, tanto o mar do Sal quanto o mar de Arabá seriam os correspondentes do
mar Morto na narrativa bíblica.4 Existem possíveis alusões a Ḥirbet Qumran no texto bíblico,
mas não por meio de tal nome. Alguns eruditos defendem que Ḥirbet Qumran seria a cidade
do Sal (hebr. , ‘îr-ham-melāḥ, a cidade do Sal) (cf. Js 15.62).5 Porém, outros estudiosos argumentam que seria Secaca (hebr. , səḵāḵâ, lit. Abrigo) (cf. Js 15.61). Outros cogitam que Secaca corresponderia não a Ḥirbet Qumran, mas a Ḥirbet es-Samra, no vale de Acor,
a 18 km a sudeste de Jerusalém.6 Tanto a cidade do Sal quanto Secaca seriam localizadas na
atual região do mar Morto. Massada não é mencionada na Bíblia, mas é citada por Flávio Jose2
3
4
5
6
Cf. Zwickel, 2010, p. 42.
Cf. Würthwein, 1995, p. 146, n. 1; Laperrousaz, 1992, p. 28; Frank, 1993, p. 5 e Machado e Funari, 2012, p. 29.
Cf. Koehler e Baumgartner, 2001, p. 414 e 880; Brown, Driver e Briggs, 1996, p. 411 e 787; Holladay, 2010, p. 192
e 400 e Alonso Schökel, 2004, p. 280 e 516.
Cf. Koehler e Baumgartner, 2001, p. 822 e Alonso Schökel, 2004, p. 773.
Cf. Koehler e Baumgartner, 2001, p. 754 e Alonso Schökel, 2004, p. 768.
2
fo, em suas duas obras principais: Guerra Judaica (c. 76-79) (I, 238; 294, 303; II, 447; IV, 555;
VII, 305 etc.) e Antiguidades Judaicas (c. 93-94) (XIV, 400 etc.).
A seguir, são transcritos cinco textos da Bíblia Hebraica que fazem alusão à região do
mar Morto e, possivelmente, também a Ḥirbet Qumran.7
Durante a época patriarcal, alguns reis do oriente (quatro reis contra cinco) travaram
uma batalha no vale do Sidim, identificado com o mar do Sal, na região do atual mar Morto:
Todos estes se uniram no vale do Sidim; aquele que é o mar do Sal (cf. Gn 14.3).
Durante a peregrinação dos israelitas pelo Sinai em direção à terra de Canaã, Moisés
os orienta sobre as fronteiras de Israel, e o mar do Sal indicaria a fronteira sul do futuro território: (...) e descerá a fronteira para o Jordão, e as saídas dela serão o mar do Sal; esta será
para vós a terra, conforme as fronteiras dela, ao derredor (cf. Nm 34.12); (...) e
r
e
r
er
r
e
desde Quinerete e até o mar de Arabá, o mar do Sal, debaixo das encostas
de Pisga, para o levante (cf. Dt 3.17).
Após a conquista da terra de Canaã, Josué orienta os israelitas sobre a herança territorial que caberia à tribo de Judá. No relato, as localidades cidade do sal e Secaca, que corresponderiam a Ḥirbet Qumran, são mencionadas: No deserto: Bete-Arabá, Midim, e Secaca; e a
e
e
l e
- e
seis cidades e as aldeias delas (cf. Js 15.61-62).
No período de Jeroboão II, o rei de Israel, houve o restabelecimento do território de Israel, e há indicações sobre a fronteira sul: Ele restabeleceu a fronteira de Israel, desde o entrar
Hamate até o mar de Arabá; como a palavra de YHWH, o Deus de Israel, que falou por meio do
servo dele, Jonas, o filho de Amitai, o anunciador, que era de Gate-Hefer (cf. 2Rs 14.25).
3. Importância na história de Israel8
Ḥirbet Qumran. O local teria sido habitado em várias fases durante o período bíblico.
Por meio dos estudos do padre Roland G. de Vaux, da École Biblique et Arquéologique de Jerusalém, é possível estabelecer uma fase israelita e uma fase comunal com três períodos de ocupação humana em Ḥirbet Qumran: 1. Fase israelita (c. séc. VIII-VII a.C.): edificação retangular
com um grande pátio e uma fileira de quartos no muro leste e com cisterna circular. 2. Fase
comunal (c. 135 a.C.-73 d.C.): Período Ia (c. 135-100 a.C.): ocupação com edificações, com duas
cisternas retangulares e alguns aposentos sobre ruínas de uma antiga fortaleza israelita abandonada no século VI a.C. Período Ib (c. 100-31 a.C.): ocupação com novas edificações até o
7
8
A tradução do texto bíblico foi adaptada de Edson de F. Francisco (trad.), Antigo Testamento Interlinear HebraicoPortuguês, vol. 1: Pentateuco (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2012) e idem (trad.), Antigo Testamento Interlinear Hebraico-Português, vol. 2: Profetas Anteriores (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, publicação futura).
Cf. Würthwein, 1995, p. 146; Golb, 1996, p. 171-172; Mackenzie, 1984, p. 762; Vermès, 1992, p. 36-37; Saulnier e
Rolland, 1983, p. 86-94; VV.AA, 1986, p. 85-92; Kaefer, 2012, p. 53, 54, 57, 58 e 59 e Machado e Funari, 2012, p. 38-38.
3
terremoto ocorrido em 31 a.C. Período II (c. 4 a.C.-68 d.C.): ocupação próxima ao início da era
cristã com término em 68, no decorrer da guerra judaica contra o poderio romano. Período III
(c. 69-73): manutenção de guarnição romana para controlar o acesso ao mar Morto até a eliminação da revolta judaica contra o domínio romano em 73. Segundo De Vaux, durante o Período Ia, na época dos reinados de João Hircano (135-104 a.C.) e Alexandre Janeu (103-76 a.C.),
uma comunidade de essênios (um dos principais grupos judaicos da época) teria se estabelecido no local, abandonando-o por causa de um terremoto ocorrido em 31 a.C. Por volta do início
da era cristã, o mesmo grupo teria retornado, habitando o local até 68, durante a Primeira
Revolta Judaica contra Roma (66-73). Na fase da guerra contra os romanos, a comunidade
essênia também teria se envolvido, sendo exterminada por completo.
9
Palestina na época de Herodes, o Grande (37-4 a.C.)
Massada. De acordo com Flávio Josefo (37/38-100), João Hircano ou Alexandre Janeu
teriam dado início à construção da fortaleza, com o propósito de protegerem a fronteira comercial na região sul de Israel. Mais tarde, tal fortaleza teria sido ampliada por Herodes, o
Grande (37-4 a.C.), que a teria circundado com um muro torreado, tornando-a uma fortaleza
inexpugnável, como proteção e como refúgio para si e para a sua família contra os seus inimigos. Massada tornou-se, assim, propriedade de sua família. Posteriormente, em 66, durante a
Primeira Revolta Judaica contra Roma, os zelotes a teriam tornado o último reduto contra os
9
Cf. Lawrence, 2008, p. 130.
4
romanos. O cerco romano contra os zelotes e os refugiados judeus deu-se no final de 73, depois da queda de Jerusalém, do Herodium e do Maqueronte. O principal líder judeu em Massada era Eleazar ben Jair e o legado romano da Judeia, Lúcio Flávio Silva (73-81), chefiou a X
legião romana Fretensis contra a fortaleza. Os romanos cercaram Massada com oito acampamentos e o cerco durou vários meses. Eles construíram uma pequena muralha ao redor da
montanha que serviria para evitar a fuga de algum refugiado e uma rampa no lado ocidental
da montanha na intensão de invadirem a fortaleza e fazerem prisioneiros os que estariam refugiados ali. No final, quando os romanos finalmente conseguiram invadir Massada, encontraram 960 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, todos mortos. Apenas duas mulheres e
cinco crianças teriam se escondido para escaparem do suicídio coletivo, e posteriormente,
relataram o acontecimento. De acordo com Flávio Josefo, teria havido suicídio coletivo entre
os próprios refugiados judeus. Após essa época, Massada foi abandonada e somente foi ocupada nos séculos V e VI, mas desta vez por monges bizantinos que edificaram uma igreja no
local. Até hoje são encontradas no sítio arqueológico a rampa, os locais dos acampamentos
romanos, a pequena muralha romana e as pedras lançadas pelas catapultas contra a fortaleza.
10
Palestina na época da Primeira Revolta Judaica contra Roma (66-73)
10
Cf. Lawrence, 2008, p. 168.
5
4. História da escavação arqueológica11
Entre 1947 e 1965 arqueólogos de várias nacionalidades iniciaram expedições às 11
grutas de Ḥirbet Qumran e à fortaleza de Massada a procura de manuscritos e artefatos que
datavam da época bíblica ou de época próxima a ela. A seguir há as principais informações
sobre os achados nos dois sítios arqueológicos.
Ḥirbet Qumran. Entre o inverno e a primavera de 1947, dois beduínos da tribo
Ta‘amireh, Jum‘a Muhammed e Muhammed Ahmed el-Hamed, encontraram acidentalmente
os primeiros manuscritos na gruta 1 de Ḥirbet Qumran, sendo encontrados dentro de jarros.
Entre os itens foram achados um rolo completo (1QIsa) e outro fragmentário (1QIsb) do texto
de Isaías, um rolo contendo um comentário ao texto de Habacuque (1QpHc) e um rolo contendo regras de uma determinada comunidade judaica (1QS). Os quatro manuscritos foram
adquiridos pelo patriarca mar Athanasius Yeshue Samuel, do Mosteiro Ortodoxo Sírio de São
Marcos, em Jerusalém. Mais tarde, tais manuscritos foram datados entre o século II a.C. e o
século I a.C. por estudiosos da American Schools of Oriental Research de Jerusalém.
Jum‘a Muhammed e Muhammed Ahmed el-Hamed: beduínos da tribo Ta‘amireh; ambos encontraram os primeiros
12
manuscritos na gruta 1 de Ḥirbet Qumran, entre o inverno e a primavera de 1947
11
12
Cf. Würthwein, 1995, p. 31-32; Brotzman, 1994, p. 87-90; Laperrousaz, 1992, p. 10-33; Golb, 1996, p. 21-25 e
170-174; Frank, 1993, p. 5-20; Mackenzie, 1984, p. 761-763; Pisano, 2000, p. 50; Kaefer, 2012, p. 53, 54, 57, 58 e
59; Machado e Funari, 2012, p. 30, 31 e 58; Lawrence, 2008, p. 134; Miller e Huber, 2006; p. 218-219; Batchelor,
1995, p. 104; Calina e Calina, 2004, p. 14 e Francisco, 2008b, p. 385-388.
Cf. www.facsimile-editions.com/shared/images/ds/bedouin-1.s.jpg. Página acessada em 8/5/2013.
6
Jarros encontrados em Ḥirbet Qumran nos quais foram guardados manuscritos
13
14
Garrafas encontradas em Ḥirbet Qumran
Em 1948 foi anunciada a importante descoberta na imprensa internacional. Entre 1952
e 1956, vários arqueólogos organizaram expedições, descobrindo mais 10 grutas em Ḥirbet
Qumran: grutas 2 e 3 (março de 1952), grutas 4, 5 e 6 (setembro de 1952), grutas 7, 8, 9 e 10
(fevereiro, março e abril de 1955) e gruta 11 (fevereiro e março de 1956).
13
14
Cf. Calina e Calina, 2004, p. 16.
Ibidem, p. 37.
7
Localização das onze grutas (cavernas) de Ḥirbet Qumran
15
Além das 11 grutas, descobriu-se um platô próximo ao Wadi Qumran com antigas ruínas de uma determinada edificação. Em tal platô (plataforma) havia várias repartições: torre,
cozinha, sala de reunião, escritório, refeitório, copa, forno, estábulo, despensa, pátios, entrada
de aqueduto, bacia de decantação, banheiros, salas para banho ritual (hebr. , miqweh,
banho ritual), cisternas e canalizações. Em tais sítios foram encontrados manuscritos, objetos
sagrados judaicos como filactérios e mezuzás, sandálias, moedas, panelas, pratos, garrafas,
jarros, copos, tinteiros, tecidos, fusos espirais e eixos, entre outros artefatos. Três cemitérios
foram localizados próximos ao local com o total estimado de 1.142 sepulcros. De acordo com
as conclusões de De Vaux, a comunidade que ocupou Ḥirbet Qumran teria sido a dos essênios.
16
Moedas (sheqels) encontradas em Ḥirbet Qumran
15
16
Cf. Lawrence, 2008, p. 134.
Cf. Calina e Calina, 2004, p. 41.
8
17
Planta de Ḥirbet Qumran
Em 1952 foi dado início à pesquisa dos fragmentos dos manuscritos encontrados nas
11 grutas de Ḥirbet Qumran por uma equipe de estudiosos internacionais. Em 1967, o Instituto
de Antiguidades de Israel (IAA) foi designado como custodiante das centenas de manuscritos.
A partir de 1991, o IAA estabeleceu uma grande equipe internacional de eruditos para a publicação em uma década de todos os manuscritos encontrados nas localidades da região do mar
Morto, incluindo Ḥirbet Qumran, Wadi Murabba‘at, Naḥal Ḥever, Ḥirbet Feshkha, Ḥirbet Mird,
Naḥal Ṣeelim, Naḥal Mishmar, Ein Guedi, Wadi Daliyeh, entre outros sítios. Tal equipe foi chefiada por Emanuel Tov, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Massada. Entre 1955 e 1956 foi iniciada a primeira exploração a Massada por arqueólogos israelenses. A segunda expedição arqueológica deu-se entre 1963 e 1965. Ali foram encontrados oito manuscritos contendo textos bíblicos (sete canônicos e um deuterocanônico),
todos datados da época da Primeira Revolta Judaica contra Roma. Uma equipe de arqueólogos
israelenses chefiada por Yigael Yadin desenterrou toda a área, incluindo o palácio de Herodes,
o Grande e parte do lugar onde os zelotes e os refugiados judeus usaram como resistência
contra o cerco dos romanos. No complexo, havia várias repartições como: piscina, columbário,
balneário romano, igreja bizantina, sinagoga dos zelotes, torre, muros, trincheira, residências,
alojamentos, almoxarifados, reservatório de água, cisternas de água, cidadela e quarto de estudo da Torá. O palácio, no lado setentrional (norte) da fortaleza, é dividido em três terraços
(superior, médio e inferior).
17
Cf. Lawrence, 2008, p. 134.
9
Planta de Massada
18
a. Os achados arqueológicos19
As localidades de Ḥirbet Qumran e Massada são importantes por serem sítios arqueológicos onde foram achados centenas de manuscritos, sendo que a maioria em estado fragmentário, compostos em hebraico, em aramaico e em grego. Nas 11 grutas de Ḥirbet Qumran
foram encontrados cerca de 930 manuscritos, dos quais entre 210 e 212 documentos com
textos de todos os livros da Bíblia Hebraica, exceto o livro de Ester. Cerca de 22% dos manuscritos são de conteúdo bíblico (excluindo os filactérios e as mezuzás). Em Massada foram encontrados oito manuscritos. Os textos encontrados em Ḥirbet Qumran e em Massada foram
datados entre o século III a.C. e o século I d.C.
Ḥirbet Qumran. Os seguintes manuscritos bíblicos encontrados nas 11 grutas deste sítio arqueológico são alguns dos mais conhecidos: 1QIsa, 1QIsb, 4QJrb, 4QÊxf e 3QEz. Parte de
tais achados (cerca de 35%) reflete um tipo textual que, mais tarde, daria origem ao Texto
Massorético, na época medieval. Todavia, há manuscritos que refletem um tipo textual próximo ao da Septuaginta e outros ao do Pentateuco Samaritano.
18
19
Cf. www.willhiteweb.com/israel/masada-national_park/dead_sea_255.htm. Página acessada em 8/5/2013. Tradução para o português das 40 indicações de Massada: Edson de Faria Francisco.
Cf. Tov, 2008a, p. 131, 135, 146, 147 e 148; idem, 2008b, p. 429 e 431; idem, 2012, p. 94, 95, 107, 108 e 109;
Würthwein, 1995, p. 31-32; Brotzman, 1994, p. 90-94; Laperrousaz, 1992, p. 37-49; Golb, 1996, p. 67-69; Cross,
1993, p. 22-25 e 155-159; Mackenzie, 1984, p. 761-763; Trebolle Barrera, 1996, p. 334-338; Gottwald, 1988, p.
98; Pisano, 2000, p. 50-52; Rhymer, 1992, p. 87; Machado e Funari, 2012, p. 46 e 48; Silva, 2010, p. 125 e Francisco, 2008b, p. 382, 385, 386, 387, 388, 391 e 392.
10
20
Gruta 4 de Ḥirbet Qumran
21
Vista interna da gruta 4 de Ḥirbet Qumran
22
Ruínas de Ḥirbet Qumran
20
21
22
Cf. Calina e Calina, 2004, p. 19.
Cf. Miller e Huber, 2006, p. 218.
Cf. Alexander e Alexander, 2008, p. 32.
11
23
Locais de banho ritual (miqweh) de Ḥirbet Qumran
Além de tais manuscritos bíblicos, também foram encontrados em Ḥirbet Qumran centenas de textos com conteúdo não bíblico com assuntos diversos: um texto apócrifo sobre
narrativas do Gênesis (hebr. 
 , ḥîṣônîṯ libərē’šîṯ, apócrifo do Gênesis), o
1QGnAp; um texto sobre regras de uma determinada confraria religiosa judaica (hebr.
, sereḵ hay-yaḥāḏ, costume da comunidade), o 1QS; um texto sobre uma guerra
contra determinados inimigos (hebr. , məḡillaṯ milḥāmaṯ bənê ḥōšeḵ,
rolo de guerra de filhos de escuridão), o 1QM; um texto dedicado a determinados hinos de
ação de graças (hebr. , hôḏāyôṯ, cânticos de louvor), o 1QH; um texto sobre o templo de
Jerusalém (hebr. , məḡillaṯ ham-m q āš, o rolo do templo), o 11QT e um texto
sobre um determinado tesouro (hebr.  , məḡillaṯ han-nəḥōšeṯ, o rolo do cobre), o
3Q15, além de outros textos. Afora tais escritos, foram localizados manuscritos contendo comentários e interpretações sectárias a livros bíblicos, conhecidos como Pesher (hebr. ,
pēšer, explicação, interpretação), tais como: 1QpHc, 1QpMq, 4QpNa e 4QpSl 37. Ainda foram
descobertas traduções aramaicas de textos bíblicos, conhecidos como Targum (hebr. ,
targûm, tradução), tais como: 11QtgJó e 4QtgLv.
23
Cf. José Ademar Kaefer (arquivos de imagens de Israel e Jordânia).
12
a
24
Manuscrito 4QDt ; a gravura mostra um fragmento avulso (Dt 23.26-24.8)
a
O manuscrito 4QDt : transcrição de um fragmento avulso (Dt 23.26-24.8) como publicada na obra
25
The Biblical Qumran Scrolls: Transcriptions and Textual Variants (2010)
Foram encontrados objetos sagrados judaicos como filactérios (tefilin) (hebr. ,
təpillîn, filactérios) e invólucros para batentes de porta (mezuzá) (hebr. , məzûzôṯ, batentes de porta) e tais peças continham trechos bíblicos (cf. Êx 12 e 13 e Dt 5; 6; 10; 11 e 32). Como exemplo, podem ser mencionadas as seguintes peças religiosas: 5QFil e 8QMez.
24
25
Cf. Calina e Calina, 2004, p. 61.
Cf. Ulrich, 2010, p. 223-224.
13
26
Localização dos sítios arqueológicos de Ḥirbet Qumran, Wadi Murabba‘at, Naḥal Ḥever e Massada
Massada. Foram encontrados oito manuscritos contendo textos bíblicos (sete canônicos e um deuterocanônico) neste sítio arqueológico: MasGn, MasLva, MasLvb, MasDt, MasEz,
MasSla e MasSlb. Além de tais textos, um manuscrito do Eclesiástico/Sirácida composto em
hebraico também foi encontrado (MasEclo). Os manuscritos bíblicos canônicos datam do século I d.C. e refletem um tipo textual que, mais tarde, daria origem ao Texto Massorético.
27
Platô de Massada
26
27
Cf. Lawrence, 2008, p. 134.
Cf. José Ademar Kaefer (arquivos de imagens de Israel e Jordânia).
14
28
Acampamento romano em Massada
b. Os arqueólogos que escavaram os sítios arqueológicos29
Ḥirbet Qumran. Os arqueólogos da primeira geração que se dedicaram aos achados de
Ḥirbet Qumran foram: Eleazar L. Sukenik, Harold H. Rowley, William F. Albright, Roland G. de
Vaux, André Dupont-Sommer, Yigael Yadin, Naḥman Avigad e Józef T. Milik. Estudiosos das
gerações posteriores que se dedicaram ao assunto foram Géza Vermès, John Strugnell, Eugene
C. Ulrich, Émile Puech, Torleif Elgvin, Florentino García Martínez, Lawrence H. Schiffman, Emanuel Tov, Ada Yardeni, James H. Charlesworth, Magen Broshi, entre outros.
Todos os manuscritos encontrados nas 11 grutas de Ḥirbet Qumran foram publicados
desde os anos 1950. O primeiro texto foi o de Millar Burrows, John C. Trever e William H.
Brownlee, The Dead Sea Scrolls of the St. Mark’s Monastery, vol. 1: The Isaiah Scroll and the
Habakkuk Commentary (New Haven, 1950). A série mais importante que traz os textos é a
Discoveries in the Judaean Desert (DJD), 40 volumes (Oxford, 1955-2011). O primeiro texto
desta série foi o de Dominique Barthélemy e Józef T. Milik, Qumran Cave 1 (DJD 1) (Oxford,
1955) e o último foi o de Eugene C. Ulrich, Peter W. Flint e Martin G. Abbeg, Jr, Qumran Cave
1. II: The Isaiah Scrolls, partes 1 e 2 (DJD 32) (Oxford, 2011).
28
29
Cf. José Ademar Kaefer (arquivos de imagens de Israel e Jordânia).
Cf. Tov, 2010, p. 113-132; idem, 2012, p. 99; McCarter, Jr, 1986, p. 82-85; Vermès, 1992, p. 5, 323 e 324; Machado e Funari, 2012, p. 55 e Francisco, 2008b, p. 384, 400, 401, 402, 403 e 404.
15
a
30
Manuscrito 4QIs ; a gravura mostra o fragmento 8 (Is 12.4-13.16).
a
Manuscrito 4QIs : transcrição do fragmento 8 (Is 12.4-13.16) como publicada na obra
31
The Biblical Qumran Scrolls: Transcriptions and Textual Variants (2010)
30
31
Cf. Calina e Calina, 2004, p. 63.
Cf. Ulrich, 2010, p. 480.
16
a
32
Manuscrito 11QSl ; a gravura mostra as colunas XIV, XV e XVI (Sl 119.171-145.7).
a
Manuscrito 11QSl : transcrição da coluna XIV (Sl 119.171-176; 135.1-9) como publicada na obra
33
The Biblical Qumran Scrolls: Transcriptions and Textual Variants (2010)
Massada. Yigael Yadin foi um dos principais arqueólogos responsáveis pelas escavações em Massada, publicando estudos durante os anos 1960. Segundo ele, os textos bíblicos
encontrados no referido sítio arqueológico seriam datados da época da Primeira Revolta Judaica contra Roma, refletindo um texto bíblico hebraico muito próximo ao daquele que mais tarde se tornaria, durante o período medieval, o Texto Massorético, padronizado pelos massoretas. As duas principais obras de Yadin dedicadas às descobertas em Massada são:
 (hebr. məg l
sada) (Jerusalém, 1965) e M
32
33
e
: Her
yr ’ m mǝṣā â) (ingl.: The Ben Sira Scroll from Ma’ F r re
Cf. Lawrence, 2008, p. 13.
Cf. Ulrich, 2010, p. 712.
17
he Ze l ’ L
(Nova York,
1966). Todos os manuscritos com conteúdo bíblico encontrados em Massada foram publicados
na obra “Hebrew Fragments from Masada”, in Masada VI, The Yigael Yadin Excavations 19631965, Final Reports, editado por Shemaryahu Talmon e Yigael Yadin (Jerusalém, 1999). Uma
edição dedicada a todos os manuscritos existentes do Eclesiástico/Sirácida em hebraico e encontrados em Massada, na Guenizá do Cairo e em outros sítios arqueológicos foi publicada por
Pancratius C. Beentjes, The Book of Ben Sira in Hebrew: a Text Edition of all Extant Hebrew
Manuscripts and a Synopsis of all Parallel Hebrew Ben Sira Texts (Supplements to Vetus Testament 68, 1997).
34
Ruína do palácio (terraço inferior) de Herodes, o Grande em Massada
35
Palácio setentrional (terraços superior, médio e inferior) de Herodes, o Grande em Massada
34
35
Cf. José Ademar Kaefer (arquivos de imagens de Israel e Jordânia).
Cf. www.willhiteweb.com/israel/masada_national_park/dead_sea_255.htm. Página acessada em 8/5/2013.
18
36
Ruínas de Massada
c. A importância para o estudo da Bíblia37
Uma das contribuições mais relevantes dos achados arqueológicos de Ḥirbet Qumran e
de Massada é referente ao estado do texto da Bíblia Hebraica entre os séculos III a.C. e I d.C.
Os manuscritos revelam que o texto bíblico não era ainda definitivo, revelando alguns tipos
textuais como o Texto Proto-Massorético, o Pentateuco Samaritano, a Septuaginta e outros
não identificáveis com estas três recensões bíblicas. Alguns manuscritos compostos em hebraico, como os 4QSma, 4QSmb, 4QSmc, 4QJrb e 4QJrd, entre outros, se aproximam mais da tradição textual da Septuaginta do que da tradição textual do Texto Proto-Massorético. Outros
manuscritos, como os 4QpaleoÊxm, 4QNmb, 4QDtn, entre outros, atestam a tradição textual do
Pentateuco Samaritano. Outros documentos, como os 1QIsa, 1QIsb, 4QEza, MasLva, MasEz,
entre outros, atestam a recensão que, posteriormente, daria origem ao Texto Massorético. Tal
constatação indica que a padronização do texto bíblico estava ainda em processo de cristalização, isto é, ainda não apresentava forma redacional definitiva que se conhece atualmente, por
meio da recensão massorética. Os manuscritos são as mais antigas cópias do texto bíblico do
que os códices massoréticos, datados do século IX em diante, servindo, também, para os estudos da crítica textual dedicada à Bíblia Hebraica.
Outra contribuição relevante dos achados arqueológicos de Ḥirbet Qumran e de Massada é em relação à existência dos vários grupos religiosos do judaísmo entre os séculos III a.C.
e I d.C., como os essênios, os zelotes, os fariseus, os saduceus e os samaritanos. Por meio das
descobertas é possível constatar de como teria sido o ambiente histórico, religioso, social e
econômico, entre outros aspectos, no qual o cristianismo surgiu e se desenvolveu a partir do
judaísmo. Mesmo que não tenha sido encontrado nenhum manuscrito do Novo Testamento,
36
37
Cf. Batchelor, 1995, p. 99.
Cf. Tov, 2012, p. 107-111; Brotzman, 1994, p. 94-96; Laperrousaz, 1992, 50-52; Cross, 1993, p. 155-156; Mackenzie, 1984, p. 767; Gottwald, 1988, p. 96, 122 e 123; Trebolle Barrera, 1996, p. 330-339; Pisano, 2000, p. 52-53;
Machado e Funari, 2012, p. 67-68; Lawrence, 2008, p. 126, 127 e 135; Alexander e Alexander, 2008, p. 529-531;
Batchelor, 1995, p. 102-103; Rhymer, 1992, p. 109; Calina e Calina, 2004, p. 15 e Francisco, 2008b, p. 225, 383,
386, 391 e 408.
19
os achados são importantes, pois fornecem vários indícios sobre o pano de fundo das narrativas dos evangelhos e dos demais escritos neotestamentários.
Os manuscritos encontrados nos dois referidos sítios arqueológicos contribuem,
igualmente, para a pesquisa linguística sobre a ortografia, a fonologia, a morfologia, o vocabulário e a pronúncia do hebraico na época em que os textos foram escritos. Entre os documentos, principalmente aqueles achados nas 11 grutas de Ḥirbet Qumran, pode-se constatar o
emprego de ortografia hebraica um tanto diferente em relação àquela registrada nos códices
massoréticos da época medieval. A ortografia nos textos encontrados na região do mar Morto
é típica do período dos Hasmoneus (séc. II a.C.), sendo empregada pelos escribas na composição dos manuscritos. Os seguintes vocábulos hebraicos servem como exemplos:  [hebr. lw’,
não],  [hebr. ’lwhym, Deus],  [hebr. rw’š, cabeça],  [hebr. ky’, porque], 
[hebr. ’wm, enunciado] etc.38 Tal constatação textual, entre outras, revela como foi a prática
ortográfica adotada na época e como teria sido a possível pronúncia do hebraico naquele período em comparação com a pronúncia fixada pelos massoretas durante a Idade Média e que
está registrada no texto atual da Bíblia Hebraica.39
5. Siglas dos Manuscritos Bíblicos encontrados em Ḥirbet Qumran e em Massada40
Ḥirbet Qumran
1QIsa
primeiro manuscrito de Isaías da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
b
segundo manuscrito de Isaías da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
1QIs
1QpMq
pesher de Miqueias da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
1QpHc
pesher de Habacuque da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
1QGnAp
manuscrito do Gênesis Apócrifo da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
1QH
manuscrito dos Hinos de Ação de Graças da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
1QM
manuscrito da Regra da Guerra da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
1QS
manuscrito da Regra da Comunidade da gruta 1 de Ḥirbet Qumran.
3QEz
manuscrito de Ezequiel da gruta 3 de Ḥirbet Qumran.
3Q15
Rolo de Cobre da gruta 3 de Ḥirbet Qumran.
4QÊxf
sexto manuscrito de Êxodo da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QpaleoÊxm
décimo terceiro manuscrito de Êxodo em paleohebraico da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QNmb
segundo manuscrito de Números da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
38
39
40
A ortografia e a vocalização de tais vocábulos, de acordo com a norma massorética, é a seguinte:  (hebr. lō’,
não),  (hebr. ’ĕlōhîm, Deus), (hebr. rō’š, cabeça),  (hebr. kî, porque) e  (hebr. nə’um, enunciado).
Cf. Qimron, 2008, p. 14-15; Sáenz-Badillos, 1996, p. 136-140; Joüon e Muraoka, 2009, p. 44 e 83; Waltke e
O’Connor, 2006, p. 18; Trebolle Barrera, 1996, p. 333; Francisco, 2008a, p. 132-133 e idem, 2008b, p. 396-399.
As siglas são daqueles manuscritos bíblicos e não bíblicos mencionados no presente texto.
20
4QDtn
décimo quarto manuscrito de Deuteronômio da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QSma
primeiro manuscrito de Samuel da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QSmb
segundo manuscrito de Samuel da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QSmc
terceiro manuscrito de Samuel da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QJrb
segundo manuscrito de Jeremias da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QJrd
quarto manuscrito de Jeremias da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QEza
primeiro manuscrito de Ezequiel da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QtgLv
targum de Levítico da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QpNa
pesher de Naum da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
4QpSl 37
pesher do Salmo 37 da gruta 4 de Ḥirbet Qumran.
5QFil
filactério da gruta 5 de Ḥirbet Qumran.
8QMez
mezuzá da gruta 8 de Ḥirbet Qumran.
11QtgJó
targum de Jó da gruta 11 de Ḥirbet Qumran.
11QT
manuscrito do Templo da gruta 11 de Ḥirbet Qumran.
Massada
MasGn
manuscrito de Gênesis de Massada.
MasLva
primeiro manuscrito de Levítico de Massada.
MasLvb
segundo manuscrito de Levítico de Massada.
MasDt
manuscrito de Deuteronômio de Massada.
MasEz
manuscrito de Ezequiel de Massada.
MasSla
primeiro manuscrito dos Salmos de Massada.
b
segundo manuscrito dos Salmos de Massada.
MasSl
MasEclo
manuscrito de Eclesiástico/Sirácida de Massada.
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